Mantendo-se fiel à sua “tradição”, SIR procura voltar a marcar a “diferença” no Carnaval Internacional de Elvas

Um dos mais antigos grupos a participar no Carnaval Internacional de Elvas, o da Sociedade Instrução e Recreio (SIR), está de regresso, um ano mais, ao evento.

Em entrevista à Rádio ELVAS, duas das responsáveis do grupo, Sandra Perico e Carina Ferreira, e sem desvendarem o tema escolhido, garantem que será fácil para o público, desde logo, perceber aquilo que procuram representar, através dos seus fatos, que, uma vez mais, terão em destaque os dourados e os prateados. “É diferente, é um tema pré-definido, mas sempre com o toquezinho da SIR”, avançam.

Os ensaios das coreografias do grupo só se iniciaram em janeiro, por mais que a escolha de tecidos e músicas tenha sido feita logo em outubro. “Este ano começámos os ensaios um bocadinho mais tarde”, confessa Sandra Perico, que adianta que os fatos, idealizados pela Comissão de Carnaval, são todos confeccionados por uma costureira com quem já trabalham há vários anos: “a São faz os fatos no espaço dela e nós depois só temos de ir lá experimentar”.

O grupo da SIR, onde “toda a gente”, independentemente de “etnias e idades”, tem lugar, é formado por cerca de cem pessoas. “O grupo é sempre muito grande, mas depois naqueles dias depende se está frio, se os pais deixam ir os mais pequenos. Nós temos gente de muitas idades, temos muitos pequeninos e então acaba sempre por faltar alguém e esperemos que não esteja ninguém doente”, comenta a responsável.  

Uma das maiores dificuldades da SIR diz respeito ao espaço de ensaios, dado o estado do pátio da coletividade, que continua sem reunir condições de utilização. “Não podemos ensaiar lá e temos que esperar que nos seja cedido um espaço pela Câmara, e ainda bem que nos é cedido, para podermos ensaiar. Mas este ano foi tudo muito em cima, foi o Natal, foi a passagem do ano, foram as eleições, e então nós ficámos um bocadinho para trás”, lamenta Sandra Perico, que revela que os ensaios têm sido feitos no Coliseu.

Contrariamente aos restantes grupos participantes neste Carnaval Internacional de Elvas, a SIR continua, na gala coreográfica do Coliseu, a apresentar as suas coreografias apenas ao som da bateria. Para a SIR, o Carnaval elvense é “ao som de tambores, não é o som de música”, querendo o grupo manter esta sua “tradição”, marcando, dessa forma, a “diferença”. Ainda assim, Carina Ferreira defende que o espetáculo apresentado acaba por conhecer algumas diferenças: “no Coliseu é uma gala, tem que ser uma coisa especial; na rua é para nos divertirmos mais”.

Um dos destaques maiores do grupo da SIR vai sempre para a sua banda, composta por muitos elementos masculinos. “Temos uma banda efetivamente muito grande, onde entram todos os rapazes, porque não querem dançar”, diz ainda Sandra Perico.

A entrevista completa a Sandra Perico e Carina Ferreira sobre o grupo de Carnaval da SIR para ouvir no podcast abaixo:

Dia Mundial das Zonas Húmidas em destaque no “Ambiente em FM” desta semana

Hoje, dia 2 de fevereiro, celebra-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas, uma data dedicada à sensibilização para a proteção de ecossistemas que, embora muitas vezes esquecidos ou desvalorizados, são pilares fundamentais para o equilíbrio do planeta. Em destaque na rubrica “Ambiente em FM”, o tema serve para reforçar como pântanos, sapais e lagoas influenciam diretamente a nossa qualidade de vida.

Para esclarecer a relevância destes locais, o programa contou com a intervenção de José Janela, da associação Quercus, que explicou a natureza híbrida destes territórios. “As zonas húmidas são áreas onde a água está presente de forma permanente ou temporária, criando uma ligação muito especial entre a terra e a água”, afirmou o especialista. Esta categoria abrange uma enorme diversidade de habitats, desde estuários e charcos a várzeas fluviais e pântanos.

