A cidade de Elvas acolhe, entre 26 e 28 de fevereiro de 2026, o 17.º Congresso Nacional da Associação de Médicos Auditores e Codificadores Clínicos (AMACC), um dos mais relevantes fóruns nacionais dedicados à codificação clínica e à auditoria em saúde. O encontro, que decorrerá no Centro de Negócios Transfronteiriço de Elvas, integra um Curso Pré-Congresso exclusivo para associados no dia 26, no Museu de Arqueologia e Etnografia de Elvas, e dois dias de intenso programa científico a 27 e 28 de fevereiro, sob o lema “Qualidade em Codificação Clínica: Impacto na Governação Clínica”.
O evento reúne médicos codificadores, auditores clínicos, gestores hospitalares e diversos parceiros institucionais, promovendo um espaço de reflexão e atualização científica em torno de temas cruciais como erros de codificação e estratégias de mitigação, utilização de dados codificados na gestão hospitalar, auditoria orientada para criação de valor, financiamento das instituições de saúde e ainda o papel crescente da Inteligência Artificial na codificação clínica, incluindo exercícios demonstrativos “codificador vs IA”.
A ULS Alto Alentejo associa‑se ao evento enquanto entidade parceira, respondendo ao convite endereçado pela organização. Com um programa abrangente, uma forte componente formativa e um conjunto alargado de parceiros, o 17.º Congresso Nacional da AMACC afirma‑se como um marco significativo na promoção da qualidade, eficiência e inovação na codificação clínica em Portugal, colocando Elvas e o Alto Alentejo no centro da discussão nacional sobre governação clínica baseada em dados.
Um homem de 49 anos foi detido ontem, 24 de fevereiro, pela Polícia Judiciária (PJ), por indícios da prática dos crimes de homicídio tentado e de ameaça agravada, ocorridos na madrugada do passado dia 20, contra a sua companheira, de 50 anos, em Montemor-o-Novo.
De acordo com a PJ, o “casal terá um histórico de desentendimentos, que levou ambos a apresentar queixa por violência doméstica junto da GNR, com a diferença de um dia”.
O suspeito, munido de uma faca, terá desferido um golpe na zona abdominal da vítima, enquanto esta dormia. O homem terá ainda tentado sufocar a mulher, deixando-a inanimada, “pensando que já se encontraria sem vida”. Terá fugido de seguida, levando os seus pertences e o telemóvel da vítima, e deixando a porta do quarto trancada.
Quando a vítima acordou, no dia seguinte, e “dando conta de que estava fechada em casa, esteve algumas horas a bater à porta com o propósito de ser socorrida, o que veio a acontecer”. Foram os empregados de um restaurante situado próximo da habitação do casal que, ao ouvirem barulho, chamaram a GNR e os Bombeiros, que “arrombaram a porta e conduziram a mulher ao hospital, onde ainda se encontra internada”.
O suspeito, depois de dias em fuga, veio a entregar-se no posto da GNR do Bombarral, “tendo sido formalizada a sua detenção através da Unidade Local de Investigação Criminal de Évora da PJ, na sequência de um mandado de detenção emitido pelo DIAP de Évora”.
O homem é presente na tarde desta quarta-feira, dia 25, a primeiro interrogatório judicial, tendo em vista a aplicação de medidas de coação.
O ano de 2025 consolidou-se como o melhor ano turístico de sempre para o Alentejo, com a região a destacar-se nacionalmente no crescimento de dormidas e proveitos.
“O turismo tem ganho, nos últimos anos, uma relevância gradual, uma relevância crescente”, começa por dizer o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, que destaca os municípios enquanto “atores fundamentais nessa dinâmica”, que têm, “de um modo geral, apostado muito nessa atividade”.
Lembrando que o turismo tem “mais importância nuns territórios do que noutros”, porque “há mais economia para além do turismo”, José Manuel Santos assegura que este é um “setor catalisador”. “No turismo, nós conseguimos ter cultura, conseguimos ter ambiente, conseguimos ter sustentabilidade, conseguimos ter vitivinicultura, gastronomia, restauração. Portanto, o turismo assume-se de facto como um elo grande de ligação entre todos estes setores e os resultados estão à vista”, garante.
