Última tentativa para constituição do executivo da Junta de Freguesia de Santa Eulália a 6 de março

José Picado foi eleito, pelo CHEGA, presidente da Junta de Freguesia de Santa Eulália nas autárquicas de 12 de outubro, mas à data de hoje ainda não há executivo formado. Nesse sentido, e já pela quarta vez, é convocada uma reunião destinada à eleição dos cargos de secretário e tesoureiro pela Assembleia de Freguesia, a ter lugar na próxima sexta-feira, dia 6 de março.

Nesta reunião, garante José Picado, a sua proposta será “a mesma de sempre”, pelo que irá apresentar uma lista para o executivo formada pelos três eleitos do CHEGA. “É evidente que o executivo tem de ser formado por elementos de confiança da lista que ganhou e a lista que ganhou é a lista do CHEGA”, assegura.

Até então, o processo de eleição do executivo tem sido “bloqueado”, por não haver consenso. De acordo com José Picado, a intenção dos outros dois partidos com membros eleitos é “utilizar os mandatos”, dado que “a Assembleia de Freguesia é constituída por sete elementos, e o CHEGA tem três mandatos, o Partido Socialista (PS) tem dois e o Movimento Cívico tem outros dois”. Com “a coligação” entre PS e Movimento Cívico por Elvas, “eles ficam com quatro votos do lado deles e a lista que realmente ganhou fica em desvantagem”. “A ideia deles e o que eles querem, que insistem e que têm batalhado, tanto em Santa Eulália como aqui na Câmara, é introduzirem no executivo da Junta o cabeça de lista de cada partido que está agora na Assembleia, que seria um do Movimento Cívico e um do Partido Socialista”, acrescenta.

A decisão é de avançar para eleições, caso a situação do “bloqueio” não se resolva na reunião de dia 6. “Esta vai ser mesmo a última reunião. Eu prometi, e gosto de cumprir com tudo aquilo que prometo, e é difícil ser juiz em causa própria, e nem o quero ser, mas tudo aquilo que eu tenho dito à população, eu tenho feito, tenho cumprido e logicamente vou cumprir isso”, garante o presidente.

“Na última Assembleia disse que iria fazer a última tentativa, a derradeira tentativa, já depois das Eleições Presidenciais, para a constituição do executivo. Caso me fosse, outra vez, vetada a constituição do executivo, seria a última vez que o faria”, diz ainda José Picado, antes de avançar que tem até já preparado o comunicado “para entregar ao senhor presidente da Câmara a dizer que não há condições políticas para seguir com a junta de freguesia na situação em que está e pedir as eleições”. “O documento está feito”, garante.

Sem executivo e sem Mesa da Assembleia, lembra ainda autarca, está em causa, entre outros, o próprio orçamento da Junta de Freguesia para este ano de 2026, estando o trabalho em prol de Santa Eulália “muito limitado”. “Quem vai sofrer com isso é a população”, lamenta o autarca.

Ainda antes da reunião de dia 6, José Picado vai convocar uma assembleia para “a aprovação da delegação de competências da Junta e de verbas que fazem falta à freguesia para manter e conservar vários edifícios, vários espaços e manter a aldeia funcional”.

A entrevista completa a José Picado sobre o impasse que se vive na Junta de Freguesia de Santa Eulália para ouvir no podcast abaixo:

Elvas volta a caminhar pela paz na manhã do próximo domingo

Elvas volta a caminhar pela paz na manhã deste domingo, 1 de março, numa iniciativa organizada, pelo terceiro ano consecutivo, pelo Núcleo da Liga dos Combatentes e a associação juvenil Arkus.

Com início junto à Capela de Nossa Senhora da Conceição, por volta das 10 horas (com concentração meia hora antes), esta caminhada tem uma extensão de cerca de sete quilómetros e termina no Parque da Piedade. Aos participantes é oferecida uma t-shirt branca, cor que simboliza a paz.

“Nós mobilizamo-nos normalmente por causas, mas neste caso é por valores: o valor da paz, um valor universal. Esta é a terceira caminhada, mas já são quatro anos desde o início da guerra na Ucrânia e estamos também na iminência de outros conflitos. Assim, o principal objetivo é apelar à paz e valorizar a paz”, diz o presidente do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes, o sargento-mor José Miguêns.

Durante o percurso, que será guiado por Paulo Galego, os participantes terão ainda oportunidade de ficar a conhecer alguns aspetos relevantes da história de Elvas. “O Paulo Galego, que nos tem acompanhado desde o início, vai fazer uma abordagem muito ligeira, mas não menos interessante, relativa à ligação que Elvas tem com a vila de Olivença”, adianta José Miguêns.

Para além disso, e como já vem sendo tradição, as Roncas d’Elvas irão animar os participantes com uma breve atuação na Boa-Fé, revela Melanie Carona, da Arkus, que enaltece estas parcerias entre associações para a organização deste tipo de iniciativas: “acho que faz todo o sentido as associações juntarem-se, porque acaba por valorizar um bocadinho mais estas ideias e, obviamente, tudo o que seja para ajudar e que tenha a ver com paz, principalmente no momento que estamos a viver, é muito importante”.

Para esta caminhada, que acaba por unir a atividade física à componente cultural, e para a mensagem associada à iniciativa, a Arkus tem procurado sensibilizar todas as crianças e jovens com quem trabalha diariamente, assim como as respetivas famílias. “É esse o nosso objetivo: é que todos aqueles que convivem e trabalham connosco todos os dias percebam que realmente é uma mensagem importante”, garante Melanie Carona.

Nesta ocasião, a Capela de Nossa Senhora da Conceição vai estar aberta para que quem assim entender possa fazer a sua oração antes da partida para a caminhada. O mesmo acontecerá com o Santuário do Senhor Jesus da Piedade.

As inscrições nesta caminhada, com um custo simbólico de um euro, estão abertas até esta sexta-feira, dia 27 de fevereiro, podendo ser feitas diretamente nas sedes do Núcleo da Liga dos Combatentes ou da Arkus ou por telefone: 963 318 007 ou 926 223 831.

A entrevista completa a José Miguêns e Melanie Carona para ouvir no podcast abaixo:

DECO alerta para o aumento de burlas financeiras e investimentos falsos na internet

A DECO emitiu um alerta sobre a sofisticação crescente de burlas relacionadas com crédito fácil e investimentos em criptoativos, que circulam intensamente nas redes sociais. Estes esquemas seguem padrões específicos, como o pedido de taxas antecipadas para libertação de empréstimos ou a promessa de lucros elevados e sem risco em plataformas falsas, muitas vezes promovidas por influenciadores digitais sem formação ou autorização legal. A associação sublinha que a digitalização facilitou a criação de websites e mensagens personalizadas que induzem os consumidores em erro, tornando difícil distinguir ofertas legítimas de fraudes.

Para garantir a segurança do seu dinheiro, a DECO recomenda que os consumidores verifiquem sempre se a entidade está devidamente registada nas listas oficiais do Banco de Portugal ou da CMVM antes de qualquer transação. As regras de ouro passam por desconfiar de retornos garantidos, evitar ofertas “exclusivas” que surjam por redes sociais e denunciar situações suspeitas às autoridades. A melhor defesa contra estas burlas, que aproveitam a vulnerabilidade económica e a complexidade de novos produtos financeiros, continua a ser a tomada de decisões informadas e o questionamento crítico de propostas que pareçam demasiado vantajosas.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Arkus/Alto Espírito “viaja” até às profundezas do mar no Carnaval Internacional de Elvas

A Arkus/Alto Espírito volta a ser o maior grupo a desfilar no Carnaval Internacional de Elvas. Formado por 211 pessoas, o grupo, liderado por Cláudia Brotas, dedica, desta vez, a sua participação no evento ao mar, através do tema “Alma Azul”.

“Este ano vamos até às profundezas do mar e o grupo intitula-se ‘Alma Azul’: alma porque tem a ver com o nosso grupo, que é bastante coeso, que acompanha o Carnaval já há algum tempo, mantendo sempre quase os mesmos inscritos, tanto que não conseguimos abrir inscrições exatamente por isso, porque as pessoas mantêm-se de ano para ano. Alma por isso, porque é aquilo que nos une, é aquilo que faz as pessoas estarem presentes no grupo de Carnaval. E azul porque é o mar”, justifica Cláudia Brotas.

Sendo o mar habitado por muitas espécies, o grupo, e à semelhança daquilo que já vem sendo tradição, volta a apresentar-se ao público através das mais diversas personagens. “O mar acaba por ser mágico, tem em si várias criaturas marinhas e nós vamos trazer isso cá para cima”, diz a responsável. O destaque vai, entre outros, para uma anémona, “que é muito frágil”, e um polvo, “que é aquele animal que deslumbra”.

Logo na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, na gala coreográfica de apresentação no Coliseu, onde a Arkus/Alto Espírito aposta sempre todas as suas “fichas”, o grupo, mais que divertir, vai procurar passar uma mensagem importante ao público. “Aquilo que se vai passar no Coliseu vai ser um momento de sensibilização”, garante Cláudia Brotas. “Portugal está muito ligado ao mar e então é isso que nós queremos fazer chegar às pessoas. Estamos muito ligados ao mar, o mar é nosso, mas também é da nossa responsabilidade cuidar daquilo que é nosso. E neste momento, e dizem estudos, que em 2050 haverá mais lixo do que peixes. Então nós vamos fazer essa sensibilização no Coliseu, mostrar às pessoas que temos que proteger aquilo que é nosso”, adianta.

Os ensaios do grupo tiveram início apenas em janeiro, mas os trabalhos de preparação começaram no verão passado. A confeção dos fatos esteve a cargo de cinco costureiras, complementado com o trabalho mais focado nos pormenores, como as “quase duas mil pedrinhas” que dão outra vida aos disfarces.

Por outro lado, o grupo continua a prescindir do carro alegórico.  “Nós só precisamos de um carrinho. Este ano arranjámos uma carrinha onde vamos colocar o som, onde colocamos alguns adereços relacionados com o mar, porque gostamos sempre de colocar algumas mensagens nas laterais do carro, algumas mensagens motivacionais”, revela ainda Cláudia Brotas.

Já Raquel Pirota, outra das responsáveis deste grupo de Carnaval, que garante que é “muito fácil” trabalhar com Cláudia Brotas. “Além da criatividade que tem, ela é uma pessoa muito simples e aquilo que parece muito difícil de elaborar, depois, quando se começam a fazer as coisas, não é, porque tudo flui”, assegura.

Relativamente aos ensaios, a responsável da Arkus garante que os elementos do grupo, na sua totalidade, desde o mais pequeno ao mais velho, todos conseguem acompanhar, como se as coreografias fossem fáceis. “Isso é resultado da capacidade da pessoa que está a coordenar o grupo”, remata Raquel Pirota.

A entrevista completa a Cláudia Brotas e Raquel Pirota sobre o grupo de Carnaval da Arkus/Alto Espírito para ouvir no podcast abaixo:

Política local é alvo de sátira do grupo “Sou Filho Único” no Carnaval Internacional de Elvas

O grupo “Sou Filho Único”, formado apenas por homens e jovens, que desfilam sempre em saltos altos, regressa este ano, com a sátira habitual, ao Carnaval Internacional de Elvas.

Sem ensaios, mas com boa disposição e muita animação, o grupo volta a apresentar-se com disfarces diferentes nos três corsos promovidos pela Câmara Municipal. “Nós vamos sempre a improvisar e sempre com dois a três fatos por Carnaval. Os ensaios já estão feitos de uns anos para os outros, porque nós não ensaiamos, não vamos organizados, não temos danças, não temos nada. Temos a diversão, para nos divertirmos e para divertir todos os espectadores”, começa por dizer Nuno Munhão, um dos responsáveis do grupo.

Para Pedro Ortiz, outro dos elementos do grupo, é precisamente os diferentes disfarces que usam nos vários corsos que “desperta nas pessoas um certo interesse” e que faz com “que todos os dias queiram ver” o desfile.

Os temas escolhidos este ano são, em exclusivo, dedicados à política local. “Vamos tentar reproduzir duas ou três personagens da política aqui de Elvas e acho que, este ano, vai bater em força. O pessoal vai gostar quando nos vir chegar, vai identificar logo e vai-se rir um pouco”, garante Pedro Ortiz.

