A Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, visitou na passada sexta-feira, 10 de abril, a empreitada das Infraestruturas Primárias da Barragem do Pisão, num momento de grande relevância para o futuro do Alto Alentejo, tendo sido recebida pelo Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, Joaquim Diogo.
Esta deslocação da Ministra permitiu acompanhar de perto o ponto de situação da futura Barragem do Pisão, essencial para a gestão sustentável da água, o reforço da resiliência às alterações climáticas e o apoio ao desenvolvimento económico e agrícola do território. Em declarações à comunicação social, sublinhou o “apoio total” do Governo a este projeto e a vontade de “fazer acontecer” uma ambição de décadas, em prol do desenvolvimento do Alto Alentejo.
Apesar da sua importância estratégica amplamente reconhecida, o avanço da obra tem enfrentado entraves significativos decorrentes de ações interpostas por associações ambientais, que têm vindo a atrasar a concretização deste investimento. Não obstante, Joaquim Diogo preferiu destacar o trabalho que tem sido feito no terreno, bem como o trabalho efetuado a montante, no sentido de garantir a sustentabilidade ambiental do projeto. “Todo o trabalho prévio foi cumprido de forma escrupulosa, de acordo com a lei, junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que levou à aprovação da Declaração de Impacte Ambiental”, acrescentou.
A edição deste ano da Feira de São João, em Évora, subordinada ao tema “Évora: Capital Europeia ao Sul”, irá decorrer de 23 de junho a 5 de julho.
O evento, com séculos de tradição, volta a afirmar-se como um dos maiores momentos de promoção económica, cultural e social do concelho, reunindo artesanato, atividades económicas, animação, desporto e iniciativas nas áreas da educação e do setor social.
Ao que tudo indica, o Rossio de São Brás, onde a feira se realiza anualmente, vai estar em obra por altura do certame, mas, de acordo com o presidente da Câmara, Carlos Zorrinho, a decisão da autarquia é de manter a realização do evento naquele espaço. “As festas da cidade são para se fazer no Rossio. O Rossio será requalificado para poder receber as festas da cidade. No plano de regularização, está prevista a possibilidade de haver uma zona de feiras –, mas essa zona de feiras é para feiras tecnológicas, feiras de turismo, feiras temáticas. A Feira de São João é ali, é ali que é a tradição e é ali que vai ter que continuar”, defende o autarca.
Este ano, e com previsivelmente “metade do Rossio em obra” naquela altura, a feira vai realizar-se entre esse espaço, o Jardim Público e a Praça 1º de Maio. “Mas o edital já prevê que a feira vai crescer, vai usar mais o Jardim Público, vai usar também a Praça 1º de Maio, que é uma praça que tem que ser requalificada também”, diz o autarca, que assegura que a “zona do mercado é sempre uma zona muito procurada em qualquer cidade: as pessoas vão ao monumento principal e depois querem ir ao mercado”. “A zona do mercado tem que ser o espelho do concelho, mas para já a feira também vai ter esse espaço”, acrescenta Zorrinho.
Este ano, a Feira de São João contará com mais três dias de programação, “por duas razões”: “em primeiro lugar, por ser também a altura de Mundial e pode ser mais interessante ter uma feira em espaço aberto, com zonas para as pessoas poderem ver o futebol e acompanhar, e também porque nós gostamos de ouvir as pessoas antes de tomar as decisões, e aquilo que nos foi dito foi que normalmente a feira começa a vender quando fecha, porque muita gente na Função Pública recebe entre os dias 23 e 25, mas nas outras atividades não é assim. E por isso, respeitando o São João e respeitando os nossos santos, a feira vai até 5 de julho para haver essa possibilidade”, remata Carlos Zorrinho.
A feira abre ao público no dia 23 de junho às 17h00, encerrando às 03h00, e funcionará, em regra, entre as 12h00 e as 02h00 de domingo a quinta-feira, prolongando-se até às 03h00 às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriado.
O último dia do certame, 5 de julho, terá encerramento à 01h00. Paralelamente, diferentes espaços temáticos, como a Mostra de Atividades Económicas, áreas de artesanato e o espaço educativo, terão horários próprios de funcionamento.
Um veículo pesado de mercadorias, que seguia com uma carga de mais de 25 mil litros de vinhos, despistou-se e capotou, ao final da manhã desta segunda-feira, 13 de abril, na Estrada Nacional 373, entre Elvas e Campo Maior.
