A Barragem do Caia ganhou 28 milhões de metros cúbicos de água armazenada e o nível subiu 2,17 metros, nas últimas 24 horas, entre as 9 horas de terça e as 9 horas de quarta-feira, dia 14. Os dados são da Associação de Beneficiários do Caia (ABC).
Na leitura da manhã desta quarta-feira, a cota da água da albufeira era de 229,63 metros (dois metros e 17 centímetros acima de ontem); o volume de água era de 138 milhões de metros cúbicos (mais 28 milhões que ontem); este volume corresponde a 73% da capacidade máxima, 15 pontos percentuais acima da percentagem de ontem.
No espaço de uma semana, entre 7 e 14 de dezembro, o nível da água subiu cerca de sete metros e meio e o volume de água armazenada mais que duplicou: passou de 60 para 138 milhões de metros cúbicos.
Quanto a precipitação, no dia de ontem, terça-feira, no observatório meteorológico da ABC, na barragem, foram medidos 93 litros de chuva por metro quadrado, um valor excecional na nossa região. Nos últimos cinco dias, neste ponto da região, a precipitação somou quase 200 litros por metros quadrado (200 milímetros).
A precipitação prevista para hoje e dias seguintes, com a água a escorrer dos campos a caminho da albufeira, assegura que a água armazenada na Barragem do Caia se vai aproximar a sua capacidade máxima (190 milhões de metros cúblicos), o que há um mês era tido como muito pouco provável.
A barragem do Caia conta, ao dia de hoje, segunda-feira, dia 12, com cerca de 84 milhões de metros cúbicos de água, o que corresponde a 44% da sua capacidade máxima de armazenamento.
De acordo com o engenheiro Luís Rodrigues, da Associação de Beneficiários do Caia, “estes números dão algumas garantias em relação à campanha de rega para o próximo ano”.
Entre os dias 7 e 12 de Dezembro, entraram na Barragem do Caia cerca de 24 milhões de metros cúbicos de água.
A barragem abastece os concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte e tem capacidade para armazenar 190 milhões de metros cúbicos de água.
Com o objetivo de garantir, no futuro, a continuidade das Festas do Povo, a Câmara de Campo Maior está a desenvolver, no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro (CERN), uma Oficina da Flor de Papel e da Pandeireta.
A responsabilidade, com a elevação das Festas do Povo a Património Cultural Imaterial da Humanidade, é agora “imensa” para os campomaiorenses, lembra a vereadora São Silveirinha, assegurando que esta é uma iniciativa “bastante importante para se incutir o gosto e o conhecimento” nas crianças da arte de trabalhar o papel e de o transformar em flores, bem como de tocar e decorar pandeiretas.
“Arrancámos com a Oficina da Flor de Papel e da Pandeireta no início de novembro, já está de vento em popa e os alunos estão a aderir e a gostar bastante, e os professores também”, diz ainda São Silveirinha.
A iniciativa, que é levada a cabo por técnicas do Município de Campo Maior e pelos professores do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, abrange os alunos do pré-escolar ao 6.º ano de escolaridade.
Em consequência do mau tempo que se faz sentir, o distrito de Portalegre encontra-se com várias limitações de mobilidade rodoviária.
