A Biblioteca Municipal de Monforte recebe amanhã, quarta-feira, 8 de abril, pelas 10 horas, o lançamento do livro “Como o Vento”.
A atividade, promovida pelo CLDS 5G de Monforte, assinala o Dia Internacional do Cigano, promovendo a valorização da diversidade cultural, da inclusão e do gosto pela leitura.
O livro “Como o Vento” resulta de um trabalho colaborativo desenvolvido em parceria com a Associação UmColetivo, no âmbito dos ateliers “Ouvir e Contar”. Ao longo destas sessões, um grupo de dez mulheres de etnia cigana partilhou vivências, sonhos e experiências, dando origem à história que compõe a obra.
Para que o livro pudesse ser ilustrado, foram dinamizados ateliers com crianças do pré-escolar, do 1.º ciclo e respetivas famílias, cuja colaboração foi fundamental para a criação das imagens que lhe dão vida.
Este livro reúne diferentes vozes e olhares, afirmando-se como um espaço de partilha, criação e valorização das histórias de vida de cada participante.
O concelho de Elvas vai assinalar os 52 anos da Revolução dos Cravos com um programa diversificado de iniciativas culturais, educativas e institucionais, envolvendo diferentes públicos e espaços emblemáticos da cidade.
As comemorações arrancaram já no passsado dia 28 de março e prolongam-se até 24 de maio, com destaque para a exposição de fotografia de Alfredo da Cunha, patente no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE). Paralelamente, entre 10 e 24 de abril, decorre o projeto “A Liberdade”, dinamizado nas escolas do ensino básico do concelho, promovido pela associação juvenil Arkus.
No dia 18 de abril, o MACE acolhe a conferência “Operação «Viragem Histórica»: 50 anos de construção da democracia portuguesa”, proporcionando um momento de reflexão sobre o percurso democrático do país.
A 23 de abril, Dia Mundial do Livro, a Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo recebe uma sessão dedicada à promoção da leitura, com projetos de biblioterapia e a atribuição de diplomas de Melhor Leitor 2025.
Na véspera do feriado, a 24 de abril, realiza-se o recital “Música Encanta o Património”, pelo Ensemble de Violoncelos da ESART, no Forte de Santa Luzia.
O ponto alto das comemorações acontece a 25 de abril, com um conjunto de iniciativas ao longo do dia. As celebrações iniciam-se às 9h30 com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, acompanhado pela Banda 14 de Janeiro. Segue-se a distribuição de cravos e a realização da final do Torneio da Malha, na Praça da República.
Durante a manhã, terá ainda lugar uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, evocativa da data, bem como uma visita guiada no âmbito do 10.º aniversário da requalificação do Forte da Graça.
As celebrações culminam à noite, pelas 21h30, com um concerto da Brigada 14 de Janeiro, no Auditório São Mateus, com entrada gratuita mediante levantamento de bilhete.
Com este programa, o Município de Elvas reafirma a importância de preservar a memória do 25 de Abril, promovendo simultaneamente a participação cívica e o acesso à cultura junto da comunidade.
Já decorrem os trabalhos de construção do coletor de drenagem de águas pluviais na freguesia de Vaiamonte, no concelho de Monforte.
A realização desta obra, “há muito a ser necessária de modo a solucionar um problema grave na localidade de Vaiamonte, sede de freguesia, relacionado com inundações que aconteciam frequentemente, contempla a execução de rede pública de coletores de recolha de águas pluviais, instalando um sistema de drenagem de águas pluviais constituído por uma rede de coletores, sendo as inclinações do pavimento adaptadas a esta solução”, revela o Município de Monforte.
Para além da execução de um coletor, 11 caixas de visita em betão e sumidouros com ramais ligados ao coletor principal, o projeto “inclui a execução de um passeio pedonal nas ruas intervencionadas de modo a evitar a entrada de águas pluviais em algumas habitações, situação que acontece com alguma frequência porque a cota de soleira está mais baixa que o pavimento da via, proporcionando, também, um melhor acesso e circulação pedonal dos transeuntes”.
A empreitada foi adjudicada à empresa Senpapor pelo valor de 483.646,83 euros (acrescido de IVA).
Vai para a estrada, no domingo, 12 de abril, mais uma edição do EuroBEC Granfondo, a prova de ciclismo que une Badajoz, Elvas e Campo Maior, em três percursos de diferentes níveis de dificuldade.
Com partida e chegada em Badajoz desta vez, o evento, que inclui o minifondo de 77 quilómetros, o mediofondo de 105 e o granfondo de 140, é já uma referência no calendário desportivo transfronteiriço.
Para Hermenegildo Rodrigues, vereador na Câmara de Elvas, o desporto, através de provas como o EuroBEC Granfondo, tem vindo a ter um papel muito importante naquilo que é a relação fronteiriça entre as três localidades da Eurocidade. Assegurando que esta é já uma prova consolidada, com mais-valias em termos turísticos e económicos, o vereador lembra as dúvidas iniciais, há quatro anos, quando se realizou a primeira edição deste EuroBEC Granfondo: “esta é a quarta edição do EuroBEC Granfondo e, há quatro anos, lembro-me perfeitamente de uma primeira abordagem ao Manuel Zeferino, em Bragança, e tudo, na altura, eram dúvidas, questões e ansiedade em trazermos um evento desta dimensão para esta região”.
Apesar das dúvidas iniciais, o autarca diz que “ainda bem” que as três autarquias se uniram para levar a cabo o evento desportivo. Nesta quarta edição, a prova, que “sai reforçada em termos de consolidação”, deverá vir a contar com a participação de “dois mil atletas”.
O EuroBEC Granfondo volta a ser organizado pela Bikeservice. O diretor da empresa, o antigo ciclista Manuel Zeferino, não tem dúvidas de que estão reunidas “todas as condições” para que este seja “o maior granfondo” realizado em Portugal. “Este inicia-se em Espanha, mas será o maior granfondo de Portugal neste momento”, garante.
Ainda antes da grande prova deste quarto EuroBEC Granfondo, realiza-se o já tradicional Granfondo Kids, no sábado, dia 11, destinado a crianças dos quatro aos 13 anos. As provas no dia 12 iniciam-se pelas 9 horas, na Granadilla, em Badajoz. Depois de passar por Campo Maior e Elvas, a prova termina na cidade espanhola.
Depois das obras de requalificação da fortaleza e das muralhas de Campo Maior, levadas a cabo há alguns anos a esta parte, há ainda trabalho a fazer nesta área.
Nesse sentido, a Câmara Municipal tem vindo a criar um plano de ação para que, no âmbito daquilo que é a Rota das Fortalezas Abaluartadas da Raia, possa dar continuidade a este trabalho de recuperação do seu património amuralhado.
“Nós estamos agora a criar o plano de ação para aquilo que é uma rede de fortalezas da Raia, projeto que, coincidentemente, tem Elvas como concelho: um projeto de grande monta que vai do Alentejo até ao Algarve e onde nós colocámos aquilo que ainda nos falta fazer do ponto de vista do património”, explica o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha.
“Temos as nossas muralhas, aquilo que remanesce ainda por executar, já colocadas nesse plano de ação, que está agora a ser devidamente identificado. Nos próximos meses, com certeza que virão avisos e nós, com os projetos já devidamente feitos, continuaremos a recuperação do património que começámos há anos atrás”, diz ainda o autarca.
De recordar que foi em 2021 que Campo Maior inaugurou as obras de requalificação da fortificação abaluartada, após a recuperação de 1.600 metros de muralha, projeto que contou com um investimento na ordem dos cinco milhões de euros. Por recuperar encontram-se ainda estruturas como os Baluartes do Cavaleiro e de Santa Maria.
A vila de Terena, no concelho de Alandroal, volta a ser palco das históricas e multisseculares Festas dos Prazeres em honra de Nossa Senhora da Boa Nova, entre 10 e 14 de abril.
Esta romaria tem como epicentro o Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, edifício classificado Monumento Nacional desde 1910, que é cenário de um culto mariano ininterrupto desde do século XIII, tratando-se do Santuário mais antigo do país a sul do Rio Tejo.
O culto a Nossa Senhora da Boa Nova resulta, segundo fontes históricas, da cristianização de antigos cultos pagãos ao deus Endovélico, que se venerava nas imediações, desde tempos imemoriais. Afonso X de Castela celebrou-o nas Cantigas de Santa Maria e o culto perdurou ininterruptamente ao longo dos séculos, sempre com grande expressão popular.
A romaria de Nossa Senhora da Boa Nova, que ocorre sempre no fim de semana seguinte à Páscoa, para além das suas inegáveis raízes históricas, está profundamente enraizada na população, constituindo um forte traço da cultura e etnografia do Alentejo.
Estas festas são um inegável património imaterial da região, constituindo um inequívoco traço da identidade alentejana, estando agora a iniciar-se a candidatura para a inscrição na lista do Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
As festas são organizadas pela Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova, em parceria com a Câmara Municipal de Alandroal, entre outras entidades.
Fronteira assinalou, na manhã desta segunda-feira, 6 de abril, em feriado municipal, os 642 anos da Batalha de Atoleiros.
Esta, que foi uma das batalhas mais marcantes da história militar de Portugal, voltou a ser assinalada através de um conjunto de iniciativas promovidas pela Câmara Municipal. As comemorações contaram com a presença do Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, bem como do vice-chefe do Estado-Maior do Exército, Boga Ribeiro, reforçando a importância institucional e simbólica da data.
O programa comemorativo teve início por volta das 10 horas, na Herdade dos Atoleiros, para a habitual romagem ao padrão evocativo da batalha, onde foi prestada homenagem aos combatentes.
Já na Avenida Heróis dos Atoleiros, e após a receção oficial aos convidados, teve lugar a parada de forças militares e civis, com a participação de diferentes entidades, numa cerimónia que homenageou a memória histórica e o património nacional.
A Batalha dos Atoleiros, travada em 6 de abril de 1384, representou um acontecimento decisivo para a História e para o futuro de Portugal. Nesta batalha, Nuno Álvares Pereira venceu a cavalaria castelhana, apesar da sua superioridade numérica, através da utilização de uma tática militar de inspiração inglesa, a “tática do quadrado”.
A zona da Ajuda não atrai apenas quem escolhe acampar durante toda a quadra; é também o destino de eleição para muitos que atravessam a fronteira apenas para passar o dia em família. Entre os visitantes, destaca-se um grupo vindo de Olivença, aproveitando os dias de festividade em Espanha para desfrutar das margens do rio.
“A gente não tem férias, só tem hoje e amanhã. Vimos aqui passar o dia com a família porque, como não trabalhamos, aproveitamos a oportunidade”, explicou um dos visitantes oliventinos, sublinhando que Olivença fica alí ao lado, o que facilita estas deslocações. A escolha do local não é por acaso, sendo elogiado pela facilidade de acessos e pela hospitalidade: “Aqui está-se bem, o caminho para o carro é bom e é um bom sítio para estar”.
O grupo, que varia habitualmente entre as cinco e mais pessoas, mantém vivo o espírito da confraternização ibérica através da comida e da bebida. “Comemos de tudo: carne, omeletes… estamos a fazer um bocado de lume para assar a carne e acompanhar com uma “cervejinha” e um vinho”, referiu o entrevistado, que transporta tudo o que é necessário numa geleira para garantir a frescura dos produtos durante o dia.
A ligação à margem portuguesa do Guadiana é, para muitos destes oliventinos, profunda e geracional. “Conheço isto desde sempre. O meu pai é de Elvas, tenho família aí e, por isso, estamos habituados a vir aqui”, concluiu, demonstrando que a Ajuda continua a ser um ponto de união onde as raízes familiares superam as divisões geográficas, especialmente durante a celebração da Páscoa.
Em feriado municipal, os campomaiorenses despedem-se esta segunda-feira, 6 de abril, ao final do dia, de mais uma edição da tradicional romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara.
Estes têm sido dias de muito convívio, com miúdos e graúdos a desfrutarem do bom tempo, sempre em plena harmonia com a natureza.
Rodrigo Carrilho, jovem que confessa gostar muito de passar estes dias na Enxara, revela que ruma até à zona da ermida com a família quase desde que nasceu, há já 18 anos. Ainda que outros jovens prefiram acampar com os respetivos grupos de amigos, para Rodrigo, viver a Páscoa no campo só faz sentido ao lado da família. Ainda assim, revela que estes dias são passados também de acampamento em acampamento, em convívio com os outros campistas.
Defensor desta tradição, e para que, de hoje para amanhã, não venha a morrer, Rodrigo garante que esta será transmitida por si, no futuro, quando for pai, aos seus filhos. “Passando sempre de geração em geração, de pais para filhos, de avós para netos, esta tradição nunca irá morrer, pois isto é muito importante para as gentes de Campo Maior”, diz ainda.
Desta feita, e face ao ano passado, mais gente quis estar no campo por esta altura: “Este ano o tempo ajudou muito, então o pessoal também decidiu vir acampar. No ano passado esteve um bocado mais vazio devido à chuva, mas este ano, sim, o pessoal decidiu vir acampar e acho que é excelente vir passar aqui estes dias no campo com a família e amigos, a beber e a comer”, remata Rodrigo. A festa termina na tarde desta segunda-feira, com missa seguida de procissão, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara.
Amanhã, em Segunda-feira de Páscoa, 6 de abril, pelas 16 horas, realiza-se a já habitual eucaristia, na Capela da Ajuda, em Elvas, seguida de procissão.
De acordo com o padre Ricardo Lameira, esta é uma tradição que ao século XVI. “Porém, já no século V se falava um pouco disto. Apesar de não estar nos Evangelhos, os santos e os grandes mestres da vida espiritual acreditavam que Jesus Cristo, depois de ter ressuscitado, antes de aparecer à Maria Madalena, apareceu à mãe”, adianta.
“Se Maria teve que sofrer tudo por amor da humanidade e manter-se firme e de pé, então a Igreja acredita, não sendo nenhum dogma, logicamente, tendo raízes na Bíblia, apenas na devoção popular, que Jesus apareceu, depois de ressuscitar, a Nossa Senhora. Foi a partir daí que apareceu aquela que é a antífona própria de Nossa Senhora do Tempo da Páscoa”, explica o pároco.
Esperando que muitos se juntem a esta celebração, o pároco lembra ainda que a Páscoa é celebrada durante os próximos oito dias da mesma forma que o é neste domingo.
A organização destas cerimónias religiosas é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.