De acordo com fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, do acidente não resultou qualquer ferido, sendo que o condutor do camião, um homem com cerca de 55 anos, terá apenas sido assistido no local.
O alerta para a ocorrência foi dado às 11h44. Para o local foram mobilizados 12 operacionais, entre Bombeiros, INEM e GNR, apoiados por cinco viaturas.
A Delta Coffee House Experience e a LeYa juntam‑se para dar vida ao ‘Cup of Stories’, um ciclo de encontros culturais que celebra o diálogo natural entre literatura e café. Através de um clube de leitura que convida autores e leitores a partilhar conversas abertas e intimistas, ao ritmo de uma boa chávena de café.
Com início no dia 15 de abril, às 17h00, o ‘Cup of Stories’ inaugura uma programação mensal que irá decorrer nas lojas Delta Coffee House Experience, e que transforma estes espaços em pontos de encontro culturais e urbanos. Em cada sessão, um autor convidado e um moderador exploram não apenas uma obra literária, mas também os temas que lhes dão vida — da criação à memória, do tempo à inspiração — num espaço sem um palco rígido, sem formalismos, apenas uma conversa fluida, curiosa e genuína, como numa boa conversa de café.
A primeira sessão contará com uma conversa conduzida por Célia Pedroso, jornalista e especialista em gastronomia e cultura, com a Chef Marlene Vieira, distinguida com uma estrela Michelin. Ao longo da sessão, será explorada a forma como a gastronomia se cruza com as narrativas, a memória sensorial e a construção da identidade.
Este primeiro encontro dá o tom para a diversidade e riqueza criativa que o ciclo pretende abraçar. A partir daí, o ‘Cup of Stories’ desenvolve‑se numa programação, sempre com novos autores, livros e moderadores, promovendo diferentes perspetivas e conversas informais que se constroem naturalmente ao sabor de um bom café com assinatura Delta.
A par, a Delta Coffee House Experience da Avenida da Liberdade passa a integrar na sua loja uma seleção curada de livros disponíveis para leitura e compra, o que reforça a ambição de tornar estes espaços também casas de cultura e inspiração urbana. Entre os títulos disponíveis encontram-se “Eat Portugal”, de Célia Pedroso; “Cozinha de Chef”, de Marlene Vieira; “Earth, Water & Fire”, de Domingos Amaral; “Lisboa: A Guerra nas Sombras da Cidade da Luz”, de Neill Lochery, entre outros.
“Esta parceria nasce do valor que damos às boas conversas — aquelas que acontecem à volta de uma boa chávena de café, onde as ideias fluem, o tempo abranda e as histórias ganham espaço para existir. A Delta Coffee House Experience e a LeYa transformam o ato de beber um café Delta num momento de descoberta, onde literatura e experiência sensorial se encontram de forma natural e inspiradora. O ‘Cup of Stories’ é um convite a parar, ouvir e saborear histórias, num ambiente genuíno e autêntico, como só uma verdadeira conversa de café consegue ser.”, afirma Clara Melícias, Diretora de lojas Delta Coffee House Experience.
“Na LeYa acreditamos profundamente no poder da literatura e dos livros para provocar, aproximar e transformar. E esta parceria com a Delta Coffee House Experience afirma exatamente isso: levar os livros para o centro da vida quotidiana, para o lugar onde as ideias circulam com mais liberdade: à mesa de um café. E é aí que queremos estar a criar encontros reais entre autores e leitores e a dar às histórias um espaço vivo, partilhado e presente. Porque é nas pequenas pausas que não raras vezes as grandes histórias encontram lugar para acontecer.”, reforça David Azevedo Lopes, Administrador e Diretor Geral das Edições Gerais da LeYa.
O EP “Afro Texas”, que resulta de uma colaboração dos músicos Ribas e Sardo, é apresentado ao público, no bar do Castelo de Elvas, a 1 de maio, numa noite que promete ser de grande festa.
É nesse dia que o álbum fica disponível, tanto em formato físico como digital, sendo que três dos seis temas que compõem este trabalho foram já lançados. “Ainda faltam sair algumas canções, não queremos expor já tudo, mas podemos prometer que vai ser um álbum com muita animação”, garante Sardo. Na festa, para além da dupla, participarão outros artistas, incluindo um “com algum nome”, adianta o músico elvense, sem desvendar de quem se trata. Também o DJ Gasmuski irá animar o público presente.
