A artista plástica Catarina Pinto Leite inaugurou, no passado sábado, 25 de janeiro, a exposição “Não São Só Flores”, no espaço.arte, em Campo Maior, sendo esta a primeira mostra do ano naquele espaço municipal .
Sob o mote “sintomas de um sentir infinito”, a autora tem em exposição cerca de duas dezenas de obras, produzidas com recurso a diversas técnicas, como cera de abelha e óleo sobre papel japonês ou acrílico sobre linho.
Para Helena Mendes Pereira, autora do texto de abertura do catálogo da exposição, os trabalhos de Catarina Pinto Leite possuem “uma evidente sugestão formal” que levam o espectador “para o universo conhecido da natureza, das plantas, (…) e assim uma extraordinária oportunidade de, no silêncio que as obras impõem, pensarmos o mundo”, evidenciou.
Esta exposição, de entrada gratuita, fica patente ao público até dia 20 de abril. Na inauguração estiveram presentes o vice-presidente do Município de Campo Maior, Paulo Pinheiro, as vereadoras São Silveirinha e Fátima Vitorino, Vanda Portela, em representação da Junta de Freguesia de São João Baptista, e Manuel Costa Cabral, curador da exposição.
Arronches tem, em 2025, um orçamento municipal de 11 milhões e 250 mil euros.
Tendo em conta os investimentos a serem feitos, trata-se de um orçamento que, pela primeira vez, ultrapassa os dez milhões de euros, revela o presidente da Câmara, João Crespo. O valor deste orçamento resulta “da perspetiva de se aproveitar, ao máximo, os fundos que estão disponíveis neste quadro comunitário, quer no Plano de Recuperação e Resiliência, quer no Portugal 2030”.
“Considerando que temos uma série de investimentos – alguns já em curso e outros que pretendemos lançar muito em breve – teríamos de ter um orçamento robusto, com este montante, de forma a acomodar a execução dos projetos que temos em carteira”, explica o autarca.
No que toca às grandes opções do plano, o autarca destaca a Estratégia Local de Habitação – já com contratos assinados num valor superior a um milhão de euros -, várias obras de reabilitação urbana, não só em Arronches, mas também nas freguesias rurais, a par dos projetos já em desenvolvimento, como é o caso do Parque Urbano de Esperança. A reabilitação do sistema de açudes e a criação de uma zona de lazer em Mosteiros, bem como algumas obras projetadas para Esperança são outras das intervenções que “justificam este orçamento”.
João Crespo explica ainda que, com este orçamento, a autarquia procura também manter e, em alguns casos, reforçar os seus apoios sociais. É o caso do Cartão do Idoso e do apoio à fixação de famílias jovens no concelho.
Rosamaria Abrunheiro apresentou, na passada sexta-feira, 24 de janeiro, na Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo, o seu primeiro livro: “A Maternidade, Um Parto com Amor”.
Na obra, a autora recorda algumas das histórias que mais a marcaram, enquanto parteira na Maternidade Mariana Martins, em Elvas, e na Maternidade Casa Emanuel, na Guiné-Bissau. Trata-se, segundo a também fadista, de um livro que dedica aos filhos que não pariu, mas que ajudou a nascer. “Houve sempre uma vontade de dizer, a esses filhos, como os amei, na sala de partos”, garante.
“Começo por conversar com uma menina que nasceu comigo. Conto-lhe histórias e aventuras, a que eu chamo de ‘aventuras na sala de partos’. Não vou ali dizer todos os partos que fiz, ao longo dos meus anos de profissional, mas em cada um que eu descrevo ali está um pouco de todos: aqueles que foram mais difíceis, aqueles que foram mais complicados”, adianta.
Embora sempre tenha gostado de escrever, esse gosto, revela Rosamaria Abrunheiro, intensificou-se num momento difícil da sua vida. “Entrei numa depressão muito grande, em 2004, que se prolongou e, entretanto, tive alguma dificuldade em exprimir aquilo que eu sentia, aquilo que me doía. E houve uma psicóloga, muito querida e amorosa, a quem estou grata a vida toda, que me diz: ‘Rosinha, vai para casa e escreve’”, revela.
A partir daí, Rosamaria começou a escrever num blog, a que deu o nome de “Da Minha Janela”. “Comecei a escrever, comecei a gostar e foi a partir daí. No final, juntei tudo aquilo que escrevi neste pequenino livro, que são histórias de vida, na sala de partos, na maternidade de Elvas que eu conto com amor”.