O Comando Territorial de Portalegre informa que, devido às condições climatéricas adversas, se encontram encerradas as seguintes estradas (atualizado às 01:44 horas de 14/12/2022):
– Estrada Nacional (EN) n.º 373 de Campo Maior para Elvas;
– EN 246 São Vicente – S.ta Eulália;
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– EN245 Fronteira – Alter do Chão – fechada zona piscinas fluviais;
– EN 243 Monforte – Fronteira;
– Estrada Municipal (EM) n.º 1099 Monforte – S.to Aleixo;
– EM Montargil – Couço;
– EM Portagem – Castelo de Vide (árvores fechadas) cortada por risco de queda de árvores;
– EM 1142 Portagem para Ponte Velha;
– EM1062 Montargil – Foros do Mocho;
– EM Santo Amaro – Sousel;
– EM Monte da Pedra – Cunheira;
– EM São Saturnino – Cabeço de Vide;
Vias livres/alternativas:
– IP2 de Portalegre a Estremoz;
– EN18 Portalegre a A23, ou vice-versa;
– EM 515 e 371 de Arronches para Monforte;
– EN371 Campo Maior – Retiro – Caia;
– Campo Maior a Elvas pela EN243 – Santa Eulália – EN243-1 – Barbacena – Vila Fernando – EN4;
– Portalegre a Arronches pela EN246;
– Arronches a Elvas pela EN246 até Santa Eulália, EN243-1 – Barbacena – Vila Fernando – EN4 – Elvas;
– Ponte Sôr para Estremoz: (1) pela IC13 até Portalegre e IP2; (2) ou Alter do Chão, Cabeço de Vide e Monforte (IP2); (3) N2 Montargil – N2 Mora – N2 Pavia – N4 – Estremoz;
– Fronteira a Monforte: EM Fronteira – Santo Amaro –N372- Veiros – IP2 – Monforte; (2) Ou EM1081 até Cabeço de Vide – direita para N369 – Vaiamonte – Monforte;
– Fronteira a Alter do Chão: EM1081 até Cabeço de Vide e daí à esquerda pela N369 até Alter do Chão.
Esta informação vai sofrendo atualizações conforme necessário.
A Junta de Freguesia de Degolados, com apoio do Município de Campo Maior, está a promover um concurso natalício, desafiando os degoladenses a decorarem as suas janelas ou portas.
Depois, a população deve enviar uma foto da sua decoração de natal para a Junta de Freguesia, para que sejam publicadas nas redes sociais. As mais votadas irão receber um prémio para gastar no comércio local.
A vila de Campo Maior viu-se bastante afetada com a chuva que caiu nas últimas horas, com a zona baixa a ficar completamente inundada. Calçada arrancada, muros derrubados e casas alagadas provocaram o caos na vila e prejuízos enormes em termos materiais.
O presidente da câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, tem estado a acompanhar os trabalhos de remoção dos destroços e refere que “a situação é catastrófica. Há muitos estragos mas o mais importante é que todas as pessoas estão bem. Estamos a tentar fazer o melhor que podemos e a avaliar os estragos para podermos atuar o mais rapidamente possível. Sei que não é fácil para ninguém mas o que peço à população é paciência”.
Na zona industrial de Campo Maior, a fábrica da Sanzé, que se dedica ao fabrico e comércio de produtos alimentares, ficou completamente inundada.
João Cachola, sócio fundador da empresa, refere que “a chuva provocou muitos estragos e impediu a saída das encomendas programadas. Tínhamos encomendas para sair para França, Espanha e em Portugal que acabaram por não sair”.
Paulo Moreiras, comandante dos bombeiros de Campo Maior, refere que “têm sido muitas as ocorrências registadas nas últimas horas. Não temos registo de danos humanos de maior e, nesse sentido, peço às pessoas para que não saiam das suas casas. Sei que a curiosidade é muita, até porque este tipo de fenómenos não á habitual na nossa região, mas p mais importante é estarem em segurança”.
“Neste momento, todas as vias do concelho de Campo Maior estão interditas à circulação e estamos, em conjunto com a GNR e com o município de Campo maior, a tentar encontrar soluções”, garantiu o comandante.
De recordar que, um pontão da estrada entre Elvas e Campo Maior, perto da Estação de Tratamento de Água, ruiu nesta manhã de terça-feira, dia 13, devido à chuva das últimas horas, que provocou grandes caudais do Rio Caia e dos ribeiros afluentes naquela zona.
Esta rutura do pontão interrompeu o trânsito entre Elvas e Campo Maior. A estrada de Elvas para Campo Maior absorve todo o trânsito de pesados entre Portalegre e a fronteira do Caia, devido ao estrangulamento do túnel de Santa Eulália. Também a estrada do Retiro está cortada.
A Câmara Municipal de Campo Maior anunciou já que prevê acionar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, após uma reunião marcada para as 14.30 horas.
