Associação de Pais de Campo Maior reúne em Assembleia Geral na terça-feira

A Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos das Escolas do Concelho de Campo Maior reúne, na próxima terça-feira, 24 de janeiro, em Assembleia Geral, pelas 18h30, no auditório da Escola Secundária da vila.

Constam da ordem de trabalhos a aprovação do plano de atividades, a aprovação das contas e outros assuntos de interesse.

No caso de à hora marcada não estarem presentes a maioria absoluta dos associados, a Assembleia reunirá, em segunda convocação, decorridos 30 minutos, podendo então deliberar independentemente do número de associados presentes.

Festival dos Grous de regresso a Ouguela esta sexta-feira

O Festival dos Grous está de regresso, entre amanhã, 20 de janeiro, e domingo, dia 22, a Ouguela, numa organização do Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA).

A 17 de dezembro, o evento, que vai já na sua quinta edição, contou com uma primeira parte introdutória, que, como explica um dos responsáveis do GEDA, João Sanguinho, contemplou o primeiro Censo Regional de Grou Comum, com uma contagem de mais de três mil exemplares da espécie. Com esta segunda parte do festival, a organização pretende, entre outros objetivos, dar “alguma vitalidade” a Ouguela, aldeia histórica de Campo Maior altamente despovoada.

Amanhã, no primeiro dia do festival, o evento é inteiramente dedicado à comunidade escolar, até porque o propósito da iniciativa, para além de ser “promover a ruralidade, a sustentabilidade dos territórios, o turismo e a conservação da natureza, das espécies e dos seus habitats, aponta muito para a educação ambiental”, assegura João Sanguinho.

Dessa forma, durante a manhã, as crianças do primeiro ciclo vão visitar o Centro Ambiental do Xévora, onde terão também oportunidade de observar diversas espécies de aves. No Centro Cultural de Campo Maior será apresentado, também durante a manhã, e aos alunos do concelho, o documentário “Montado, o Bosque do Lince Ibérico”. Já durante a tarde, os alunos do Ensino Profissional de Campo Maior irão, devidamente acompanhados, montar caixas ninho, em postos de média tensão.

No sábado e no domingo, dias 21 e 22 de janeiro, a programação deste quinto Festival dos Grous, destinada a toda a comunidade, que se tenha inscrito para as atividades, conta com observação de aves estepárias e grous, uma conferência, uma caminhada e degustação de produtos regionais.

O Festival dos Grous é uma iniciativa do GEDA em parceria com o Município de Campo Maior, enquadrado no projeto Eurobird, apoiado pelo Interreg, através do FEDER. Esta parceria conta ainda com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), o Turismo do Alentejo e Ribatejo, o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, a E-Redes, o Centro Educativo Alice Nabeiro e o Gin Atalaya.

Cheias: Governo avança com apoio de 185 milhões para 293 milhões de prejuízos

Identificados, em todo o país, 293 milhões de euros em prejuízos, causados pelas cheias de dezembro, o Governo aprovou, na semana passada, em Conselho de Ministros, os apoios destinados àqueles que foram afetados pela intempérie, num volume global de 185 milhões.

Estes apoios, que “são verbas muito significativas”, revela a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, dividem-se, entre outros, por 91 milhões destinados a equipamentos e infraestruturas municipais, 20 milhões para empresas e dez milhões para a agricultura.

Ana Abrunhosa irá agora reunir com os presidentes de Câmara, para “lhes explicar como é que vão ser os apoios para os equipamentos e infraestruturas municipais e para as pequenas empresas que também sofreram danos”.

“Vão ser os nossos autarcas a fazer as obras e alguns deles vão submeter a candidatura com as obras já feitas, porque me têm mandado fotografias e porque há situações que não podem esperar. Aqui é tentar agilizar a reposição das condições normais dos territórios”, diz ainda a governante.

CIPGCRN abre novo curso de aprendizagem

Manutenção Industrial, Metalurgia e Metalomecânica são as áreas contempladas no Curso de Aprendizagem que o Centro Internacional de Pós-Graduação Comendador Rui Nabeiro (CIPGCRN) vai promover a partir da próxima semana, em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O arranque deste novo ciclo formativo vai ficar assinalado com uma sessão de abertura marcada para as 10h30 da próxima terça-feira, 24 de janeiro, no auditório do CIPGCRN.

O ato contará com a presença do comendador Rui Nabeiro, presidente do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, e do delegado regional do IEFP no Alentejo, Arnaldo Frade, além dos formandos e outros convidados.

Campo Maior: especialistas procuram estratégias para evitar extinção da águia-caçadeira

Foi para encontrar possíveis estratégias, com vista a evitar-se a extinção da águia-caçadeira, que cerca de 30 especialistas se reuniram esta quarta-feira, 18 de janeiro, no Centro Cultural de Campo Maior, numa iniciativa promovida pelo projeto “Searas com Biodiversidade”, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, da Universidade do Porto.

Esta reunião, explica o responsável pela iniciativa, o professor João Paulo Silva, juntou “diferentes intervenientes que podem ter um papel importante na conservação” da espécie. “Vamos partilhar com peritos internacionais a sua experiência e identificar as medidas que podem ser implementadas, pensando muito numa lógica inicial de medidas de emergência e depois, também, em medidas de longo prazo”, adianta.

Apesar de assumir que Portugal já tem “alguma experiência” nesta área, João Paulo Silva não esconde que é importante “tirar proveito de equipas que já têm mais de 20 anos de experiência com a conservação desta espécie”.

Campo Maior e Elvas, em tempos, lembra ainda o investigador da Universidade do Porto, eram um “hotspot” para a espécie, a nível nacional, mas que, entretanto, desapareceram. Ainda assim, “continua a ser uma área com bastante potencial e que tem habitat, pelo que, pensando em eventuais medidas de reintrodução, é uma área importante”.

Desde que foi dado o alerta para o desaparecimento da espécie, em Portugal, várias as entidades, como o Instituto de Conservação da Natureza, a Liga para a Proteção da Natureza e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves têm promovido diferentes iniciativas para salvaguardar a água-caçadeira.

Assembleia Geral Extraordinária da Casa do Povo de Campo Maior no dia 27

A Casa do Povo de Campo Maior reúne no próximo dia 27 de janeiro, em Assembleia Geral Extraordinária, às 18 horas, nas instalações sociais, no Largo da Casa do Povo.

A reunião, convocada pelo presidente da Assembleia Geral da Casa do Povo, José Favita, tem um ponto único na sua ordem de trabalhos: a alteração e retificação dos Estatutos em conformidade com o Decreto-Lei nº 119/83 de 25 de fevereiro, republicado pelo  Decreto-Lei nº 172-A/2014, de 14 de novembro.

Se à hora marcada, nesta convocatória, não estiverem presentes mais de metade dos associados, com direito a voto, a Assembleia reunirá, trinta minutos depois, com qualquer número de presentes.

Jovem de 24 anos atropelada em Campo Maior

Uma mulher foi atropelada, na manhã desta quarta-feira, 18 de janeiro, na Avenida António Sérgio, em Campo Maior.

A vítima, de 24 anos, sofreu apenas ferimentos ligeiros, tendo sido transportada ao Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, o alerta para a ocorrência foi dado às 8h37.

No local estiveram um total de seis operacionais, apoiados por três viaturas, entre Bombeiros de Campo Maior e GNR.

Conservação da águia-caçadeira em debate esta quarta-feira em Campo Maior

O Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO/BIOPOLIS), da Universidade do Porto, no âmbito do projeto “Searas com Biodiversidade: Salvemos a Águia-Caçadeira”, promove esta quarta-feira, 18 de janeiro, em Campo Maior, uma reunião alargada com especialistas internacionais da águia-caçadeira e com diferentes interlocutores nacionais.

Este encontro, a decorrer no Centro Cultural da vila, tem como objetivo debater o estado de conservação da espécie em Portugal e identificar possíveis estratégias de conservação a implementar, visando a manutenção ou incremento da população reprodutora do país.