Apesar de discretas, estas áreas funcionam como autênticos “rins” do planeta, filtrando a água, prevenindo cheias e servindo de abrigo a uma biodiversidade riquíssima que não sobreviveria noutros ambientes. A celebração deste dia em 2026 reforça o alerta para a necessidade de conservação destes espaços, que continuam a ser dos ecossistemas mais ameaçados pelas alterações climáticas e pela pressão urbanística.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

“Carteiros” da Azevia prestam homenagem a Tony no Carnaval Internacional de Elvas

Os elementos do grupo da Azevia vão ser carteiros na edição deste ano do Carnaval Internacional de Elvas, a decorrer entre os dias 13 a 17 de fevereiro.

Isto, explica a responsável pelo grupo, Cláudia Ferreira, porque a ideia é prestar uma homenagem a Tony, o seu pai, que faleceu em maio do ano passado, que era carteiro de profissão e que, ao longo de quatro décadas, foi a “alma” da Sociedade Recreativa 1º de Dezembro. “Nós quando dizemos que queremos homenagear o Tony na sua profissão de carteiro não será uma coisa óbvia, até porque gostamos sempre de pôr um bocadinho de magia de Carnaval e de brilho naquilo que é a ideia e o tema”, avança a responsável.

Relativamente às coreografias, Cláudia Ferreira garante que o grupo voltará a levar “muito ritmo”, quer para as ruas do centro histórico de Elvas, quer para o Coliseu: “todos os anos são inseridos ritmos novos na coreografia e depois temos sempre coreografias novas, mas é esperar para ver”. Às novas coreografias, juntam-se também novas músicas, resultado, sobretudo, do trabalho levado a cabo pelos Bomb’Alen. “Há aqui um trabalho muito meritório dos Bomb’Alen e destaco uma pessoa em particular, porque efetivamente é essa pessoa que todos os anos nos traz os novos ritmos e as novas coreografias: a Ana Dias. Obviamente que ela não conseguiria isto se não fosse todo o apoio que tem dos demais elementos dos Bomb’Alen, e não só, porque a associação tem vários projetos musicais e acabamos por contribuir todos com isso”, assegura Cláudia Ferreira.

Por outro lado, a responsável do grupo revela que, desta feita, a banda apresentará um novo instrumento musical. “Aqui destaco o papel do Luís Trindade e do Nuno Pires, porque é um instrumento que é feito por eles. Não é nada que se vá ali comprar ao virar da esquina. Estamos a trabalhar para que também essa surpresa venha para a rua”, acrescenta.

Para a gala coreográfica de apresentação dos grupos, no Coliseu, a Azevia voltou a preparar um espetáculo muito diferente daquele leva, nos dias seguintes, para as ruas do centro histórico, até porque, para o grupo, “fazer exatamente o mesmo que nas ruas seria um bocadinho excessivo”. “Aliás, nós fomos o primeiro grupo, e fomos bastante criticados na altura, a apresentar uma coreografia em que a música que estava a tocar não era a dos tambores. Hoje fazem praticamente todos o mesmo e bem… Somos os verdadeiros influencers”, diz a responsável, entre risos.

A confeção de todos os fatos volta a estar a cargo de Joaquina Sousa, num trabalho coordenado por Bela Figueiredo, Alexandra Ramalho e Filipe Belchior. Este último é também o elo de ligação entre o grupo e a equipa de montagem do carro alegórico (Nuno Ezequiel e Adelino Moga).

Com um “núcleo duro” que se mantém há já muitos anos, este grupo de Carnaval tem vindo a crescer de ano para ano. Se em 2025, o grupo já era formado por cerca de cem pessoas, desta feita serão, “mais ou menos”, 130 os figurantes a desfilar pela 1º de Dezembro.

Com uma participação extra neste Carnaval, a Azevia, através da Orquestra d’Balho, sobe a palco logo na primeira noite do evento, para animar com a sua música a noite no Coliseu, assim que terminada a gala de apresentação dos grupos participantes.

A entrevista completa a Cláudia Ferreira sobre o grupo de Carnaval da Azevia para ouvir no podcast abaixo:

CRP da Boa-Fé leva os ritmos de África até ao Carnaval Internacional de Elvas

Está aí à porta mais uma edição do Carnaval Internacional de Elvas, que desta vez conta com a participação de um total de nove grupos do concelho. Um deles é o do Centro de Recreio Popular (CRP) da Boa-Fé, que, para este ano, escolheu o tema “África Mix”.

Para a escolha do tema, explica Rita Gago, uma das responsáveis pelas coreografias deste grupo de Carnaval, contribuiu o facto de “grande parte da comunidade do bairro da Boa-Fé ser descendente de África”. “Daí, decidimos em grupos fazer esta pequena homenagem aos africanos do nosso bairro”, justifica.

A verdade é que, comparativamente ao ano passado, o Carnaval chega desta vez mais cedo no calendário. Ainda assim, o trabalho de preparação, seja ao nível dos disfarces, seja das músicas e coreografias, foi apenas iniciado no início deste mês de janeiro.

Desde então, e quase que numa corrida contra o tempo, o grupo tem procurado reunir-se três a quatro vezes por semana para ensaios. “Às quartas, ensaia a banda e nós ensaiamos a coreografia do coliseu. Depois temos ensaios às sextas e sábado e, às vezes, também aos domingos”, revela Tamara Fonseca, outra das responsáveis das coreografias do grupo.

Os cerca de 75 elementos do grupo, maioritariamente adultos e jovens com mais de 15 anos, que se dividem entre coreografias e banda, avançam as responsáveis, irão apresentar nos seus fatos, produzidos por Célia e Bela Gago, “vários padrões africanos e cores vivas”.   

Para a gala coreográfica de apresentação dos grupos participantes neste 28º Carnaval Internacional de Elvas, no Coliseu, o CRP da Boa-Fé irá dançar “um mix de músicas”, sendo que os tambores da banda não ficarão de fora. “Havemos de ter, em princípio, alguns dos elementos da banda a dançar connosco”, revela ainda Rita Gago. Contudo, a responsável confidencia que “os homens, nos ensaios, juntam-se mais, mas depois quando chega a hora da verdade encolhem-se e não vão dançar”.

Ainda no âmbito das comemorações de Carnaval, no dia 21 de fevereiro, o CRP promove um Baile da Pinha na sede da coletividade. “Queremos convidar toda a população para este baile, que tem início às 21 horas e animação com Jorge Gomes”, diz ainda Rita Gago. As entradas são gratuitas.

A entrevista completa a Rita Gago e Tamara Fonseca sobre o grupo de Carnaval do CRP da Boa-Fé para ouvir no podcast abaixo:

Ambiente em FM: Beja acolhe primeiro projeto-piloto de Abrigos Climáticos em Portugal

A cidade de Beja será a pioneira em Portugal ao receber o primeiro projeto-piloto de Abrigos Climáticos. Estes espaços surgem como uma resposta direta às ondas de calor cada vez mais severas e aos episódios de frio extremo que afetam as populações, particularmente nos centros urbanos.

Os abrigos climáticos, enquanto zonas de refúgio estratégico, “são espaços pensados para proteger as pessoas dos extremos do clima, como o calor intenso no verão ou o frio no inverno”, explica José Janela, da Quercus. Segundo o ambientalista, estes locais podem assumir diferentes formas, desde jardins a parques com elevada densidade arbórea, até edifícios públicos adaptados.

A importância destas infraestruturas reside na sua capacidade de oferecer sombra, frescura e conforto térmico, servindo de porto seguro para os cidadãos. O projeto foca-se especialmente na proteção dos grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças, garantindo que as cidades se tornem locais mais resilientes e seguros perante as rápidas transformações do clima global.

Tudo para saber sobre o assunto no “Ambiente em Fm”. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

“Ambiente em FM”: Portugal cria Plano Nacional para proteger insetos polinizadores

Portugal deu um passo importante em 2025 com a criação de um plano nacional para garantir a conservação e sustentabilidade dos polinizadores. Estes seres — abelhas, borboletas e moscas-das-flores — são fundamentais para os ecossistemas, pois ajudam as plantas a reproduzirem-se, garantindo a produção de frutos, sementes e a manutenção da biodiversidade.

A diversidade destes insetos é considerada um indicador crucial da saúde ambiental. Contudo, a Quercus tem alertado para o declínio dos polinizadores, causado principalmente pela destruição dos habitats, o uso intensivo de pesticidas, a perda de flores silvestres e a simplificação das paisagens agrícolas.

O novo plano visa combater estas ameaças e garantir a proteção destes seres essenciais.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Ter um fundo de emergência é fundamental para uma vida financeira saudável, defende a DECO

Segundo a DECO, ter um fundo de emergência é essencial para todas as famílias, sendo fundamental para uma vida financeira saudável.

Trata-se de um montante, variável de pessoa para pessoa, que é colocado de parte para fazer face a um imprevisto.

Ter um Fundo de Emergência não é mais do que o dinheiro que se obtém a economizar e que se reserva para cobrir gastos ou despesas inesperadas que poderão ocorrer, inclusive no curto prazo, na vida de cada um.

O dinheiro do Fundo de Emergência permitirá, por exemplo, pagar as despesas correntes e até inesperadas, sem que as famílias tenham de se endividar ou recorrer a crédito, logo sem entrar em stress financeiro numa situação imprevista, como doença, desemprego ou de quebra de rendimento. Esse fundo deve ser constituído por, pelo menos, cinco a seis vezes o rendimento mensal da família. Só assim será possível acautelar o imprevisto.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Projetos e Inovação da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Rui Jesuíno dedica terceiro volume de “Elvas Antiga” à história do comércio da cidade

O terceiro volume do livro “Elvas Antiga”, da autoria do historiador elvense e cronista oficial da cidade, Rui Jesuíno, tem a sua sessão de lançamento e apresentação, esta sexta-feira, 9 de janeiro, na Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo, pelas 18 horas.

Depois de um primeiro volume dedicado à componente arquitetónica da cidade e de um segundo às grandes vivências da cultura, este terceiro, que será apresentado no âmbito das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, é dedicado à história do comércio. “É uma história que ainda não tinha sido contada por ninguém e que vai ser revelada desta forma”, começa por dizer o autor.

Para Rui Jesuíno, “falar sobre o comércio foi algo muito interessante, uma vez que Elvas sempre foi, por ser uma cidade fronteiriça, uma cidade muito comercial”. Na obra, a história, que se inicia na Idade Média, estende-se até aos dias de hoje.

À semelhança do que já aconteceu nos dois primeiros volumes da coleção “Elvas Antiga”, todas as histórias apresentadas são ilustradas com fotografias. Num trabalho de “muita pesquisa”, levadi a cabo ao longo de um ano, para o historiador a maior dificuldade foi “conseguir as fotografias antigas que ilustrassem esse comércio”. “Foi mais difícil do que propriamente fazer investigação”, garante.

Cada capítulo da obra é dedicado a um tipo de comércio: desde as ourivesarias e relojoarias, às farmácias e boticários, passando pelos hotéis, pensões e estalagens, restaurantes, confeitarias, pastelarias, geladarias e chocolatarias, talhos, padarias, adegas, tabernas, cafés, bares, stands de automóveis, bombas de gasolina, tabacarias e casas de prostituição.

“O livro começa por falar do comércio no geral, como começaram e como funcionavam os mercados e as feiras aqui na cidade de Elvas, o mercado diário semanal que se fazia antigamente na Praça da República, e também na Rua da Cadeia e Rua da Feira, e as regras que tinham e que eram ditadas pela Câmara”, adianta o historiador.

Por outro lado, na obra, Rui Jesuíno dá a conhecer os elvenses que estiveram ligados ao comércio internacional e que foram “conhecidos mundialmente”. “São, infelizmente desconhecidos, de alguns, mas fala-se, por exemplo, da família Gomes de Elvas, que se estabeleceu na Madeira e nos Açores e que tinha um monopólio do açúcar. Vendiam o açúcar para a Europa, em especial para a Flandres. Também o António Fernandes de Elvas, que é um elvense do início do século XVII, que, por exemplo, em 1616, detinha o monopólio dos escravos que iam de Angola e do Congo para o Brasil. Era ele que fazia esse comércio de traficante negreiro”, recorda.

A Associação Comercial de Elvas, uma das mais antigas do país, fundada em 1893, é também abordada neste livro, como pontapé de saída para uma abordagem àquilo que foi o “associativismo comercial do final do século XIX”.  

Não sabendo ainda se haverá um quarto volume deste “Elvas Antiga”, Rui Jesuíno, quem tem outra obra sobre “Elvas nas Guerras da Restauração” já concluída, leva um total de oito livros editados.

A entrevista completa a Rui Jesuíno sobre este terceiro volume da obra “Elvas Antiga” para ouvir no podcast abaixo:

Próximo presidente da CCDRAlentejo, Ricardo Pinheiro, assume-se como um “entusiasta do desenvolvimento regional”

De regresso à vida política ativa, Ricardo Pinheiro é candidato à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo. Em entrevista exclusiva, Ricardo Pinheiro, assume-se como um “entusiasta do desenvolvimento regional”, justifica este passo após um período de preparação de mais de dois meses, sublinhando que “as CCDR sofreram uma mutação profunda, deixando de ser apenas gestoras de fundos para incorporarem competências vastas em setores como a agricultura, saúde, educação e cultura”.

Um dos pilares centrais desta visão é “o setor agrícola”, que Pinheiro considera “vital para o Alentejo Global, defendendo a urgência em dinamizar o “Pilar 2 da PAC” para promover a inovação e o investimento”. Na área da saúde, “a prioridade passa por uma perceção clara das necessidades das várias Unidades Locais de Saúde (ULS) e, sobretudo, pela captação e atração de profissionais para a região”, um tema que considera dever ser abordado com maior caráter prospetivo no próximo ciclo de governação.

No que toca à educação e cultura, Ricardo Pinheiro foca-se “na requalificação profissional — o chamado reskilling — especialmente necessária em polos como Sines devido à transição energética, e na formação contínua dos adultos”. Para o antigo presidente da Câmara de Campo Maior, “a cultura é transversal a todos os setores e está diretamente ligada à promoção do Alentejo enquanto destino turístico”, afirma o campomaiorense, que propõe “uma maior interligação entre a dinamização do património e a atração de investimento para colocar valor no território” em cada uma das suas sub-regiões.

A entrevista completa para ouvir aqui:

Tribunal declara nula cláusula abusiva do Cartão Universo: DECO vence em tribunal

O Tribunal Judicial da Comarca da Maia, decisão confirmada pelo Tribunal da Relação do Porto, deu razão à denúncia apresentada pela DECO e declarou nula uma cláusula do contrato do Cartão Universo que responsabilizava integralmente o consumidor por operações online sem recurso ao “cartão virtual”. A decisão obriga a Universo a eliminar a cláusula e a divulgar publicamente a sentença, reforçando a proteção dos direitos dos consumidores e garantindo maior equilíbrio contratual.

Esta vitória sublinha a importância da prevenção e da segurança nas transações financeiras. A DECO recomenda boas práticas para evitar fraudes, como nunca partilhar códigos ou dados bancários, confirmar remetentes antes de abrir links, usar cartões virtuais em compras online, ativar notificações bancárias e manter sistemas atualizados. O objetivo é assegurar que os consumidores estão informados e protegidos contra riscos digitais e contratuais.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo: