Noites de fados de regresso à Taberna do Barata

Com a chegada do novo ano, as famosas noites de fados estão de regresso à Taberna do Barata, em Campo Maior, uma iniciativa que, depois da pandemia, só foi retomada no início de dezembro, com casa cheia, como tem sido sempre hábito.

Estas noites de fados acontecem uma vez por mês, explica o responsável pela taberna, Carlos Clemente, sendo que para o próximo dia 28 já têm o cartaz quase fechado.

A forma como as pessoas são recebidas na taberna, garante Carlos Clemente, faz com que estas noites de fados contem sempre com lotação máxima. “Nós, na última noite, ficamos logo com reservas para o mês de janeiro, sem saberem o cartaz”, adianta.

Nestas noites de fados, a taberna procura sempre dar espaço a fadistas de Campo Maior, mas não só. “Nós temos um artista residente e depois convidamos sempre mais dois fadistas”, revela o responsável, adiantando que, no próximo dia 28, para já, estão confirmadas as presenças de Beatriz Clemente, a artista da “casa”, e de Duarte Gato, de Évora. “Estamos a fechar com mais uma fadista de Campo Maior, desta vez”, acrescenta.

Neste novo ano, a Taberna do Barata aposta ainda numa rotatividade dos músicos que acompanham os fadistas. “Vamos ter sempre novos guitarristas e novos violas”, garante Carlos Clemente.

Eurodeputada Sandra Pereira: apoio aos lesados das cheias “devia ser imediato e ainda não chegou”

Aqueles que perderam todos os seus bens, com as cheias, como aquelas que afetaram Campo Maior, no passado dia 13 de dezembro, precisavam de “um apoio imediato que ainda não chegou”. Estas são palavras da eurodeputada Sandra Pereira, que esteve esta terça-feira, 3 de janeiro, em Campo Maior, no âmbito das quintas “Jornadas de Trabalho dos deputados do Partido Comunista Português (PCP) no Parlamento Europeu”.

A eurodeputada assegura que os apoios “até podem vir”, sendo que eles eram “necessários no dia seguinte, porque as pessoas ficaram sem máquinas, sem fogões, sem camas, sem tudo isso”, lembrou, depois de ter estado, esta manhã, num contacto direto com a população da vila. “O que nos foi dito é que houve uma onda de solidariedade e que algumas dessas coisas já chegaram às pessoas, mas muitas outras ainda faltam chegar e para um novo recomeço era necessário que esse apoio chegasse no dia seguinte e ainda não chegou”, acrescenta.

Lembrando o “cenário totalmente devastador”, provocado pelas cheias, a deputada europeia não tem dúvidas que “estas pessoas precisam de apoios para reconstruir e recomeçar uma vida”. Quanto aos apoios, que podem ser disponibilizados pela Comissão Europeia, Sandra Pereira explica que dependem “muito da ajuda que o próprio Governo pedir para ser mobilizada”.

De visita também à Comissão Unitária de Reformados, Pensionistas e Idosos (CURPI) de Campo Maior, Sandra Pereira explica que é necessário continuar a apoiar este tipo de instituições, para que possam continuar a desenvolver o seu trabalho diário: “estas instituições abrem as portas, onde as pessoas vêm jogar às cartas, vêm tomar uma refeição quente, vêm conviver e também estas instituições precisam de apoio, para continuar a fazer este papel”.

Por outro lado, a área dos idosos tem sido uma das prioridades do PCP: “temos defendido o aumento das reformas, também perceber como é que o aumento do custo de vida impacta os reformados e pensionistas, que têm as suas contas para pagar, mas a inflação aumentou imenso, sendo que a sua reforma não aumentou de acordo com a inflação”.

Estas quintas “Jornadas de Trabalho dos deputados do PCP no Parlamento Europeu” decorrem até sexta-feira, 6 de janeiro, sendo que hoje, para além de Sandra Pereira, que esteve em Campo Maior, João Pimenta Lopes visitou o Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, seguindo para Nisa, para visitar o Centro de Saúde, o comércio local e os estaleiros da Câmara Municipal.

Cota da Barragem do Caia chega aos 232 metros

O volume da água armazenada na Barragem do Caia, nesta terça-feira, dia 3, é de 176 milhões de metros cúbicos, isto é 92,81% do volume total da albufeira. Os dados são da Associação de Beneficiários do Caia e correspondem à leitura das 9 horas.

Já cota do nível da água está agora em 232,06 metros.

Ateliê das Artes ocupa idosas de Degolados uma vez por semana

O Ateliê das Artes, em Degolados, tem sido, desde há um ano a esta parte, um escape para algumas idosas daquela freguesia do concelho de Campo Maior, que ali encontram, um dia por semana, atividades que as ocupam, mas mais que isso: um lugar onde o convívio é a palavra de ordem.

Até ao momento, revela uma das responsáveis pelo ateliê, Eunice Vieira, apenas as senhoras têm frequentado este espaço, algumas delas com mais de 80 anos, sendo que a iniciativa é também abertas aos homens. “Gostávamos também de ter alguns senhores, que eles têm jeito para aquelas manualidades das madeiras, muito interessantes, mas ainda não apareceram”, começa por dizer esta funcionária do Município de Campo Maior, convidando-os a juntarem-se a esta iniciativa.

Atualmente, são entre sete a oito senhoras que, todas as quartas-feiras, frequentam este ateliê, sobretudo para trabalhos de costura e pintura. “É um bocadinho que elas passam connosco, um dia agradável, em que também recebemos imensas partilhas de coisas que elas sabem fazer”, acrescenta Eunice Vieira.

A participação neste ateliê, segundo a secretária da Junta de Freguesia de Degolados, Olga Madeira, é totalmente gratuita e aberta a todos os interessados. Para isso, basta que as pessoas interessadas se dirijam à Junta de Freguesia ou às próprias responsáveis pelo ateliê, para que se inscrevam e participem nas atividades.

Para além de Eunice Vieira, este ateliê das Artes conta com a colaboração de Cristina Sabino, na área da pintura.

Barragem do Caia atinge 92% do seu volume de água

Em apenas quatro dias, entre sexta-feira, dia 30, e esta segunda-feira, dia 2 de Janeiro, o volume de água da barragem do Caia aumentou quatro pontos percentuais, de 88 para 92 por cento, o que corresponde a 174 milhões de metros cúbicos de água.

Já a cota do nível da água está agora em 231,98 metros.

Paulo Moreiras e o comando dos Bombeiros de Elvas: “nunca devo dizer nunca”

A ser planeada ao longo das últimas semanas, “em consonância com a direção administrativa da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior e o corpo ativo”, a saída de Paulo Moreiras do comando da corporação, segundo o próprio, deve-se a motivos profissionais.

“Com a deslocalização dos escritórios da empresa onde eu trabalho para Elvas, tornou-se incomportável a conciliação das suas coisas”, assegura.

Tentando sempre manter “a seriedade”, em tudo aquilo que faz, Paulo Moreiras diz ainda que sentiu que, ao manter-se no cargo, estaria a ser “injusto”, quer para os bombeiros, quer para a própria população de Campo Maior.

Após a demissão de Tiago Bugio do comando dos Bombeiros de Elvas, onde Paulo Moreiras já tinha desempenhado funções de 2º comandante, a corporação elvense é agora liderada pelo comandante interino Nuno Santana.

Apesar de garantir não existirem conversações nesse sentido, Paulo Moreiras não fecha a porta a um regresso a Associação Humanitária de Elvas, para assumir o seu comando: “nunca devo dizer nunca, mas, até à presente data, não há qualquer de encadeamento para que isso venha a acontecer, mas não posso dizer que não é uma possibilidade”.

Neste momento, o comando da corporação de Campo Maior é assegurado pelo comandante em substituição Nuno Cunha.

Município de Campo Maior “injeta” 11 mil euros no comércio local através de campanha

O Município de Campo Maior está a distribuir um total de 11 mil euros em prémios, através da campanha de apoio “Comércio Local… Onde Tudo Se Faz Natal!”.

Até ao próximo dia 5, os consumidores vão receber um cupão por cada dez euros gastos nos estabelecimentos aderentes à campanha, que permitem a participação em sorteios, a realizar até janeiro, de dezenas pacotes de vales de compras, de 500, 300, 200 e 100 euros.

Esta, segundo o presidente da Câmara de Campo Maior, é uma medida que tem em vista apoiar a comércio local, numa altura em que o consumo é sempre maior.  “Aquilo que nós pretendemos é incentivar a compra no nosso comércio tradicional, no nosso comércio local”, garante o autarca.

“A ideia será, num processo de retrocesso, voltar a colocar, no comércio local, estes 11 mil euros, distribuídos por estes cinco sorteios. Serão 15 prémios por cada sorteio”, adianta Luís Rosinha.

Os comerciantes, garante o presidente do município, aderiram “em massa” a esta campanha – são cerca de cem –, sendo que a autarquia sentiu a necessidade de investir estes 11 mil euros no comércio local, tendo em conta as dificuldades que o setor enfrentou nos últimos dois anos.