Para o sucesso dos resultados obtidos, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo diz que tem contribuído, para além das autarquias, o “trabalho muito importante de todas as empresas e dos trabalhadores do turismo”. “A nós, como ERT e Agência de Promoção Turística, que fazemos a promoção dos mercados externos, compete-nos liderar e dinamizar esses processos e é o que temos feito”, acrescenta.
“O ano de 2025 foi um ano extraordinário para o turismo no Alentejo, o ano em que o Alentejo liderou o crescimento turístico no país, em termos de crescimento de dormidas, 6,3%, e fomos a região que mais cresceu no mercado externo. É muito importante, porque nós temos ainda muito, muito, muito trabalho para fazer nos mercados internacionais”, avança José Manuel Santos.
No mercado nacional, a região “cresceu 6,9%”, só com a Madeira a ultrapassar esse valor. “Crescemos 11% nos proveitos e depois crescemos em todos os outros indicadores económicos”, adianta o responsável. “Há dois indicadores que são muito influentes para a hotelaria: o rendimento de quartos disponíveis e o rendimento por quarto vendido (ADR), em que crescemos mais de 3%”, revela o presidente da ERT.
No que toca ao ADR, o Alentejo só surge atrás de Algarve e Lisboa. “A seguira o Algarve e Lisboa é a região em que se consegue vender a um preço mais alto. Ou seja, tivemos um destino que vendeu mais noites a um preço mais alto para mais turistas nacionais e internacionais. Isto tem muito a ver com a grande qualidade e com a perceção de um destino diferenciador e de grande qualidade como o Alentejo. E até o indicador que teimosamente nos persegue, que é a estadia média, conseguimos finalmente chegar às duas noites como média de estadia do turista na região”, remata José Manuel Santos.
O XXII Congresso da ADHP – Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal realiza-se nos dias 5 e 6 de março, no Centro de Negócios Transfronteiriço (CNT) de Elvas. Ao longo de dois dias, o principal evento anual da associação volta a reunir diretores de hotel, especialistas e outros stakeholders do turismo para refletir sobre os principais desafios e as oportunidades emergentes da hotelaria nacional.
À semelhança das edições anteriores, o programa do XXII Congresso da ADHP propõe um alinhamento temático abrangente e atual, com destaque para temas como o bem-estar nas equipas, as estratégias para tornar atrativa a restauração dos hotéis, a promoção de destinos de interior, a sustentabilidade e o impacto da inteligência artificial na gestão hoteleira.
“Ano após ano, o Congresso da ADHP é um espaço privilegiado de reflexão estratégica sobre o presente e o futuro da direção hoteleira. Em 2026, queremos voltar a colocar na agenda temas centrais para a competitividade do setor, desde a sustentabilidade à gestão do talento, sem esquecer o papel dos dados e da tecnologia na tomada de decisão dos diretores de hotel”, afirma Fernando Garrido, Presidente da ADHP.
O primeiro dia de trabalhos, 5 de março, arranca às 14h com a Sessão de Abertura, que contará com intervenções de Fernando Garrido, Presidente da ADHP, Francisco Calheiros, Presidente da Confederação do Turismo de Portugal, José Santos, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Pedro Machado, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, e Nuno Mocinha, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Elvas.
De seguida, terá lugar o painel “Atrair o Cliente Local: O Restaurante de Hotel Fora de Portas”, moderado por Miguel Teixeira (Corinthia Hotels), que juntará Mariano Faz (AHM), Luís Moreira (Vila Vita) e João Moita da Silva (MS Collection). A sessão procurará refletir sobre a crescente importância da restauração para a captação de clientes locais e para a diversificação de receitas das unidades hoteleiras.
Segue-se o painel “Lugares que Acolhem: Como promover destinos afastados”, moderado por Miguel Martins (Associação Ibérica do Turismo do Interior), com a participação de José Santos (Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo), Nuno Mocinha (Câmara Municipal de Elvas) e Rita Nabeiro (Adega Mayor). Em destaque estará a valorização dos territórios de baixa densidade e as estratégias de promoção integradas entre hotelaria, entidades regionais e tecido empresarial.
O primeiro dia termina com a intervenção de Paulo Azevedo, sob o mote “Não existem impossíveis”, seguida do tradicional jantar do congresso e da gala de entrega dos Prémios Xénios 2026.
