Obra na variante em Campo Maior decorre a bom ritmo

A obra que começou, no início deste ano, na variante de Campo Maior, para melhoria das Acessibilidades à Zona Industrial da vila decorre a bom ritmo.

Segundo o presidente da Câmara, Luís Rosinha, os trabalhos decorrem “muito bem”, esperando que “entre o final deste ano e início do próximo Campo Maior possa já ter a tão ambicionada variante, uma vez que eram muitos anos atrás desta obra, que vai trazer não só mais segurança para os campomaiorenses, mas também a nível económico, porque vai permitir que a vila se posicione na Plataforma Logística do Sudoeste Europeu”.

Quanto ao desvio do trânsito de pesados, Luís Rosinha garante que “o município estabeleceu algumas parcerias com a Infraestruturas de Portugal, no sentido de depois de concluída a variante, se perceber quais os troços internos da EN 373 e 371, porque do ponto de vista acústico e de poluição melhorará bastante e os passeios serão também mais seguros”.

Com um investimento de 6,7 milhões de euros, esta obra é desenvolvida no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) Acessibilidades Rodoviárias a Áreas de Acolhimento Empresarial, financiado pela União Europeia.

São Vicente voltou ao campo para celebrar Nossa Senhora da Ventosa

Está a chegar ao fim, na freguesia de São Vicente, a tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Ventosa, depois de dias de muita festa no campo.

Recordando que são já 30 anos desta romaria, que se faz de “muito convívio” entre gerações, o presidente da Junta de Freguesia, João Charruadas, explica que, desta vez, e para dar “outras condições” àquele espaço, junto à capela da Ventosa, foi construído um telheiro, que serviu para abrigar e proteger os romeiros da chuva e do vento.

“Temos a igreja arranjadinha e pintada, como fazemos todos os anos e temos o pessoal aqui acampado, a comer e a beber”, comenta, lembrando que o importante é que a tradição vá sempre sendo passada aos mais novos. Foi nesse sentido que também na sexta-feira, as crianças da escola de São Vicente passaram o dia naquele local.

João Charruadas lembra que, para passar estes seis dias no campo, as pessoas são obrigadas a levar quase que a casa às costas para o campo. “Temos aqui grandes condições, com tendas, roulottes, mesas, grelhadores, máquinas de café. Passamos aqui estes seis dias em condições”, assegura.

Quem, por estes dias, tem tratado das refeições de muitos daqueles que têm estado acampados na Ventosa é Joaquim Serpa. É assim desde que João Charruadas é presidente da junta, segundo conta, lembrando que foi precisamente ele, juntamente com outros dois amigos, fizeram nascer, há 30 anos, esta romaria. “Infelizmente, esses dois amigos já cá não estão, que era o senhor António Malhado, que foi presidente da junta, e o João Caiola. Fiquei eu cá, tanto que a missa do dia 1 é sempre rezada por eles”, diz ainda.

E para passar estes dias em pleno no campo, há quem tire férias do trabalho. É o caso de Andresa Garriapa, que explica o que significa para si esta tradição: “significa tudo, o espírito, o companheirismo que aqui existe, é comer, beber, divertirmo-nos; é assim que se passa aqui os dias”.

Sendo que se conhecem todos uns aos outros, José Passarinho diz que esta é uma romaria “muito alegre”, que já leva uns bons anos de tradição. Já o neto de José, Francisco Passarinho, lembra-se desde muito pequeno de rumar ao campo para passar dias em convívio com família e amigos.

De recordar que o dia mais importante da romaria é o feriado de 1 de maio, quando se realiza a tradicional procissão desde a igreja matriz de São Vicente até à capela da Ventosa. Nesse mesmo dia, a junta de freguesia oferece sempre o almoço a todos quantos compareçam.

Município de Campo Maior tem feito aposta “forte” na dança

Campo Maior é desde sexta-feira, 3 de maio, palco de mais um festival internacional de dança “Pés no Chão”, que chega ao fim este domingo, dia 5, tendo sido já apresentados vários espetáculos em diferentes locais da vila, como o Jardim Municipal, o Centro Cultural e a Praça Multimodal.