A campanha decorre até 5 de janeiro, sendo que os prémios sorteados serão atribuídos em vales de compras que poderão ser utilizados nos estabelecimentos aderentes à campanha até 28 de fevereiro.

Paulo Moreiras deixa comando dos Bombeiros de Campo Maior

Paulo Moreiras já não é comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior.

O também antigo 2.º comandante nos Bombeiros Voluntários de Elvas cessou ontem, 31 de dezembro, as suas funções.

Através das redes sociais, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior agradece “o contributo” e deseja “as maiores felicidades na nova etapa” a Paulo Moreiras. O comando da corporação fica agora assegurado pelo comandante em substituição Nuno Cunha, revela ainda a instituição.

De recordar que Paulo Moreiras foi nomeado comandante dos Bombeiros de Campo Maior a 15 de novembro de 2021, pelos órgãos sociais da Associação Humanitária campomaiorense e devidamente homologado pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, assumindo as funções no dia 24 do mesmo mês e substituindo no cargo Miguel Carvalho.

Ano de 2023 arranca com aumento de preços desde a eletricidade ao pão

Com a entrada neste novo ano, e como já se esperava tendo em conta a inflação, são vários os aumentos previstos, desde o pão ao gás e eletricidade.

No que diz respeito à eletricidade o preço vai aumentar 1,6%, este mês, para quem está em mercado regulado; já no mercado liberalizado, a EDP Comercial anunciou que vai aumentar cerca de 3%, em média, o valor da fatura da eletricidade; por sua vez, a Endesa prevê manter o valor global das faturas de eletricidade dos clientes em 2023; a Iberdrola informou que a fatura de eletricidade dos clientes vai descer, em média, 15% em 2023; já a Galp vai reduzir as faturas da eletricidade em cerca de 11%, em média, a partir do início de 2023, exceto taxas e respetivos impostos, que são fixados pelo Estado.

Já a fatura do gás natural vai aumentar, a partir deste mês, cerca de 3%. Quanto às portagens vão aumentar 4,9%.

As rendas da casa só poderão subir, até 2%, depois de o Governo ter publicado uma lei nesse sentido, em Diário da República.

Relativamente à alimentação e, sobretudo ao preço do pão volta a subir este ano, em função do aumento dos custos das matérias-primas e da energia, mas também impactado pela atualização do salário mínimo nacional.

Arcebispo de Évora lembra 2022 como o ano de regresso da guerra à Europa

2022 foi um ano de muito sofrimento, marcado, sobretudo, pelo regresso da guerra à Europa. O Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, na esperança que 2023 seja um ano melhor, lembra, entre outros, que temos vindo a assistir à deterioração das condições económicas básicas, em consequência da guerra, e às mortes de crianças e populações indefesas, também, devido ao frio e à fome.

“Percebendo nós o grito da Terra e dos pobres, através da pandemia de SARS-CoV-2, da trágica guerra na Ucrânia, com cruéis desumanidades e previsto agravamento do sofrimento com mortes de crianças e populações indefesas, inclusivamente pelo frio e pela fome; sentindo-se por toda a Casa Comum a deterioração das condições económicas básicas, derivadas deste e de outros conflitos que agudizam o empobrecimento e a miséria dos mais frágeis e sem voz do nosso planeta; constatando-se a constante agudização das condições climatéricas com graves e irreversíveis riscos de danos para todo o planeta, nomeadamente ao nível do desaparecimento de espécies criadas por Deus na beleza da biodiversidade; sofrendo o nosso País o revés golpe do retrocesso civilizacional que significa a pretensa aprovação da eutanásia e da morte assistida; experimentando nós a desertificação populacional do mais extenso território diocesano de Portugal, com a perca de 14.282 pessoas no distrito de Évora e de 23.239 habitantes no território da Arquidiocese, constituído por 24 concelhos centro alentejanos, alto alentejanos e ribatejanos”, diz o Arcebispo.

“Porque tudo começa no coração de cada homem, de cada mulher e de cada jovem urge partilhar a luz de Cristo com todos os Irmãos, eis a nossa missão! Seja-me permitido lembrar os nossos queridos irmãos idosos, dos quais 44.511 foram sinalizados como sobreviventes à solidão ou ao isolamento. Fixemo-nos no nosso distrito de Évora onde 2924 idosos aguardam gestos de procura, de encontro e de presença, compromisso, promoção humana, ternura, carinho e os diversos apoios necessários às suas idades. Sinais dos tempos a pedir-nos que ultrapassemos as barreiras do egoísmo individualista e nos encontremos com a raiz desta solenidade em que Deus se faz homem para que os homens sejam filhos de Deus e irmãos entre si”, remata.