O segundo dia, 6 de março, começa às 10h com o painel “The evolution of sustainability in hospitality”, moderado por Jaime Hervas (Les Roches), que juntará Francisco Santos (Highgate), Gonçalo Ribeiro de Almeida (Vila Galé) e Adriana Jacinto (Minor Hotels). A sessão abordará a evolução das práticas ambientais e o seu impacto na gestão hoteleira.
O painel seguinte, “Pessoas, performance e bem-estar: um novo equilíbrio na gestão hoteleira”, moderado por Mafalda Patuleia (Universidade Lusófona), contará com intervenções de Tânia Gaspar (LABPATS), Emília Telo (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho) e Sofia Nunes (Cluster Hyatt Regency Lisboa e Sheraton Cascais), centrando-se na retenção de talento e em modelos de liderança mais sustentáveis.
Durante a manhã, terá ainda lugar o lançamento do livro “Gestão Hoteleira II” (FCA Pactor), de Nuno Abranja, Anabela Elias e Mafalda Almeida.
A tarde será marcada pela intervenção “Performance 2.0 – O poder da respiração”, do speaker Ricardo Pinhão, e pelo painel “Gestão Hoteleira e Dados – O Impacto da AI”, moderado por Luís Brites (HOST), que contará com a participação de Nuno António (Universidade Nova de Lisboa) e outros especialistas a confirmar. Em análise estarão as aplicações práticas da inteligência artificial na operação hoteleira e o papel dos dados na otimização de resultados.
O Congresso termina com a tradicional entrega de diplomas dos formandos do Curso de Especialização em Direção Hoteleira e com o discurso oficial de encerramento do Presidente da ADHP, seguido de um farewell drink dedicado ao networking entre profissionais.
As três alunas que concluíram os seus estudos, no ano letivo passado, com o melhor aproveitamento escolar na Secundária D. Sancho II, em Elvas, foram distinguidas, na manhã desta segunda-feira, 23 de fevereiro, pela Câmara Municipal, com a entrega de diplomas e bolsas de mérito.
Numa simbólica cerimónia, realizada no auditório da escola secundária, coube ao vice-presidente da Câmara, Nuno Mocinha, e à diretora do Agrupamento de Escolas D. Sancho II de Elvas, Fátima Pinto, fazer a entrega dos diplomas e dos cheques às alunas, num investimento total, por parte da autarquia, de 1.500 euros.
Mocinha, que recorda que já este ano a Câmara Municipal atribuiu 200 bolsas de estudo aos estudantes do Ensino Superior, explica que as bolsas agora entregues servem para distinguir o empenho e a dedicação dos melhores alunos. “Enquanto as outras bolsas funcionam pelo rendimento, estas funcionam por outro tipo de rendimento, que é o rendimento escolar, isto é, aquilo que foi, no fundo, o mérito que houve e as notas que tiveram. Daí que se premeiem os três melhores alunos, que neste caso foram três melhores alunas”, diz o autarca.
Os 1.500 euros investidos pela Câmara Municipal de Elvas nestas bolsas de mérito dividem-se em 700 euros para o primeiro prémio, atribuído a Carlota Brinquete, 500 para o segundo, ganho por Madalena Mourraia, e 300 para o terceiro, conquistado por Margarida Arriaga.
“É de forma algo simbólica que a Câmara diz que vale a pena estudar. A forma que o nosso concelho tem de retribuir o esforço é, no fundo, atribuir estas bolsas de mérito”, acrescenta Nuno Mocinha, que espera que este possa ser um incentivo para que os alunos que estão a terminar o 12º ano “façam um esforço na reta final e possam ter as melhores notas”.
Já Fátima Pinto revela que esta sessão foi realizada na escola para que os atuais alunos do ensino secundário, que marcaram presença na sessão, possam ser incentivados a estudar e a tirar boas notas. “Esta sessão pública teve esse propósito, porque podíamos fazer esta entrega deste prémio aos alunos até no Salão dos Paços do Concelho, mas seria, digamos assim, à porta fechada. Assim, tem esse propósito, que é o estímulo, a motivação, o incentivo a estes novos alunos”, assegura.