Um pontão da estrada entre Elvas e Campo Maior, perto da Estação de Tratamento de Água, ruiu nesta manhã de terça-feira, dia 13, devido à chuva das últimas horas, que provocou grandes caudais do Rio Caia e dos ribeiros afluentes naquela zona.
Esta rutura do pontão interrompeu o trânsito entre Elvas e Campo Maior. A estrada de Elvas para Campo Maior absorve todo o trânsito de pesados entre Portalegre e a fronteira do Caia, devido ao estrangulamento do túnel de Santa Eulália.
A ligação rodoviária entre Campo Maior e Badajoz, pela fronteira do Retiro, encontra-se cortada, devido à chuva intensa das últimas madrugada e manhã.
Assim, os interessados em fazer a ligação entre Campo Maior e Badajoz devem escolher percursos alternativos, nomeadamente utilizando a autoestrada A6, pela fronteira do Caia.
Eunice Vieira e duas das idosas que frequentam o Ateliê das Artes
Inaugurado há cerca de um ano, o Ateliê das Artes, em Degolados, tem sido um escape para algumas idosas daquela freguesia do concelho de Campo Maior, que ali encontram, um dia por semana, atividades que as ocupam, mas mais que isso: um lugar onde o convívio é a palavra de ordem.
Até ao momento, revela uma das responsáveis pelo ateliê, Eunice Vieira, apenas as senhoras têm frequentado este espaço, algumas delas com mais de 80 anos, sendo que a iniciativa é também abertas aos homens. “Gostávamos também de ter alguns senhores, que eles têm jeito para aquelas manualidades das madeiras, muito interessantes, mas ainda não apareceram”, começa por dizer esta funcionária do Município de Campo Maior, convidando-os a juntarem-se a esta iniciativa.
Atualmente, são entre sete a oito senhoras que, todas as quartas-feiras, frequentam este ateliê, sobretudo para trabalhos de costura e pintura. “É um bocadinho que elas passam connosco, um dia agradável, em que também recebemos imensas partilhas de coisas que elas sabem fazer”, acrescenta Eunice Vieira.
Eunice Vieira
Mais que os trabalhos desenvolvidos no ateliê, a responsável pela área da costura, assegura que este projeto tem sido muito importante para combater a solidão em que algumas destas idosas vivem. “Eu costumo dizer que não tinha noção que existiam tantos idosos órfãos de filhos vivos. Este é um bocadinho que lhes combate a solidão, porque há pessoas que são viúvas, que não têm filhos, estão completamente sozinhas e sentem-se em casa connosco”, assegura. A responsável garante ainda que, muitas vezes, acaba com as lágrimas nos olhos ao ouvir as histórias destas mulheres, considerando “muito gratificante” o trabalho que têm vindo ali a desenvolver.
Ernestina Cachaço e Ana Miranda são duas das senhoras que frequentam, desde o início, este ateliê. Ernestina, que diz ter já um grande “amor à camisola”, confessa que chega mesmo a fazer parte dos artigos iniciados no ateliê em casa, sempre “com muita força de vontade e trabalho”. “É um dia de convívio, temos um ambiente espetacular, boas condições. Temos tudo”, acrescenta.
Ana Miranda
Já Ana Miranda confessa que os trabalhos relacionados com renda são aqueles que mais gosta de fazer neste ateliê. “Todos os dias, lá estarei e já fizemos muita coisa”, garante, assegurando que o convívio é o melhor que leva desta iniciativa.
A participação neste ateliê, segundo a secretária da Junta de Freguesia de Degolados, Olga Madeira, é totalmente gratuita e aberta a todos os interessados. Para isso, basta as pessoas interessadas se dirijam à Junta de Freguesia ou às próprias responsáveis pelo ateliê, para que se inscrevam e participem nas atividades.
Recentemente, o grupo de utentes deste ateliê teve oportunidade de expor os seus trabalhos, em Degolados, naquela que foi a primeira feirinha de natal, promovida pela Junta de Freguesia. Para além de Eunice Vieira, este ateliê das Artes conta com a colaboração de Cristina Sabino, na área da pintura.