Obra da área de acolhimento empresarial “inflaciona” orçamento do Município de Campo Maior em 2026

O orçamento da Câmara Municipal de Campo Maior, em 2026, será de 23,5 milhões de euros. Ainda assim, de acordo com o presidente da Câmara, Luís Rosinha, o valor do orçamento sofre “alguma inflação”, em cerca de quatro milhões, devido à “grande obra em curso”: a da área de acolhimento empresarial.

“O nosso orçamento real, aquele mais tradicional, andará sempre em torno dos 17, 18 milhões de euros”, recorda o autarca. A verdade é que a obra da área de acolhimento empresarial acaba por ser aquela que “mais peso” terá nas grandes opções do plano de 2026.

“Mas temos aqui muitas outras coisas, muitos projetos em fase inicial de candidatura, também já com as devidas verbas alocadas. Vamos também acompanhando aquilo que são o plano de avisos, ao nível do programa regional, e vamo-nos preparando para poder submeter candidaturas, para virmos a ter, durante o ano de 2026, efetivamente, continuidade nessas mesmas candidaturas, acompanhando aquilo que são os avisos da CCDR Alentejo”, adianta Rosinha.

O presidente assegura ainda que a Câmara Municipal volta a contar com um orçamento “muito real e objetivo”, para que, tal como os anteriores, possa ter um “grau de execução relativamente alto”. “É isso que queremos manter para o ano de 2026, mas com alguma ambição. Terá que existir sempre aqui alguma ambição, mas o que é certo é que nós teremos que preparar aquilo que é um programa eleitoral que foi sujeito, no passado dia 12 de outubro, aos campomaiorenses e que teremos que programar para quatro anos, porque nada se consegue resolver ao fim de dois meses”, alega.

Por outro lado, o presidente lembra que há sempre que ter em consideração que “as verbas que o Município de Campo Maior vai recebendo, do ponto de vista da receita, são aquelas que permitem ir executando a referida despesa”, mas também sempre “muito dependentes também daquilo que são os financiamentos externos”. A esse nível, Rosinha não tem dúvidas de a autarquia tem estado na “linha da frente”, isto é, sempre que possível, a submeter candidaturas a avisos para poder contar com financiamentos a 85%.

Alentejo é a 9ª região do mundo onde se come melhor

Pelo segundo ano consecutivo, o Alentejo foi eleito o 9.º Melhor Destino Gastronómico do Mundo, afirmando-se como a região portuguesa melhor posicionada no ranking “100 𝐵𝘦𝑠𝘵 𝘍𝑜𝘰𝑑 𝑅𝘦𝑔𝘪𝑜𝘯𝑠 𝑖𝘯 𝘵ℎ𝘦 𝘞𝑜𝘳𝑙𝘥” do TasteAtlas.  

A gastronomia Alentejana vapresenta uma avaliação de 4,4 estrelas em 5, no ranking das 100 melhores regiões do mundo para se comer, elaborado pelo TasteAtlas.  

Entre os destaques do guia, surge a Bifana de Vendas Novas, a Açorda de Cação, a Açorda de Alho, as Sopas de Tomate, a Sericaia, entre outros. 

O TasteAtlas é uma enciclopédia de sabores, um atlas mundial de pratos tradicionais, ingredientes locais e restaurantes autênticos. 

Esta distinção resulta exclusivamente das avaliações/reviews dos turistas de todo o mundo que visitam a região. 

Elvas dá as boas-vindas a 2026 com fogo de artifício

Para dar as boas-vindas ao novo ano, a Câmara Municipal de Elvas vai proporcionar aos elvenses e visitantes um espetáculo pirotécnico, a partir das 23h59 desta quarta-feira, 31 de dezembro.

O espetáculo, que junta fogo de artifício e o riquíssimo património, pode ser visto a partir de casa, nos céus da cidade Património Mundial.

Grupo Delta mantém parceria com a ULS Alto Alentejo

Uma vez mais o Grupo Delta/Coração Delta mostra toda a sua dimensão humana e solidária ao ser um parceiro da ULS Alto Alentejo na hora de olhar para quem mais precisa, nomeadamente os utentes.

Quer João Manuel Nabeiro, quer a sua esposa, Amélia Nabeiro, percorreram alguns dos serviços dos hospitais de Portalegre e Elvas, deixando algumas recordações, afetos e palavras de incentivo a quem recupera dos seus problemas de saúde.

Setor de lançamento do peso do Estádio Sousa Lima, em Portalegre, entra na fase final

O novo setor de lançamento do peso do Estádio Professor Eduardo Sousa Lima, em Portalegre, encontra-se na fase final de construção. A obra, da responsabilidade da Câmara Municipal de Portalegre, responde a uma necessidade antiga dos clubes locais e integra uma estratégia mais ampla de melhoria das infraestruturas desportivas, que poderá incluir, numa fase posterior, investimentos para a certificação da pista de atletismo, permitindo ao recinto receber competições de âmbito nacional.

Para a Associação de Atletismo do Distrito de Portalegre (AADP), esta intervenção representa um passo decisivo para a evolução da modalidade no concelho. O presidente da AADP, Daniel Madeira, destaca que “o novo setor cria melhores condições para atletas, treinadores e clubes” e lança o desafio de, a médio prazo, “formar campeões nacionais na disciplina do lançamento do peso”.

Incêndio em habitação em Portalegre provoca ferimentos em idosa que ficou desalojada

Uma mulher, de 74 anos, ficou ferida na sequência de um incêndio numa habitação, ocorrido na noite desta terça-feira, na Rua Dr. Augusto Maria Fonseca Coutinho, em Portalegre. Segundo informou o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, em Portalegre, o alerta para a ocorrência foi dado às 21h43. A vítima sofreu queimaduras na cara e nas mãos, tendo sido transportada para o Hospital José Maria Grande, em Portalegre, tendo a casa ficado sem condições.

De acordo com a mesma fonte, a mulher será realojada temporariamente em casa de familiares. Para o local foram mobilizados 14 operacionais dos Bombeiros de Portalegre e da PSP, apoiados por cinco veículos, estando as causas do incêndio a ser apuradas.

Últimos dias para desfrutar do “Jardim de Natal” e da feira na Praça da República de Campo Maior

O Natal já lá vai, mas em Campo Maior, até ao próximo domingo, dia 4 de janeiro, o espírito da quadra continua a ser vivido. Para além das várias iniciativas que dão ainda mais cor e animação ao “Jardim de Natal”, os comerciantes e artesãos continuam reunidos na Praça da República, para dar a conhecer os seus produtos aos visitantes.

Num dos stands encontra-se representado o Rancho Folclórico e Etnográfico de Campo Maior, que, como explica Rute Ginga, tem disponíveis para o público várias iguarias de fazer crescer água na boca. “Vendemos algumas coisinhas, como licores, waffles, sopas quentinhas, cachorros, chocolate quente e leite com café, que é para estarmos quentinhos agora no inverno”, começa por referir. Assegurando que a presença no certame é também uma forma de representação da cultura campomaiorenses, Rute Ginga, que diz que o “Jardim de Natal” está “muito bonito” e “diferente do que era habitual” na vila, revela que a intenção é tentar, de alguma maneira, cativar os mais novos para se virem a juntar ao grupo. Com outras duas jovens e uma criança a seu lado no stand, explica o que a faz gostar de folclore: “nós sempre estivemos ligados ao folclore, graças à nossa família, e então gostávamos de seguir as tradições da nossa família e nunca perder a nossa cultura”.

Fazendo um balanço positivo da participação no evento, Soraia Morais, por sua vez, explica que para além da recém-criada marca de azeite “Marmitas”, apresenta no seu stand diferentes produtos, como doces e licores. Questionada sobre o curioso nome que decidiu dar ao espaço – “À da Ti Celeste” –, Soraia explica: “quem começou com esta história dos azeites e do óleo foi a minha avó Celeste e então, quando fiz a inscrição para a feira de Natal, lembrei-me de colocar o nome dela”. “Os doces, os licores, os sacos do cheirinho e os porta-guardanapos são feitos pela Associação dos Amigos de Vila Fernando”, sendo que o lucro angariado com a venda desses produtos reverte a cem por cento para a associação. “Depois temos também os azeites aromatizados, que é tudo feito com o nosso azeite, tudo feito à mão. E depois podem sempre escolher as nossas caixas-presente, que podem levar um licor, doces, azeites aromatizados ou até mesmo os sacos de cheiro e os porta-guardanapos, revela ainda.

Já Laura Brotas, em representação da “Madame Panqueca”, participa pela primeira vez, juntamente com a sogra, numa iniciativa do género. “Nós já tínhamos a ideia de fazer alguma coisa assim. Combinámos as coisas, viemos e vimos que isto começou a dar certo”, assegura, mostrando-se satisfeita com a adesão do público. “Vendemos mini-panquecas, ginja em copos de chocolate e fazemos coisas assim diferenciadas”, adianta. Relativamente ao “Jardim de Natal” em si, Laura considera que o evento acabou por dar outro ânimo à vila. “Eu acho que ficou muito giro, porque o Natal deve ser espalhado em todos os lados e acho que assim, com estas mudanças, ficou bonito”, remata.  

Ainda que a programação do “Jardim de Natal” se estenda até domingo, a feira na Praça da República vai estar encerrada ao público esta quinta-feira, no primeiro dia do novo ano.

Próximo presidente da CCDRAlentejo, Ricardo Pinheiro, assume-se como um “entusiasta do desenvolvimento regional”

De regresso à vida política ativa, Ricardo Pinheiro é candidato à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. Em entrevista exclusiva, Ricardo Pinheiro, assume-se como um “entusiasta do desenvolvimento regional”, justifica este passo após um período de preparação de mais de dois meses, sublinhando que “as CCDR sofreram uma mutação profunda, deixando de ser apenas gestoras de fundos para incorporarem competências vastas em setores como a agricultura, saúde, educação e cultura”.

Um dos pilares centrais desta visão é “o setor agrícola”, que Pinheiro considera “vital para o Alentejo Global, defendendo a urgência em dinamizar o “Pilar 2 da PAC” para promover a inovação e o investimento”. Na área da saúde, “a prioridade passa por uma perceção clara das necessidades das várias Unidades Locais de Saúde (ULS) e, sobretudo, pela captação e atração de profissionais para a região”, um tema que considera dever ser abordado com maior caráter prospetivo no próximo ciclo de governação.

No que toca à educação e cultura, Ricardo Pinheiro foca-se “na requalificação profissional — o chamado reskilling — especialmente necessária em polos como Sines devido à transição energética, e na formação contínua dos adultos”. Para o antigo presidente da Câmara de Campo Maior, “a cultura é transversal a todos os setores e está diretamente ligada à promoção do Alentejo enquanto destino turístico”, afirma o campomaiorense, que propõe “uma maior interligação entre a dinamização do património e a atração de investimento para colocar valor no território” em cada uma das suas sub-regiões.

A entrevista completa para ouvir aqui:

Lince-Ibérico regista o maior número de nascimentos de crias em 2025 no Ambiente em FM

O ano de 2025 terminou com resultados muito positivos para a conservação do lince-ibérico, um dos animais mais emblemáticos e ameaçados da Península Ibérica. Os programas de reprodução e conservação desta espécie, que esteve à beira da extinção, trouxeram um forte sinal de recuperação na reta final do ano.

Os dados mais recentes revelam que 2025 registou o maior número de crias de lince-ibérico nascidas em cativeiro dos últimos anos. Foram contabilizadas 62 crias no total, das quais 48 sobreviveram. Este sucesso demonstra a eficácia dos esforços de conservação que têm sido desenvolvidos para proteger a espécie.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

InovTechAgro classificado novamente com a menção de Excelente

O Centro Nacional de Competências para a Inovação Tecnológica do Setor Agroflorestal (InovTechAgro) – cuja presidência está a cargo do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e da Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) foi classificado com a menção de “Excelente”, pela terceira vez, num universo de 24 Centros de Competências atualmente reconhecidos a nível nacional.

A Monitorização e Avaliação do Desempenho dos Centros de Competências – 2024 foi realizada pelo Ministério da Agricultura e Mar, tendo os resultados ficado disponíveis no portal da tutela em  https://agricultura.gov.pt/portal/centros-de-competencias  .

O InovTechAgro, cuja homologação teve lugar em 16 de setembro de 2020, é fruto de um conjunto de diligências entre o IPP, a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, I.P) e a Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo, no âmbito das quais foi criada esta Unidade para o debate, transferência de conhecimento e desenvolvimento experimental nas áreas de Mecanização Agrária, Agricultura de Precisão e Digitalização. A coordenação deste centro está a cargo do Professor Luís Alcino da Conceição, docente da Escola Superior de Biociências de Elvas do Politécnico de Portalegre.

A criação dos Centros de Competências, inseriu-se no Programa Estratégico do Ministério da Agricultura e do Mar, em 2014, (Estratégia do Ministério da Agricultura e do Mar, para a Investigação e Inovação Agroalimentar e Florestal no período 2014 – 2020), que incluiu a criação de um conjunto de « Consórcios/parcerias », em setores considerados relevantes no panorama agroalimentar nacional. Estes centros agruparam várias entidades para criar massa crítica para o desenvolvimento de projetos para criar valor dentro das fileiras e permitir dinamizar a investigação agrícola, agroalimentar e florestal.

Existem atualmente 24 Centros de Competências reconhecidos e homologados, agregando entidades pluridisciplinares de diferente natureza nomeadamente organizações de agricultores, centros de ensino e de investigação, entidades do sistema científico e tecnológico nacional, organismos da administração pública e empresarial do Estado e outras entidades privadas sem fins lucrativos. Os Centros de Competências visam constituir um espaço de partilha de conhecimento e de agregação de recursos e de competências existentes nas várias entidades que o integram, com o objetivo de potenciar a competitividade e inovação das empresas. Visam igualmente o desenvolvimento científico e tecnológico, aumentando a produtividade das culturas e inovando nos produtos agroalimentares e florestais.   

Ao longo dos anos, o Centro de Competências tem desempenhado um papel crucial na transferência de conhecimento, capacitando técnicos e agricultores para enfrentar os desafios da agricultura moderna. Com um plano de atividades que incluem cerca de 70 entidades que fazem a partilha de conhecimento e de ações no terreno em todo o território nacional e internacional, leva a tecnologia e a inovação ao setor agrícola, através de ações de formação, eventos e projetos, sendo uma referência na disseminação de inovação e tecnologia, promovendo uma agricultura mais eficiente e sustentável.