Parlamento chumbou a moção de confiança ao Governo. Executivo de Luís Montenegro é o segundo na história a cair nestas circunstâncias. PSD e PS trocam acusações sobre responsabilidade pela crise.
Depois de um debate tenso na Assembleia da República, o primeiro ministro, Luis Montenegro, perdeu a moção de confiança devido aos votos contra de socialistas e Chega.
O Governo apresentou esta moção de confiança após a crise desencadeada por uma empresa fundada por Montenegro quando estava fora da política activa, Spinumviva, detida pela mulher e filhos.
Montenegro deverá apresentar a demissão nos próximos dias.
A companhia “A Bruxa Teatro” apresentou, na manhã desta terça-feira, 11 de março, no Centro Cultural de Campo Maior, aos alunos de 3º Ciclo da vila, o espetáculo “O Tesouro”, integrado na programação do Mês do Teatro, promovida pela Câmara Municipal.
Esta peça de teatro, a segunda a ser apresentada ao público escolar, depois do arranque da iniciativa, ontem, com “Hamelin”, da “Teatro do Botão”, é inspirada no conto homónimo de Manuel António Pina e remonta ao período do Estado Novo.
“O Tesouro”, tal como explica o ator Apollo Neiva, que dá vida a Artur, a personagem principal da peça, tem por base a procura pelo significado da palavra “liberdade”, por uma criança. “É uma palavra que, durante todo o Estado Novo, deixou de existir, que as pessoas não faziam ideia do que é que significava e (o espetáculo) é exatamente a busca, por esta criança, pelo significado dessa palavra, para tentar mantê-la e partilhá-la com todas as pessoas, para que nunca mais se volte a perder”, adianta.
Em palco, só Artur é uma personagem humana. Todas as outras são marionetas, representando o poder que o Estado teve na “manipulação das pessoas e os órgãos sociais”, no período antes do 25 de Abril, “de forma a corresponderem às expectativas daquilo que o regime pretenda”.
Através de diferentes técnicas de manipulação de marionetas, “O Tesouro” é um espetáculo “especial e diferente, também na sua própria construção”, com “diferentes texturas, importâncias e valores”.
Apollo Neiva revela-se ainda muito satisfeito pelo Município de Campo Maior continuar a fazer esta aposta no teatro, com um mês inteiro de espetáculos, para diferentes públicos. “É importantíssimo e é uma iniciativa louvável. Infelizmente, não são todas as autarquias que têm todo esse carinho e que fazem por receber, por mostrar e por integrar as próprias crianças das escolas, a ver espetáculos e a refletir sobre elas”, remata.
O Mês do Teatro, em Campo Maior, prossegue amanhã, quarta-feira, dia 12, com a peça “E Se De Repente Tudo Fosse Ao Contrário?”, destinada ao ensino pré-escolar.
Depois de ter atingido ontem, 10 de março, a sua capacidade máxima de armazenamento de água, a Barragem do Caia iniciou descargas de superfície, na manhã desta terça-feira, dia 11, com a abertura das comportas.
Com as campanhas de rega até 2027 asseguradas, o objetivo da Associação de Beneficiários do Caia, revela o gestor Luís Rodrigues, é “manter a situação com algum controlo”, depois de se ter atingido 99,99% do volume aconselhado para descargas. “Com as chuvas que se têm verificado nos últimos dias, e o incremento no volume na Barragem do Caia, temos de proceder a descargas”, começa por dizer.
“Para a Associação de Beneficiários do Caia é uma situação que nos traz alguma tranquilidade, e conforto para os regantes, além de proporcionar aos concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte água com quantidade e qualidade, nos próximos anos”, adianta.
Quando questionado sobre o porquê da realização de descargas de superfície, Luís Rodrigues assegura, desde logo, que a “descarga de fundo não tem qualquer avaria”. “A opção pela descarga de superfície é meramente técnica, porque o volume da descarga de fundo tem um débito de 60 mil litros por segundo. Ao controlarmos o débito da comporta do descarregador de superfície, nós conseguimos injetar metade desse valor”, explica. Com isto, permite-se que as duas pontes que se encontram dentro do aproveitamento hidroagrícola do Caia se mantenham transitáveis, “porque são pontes que dão apoio a toda uma atividade agrícola de regadio, entre os concelhos de Elvas e Campo Maior”.
Por outro lado, explica o gestor, convém à Associação de Beneficiários do Caia proceder “a descargas controladas, porque o leito do Rio Caia, a jusante da Barragem do Caia, está completamente obstruído, com árvores e uma vegetação muito densa, o que obriga, nesta situação, a que alguma água vá por dentro do leito, mas a grande maioria vá por fora das margens”, remata.
De recordar que, há cerca de 15 dias, os agricultores, dos concelhos de Elvas e Campo Maior, e proprietários de prédios rústicos junto ao Rio Caia, tinham já sido alertados para a possibilidade da realização destas descargas.
