Elvas recria história militar do século XVIII em homenagem ao Conde de Lippe

Elvas recebe este fim-de-semana uma recriação histórica dedicada ao Conde de Schaumburg-Lippe, figura determinante na modernização das defesas da cidade. A iniciativa teve início este sábado, 11 de abril, com uma cerimónia na Praça da República e uma receção oficial no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

O evento conta com a participação do regimento alemão Graf Wilhelm der Weckbatterie, que traz figurantes trajados a rigor, e de uma comitiva oficial de Bückeburg, cidade alemã geminada com Elvas desde 2024 e terra natal do Conde que projetou o icónico Forte da Graça.

A programação prossegue amanhã domingo, dia 12, com um segundo momento alto agendado para as 11h30 no Forte da Graça, monumento que o Conde de Lippe começou a edificar em 1763. Através da recriação de episódios militares e ambientes da época, o público é convidado a mergulhar no legado estratégico de Elvas e a compreender a importância do Conde na proteção do reino português. A presença de entidades como o presidente de Bückeburg, Axel Wohlgemuth, reforça os laços de cooperação e amizade entre as duas localidades, celebrando uma história comum que moldou o património mundial da cidade.

Luís Pedras mergulha nas profundezas da natureza humana com obra poética “Silêncio Ensurdecedor II

O elvense Luís Pedras lançou, recentemente, o segundo volume da obra de poética “Silêncio Ensurdecedor”: uma obra introspetiva que mergulha nas profundezas da natureza humana, explorando emoções, sonhos, contradições e forças universais como o amor, a verdade, a mentira e a liberdade.

Uma das grandes novidades deste livro, face ao primeiro volume, prende-se com o facto de estar escrito em quatro línguas diferentes: português, castelhano, inglês e mandarim.

Descrevendo a obra como “uma metáfora muito eloquente sobre a natureza humana”, Luís Pedras revela que, ao longo das páginas deste livro, fala “das vicissitudes, dos defeitos, da verdade, dos elementos fundamentais da criação do mundo, do universo e de todos os seres sencientes”, abordando também as tríades cristã, grega e hindu.

Com “muita aceitação” até ao momento, segundo o autor, “Silêncio Ensurdecedor II”, lançado com a chancela da Chiado Books, encontra-se à venda “em praticamente todo o país: na Bertrand, na Fnac, na Sonae, por esses supermercados todos e também nas livrarias mais importantes”.

A obra, que está disponível também em versão e-book, será entretanto lançada no Brasil. “Se atingir aqui algumas vendas mais importantes, vai ter uma edição mesmo só em castelhano”, adianta Luís Pedras. A 5 de junho, o autor elvense estará na Feira do Livro de Lisboa para apresentar a obra e para uma sessão de autógrafos.

“Silêncio Ensurdecedor II” foi lançado, em Elvas, mais precisamente na Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo, a 21 de março, em Dia Mundial da Poesia.

Luís Caraças encontra-se com alunos de Campo Maior no espaço.arte para uma “Conversa de Artista”

Luís Caraças, autor da exposição “Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica”, vai estar no espaço.arte, na tarde do próximo dia 24, para uma conversa de artista com alunos da Escola Secundária da vila. Esta será, para os estudantes, uma oportunidade de descobrir mais sobre a estereoscopia e sobre os trabalhos expostos.

A mostra em questão apresenta, na galeria municipal da vila, desde janeiro, através de um conjunto de imagens, o território através da técnica da fotografia estereoscópica, criando uma experiência visual imersiva e diferenciadora sobre o quotidiano de Campo Maior. De acordo com o autor, neto de um antigo fotógrafo amador campomaiorense, esta exposição surgiu na sequência de um livro que editou com imagens captadas pelo seu avô: a obra “Campo Maior a Preto e Branco”, que retrata a vila entre os anos 20 e 50.

Detentor do espólio do seu avô e depois de uma recolha que fez em Campo Maior, em termos de “material socialmente gráfico”, Luís Caraças, também ele natural do concelho, considerou que seria interessante apresentar “uma exposição diferente de uma exposição tradicional de fotografia”. Esta é uma exposição que apresenta “fotografia estereoscópica, que é uma questão diferente, que muita gente desconhece, que existiu e que está na base do que hoje conhecemos como a fotografia digital 3D e tudo o que está à volta dela”.

A exposição reúne um total de 38 imagens, sendo que a par das do seu avô, que acabou tornar estereoscópicas, Luís Caraças apresenta também nesta mostra fotografias de dois outros fotógrafos, depois de ter conseguido recolher vários negativos.

Os temas apresentados nesta exposição, e que mostram “pequenos pedaços da história” de Campo Maior, vão desde as muralhas, às procissões e aos eventos, entre o século XIX e 2025, ano em que se realizou a última edição das Festas do Povo.

Um dos principais objetivos da mostra é dar a conhecer “às pessoas, aos interessados e à população escolar o que é a estereoscopia”. A estereoscopia, adianta Luís Caraças, “é uma coisa que vai além da fotografia normal”. “Ao contrário da fotografia plana, provoca no observador uma sensibilidade de presença, como se o espaço representado se abrisse à sua frente. No momento em que as duas imagens se fundem numa só, simulam o nosso olhar, os planos afastam-se, os objetos ganham volume e a distância entre os elementos torna-se subitamente mensurável”, esclarece.

As fotografias em exposição têm de ser visualizadas com uns óculos próprios, entregues aos visitantes à entrada do espaço.arte. “Cada uma das imagens tem uma legenda, um pequeno troço com uma explicação histórica, em resumo. Portanto, não se fica apenas por contemplar a fotografia. Além de contemplar a fotografia com a profundidade que ela nos dá, ainda tem uma nota histórica relacionada com o que estamos a ver”, remata Luís Caraças.

ULS Alto Alentejo conclui 30.º Curso de Auditoria Clínica com resultados de elevado impacto estratégico

A ULS Alto Alentejo concluiu o 30.º Curso de Auditoria Clínica, uma formação que reforça a aposta contínua da instituição na Segurança do Doente e na Qualidade em Saúde.

De acordo com o Enfermeiro Fernando Barroso – Diretor do Serviço de Gestão da Qualidade da ULS Arrábida, presidente da Comissão da Qualidade e Segurança do Doente e coordenador desta formação, as auditorias realizadas e “o trabalho desenvolvido pelos formandos revelou-se de elevada qualidade, traduzindo-se num produto final com claro valor estratégico para a ULS Alto Alentejo”. O responsável destaca que o percurso formativo foi particularmente gratificante e que os resultados alcançados contribuirão de forma significativa para a consolidação das práticas de qualidade e segurança clínica na instituição.

A realização deste reforça o compromisso da ULS Alto Alentejo com a melhoria contínua dos cuidados de saúde prestados à população, através da capacitação dos seus profissionais e da promoção de uma cultura organizacional orientada para a qualidade, a segurança e a excelência clínica.

Férias da Páscoa em Campo Maior com atividades educativas e apoio às famílias

O Município de Campo Maior, em parceria com o Agrupamento de Escolas, voltou a promover, nesta pausa letiva da Páscoa, um conjunto de atividades de animação para as crianças do ensino pré-escolar, numa iniciativa de apoio à família.

A iniciativa teve lugar no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro (CERN), proporcionando aos pais uma solução para deixar os seus educandos durante as férias, enquanto as crianças beneficiaram de um programa diversificado com atividades desportivas, recreativas e culturais.

No último dia das atividades, a vereadora Paula Jangita marcou presença no CERN, onde partilhou momentos de convívio com as crianças.

Terena volta a celebrar Nossa Senhora da Boa Nova com cinco dias de festa

A vila de Terena, no concelho de Alandroal, volta a celebrar Nossa Senhora da Boa Nova, com as suas tradicionais festas dos Prazeres, entre esta sexta-feira e terça-feira, de 10 a 14 de abril.

A romaria acontece sempre no fim de semana seguinte à Páscoa, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, o mais antigo do país a sul do Rio Tejo e classificado Monumento Nacional desde 1910.

O evento, promovido pela Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova, com o apoio das mais diversas entidades, com destaque para a Câmara Municipal de Alandroal e a Junta de Freguesia de Terena, contempla um vasto programa, onde se incluem as mais diversas cerimónias religiosas e várias atividades pagãs, como espetáculos musicais.

“Os dias mais consagrados à Senhora da Boa Nova serão o domingo e a segunda-feira, que é o feriado municipal do concelho de Alandroal. Já no dia da abertura, sexta-feira, temos o grande concerto dos Vizinhos, uma banda muito conhecida na atualidade, e no sábado temos o Miguel Gameiro com os Pólo Norte”, refere desde logo o juiz da Confraria, Nuno Pereira.

Do programa da festa fazem também parte garraiadas, atuações de DJs, uma noite de fados e arruadas com bandas filarmónicas. “As bandas também têm aqui um papel muito importante, muito associado a esta festividade, e foi uma coisa que recuperámos há dois ou três anos”, adianta Nuno Pereira, que recorda que as arruadas das bandas não aconteciam, por esta ocasião, “desde os anos 60”. Com uma feira montada em torno do santuário, onde reinam sempre os momentos de convívio e lazer, o público poderá ainda desfrutar de diversos divertimentos.

Estas festas, com “muitos séculos” de existência e que “vão muito além do concelho de Alandroal”, uma vez “assumidas por populações de concelhos vizinhos e até de outros pontos do país e de emigrantes”, têm sempre o seu epicentro no Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, edifício do século XIII. A festa, avança o juiz da Confraria, “já vem descrita nas memórias paroquiais de 1755, quando se fez um referendo à população em Portugal. O pároco da paróquia de Terena já descreve com grande afluência e com número significativo de peregrinos e de romeiros as festividades em honra da Senhora da Boa Nova”.

O culto a Nossa Senhora da Boa Nova resulta, segundo fontes históricas, da cristianização de antigos cultos pagãos ao deus Endovélico, que se venerava nas imediações do Santuário. A devoção “continua a ter uma expressão muito forte junto da população, dos peregrinos e dos devotos”, sendo que “o santuário está aberto todos os dias, durante o ano”, uma vez que “há pessoas que vêm pagar promessas, que vêm rezar ou porque vêm ver o monumento”.

Intervencionado há “dois ou três anos” pelo Município de Alandroal, “na sua parte exterior e cobertura”, o santuário será agora alvo de uma requalificação do seu interior. “Mas, tirando isso, ele está bem preservado, mantém a traça típica, o altar-mor tem pinturas muito bem preservadas também e convido todos a visitarem-no por estes dias”, acrescenta Nuno Pereira.

A Confraria, por considerar que estas festas são um traço da identidade alentejana, está agora a iniciar o processo de candidatura para a sua inscrição na lista do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.  

Conheça o programa completo das Festas dos Prazeres em Honra de Nossa Senhora da Boa Nova:

Elvas celebra o Dia do Combatente quando passam 108 anos sobre a Batalha de La Lys

Elvas celebrou, na manhã desta sexta-feira, 10 de abril, o Dia do Combatente, quando passam 108 anos sobre a Batalha de La Lys, com a habitual cerimónia no monumento aos Combatentes, junto às Portas de São Vicente, promovida pelo Núcleo local da Liga dos Combatentes.

Na cerimónia, que contou com a tradicional deposição de flores no monumento, e em que estiveram representadas as mais diversas entidades militares e civis, prestou-se homenagem a todos quantos perderam a vida nesse episódio bélico da I Guerra Mundial.

A cerimónia terminou com a atribuição de condecorações e testemunhos de apreço aos sócios mais antigos do núcleo de Elvas, a que se seguiu um almoço-convívio.

No final da cerimónia, em declarações à Rádio ELVAS, o presidente da comissão administrativa do Núcleo de Elvas da Liga dos Combatentes, o sargento-mor José Miguêns, recordava a Batalha de La Lys como um conflito “bastante marcante”. “Não se pode considerar que a Batalha de La Lys, na Primeira Guerra Mundial de 1918, tenha deixado boas recordações, porque foi uma batalha em que houve, por assim dizer, muitos mortos do lado português. Apesar de nós não estarmos suficientemente preparados, nem equipados, sobressaiu naquelas trincheiras, naquelas condições bastante ingratas, a coragem do soldado português. Portanto, não é uma batalha que se possa dizer que se tenha que recordar pelos melhores motivos”, acrescenta.

Já o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, começou por agradecer ao Núcleo da Liga dos Combatentes o facto de nunca deixar, ano após ano, de prestar esta homenagem àqueles que deram a vida pela pátria contra “os alemães que, na altura, precisavam de um império maior que aquele que já tinham”.

A par das entidades, que já são presença assídua nesta cerimónia, destacou-se, desta feita, a participação dos núcleos de Portalegre e Estremoz da Liga dos Combatentes.

“Volta”: saiba como funciona o novo sistema de depósito de embalagens que entra em vigor esta sexta-feira

Entra em vigor esta sexta-feira, 10 de abril, em Portugal, sob a marca “Volta”, o novo sistema nacional de depósito e reembolso de embalagens de bebidas.

Por cada garrafa ou lata adquirida — de plástico, alumínio ou aço, até três litros — o consumidor paga um depósito de dez cêntimos, valor que é integralmente devolvido quando a embalagem é entregue. A devolução pode ser feita, sobretudo, em máquinas instaladas em supermercados, como aquela que se encontra no Intermarché de Elvas, mas também em pontos de recolha manual.

Num período de transição, que se estende até 9 de agosto, apenas as embalagens com o símbolo “Volta” estarão sujeitas ao depósito e ao respetivo reembolso, sendo que, a partir dessa data, todas as embalagens de bebidas de utilização única colocadas no mercado passam obrigatoriamente a integrar o sistema.

Por mais que as máquinas estejam já em funcionamento, tal como explica Carlos Quelhas, o gerente do Intermarché de Elvas, este novo sistema arranca, de alguma forma, ainda a meio gás. “A partir desta sexta-feira, as máquinas estarão ligadas, mas elas apenas aceitarão todas as embalagens de plástico e de latas de bebida que tenham o símbolo ‘Volta’. Como é de esperar, no mercado, neste momento, existe muita mercadoria ainda sem esse símbolo e este período de adaptação, estes quatro meses, servirá para escoar o produto ainda existente em lojas, armazéns e afins”, revela.

A partir de 9 de agosto, todas as embalagens de plástico de bebidas até três litros e latas que não contenham o símbolo “Volta” terão de sair do mercado. No decorrer deste período de transição, defende Carlos Quelhas, o sistema poderá ser um pouco confuso para os clientes, dado que vão acabar por se misturar, nas prateleiras do supermercado, “produtos com e sem o símbolo ‘Volta’”, sendo que as máquinas apenas aceitam aqueles que contenham essa marca, dado que só esses terão o custo adicional de dez cêntimos de depósito.  

O reembolso, pelas garrafas e latas entregues, pode ser obtido através de um talão convertível em dinheiro ou descontos em compras, num processo que, para o gerente do Intermarché de Elvas, é “muito simples”. Ainda assim, o responsável alerta para o facto de só serem aceites garrafas que não estejam espalmadas, que não contenham líquidos, que tenham tampa e código de barras legível.  

Por outro lado, para as superfícies comerciais, este novo sistema traduz-se em alguns constrangimentos logísticos: “temos que ter a máquina, guardar as garrafas, vamos ter que ter consumíveis para as guardar, sacos e toda essa panóplia”. “É mais trabalho para nós”, assegura Carlos Quelhas.

Numa primeira fase, no Intermarché de Elvas, a máquina encontra-se instalada no seu interior, mas irá, posteriormente, ser colocada no exterior. “Inicialmente estará aqui dentro porque, infelizmente, não é fácil arranjar mão de obra para construção e estamos à espera que nos façam uns maciços lá fora, porque nós vamos ter a máquina no exterior, com um contentor enorme na parte de trás, já a pensar no armazenamento, porque tenho a certeza de que, daqui a um mês ou dois meses, quando as pessoas começarem a perceber como é que isto funciona e começarem a aderir, vai ser preciso um bom armazenamento e nós não temos nem tempo, nem armazenamento aqui dentro para estar a guardar esse tipo de mercadoria. Então pensámos em fazer um contentor lá fora. A máquina vai ter um contentor próprio na parte de trás, onde irá ser feito todo o armazenamento para depois as empresas abrirem, recolherem e levarem”, revela ainda o gerente.

De recordar que o Governo lança este novo sistema como “um instrumento estruturante da política ambiental”, através do qual se pretende “acelerar a transição para a economia circular e aumentar significativamente as taxas de reciclagem no país”.

Equipa do Radar Social de Campo Maior no terreno para apoiar idosos através de visitas de proximidade

A Equipa do Radar Social de Campo Maior tem estado a realizar uma ação de proximidade dirigida a pessoas idosas em situação de isolamento e solidão no concelho.

Esta iniciativa prevê a realização de visitas para identificar necessidades e eventuais situações de vulnerabilidade, contribuindo para reforçar o acompanhamento e a resposta social.

A ação tem sido desenvolvida em articulação com a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior (Centro de Dia e o Projeto SOS Home) e a Secção de Prevenção Criminal e Policiamento Comunitário da GNR.

Portalegre@ckathon desafia jovens a procurar soluções para problemas do território

No passado dia 27 de março, a Escola Superior de Tecnologia, Gestão e Design do Politécnico de Portalegre acolheu o Portalegre@ckathon, uma iniciativa integrada nas XXXIII Jornadas de Classificação e Análise de Dados (JOCLAD2026), dedicada à aplicação da estatística e da análise de dados à resolução de desafios reais. O evento foi organizado pelo Politécnico de Portalegre e pela CLAD – Associação Portuguesa de Classificação e Análise de Dados, reunindo estudantes em equipas para desenvolver soluções inovadoras num ambiente intensivo e colaborativo.

A edição de 2026 contou com a participação de 23 equipas, num total de 92 alunos, oriundos da Escola Secundária D. Sancho II, em Elvas, do Agrupamento de Escolas de Campo Maior, da Escola Secundária de S. Lourenço e da Escola Secundária Mouzinho da Silveira, em Portalegre, bem como de vários cursos da Escola Superior de Tecnologia, Gestão e Design – Politécnico de Portalegre. A forte adesão de escolas e estudantes da região evidenciou o interesse crescente dos jovens por áreas como a ciência de dados, a estatística, o pensamento analítico e o trabalho colaborativo na resolução de problemas concretos.

Durante a competição, os alunos analisaram dados de qualidade da água no distrito de Portalegre e dados de faturação da água, fornecidos pelos Serviços Municipalizados de Águas e Transportes de Portalegre (SMAT). A utilização de dados reais permitiu aos participantes desenvolver propostas com ligação direta a problemas do território, reforçando a relevância prática do evento e promovendo uma maior proximidade entre escola, ciência e comunidade.

Mais do que uma competição, o Portalegre@ckathon afirmou-se como uma experiência de aprendizagem dinâmica, estimulando a criatividade, a capacidade de análise e a comunicação em equipa. Ao proporcionar contacto com desafios reais e com metodologias de trabalho intensivas, a iniciativa contribuiu para aproximar os estudantes de contextos científicos e tecnológicos cada vez mais relevantes no seu percurso académico e profissional.

Com esta iniciativa, organizada no quadro das JOCLAD 2026, o IPPortalegre e a CLAD reforçaram a ligação entre ensino, ciência e comunidade educativa, afirmando Portalegre como um espaço de promoção de talento jovem, inovação e literacia de dados.

O que é um hackathon?

Um hackathon é um evento competitivo onde os participantes, organizados em equipas e com base nas suas competências e conhecimentos procuram soluções inovadoras para o desafio que lhes é apresentado.

O objetivo de um hackathon de dados é aplicar técnicas de estatística e análise de dados para encontrar soluções para problemas e desafios do mundo real. Os participantes têm uma oportunidade de trabalhar com conjuntos de dados, aprender novas ferramentas e técnicas de ciência de dados e colaborar num ambiente de equipa e de elevada intensidade.