Badajoz: IBEROCIO com muitos motivos de atração para crianças até sexta-feira

A 31.ª edição de IBEROCIO, Feira da Infância e Juventude da Extremadura, já abriu portas nos pavilhões da IFEBA, em Badajoz, onde decorre até sexta-feira, dia 30.

Com um programa inteiramente dedicado aos mais novos, com todo o espaço preenchido com ateliers e atividades didáticas, a IBEROCIO conta, entre outros, com um espaço dedicado à gastronomia. Segundo o chef Ruben Corchuelo, o Bacalhau à Brás e o Pastel de Belém integram a ementa, que pode ser confecionada no espaço, pelos mais novos, onde não faltam também propostas da região da Extremadura e as famosas pizzas italianas.

Este workshop de cozinha, no espaço “Ibero Chef”, garante Ruben Corchuelo, é um dos mais procurados no certame, onde as crianças têm oportunidade de meter mãos à massa e replicar em casa.

Oficinas de pintura, jogos tradicionais, concursos de dança e canto, exposições e espetáculos musicais são outras das muitas ofertas da IBEROCIO que, desta feita, conta com entrada gratuita.

Presépio Monumental para visitar até 2 de fevereiro no Mosteiro de Campo Maior

Como já vem sendo tradição todos os anos, por esta altura, a igreja do Mosteiro da Imaculada Conceição, em Campo Maior, volta a ter disponível, para visita, um presépio monumental, elaborado pelas Monjas Concepcionistas.

Feito na catequese, explica a madre Maria dos Anjos, este presépio, diferente a cada ano que passa, é sempre elaborado com “muito gosto”, com o objetivo de conduzir pessoas até ao convento. O presépio, adianta a madre, “é o mistério que significa o nascimento do nosso redentor, que nos veio salvar, de um Deus que vem até nós por amor”.

As irmãs procuram fazer “tudo quanto possível” para melhorar o presépio, todos os anos, despertando a curiosidade de quem procura o convento para conhecer esta representação do nascimento de Jesus.

Sendo um presépio com uma dimensão considerável, a madre Maria dos Anjos já perdeu a conta às figuras que o compõem, algumas delas muito antigas. Este presépio pode ser visitado até dia 2 de fevereiro, data em que, segundo a madre, Jesus se apresentou no templo.

Imagens: Joaquim Candeias

 

Vera Escoto: “o maior presente que podemos dar, este Natal, é ouvir os outros”

Neste Natal, a Diretora Clínica da ULSNA, Vera Escoto deixou uma mensagem para todos, para que “tenhamos esperança, tenhamos fé e que ouçamos os outros, porque o grande presente que podemos dar aos outros é saber ouvi-los”.

Vera Escoto espera que, este ano, “o nosso embrulho vá cheio de generosidade, humanidade, fé e esperança por um dia melhor, que tem de ser construído por nós, porque não podemos esperar nada de mão beijada, temos que fazer crescer, amando das pessoas, dando o melhor de nós”.

“Um bom e santo natal e que o ano novo traga tudo de bom”, deseja ainda Vera Escoto.

Joaquim Lourenço transforma madeira em obras de arte

Joaquim Lourenço tem, num anexo da sua casa, em Vila Boim, um presépio composto por centenas de peças, a maioria feitas em madeira.

Tudo começou com um desafio em fazer “bancos em madeira e recrear o seu quintal em ponto pequeno, há cerca de três anos. Mas posso dizer-lhe que nunca tinha feito nada em madeira. Pedi apenas ao meu neto para me desenhar num papel o pé do banco. O primeiro não ficou muito bom. No dia seguinte, decidi tentar novamente e assim chegámos a este ponto. Este ano, decidi, em Agosto, começar a fazer a igreja de Vila Boim. A mulher pediu-me também uma casa para colocar uma mulher à janela a estender roupa e cá estão as duas peças novas”.

Este presépio já se transformou num trabalho de família, com o envolvimento de algumas pessoas: “a minha nora tirou as fotografias na igreja, a namorada do meu neto colocou a fotografia, o meu neto tratou da eletricidade e a minha senhora trata da pintura e de vestir os bonecos”.

