Iluminação do castelo “será mais um fator de atratividade” para Ouguela

O Castelo de Ouguela, no concelho de Campo Maior, vai ser equipado com um sistema de iluminação, ao abrigo do Projeto Ilumina, desenvolvido pela Fundação Iberdrola, numa iniciativa transfronteiriça, que visa promover o turismo cultural noturno, realçando o valor do património histórico e natural da eurorregião EUROACE.

Considerando que a iluminação do castelo será “mais um fator de atratividade” para Ouguela, o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, revela que este é um projeto, que com as suas particularidades “específicas”, será “dinamizador”.

“Nós fomos convidados a participar (no projeto), através da decisão de colocarmos um elemento arquitetónico que definisse o nosso concelho. Como já tínhamos um projeto próprio criado para a iluminação do património amuralhado de Ouguela, decidimos colocar a localidade nessa lista pequena. Sendo que, por curiosidade ou trabalho feito, acabou por ser Ouguela a única a ficar do lado português deste projeto”, adianta o Rosinha.

O Projeto Ilumina é cofinanciado pelo programa Interreg POCTEP 2021-2027 da União Europeia e destaca-se pela sua estratégia de desenvolvimento sustentável e cooperação transfronteiriça. Para além do Castelo de Ouguela, o projeto contempla ainda a iluminação do Castelo de Valencia de Alcántara e do Santuário de Carrión, em Alburquerque.

Comemorações do 101º aniversário do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes realizou-se em Vila Boim

Realizou-se na manhã de hoje, 15 de novembro, no Pavilhão Rondão Almeida, em Vila Boim, as comemorações do 101º aniversário do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes e do 106º aniversário do Armistício.

O presidente do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes, o Sargento-Mor José Miguêns, garante que nem sempre foi fácil garantir que o núcleo se mantivesse aberto, no entanto reitera que estas “são comemorações muito importantes porque mexem a nível social com os nossos sócios e com a sociedade elvense”.

José Miguêns revela ainda que “nem sempre foi fácil manter o Núcleo aberto porque as condições nem sempre foram perfeitas, e tenho que agradecer a todos os meus antecessores, a todos os presidentes e direções que me antecederam, nessa capacidade que apesar dos bons e maus momentos, conseguiram manter este núcleo aberto”, refere o Sargento-Mor.

O presidente do Núcleo referiu ainda que se vai realizar um concerto de natal, em parceria com o Museu Militar de Elvas, no dia 14 de dezembro.

O vereador Hermenegildo Rodrigues esteve em representação da Câmara Municipal de Elvas, e disse que “um dos grandes propósitos do município é apoiar de viva voz e com a nossa presença tudo aquilo que são iniciativas do nosso associativismo”, referiu o autarca.

 “É muito importante fazer estas cerimónias, e não esquecer estas pessoas que representaram o nosso pais e a nossa vila, e que lutaram muito pela nossa vila depois de virem da guerra”, revela João Guerra, tesoureiro da União de Freguesias da Terrugem e Vila Boim.

Nesta cerimónia esteve também Fátima Pinto com alguns alunos da escola de Vila Boim, e referiu que “é de uma importância extrema” a presença dos educandos nestas iniciativas.

Veja aqui a fotorreportagem da cerimónia:

Surto de Língua Azul já provocou “grandes” prejuízos à Casa Agrícola João Gordo Mendes

Com um prejuízo “bastante grande”, a Casa Agrícola João Gordo Mendes, em Elvas, é uma das muitas explorações pecuárias que, de norte a sul do país, tem sido assolada pelo surto de Língua Azul, doença transmitida por um mosquito, que afecta principalmente as ovelhas e os borregos.

Embora confesse que não perdeu muitas ovelhas – entre oito a dez –, Mário Mendes, o sócio-gerente da Casa Agrícola João Gordo Mendes, explica que o “problema maior” diz respeito aos borregos. “Temos tido uma grande quantidade de nados-mortos, uma quantidade de animais que parecem que não são de tempo, que nascem sem vigor nenhum e depois, na fase até aos 15, 20 dias, têm morrido muitos borregos”, adianta, dando conta que já se registaram igualmente “alguns abortos”.

Quanto às medidas exigidas ao Governo, pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), no que toca à vacinação obrigatória dos animais, sem custos para os produtores, Mário Mendes diz que a CAP “acordou tarde”. “A CAP, de setembro até hoje, não disse nada e só começou a abrir o bico agora, porque tem havido muito movimento de agricultores que está contra as não medidas do Governo. A CAP não nos tem dado apoio nenhum e já devia ter falado há bastante tempo”, acrescenta.

Para evitar males maiores, Mário Mendes já pagou do seu bolso a vacinação das suas ovelhas. Caso não o tivesse feito, o produtor acredita que mais ovelhas teriam morrido. “Os borregos não vacinamos, porque só podem ser vacinados a partir dos três meses. No efetivo reprodutor, em princípio, já estamos protegidos, mas no efetivo dos borregos não, porque só são vacinados a partir dos três meses. Continua a existir o mosquito, continua a existir a doença e continuam a morrer na mesma”, remata.

Língua Azul : CAP exige “medidas urgentes” do Governo após prejuízos de seis milhões

Desde o início de setembro, de norte a sul do país, já morreram mais de 40 mil ovinos, face a igual período do ano passado, devido ao surto de Língua Azul, de acordo com dados avançados pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), que aponta mais de seis milhões de euros em prejuízos.

Para resolver a situação, e exigindo a ajuda do Governo, o secretário-geral da CAP, Luís Mira (na imagem) diz ser necessário avançar “urgentemente” com uma campanha de vacinação obrigatória contra o serotipo 3 da doença, transmitida por picada mosquito, à semelhança do que já está a ser feito em Espanha, sem encargos para os produtores. “O que nós exigimos é que sejam dadas as mesmas condições aos produtores portugueses”, revela.

Explicando que a doença não é transmissível ao ser humano, sendo que o consumo de carne, leite e queijo, de ovelhas, e de carne de borregos, é isento de riscos para a saúde, Luís Mira garante que a vacinação é “imprescindível”, tendo em conta os prejuízos. “Não são só os animais que morrem. Há muitas ovelhas que abortam e perde-se o borrego. Alguns ainda chegam a nascer, mas acabam por morrer, porque não conseguem comer. É uma doença que traz muitos prejuízos aos produtores”, assegura.

A par da vacinação, a CAP pretende também que o Governo coordene e execute ações estratégicas de desinsetização, com vista a eliminar o maior número possível de mosquitos transmissores deste vírus.

Para que se possa “mostrar a verdadeira dimensão” do surto, Luís Mira apela aos produtores para que declarem os casos de doença, junto da Direção Geral de Veterinária. Só dessa forma, acredita a CAP, os mecanismos de apoio existentes poderão vir a ser devidamente acionados.

Entretanto, revela ainda a CAP, o Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração (SIRCA), coordenado pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária do Ministério da Agricultura, “não tem tido a capacidade de processar o elevadíssimo número de animais mortos na sequência da epidemia de febre catarral ovina que atinge já todos os distritos de Portugal continental. O referido sistema não está dimensionado para uma situação catastrófica como a atual”.

Muitos dos animais mortos por este surto de Língua Azul terão de ser enterrados nos terrenos dos seus proprietários “por incapacidade operacional do SIRCA. Esta é uma situação excecional, estando todas as associações de produtores conscientes das precauções que terão de assegurar em termos de biossegurança no enterramento dos animais”.

Centro Cultural recebe este sábado o Stand Up Comedy “Excesso de Bagagem”

O espetáculo Excesso de Bagagem, protagonizado pelo comediante JEL, vai decorrer este sábado, às 21h30, no Centro Cultural de Campo Maior.

Excesso de Bagagem é o primeiro solo de Stand-Up Comedy de JEL, onde se apresenta despido de qualquer personagem, a partilhar divertidas teorias, sarcásticas observações da atualidade e histórias de bastidores que atravessam os seus mais de 20 anos de carreira.

São Silveirinha, vereadora do Município de Campo Maior, indica que “será de interesse da população assistir ao espetáculo”.

Para além do espetáculo de Stand Up Comedy “Excesso de Bagagem”, de Jel, que vai decorrer este sábado, às 21h30, o programa de comemoração destes 21 anos do Centro Cultural inclui ainda a apresentação do espetáculo “Monólogos do Pénis”, com Gonçalo Diniz e Ricardo Carriço, no dia 23; e, “Insónia”, de Fernando Mendes, no dia 30.

Os bilhetes para os espetáculos podem ser adquiridos na ticketline.

“A História Devida” de Ruy de Carvalho apresentada no Mês do Teatro de Elvas este domingo

Ruy de Carvalho leva ao Cine-Teatro Municipal de Elvas, na tarde do próximo domingo, 17 de novembro, o espetáculo “Ruy, A História Devida”.

Figura máxima do teatro em Portugal, o ator sobe ao palco pelas 17 horas, para abrir o coração e contar histórias inéditas da sua longa e inspiradora carreira. Ao longo de cerca de uma hora, ninguém ficará indiferente à sua faceta menos conhecida de contador de histórias. Neste espetáculo, o público é convidado a fazer perguntas ao ator.

Os bilhetes para o espetáculo, inserido na programação do Mês do Teatro, podem ser adquiridos na Ticketline ou uma hora antes do espetáculo, no Cine-Teatro Municipal. Os bilhetes têm um preço de 20 euros.

Projeto “Viver a Tradição!” está presente em mais um ano letivo no concelho de Elvas

O projeto “Viver a Tradição!”, da Associação Juvenil ARKUS, vai ter palco no dia 17 de dezembro, às 10h, no Coliseu José Rondão de Almeida. À semelhança do que se realizou nos anteriores anos, o evento, irá juntar todas as crianças a tocar ronca e a cantar ao “Menino”.

Envolvendo as crianças do concelho de Elvas, este projeto tem como objetivo preservar e divulgar as tradições natalícias da cidade. O projeto teve início no ano de 2022, como um ano experimental, envolvendo todas as crianças de 1º ciclo do concelho. No ano passado, em 2023, o projeto foi alargado até à educação pré-escolar e, este ano, a ARKUS envolveu na atividade o 2º ciclo de todas as escolas de Elvas.

O projeto conta com a colaboração de alguns membros do grupo Roncas D’Elvas, da ARKUS, Associação Juvenil, que irão deslocar-se às escolas para ensinar a construir uma ronca, partilhando o espírito do Natal tradicional da cidade.

Antiguidades “invadem” CNT de Elvas entre sexta-feira e domingo

Uma feira de antiguidades vai decorrer entre esta sexta-feira e domingo, de 15 a 17 de novembro, no Centro de Negócios Transfronteiriço (CNT) de Elvas. No evento, de entrada livre e organizado pela Associação dos Promotores de Eventos, a população vai ter a oportunidade de adquirir velharias, artigos vintage e de colecionismo.

Esta feira, que teve início nas Caldas da Rainha “há mais de 10 anos”, é “realizada sempre em recinto fechado”, segundo explica José Pereira, da Associação dos Promotores de Eventos. Entretanto, a associação decidiu levar o evento para outros locais de Portugal, tendo em conta que “os expositores que trabalham para a associação são de várias zonas do país”.

Segundo o membro da Associação dos Promotores de Eventos, “um dos grandes negócios deste evento é a própria compra entre expositores. Se um expositor tiver um produto que é visto na feira e chame o interesse de outro expositor, mesmo sendo colega, este compra e depois vende ao público dele”.