Já Ribas, natural do Barreiro, mas com família em Elvas, onde reside há já três anos, recorda que foi Sardo quem o procurou, numa primeira instância, na altura em que começava a cantar e a gravar os seus primeiros temas. “Como eu tenho um estúdio em casa, começámos por aí: a ajudarmo-nos e ficámos logo com uma amizade que nunca esperámos e toda a gente sabe e diz que nós os dois juntos temos uma boa conexão. Foi isso que aproveitámos: o bom feedback que as pessoas nos deram”, adianta o artista. Dizendo que, fora a música, os dois têm já uma amizade “gigante”, Ribas revela que, entretanto, a dupla começou também a “despertar alguma atenção das editoras”.
A festa, no dia 1, tem início marcado para as 23 horas. As pulseiras de acesso, já em pré-venda, têm um custo de três euros. No próprio dia, o preço sobe para cinco euros.
As crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior voltam a celebrar a liberdade, na véspera do feriado de 25 de abril, no decorrer de mais uma edição do Encontro Infantil de Atletismo, promovido pelo Campo Maior Trail Runners.
Com o evento de regresso ao Estádio Capitão César Correia, depois de já se ter realizado também no Jardim Municipal e na zona envolvente ao Complexo das Piscinas da Fonte Nova, a iniciativa, explica o responsável pela organização, Carlos Pepê, tem em vista, sobretudo, permitir que as crianças “tenham liberdade para poder brincar, saltar e correr”.
Considerando a iniciativa uma boa forma para se “construir o atletismo” e se incentivar a adoção de práticas de vida saudáveis, Carlos Pepê explica que, em última instância, procura-se com este encontro levar os mais novos a “movimentarem-se em liberdade e a sentirem-se empoderados naquilo que são estilos de vida saudáveis, com boas práticas de convívio, estando ligados mais ao mundo real e muito menos ao virtual, que é isso que preocupa mais nos dias de hoje”.
Carlos Pepê revela ainda que modalidades de atletismo vão estar em destaque neste encontro, depois de os elementos do Campo Maior Trail Runners irem ao encontro das crianças do Jardim de Infância “O Despertar”, do Centro de Talentos Alice Nabeiro e do Agrupamento de Escolas para, de alguma forma, as “preparar” para a iniciativa: “vamos ter atividades de lançamento, saltos, corrida e temos a antiga pista dos carrinhos telecomandados, que transformámos numa minipista de trail, por assim dizer, com subidas, descidas, zonas onde se tem que passar a gatinhar, outras onde se tem que saltar”. “Criámos ali sete ou oito estações, nas quais damos liberdade às crianças de experimentar as várias modalidades do atletismo, tudo numa forma de brincadeira, sem vertente competitiva, obviamente”, remata o responsável.
Este IV Encontro Infantil de Atletismo, no próximo dia 24, tem início marcado para as 10 horas.
A equipa técnica da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), bem como autarcas e técnicos dos Municípios, assistiram no passado dia 8 de abril, a uma apresentação do projeto CRJ+, idealizado pela APPJuventude – Associação Portuguesa de Profissionais de Juventude no âmbito do Erasmus+ (KA154-YOU).
O foco deste projeto passa pelo apoio à criação de um modelo intermunicipal de participação jovem que funcione, com uma metodologia bem definida, método, rotinas de trabalho e que produza resultados. Para tal, pretende envolver jovens, técnicos e decisores num processo claro, com capacidade de continuidade no tempo.
A proposta passa por um protocolo de colaboração, celebrado através da CIMAA, para a elaboração dos Conselhos Municipais da Juventude para os Municípios que ainda não têm esta vertente, e introdução de melhorias nos que já existem, com novas dinâmicas.
A equipa da Unidade de Cuidados na Comunidade Elvas.com assinalou o Dia Mundial da Saúde com uma ação na comunidade, realizada na APPACDM de Elvas.
Esta iniciativa teve como objetivo promover a literacia em saúde junto de jovens e adultos com deficiência, incidindo na identificação de riscos para a saúde e na capacitação para conceitos básicos de promoção da saúde.
