A cidade de Elvas volta a celebrar a arte do movimento com mais uma edição do Festival Elvas Dança, que terá lugar este sábado, dia 2 de maio, a partir das 10h00, no emblemático Forte de Santa Luzia.
Promovido pelo Município de Elvas, o evento reúne várias escolas, academias e grupos de dança do concelho, proporcionando um dia dedicado à expressão artística, à criatividade e ao talento local.
O programa arranca às 10h00 com a atuação da Academia de Dança de Elvas, seguindo-se, às 10h30, o grupo Alto Espírito. Pelas 11h00, sobem ao palco as Naadirahs, e às 11h30 será a vez do Grupo de Dança do Agrupamento de Escolas D. Sancho II de Elvas.
Durante a tarde, a programação prossegue às 14h30 com Os Dançarilhos, seguindo-se, às 15h00, a atuação da Gota D’Arte. Às 15h30, o público poderá assistir ao espetáculo das SaphiraBellydance, encerrando o festival às 16h00 com a performance do grupo Spotlight.
O Festival Elvas Dança pretende promover a dança nas suas mais diversas vertentes, incentivando a participação da comunidade e valorizando o trabalho desenvolvido pelas associações e escolas locais nesta área artística.
A iniciativa promete transformar o Forte de Santa Luzia num palco de cor, ritmo e emoção, convidando toda a população a assistir e a celebrar a dança num ambiente de convívio e partilha cultural.
A taxa de esforço é a medida que relaciona o total das prestações bancárias — como crédito à habitação, automóvel e cartões — com os rendimentos líquidos do agregado familiar. Calcular este indicador é um passo fundamental para qualquer família, pois permite perceber exatamente que percentagem do rendimento mensal está comprometida com dívidas, funcionando como uma ferramenta de prevenção contra o endividamento excessivo e a perda de qualidade de vida.
De acordo com as recomendações financeiras, o valor ideal da taxa de esforço deverá ser inferior a 35%. Para obter este resultado, basta dividir o total dos encargos financeiros mensais pelo rendimento e multiplicar por 100. Caso o resultado ultrapasse este patamar, a DECO aconselha as famílias a encararem o valor como um sinal de alerta imediato, sugerindo a renegociação das condições dos créditos em vigor para evitar situações de rutura financeira.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, sublinhou, na passada quarta-feira, 29 de maio, à margem da inauguração da Ovibeja, que Portugal tem um superavit de cerca de 800 milhões de euros no setor do vinho.
Ainda assim, José Manuel Fernandes diz não estar satisfeito por terem sido apenas utilizados 12 dos 20 milhões disponibilizados pelo Governo para a promoção dos vinhos.
Destacando a “grande qualidade” dos vinhos portugueses, “muito fruto do trabalho dos enólogos”, o governante garante ser necessária uma aposta maior naquilo que diz respeito à sua promoção.
“É essencial essa promoção até para, por exemplo… um trabalho que tem de ser feito já, com o Mercosul a entrar em vigor. Não pensemos que basta falar português para termos sucesso no Brasil. E aí o trabalho, por exemplo, no Brasil, é absolutamente essencial para vendermos os nossos produtos e os nossos vinhos”, assegura.
Por outro lado, o governante destacou o trabalho que tem vindo a ser feito nesta área: “Nós aumentámos muito a fiscalização e avançámos, por exemplo, para a rotulagem, de forma a que o consumidor saiba a origem daquilo que está a consumir. Isso é absolutamente essencial e ainda vamos reforçar essa rotulagem e também estamos a trabalhar para a rastreabilidade”.
“Vinho à Prova” é o tema central da edição deste ano do maior certame agrícola do sul do país, a Ovibeja, a decorrer até domingo, 3 de maio, no Parque de Feiras e Exposições Manuel de Castro e Brito, em Beja.
No mês de abril, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Campo Maior assinala a importância da prevenção dos maus-tratos na infância, uma causa que procura sensibilizar toda a comunidade.