Fátima Lourenço assume as funções de pintar e vestir os bonecos. Quando o marido começou a fazer estas peças achou estranho: “ainda lhe disse, então quando te peço para fazer alguma coisa não queres e agora vais fazer casinhas. Mas olhe, percebi que afinal tem jeito”.

Para o próximo ano, Joaquim Lourenço já tem mais ideias para este presépio, que, apesar de estar em espaço privado, “pode ser visitado por quem quiser. Uma das novas peças já era para ter sido feita que é o coreto de Vila Boim para colocar a banda que ali tenho. A outra, é supresa!”.

Joaquim e Fátima Lourenço dedicam-se, desde 2019, a um presépio artesanal, feito à mão. Em meados de Novembro todas as peças saem das caixas para estarem expostas até dia 8 de Janeiro.

A mensagem de Natal de José Pedro Caldeirão para campomaiorenses e sócios da CURPI

“Aquilo que nós desejamos a todos os campomaiorenses, a todos os sócios, à Rádio Campo Maior, enfim, a todos aqueles que nos têm ajudado ao longo destes 22 anos, é um feliz natal e um próspero ano novo”: é esta a mensagem que, aos microfones da RCM, o presidente da direção da CURPI de Campo Maior, José Pedro Caldeirão, quis deixar.

Esperando que esta sua mensagem possa ficar “bem patente e gravada”, José Pedro Caldeirão assegura que a instituição nunca se esquece dos seus sócios.

“Caminhar juntos na Esperança”: é este o desejo do Arcebispo de Évora

O Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, dirige sempre uma mensagem de natal a todos os diocesanos, sendo que, desta vez, apela para que todos “caminhem juntos na esperança”.

 


A mensagem para ler na íntegra:

“Estimados diocesanos, saúdo-vos neste tempo de Natal com a certeza que o caminho percorrido durante os últimos quatro anos do nosso Plano Pastoral Diocesano nos fez crescer em maturidade cristã e, por isso mesmo, em testemunho de vida. Celebramos em 2022 o último Natal do quadriénio pastoral em que ressoou em nossas vidas a consciência que ser discípulo é ser missionário da esperança. As apreensões face ao futuro que marcam o nosso tempo, fizeram-nos crescer numa maior consciência da urgência da nossa missão perante o mundo que anseia por ser mais humano e mais fraterno.

Neste Natal, reafirmamos à luz da fé que a missão da Igreja se centra na certeza de que só Jesus Cristo é a fonte e a meta da verdadeira esperança. Esta descoberta assumida pelos pastores de Belém e pelos magos do Oriente faz-nos redescobrir a nossa identidade como Discípulos Missionários da Esperança.

Nesta peregrinação de maturidade cristã, temos como ícone Maria, Mãe de Jesus: “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc. 1, 39).O caminho que Maria percorreu de Nazaré a Ainkarim foi o mesmo que percorreu a Arca da Aliança quando David a transportou através da terra de Judá até Jerusalém (2Sm. 6, 2);pela mesma estrada caminhará Jesus quando se dirigir a Jerusalém para por nós oferecer a Sua vida (Lc. 9, 51). Três viagens, a da Arca, a de Maria e a de Jesus; todas seguem o mesmo caminho de Deus rumo à Humanidade velha e necessitada de se encontrar com Aquele que é luz entre as trevas, o Emanuel.

Maria ensina-nos que quem está cheio do Espírito de Deus, caminha de coração alegre, de ânimo aberto, mesmo por estradas fatigantes. A maternidade de Maria, presente no Presépio de Belém, expressa a grandeza pessoal d’Aquela que pôs toda a sua esperança no poder da Palavra de Deus. Como ela, somos nós convidados a percorrer os mesmos caminhos carentes de salvação e marcados pela cultura da morte. Discípulos Missionários da Esperança que erguem com as suas vidas a luz entre as trevas.