A atividade incluiu momentos práticos e participativos, com avaliação da tensão arterial, auscultação cardíaca, e a dinamização de áreas como a atividade física e a alimentação saudável.
A ação desta UCC contou com a colaboração de uma equipa multidisciplinar, composta por enfermeiros, nutricionista, fisioterapeuta e assistente social, que desenvolveram atividades práticas, adaptadas às capacidades e necessidades de cada pessoa, promovendo a inclusão, a autonomia e o bem-estar.
O Município de Elvas volta a promover, ao longo de 2026, a iniciativa “Percursos pelo Património”, um conjunto de visitas guiadas que convidam à descoberta da riqueza histórica e cultural da cidade Património Mundial da UNESCO.
Com início marcado para o dia 18 de abril, este ciclo propõe seis percursos temáticos, orientados por especialistas, com ponto de encontro no Posto de Turismo de Elvas. A iniciativa pretende dar a conhecer diferentes dimensões do património local, cruzando história, arte, religião e identidade.
O primeiro percurso, intitulado “Elvas Maçónica”, realiza-se a 18 de abril, às 10h00, com orientação do professor doutor António Ventura. Segue-se, a 23 de maio, também às 10h00, a visita “A Santa Casa da Misericórdia de Elvas”, conduzida pelo professor doutor Carlos Filipe.
No verão, a proposta passa por uma experiência noturna: “Elvas à Noite”, no dia 11 de julho, às 21h00, com o professor doutor José Aguiar.
O programa retoma em setembro, com três novas visitas: “O Cemitério Público de Elvas”, a 5 de setembro, orientada pela doutora Margarida Ribeiro; “A Arte nas Igrejas de Elvas”, a 19 de setembro, com o professor doutor Vítor Serrão; e, por fim, “A Sé e a Ordem Terceira de São Francisco”, a 3 de outubro, guiada pelo doutor Mário Cabeças.
Através destes percursos, o Município de Elvas reforça a aposta na valorização e divulgação do seu património, proporcionando experiências enriquecedoras tanto para residentes como para visitantes, e promovendo uma maior ligação da comunidade à história e identidade locais.
O VIII Encontro Internacional de Aguarela de Montemor-o-Novo reúne na cidade, entre os dias 2 e 8 de maio, sete mestres pintores de aguarela.
Com o evento a realizar-se dentro dos moldes das edições passadas, Júlio Jorge, aguarelista responsável pela organização do encontro, e esperando que a população e os visitantes interajam com os artistas, explica que estes poderão trabalhar em atelier ou na rua.
O público, durante os sete dias do evento, poderá também participar nos diferentes workshops a serem promovidos pelos artistas convidados. “As pessoas podem também pintar no primeiro sábado de manhã, que os artistas vão estar no mercado municipal a trabalhar para toda a população poder ver de perto como é que se trabalha com aguarela”, adianta o responsável, que avança que depois se espera uma “semana de trabalho intenso”.
Os sete aguarelistas convidados, este ano, são oriundos de cinco países diferentes: Peru, Tailândia, México, Espanha e Portugal. “Nós trabalhamos sempre com poucos artistas, não convém fazer um tipo de evento alargado, com muitos artistas, porque depois começa-se a dispersar muito e não resulta como nós pretendemos. Nós queremos que o encontro da aguarela seja mais ou menos uma residência artística e, se houver muita gente envolvida, as coisas dispersam-se bastante e os nossos objetivos acabam por não ser alcançados”, assegura Júlio Jorge.
Cada artista convidado irá promover um workshop por dia, com temáticas distintas. “Nós já estamos a divulgar as fichas de inscrição para que as pessoas interessadas se inscrevam. Cada artista tem uma temática diferente: uns é retrato, outros é paisagem campestre, outros paisagem urbana”, adianta o responsável.
Convidando todos os interessados por esta área a participar, Júlio Jorge revela ainda que esta oitava edição do encontro culmina com a inauguração de uma exposição, composta pelos trabalhos produzidos ao longo dos sete dias do evento. “Isto é um evento aberto a toda a gente e, as pessoas que gostem minimamente de pintura e acima de tudo de aguarela, convido a participar ou pelo menos, que mais não seja, a assistir, porque isto é aberto a toda a gente, ao contrário do que de vez em quando se pensa que isto é uma coisa fechada e que as pessoas não podem ver”, remata o aguarelista.