Neste âmbito, no dia 30 de abril, teve lugar no Pavilhão do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro uma iniciativa promovida em parceria com o Município de Campo Maior e outras entidades do concelho. A ação juntou crianças do pré-escolar e do 1.º ciclo do CERN, do Jardim de Infância “O Despertar” e do Centro de Talentos Alice Nabeiro, bem como o Vice-Presidente do Município, Paulo Pinheiro, para a criação do Laço Azul Humano, um gesto simbólico da luta contra os maus tratos infantis.
Esta foi uma organização da CPCJ – Campo Maior, com o apoio do Município, das Juntas de Freguesia do concelho, Agrupamento de Escolas, Centro de Talentos Alice Nabeiro, Jardim de Infância “O Despertar”, Coração Delta, Santa Casa da Misericórdia, Associação de Pais e Encarregados de Educação, GEDA, Sporting Clube Campomaiorense, ULSNA, Bombeiros Voluntários e Guarda Nacional Republicana.
O 11º ArtJazz Festival de Elvas prossegue na noite desta sexta-feira, dia 1 de maio, com um concerto do músico e compositor André Pizarro Pepe, uma das maiores promessas do contrabaixo em Portugal.
Neste espetáculo, onde dará a conhecer o seu mais recente disco original, “Sons Rupestres”, André Pizarro Pepe não fará apenas do contrabaixo um instrumento convencional, explorando-o também como instrumento de percussão.
Originalmente concebido como um diálogo minimalista entre contrabaixo e guitarra, este concerto propõe uma viagem por sonoridades orgânicas e telúricas, onde o silêncio e a textura têm tanto peso quanto a melodia.
Ao lado do contrabaixo de André Pizarro Pepe, a guitarra acústica de Francisco Neves assegura o suporte harmónico-melódico e a cumplicidade estética que define a génese de “Sons Rupestres”. Para este concerto em Elvas, o duo expande o seu universo sonoro com a participação de um convidado especial: o saxofonista Desidério Lázaro.
O espetáculo tem início às 21h30. Os bilhetes, com um custo de cinco euros, podem ser adquiridos na Ticketline ou meia hora antes do concerto no Auditório São Mateus.
O InnovPlantProtect (InPP) – Laboratório Colaborativo localizado em Elvas, em colaboração com a Fertiprado, desenvolveu uma tecnologia inovadora de revestimento biológico para sementes a partir de algas, com efeito bioestimulante e com potencial para melhorar o desempenho das pastagens e forragens.
A descoberta, que está a ser patenteada, resulta de cinco anos de colaboração com a Fertiprado, empresa líder no desenvolvimento e comercialização de misturas de sementes de leguminosas, permite estimular a nodulação em leguminosas, promover o crescimento vegetativo desde as fases iniciais de desenvolvimento, aumentar a resistência das plantas em condições de stress e melhorar o perfil nutricional do pasto, contribuindo para uma agricultura mais eficiente e sustentável.
“É com enorme satisfação que vemos uma das nossas linhas de investigação produzir resultados práticos. Não tenho dúvida que este produto vai ao encontro das necessidades de muitos produtores e contribuirá para que a nossa associada Fertiprado reforce a sua vertente inovadora, tornando-a ainda mais competitiva no mercado nacional e na exportação. Trabalhamos todos os dias para que isto aconteça e este é o primeiro exemplo do nosso pipeline em desenvolvimento.”, afirma António Saraiva, diretor executivo do InPP.
Já para a Fertiprado, o novo produto, que procura ser uma alternativa eficaz ao revestimento de sementes convencional baseado em produtos sintéticos, “reflete também o trabalho das equipas de I&D da Fertiprado e do InPP, cuja colaboração tem sido decisiva para transformar conhecimento científico em inovação com utilidade prática. Nós pretendemos manter uma aposta firme no desenvolvimento de soluções diferenciadoras para o sector”, sublinha Pedro Viterbo, gestor da Fertiprado.