A verdade é que, na Guiné-Bissau, Rosamaria encontrou um cenário que contrastava com a realidade que conhecia em Elvas, sendo que, para a antiga parteira, foi “complicado” quase “começar do zero” na Maternidade Casa Emanuel: “foi como revisitar a minha aprendizagem, porque lá, em África, não há nada”.
O livro é editado pela Booksfactory.
A entrevista completa a Rosamaria Abrunheiro para ouvir no podcast abaixo:
Degolados, no concelho de Campo Maior, vai dar um importante passo na modernização do seu sistema de saneamento e na promoção da sustentabilidade ambiental, com a construção da sua nova Estação de Tratamento de Águas Residuais.
A atual ETAR, segundo explica o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha, estando a funcionar de uma forma muito debilitada, tem um problema estrutural desde o início, pelo que será construída de novo.
“A ETAR está colocada num leito de cheias e sempre e quando o ribeiro enche e chove mais, deixa de ter as suas funções em curso. É um trabalho que temos vindo a fazer juntamente com a EPAL e já deliberámos o interesse público em Câmara e Assembleia Municipal”, adianta o autarca.
Com esta obra, Rosinha não tem dúvidas de que todos sairão beneficiados. “É uma melhoria no ambiente de Degolados e uma melhoria nos recursos hídricos que entram na nossa Barragem do Caia”, remata.
Carlos Cunha traz ao Cine-teatro Municipal de Elvas, na noite deste sábado, 25 de janeiro, a comédia “Cama para 4”.
Original de Roberto Pereira, a peça conta a história de dois casais que são enganados e compram a mesma casa. O rebuliço começa quando, no mesmo momento, ambos os casais se mudam e, aquilo que era suposto ser um dia de sonho, torna-se num verdadeiro pesadelo, sem fim à vista, pois ninguém quer abdicar dos seus direitos.
A promessa, garante Carlos Cunha, é de hora e meia de muita diversão para o público, “sem pensar em desgraças”. “Vamos dar tudo para divertir os nossos clientes, o nosso público”, começa por dizer, assegurando que “a trama da história pode acontecer a qualquer um”.
“É uma história muito engraçada, que está muito bem escrita e que tem resultado muito bem”, adianta o ator, dando conta que o espetáculo anda em digressão pelo país desde final de novembro, sendo que o feedback do público tem sido “muito bom”.
A intenção do grupo de atores é dar o seu melhor em Elvas: “vamos fazer de tudo para deixar boa imagem para quando, tivermos outro espetáculo, voltarmos aí e sermos bem acolhidos”.
Em palco, a Carlos Cunha juntam-se Erika Mota, David Carronha e Carla Janeiro. O início do espetáculo está marcado para as 21h30. Os bilhetes, com um custo entre os cinco e os oito euros, podem ser adquiridos na Ticketline.
A música do maestro Vasco Pereira continua a chegar aos quatro cantos do mundo. Este domingo, 26 de janeiro, chega a vez de Moscovo, na Rússia, ouvir uma obra produzida por este campomaiorense, em 2014, mas que só agora sai da gaveta.
Trata-se, como explica o maestro, de “Rêverie”, um duo de flauta e piano, que será interpretado pelas instrumentistas russas Ekaterina Milkina e Elizaveta Danilina. “É uma obra que tinha aqui guardada. Um compositor russo pediu-me uma obra para tocarem lá num concerto e mandei esta, por ser acessível e não ser muito grande”, começa por explicar.
Esta obra musical, que já era para ter sido antes tocada por um músico amigo de Vasco Pereira, segundo revela, “representa os sonhos”. “Quando estas duas instrumentistas russas estão a tocar a obra, faz lembrar aqueles sonhos atribulados que temos e que, no dia a seguir não nos lembramos”, acrescenta.
Produzindo, ao longo dos anos, obras para vários músicos de todo o mundo, Vasco Pereira diz sentir-se “privilegiado” por ser procurado por colegas que solicitam os seus trabalhos. “Tenho essa sorte, que nem toda a gente tem. Fico muito contente. A fama que eu quero é entre os meus colegas. Eu não quero ser famoso do grande público, isso é para outros artistas”, remata.
A obra “Rêverie” é apresentada, este domingo, em concerto, no Conservatório Estatal Tchaikovsky de Moscovo.
O Convento dos Agostinhos, em Vila Viçosa, é palco entre esta sexta-feira e domingo, da segunda edição da Feira de Doçaria Conventual. Este evento, organizado pela Câmara Municipal de Vila Viçosa, pretende promover não só a nível regional, como também dar a conhecer ao país e ao mundo, as tradições e o património gastronómico de Vila Viçosa, no que diz respeito à doçaria conventual.
Com mais expositores do que na primeira edição (passando de 14 para 20), este evento conta com presença de doceiros premiados em concursos nacionais e com um programa repleto de atividades educativas, gastronómicas e musicais durante todo o fim de semana.
Para Inácio Esperança, Presidente da Câmara de Vila Viçosa, este certame espera ter “tanta ou mais afluência do que no ano passado”, dando a conhecer que este ano há inovações como “espaços para crianças, um espaço musical separado da feira no panteão do Duques, espaço para café e sopa quente”. Afirmando que “esta feira insere-se na estratégia de divulgar o património alentejano, a vários níveis, neste caso imaterial e relativo à doçaria conventual, inserido na estratégia de mostrar Vila Viçosa a Portugal e ao Mundo”, revela o autarca.
Com a lamentável noticia do falecimento de uma das doceiras, Lurdes Ramos, a Autarquia, juntamente com a diretora executiva da Qualifica, Ana Soeiro, pretendem dar o nome da mostra de competição a esta importante doceira que foi “de extrema importância para a divulgação da doçaria regional de Vila Viçosa”, sublinha Ana Soeiro.
No momento da inauguração do certame, Ana Soeiro ainda frisou a importância dos mais jovens enveredarem pelo ramo da doçaria conventual, pois “sem as gerações mais novas, não existe continuação desta tradição”. Para tal, é fundamental a entrada para Património Imaterial da Unesco, como forma de atrair mais pessoas a ingressarem neste ramo e terem o gosto pela preservação deste ramo, afirmando “somos os únicos, ninguém na Europa tem o nosso nível de doçaria conventual”.
Após o sucesso do ano passado, a segunda edição da Feira de Doçaria Conventual de Vila Viçosa promete, uma vez mais, superar as expetativas, celebrando a tradição doceira e a herança culinária da região, animando, durante este fim de semana, o Convento dos Agostinhos.
É a 6 de abril que o pelotão da terceira edição do EuroBEC Granfondo sai de Campo Maior, para, de bicicleta, passar pelos outros dois vértices da Eurocidade: Elvas e Badajoz. Sendo esperados cerca 1.700 ciclistas, desta vez há uma novidade: o percurso da prova vai incluir uma passagem pelo centro de Arronches.
Não tendo dúvidas de que o EuroBEC Granfondo vai “crescer”, nesta sua terceira edição, e sendo “um desafio” para Campo Maior receber os cerca de 1.700 ciclistas e respetivas famílias, durante esse fim de semana, o presidente da Câmara, Luís Rosinha, começa por agradecer a disponibilidade do Município de Arronches em se associar à prova. “Chegar a 1.700 pessoas, numa localidade em que temos oito mil habitantes, é para nós um grande desafio. Mas estamos preparados para receber tantos e tantos ciclistas e as suas respetivas famílias”, garante o autarca.
“É deixar o convite para que, em abril, venham desfrutar destas magníficas paisagens, deste magnífico património natural, cultural, patrimonial e também pessoal, porque de certeza que os campomaiorenses irão receber muito bem todos aqueles que vierem até nós”, acrescenta Luís Rosinha.
Luís Rosinha lembra ainda que esta prova irá, naturalmente, potenciar a economia local e o turismo da vila: “seja em termos de dormidas, restaurantes, cafés, pastelarias e até do ponto de vista daquilo que será a nossa receção, em termos turísticos, porque de certeza que iremos ter muitos mais visitantes nesses dias”. A prova, diz ainda, será uma “alavanca” para o território, porque “muitos destes 1.700 participantes não conhecerão Campo Maior e passarão a conhecer nesse fim de semana”.
Recordando as primeiras conversas que teve com Manuel Zeferino, ainda antes de pertencer ao executivo da Câmara Municipal de Elvas, o vereador Hermenegildo Rodrigues garante que a intenção, com o EuroBEC Granfondo, continua a ser promover a região como “uma potência para a prática” do ciclismo. Com o mesmo entusiasmo desde a primeira hora, o vereador garante que esta competição representa grandes “mais-valias” para as três localidades da Eurocidade.
A prova, diz ainda o vereador da Câmara de Elvas, tem uma “margem de crescimento enorme”, tendo em conta, sobretudo, o número de praticantes da modalidade na Extremadura. Numa próxima edição, Hermegildo Rodrigues espera que possam já ser ultrapassados os dois mil participantes.
Também o alcaide de Badajoz, Ignacio Gragera, considera que, de edição para edição, a prova tem vindo a crescer. “Que consigamos crescer também em repercussão, para que mais gente conheça o território e aquilo que tem para oferecer, isto é, a hospitalidade, bom clima e bom trato”, comenta.
Já o presidente da Câmara de Arronches, João Crespo, mostra-se muito satisfeito por a vila, receber, pela primeira vez, uma passagem deste EuroBEC Granfondo. “É uma prova que se está a afirmar nesta modalidade e é para nós um privilégio poder recebê-la. Nós também já acolhemos o São Mamede Granfondo, organizado entre os quatro municípios da Serra de São Mamede, e é mais uma prova que vai até Arronches dar a conhecer o nosso território”, assegura.
Com a participação de mais de 1.700 ciclistas, Manuel Zeferino, diretor da Bike Services, empresa responsável pelo EuroBEC Granfondo, diz que estão “reunidas todas condições” para que a prova volte a ser um sucesso. À semelhança do que já aconteceu nas edições passadas, também desta vez a Bike Services volta a promover o EuroBEC Granfondo Kids, no sábado, 5 de abril, e uma caminhada aberta à população, após a partida do pelotão, no domingo, dia 6.
O EuroBEC Granfondo 2025 integra três percursos, de diferentes níveis de dificuldade: o minifondo, de 69 km, o mediofondo, de 102 km, e o granfondo, de 148 km, todos eles com partida e chegada em Campo Maior.
O evento foi apresentado na tarde desta sexta-feira, 24 de janeiro, no Posto de Turismo da Fonte Nova, em Campo Maior.
A trabalhar num novo álbum, a banda elvense Tranquiliza sobe, na noite desta sexta-feira, 24 de janeiro, ao palco do Cineteatro Municipal de Elvas para presentear o público com os seus temas originais.
Este concerto, durante o qual a banda irá estrear o single “Quando a Saudade Bate”, que conta com a participação de Madalena Lisboa, revela o baterista da banda, João Carriço, foi preparado por “dois motivos”: “para preparar o lançamento o single”, que sai esta sexta-feira, e para mostrar ao público aquilo que têm vindo a fazer. Quanto ao segundo disco, tendo em conta os vários temas já apresentados, poderá vir a ser lançado “em breve”.
Relativamente ao single “Quando a Saudade Bate”, com letra do vocalista da banda, Márcio Gago, o baterista explica que é uma música que “fala sobre ter saudade, sobre sentir falta de alguém”. “Inicialmente, queríamos ter uma parceria com alguém que pudesse encaixar bem no tema e calhou falarmos com a Madalena Lisboa e surgiu esse convite para fazer parte deste novo tema”, adianta.
Garantindo que o público “não está preparado” para ouvir este novo single, João Carriço diz que ninguém pode perder este concerto, onde serão interpretados, para além das músicas já conhecidas, vários temas que ainda não foram lançados. Agenciados, os Tranquiliza têm procurado trilhar caminho, a nível nacional, no panorama musical. Ainda assim, o baterista lembra que nem sempre é fácil chegar ao público, quando se trata de uma banda recente que só se dedica a temas originais.
O concerto desta noite, no cine-teatro de Elvas, tem início às 21h30 e conta com entrada livre.
Para além do álbum de estreia, “Não”, lançado em 2021, a banda tem vindo a lançar vários singles, como “Mudar o Tempo”, em 2022, e “Vem” e Movimento”, em 2023.
Os Tranquiliza, que nasceram em Elvas em 2019, são formados por Márcio Gago, na voz e guitarra; João Brinquete, no baixo; Vladlen Grigorovschi, nos teclados; e João Carriço, na bateria.
A artista plástica Catarina Pinto Leite inaugura este sábado, 25 de janeiro, no espaço.arte, em Campo Maior, a exposição de pintura “Não São Só Flores”.
Inaugurada pelas 16 horas, a mostra, constituída por cerca de 20 trabalhos, tal como revela a vereadora São Silveirinha, fica patente ao público, até 20 de abril.
“Nesta exposição, nós poderemos ver cerca de 20 trabalhos feitos em cera de abelha e óleo sobre papel e acrílicos, que nos remetem para o universidade da natureza e das flores”, revela ainda a autarca.
Esta é mais uma exposição, a primeira do ano no espaço.arte, dedicada à temática das flores ou não fossem as festas do Povo de Campo Maior Património Cultural Imaterial da Humanidade.