Oliventinos cruzam o Guadiana para passar o dia na Ajuda portuguesa

A zona da Ajuda não atrai apenas quem escolhe acampar durante toda a quadra; é também o destino de eleição para muitos que atravessam a fronteira apenas para passar o dia em família. Entre os visitantes, destaca-se um grupo vindo de Olivença, aproveitando os dias de festividade em Espanha para desfrutar das margens do rio.

“A gente não tem férias, só tem hoje e amanhã. Vimos aqui passar o dia com a família porque, como não trabalhamos, aproveitamos a oportunidade”, explicou um dos visitantes oliventinos, sublinhando que Olivença fica alí ao lado, o que facilita estas deslocações. A escolha do local não é por acaso, sendo elogiado pela facilidade de acessos e pela hospitalidade: “Aqui está-se bem, o caminho para o carro é bom e é um bom sítio para estar”.

O grupo, que varia habitualmente entre as cinco e mais pessoas, mantém vivo o espírito da confraternização ibérica através da comida e da bebida. “Comemos de tudo: carne, omeletes… estamos a fazer um bocado de lume para assar a carne e acompanhar com uma “cervejinha” e um vinho”, referiu o entrevistado, que transporta tudo o que é necessário numa geleira para garantir a frescura dos produtos durante o dia.

A ligação à margem portuguesa do Guadiana é, para muitos destes oliventinos, profunda e geracional. “Conheço isto desde sempre. O meu pai é de Elvas, tenho família aí e, por isso, estamos habituados a vir aqui”, concluiu, demonstrando que a Ajuda continua a ser um ponto de união onde as raízes familiares superam as divisões geográficas, especialmente durante a celebração da Páscoa.

Campo Maior despede-se da romaria da Enxara em dia de celebração do feriado municipal

Em feriado municipal, os campomaiorenses despedem-se esta segunda-feira, 6 de abril, ao final do dia, de mais uma edição da tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara.

Estes têm sido dias de muito convívio, com miúdos e graúdos a desfrutarem do bom tempo, sempre em plena harmonia com a natureza.

Rodrigo Carrilho, jovem que confessa gostar muito de passar estes dias na Enxara, revela que ruma até à zona da ermida com a família quase desde que nasceu, há já 18 anos. Ainda que outros jovens prefiram acampar com os respetivos grupos de amigos, para Rodrigo, viver a Páscoa no campo só faz sentido ao lado da família. Ainda assim, revela que estes dias são passados também de acampamento em acampamento, em convívio com os outros campistas.

Defensor desta tradição, e para que, de hoje para amanhã, não venha a morrer, Rodrigo garante que esta será transmitida por si, no futuro, quando for pai, aos seus filhos. “Passando sempre de geração em geração, de pais para filhos, de avós para netos, esta tradição nunca irá morrer, pois isto é muito importante para as gentes de Campo Maior”, diz ainda.

Desta feita, e face ao ano passado, mais gente quis estar no campo por esta altura: “Este ano o tempo ajudou muito, então o pessoal também decidiu vir acampar. No ano passado esteve um bocado mais vazio devido à chuva, mas este ano, sim, o pessoal decidiu vir acampar e acho que é excelente vir passar aqui estes dias no campo com a família e amigos, a beber e a comer”, remata Rodrigo. A festa termina na tarde desta segunda-feira, com missa seguida de procissão, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara.

Elvas: eucaristia e procissão esta segunda-feira à tarde na Capela da Ajuda

Amanhã, em Segunda-feira de Páscoa, 6 de abril, pelas 16 horas, realiza-se a já habitual eucaristia, na Capela da Ajuda, em Elvas, seguida de procissão.

De acordo com o padre Ricardo Lameira, esta é uma tradição que ao século XVI. “Porém, já no século V se falava um pouco disto. Apesar de não estar nos Evangelhos, os santos e os grandes mestres da vida espiritual acreditavam que Jesus Cristo, depois de ter ressuscitado, antes de aparecer à Maria Madalena, apareceu à mãe”, adianta.

“Se Maria teve que sofrer tudo por amor da humanidade e manter-se firme e de pé, então a Igreja acredita, não sendo nenhum dogma, logicamente, tendo raízes na Bíblia, apenas na devoção popular, que Jesus apareceu, depois de ressuscitar, a Nossa Senhora. Foi a partir daí que apareceu aquela que é a antífona própria de Nossa Senhora do Tempo da Páscoa”, explica o pároco.

Esperando que muitos se juntem a esta celebração, o pároco lembra ainda que a Páscoa é celebrada durante os próximos oito dias da mesma forma que o é neste domingo.

A organização destas cerimónias religiosas é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.

Padre Ricardo Lameira apela ao fim da “guerra das palavras” em Domingo de Páscoa

Neste Domingo de Páscoa, em que se celebra a ressurreição de Jesus Cristo, o padre Ricardo Lameira defende que ninguém se pode ficar pelas celebrações e apela ao fim da “guerra das palavras”.

“A celebração tem que ter um sentido. Quando eu olho para Cristo e quando eu me ajoelho aos pés do Crucificado, eu tenho que pensar que me estou a pôr aos pés também de todo o povo que sofre. E são tantos povos a sofrer neste momento. Não há quase um país que não tenha uma guerra”, diz o pároco.

Se noutros países se vivem “guerras de armas”, em Portugal, diz Ricardo Lameira, enfrentam-se “guerras de palavras”. “Não há nada que ninguém faça que não seja descortinado: descortinado por todos e criticado por muitos. E este não é o sentido, nem humano nem cristão. Por isso o Papa Leão XIV, neste ano, sugeriu que o grande sacrifício da Páscoa, da Quaresma, fosse o jejum das palavras ferozes, que é muito difícil, mas é muito mais edificante do que não comer doces ou não beber café”.

“É este o sentido sempre novo, mas também sempre antigo da Páscoa e das celebrações da Semana Santa. É preciso meter as mãos no coração de Cristo, nas chagas de Cristo, nas chagas dos homens. E aí sim, celebraremos a nossa Páscoa com Cristo”, remata o padre.

Fanan Brás celebra 37 anos de tradição em acampamento de família na Ajuda durante a Páscoa

Entre as várias tendas que pontuam as margens da Ajuda, a presença de Fanan Brás é já uma visita habitual para a nossa reportagem. Este ano, o campista celebra uma marca impressionante: “Já são 37 anos que fiz este ano, graças a Deus. A minha filha tinha 20 dias quando ela veio para aqui pela primeira vez”, recorda com orgulho, sublinhando que o objetivo é chegar aos 40 anos de tradição antes de deixar o “testemunho aos mais novos”.

O acampamento, que reúne entre seis a sete famílias, totaliza cerca de 25 pessoas que ali permanecem até à próxima segunda-feira. A estrutura é composta por cinco tendas e duas barracas de grandes dimensões, equipadas com tudo o que é necessário para o conforto do grupo. “Temos geradores por causa da arca e do frigorífico, para ter umas luzes à noite e música com duas colunas de som”, explica Fanan Brás, que faz questão de levar a sua própria lenha, “não corto árvore nenhuma do campo, respeito sempre”, para garantir o aquecimento e as brasas para os cozinhados sem depender de terceiros.

A ementa segue tradições familiares rigorosas, começando com a clássica sardinhada de sexta-feira. “Amanhã (sexta) é sardinhada e pimentos, é a minha tradição, não pode comer carne. Para quem não gosta, temos um “arrozinho” de marisco”, revela o campista. Para o domingo de Páscoa, o prato principal é o borrego assado, acompanhado por espargos, enquanto nos restantes dias imperam os grelhados e os convívios pela noite dentro. “O ambiente aqui é impecável, somos uns para os outros e estamos sempre prontos a emprestar o que faz falta aos vizinhos”, conclui, reforçando o espírito de camaradagem que se vive neste retiro pascal.

Maria de Fátima Magalhães: “Deus trouxe ao mundo a lição do amor e da paz, que teimamos ainda em não entender”

Celebra-se hoje, 5 de abril, a Páscoa, uma das festas cristãs mais importantes do ano. Se no Natal é celebrada a vinda de Jesus ao mundo, para reconciliar as pessoas com Deus, na Páscoa celebra-se o milagre da sua ressurreição, depois de condenado à morte e crucificado.  

Lembrando a mensagem de amor e de paz de Jesus Cristo, a irmã Maria de Fátima Magalhães assegura que os cristãos adoram “um Deus vivo e não um Deus morto”; “um Deus que nos pede que impliquemos a nossa vida na mensagem que Ele nos deixou: uma mensagem de paz, de solidariedade, de amor a Deus e ao próximo e de implicação da vida por um mundo melhor”. Esta, garante, é a mensagem da Páscoa,

Defendendo que o mundo “pode ser melhor” de todos assim quiserem, Maria de Fátima Magalhães assegura que “Deus vem ao mundo para dar vida, e vida em abundância, para que sejamos felizes”.

“Desejo uma Santa Páscoa a todos, imbuída deste espírito da morte e ressurreição de Jesus: alguém que, antes que eu amasse, deu a vida por mim. Quando eu era pecadora, deu a vida por mim e jamais desistirá de mim e estará sempre comigo. Quaisquer que sejam os caminhos por onde eu passar, Ele está sempre comigo, está sempre disposto a perdoar. Deus só sabe amar e só trouxe uma lição ao mundo: a lição do amor, a lição de paz, que teimamos ainda em não entender”, remata a irmã.

Amigos de Elvas e Campo Maior cumprem tradição de Páscoa na Ajuda com petiscos e convívio

As margens do Rio Guadiana, na zona da Ajuda, voltaram a encher-se de vida e tendas para a celebração da Páscoa. Um grupo de cerca de 20 pessoas, que reúne residentes de Elvas e “vizinhos” de Campo Maior, escolheu este local emblemático para passar os dias festivos em acampamento, aproveitando a tolerância de ponto e o descanso prolongado até segunda-feira. “Somos à volta de 20 pessoas. Temos alguns colegas de Campo Maior que este ano fugiram de Altura e vieram aqui passar a Páscoa connosco”, explicou Célia Gago, uma das dinamizadoras do convívio, sublinhando que a logística foi montada logo na quinta-feira para garantir que, a partir de sexta, o único foco seja o lazer.

A organização do acampamento conta com uma tenda por casal e todo o apoio necessário para o conforto do grupo. “Hoje trabalhamos todos e a partir de amanhã já é para descansarmos. Temos um gerador para a luz e para manter a arca fresca, porque 20 pessoas a beber é fácil”, referiu Célia entre risos, destacando que trouxeram todo o material de uma só vez para evitar deslocações constantes. O local, já habitual para estes campistas, foi escolhido pela tranquilidade e pela proximidade à estrada, o que permite manter o contacto visual com quem circula na zona: “É um sítio calmo, temos aqui a estrada ao pé e vimos passar as pessoas”.

No que toca à gastronomia, o grupo não abdica das raízes alentejanas e preparou um menu recheado para os vários dias de estadia. “Para o domingo temos o tradicional “assadozinho” de borrego, ensopado e grelhados. Vamos fazer também umas “migazinhas” com entrecosto e umas “omeletazinhas” de espargos, que os homens ainda irão apanhá-los”, revelou a campista, acrescentando que alguns elementos do grupo ainda tentam a sua sorte com as “canazitas de pesca” no rio. A ementa farta é acompanhada por momentos de animação planeados para todas as idades, incluindo jogos de tabuleiro, cartas e até a presença de um DJ para animar as visitas de amigos que passam pelo acampamento para “beber uma cervejinha”.

Mesmo que as temperaturas baixem durante a noite, o grupo garante estar preparado para o frio. “Se estiver a noite um bocadinho mais fresca, temos aqui uma tenda boa para a gente se abrigar, muita lenha e uns chupitos para aquecer o pessoal”, afirmou Célia Gago, evidenciando o espírito de entreajuda e boa disposição que caracteriza este acampamento na Ajuda. O convívio deverá prolongar-se até segunda-feira, aproveitando o dia de feriado local em Campo Maior e a folga geral para carregar baterias antes do regresso à rotina. Este ano há t-shirts para comemorar a data, mas quando estivemos na Ajuda ainda não tinham chegado. Até segunda-feira, a animação dos elvenses e convidados faz-se na margens do Guadiana, na Ajuda.

Comer borrego no campo em Domingo de Páscoa: tradição ainda se cumpre entre algumas famílias de Campo Maior

A romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara, que chega esta segunda-feira, 6 de abril ao fim, conta, neste Domingo de Páscoa, com momentos de muita animação: uma garraiada, durante a tarde, e um baile, à noite, com os Bellota Trompetera.

Para quem faz, por estes dias, do campo a sua segunda habitação, o importante é conviver e desfrutar do ar puro do campo.

Fátima Fonseca, que revela que o marido, sendo elvense, gosta tanto ou mais do que ela destes dias na Exanra, cumpre a tradição de se mudar de “armas e bagagens” para junto da ermida, por esta altura do ano, desde sempre. “Há 56 anos, que é a idade que eu tenho: toda a vida viemos para aqui nesta semana”, garante.

Quando questionada sobre aquilo que acabou por ter de levar para o campo, para poder, com a família, passar estes dias da melhor forma possível, Fátima garante levar basicamente tudo aquilo que tem em sua casa: “temos máquina de café, fogão, braseiras debaixo das mesas, para não termos frio à noite, temos camas, temos lençóis, temos casa de banho, temos tudo”.

Hoje, e como manda a tradição, o borrego não falta à mesa da família de Fátima, confeccionado até das mais diversas formas possíveis: caldeirada, ensopado e assado de borrego. “O borrego é o que sabe bem no domingo de Páscoa”, garante.

Pedro Inocêncio lança “Nada Acontece Por Acaso”

“Nada Acontece Por Acaso” é a eletrizante sequela de Tudo Acontece Por Uma Razão, da autoria de Pedro Inocêncio. Com a mesma energia que conquistou milhares de leitores, o autor transporta os leitores, uma vez mais, a uma montanha-russa de emoções, mistério e revelações inesperadas.

Com uma escrita ágil e uma narrativa de ritmo frenético, Pedro Inocêncio mantém o leitor em suspense, transportando-o para o centro da ação onde nada é o que parece. 

Revista “O Escanção” distingue excelente qualidade dos azeites da Adega Mayor

A Adega Mayor acaba de ser distinguida pela revista O Escanção, a publicação da Associação dos Escanções de Portugal, com classificações de 90 e 91 pontos atribuídas aos azeites Virgem Extra e Flor de Sal & Louro, respetivamente. Estas distinções são a validação do caminho consistente que a Adega Mayor tem vindo a trilhar na produção de azeite de elevada qualidade.

O reconhecimento surge num momento particularmente relevante, em que o azeite se afirma como uma aposta estratégica da Adega Mayor, que vai para além dos vinhos. Para a marca, reforçar este posicionamento constitui uma evolução natural, refletindo a identidade e a autenticidade do Alto Alentejo, projetando o que de melhor se faz no nosso país.

A Adega Mayor conta com cerca de 70 hectares de olival, complementados por parcerias locais que fortalecem a ligação ao território e à tradição olivícola que marca gerações. Este reconhecimento representa um incentivo renovado para continuar a elevar a qualidade dos produtos e honrar a herança de Campo Maior — terra onde a cultura do azeite tem um papel histórico, bem ilustrado pelo Lagar-Museu do Palácio Visconde d’Olivã.

Produzida em Campo Maior, a partir de um processo cuidado e com origem em olivais criteriosamente selecionados, a gama Seleção Mayor reúne tradição, sofisticação e sabor à mesa. Como tempero, complemento ou ingrediente principal, os azeites Adega Mayor destacam-se pela capacidade de elevar a experiência gastronómica.