Este desenvolvimento surge num contexto de forte crescimento do mercado global de biosoluções e produtos biológicos para a agricultura, impulsionado pela procura crescente por práticas agrícolas mais sustentáveis, pela necessidade de reduzir o impacto ambiental da produção agrícola e por novas exigências regulatórias. Neste cenário, soluções inovadoras baseadas em conhecimento científico tornam-se fundamentais para apoiar a transição do setor.
Esta inovação resulta de atividades de I&D desenvolvidas no âmbito da Agenda Mobilizadora Pacto da Bioeconomia Azul, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que integra o InPP e a Fertiprado e tem como objetivo desenvolver novos produtos, processos e serviços de alto valor a partir de recursos
marinhos, como é o caso deste revestimento de sementes. Como passo decisivo para a sua valorização, foi assinado em Elvas, a 4 de março deste ano, um memorando de entendimento para a exploração comercial desta tecnologia.
Para as empresas do setor agrícola, colaborar com o InPP representa uma oportunidade concreta para acelerar processos de investigação e inovação próprios, reduzir riscos associados ao desenvolvimento tecnológico e aceder a conhecimento especializado, talento científico altamente qualificado, financiamento competitivo e redes de colaboração nacionais e internacionais que reforçam a sua competitividade.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou em Campo Maior medidas para o território que serão discutidas no âmbito do Conselho de Ministros especial que se realiza esta tarde na Ovibeja: “vamos realizar um Conselho de Ministros, em Beja. Temos o objetivo de ligar todas as capitais de distrito por autoestrada”, apontando soluções para Portalegre cujo processo se encontra em fase de estudo, incluindo a avaliação de ligações à A23, a norte, e à A6, a sul por Estremoz e Beja com a ligação em curso.
O conselho de ministros irá ainda divulgar vários investimentos na agricultura, regadio e armazenamento de água, conforme avançara os Ministros da Agricultura e Ambiente, ontem na inauguração da Ovibeja.
Em Campo Maior deixou uma mensagem de “confiança e esperança de que vale a pena tomar opções estratégicas com resultados”. Destacou ainda a cultura empresarial herdada (do comendador Nabeiro): “Acreditar que é possível ter uma grande empresa em Campo Maior, desenvolvendo um projeto com os trabalhadores e em proximidade com a região e o setor social”.
O chefe do Governo reforçou a importância de políticas públicas favoráveis ao investimento: “O Estado deve facilitar a vida dos cidadãos e das empresas. Apostamos num modelo fiscal previsível e que simplifique a vida das empresas”.
O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, e o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, marcam presença, no âmbito da participação da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, na primeira edição do Fórum ‘Portugal Nação Global’, que decorre no Centro Cultural de Belém.
O Fórum Portugal Nação Global 2026 afirma-se como uma plataforma estratégica de ligação entre Portugal, a sua diáspora e os mercados internacionais, reunindo 634 participantes de 43 países dos cinco continentes, num encontro orientado para a geração de investimento, negócios e parcerias concretas.
Com uma participação equilibrada entre instituições públicas e associativas (266), empresas nacionais (254) e empresas da diáspora (189), o Fórum confirma-se como um espaço interinstitucional, multinível e orientado para resultados, onde comunidades, empresas e territórios convergem numa visão comum de desenvolvimento nacional.
O reforço do investimento industrial do Grupo Nabeiro, em Campo Maior, marca uma nova etapa de crescimento da empresa, que ambiciona afirmar-se entre as maiores do mundo no setor do café. A modernização inclui “um novo armazém de café verde, novos silos, novas linhas de embalamento e de cápsulas e um novo parque de energia renovável”, permitindo “duplicar a capacidade e passar a ser a maior fábrica da Península Ibérica”, destacou Rui Miguel Nabeiro.
O responsável sublinhou ainda a aposta na inovação e internacionalização: “O grupo inova e cria a Delta Venture com start-ups” e deixou claro que “estar no top 10 não é só um desejo, representa uma decisão de continuar a crescer a partir daqui”. Apesar da possibilidade de deslocalização, reforçou a aposta no território: “Podíamos descentralizar a produção, mas Portugal tem talento e capacidade. O interior do país desertifica-se e não é um problema só do Alentejo. Campo Maior resiste porque existe aqui uma âncora — uma empresa cresce e tem obrigação de fazer crescer o espaço onde existe”. E concluiu: “Chegar ao top 10 mundial a partir de Campo Maior, do Alentejo e de Portugal, para levar Portugal mais longe. O futuro faz-se com empresas que não esperam, fazem”.
Também João Manuel Nabeiro, chairman do Grupo Nabeiro, destacou o simbolismo do momento: “É com enorme alegria que hoje os recebemos em Campo Maior. A presença de todos, e em especial do primeiro-ministro, deixa-nos cheios de orgulho”. O responsável revelou que o grupo “investiu mais de 20 milhões de euros para reforçar e modernizar a empresa”, acrescentando: “Estamos a duplicar a capacidade de produção e a ficar mais preparados para os mercados onde estamos e onde queremos estar, com um crescimento sólido e ambicioso”. Sublinhou ainda o compromisso territorial: “Este é um investimento no território, um sinal claro de confiança em Campo Maior e no Alentejo. O futuro constrói-se a partir do interior de Portugal, de Campo Maior para o mundo”.
Na vertente institucional, o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, evocou o legado do fundador: “O comendador Rui Nabeiro deixou-nos um legado. Caminhou lado a lado com a comunidade local”. Defendeu ainda o papel das empresas na coesão territorial: “As empresas são um parceiro estratégico de coesão com o território. A Delta não deve ser uma exceção”. E acrescentou: “Aqui constrói-se uma Europa mais próxima dos cidadãos, sendo necessário criar condições para instalar empresas como a Delta Cafés”.
Já o primeiro-ministro, Luís Montenegro, alinhou com as mensagens deixadas, afirmando: “Tenho a tarefa facilitada, pois subscrevo as mensagens aqui deixadas. Isto mostra esperança e confiança de que vale a pena tomar opções estratégicas com resultados”. Destacou ainda a cultura empresarial herdada: “Acreditar que é possível ter uma grande empresa em Campo Maior, desenvolvendo um projeto com os trabalhadores e em proximidade com a região e o setor social”.
O chefe do Governo reforçou a importância de políticas públicas favoráveis ao investimento: “O Estado deve facilitar a vida dos cidadãos e das empresas. Apostamos num modelo fiscal previsível e que simplifique a vida das empresas”. Anunciou ainda medidas para o território: “Vamos realizar um Conselho de Ministros em Beja. Temos o objetivo de ligar todas as capitais de distrito por autoestrada”, apontando soluções para Portalegre e Beja, bem como investimentos na agricultura, regadio e armazenamento de água.
É Rão Kyao quem abre, na noite desta quinta-feira, a 11ª edição do ArtJazz Festival de Elvas, que está de regresso, até sábado, 2 de maio, ao Auditório São Mateus.
O festival arranca, desta forma, “com chave de ouro”, com “um grande nome do panorama artístico português”. “É dos artistas mais internacionais que temos em Portugal. Começou pelo saxofone, mas depois dedicou-se às flautas de bambu”, recorda o diretor artístico do festival, o elvense Jorge Goes.
Com 40 anos de carreira, Rão Kyao apresenta-se no ArtJazz Festival em quarteto, afirmando uma ligação ao jazz que atravessa todo o seu percurso artístico: desde “Malpertuis”, obra fundadora do jazz em Portugal, até às múltiplas expressões contemporâneas da sua música. O jazz surge, assim, como território permanente da sua linguagem. Na flauta, amplia uma escrita musical marcada pela elegância, liberdade e escuta atenta, num concerto vivido plenamente no presente.
Acompanham Rão Kyao neste espetáculo Renato Silva Júnior no piano, Ruca Rebordão na percussão e André Sousa Machado na bateria.
O espetáculo tem início às 21h30. Os bilhetes, com um custo de cinco euros, podem ser adquiridos na Ticketline ou meia hora antes do concerto no Auditório São Mateus.