A Bastonária da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), Sofia Ramalho, visita esta sexta-feira, 12 de junho, os concelhos de Portalegre e Campo Maior, no âmbito da iniciativa “OPP + Próxima”, promovida pela Delegação Regional do Centro da OPP.
A visita tem como objetivo reforçar a proximidade da Ordem aos profissionais e às instituições da região, conhecer a realidade local da intervenção psicológica e promover a partilha de boas práticas e a criação de redes de colaboração que contribuam para o bem-estar das comunidades.
O programa tem início às 10h30, com uma visita à Escola José Régio, em Portalegre. Ao meio-dia, a comitiva da OPP será recebida pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Rui Perestrelo.
Da parte da tarde, a delegação desloca-se a Campo Maior para uma visita à Fundação Coração Delta, agendada para as 15h30.
A jornada termina com uma reunião com psicólogos da região, às 17h30, no Auditório do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino, num momento de diálogo e reflexão sobre os desafios e oportunidades da Psicologia no território.
Em representação da Direção Nacional da OPP estarão presentes, além da Bastonária, o vice-presidente Daniel Teixeira Coelho e o vogal Renato Gomes Carvalho. A Delegação Regional do Centro será representada pelo seu presidente, Sérgio Viana, e pelos vogais Inês Guiomar, Alcino Silva e Rute Almeida.
A iniciativa “OPP + Próxima” consiste num conjunto de visitas a instituições e entidades locais em diferentes regiões do país, procurando aprofundar o conhecimento sobre os contextos de intervenção psicológica, divulgar projetos e práticas de referência e fortalecer a articulação entre profissionais, instituições e comunidades.
Um homem de 78 anos, que se sentiu mal na manhã desta quinta-feira, 11 de junho, em Campo Maior, dirigiu-se ao Centro de Saúde da vila, onde os profissionais terão percebido tratar-se de um enfarte.
Após ter-se sentido mal, foram acionados os meios de socorro, tendo os Bombeiros de Campo Maior prestado assistência no local.
Devido à gravidade da situação, foi mobilizado o helicóptero do INEM, que aterrou no Estádio Capitão César Correia, para proceder ao transporte urgente da vítima para o Hospital de Évora.
As associações Arkus, Gota d’Arte e Banda 14 de Janeiro voltam a unir esforços para dinamizar os tradicionais arraiais de Santos Populares em Elvas. À semelhança do que aconteceu no ano passado, as três coletividades juntam-se, novamente, para proporcionar momentos de convívio, animação e muita música, sem esquecer a tradicional sardinhada assada.
O primeiro arraial, dedicado a Santo António, realiza-se já esta sexta-feira, dia 12 de junho, a partir das 20 horas, na sede da Arkus. Melanie Carona, uma das responsáveis pela associação juvenil, destaca a importância da continuidade desta parceria entre as coletividades elvenses: “Esta parceria começou o ano passado e, como é óbvio, quisemos continuar. Vai manter-se entre as três associações e convidamos todas as pessoas a juntarem-se a nós, no nosso arraial, que é sempre o primeiro, o de Santo António”.
Melanie Carona diz ainda ser “importante manter estas parcerias entre associações”: “mostramos que estamos uns com os outros e não uns contra os outros”.
A responsável garante ainda uma noite recheada de animação: “vai haver muita sardinha, muita diversão e muito espírito de parceria”. “Temos muito espaço e queremos receber toda a gente”, diz ainda.
Já a Gota d’Arte volta a integrar o seu arraial de São João na programação do Weekend Art, evento que este ano celebra a sua quarta edição e que decorre no Jardim das Laranjeiras. O arraial marcará o arranque de três dias de atividades culturais e artísticas.
O presidente da Gota d’Arte, Luís Rosário, explica que a iniciativa resulta da vontade de reforçar o trabalho conjunto entre as associações locais. “Como aconteceu no ano passado, o primeiro dia do Weekend Art vai ter um cheirinho de arraial, com a colaboração destas associações. A Arkus, aliás, está connosco desde a primeira edição do evento. Esta iniciativa dos Arraiais do Associativismo surgiu no ano passado e funcionou muito bem. Estamos cá para trabalhar em parceria, para trabalhar uns com os outros”, refere.
Segundo Luís Rosário, esta colaboração permite aumentar a participação do público e enriquecer os eventos. “Conseguimos uma animação e uma dinamização muito melhores. Atrás dessa dinamização vem mais gente, porque são elementos das associações que também marcam presença nos eventos uns dos outros. O objetivo é criar condições para que aqueles que participam tenham mais animação e se divirtam, ajudando-nos mutuamente”, sublinha.
Por sua vez, a Banda 14 de Janeiro optou este ano por não promover o tradicional arraial de São Pedro. A decisão prende-se com a elevada concentração de iniciativas na cidade durante esse período. João Grenho explica que a associação preferiu concentrar esforços no apoio aos restantes eventos. “Notámos que existem muitos eventos nesse mês e acabava por haver sobreposição de iniciativas. No fim de semana em que seria o nosso arraial não faria muito sentido realizar mais um evento e retirar público a outros. Assim, decidimos participar, ajudar e apoiar os restantes eventos com a banda e com o Grupo Coral Infantil”, afirma.
Com esta união de esforços, as três associações esperam voltar a levar aos elvenses e visitantes o melhor dos Santos Populares, reforçando simultaneamente os laços de cooperação e o dinamismo do movimento associativo local.
A seleção nacional despediu-se do público português com uma vitória por 2-1 frente à Nigéria, no Estádio Municipal Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. Este foi o derradeiro encontro de preparação antes da partida para a fase final do Campeonato do Mundo de 2026.
Resumo do Encontro
Portugal dominou a primeira metade e conseguiu traduzir a superioridade em golo aos 22 minutos, numa finalização fria de Pedro Neto, após uma assistência certeira de Diogo Dalot. Contudo, uma desatenção na fase de construção defensiva permitiu que Dele-Bashiru servisse Akor Adams, que restabeleceu a igualdade a favor dos nigerianos aos 36 minutos.
No segundo tempo, o selecionador promoveu uma autêntica revolução na equipa ao realizar várias substituições ao intervalo. As entradas de jogadores como João Félix, Bernardo Silva, Nuno Mendes e Francisco Conceição agitaram o jogo. Foi precisamente o jovem extremo que garantiu o triunfo aos 74 minutos, carimbando o 2-1 final.
Reações de Pedro Neto autor do primeiro golo: «O objetivo para o Mundial é ganhar, temos de ir jogo a jogo, o sonho está lá e é essa a mentalidade. Acho que temos de aceitar esse sonho, os portugueses sabem o que temos dentro da equipa e temos de acreditar até ao fim. Saímos com boas sensações, dois jogos e duas vitórias. Era o que nós queríamos, trabalhar os processos e coisas que tínhamos a melhorar. Estamos focados para concretizar o sonho e para o que aí vem.»
Próximos Passos: O Caminho no Mundial 2026
Com este teste concluído, a comitiva ruma aos Estados Unidos para iniciar a sua participação no torneio que arranca já esta semana. Portugal está inserido na fase de grupos e tem o seguinte calendário inicial:
Portugal vs. República Democrática do Congo (Estreia)
Portugal vs. Uzbequistão (23 de junho)
Portugal vs. Colômbia (28 de junho)
Mundial 2026 poderá gerar até 945 milhões de euros em Portugal
O Campeonato do Mundo FIFA 2026 poderá gerar em Portugal um impacto económico entre 378 milhões e 945 milhões de euros, dependendo da performance da Seleção Nacional, conclui o estudo Campeonato do Mundo FIFA 2026: análise do impacto económico em Portugal do IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing.
A análise, desenvolvida pelo Gabinete de Estudos de Marketing para Desporto do IPAM, revela que o Mundial de 2026 poderá representar o maior impacto económico de sempre em Portugal associado a uma competição que o país não organiza. O valor mínimo estimado, correspondente à fase de grupos, é de 378 milhões de euros. Num cenário intermédio, com chegada aos oitavos de final, o impacto poderá atingir 561 milhões de euros. Em caso de vitória, poderá chegar aos 945 milhões de euros.
Segundo o estudo, este crescimento resulta de quatro fatores principais: aumento do poder de compra, organização da competição em mercados de elevada capacidade económica, Estados Unidos, Canadá e México, alargamento do Mundial para 48 seleções e 104 jogos, e consolidação da economia digital como nova fonte de valor.
“Portugal não precisa de organizar o Mundial para gerar impacto económico relevante. O que este estudo demonstra é que o valor do futebol deixou de estar concentrado no estádio ou no país anfitrião. Hoje, o impacto é criado através do consumo, da atenção, da interação digital e da capacidade dos adeptos amplificarem o evento”, afirma Daniel Sá, diretor Executivo do IPAM.
O estudo identifica uma transformação estrutural no modelo económico do futebol. Embora o consumo tradicional continue a representar a maioria do impacto, cerca de 77%, a componente digital já representa 23% do valor estimado, através de plataformas de streaming, redes sociais, engagement e criação de conteúdos por utilizadores.
O consumo doméstico surge como a principal categoria de impacto, representando 26% do total, seguido da restauração, com 15%, e da publicidade e media, com 14%. Já no bloco digital, as plataformas de streaming e OTT representam 10%, o engagement nas redes sociais 7% e a chamada content economy 6%. Cartas e cromos, 5%, e merchandising, 4%, indicam que o Mundial ativa economias emocionais e colecionáveis, com forte tração em segmentos específicos e em ciclos de compra por impulso. As apostas, 6%, surgem como componente relevante, mas já integrada numa lógica de entretenimento e conveniência.
Os Bombeiros Voluntários de Campo Maior foram recentemente distinguidos pela Junta da Extremadura, em Espanha, com uma Menção Honrosa da Proteção Civil daquela comunidade autónoma. A distinção foi igualmente atribuída às corporações de bombeiros de Elvas, Arronches e Marvão, em reconhecimento pela intervenção num incêndio florestal ocorrido no verão do ano passado.
O fogo teve origem no concelho de Marvão e acabou por alastrar para território espanhol, mobilizando meios das quatro corporações do Alto Alentejo, que participaram no combate às chamas e na proteção das populações afetadas.
O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Luís Fava, considera que esta distinção representa um importante reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pelos operacionais.
“Eu encaro essa distinção com orgulho. Foi um reconhecimento aos nossos bombeiros, tanto aos de Campo Maior, como aos de Elvas, Marvão e Arronches”, afirmou.
Luís Fava recorda que a intervenção conjunta das corporações foi determinante para controlar a situação. “Foi um incêndio em Marvão, que passou para a parte espanhola, e onde essas quatro corporações estiveram presentes e resolveram o problema”, acrescentou.
O reconhecimento atribuído pela Junta da Extremadura destaca o profissionalismo, a dedicação e a disponibilidade demonstrados pelos bombeiros do Alto Alentejo durante a operação, constituindo também uma manifestação pública de agradecimento pelo apoio prestado às populações e às autoridades espanholas num momento de elevada exigência operacional.
A distinção reforça ainda a importância da cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha no combate aos incêndios rurais e na resposta a situações de emergência que ultrapassam fronteiras.
Com o objetivo de consolidar a promoção e o posicionamento dos Vinhos de Altitude | Serra de São Mamede, o Município de Portalegre promove, no próximo dia 13 de junho, entre as 18h00 e as 23h00, na Praça da República, o evento Sunset Vinhos de Altitude Serra de São Mamede.
Concebido em formato wine market, o evento resulta de uma parceria entre o Município de Portalegre, os produtores de vinho participantes e os empresários da restauração e dos bares da Praça da República, que se associam à iniciativa, reforçando a sua componente gastronómica e proporcionando uma experiência integrada de degustação e convívio.
O Sunset pretende valorizar e dar a conhecer os vinhos produzidos na Serra de São Mamede, destacando a identidade única deste território e a qualidade reconhecida dos seus produtores, num ambiente descontraído e de celebração do verão.
A programação inclui ainda uma forte componente cultural e de animação, com a atuação do projeto “Notas de Jazz”, às 18h00, e do músico Diogo Zambujo, às 21h00, contribuindo para uma experiência diferenciadora que alia vinho, gastronomia e música.
Nos próximos dias 13 e 14 de junho, o Centro de Arqueologia de Avis associa-se às Jornadas Europeias de Arqueologia (JAE) com um programa focado na valorização do património local e na proximidade com a comunidade. A agenda arranca no sábado, dia 13, pelas 16h30, com uma visita orientada ao sítio e à Capela de Nossa Senhora d’Entre Águas, em Benavila — um edifício do século XV repleto de vestígios romanos —, cujas inscrições gratuitas e obrigatórias decorrem até 11 de junho através do contacto telefónico (242 410 090) ou por e-mail (arqueologia@cm-avis.pt).
No domingo, dia 14, o evento ruma à Fundação Arquivo Paes Teles, em Ervedal, para acolher a iniciativa “Conversas com Estórias”, uma parceria com a Biblioteca Municipal José Saramago que pretende cruzar a leitura e a oralidade com a identidade local. Através da partilha de memórias, da apresentação do espólio bibliográfico e da coleção arqueológica da fundação, o Centro de Arqueologia de Avis cumpre assim os grandes objetivos das JAE: sensibilizar o público para a proteção do património, atrair novos visitantes aos locais históricos e promover o diálogo direto entre os especialistas da área e os cidadãos.
O Município de Arronches está a preparar a candidatura da “Arte de Tocar Pedrinhas” ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI), com o objetivo de garantir o reconhecimento e a proteção jurídica desta expressão cultural única no país. Considerada um pilar fundamental da identidade local e transmitida de geração em geração, esta prática musical e social não tem paralelo conhecido em nenhum outro ponto do território nacional, o que lhe confere um valor etnográfico e histórico altamente diferenciador para o concelho.
O processo encontra-se atualmente na fase de recolha de documentação e a autarquia lançou um apelo público à população para que partilhe memórias, histórias e fotografias antigas que possam enriquecer o dossier técnico. Caso seja bem-sucedida, esta classificação não só irá impulsionar o turismo cultural e conferir um selo de qualidade à região, como também abrirá portas a financiamentos públicos e fundos comunitários essenciais para apoiar a investigação, garantir a sustentabilidade da tradição e financiar ações de formação destinadas às gerações mais jovens.
O presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, defende que a cultura deve ser uma prioridade estratégica no planeamento dos fundos comunitários, indo muito além da regeneração urbana ou do apoio à agricultura.
Pinheiro revelou dados que colocam o Alentejo na vanguarda do investimento público cultural: enquanto a média nacional das autarquias é de 77 euros por habitante, os municípios alentejanos investem cerca de 145 euros. Segundo o dirigente, este esforço financeiro é uma “tentativa clara de parar aquilo que é o êxodo demográfico da região”, sublinhando que o património cultural é o maior trunfo para atrair pessoas e competir com outras regiões.
Ricardo Pinheiro alertou ainda para a necessidade de equilibrar o investimento no setor privado: “nós aprovámos seguramente nas últimas três semanas mais de 17 ou 18 milhões de euros de turismos rurais em todo o Alentejo. Se houver turismos rurais, mas não houver investimento na dinamização cultural, os turismos rurais não vão ter visitantes”.
O dirigente concluiu apelando à coragem política para diversificar a programação regional e utilizar a cultura como uma ponte entre povos, citando a herança árabe do património alentejano como um exemplo de como a cultura pode aproximar o mundo ocidental de outras geografias em tempos de conflito geopolítico.
Portugal assinala hoje, 10 de junho, o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, numa data que evoca a morte do maior poeta da língua portuguesa, Luís de Camões, ocorrida a 10 de junho de 1580. As comemorações oficiais deste ano têm como palco a ilha Terceira, nos Açores, numa escolha que homenageia as autonomias regionais, que assinalam meio século desde a sua consagração constitucional. 
O Presidente da República, António José Seguro, discursa hoje pela primeira vez numa cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, em Angra do Heroísmo, tendo escolhido o professor universitário açoriano Miguel Monjardino para presidir às comemorações.  O Primeiro-Ministro Luís Montenegro, que participou nas cerimónias no Luxemburgo, afirmou que o 10 de Junho é uma celebração em que Portugal afirma “a preservação da sua cultura, a valorização da sua língua e a afirmação dos seus valores e princípios enquanto nação”. 
A efeméride é também celebrada pela diáspora portuguesa em todo o mundo, com eventos que reafirmam os laços de Portugal com as suas comunidades no estrangeiro — e, como o cartaz da Biblioteca Pública de Badajoz bem ilustra, também além-fronteira, onde o Cante Alentejano, a literatura e a língua portuguesa continuam a marcar presença.