Foi para contribuir para “o aumento da sustentabilidade das searas e compreender melhor o papel das searas na biodiversidade das aves”, segundo explica um dos responsáveis pelo projeto, o professor João Paulo Silva, que “Searas com Biodiversidade” surgiu, resultando de uma junção de várias entidades: o CIBIO, o Clube de Produtores do Continente, a Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC) e a Palombar.

“A águia-caçadeira, muito ameaçada, é uma rapina que nidifica nos solos das searas e imagino que haja muita gente em Campo Maior que esteja familiarizada com esta espécie”, acrescenta o investigador. Através do projeto “Searas com Biodiversidade”, a ser desenvolvido há cerca de dois anos, procurou-se, numa primeira fase, perceber “como está a distribuição desta espécie no país, e no Alentejo em particular, porque, sendo uma espécie que depende, essencialmente, de searas, era no Alentejo que se encontrava grande parte da sua população”.

Com o trabalho desenvolvido em 2021, as entidades que compõem o projeto “Searas com Biodiversidade” constataram que a águia-caçadeira “terá declinado muito”, um declínio que pode “ultrapassar os 80% em apenas dez anos”. Perante isto, e uma contração da distribuição da espécie, têm vindo a ser desenvolvidas várias ações, tendo em vista a conservação da águia-caçadeira.

Entretanto, e depois de dado o alerta de que a espécie está “muitíssimo ameaçada”, têm sido várias as entidades, como o Instituto de Conservação da Natureza, a Liga para a Proteção da Natureza e a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, que têm promovido diferentes iniciativas para salvaguardar a água-caçadeira. “Por um lado, o projeto tem apoiado as ações de campanha de salvamento e resgate e, por outro, o CIBIO, no âmbito desta parceria, tem vindo a procurar desenvolver iniciativas para debater e passar um pouco o conhecimento e, no fundo, o estado da arte que se sabe sobre a espécie”, adianta João Paulo Silva.

O professor explica ainda que as águias-caçadeiras dependem de searas, que, “neste momento, desapareceram”. “Temos as searas concentradas apenas nos perímetros de rega, estamos em mínimos históricos em termos de produção de cereais no nosso país e é uma espécie que é quase especialista nas áreas agrícolas e nidificar nesses usos do solo, em searas”, adianta.

A escolha de Campo Maior para realizar esta reunião, explica ainda João Paulo Silva, tem a ver com o facto de o concelho, bem como o de Elvas, ter sido uma “área muito importante” para a águia-caçadeira: “havia, em 2020, dois grandes núcleos reprodutores da espécie: um no Baixo Alentejo, entre Beja e Castro Verde, e outro grande núcleo, que era este de Elvas e Campo Maior”.

Apesar de continuar a existir uma área grande cerealífera em Campo Maior, a espécie terá desaparecido, “porque há um conflito muito óbvio com o corte dos fenos”. “Mas também nas áreas onde temos cereal padrão, em que o corte é feito mais tarde, há algum conflito, sobretudo com as fases em que coincide com o final do período de nidificação, os cortes podem afetar os ninhos”, explica ainda João Paulo Silva.

O início desta conferência, que é aberta à comunidade, está marcado para as 14 horas, no Centro Cultural de Campo Maior.

Alentejo 2030 apresentado pela ministra da Coesão e CCDR a autarcas e agentes do território

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, esteve ontem, 17 de janeiro, reunida com o Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, em Évora, para apresentar o programa Regional Alentejo 2030, o modelo de governação do Portugal 2030 e os princípios orientadores sobre a nova orgânica das CCDR.

Segundo a ministra, 2023 será um ano “muito desafiante”, até porque, se por um lado, é necessário dar “rapidamente” início ao programa regional do próximo quadro comunitário, falta ainda concluir o programa regional do Portugal 2020. “Foi tida aqui uma conversa com aqueles que são os principais executores dos fundos europeus, nomeadamente os autarcas, a Academia, a economia social, associações de desenvolvimento local e todos, uns mais do que outros, são beneficiários dos fundos”, explica a ministra.

Durante a reunião, Ana Abrunhosa alertou que 2023 é o último ano para se executar o Portugal 2030, sendo que será “executada a totalidade das verbas”. “Temos, no encerramento deste programa, flexibilidade que não tínhamos no passado, nomeadamente aumentar as taxas de apoio e, portanto, só isso bastava para encerrar o programa, mas para isso tínhamos de fazer cair projetos”, revela. Ana Abrunhosa adianta que, em relação ao programa regional 2020, ainda falta executar, no Alentejo, “um pouco mais” de 20% de fundos comunitários. “Ainda há muito trabalho a fazer”, garante.

A mudar a sua orgânica, o Governo transfere agora, explica a ministra, algumas das responsabilidades dos seus ministérios para as CCDR, dando-lhes uma “maior competência, autonomia e poder”: “na área da cultura; estamos a falar da agricultura; de algumas, e até muito interessantes atribuições na área da conservação da natureza; estamos a falar de tudo o que é a rede de equipamentos nas áreas da educação e da saúde; e estamos falar também no que toca a atribuições que eram do Instituto da Mobilidade e Transportes que passam para as CCDR”.

Os avisos de concurso, até agora, aprovados pelo Governo, passam a ser da responsabilidade também das CCDR. “Anualmente, aprova-se um plano de aviso e a CCDR abre os avisos sem ter o prévio acordo do Governo”, explica Ana Abrunhosa. Para “acompanhar a descentralização e o aumento de competências dos municípios”, garante ainda a ministra, irão ser “mais que duplicadas as verbas” e as áreas contratualizadas com as Comunidades Intermunicipais.

O Programa Regional Alentejo 2030, cujos primeiros avisos de concursos devem ser lançados no primeiro trimestre do próximo ano, tem uma dotação global de 1.104 milhões de euros.

Neste Conselho Regional da CCDR Alentejo estiveram presentes, para além de muitos autarcas da região, a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira, e o secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel.

 

Granfondo Eurobec percorre a região no dia 5 de março

A Eurocidade Badajoz, Elvas e Campo Maior recebe nos dias 4 e 5 de março o Granfondo Eurobec, um evento desportivo, para amantes do ciclismo, que prevê atrair mais de 1400 atletas.

Rondão Almeida, presidente da Eurobec e da câmara de Elvas, recorda que a primeira novidade da Eurocidade “foi a integração de Badajoz na Volta a Portugal em bicicleta. Com esta prova, estou convencido que estamos a falar de quatro ou cinco mil pessoas na Eurocidade, entre atletas e famílias”.

Como nos referiu Luís Rosinha, presidente da câmara de Campo Maior, este evento, previsto para três anos, “vai começar em cada edição numa localidade diferente da Eurobec. Este ano começa em Badajoz, no próximo ano em Elvas e em 2025 tem partida e chegada em Campo Maior”.

Ignacio Gragera, alcaide de Badajoz, garante que “durante um fim-de-semana a Eurobec vai ser o centro do ciclismo. Será uma grande prova que atrai visitantes de Espanha e Portugal e que vai posicionar a Eurocidade como destino desportivo, turístico e paisagístico”.

Já Manuel Zeferino, gestor da Bike Service, empresa responsável pela organização, explica que “estas provas são para todos os que queiram participar, dos 17 aos 80 anos, e que pretendem, sobretudo, dar a conhecer as localidades por onde passam”.

O Granfondo Eurobec parte, este ano, de Badajoz, no dia 5 de Março e conta com três percursos diferentes, de 64, 121 e 146 quilómetros.

No sábado, dia 4 de Março, realiza-se um granfondo kids e no domingo, durante a prova de ciclismo, decorre uma caminhada para quem quiser conhecer um pouco mais a região.

A prova foi apresentada esta terça-feira, dia 17, na IFEBA, em Badajoz.