A verdade que a Câmara Municipal tem feito, ao longo de décadas, uma aposta forte na dança, como revela a vereadora São Silveirinha, através dos vários projetos de formação, nas áreas do ballet, da dança contemporânea, da dança do ventre e das sevilhanas.

“Temos tido sempre muita procura, que diminuiu com a pandemia, infelizmente. Agora tem demorado um bocadinho para que as pessoas comecem a voltar às dinâmicas, mas temos procura”, revela.

Por outro lado, a vereadora lembra que destes projetos de formação têm saído vários bailarinos que “seguiram para cursos superiores de dança”, pelo que esta arte tem sido “representativa” no Município de Campo Maior.

A programação deste último dia do festival “Pés no Chão”, inclui a apresentação dos espetáculos “E Depois Eram Dois”, de Mariana Dias e Francisco Freire; “Lapso”, do Coletivo aSymbol; e “Tai Sabaki”, de Miguel Punzano”, a partir das 11 horas, no Jardim Municipal de Campo Maior. Pelas 16 horas, é ainda apresentado o espetáculo “Una Maquinación de lo Isensato”, de Alicia Reig, às 16 horas, no espaço.arte.

Mercado Cá da Terra este domingo no Jardim Municipal

O “Mercado Cá da Terra” é a proposta do Município de Campo Maior para este domingo, 5 de maio, no jardim municipal da vila, entre as 9.30 e as 13 horas.

O Mercado Cá da Terra conta com a participação de produtores e artesãos locais, que terão à disposição dos visitantes produtos endógenos e peças de artesanato.

Festival “Pés no Chão” leva dança à Praça Multimodal e ao Centro Cultural neste sábado

A Praça Multimodal e o Centro Cultural de Campo Maior são palco, na tarde e noite deste sábado, 4 de maio, para workshops e espetáculos de dança, no âmbito da terceira edição do Festival “Pés no Chão”.

João Custódio, presidente da direção da Associação Cultural Axpress-Arte, a entidade parceira do município na organização da iniciativa, revela quais os espetáculos previstos: “este sábado, a partir das 17 horas, estaremos na Praça Multimodal, com quatro peças de solos e duos de artistas portugueses, espanhóis e chilenos e, à noite há espetáculo de dança contemporânea e flamenco, no Centro Cultural; já no domingo a partir das 11 horas há espetáculos no jardim municipal e encerramos, às 16 horas, no espaço.arte com a estreia de um espetáculo da bailarina e coreografa Alicia Reig; para além de workshops destinados ao público em geral”.

Este Festival tem como principal objetivo “levar a dança ao público”, garante João Custódio, esperando que a população “possa desfrutar desta relação que Campo Maior tem com a dança, há mais de duas décadas” e que se pretende seja “cada vez mais cimentada e evolua para outros campos”.

A programação completa deste segundo dia do Festival Pés no Chão, em Campo Maior, que pode conhecer AQUI.

“Femmes” da Companhia Maria Lama abre Festival “Pés no Chão” em Campo Maior

“Femmes” é o nome do espetáculo da Companhia Maria Lama que abriu nesta manhã de sexta-feira, 3 de maio, o Festival de Dança “Pés no Chão”, no Centro Cultural de Campo Maior.

Este festival resulta de uma organização do município, em parceria com a Associação Cultural Axpress-Arte. O presidente da direção da Associação, João Custódio, revela que este Festival pretende “levar a dança até vários locais da vila”, já este espetáculo, direcionado ao público escolar, teve como tema a igualdade de género, até porque “é importante que comecem a ter contacto com estes assuntos”.

Esta é já a terceira edição do Festival Pés no Chão, cuja programação completa pode conhecer AQUI.

Crianças do Alto Alentejo produzem livro sobre os 50 anos do 25 de Abril

Abordando o tema dos 50 Anos do 25 de Abril de 1974, mais de 668 alunos do 3.º e 4.º anos de 18 agrupamentos de escolas dos 15 concelhos do Alto Alentejo, escreveram e ilustraram um livro onde transmitem a sua visão e perceção sobre este momento tão importante da história do país.

“Venham Mais Cinquenta”, assim se chama este livro, segundo explica Rui Andrade, responsável pela editora “Cabeçudos”, surge no âmbito da quinta edição do serviço educativo “Fábrica de Histórias”. Coube a grupos de 20 alunos, de 4º ano, de cada concelho escrever, e a grupos de outros 20, de 3º ano, ilustrar.

A concretização desta obra, segundo adianta o responsável, deveu-se à vontade conjunta da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), dos Municípios e Agrupamentos de Escolas de Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre.

Para a apresentação do resultado final, com o livro a ter uma tiragem de quatro mil exemplares, foram desenvolvidas oficinas de escrita e ilustração. Realizaram-se também momento de conversa com os seguintes intervenientes: Marcelo Rebelo de Sousa, Vasco Lourenço, Abílio Amiguinho, António Ventura, Aprígio Ramalho, Aurélio Bentes Bravo, Fernanda Bacalhau, Fernando Soares, Jaime Estorninho, Jorge Castro, Jorge Martins, José Pedro Soares, Ludovina Marques, Luís Pargana, Luís Testa, Ramiro Soares Rodrigues e Susana Matela.

Rui Andrade adianta que este livro, que aborda um total de 15 temas, entre eles a censura, a liberdade de expressão e a educação antes do 25 de Abril.

Este livro anda agora anda a ser apresentado em cada um dos municípios do Alto Alentejo, com cada criança do primeiro ciclo a receber um exemplar. O livro é apresentado em Elvas, no cineteatro, na próxima terça-feira, dia 7, em três sessões diferentes, às 9h30, 11 e 14 horas, e no Centro Cultural de Campo Maior, no dia 15, pelas 11 e 14 horas.

Durante o evento será apresentado um espetáculo que transpõe para o palco o conteúdo literário do livro, com cenários realizados pelos alunos, seguido da apresentação do makingof com imagens registadas ao longo do processo, e que finalizará com a entrega do livro aos seus autores.

O evento contará com a presença dos jovens alunos-autores e professores envolvidos, de representantes dos Municípios e Agrupamentos de Escolas, dos mediadores da “Cabeçudos” e de diversos convidados ligados aos setores da educação e cultura.

Festival “Pés no Chão” volta a meter Campo Maior a dançar

O festival internacional de dança “Pés no Chão” está esta sexta-feira, 3 de maio, de regresso a Campo Maior.

Até domingo, dia 5, não vão faltar propostas de espetáculos de dança e workshops, distribuídos por vários espaços da vila. Esta terceira edição do festival, como explica a vereadora São Silverinha, arranca esta manhã, com a apresentação do espetáculo “Femmes”, no Centro Cultural, pelas 10h45, numa sessão mais dedicada ao público escolar, mas que é aberta ao público em geral.

O festival, que “a pouco e pouco se vai consolidando”, garante a vereadora, é de “grande interesse”, pelo que considera que “todas as pessoas que gostem desta arte se devem associar”.

A intenção do Município de Campo Maior, diz ainda São Silveirinha, é retirar a dança do auditório do Centro Cultural, apesar das dinâmicas que lá são desenvolvidas, levando-a também a espaços não convencionais, como é o caso do Jardim Municipal, a Praça Multimodal e o espaço.arte. “É nossa preocupação irmos nós ao encontro do público”, garante.

