Termo de identidade e residência para homem detido no concelho de Elvas por violência doméstica

Um homem de 47 anos foi detido, na passada terça-feira, 14 de janeiro, pelo crime violência doméstica, no concelho de Elvas.

No âmbito de uma investigação por violência doméstica, a GNR, através do Núcleo Investigação e de Apoio a Vítimas Especificas (NIAVE), realizou diligências policiais que “permitiram apurar que o agressor infligia violência física e psicológica à sua companheira, uma mulher de 43 anos. Na sequência da investigação, foi dado cumprimento a um mandado de detenção”, faz saber o Comando Territorial de Portalegre da GNR em comunicado.

O detido foi presente no Tribunal Judicial de Elvas, na quarta-feira, dia 15 de janeiro, tendo-lhe sido aplicadas as medidas de coação de termo de identidade e residência; proibição de contactos com a vítima por qualquer meio; proibição de se aproximar da vítima; proibição de permanecer ou de se aproximar, a menos de 500 metros, da residência e do local de trabalho da vítima; e obrigação de se sujeitar a tratamento, designadamente, psicológico ou outro que venha a ser considerado necessário e adequado.

Évora: prisão preventiva para dois detidos por roubo, furto e burla

Dois homens, de 42 e 66 anos, foram detidos pela GNR, por roubo, furto e burla, no concelho de Évora, na passada quarta-feira, 15 de janeiro.

No âmbito de uma investigação que decorria há cerca cinco meses, informa o Comando Territorial de Évora da GNR, em comunicado, os militares da Guarda “realizaram diligências policiais que permitiram identificar e localizar os suspeitos. No decorrer da investigação foi possível apurar-se que os indivíduos operavam de forma organizada, tendo como alvo preferencial cidadãos idosos, e que se dedicavam à prática de crimes de natureza patrimonial em todo o território nacional”.

As diligências de investigação culminaram no cumprimento de três buscas, duas domiciliárias e uma em veículo, que resultaram na detenção dos suspeitos e na apreensão de uma espingarda de caça, 21 cartuchos, duas viaturas ligeiras de passageiros, três motosserras, um pé de cabra, um jerricã, material utilizado no acondicionamento e transporte de cortiça e 695 euros em numerário.

Os detidos foram presentes no Tribunal Judicial de Évora, tendo-lhes sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva.

Ciclo da Boa-Fé assaltado: “até agora só demos conta de danos materiais”, revela diretora

O Ciclo da Boa-Fé, em Elvas, foi assaltado, estando esta segunda-feira, 20 de janeiro, encerrado, para que a PSP possa realizar as investigações necessárias.

Embora sem certezas, a diretora do Agrupamento de Escolas nº1 de Elvas, Paula Rondão, diz que tudo leva a crer, quer ao agrupamento, quer à PSP, que o assalto tenha ocorrido na noite passada.

“Até agora, só demos conta de danos materiais. Computadores e coisas mais valiosas deixaram ficar. Foi também arrombada a caixa-forte, mas como temos o cuidado de fazer o depósito do dinheiro, não havia grande quantidade dentro do cofre. Qualquer das maneiras, continuamos a arrumar as coisas, para dar conta se conseguiram levar algum dinheiro”, adianta Paula Rondão.

Portas e trincos de janelas danificados e a “desarrumação causada” são, para já, os principais danos averiguados, explica ainda a professora. Ao que tudo indica, amanhã a escola volta a abrir portas.

História do Colégio Luso-Britânico de Elvas retratada em exposição na Casa da Cultura

A exposição “100 anos de história e a educar para transformar”, do Colégio Luso-Britânico de Elvas, foi inaugurada, recentemente, na Casa da Cultura, no âmbito das comemorações dos 366 anos da Batalha das Linhas de Elvas.

Esta exposição, como explica a diretora pedagógica do colégio, Carla Saldanha, é uma mostra que, a par de outras iniciativas, serve para “celebrar o primeiro centenário da presença das Irmãs Teresianas em Elvas”. “Foi em outubro de 1924 que as Irmãs Teresianas abriram o colégio, ainda na zona dos Terceiros, numas primeiras instalações, e desde aí que se têm dedicado a formar muitas e muitas gerações”, começa por dizer.

Assegurando que exposição acaba por resultar “da partilha de muitas vidas”, Carla Saldanha adianta que a mesma é composta de imagens, fotografias e objetos que permitem recordar estes cem anos de história do colégio. “A preparação desta exposição foi mexer com as histórias de muita gente, que nos foi fazendo chegar fotos das suas avós e das suas mães, porque no início o colégio era só para raparigas. Depois, procurar também o maior número possível de imagens, para que as pessoas sentissem que fizessem parte, porque uma escola é um espaço de vida, de transformação”, acrescenta.

Esta exposição é também uma homenagem à congregação, pelo que as irmãs, a par dos educadores e auxiliares, estão todos “representados nominalmente”.

Para a responsável, a intenção é que o Colégio Luso-Britânico continue a assumir-se como “uma referência positiva na educação no concelho de Elvas”, a diferentes níveis: não só academicamente, mas “muito por uma construção da pessoa no seu todo”.

Já o vereador Cláudio Monteiro lembra que esta exposição deu o pontapé de saída nas comemorações dos 366 anos da Batalha das Linhas de Elvas, sendo a primeira do ano. “Mas acima de tudo, a Câmara Municipal de Elvas tem de se sentir lisonjeada por receber esta exposição, porque são cem anos do Colégio Luso-Britânico. É uma exposição totalmente diferente e acho que faz jus às comemorações do 14 de Janeiro”, acrescenta. Convidando todos a visitar a exposição, o vereador dá ainda os parabéns ao colégio por estes cem anos dedicados à educação em Elvas.

A exposição fica patente ao público até 8 de fevereiro, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas, e ao sábado, entre as 10 e as 13 horas.

Impostos cobrados pela Câmara de Campo Maior sem alterações face a 2024

A Câmara de Campo Maior decidiu, neste novo ano, não fazer qualquer alteração aos impostos cobrados aos munícipes.

Desta forma, a autarquia volta a ficar com a totalidade da receita de IRS, cobrando a taxa máxima de 5% e não atribuindo nenhum desconto aos campomaiorenses. Contudo, e como revela o presidente da Câmara, Luís Rosinha, os valores de IMI mantêm-se “nas taxas mínimas”, tanto nos prédios rústicos, como nos urbanos.

No que diz respeito à derrama, o Município aplica a taxa de “1,5% acima dos 150 mil euros de lucro”, enquanto nos resíduos, o tarifário conhece um aumento, mas apenas “derivado à inflação”. “A Câmara Municipal de Campo Maior vai ter de pagar muito mais verba à Valnor, porque o preço vai aumentar dos 52 para cerca dos 86 euros. Ainda assim, a Câmara Municipal decide assumir essa verba, em prol dos campomaiorenses, pelo que apenas será aumentado o valor dos resíduos do ponto de vista da inflação”, esclarece o autarca.

No que toca à recolha seletiva dos biorresíduos, a Câmara Municipal continua a subsidiar o serviço, sendo que, se algum dia esses os custos passarem a ser suportados pelos munícipes, diz Rosinha, os campomaiorenses irão notar a diferença na carteira. “Nós não temos, ainda de momento, obrigação de passar tudo o que são custos associados aos serviços para aquilo que é o tarifário dos campomaiorenses e aí, só por si, a Câmara Municipal suporta muito do tarifário, subsidiando o serviço, que não temos obrigação”, revela. “Se algum dia existir essa obrigação (de passar os custos associados para a fatura dos munícipes), será um incremento de preços significativo para a carteira dos campomaiorenses e só lá vamos com muita sensibilização, muita comunicação”, acrescenta.

Ainda assim, o presidente fala numa “excelente experiência”, neste âmbito, ao nível do setor HORECA, isto é, da restauração, hotelaria, cafetaria e catering. “As toneladas diárias e semanais (de biorresíduos) continuam a surgir, já se nota alguma adesão. Agora, falta passarmos isto para todos aqueles que, em suas casas, podem vir a desviar este resíduo de aterro e, consequente, a não ser pago. Não será pago pelo município e não será pago pelos campomaiorenses”, remata.

Elvas: nova temporada de “A Música Encanta o Património” arranca este domingo em local “inédito”

Tem início, este domingo, 19 de janeiro, uma nova temporada do ciclo de concertos “A Música Encanta o Património”, uma iniciativa da Câmara Municipal e da Academia de Música de Elvas.

Este primeiro espetáculo, com o Busker String Quartet, tal como revela o diretor da Academia de Música, Luís Zagalo, realiza-se no Salão Nobre dos Paços do Concelho, um local inédito no contexto desta iniciativa. “É um espaço absolutamente fabuloso, muito bonito e icónico, quer do ponto de vista da sua beleza intrínseca, quer, obviamente, pela circunstância de ser o local onde decisões fulcrais, para a vida da nossa comunidade, são tomadas”, assegura. Acreditando que muitos elvenses ainda não tenham tido a oportunidade de conhecer o Salão Nobre “in loco”, Luís Zagalo revela que essa foi uma das razões da escolha daquele espaço para este espetáculo.

Quanto ao espetáculo, o diretor da Academia de Música revela que o quarteto de cordas Busker String irá apresentar ao público temas de bandas sonoras de filmes icónicos como o “Senhor dos Anéis” e “The Hobbit”. “É um programa que tem sido bastante apreciado na digressão que têm realizado”, garante o responsável, dando conta que o repertório “combina e consagra vários momentos, quer da música, quer da própria vida e obra que estão reportadas nos filmes e nos autores”.  

Neste concerto, ao quarteto, junta-se Sílvia Chávez, uma cantora que se tem dedicado à música celta e irlandesa, que “acrescenta a sua voz a alguns momentos que foram escolhidos para o efeito, no decurso do concerto que será apresentado”.

A iniciativa, que alia a música à promoção do rico património arquitetónico da cidade, conta com entrada livre. O início do espetáculo, este domingo, está marcado para as 18 horas.

Joana Leal recebe Diploma de Mérito Cultural Municipal de Elvas na inauguração da exposição no MACE

A artista elvense Joana Leal recebeu das mãos de Rondão Almeida o Diploma de Mérito Cultural atribuído pela Câmara de Elvas , na inauguração da nova exposição temporária do Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), designada “O Fio que nos Une”, inaugurada na tarde deste sábado, 18 de janeiro, onde também foram anunciados os novos Embaixadores Jovens do Museu, Núria Borrega e Bruno Fialho.

A mostra apresenta trabalhos da artesã elvense Joana Leal e da artista plástica Elisabete Fiel, em conjunto com com obras da coleção António Cachola.

Durante a inauguração Rondão Almeida referiu que “o poder local foi o fio condutor que criou as condições para que hoje, neste museu, os artistas possam apresentar as suas obras”, destacando igualmente “o papel do colecionado Dr. António Cachola”. A exposição “O Fio que nos Une” tem curadoria de Patrícia Machado, Elisabete Fiel e Tiago Candeias, fica patente ao público até ao final de março.

CLDS de volta a Campo Maior com a promessa de “mais e melhor” nos próximos quatro anos

Depois de um ano em stand by, o CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social) de Campo Maior está de volta ao ativo, para mais quatro anos de atividade.  

Com “muita vontade de fazer mais e melhor”, em prol dos desempregados, dos migrantes, das famílias mais vulneráveis e da comunidade de etnia cigana, o trabalho do CLDS, explica a coordenadora, Maria Manuel Valentim, nesta sua quinta geração, e com a mesma equipa de sempre, arrancou a 2 de dezembro. 

Assegurando que do trabalho do CLDS, iniciado em 2013, já se alcançaram “algumas conquistas”, a responsável garante que é necessário dar-lhe continuidade, com vista “à mudança de atitudes”, afirmando que ainda se encontram “muito enraizadas e há que mudar, aos poucos”.

O CLDS-5G de Campo Maior, garante Maria Manuel Valentim, vai continuar a implementar os programas que obtiveram sucesso no passado, nomeadamente com a metodologia do programa de empregabilidade “Pro-Move-Te”, ensinando os jovens que estão prestes a entrar no mundo do trabalho, e os desempregados a integrarem-se. “Fazemos essa preparação e damos as ferramentas necessárias, para ser mais fácil a reinserção no mundo laboral”, assegura.

Ainda para os jovens que queiram ocupar os seus tempos livres, segue-se uma nova abordagem a partir do voluntariado, com o Movimento de Cidadania Jovem. Isto porque “até aos 12 anos, existem os ATL’s, mas a partir dos 13 anos já não há resposta”, sublinha. Assim sendo, os jovens a partir dos 13 anos poderão ter novos conhecimentos através do voluntariado nas IPSS’s, que considera ser “uma forma de conhecerem as instituições do concelho, verem o seu trabalho e o seus potenciais”, como forma de abrir horizontes na sua vida estudantil e, quem sabe, profissional.

Contando desde 2013 com o Coração Delta como entidade coordenadora, o CLDS-5G promete fazer tudo o que estiver ao seu alcance para ajudar o concelho de Campo Maior.

Clube do Diabético de Elvas leva o fado ao Cine-Teatro Municipal este sábado à noite

O Clube do Diabético de Elvas promete transformar, na noite deste sábado, 18 de janeiro, o Cine-Teatro Municipal numa verdadeira taberna, onde o fado se fará ouvir.

Dando conta que a entrada nesta noite de fados é feita mediante pagamento voluntário, o presidente da direção da coletividade, Carlos Pinto, explica que esta é uma das iniciativas programadas para este ano, em que o clube celebra o seu 30º aniversário. “Vamos ter várias iniciativas, ao longo do ano, e uma delas é esta noite de fados. Vamos promover esta noite de fados de uma forma graciosa, para todos os sócios e amigos do clube que assim o entendam. Pedimos a colaboração do município, porque sem ela não seria possível e a quem, desde já, agradecemos”, assegura. As pessoas, diz ainda Carlos Pinto, irão “contribuir com aquilo que tenham de disponibilidade”. “Quem puder pode, quer não puder nós agradecemos só a sua presença”, acrescenta.

Segundo Rosalina Pacheco, secretária da Assembleia Geral do Clube do Diabético, e mentora da iniciativa, a ideia é, por um lado, divulgar o trabalho do clube, mas também angariar algumas verbas para fazer face às despesas que a coletividade tem, ao longo de todo o ano. “Queremos também divulgar o fado, porque é uma música que entra no coração de qualquer pessoa”, garante.

Tendo já organizado esta “taberna” em outros locais, Rosalina Pacheco conseguiu reunir, para a noite de sábado, um vasto leque de fadistas locais. Irão subir a palco Ana Ramos, Cristina Almeida, Luís Lourenço, Marlene Mocisso, Nelson Cardoso, Olinda Moriano, Ramiro Santos, Raquel Guerra, Rosa Maria Abrunheiro e Toy Faria, acompanhados por Joaquim Ferreira, à viola, e Paulo Cachinho, na guitarra. A apresentação do evento estará a cargo de António Pinto.

Esta noite de fados, com início, este sábado, às 21h30, integra ainda a programação de comemoração dos 366 anos da Batalha das Linhas de Elvas. Os interessados podem já reservar os seus bilhetes através de um dos seguintes contactos: 962 025 191 e 962 501 194.

A entrevista completa a Carlos Pinto e Rosalina Pacheco para ouvir no podcast abaixo: