O calor extremo é cada vez mais uma realidade sentida por todos. As ondas de calor, em Portugal, estão a tornar-se mais prolongadas, mais intensas e mais recorrentes.
Segundo o grupo internacional World Weather Attribution, responsável por estudar fenómenos meteorológicos extremos, as ondas de calor que hoje ocorrem em Portugal são cerca de 40 vezes mais prováveis por causa das alterações climáticas provocadas pelas atividades humanas. Os investigadores explicam que as temperaturas que antes eram excecionais estão a tornar-se o novo normal.
E isso tem consequências sérias: mais incêndios rurais, menos água disponível, mais problemas de saúde e maior pressão sobre a agricultura e sobre quem trabalha ao ar livre.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana do programa Ambiente em FM, com José Janela, da Quercus. Para ouvir no podcast abaixo:
Portugal e Espanha deram um passo decisivo para aproximar ainda mais as capitais ibéricas, com a definição de um conjunto de ações concretas que permitirão estabelecer ligações ferroviárias entre Lisboa e Madrid até 2030, com tempo de viagem de cerca de 5 horas, e uma ligação de alta velocidade — cerca de 3 horas — até 2034.
Em termos de metas, a estratégia ibérica consiste em implementar até 2030 a viagem direta Lisboa-Madrid em cerca de 5 horas; conclusão das obras na nova linha de alta velocidade entre Évora e Caia até 2025 (operação em 2026); entrada em operação do troço Plasencia-Talayuela até 2028; início da construção da segunda via entre Poceirão e Bombel em 2026, com conclusão até 2029 (e operação em 2030) e conclusão dos estudos para a nova linha Lisboa-Évora, incluindo a Terceira Travessia sobre o Tejo até 2027.
Até 2034 definem-se ainda as seguintes metas: viagem direta Lisboa-Madrid em cerca de 3 horas; construção da nova linha de alta velocidade Lisboa-Évora, incluindo a Terceira Travessia sobre o Tejo e duplicação da linha Évora-Caia (caso se justifique a necessidade); implementação do sistema europeu de gestão de tráfego ferroviário (European Rail Traffic Management System – ERTMS) em diversos trechos entre Lisboa e Madrid e estudos e eventual construção do novo troço de alta velocidade entre Caia e Badajoz e Estação Ferroviária Internacional Elvas-Badajoz, na fronteira entre os dois países.
A nova ligação ferroviária entre Lisboa e Madrid representa uma alternativa mais competitiva do ponto de vista de custo e conveniência para os passageiros dos mais de 40 voos diários entre as duas capitais, promovendo também a transferência modal para um transporte com menor pegada carbónica.
Ao reduzir significativamente o tempo de viagem para cerca de três horas até 2034, este projeto não só reforça a coesão territorial e económica, mas também contribui diretamente para a redução das emissões de gases com efeito de estufa, contribuindo para uma mobilidade mais sustentável em Portugal e na Península Ibérica.
Este ambicioso projeto insere-se na estratégia europeia de mobilidade sustentável e interligação ferroviária transfronteiriça, envolvendo investimentos estruturantes em infraestrutura, modernização tecnológica e interoperabilidade ferroviária.
De recordar que o Governo português se comprometeu com a neutralidade carbónica até 2050, assumindo a descarbonização dos transportes como uma prioridade estratégica, alinhada com os objetivos do Acordo de Paris e da União Europeia.
Neste contexto, o desenvolvimento da rede ferroviária de alta velocidade é essencial para promover uma mobilidade mais sustentável, eficiente e ambientalmente responsável sobretudo nas viagens internacionais mais curtas
Interoperabilidade com as redes europeias
Para além da implementação progressiva do sistema europeu de gestão de tráfego ferroviário até 2034, Portugal e Espanha comprometem-se a avaliar os custos e benefícios socioeconómicos e impacto para a interoperabilidade da migração da bitola ibérica para a bitola europeia padrão até 2027. No caso de avaliação favorável, os dois países apresentarão um plano devidamente coordenado para a migração de bitola.
Todas estas ações serão refletidas nos respetivos planos nacionais de investimento, garantindo o compromisso político e financeiro com uma infraestrutura moderna, eficiente e amiga do ambiente.
“Este projeto é mais do que uma ligação ferroviária, é uma ponte para o futuro da mobilidade sustentável e da coesão europeia”, realça o Ministro das Infraestruturas e Habitação Miguel Pinto Luz.