À sua maneira, os elementos do grupo “Sou Filho Único” voltam a integrar a gala coreográfica no Coliseu, numa “aparição curta”. “Cada um dança como quer, mas é sempre uma galhofa para o público”, diz Nuno Munhão, servindo o momento para “desanuviar” das coreografias dos restantes grupos, “muito bem ensaiadas”. “Os grupos fartam-se de treinar e são espetaculares”, diz, por sua vez, Pedro Ortiz, que adianta que, no coliseu, irão apresentar “uma coisita engraçada”. Prometendo assinalar o Dia dos Namorados, celebrado no sábado, 14 de fevereiro, com “pompa e circunstância”, lembrando um “namoro recente”, Ortiz levanta a ponta do véu, dizendo que os elementos do “Sou Filho Único” irão abordar “uma relação de amor muito forte”, de duas pessoas “que fizeram as pazes” depois de terem estado de costas viradas.

À semelhança dos últimos anos, o carro alegórico do grupo, para além de contar com animação a cargo do DJ já residente, será adaptado ao tema escolhido para cada um dos corsos. “Nós dizemos ao Nuno Ezequiel os nossos temas e ele reproduz na íntegra, no carro, de forma espetacular, o que nós queremos fazer. Só que, como levamos sempre um fato diferente todos os dias, do primeiro para o segundo dia e do segundo para o terceiro, temos que alterar o carro, porque tem de ir sempre a ver com aquilo que nós vamos vestir”, diz ainda Pedro Ortiz.

A entrevista completa a Nuno Munhão e Pedro Ortiz sobre a participação do grupo “Sou Filho Único” no Carnaval Internacional de Elvas para ouvir no podcast abaixo:

Ambiente em FM: Dermatose Nodular Contagiosa em grande expansão em França

França enfrenta atualmente uma grave crise sanitária no setor pecuário devido à rápida propagação da Dermatose Nodular Contagiosa (DNC) bovina, uma doença viral que afeta bovinos, zébus e búfalos. José Janela, da Quercus, explica no Ambiente em FM de hoje que a patologia se caracteriza por sintomas como febre alta, lesões cutâneas nodulares e uma quebra acentuada na produção de leite e carne, além de comprometer a qualidade do couro.

Embora o impacto económico e no bem-estar animal seja severo, José Janela, da Quercus, sublinhou que a doença não representa qualquer risco para a saúde pública, uma vez que não se transmite aos seres humanos, seja por contacto direto ou pelo consumo de produtos de origem animal.

A disseminação do vírus ocorre principalmente através de vetores biológicos, nomeadamente insetos hematófagos como moscas e mosquitos que picam os animais. Segundo José Janela, a proximidade entre explorações e as condições climáticas favoráveis à proliferação destes insetos são os principais fatores que facilitam o contágio. A situação em França serve de alerta para a importância da vigilância epidemiológica e do controlo de vetores, demonstrando como as dinâmicas ambientais e a mobilidade de insetos podem colocar em xeque a sustentabilidade da economia rural e a segurança do setor pecuário europeu.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Depois de um interregno, Vila Boim está de regresso ao Carnaval Internacional de Elvas

Vila Boim está de regresso ao Carnaval Internacional de Elvas. Depois de um interregno naquilo que vinham a ser as participações no evento, o grupo, agora dinamizado pela associação Aboim Jovem, é formado por cerca de 90 pessoas, algumas delas até de fora da freguesia.

Em entrevista à Rádio ELVAS, José Santos e Francisco Batista, dois dos responsáveis do grupo, garantem que a vontade, mais que a de regressar ao Carnaval, é a de “ficar”: “o nosso desejo é fazer isto durante vários anos, esperando que corra tudo bem e que toda a gente fique animada”.

“Havia muita gente que andava já com vontade de integrar o grupo de Vila Boim, gente já tinha participado, gente nova que queria participar, na altura, quando nós ainda tínhamos o grupo carnavalesco, só que tivemos aqui uma pequena pausa. Agora, quando retornamos, as pessoas aderiram e aderiram em peso”, garantem.

Explicando que os fatos do grupo são feitos por uma costureira em Lisboa, Francisco Batista avança que o tema escolhido pelo grupo é o “Casino”, por “transmitir glamour, cor, um pouco de suspense e alegria”. “Estivemos reunidos com a costureira, que nos apresentou várias coisas, vários fatos que lá tinha, coisas que já tinham sido feitas em outros anos e que poderiam ser renovadas. Nós gostámos de um dos fatos, que tem a ver com o tema do Carnaval e ficou decidido que seria aquele fato, que é feito por medida e que contém as seguintes cores: vermelho, verde, dourado e preto”, avança um dos responsáveis.

Mas para que o grupo pudesse voltar ao Carnaval, foi necessário investir em novos instrumentos musicais. “Foi um investimento que tivemos que fazer, mas depois, a partir daí, começámos a trabalhar com a banda, começámos a fazer ensaios e as coreografias”, recorda José Santos.

A banda do grupo é coordenada por João Pão Finto, o vice-presidente da Aboim Jovem, e Fábio Carvalho, o tesoureiro. Já as coreografias são da responsabilidade de Ana Anão, Jorge Barrocas, Diana Figueira e Filipa Miguel.

Uma das grandes surpresas do grupo está reservada para a gala de apresentação no Coliseu, onde Vila Boim se apresentará com uma coreografia, em que parte da música “é criada por Inteligência Artificial”. “É algo interessante e que está muito engraçado”, assegura Francisco Batista.

A entrevista completa a José Santos e Francisco Batista sobre o grupo de Carnaval de Vila Boim para ouvir no podcast abaixo:

Banda 14 de Janeiro regressa ao Carnaval Internacional de Elvas de “mão dada” com a Gota d’Arte

Os músicos da Banda 14 de Janeiro juntam-se, nesta edição do Carnaval Internacional de Elvas, à Gota d’Arte.

O convite feito à banda, tendo em conta o tema que o grupo escolheu para este Carnaval – um tema “muito popular, que vai chegar às pessoas” –, surgiu também, revela o presidente da Gota d’Arte, Luís Rosário, por se tratar de uma associação com quem têm vindo, regularmente, a trabalhar.

A verdade é que o maestro da banda, Jorge Grenho, vinha já há alguns anos a juntar-se ao grupo carnavalesco da Gota d’Arte. Desta feita, a parceria acaba por ser “mais vincada”, contando o grupo com mais elementos da filarmónica elvense.

Dizendo que é em conjunto que se consegue fazer algo “mais bonito”, Jorge Grenho lembra que a Banda 14 de Janeiro, no passado, chegou a participar no Carnaval juntamente com o grupo da Azevia, bem como a título individual. “Juntei-me depois à Gota d’Arte, creio que dois, três anos, para tocar com eles, nos anos em que a banda não foi, e este ano surge aqui uma nova versão em que vamos todos juntos levar a alegria e a música à rua”, assegura.

Com esta união da banda à associação artística, o grupo é este ano formado por cerca de 160 elementos. “Temos desde o mais pequenino, que, com nove meses, vai ter uma intervenção no Coliseu, até à volta dos 70 anos. Temos dos mais pequenos aos menos jovens, mas também isso faz sentido, essa junção de gerações e estarmos todos uns com os outros”, avança Luís Rosário.

A par da música tocada ao vivo, com os músicos a fazerem do carro alegórico o seu palco, o grupo conta também com o seu habitual “corpo de baile”. Uma vez mais, as coreografias são da responsabilidade de Margarida Rodrigues.

A Gota d’Arte tem ainda um outro papel neste Carnaval, uma vez que, um ano mais, é a associação responsável por garantir a animação do corso infantil, na sexta-feira, dia 13. Nos dois últimos anos, o desfile das crianças, devido à chuva, teve de se realizar no Coliseu. Esperando que, desta vez, o corso possa sair à rua, Luís Rosário lembra que “ninguém consegue controlar o tempo”, mas que é “muito bonito ver o desfile pelas ruas do centro histórico”. “A nossa animação está preparada para isso, pelo que será sempre uma adaptação se tivermos que fazer no Coliseu. É sempre o plano B que nós devemos ter preparado”, diz ainda o responsável.

A entrevista completa a Luís Rosário e Jorge Grenho sobre o grupo de Carnaval da Gota d’Arte e da Banda 14 de Janeiro para ouvir no podcast abaixo:

Transferências bancárias mais simples e seguras com o SPIN em destaque na rubrica da DECO

O SPIN é uma funcionalidade disponível em todas as instituições bancárias desde setembro de 2024, permitindo a realização de transferências utilizando apenas o número de telemóvel para particulares ou o NIPC para empresas. Esta solução, desenhada para ser universal e abrangente, destaca-se pela sua segurança acrescida, uma vez que confirma o nome do destinatário final antes da conclusão da operação, reduzindo significativamente o risco de fraude e de erros no envio de dinheiro. Segundo as diretrizes do Banco de Portugal, o serviço não tem custos adicionais para o consumidor nem limites ao número de transferências mensais, tornando-se uma alternativa prática aos métodos tradicionais.

Na prática, o funcionamento deste serviço é intuitivo e integrado nos canais digitais dos bancos, como aplicações móveis ou homebanking. Para realizar a operação, basta introduzir o contacto do beneficiário manualmente ou selecioná-lo diretamente da lista telefónica, sendo de seguida apresentado o nome do titular da conta para verificação. É apenas necessário garantir que o destinatário tenha o seu número de telemóvel previamente associado à conta bancária de destino. Esta ferramenta, apoiada pela DECO, promove uma gestão financeira mais ágil e protegida, facilitando o quotidiano de cidadãos e empresas sem a necessidade de partilha de IBAN.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

São Vicente leva o ritmo e o calor do Brasil para o Carnaval Internacional de Elvas

O grupo carnavalesco da freguesia de São Vicente e Ventosa promete levar, este ano, os ritmos quentes do Brasil até ao Carnaval Internacional de Elvas, com o tema “A Magia do Rio”. “É um tema que pode ter duas leituras: a ‘Magia do Rio’ enquanto ‘Rio’, o filme, ou a ‘Magia do Rio”, do Rio de Janeiro”, avança, desde logo, Rúben Ameixa, o responsável do grupo.

À semelhança do ano passado, em que o grupo se apresentou com o tema “Color Party”, os fatos dos figurantes voltam a ser “muito coloridos”, com destaque para o azul, o verde, o amarelo e o vermelho. “Nós achamos que o Carnaval é cor e já que o tempo ultimamente não tem sido benéfico, porque já há dois anos que não conseguimos sair todos os dias à rua, então tentamos que, pelo menos, as cores saiam às ruas nos dias em que nos é possível”, assegura o responsável.

Com cerca de 150 elementos, o grupo é este ano substancialmente maior que o do ano passado. “Tivemos novas entradas, não só de pessoas da freguesia, mas principalmente de gente de freguesias e até de concelhos vizinhos. Claro que a maior parte das pessoas são de São Vicente, mas temos também de Elvas, de Campo Maior, de concelhos do distrito de Évora e de Badajoz”, revela.

Dando conta que este ano o grupo apresentará algumas características de um Carnaval “mais antigo”, Rúben confessa que gostaria que o trabalho de preparação, que arrancou no final de dezembro, se tivesse iniciado mais cedo: “os fatos deste ano obrigaram-nos aqui a uma dinâmica muito diferente, porque vamos tentar trazer um bocadinho daquilo que é o Carnaval antigo de novo ao grupo e isso obrigou-nos a uma ginástica muito grande, a nível de timings, para conseguir cumprir com tudo”.

Apenas com uma costureira ao serviço (Alda Ameixa), Rúben e Patrícia Milhinhos, a outra responsável do grupo, contaram desta vez com uma ajuda importante de vários voluntários que se prontificaram a colaborar com a construção de diversos adereços. Juntamente com Rúben, Liliana Matos volta a assumir a responsabilidade pelas coreografias apresentadas pelo grupo, enquanto a banda é coordenada por Rodrigo Rufo.

Para a gala coreográfica de apresentação dos grupos no Coliseu, no dia 13, o grupo volta a dançar ao som da chamada música de aparelhagem, com grande parte dos elementos da banda a juntarem-se à coreografia que tem vindo a ser preparada para presentear o público.

Para o sucesso do trabalho desenvolvido, Rúben Ameixa agradece o apoio do Município de Elvas, do presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, João Charruadas, e do presidente da Associação Desportiva, Recreativa e Cultural da Juventude de São Vicente e Ventosa, Hélio Roldão. O responsável estende ainda os seus agradecimentos a todos os elementos do grupo, incluindo os responsáveis pela banda e coreografias e a todos aqueles que colaboraram com alguns trabalhos manuais; à mãe, pelo trabalho de confeção dos fatos; e a Nuno Ezequiel e Adelino Moga, pela construção do carro alegórico.

A entrevista completa a Rúben Ameixa sobre o grupo de Carnaval de São Vicente para ouvir no podcast abaixo: