Elvas: Feira de Atividades Sénior com atividades e animação para todos os gostos

A quarta edição da Feira de Atividades Senior- Ativamente decorre durante esta sexta-feira, 13 de outubro, no CNT de Elvas, onde estão representadas diversas instituições do concelho, com o objetivo de proporcionar as mais variadas atividades para esta faixa etária.

Isabel Mascarenhas, diretora do Centro Humanitário de Elvas, da Cruz Vermelha Portuguesa revela que o objetivo é “mostrar que as instituições do concelho estão ativas e se unem para organizar um evento com atividades totalmente adaptadas aos seniores, num dia com vários ateliers, culinária, risoterapia, animação musical, a bicicleta dos sorrisos, zona de beleza, entre outros”.

Já a diretora regional da Segurança Social de Portalegre, Sandra Cardoso considera a iniciativa bastante importante, enaltecendo o “trabalho desenvolvido pelas IPSS, neste território, tanto no seu trabalho notável, como na promoção de um envelhecimento ativo, saudável, proporcionado bem-estar e qualidade de vida aos seus utentes”.

Questionada sobre os apoios da Segurança Social às IPSS, numa altura em que as IPSS enfrentam algumas dificuldades, a nível económico resultado da conjuntura atual do país, Sandra Cardoso refere que “a importância das instituições é reconhecida, por isso, no dia 6 de setembro foi assinado um memorando de entendimento entre o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e o setor social, que visa reforçar a parceria entre o setor social e o Governo e, que se traduz num aumento das comparticipações financeiras da Segurança Social às instituições”,

Sandra Cardoso exemplifica que, em 2023, “nas respostas sociais de caráter residencial e centro de dia, os montantes acordos de cooperação foram atualizados em 11%, ou seja, o maior aumento de sempre, a este nível, prevendo outros aumentos para outras respostas sociais, porque há um reconhecimento de que os custos têm aumento e que estamos ao lado das instituições”.

Para o presidente da Câmara de Elvas, Rondão Almeida, destaca esta iniciativa que comemora o dia do idoso, com várias atividades, destacando ainda o papel dos profissionais que, diariamente, trabalham nas várias instituições do concelho, e aquele que os idosos desempenharam ao logo da sua vida.

Campo Maior: Rui Nabeiro homenageado na chegada da “Chama da Solidariedade”

O Comendador Rui Nabeiro foi homenageado esta tarde de quarta-feira, 11 de outubro, em Campo Maior, no momento da chegada da “Chama da Solidariedade” à vila, com a deposição de um ramo de flores, junto à Estátua de Rui Nabeiro, na Avenida da Liberdade.

João Manuel Nabeiro, filho do Comendador e presente neste momento, refere que “a chama de solidariedade junta as pessoas, numa ligação afetiva, e devemos estar juntos e solidários uns com os outros e agradeço a homenagem que prestaram ao meu saudoso pai”.

Já o vice-presidente da Confederação Nacional de Solidariedade, Eleutério Alves, considera que esta homenagem “é mais do que justa, uma vez que Rui Nabeiro foi uma figura incontornável no país, por tudo o que fez em prol da dignidade das pessoas”.

Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior, revela que “o papel da chama da solidariedade é o de reconhecer o trabalho das IPSS e também da Câmara Municipal, para em conjunto trabalharmos para um concelho melhor”.

No local onde foi colocada a Chama da Solidariedade estiveram também algumas crianças de estabelecimentos de ensino de Campo Maior.

 

“Chama da Solidariedade” em Elvas mostra importância das IPSS e as suas dificuldades

Foi pela mão dos Bombeiros de Elvas que a “Chama da Solidariedade” chegou esta manhã de quarta-feira, 11 de outubro, à Praça da República de Elvas, depois de já ter percorrido alguns concelhos do distrito.

A iniciativa “Festa da Solidariedade” vai já na sua 16ª edição, sendo que todos os anos é escolhido um distrito, e este ano foi o de Portalegre, numa atividade promovida pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade e pela União distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social.

Para o vice-presidente da Confederação, Eleutério Alves, esta festa da solidariedade “representa muito”, destacando “o espírito solidário das instituições do distrito e onde a solidariedade é um gesto, é um abraço e existe mesmo, aqui não estou surpreendido, porque todo o interior é solidário, devido às dificuldades e poucos recursos, tem de ser criativo e inventar muitas soluções, para os problemas e somos os melhores gestores de custos, para equilibrar financeiramente as instituições”.

Eleutério Alves diz que as IPSS “têm um papel fundamental, no distrito, e são uma grande riqueza para a comunidade”. As dificuldades que as IPSS enfrentam neste momento é outra das mensagens que se pretende passar, adianta ainda o vice-presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. Eleutério refere que “é preciso que os parceiros percebam a sItuação das IPSS, porque garantem a paz social no país, com o seu trabalho tiram muita gente da miséria e dão dignidade a muitas pessoas, espero que as pessoas sintam vaidade e orgulho nas suas IPSS”.

João Carlos Laranjo, presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Portalegre refere que se pretende que este seja, sobretudo, “um momento de reflexão e transmitir este valor às crianças e jovens, porque, para alem de dar a conhecer o trabalho nas instituições, que não é fácil e não queremos que diminua a qualidade dada aos utentes, pelo que é necessário mais financiamento”.

Paulo Pires vogal da União distrital e diretor técnico do Lar Júlio Alcântara Botelho considera que este “é um momento único para mostrar a força das IPSS do concelho e do distrito”.

Luís Mendes, presidente da direção da APPACDM de Elvas, considera que a solidariedade deve “estar sempre presente, principalmente, numa altura em que este setor atravessa várias dificuldades”.

A Chama da Solidariedade que chegou esta manhã ao coração da cidade, pelas mãos dos bombeiros de Elvas. No local estiveram presentes os utentes do Lar Júlio Alcântara Botelho, e da APPACDM de Elvas, bem como crianças de algumas instituições da cidade. Depois dos discursos seguiu-se um momento musical pelo professor Vlad, em conjunto com os utentes da APAACDM.


São Mateus: festa terminou com Procissão de Regresso dos Pendões

As festas em honra do Senhor Jesus da Piedade terminaram na tarde deste domingo, 1 de outubro, com a Procissão do Regresso dos Pendões à Sé de Elvas.

A cerimónia religiosa, que marcou o encerramento de mais uma edição da romaria de São Mateus, e que contou com transmissão em direto na Rádio ELVAS, fez-se debaixo de um intenso calor, depois do Selene Te-Deum de Ação de Graças, no Santuário do Senhor Jesus da Piedade.

“Estamos todos de parabéns; há sempre uma mãozinha do Senhor Jesus da Piedade e vencemos sempre. Foi bom e para o ano será ainda melhor”, diz o juiz da Confraria do Senhor Jesus da Piedade, Carlos Damião, em jeito de balanço do certame, que não esconde que o tempo também foi convidativo para que multidões tivessem passado, por estes dias, pelo Parque da Piedade. “Agora é começarmos a trabalhar para que, para o ano, seja ainda melhor”, remata.

Já o padre Ricardo Lameira lembra que as festas em honra do Senhor Jesus da Piedade, desta vez, foram “grandes”, até em duração. “Se a passagem pelo Santuário é símbolo de devoção ao Senhor Jesus da Piedade, claro que estou satisfeito; não por ser uma multidão, mas por ser um coração devoto ao Senhor Jesus da Piedade”, diz ainda.

A acompanhar esta procissão, como manda a tradição, esteve a Banda 14 de Janeiro, ainda que com menos músicos que aqueles que estiveram na procissão de dia 20. De acordo com Vicente Grenho, o presidente da direção da filarmónica elvense, isso deve-se ao facto de grande parte dos elementos da banda serem estudantes universitários. “É domingo, dia de voltar para as universidades”, revela.

O início da procissão foi registado, em vídeo, pela reportagem da Rádio ELVAS:

As imagens da procissão para ver no fotorreportagem abaixo:

Enchente para ver Os Quatro e Meia no São Mateus

Foi perante um recinto totalmente cheio que Os Quatro e Meia foram recebidos em Elvas, ontem à noite, 30 de setembro, naquele que foi o último dos espetáculos musicais da edição deste ano da feira de São Mateus.

Apresentando os seus maiores êxitos, como “A Terra Gira”, “Olá Solidão” e “Amanhã”, a banda de Coimbra levou a multidão ao rubro.

Os Quatro e Meia foram os sétimos cabeças de cartaz na programação que o Município de Elvas preparou para a edição 2023 da Expo São Mateus. Pelo mesmo palco passaram Sons do Minho, R.A.Y.A., Ivandro, Miguel Gameiro & Pólo Norte, Carolina Deslandes e T-Rex.

Marvão de regresso às origens com a 16ª edição do Festival Al Mossassa (c/fotos e vídeo)

Marvão regressou às suas origens, ou seja, ao século IX, com mais uma edição do Festival Al Mossassa, que foi inaugurado ao final da tarde desta sexta-feira, 29 de setembro, nesta vila alentejana.

Para o presidente da Câmara de Marvão, Luís Vitorino, esta iniciativa, que decorreu na passada semana em Badajoz, “é uma recriação histórica que mostra a resiliência do território, desde a sua fundação, e de que o município investe na cultura do concelho, porque Marvão tem futuro”.

Este assume-se como um evento que contribui bastante para a economia local, uma vez que segundo adianta Luís Vitorino, “a hotelaria e restauração locais estão lotadas, por estes dias, o que é bom sinal, significa que este território tem alguma singularidade”.

O Al Mossassa já se afirmou não só a nível regional e transfronteiriço, mas também nacional, porque segundo diz Luís Vitorino, “é uma feira diferente, porque não é puramente medieval, mas também judaica, islâmica, através do alto de Marvão que é um cenário idílico”, considerando que “estão reunidas as condições para que esta edição seja um sucesso”.

Já para o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, são certames como este que contribuem para o aumento do turismo na região. “Estamos numa época com muitos turistas, mas é preciso criar fatores de animação, para trazer mais pessoas e que possam usufruir daquilo que é o nosso produto turístico”, explica.

José Manuel Santos acrescenta que Marvão “é um local icónico e tem de ter, permanentemente, um programa de animação turístico e cultural, o que não é fácil, porque implica recursos e custa dinheiro, por isso o nosso papel é procurar ajudar os municípios, não só na organização, mas também na promoção desses eventos”.

Carolina Deslandes encerrou tour de verão no São Mateus

Já passava da meia-noite quando Carolina Deslandes subiu ao palco principal da Expo São Mateus, em Elvas, para o último concerto da sua tour de verão.

Num espetáculo que durou mais de hora e meia, e em que os temas do seu mais recente álbum, “Caos”, estiveram em grande destaque, Carolina Deslandes não deixou de brindar o público com alguns dos seus maiores sucessos, cantados a uma só voz, como “A Vida Toda” e “Mountains”.

“Avião de papel”, “Adeus Amor Adeus” e “Não Me Importo” foram alguns dos outros êxitos que a artista não deixou de fora do alinhamento deste espetáculo.

Ao longo de todo o concerto, a cantora e compositora foi sempre mantendo uma interação com o público, que não deixou de pedir “só mais uma” (música), mesmo depois de Carolina Deslandes já se ter despedido.

“Apetece”, do EP “Mulher”, captado pela Rádio ELVAS, foi um dos primeiros temas a serem interpretados pela artista no concerto de ontem à noite.

Estátua de Joaquim Bastinhas instalada junto ao Coliseu de Elvas

A estátua de Joaquim Bastinhas foi instalada, na tarde desta quarta-feira, 27 de setembro, junto ao Coliseu de Elvas.

A cerimónia de inauguração está marcada para esta sexta-feira, dia 29, pelas 19 horas, antes da segunda corrida da Feira Taurina de São Mateus, em homenagem a Joaquim Bastinhas, com início às 22 horas.

Concebida pelo escultor sevilhano Jose Arteaga, a escultura de enorme realismo, resulta de um investimento de 177 mil euros por parte do Município de Elvas.

Três anos depois, Catarina Pereira está de regresso ao The Voice

Três anos depois, Catarina Pereira está de regresso ao The Voice: programa de talentos, da RTP, que vai para o ar aos domingos à noite.

Na segunda ronda de Provas Cegas, transmitida no passado domingo, 24 de setembro, a jovem campomaiorense, que conquistou três dos quatro jurados, ao interpretar “Maybe This Time”, de Liza Minnelli, escolheu como sua mentora Sónia Tavares. Na luta por Catarina, com a vocalista dos The Gift, estiveram António Zambujo e Sara Correira, sendo que apenas Fernando Daniel não virou a sua cadeira.

O desejo de voltar ao programa, depois da sua participação em 2020, ao lado de Diogo Piçarra, confessa Catarina, já não era de agora: “já queria há muito tempo voltar, mas precisava de evoluir e trabalhar”. “Da primeira vez, acho que não aproveitei ao máximo a experiência e acho que agora vai ser mais produtivo”, acrescenta, lembrando que a idade, sendo já outra, também faz diferença.

Se em 2020, se apresentou ao público sem ter tido, até então, qualquer aula de canto, a partir daí, Catarina apostou na sua formação. Na Academia de Música de Elvas, a jovem teve aulas de canto lírico. Em Espanha, tem tido aulas de música e composição.

Desta vez, e não encarando a participação no programa como “uma brincadeira”, Catarina diz ter expectativas “elevadas” para a sua segunda passagem pelo The Voice. “Acho que a minha qualidade aumentou imenso. Agora já vou como profissional, com aulas, com um histórico completamente diferente”, assegura.

Durante a sua apresentação no programa, Catarina partilhou a fase conturbada pela qual passou, em termos de saúde mental. Posto isso, assegura que têm sido muitos aqueles que, mesmo sem a conhecerem, lhe têm agradecido por falar sobre o assunto em televisão. Por outro lado, a jovem cantora garante que o feedback da família é sempre o mais importante.

Catarina volta a pisar o palco do The Voice, já na fase das Batalhas, em direto, no final de outubro.

Veja ou reveja as duas Provas Cegas de Catarina Pereira no The Voice.

Prova Cega de 2023:

Prova Cega de 2020:

Famílias voltam a cumprir tradição de acampar na Piedade no São Mateus

São Mateus é, para muitas famílias de Elvas, sinónimo de acampamento no parque de campismo da Piedade, com muitas pessoas a tirarem férias, de propósito, para poderem aproveitar ao máximo estes dias, em plena feira, no decorrer das festas em honra do Senhor Jesus da Piedade.

Desde o tempo dos seus avós que Céu Rondão se lembra de cumprir esta tradição que, ao longo do tempo, tem procurado passar também aos seus filhos. Por esta ocasião, na Piedade, diz ainda, todos os dias são de festa. “Já estamos aqui desde o tempo dos meus avós. Há 60 anos que temos estes dois espaços”, revela. “Os meus filhos são apaixonados por isto e trazem aqui os amigos. É um convívio, é a amizade”, diz ainda.

Para Miguel, filho de Céu, esta romaria traduz-se sempre em momentos de reencontro de familiares e amigos. “Acho que esta é uma das tendas mais conhecidas e toda a gente que aqui passa vem aqui beber um copo e comer alguma coisa”, assegura. Em noites de fim de semana, Miguel chega a juntar, na tenda da família, cerca de 40 pessoas.

E aqui, nem o famoso bacalhau dourado do chef Vicente Grenho falha. “Eles não se calam e querem bacalhau dourado e vou ali fazê-lo ali em cima do carvão, mesmo à moda do campismo. Amanhã, vou aí a cima fazer a outros amigos”, conta. No vídeo abaixo, Vicente Grenho explica como faz o seu bacalhau dourado.

Jorge Grenho, também com a família e amigos, tem estado pelo Parque da Piedade. O maestro da banda 14 de Janeiro revela que a filarmónica, neste São Mateus, ainda entra em cena na corrida de touros de sexta-feira. “Já fizemos cinco arruadas, fizemos a Procissão dos Pendões, fizemos a tourada do último sábado, vamos fazer no sábado a tourada, novamente, e, no domingo, fazemos o regresso dos pendões”, conta à reportagem da Rádio ELVAS.

Outra das famílias que nunca falta no parque de campismo, por esta ocasião, é a de José Alfredo Jesus, que está na Piedade já desde o passado dia 9. Só vão embora no domingo, 1 de outubro, no último dia da feira de São Mateus.

Nestes momentos de confraternização, a família de José Alfredo, revela este elvense, tem sempre a companhia de “muita gente”, de muitos amigos. “Vimos para aqui, preparamos o almoço, começam a chegar os amigos”, começa por contar. “Descansamos até ao jantar e, depois do jantar, vamos dar uma voltinha à feira”, adianta. Nstes dias, garante ainda José Alfredo, vive-se “na feira e no descanso”.

Elsa Jesus, a mulher de José Alfredo, é uma das responsáveis por, todos os dias, preparar almoço e jantar, para as cerca de 20 pessoas que se juntam no acampamento da família. “Vamos às compras, eu, a minha cunhada Anabela e a Paula. Organizamo-nos sempre as três, falamos sobre o que vamos fazer para o almoço e para o jantar. Fazemos sempre aqui a comida e, ao fim ao cabo, é muito divertido”, revela.