No caso de Elvas, a cidade foi um dos lugares de interesse para a realização do evento, sobretudo por ser uma cidade fronteiriça. “O mercado espanhol interessa muito, tanto a nível de vendedores, como também de compradores. Elvas traz-nos uma mais-valia nesse sentido”, afirma José Pereira.

“O evento realizar-se durante três dias, num pavilhão, com todas as condições que permite com que expositores fiquem todos os dias do evento, sem retirar o material, é diferente da feira de rua, em que as pessoas têm que montar e desmontar as coisas no próprio dia. Outro contra, mesmo que o vendedor queira trazer uma peça boa, nas feiras de rua, está sempre sujeito a intempéries e isso inibe as pessoas de trazerem produtos bons. A feira dentro de pavilhões traz peças de 0,50 cêntimos a 20 mil euros e é o que permite este leque agradar a toda as pessoas, de modo a poderem comprar algum material”, realça o responsável. 

Para além de Elvas ser um foco de interesse para a divulgação do evento, também se distingue, segundo José Pereira, por ser “uma cidade com movimento”, ideal para a população conhecer o passado através de um leque variado de peças.  

A Associação dos Promotores de Eventos espera cerca de 500 expositores ao longo dos três dias do evento, que na sexta-feira e sábado decorre das 10 às 20 horas e no domingo das 10 às 13 horas.

Campo Maior recebe primeiro festival de Paramotor este fim de semana

Campo Maior recebe este fim de semana, dias 16 e 17 de novembro, o seu primeiro Festival de Paramotor, numa organização do Clube de Voo Ascendente, com o apoio do Município de Campo Maior.

O evento, de acordo com presidente do Clube de Voo Ascendente, Eduardo Lagoa, é acima de tudo de lazer, onde estarão reunidos pilotos portugueses e espanhóis. Um dos principais objetivos da iniciativa é “permanecer com esta prática na zona”.

Durante o fim de semana vai ser possível participar, sem custos, nas diferentes propostas que a iniciativa apresenta: batismos de voo, demonstração aérea, exposição de equipamentos e raid dos aromas e sabores. A organização espera conseguir “rer alguma interação com as pessoas da terra, para que possam vir a ter a experiência do que é voar”, dando-lhes também a possibilidade de “ver a localidade a partir do céu”.

Eduardo Lagoa adianta que “o encontro de Paramotor está marcado para às 8h30, com o final das provas ao anoitecer, se a meteorologia assim o permitir”. No final de tarde, revela ainda o presidente do Voo Ascendente, “vai ocorrer um momento especial, com uma surpresa para todos os presentes”.

O evento vai decorrer fora da vila, junto à Defesa de São Pedro. A localização exata da atividade está disponível no QRCode, presente no cartaz do festival.

O Paramotor é uma adaptação do Parapente. Enquanto, no parapente, é necessária uma certa altura para conseguir voar, o Paramotor pode levantar voo de qualquer lugar plano devido ao motor que o piloto carrega nas costas.

Camões dado a conhecer aos alunos de Campo Maior a partir das “Palavras de Sophia”

A Biblioteca Municipal João Dubraz, em Campo Maior, promoveu ontem, 12 de novembro, a sessão literária “Camões nas Palavras de Sophia”, no Centro Cultural da vila.

A iniciativa consistiu numa conversa informal sobre Luís Vaz de Camões, no ano em que se celebram os 500 anos do nascimento daquele que é, por muitos, considerado o maior poeta de língua portuguesa.

Numa sessão dirigida aos alunos do 9.º ano e do ensino secundário do concelho, e partindo de textos de Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, entre outros, a plateia ficou a saber mais sobre a vida e obra do poeta, de forma divertida e descontraída.

Esta sessão foi dinamizada pela editora e produtora de atividades literárias “Alma Azul”.