Percurso completo do Roteiro Literário “Levantado do Chão” volta a ser percorrido no final do mês

O percurso completo do Roteiro Literário “Levantado do Chão” volta a ser percorrido entre os dias 27 de fevereiro e 1 de março.

Este roteiro literário interliga os concelhos de Lisboa, Montemor-o-Novo e Évora, através de uma rede de percursos composta por três percursos temáticos, que se dividem em duas Grandes Rotas e três Pequenas Rotas, abrangendo quase 30 pontos de interesse interpretativo sobre a obra “Levantado do Chão”, de José Saramago.

Esta é uma iniciativa que convida os leitores de José Saramago a percorrer os lugares que inspiraram o romance que narra a vida dos lavrenses e dos trabalhadores rurais alentejanos durante o Estado Novo. O objetivo deste roteiro “é dar a conhecer os espaços reais onde ocorrem os episódios mais marcantes do romance, contextualizando a história, a vida dos montemorenses e os acontecimentos sociais e políticos que moldaram a narrativa”, explica Joana Sofio, técnica do projeto “Levantado do Chão”.

Ao longo do percurso, os participantes contactam com 27 pontos de interesse interpretativo, distribuídos por três grandes temas: “a repressão no Alentejo durante a ditadura, a resistência e a luta dos trabalhadores agrícolas e ainda os lugares e pessoas que marcaram a estadia de Saramago em Lavre”.

Durante três dias, esta viagem literária “passa pelo concelho de Montemor-o-Novo, por Santiago do Escoural, São Cristóvão, São Geraldo, Ciborro e Lavre, e também pelas cidades de Lisboa e Évora”. “É uma experiência imersiva, pensada para quem aprecia a literatura, a história, o património e, naturalmente, a obra de José Saramago. O roteiro destina-se a todos os leitores e curiosos que desejem compreender melhor o contexto da obra e viver uma aproximação única ao universo saramaguiano no Alentejo”, diz ainda a responsável.

Os interessados em participar devem realizar a sua inscrição através do e-mail apoio@josesaramago.org, onde também podem obter todas as informações e garantir a reserva para “esta viagem literária inesquecível”.

Banda 14 de Janeiro regressa ao Carnaval Internacional de Elvas de “mão dada” com a Gota d’Arte

Os músicos da Banda 14 de Janeiro juntam-se, nesta edição do Carnaval Internacional de Elvas, à Gota d’Arte.

O convite feito à banda, tendo em conta o tema que o grupo escolheu para este Carnaval – um tema “muito popular, que vai chegar às pessoas” –, surgiu também, revela o presidente da Gota d’Arte, Luís Rosário, por se tratar de uma associação com quem têm vindo, regularmente, a trabalhar.

A verdade é que o maestro da banda, Jorge Grenho, vinha já há alguns anos a juntar-se ao grupo carnavalesco da Gota d’Arte. Desta feita, a parceria acaba por ser “mais vincada”, contando o grupo com mais elementos da filarmónica elvense.

Dizendo que é em conjunto que se consegue fazer algo “mais bonito”, Jorge Grenho lembra que a Banda 14 de Janeiro, no passado, chegou a participar no Carnaval juntamente com o grupo da Azevia, bem como a título individual. “Juntei-me depois à Gota d’Arte, creio que dois, três anos, para tocar com eles, nos anos em que a banda não foi, e este ano surge aqui uma nova versão em que vamos todos juntos levar a alegria e a música à rua”, assegura.

Com esta união da banda à associação artística, o grupo é este ano formado por cerca de 160 elementos. “Temos desde o mais pequenino, que, com nove meses, vai ter uma intervenção no Coliseu, até à volta dos 70 anos. Temos dos mais pequenos aos menos jovens, mas também isso faz sentido, essa junção de gerações e estarmos todos uns com os outros”, avança Luís Rosário.

A par da música tocada ao vivo, com os músicos a fazerem do carro alegórico o seu palco, o grupo conta também com o seu habitual “corpo de baile”. Uma vez mais, as coreografias são da responsabilidade de Margarida Rodrigues.

A Gota d’Arte tem ainda um outro papel neste Carnaval, uma vez que, um ano mais, é a associação responsável por garantir a animação do corso infantil, na sexta-feira, dia 13. Nos dois últimos anos, o desfile das crianças, devido à chuva, teve de se realizar no Coliseu. Esperando que, desta vez, o corso possa sair à rua, Luís Rosário lembra que “ninguém consegue controlar o tempo”, mas que é “muito bonito ver o desfile pelas ruas do centro histórico”. “A nossa animação está preparada para isso, pelo que será sempre uma adaptação se tivermos que fazer no Coliseu. É sempre o plano B que nós devemos ter preparado”, diz ainda o responsável.

A entrevista completa a Luís Rosário e Jorge Grenho sobre o grupo de Carnaval da Gota d’Arte e da Banda 14 de Janeiro para ouvir no podcast abaixo:

“Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica” para visitar até 12 de abril no espaço.arte

O espaço.arte, em Campo Maior, acolhe até 12 de abril, a exposição “Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica”, da autoria de Luís Caraças.

A mostra apresenta, na galeria municipal da vila, através de um conjunto de imagens, o território através da técnica da fotografia estereoscópica, criando uma experiência visual imersiva e diferenciadora sobre o quotidiano de Campo Maior. De acordo com o autor, neto de um antigo fotógrafo amador campomaiorense, esta exposição surge na sequência de um livro que editou com imagens captadas pelo seu avô: a obra “Campo Maior a Preto e Branco”, que retrata a vila entre os anos 20 e 50.

Detentor do espólio do seu avô e depois de uma recolha que fez em Campo Maior, em termos de “material socialmente gráfico”, Luís Caraças, também ele natural do concelho, considerou que seria interessante apresentar “uma exposição diferente de uma exposição tradicional de fotografia”. Esta é uma exposição que apresenta “fotografia estereoscópica, que é uma questão diferente, que muita gente desconhece, que existiu e que está na base do que hoje conhecemos como a fotografia digital 3D e tudo o que está à volta dela”.

A exposição reúne um total de 38 imagens, sendo que a par das do seu avô, que acabou tornar estereoscópicas, Luís Caraças apresenta também nesta mostra fotografias de dois outros fotógrafos, depois de ter conseguido recolher vários negativos.

Os temas apresentados nesta exposição, e que mostram “pequenos pedaços da história” de Campo Maior, vão desde as muralhas, às procissões e aos eventos, entre o século XIX e 2025, ano em que se realizou a última edição das Festas do Povo.

Um dos principais objetivos da mostra é dar a conhecer “às pessoas, aos interessados e à população escolar o que é a estereoscopia”. A estereoscopia, adianta Luís Caraças, “é uma coisa que vai além da fotografia normal”. “Ao contrário da fotografia plana, provoca no observador uma sensibilidade de presença, como se o espaço representado se abrisse à sua frente. No momento em que as duas imagens se fundem numa só, simulam o nosso olhar, os planos afastam-se, os objetos ganham volume e a distância entre os elementos torna-se subitamente mensurável”, esclarece.

As fotografias em exposição têm de ser visualizadas com uns óculos próprios, entregues aos visitantes à entrada do espaço.arte. “Cada uma das imagens tem uma legenda, um pequeno troço com uma explicação histórica, em resumo. Portanto, não se fica apenas por contemplar a fotografia. Além de contemplar a fotografia com a profundidade que ela nos dá, ainda tem uma nota histórica relacionada com o que estamos a ver”, remata Luís Caraças.

Eleições: portugueses são chamados às urnas para escolher o novo Presidente da República

Os portugueses são este domingo, 8 de fevereiro, chamados a votar na segunda volta das eleições presidenciais, que colocam frente a frente António José Seguro e André Ventura.

Ainda que muito se tenha falado sobre a possibilidade de um adiamento das eleições, a nível nacional, devido à destruição provocada pelas depressões da última semana, a lei não o permite. Tal só seria possível se o país estivesse numa situação de emergência.

Ainda assim, a ida às urnas foi adiada para o próximo domingo em concelhos fortemente afetados pelo mau tempo, como Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos, Pombal e Golegã.

Por outro lado, em alguns municípios, os locais de voto foram alterados, tendo em conta os estragos causados pelo mau tempo nos edifícios onde iriam decorrer as votações, que têm início às 8 horas e terminam às 19 horas.

Nesse sentido, os eleitores podem confirmar o seu local de voto através do número 3838 ou em www.recenseamento.mai.gov.pt.  

Os resultados do escrutínio provisório serão divulgados a partir das 20 horas.

Município de Campo Maior decreta três dias de Luto Municipal pela morte de Valter Canastreiro

O Município de Campo Maior decretou três dias de Luto Municipal, nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro, pelo falecimento de José Valter Cunha Canastreiro, Bombeiro da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, que morreu no cumprimento do seu dever. Em comunicado, a autarquia sublinha que a sua dedicação à comunidade campomaiorense ao longo de toda a vida, quer enquanto bombeiro quer como militar da GNR, será sempre recordada e constitui motivo de reconhecimento e gratidão.

Nesta hora de profundo pesar, o Executivo Municipal e a Assembleia Municipal manifestam as mais sentidas condolências à família, aos amigos e à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, destacando o exemplo de serviço público e de coragem de Valter Canastreiro.

Elvas com diversas ocorrências devido ao mau tempo

A passagem da tempestade Kristin pelo concelho, aliada à precipitação intensa que se tem feito sentir nos últimos dias, provocou diversas ocorrências, nomeadamente relacionadas com a acumulação de resíduos, obstrução de linhas de água e pequenos danos no espaço público.

Perante esta situação, os serviços municipais estiveram no terreno ao longo de toda a semana, desenvolvendo trabalhos de limpeza, desobstrução e reposição da normalidade, garantindo a segurança de pessoas e bens e minimizando os impactos das condições meteorológicas adversas.

As equipas municipais têm vindo a atuar de forma contínua e coordenada, respondendo prontamente a todas as solicitações recebidas, ao mesmo tempo que preparam preventivamente os próximos dias, tendo em conta as previsões que apontam para a manutenção de instabilidade meteorológica.

O Município destaca o empenho, a dedicação e o sentido de missão dos funcionários municipais, cujo esforço tem sido determinante para assegurar uma resposta eficaz às ocorrências registadas e para manter o normal funcionamento do concelho, mesmo em contexto de condições climatéricas exigentes.

A autarquia continuará a acompanhar a evolução da situação, apelando à população para que adote comportamentos preventivos e reporte qualquer ocorrência através dos canais habituais.

Campo Maior de luto pela morte do bombeiro Valter Canastreiro em serviço

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o Ministério da Administração Interna manifestaram o seu profundo pesar pelo falecimento de José Valter Cunha Canastreiro, bombeiro de 3.ª da corporação de Campo Maior. O operacional, que era também militar da GNR, perdeu a vida no cumprimento do dever, enquanto prestava apoio às populações afetadas pelas fortes intempéries que assolam a região. Descrito como um exemplo de abnegação e coragem, Valter Canastreiro é lembrado pela sua total dedicação à causa pública e pelo espírito de missão que demonstrou tanto na vida militar como no serviço voluntário.

A Câmara Municipal de Campo Maior e o Corpo de Bombeiros Voluntários local uniram-se nas condolências, sublinhando a perda irreparável de um homem que dedicou a vida à proteção de pessoas e bens. Em comunicado, a corporação destacou que a sua entrega e espírito de sacrifício permanecerão na memória de todos os colegas. O Governo endereçou igualmente mensagens de solidariedade à família, amigos e às duas instituições que o bombeiro servia, reafirmando o reconhecimento pelo serviço prestado à comunidade mesmo em situações de extremo risco.

Bombeiro de Campo Maior morre durante operação de socorro junto ao rio Caia

Um bombeiro de Campo Maior faleceu ao início da tarde deste sábado, junto ao rio Caia, na zona limítrofe entre os concelhos de Elvas e Campo Maior. O operacional encontrava-se numa missão de auxílio a famílias que estavam isoladas há mais de 48 horas devido à subida do nível das águas do rio.

Segundo a Rádio ELVAS/Rádio Campo Maior apurou, o bombeiro terá tentado atravessar, a pé, uma zona alagada quando caiu numa área mais profunda, ficando totalmente submerso. Apesar do rápido socorro prestado pelos próprios companheiros e da intervenção da VMER e da GNR, o óbito acabou por ser declarado no local.

O bombeiro, pertencente à corporação de Campo Maior, era também militar da GNR.

Campo Maior: autoridades tentam desviar curso da água para evitar males maiores na zona do Largo do Barata

Imagem: Joaquim Folgado

Em Campo Maior tenta-se, este sábado, 7 de fevereiro, a todo o custo, desviar o curso da água na zona da Fonte Nova, para que esta não chegue, em grandes quantidades, ao Largo do Barata, uma das zonas baixas da vila.

Os trabalhos envolvem os serviços municipais, Proteção Civil e Bombeiros de Campo Maior, que procuram fazer face à muita chuva que caiu nas últimas horas.

A preocupação é grande, até porque em dezembro de 2022 o Largo do Barata e a Rua da Lagoa foram fortemente afetados, com várias casas inundadas, algumas delas com lama e água até ao teto.