Por outro lado, a diretora não tem dúvidas de que estes prémios monetários podem “ajudar e muito” as famílias das alunas contempladas com os seus estudos ao nível do Ensino Superior.
Em causa, no que toca às três alunas distinguidas, estão médias finais do secundário “entre os 18 e os 19 valores”, com as notas dos exames nacionais incluídas. Fátima Pinto diz que, para a escola, é uma satisfação ver o trabalho destas estudantes reconhecido.
Já a frequentar a licenciatura em Gestão, no ISEG, Madalena Mourraia garante ser “muito gratificante e importante” ver o seu esforço agora reconhecido. Já Margarida Arriaga, que concluiu o ensino secundário com uma média de 18,5 valores, é hoje aluna de Direito. Em declarações à Rádio ELVAS, mostrou-se feliz por esta conquista, assegurando que não são todos os que alcançam este patamar.
A vencedora do primeiro prémio, Carlota Brinquete, esteve representada na sessão pelos seus pais.
Imagem de arquivo (Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior)
Em Campo Maior não há quem queira ficar de fora das Festas do Povo e a Santa Casa da Misericórdia une-se ao Lar e Centro de Dia de Degolados para, através de um projeto comunitário, as duas instituições contribuírem com a enramação de alguns troços de uma rua da vila.
Como já vem sendo habitual, recorda Rosália Guerra, uma das responsáveis da Santa Casa de Campo Maior, quer os idosos do Centro de Dia, quer os idosos do Lar “participam sempre, de uma maneira ou de outra, na preparação da decoração das ruas e na enramação”.
“Tem sido habitual o Centro de Dia participar na iniciativa do Jardim Florido e os utentes do Lar, todos os anos, no mesmo período do Jardim Florido, fazem a enramação da entrada do lar. Este ano optámos por os utentes do Lar participarem novamente na enramação da entrada do lar e os utentes do Centro de Dia, que também vão fazer a enramação da sua entrada, vão participar num projeto comunitário que envolve uma parceria com os utentes do Lar de Degolados”, avança a responsável.
Deste projeto comum, e pese embora a distância que separa as duas instituições, já há “coisas para contar”. “Estamos muito felizes, temo-nos encontrado, temos feito reuniões de trabalho e estamos a fazer coisas em comum, portanto, tem sido muito, muito satisfatório. Há também técnicos envolvidos das duas instituições, o que permite também estreitar laços entre interventores sociais e isso é muito gratificante”, remata Rosália Guerra.
Preocupada com o estado de degradação da rede viária do concelho, a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo tem previsto um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros, a ser feito ao longo deste ano, em obras de reabilitação de um conjunto de estradas.
Dado o “mau estado” da rede viária, de acordo com Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, é necessário intervir em várias estradas e caminhos municipais de todo o concelho. “Precisamos de intervir na rede viária municipal e estamos também a dar apoio à rede nacional, que está também em péssimo estado, em particular aqui entre Évora e Montemor, mas também a nacional que passa por Lavre e Cortiçadas, a Nacional 2”, começa por dizer.
Devido às intempéries, vários caminhos rurais de Montemor-o-Novo ficaram degradados de uma forma “muito significativa”. “Há caminhos onde não é possível passar e tivemos até algumas famílias e cidadãos que ficaram isolados durante um certo período, exatamente porque os caminhos não estão em condições”, recorda o autarca.
Para dar resposta às situações mais urgentes, a autarquia está já a proceder a intervenções “num conjunto de vias, estradas e caminhos rurais que estão muito danificados”. Ainda assim, o objetivo é que, num futuro próximo, se possa “avançar com um plano de emergência para tapar os buracos e reparar, no imediato, o que for possível”.
“Julgo que toda a gente compreenderá que não é possível fazer tudo de uma vez. Isto vai demorar tempo até podermos responder a todas as situações, mas estamos a reforçar as equipas municipais”, diz Carlos Pinto de Sá, que avança que o município já adquiriu uma máquina pavimentadora e prepara-se para comprar uma motoniveladora.
Após os estragos causados pelo mau tempo, aos iniciais 830 mil euros previstos para os trabalhos de reparação da rede viária, a Câmara Municipal junta agora mais 500 mil. “Nós tínhamos um valor previsto no orçamento na ordem dos 830 mil euros, ainda antes das intempéries, que pretendia sobretudo responder a situações graves que temos no concelho, como é o caso da estrada Cabrela-Landeira. Com as intempéries, eu sugeri em reunião de Câmara que pudéssemos fazer um reforço de 500 mil euros na rede viária, para poder acorrer a estes problemas que temos”, remata Carlos Pinto de Sá, admitindo que o município poderá “ir ainda mais longe”.
O Festival das Migas, organizado pela Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço, está de regresso ao Pavilhão Multiusos de Barbacena a 15 de março.
Revelando que haverá migas “para todos os gostos” e um menu especial para os mais novos, Tiago Trindade, animador sociocultural do lar de idosos da instituição e um dos responsáveis pela organização do evento, lembra que este festival tem-se revelado, ano após ano, um sucesso.
“O nosso Festival das Migas tem sido um evento com muito sucesso e com muita procura e voltamos a ter as diversas migas típicas aqui de Barbacena e do Alentejo, que vamos servir com carne de alguidar e com peixe frito. Vamos ter migas tradicionais, de espargos, de batatas, migas de tomate e todas aquelas migas que são mais apreciadas aqui na nossa zona”, assegura o responsável.
O menu infantil, pensado para que as crianças, que “muitas vezes não gostam dos pratos mais tradicionais” e para que também possam desfrutar da festa, contempla sopa, bifanas, hambúrgueres e bebida.
A animação musical do evento estará a cargo de João Tocha. O objetivo da organização é que, uma vez mais, o festival possa proporcionar momentos de convívio entre as famílias e de diversão. “Estes eventos trazem muitas vezes as pessoas da própria terra que estão fora a trabalhar, ou até viver fora, e acaba por ser mais um contributo para virem à terra e estarem com a sua família”, lembra Tiago Trindade.
Com o apoio da União de Freguesias de Barbacena e Vila Fernando e de alguns particulares, são os colaboradores do lar que organizam todo o evento. As verbas angariadas com o evento servirão para a criação de um ginásio no lar de idosos da Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço. “Vamos criar um ginásio sénior, que é, no fundo, uma sala adaptada com diferentes equipamentos para o desenvolvimento da atividade física, nomeadamente aqui com os nossos idosos, mas que também queremos que esteja à disposição, primeiramente, dos nossos colaboradores e, um dia mais tarde, quem sabe, avaliar se também poderá abrir ao público, à comunidade”, explica o animador sociocultural.
As entradas no festival têm um custo de 12 euros, para inscrições até 12 de março, subindo para 15 euros até ao dia do evento que, a 15 de março, decorre entre o meio-dia e as 16 horas.
As entradas podem ser adquiridas na Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço e nas Juntas de Freguesia de Barbacena, São Vicente e Santa Eulália.
No âmbito das diligências que tem vindo a realizar, com vista a encontrar uma solução que permita evitar a interrupção temporária da atividade cirúrgica do Hospital de Santa Luzia, durante os cerca de quatro meses em que serão levadas a cabo obras de requalificação do Bloco Operatório, a Câmara Municipal de Elvas solicitou ao Exército Português a possibilidade de instalação de um Bloco Cirúrgico do seu Hospital de Campanha na cidade.
“Apesar de todos os esforços encetados, foi-nos comunicado que essa solução não é viável, atendendo a que se trata de uma capacidade operacional única, estando a sua afetação, dependente de decisão governamental, e atualmente comprometida com ações internacionais assumidas por Portugal”, revela o município em comunicado.
A Câmara Municipal de Elvas garante que tem feito todos os esforços para evitar este encerramento temporário, tendo até manifestado a sua disponibilidade para comparticipar financeiramente uma outra alternativa. Ainda assim, e até ao momento, “não foi possível encontrar uma alternativa viável”.
“É preciso informar a população e os profissionais de saúde do nosso hospital que concordamos com a realização das obras, mas não ficámos satisfeitos com a inevitável interrupção anunciada”, revela ainda a autarquia no referido comunicado.
O Município garante que a sua “exigência e obrigação é não desistir e continuar a fazer tudo o que estiver ao seu alcance, para que seja garantida à população uma resposta cirúrgica adequada ao Hospital de Santa Luzia de Elvas”.