Conheça toda a programação de espetáculos do evento:

Femmes

Companhia Maria Lama (Espanha)

3 de maio » 10:45H | Centro Cultural

 

E Depois Eram Dois

Mariana Dias e Francisco Freire (Portugal)

4 de maio » 17:00H | Praça Multimodal

5 de maio » 11:00H | Jardim Municipal

 

Lapso

Colectivo aSymbol (Espanha)

4 de maio » 17:00H | Praça Multimodal

5 de maio » 11:00H | Jardim Municipal

 

No Sé Cómo Llamarte Companhia Juan Carlo Guajardo

(Chile)

4 de maio » 21:30H | Centro Cultural

 

Tai Sabaki 

Miguel Punzano (Espanha)

4 de maio » 17:00H | Praça Multimodal

5 de maio » 11:00H | Jardim Municipal

 

Una Maquinación de lo Isensato

Alicia Reig (Espanha)

5 de maio » 11:00H | Jardim Municipal

5 de maio » 16:00H | Espaço.Arte

Trabalhos do “JABA 2024” em exposição na Casa da Cultura de Elvas

Uma exposição de obras selecionadas do Certame Transfronteiriço de Jovens Criadores “JABA 2024”, promovido anualmente pelo Município de Badajoz, encontra-se disponível para visita, até final dste mês de maio, na Casa da Cultura de Elvas.

A mostra, que apresenta trabalhos das categorias a concurso – audiovisual, banda desenhada, design gráfico, escultura, fotografia, fotojornalismo e pintura – e que foi inaugurada ao final da manhã desta quinta-feira, 2 de maio, inclui o trabalho vencedor da elvense Rita Henriques.

Esta exposição, de acordo com o vereador na Câmara de Elvas Cláudio Monteiro, insere-se na programação daquele que é o mês dedicado à juventude na cidade, sendo já a quinta mostra apresentada, este ano, na Casa da Cultura. “Quem visitar a Casa da Cultura vai encontrar artes totalmente diferentes”, assegura o vereador, apelando, no futuro, à participação de mais jovens artistas elvenses neste certame transfronteiriço

Na abertura da exposição esteve também presente a vereadora na Câmara de Campo Maior, São Silveirinha, que, e tendo em conta que a exposição apresenta quase na sua totalidade trabalhos de jovens espanhóis, diz “faltar incentivar à participação” dos jovens alentejanos no JABA. “Temos jovens ligados ao mundo das artes com grande qualidade, mas possivelmente teremos de incentivar mais na divulgação”, assegura, dando conta que a intenção é que esta exposição possa vir a ser apresentada em Campo Maior no âmbito do festival Raya Jovem.

Já Mariema del Carmen Seck, vereadora no Município de Badajoz, confirma que, e apesar da participação de jovens de vários municípios de Portugal, a “grande maioria” dos trabalhos é de artistas da Extremadura. Na próxima edição do JABA, a vereadora espera que mais artistas participem: “todos os jovens, desde os 13 aos 35 anos, que queiram, apresentem os seus trabalhos”.

A mostra pode ser visitada até 31 de maio, na Casa da Cultura de Elvas, das 9 às 13 horas e das 14 às 17 horas e, ao sábado, das 10 às 13 horas.

Edifício do ATL Arco-Íris em Campo Maior vai ser ampliado e requalificado

Um protocolo assinado, na passada segunda-feira, 30 de abril, pelo presidente do Município de Campo Maior , Luís Rosinha, e o presidente e o vice-presidente da Direção da Casa do Povo de Campo Maior, José Borrega e José Leão, respetivamente, estabelece o apoio do Município na primeira fase de requalificação e ampliação do edifício onde funciona o ATL Arco-Íris.

Nesta fase, será remodelado o rés-do-chão do edifício, intervenção que irá deixar o espaço com um total de cinco salas de atividades, quatro ateliers, uma biblioteca, uma sala de reuniões e uma sala de direção.

Esta ampliação irá permitir à Casa do Povo proporcionar mais e melhores condições às 85 crianças que frequentam o ATL e irá ainda aumentar significativamente a capacidade de resposta do mesmo, permitindo a inscrição de mais crianças.

Este será um investimento de aproximadamente 455 mil euros, cabendo ao Município 340 mil euros desse valor.