As descargas, que permitem a libertação de cerca de 30 mil litros de água por segundo, vão manter-se até que se atinjam, aproximadamente, os 175 milhões de metros cúbicos. O limite máximo de armazenamento é de 190 milhões.
O fado e o cinema português vão andar de mãos dadas, de 14 a 30 de março, no decorrer da segunda edição da Ronca, a Mostra de Cinema de Elvas, promovida pelo Coletivo Artístico 7350.
O evento, que se começa a assemelhar a um festival de cinema, embora sem competição, conta, este ano, com o alto patrocínio do Parlamento Europeu, revela o diretor artístico da mostra e do Coletivo Artístico 7350, Luís Eduardo Graça. “Este patrocínio dá-nos um grande apoio moral e um selo, quase de qualidade, desta mostra de cinema, que é bastante diferente das outras que existem a nível nacional, porque não abrangemos só o cinema, mas abrangemos a música, as exposições e as conversas”, adianta.
Para esta segunda edição da mostra, a organização recebeu um total de 350 submissões de filmes e documentários, mais 300 que as recebidas no ano passado. “Foi um trabalhão ver 350 curtas-metragens, que chegaram de todo o Portugal, de estudantes, de profissionais. Temos aqui seis sessões de curtas-metragens, muito bem compostas, com bastante diversidade de documentários, ficções, tudo o que as pessoas possam esperar”, explica o responsável.
À semelhança do que aconteceu no ano passado, a mostra volta a contar com um total de quatro secções de filmes: “a secção dos estudantes; a secção Ronca, com filmes mais profissionais; depois temos a secção da curtas alentejanas, para valorizar os artistas e os cineastas alentejanos; e temos uma secção especial, que este ano é dedicada ao fado, em que fazemos uma retrospetiva sobre o que o fado foi no cinema”.
Ao todo, a Ronca, nesta sua segunda edição, promete mais de 50 horas dedicadas ao cinema e à música nacional. Para além da exibição de curtas-metragens e filmes, o evento contempla exposições, festas e várias sessões de conversa. A programação completa para consultar abaixo:
Já teve início, no Centro Cultural de Campo Maior, mais uma edição do Mês do Teatro, numa organização da Câmara Municipal. Até final do mês, são muitos os espetáculos para todos os públicos, incluindo de dois grupos da “casa”.
Das nove peças que dão vida a esta programação, três são destinadas ao público em geral, com todas as outras direcionadas ao público escolar, explica a vereadora São Silveirinha. “Muitas (peças) são para o público-escolar, como tem vindo a ser norma do município, que faz aqui uma ponte com o Agrupamento de Escolas e com as restantes escolas do concelho, desde o pré-escolar ao ensino secundário. E porque temos o protocolo com o Plano Nacional das Artes (PNA), faz todo o sentido contarmos com os nossos alunos”, adianta.
Voltam a participar neste Mês do Teatro, para além de diversas companhias nacionais e regionais, os grupos de teatro do Centro Educativo Alice Nabeiro (CEAN), com o espetáculo “Era Uma Vez Portugal”, e do projeto de formação artística do município “EntrePalcos”, com “Ricos Falidos”. “Temos que dar destaque a estas duas peças, porque são os nossos grupos e sentimos um enorme carinho pelo trabalho que eles desenvolvem”, garante a vereadora.
“Invisible”, de Maria Lama, no sábado, 15 de março, pelas 21h30; “Cama Para 4”, de Carlos Cunha, no dia 21, à mesma hora; e “Ricos Falidos”, da “EntrePalcos”, no dia 23, às 16 horas, são as propostas deste Mês do Teatro para o público em geral. A apresentação da peça “Era Uma Vez Portugal”, do CEAN, inicialmente prevista para domingo, dia 16, foi adiada para data ainda a anunciar.
Já fora da programação deste Mês do Teatro, “mas que também acaba por esta acoplada a esta iniciativa”, está a peça “Amigas e Rivais”, com Rosa do Canto e Noémia Costa, na noite de 12 de abril.
Toda a programação, com acesso à Tickeline, para a compra dos bilhetes, disponível aqui.
A Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) vai contar com a apresentação da Feira Nacional de Olivicultura (FNO) e do Congresso Nacional do Azeite (CNA) 2025, na próxima quinta-feira, dia 13 de março.
Uma assistente social, de 35 anos, que terá sido violentamente agredida por três jovens, em Badajoz, acabou por morrer no hospital.
Esta mulher, natural de Castuera, que terá sido asfixiada com um cinto, na madrugada desta segunda-feira, sofreu várias agressões num apartamento destinado a jovens menores que estão a cumprir medidas judiciais, no bairro residencial do Guadiana.
Depois das agressões, os três jovens – dois rapazes de 14 e 15 anos e uma rapariga de 17 – terão fugido do local no carro da assistente social, mas acabaram por ser detidos em Mérida.