Percebendo nós o grito da Terra e dos pobres, através da pandemia de SARS-CoV-2, da trágica guerra na Ucrânia, com cruéis desumanidades e previsto agravamento do sofrimento com mortes de crianças e populações indefesas, inclusivamente pelo frio e pela fome; sentindo-se por toda a Casa Comum a deterioração das condições económicas básicas, derivadas deste e de outros conflitos que agudizam o empobrecimento e a miséria dos mais frágeis e sem voz do nosso planeta; constatando-se a constante agudização das condições climatéricas com graves e irreversíveis riscos de danos para todo o planeta, nomeadamente ao nível do desaparecimento de espécies criadas por Deus na beleza da biodiversidade; sofrendo o nosso País o revés golpe do retrocesso civilizacional que significa a pretensa aprovação da eutanásia e da morte assistida; experimentando nós a desertificação populacional do mais extenso território diocesano de Portugal, com a perca de 14.282 pessoas no distrito de Évora e de 23.239 habitantes no território da Arquidiocese, constituído por 24 concelhos centro alentejanos, alto alentejanos e ribatejanos, percebemos a urgência de partir, com Maria, e levar o rosto amoroso de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo a todos os recantos que anseiam sequiosamente por um Natal de renovação de critérios e valores para que o mundo e a nossa região sejam diferentemente valorizados.

Porque tudo começa no coração de cada homem, de cada mulher e de cada jovem urge partilhar a luz de Cristo com todos os Irmãos, eis a nossa missão! Seja-me permitido lembrar os nossos queridos irmãos idosos, dos quais 44.511 foram sinalizados como sobreviventes à solidão ou ao isolamento. Fixemo-nos no nosso distrito de Évora onde 2924 idosos aguardam gestos de procura, de encontro e de presença, compromisso, promoção humana, ternura, carinho e os diversos apoios necessários às suas idades. Sinais dos tempos a pedir-nos que ultrapassemos as barreiras do egoísmo individualista gerador de “natais consumistas”, marcados pelo banal e pelo fútil e nos encontremos com a raiz desta solenidade em que Deus se faz homem para que os homens sejam filhos de Deus e irmãos entre si.

Ergue-se um grande sinal de esperança, um abraço universal de paz, eco e continuidade deste Natal, refiro-me à Jornada Mundial da Juventude, que olhará para a Mãe de Jesus como educadora “Maria levantou-se e partiu apressadamente”.

Será a nova geração de cristãos, os jovens que nos acompanham e interpelam, capazes de fazer acontecer o espírito do Natal na sua geração? Com São João Paulo II, iniciador destas Jornadas, continuamos a ecoar: “Só os jovens, sabem evangelizar os outros jovens”. Quanto necessita a nossa Arquidiocese de rejuvenescer! Como é urgente que nesta Igreja particular haja Natal, natalidade, vida! Como não perceber que jovens vidas abracem a vocação exclusiva ao serviço do Reino de Deus, nem como a beleza na família, construída a partir do matrimónio cristão? Como é importante sermos semeadores de esperança quando se percebe desistência, apatia, alheamento e indiferença. Que cada cristão leve o espírito do Natal a todos os que o procuram ou desistiram de sonhar a possibilidade de um mundo novo.

Caros sacerdotes, diáconos, consagrados, seminaristas, famílias cristãs, rezo para que sejais obreiros do nascimento de Cristo no nosso quotidiano, no mundo que nos é dado viver, pensando nos doentes, nos idosos, nas pessoas com deficiência, nos presidiários, nos sós, nos pobres, e nos desterrados. Solicito a todos, neste tempo santo de Natal, mais caridade operativa e maior comunhão de oração.

Para todos Santo e Feliz Natal!

+ Francisco José,

Arcebispo de Évora”

Famílias dos bombeiros em serviço passam Natal no quartel de Campo Maior

Para que as famílias possam passar, dentro das possibilidades, mais um natal em paz e no conforto dos seus lares, há muitos profissionais que, por outro lado, terão de passar, esta quadra festiva, ao serviço.

É o caso dos bombeiros. Em Campo Maior, explica o comandante da corporação, Paulo Moreiras, não sendo fácil, para os homens e mulheres que envergam a farda, “deixarem as suas famílias em casa”, a verdade é que muitos dos familiares dos bombeiros, “abdicando do conforto dos seus lares” acabam por passar mesmo a noite de natal no quartel.

“É nossa vontade, minha e dos elementos da direção também, dar as melhores condições possíveis para que isso aconteça, porque, de uma forma direta, estamos a fazer com todos os campomaiorenses e todos aqueles que se deslocarão à nossa região, durante esta quadra festiva, o possam fazer, tendo um sentimento de segurança aumentado e acrescido, porque sabem que os bombeiros, como todo o ano, estarão lá, dentro das suas possibilidades e capacidades”, diz ainda Paulo Moreiras.

À semelhança de médicos, enfermeiros e polícias, entre outros, também os bombeiros não deixam de trabalhar no natal e na passagem de ano. Existem muitas profissões que não podem parar a execução dos seus serviços de modo a que a sociedade se mantenha em ação e de forma organizada.

Mensagem de Natal do Diretor da Rádio Campo Maior

Desejo a todos um Bom Natal, à equipa do grupo Alentejo FM , da Rádio ELVAS, Rádio Campo Maior e Rádio Nova Antena, aos nossos ouvintes e aos anunciantes destas três rádios que unem o Alentejo numa só voz.

A União Europeia está muito preocupada com as regiões sem Liberdade dos meios de comunicação social e vai desenvolver um mapa onde se identifica os locais sem rádios ou jornais locais ou regionais.

Este ano, com a ameaça da Rússia e invasão da Ucrânia, um País soberano e independente,  e com o silêncio total dos meios de comunicação social livres na Rússia ficou demonstrado quão fácil é manipular e influenciar com propaganda.

Não estamos felizmente,  na nossa democracia nesse ponto, mas a existência de meios de comunicação livres em Portugal, e sobretudo no interior do País, é um desafio cada vez mais difícil, devido ao despovoamento.  Os censos de 2021 acenderam o alarme para esse grave problema que não teve até ao momento grande resposta.

O nosso papel de informar é fundamental para auxiliar as populações , e na semana passada com as inundações, cortes de estradas e acompanhamento das vítimas das cheias na nossa região,  isso voltou a ser evidente.

Só existimos para dar notícias e para fazer companhia, no trabalho, em casa, na estrada e a muitas pessoas sós. Só existimos para fazer parte da  vossa vida, caros ouvintes.

Mas o nosso trabalho só é possível, com a ajuda das firmas, empresas e entidades públicas que anunciam os seus produtos, serviços e eventos.

 O ano que vem vai ser complicado com a inflação e a subida das taxas de juros, pelo que só nos resta ajustar os orçamentos e dar prioridade ao mais importante.

Acredito que com muito trabalho em 2023, todos podemos ter um ano positivo pelo que termino desejando votos de um excelente ano novo a todos.

Luís Rosinha: Campo Maior vive “momento difícil” numa altura em que se quer “estar em paz”

Num momento difícil para o concelho de Campo Maior, após os estragos provocados pelas cheias, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, assegura que os danos “vêm penalizar o natal de alguns campomaiorenses”, não deixando de desejar um feliz natal a todos, “em família e em paz”, e um 2023 melhor que este ano que se aproxima do fim.

“Esta é uma mensagem que eu não pensava que fosse tão difícil de dar, mas o nosso povo tem uma grande capacidade de resiliência. É desejar que o ano de 2023 termine de nos pregar este tipo de partidas, sobretudo o São Pedro, que tem sido, um tanto ou quanto, injusto, naquilo que tem sido a gestão da nossa Câmara”, assegura o autarca.

A esperança de Luís Rosinha é que, também no novo ano, campomaiorenses e autarquia continuem unidos, em prol do concelho, da mesma forma que essa união ficou evidente na semana passada, depois das inundações. “Isto será apenas uma pedra no sapato e que uma forma de mostrar que o povo campomaiorense se consegue reerguer em todas as situações”, diz ainda o autarca.

“Foi um contratempo e penso que, em 2023, vamos poder olhar para trás, ficar tristes pelo acontecimento, mas já felizes por o termos superado. É um momento difícil para o concelho, numa altura em que todos queremos estar em paz”, remata Luís Rosinha.