“Trata-se de um passo histórico na ligação entre Portugal e Espanha, com um projeto que coloca Lisboa e Madrid a apenas três horas de distância até 2034. Esta é mais uma evidência da aposta firme deste Governo na ferrovia como meio de transporte do futuro — mais rápido, mais sustentável e mais integrado na rede europeia”, diz o Ministro.
“Com investimentos concretos, prazos definidos e coordenação entre os dois países, estamos a garantir que o transporte ferroviário de alta velocidade seja uma realidade ao serviço das pessoas, da economia e da coesão territorial. Esta é também uma evidência do nosso compromisso com uma mobilidade moderna e eficiente bem como da nossa ambição para Portugal”, acrescenta.
A EuroBEC, eurocidade formada por Elvas, Campo Maior e Badajoz, é o “aglomerado urbano mais importante entre Lisboa e Madrid”, defende o vice-presidente da Câmara de Elvas e atual represente do município neste projeto de cooperação transfronteiriça.
Nuno Mocinha diz que se deve olhar para a EuroBEC, tendo em conta as suas duas dimensões – “interna e externa” –, sendo este um projeto que tem “grande expressão”, sobretudo, “fora de portas”. “É um projeto que deve ser potenciado, tal como tem vindo a ser, sempre que existe algum evento onde possamos estar os três municípios juntos e ser apresentados como uma região e não como uma cidade ou como um município. Esse é o nosso objetivo”, assegura.
Relativamente àquilo que diz serem as duas dimensões da EuroBEC, Mocinha explica que a “dimensão interna passa muito por organizar alguns eventos em conjunto e que possam envolver cidadãos dos dois lados da fronteira e dos três municípios”. Já a expressão externa “passa muito pela representação única”: “ou seja, apresentarmo-nos como uma única região, porque se nos apresentarmos como Eurocidade, somos o aglomerado urbano mais importante entre Lisboa e Madrid”.
De recordar que, na passada segunda-feira, 10 de novembro, juntamente com Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior e da EuroBEC, e do alcaide de Badajoz, Ignacio Gragera, Nuno Mocinha visitou as várias obras que decorrem nos três concelhos, no âmbito do Projeto EUROBEC Energy.
Em causa está um investimento de mais de um milhão e 200 mil euros, em eficiência energética, valor a ser aplicado em espaços como o Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas, a sede da EuroBEC no Caia, o Complexo de Piscinas Cobertas da Fonte Nova, em Campo Maior, e a IFEBA, dois centros desportivas e a Piscina de San Roque, em Badajoz.
A Câmara Municipal de Campo Maior vai investir cerca de 250 mil euros na Avenida Dr. Artur António Louro, na freguesia de Degolados.
Em causa, como explica o presidente, Luís Rosinha, está um “processo de regeneração” daquela avenida, que “necessitava urgentemente de alguma retificação do ponto de vista da mobilidade”, assim como da própria organização viária. “É isso que iremos fazer nos próximos tempos, através da assinatura do contrato e o início dos trabalhos”, acrescenta o autarca.
Luís Rosinha chama ainda a atenção para o facto de este ser o primeiro projeto de regeneração urbana do Município de Campo Maior “dentro daquilo que são os fundos comunitários do Portugal 2030”. “Portanto, isto diz bem aquilo que é a descentralização dos fundos comunitários que o Município de Campo Maior vai fazendo também em Degolados e em Ouguela e não só na sede do concelho”, assegura.
Quanto à nova casa mortuária de Degolados, Luís Rosinha revela que a obra está praticamente concluída. “Decorrem já os últimos trabalhos, de colocação de pisos, portanto, nos próximos meses, teremos boas notícias em Degolados”, conclui.
A exposição “When the world is full of noise” é o tema abordado na iniciativa “Conversa de Artista” deste mês de novembro.
Esta segunda-feira, dia 17, a partir das 10.45 horas, Orlando Franco, curador da exposição, desloca-se a Campo Maior para oferecer uma perspetiva pessoal sobre as obras, de vários artistas, patentes no Espaço.arte até 7 de dezembro.
O campeão espanhol da meia-maratona, Jorge González Rivera, venceu este domingo a prova masculina que ligou Elvas a Badajoz, realizando um tempo de de 1.04:01, tendo sido segundo na geral Carlos Gazapo (1.08:53) e terceiro Alexandre Miguel Carrilho (1.09:05).
A prova feminina foi vencida por Mónica Gutiérrez Pagador (1.20:01), tendo Mercedes Pila ficado na segunda posição com (1.22:48) e Pilar Arias na terceira com (1.23:19).
A 36ª Meia Maratona Internacional Elvas-Badajoz está a decorrer este domingo, 16 de novembro de 2025, ligando as duas cidades raianas num percurso de 21,097 quilómetros que simboliza a amizade e cooperação transfronteiriça.
Elvas e Badajoz voltam a unir-se pela corrida. A manhã deste domingo ficou marcada pela realização da 36ª edição da Meia Maratona Internacional Elvas-Badajoz, que arrancou às 9h30 (hora portuguesa) no Parque da Piedade, em Elvas, e tem chegada prevista na Avenida de Huelva, em Badajoz, pouco depois das 10h30.
Com cerca de 1.800 atletas inscritos, vindos de Portugal, Espanha e outros países, a prova volta a afirmar-se como uma das mais importantes competições de atletismo da Península Ibérica. O evento é organizado pela Fundação Municipal de Desportos de Badajoz, em colaboração com a Câmara Municipal de Elvas e diversas entidades desportivas.
Além da vertente competitiva, esta edição tem também um caráter social, com mensagens de sensibilização contra a violência de género, reforçando o papel da corrida como espaço de união e cidadania.
A seleção nacional portuguesa de futebol venceu a Arménia por 9-1, no Estádio do Dragão, no Porto e garantiu à classificação direta para o campeonato do Mundo que se vai jogar nos Estados Unidos, Canadá e México.
Portugal jogou com um equipamento único, em homenagem a Eusébio que ganhou nesta data a primeira Bola de Ouro para o futebol português.
Marcaram Renato Veiga, Gonçalo Ramos, João Neves (3 golos), Bruno Fernandes (3) e Francisco Conceição.
A equipa portuguesa somou 13 pontos, mais três que a Irlanda que venceu na Hungria e conseguiu ultrapassar esta seleção, garantindo a segunda posição, com acesso ao playoff de acesso ao Mundial.
A obra de reabilitação do Convento da Saudação, em Montemor-o-Novo, perdeu o financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), depois de dois concursos desertos.
Destacando este como um “projeto estruturante”, o presidente da Câmara, Carlos Pinto de Sá, revela que o anterior executivo acabou mesmo por ter de rescindir o contrato e devolver “um milhão e meio de euros” que já tinha recebido para a realização da obra. O autarca explica que não foi possível lançar novamente a obra o concurso, “a tempo e horas”, tendo em conta “o tempo que o PRR exige para a concretização do projeto”.
“O Convento da Saudação e o Castelo, mas em particular o Convento da Saudação, é um projeto que consideramos estruturante para Montemor, que tem várias valias. Tem a valia do Espaço do Tempo e daquele projeto de cariz internacional, que atraímos a Montemor e que tem mostrado a sua pujança, que tem as caraterísticas do património, da potencialidade patrimonial do convento. Portanto, é de facto uma peça patrimonial única que temos ali”, assegura o autarca. “E depois temos, obviamente, todo o trabalho que tem a ver com as questões da recuperação do património, do castelo, do projeto do castelo”, adianta.
Carlos Pinto de Sá defende ser necessário encontrar-se uma alternativa de financiamento para o convento, até porque “não é apenas o convento que está em causa”. “A recuperação do convento é defender, naturalmente, o nosso património, é salvaguardar o nosso património”, assegura.
“Se houvesse uma visão política por parte do Governo, de apoiar o Espaço do Tempo e construir ali aquele projeto, nós hoje teríamos aqui um grande centro cultural de nível europeu, com residências, com criadores, que daria uma vida única a Montemor, ao Alentejo, e até ao país. E esse projeto não está perdido, esse projeto pode ser ainda trazido para cima e afirmado, e eu espero convencer o património cultural, espero convencer o governo de que temos que encontrar uma outra alternativa de financiamento, uma vez que o PRR já não é possível, para garantir a recuperação do convento e que o projeto do Espaço do Tempo vá para a frente”, diz ainda o autarca.
O filme Heidi e o Lince da Montanha está em exibição na tarde de hoje, domingo, dia 16, pelas 16 horas, no Centro Cultural de Campo Maior.
O filme retrata a história de Heidi que vive feliz com o avô, nos Alpes Suíços, até resgatar uma cria de lince ferida, Bolinhas, das mãos do ganancioso Senhor Schnaitinger. Com a ajuda de Pedro e do cão Josef, parte numa aventura pelos montes para devolver o animal à natureza e salvar o equilíbrio do ecossistema alpino.