A investigação do caso está agora nas mãos da Polícia Judiciária de Badajoz.
O Empreendimento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão irá transitar do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o Orçamento de Estado. A notícia foi confirmada na passada sexta-feira, 7 de março, pelo secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, em visita de trabalho ao Município do Crato e à aldeia do Pisão.
Para além da confirmação do financiamento, ficou também garantida, em reunião de Conselho de Ministros, a manutenção dos regimes de excecionalidades inscritos no PRR, mantendo assim todas as ferramentas legais necessárias que permitem a continuidade de todo o enorme trabalho realizado até aqui pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).
O presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, Hugo Hilário, o oresidente da CCDR Alentejo, António Ceia da Silva, e opPresidente do Município do Crato, Joaquim Diogo, bem como os autarcas do Alto Alentejo que marcaram presença nos Paços do Concelho do Crato, saudaram a decisão e destacaram “a disponibilidade e o empenho” do Ministério da Coesão Territorial, na pessoa do seu Secretário do Estado, Hélder Reis, e de toda a sua equipa, para que a transição da fonte de financiamento e todas as outras questões fossem formalizadas com a maior celeridade possível.
O secretário de Estado adiantou que, “sempre que for possível”, o projeto poderá ainda ter financiamento através de fundos europeus e que essa informação será incluída no Decreto-Lei n.º 62/2022, de 26 de setembro, que classifica o empreendimento de interesse público nacional. O prazo de execução da totalidade das componentes passou para 2027, e o valor total de investimento atualizado para 222.227.187,07€.
“Nunca duvidámos que os compromissos estabelecidos iriam ser cumpridos, esta foi sempre a postura do anterior Governo que decidiu e aprovou este projeto e do atual governo que o continua a validar e hoje a reforçar. Este é um projeto do País! Temos muito trabalho pela frente, mas este é o nosso desígnio: estamos cada vez mais unidos nesta nossa missão especial, preponderante e essencial para a nossa região”, acrescentou Hugo Hilário.
No seguimento da reunião, seguiu-se uma visita ao local onde irão ser construídas as Infraestruturas Primárias da Barragem do Pisão – o paredão da barragem –, com uma breve apresentação conduzida pela Estrutura Técnica de Gestão e Execução do projeto.
No último momento desta visita, Hélder Reis conheceu a realidade dos habitantes da aldeia do Pisão, onde teve a oportunidade de ouvir a sua opinião acerca deste investimento, sendo a grande maioria claramente favorável ao mesmo, em prol do desenvolvimento do Alto Alentejo.
“Que não restem dúvidas: O Empreendimento Hidráulico dos Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão é uma prioridade para os autarcas do Alto Alentejo, para o anterior e para o atual Governo do País, e vai mesmo ser uma realidade”, garante a CIMAA.
Em Elvas, a tradição em torno do jogo da malha continua a ser uma aposta por parte de Câmara Municipal. Iniciada a 15 fevereiro, a 29º edição do Torneio da Malha do Concelho de Elvas “João Brioso” leva já três jornadas disputadas.
O torneio, embora promovido pela autarquia, explica o presidente Rondão Almeida, conta agora com a organização da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa. “Nós deixamos isto nas mãos do nosso presidente da junta de freguesia, que vai fazer ele a organização e depois acabaremos por fazer também, evidentemente, o encerramento em São Vicente”, começa por dizer o autarca.
“Quisemos revitalizar, trazer para os dias de hoje, um desporto tradicional, porque, quando cheguei a Elvas, jogava-se à malha só em dois ou três sítios. Ao pé da Raposeira – lembro-me bem –, foi aí que fui assistir ao primeiro jogo e que me ocorreu a ideia de fazer um torneio para envolver todas as freguesias neste desporto”, recorda Rondão Almeida.
Atualmente, são cerca de “150 atletas que percorrem, durante o torneio, todas as freguesias”, culminando com um almoço de confraternização. “É isto que é interessante: trazer para o presente a obra dos nossos antepassados, para podermos dar-lhe corpo e reparti-la com os nossos descendentes, para que a história na acabe”, diz ainda.
A competição, como tem vindo a ser tradição, só termina a 25 de abril, com a última jornada a ser disputada na Praça da República de Elvas.
Ao atingir esta segunda-feira, 10 de março, uma cota de 99,99% da sua capacidade máxima de armazenamento, a Barragem do Caia entra, esta terça-feira, dia 11, em descargas.
As descargas de superfície, de acordo com a Associação de Beneficiários do Caia, terão início logo pela manhã.
De acordo com os dados divulgados pela Associação de Beneficiários do Caia, o volume de água armazenada na albufeira da Barragem do Caia é, ao dia de hoje, de 190 milhões e 812 mil metros cúbicos, com o nível da água à cota de 232,82 metros.