As crianças que frequentam o pré-escolar do concelho de Monforte continuam a aprendizagem na língua inglesa. Esta atividade decorre semanalmente, com a duração de uma hora por turma em cada freguesia, durante todo o ano letivo 2025/2026.
A aprendizagem desta língua universal insere-se na atividade 9 do Eixo 2 – Combate à Pobreza e à Exclusão Social das Crianças e dos Jovens, Promotor de um Efetiva Garantia para a Infância, especificamente do Projeto “Pré-escol@r 5G: capacitar diferentes áreas do desenvolvimento”
O projeto CLDS 5G é financiado no âmbito do Portugal 2030 – programa PESSOAS 2030, pelo Fundo Social Europeu +(FSE+) e pela União Europeia “Os Fundos Europeus Mais Próximos de Si”.
A obra de reabilitação do Cine-Teatro de Elvas prossegue a bom ritmo, tendo como finalidade a modernização e requalificação desta importante infraestrutura cultural.
Num investimento superior a dois milhões de euros, a obra consiste na intervenção ao nível da cobertura, espaços interiores, como os camarins, promovendo a melhoria do conforto tanto para os espectadores como para todos os agentes da área da cultura, instalações sanitárias, entre outros.
Para além disso, inclui a renovação dos acabamentos dos diferentes espaços do edifício, dos elementos da envolvente exterior do edifício através da execução de uma parede em gesso cartonado com isolamento, alteração das cadeiras da plateia, renovação do sistema de AVAC e respetivo equipamento, entre outras alterações pontuais.
Com um prazo de execução de cerca de 18 meses, a empreitada inclui ainda a renovação de todo o equipamento audiovisual e mobiliário.
O vice-presidente do Município de Campo Maior, Paulo Pinheiro, esteve presente nas comemorações do 367.º Aniversário da Batalha das Linhas de Elvas.
O momento teve lugar na Praça da República da cidade vizinha, onde decorreram várias cerimónias militares, com o objetivo de recordar esta batalha, que foi uma das mais importantes da Guerra da Restauração.
Ainda que a organização das Festas do Povo de Campo Maior espere a visita de meio milhão de pessoas à vila, entre os dias 8 e 16 de agosto, o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo acredita que o certame receberá mais público que na sua última edição, realizada em 2015.
Atualmente, garante José Manuel Santos, “há mais pessoas a viajar para Portugal, há mais pessoas a viajar para o Alentejo e estamos muito mais abertos ao mercado de Espanha do que estávamos há 11 anos”.
Por outro lado, o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo assegura que as Festas do Povo, no ano em que se realizam, são “o maior cartaz turístico do Alentejo” e dos “maiores de Portugal” e que, por isso, “não se podem realizar todos os anos”. “Nós agora falamos sempre em turismo transformador, turismo regenerador, turismo com as populações e dificilmente encontramos em Portugal um evento que tenha esta ligação tão forte às comunidades e ao povo. É um evento que brota da força, da consciência, do carinho, da autenticidade de Campo Maior. É um evento que nasce das pessoas. E eu creio que hoje, no turismo, há uma maior sensibilidade do público para este tipo de dimensões do turismo”, acrescenta.
Realizando-se em época alta, o evento vai acabar por colocar “ainda mais pressão” sobre a hotelaria, a restauração e o alojamento. Dizendo que este é um evento que vai “extravasar os limites do Alentejo”, José Manuel Santos não tem dúvidas de que, de alguma forma, as Festas do Povo vão chegar a Évora, Portalegre, a Espanha e, “provavelmente”, a Lisboa.
E uma vez que se pretende que este venha a ser um evento ibérico, será apresentado em Madrid, na FITUR, “uma das grandes feiras de turismo da Europa”, que arranca já no próximo dia 21 de janeiro. “Nós vamos ter, no stand do Turismo de Portugal, um vídeo a promover as Festas do Povo de Campo Maior e, na nossa área, no nosso stand do Alentejo, vamos ter em destaque as Festas do Povo. Vamos ter também uma apresentação, no dia 24, com a Associação das Festas do Povo, para a imprensa e para o público de Espanha”, revela ainda o responsável.
De recordar que a contagem decrescente para o arranque das Festas do Povo começou no passado domingo, com uma cerimónia que teve lugar no Centro Cultural da vila (ver aqui).
Uma colisão entre dois veículos ligeiros ocorreu esta tarde na Estrada Nacional 371, no troço que liga Arronches a Degolados, no concelho de Campo Maior.
De acordo com o Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, o acidente resultou em cinco feridos ligeiros, que foram encaminhados para o Hospital de Portalegre. O alerta foi registado às 14h32, tendo sido mobilizados para o local 16 operacionais, apoiados por oito viaturas.
A Universidade de Évora integra o projeto transfronteiriço RECORVHABIT – Recuperação Funcional e Promoção de Hábitos Saudáveis na Terceira Idade em Zonas Rurais, desenvolvido no âmbito do programa INTERREG España-Portugal (POCTEP). A participação da UÉVORA, através de alguns docentes da Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano, Departamento de Desporto e Saúde, traduz uma estratégia institucional orientada para a valorização das populações do interior, para a promoção do envelhecimento ativo e para a produção de conhecimento científico com impacto direto nas comunidades.
Liderado pela Universidad de Extremadura (Espanha), e contando com a Universidade de Évora como parceira académica em Portugal, o projeto articula-se com municípios e instituições locais para implementar ações estruturantes: formação de técnicos, reforço de redes de apoio comunitário e criação de espaços equipados para a prática de exercício físico adaptado e reabilitação funcional que no caso português será implementada esta sala no Município de Vila Viçosa. Ao atuar num consórcio internacional e multidisciplinar, a Universidade de Évora assume, assim, um papel central na dinamização de respostas inovadoras para os desafios da saúde e da coesão territorial, contribuindo para modelos sustentáveis e replicáveis noutras regiões rurais não só nacional como também internacionalmente.
O projeto tem como objetivo central promover a recuperação funcional e estilos de vida saudáveis entre idosos residentes em zonas rurais, mediante a implementação de ações integradas — formação de técnicos especializados, reforço de redes locais de apoio, e disponibilização de infraestruturas adaptadas, como salas equipadas com aparelhos de desporto, para uso de utentes séniores. Essa infraestrutura visa servir de base para programas regulares de exercício físico e reabilitação funcional adaptada às necessidades da população sénior rural.
Este modelo de intervenção enquadra-se nas orientações europeias para a promoção do envelhecimento ativo, respondendo às necessidades específicas de territórios marcados pelo isolamento geográfico, pelo envelhecimento populacional e pela insuficiência de serviços especializados. Para além do impacto direto na saúde e funcionalidade dos participantes, o projeto visa produzir conhecimento científico que permita avaliar a eficácia destas intervenções em contexto real. Esta dimensão de investigação científica, liderada em parte pela equipa da Universidade de Évora, deverá gerar resultados robustos sobre práticas de promoção da saúde em meios rurais, contribuindo para orientar políticas públicas e futuros programas de intervenção comunitária. A criação de um modelo integrador de intervenção — combinando formação técnica, cooperação institucional, participação comunitária e infraestrutura adaptada — poderá servir como referência replicável para outras regiões com perfil demográfico e geográfico semelhante. Socialmente, o projeto visa reforçar a coesão comunitária, promover a autonomia e a independência dos idosos, e favorecer a sua inclusão ativa na vida local, contribuindo para combater o isolamento e promover a dignidade e o bem-estar nesta faixa etária.
Com o envolvimento da Universidade de Évora, o RECORVHABIT traduz o compromisso de uma instituição académica com a responsabilidade social e com a investigação aplicada, ao colocar o saber e os recursos universitários ao serviço das comunidades mais vulneráveis ou periféricas. Este projeto reafirma a pertinência de abordagens multidisciplinares, que integrem desporto, saúde, formação e cooperação institucional, para responder a desafios complexos como o envelhecimento da população, o despovoamento e as desigualdades territoriais.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) esteve representada pelo Presidente do Conselho Intermunicipal, Joaquim Diogo, numa mesa redonda no evento de apresentação do Estratégia de Eficiência Coletiva “GUARDIÕES Alentejo – Ação Climática para a valorização do recurso endógeno Ecossistema Ambiental”, que decorreu no Auditório da CCDRA IP, em Évora.
Nesta mesa redonda, onde participaram também os Presidentes das restantes CIM’s do Alentejo, Joaquim Diogo elogiou a pertinência desta estratégia, “que constitui um contributo decisivo para uma abordagem integrada, colaborativa e territorializada à ação climática”.
“A CIMAA assumiu a ação climática como uma prioridade estratégica, integrada nas políticas de desenvolvimento territorial e na cooperação intermunicipal. Destaco, sobretudo, o desenvolvimento do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas, que permitiu construir uma visão comum para o território do Alto Alentejo, bem como o Empreendimento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão, um projeto estruturante para o Alto Alentejo, com impacto direto na adaptação às alterações climáticas. A sua construção contribui decisivamente para a resiliência hídrica, mitigando os efeitos da seca e da escassez de água, cada vez mais frequentes”, completou o autarca.
Com organização da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P. (CCDRA IP), do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) e do Fórum da Energia e Clima, este evento assumiu-se como um espaço de partilha, diálogo e debate, reunindo atores-chave, comprometidos com a ação climática e a valorização do território.
A Praça da República de Elvas foi, ao final da manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, o palco do momento alto das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas.
A cerimónia iniciou-se com a intervenção do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, que para além da homenagem feita aos heróis de 14 de janeiro 1659, destacou as batalhas de hoje e do futuro para o concelho. Habitação, saúde, criação de emprego e educação foram os principais vetores enunciados por Nuno Mocinha, em representação do presidente da Câmara, comendador José Rondão Almeida, ausente por motivo de doença
Seguiu-se a incorporação das forças militares e militarizadas na parada da Praça da República. Dela fizeram parte a Banda Sinfónica do Exército, Regimento de Cavalaria nº 3 de Estremoz, Corpo de Intervenção da Polícia de Segurança Pública, Guarda Nacional Republicana a pé e a cavalo, Bombeiros Voluntários de Elvas e a estrutura local da Cruz Vermelha Portuguesa.
O contingente, que desfilou depois pela Rua da Cadeia, contou ainda com viaturas militares do Regime de Cavalaria de Estremoz e veículos pertencentes ao espólio do Museu Militar de Elvas.
A última parte da cerimónia foi preenchida com as intervenções das autoridades militares, a cargo do diretor do Museu Militar, Coronel Nuno Duarte, e do diretor de História e Cultura do Exército, Major-General António Cavaleiro. O primeiro fez uma evocação histórica dos antecedentes e consequências da Batalha das Linhas de Elvas e o segundo deixou a garantia de reforço da importância do Museu Militar no contexto nacional.
Seguiu-se, já na Rua da Cadeia, o habitual desfile das forças em parada.
A habitação é uma das prioridades da Câmara Municipal de Alandroal para este mandato, até porque, de acordo com o presidente, João Grilo, o concelho está a ficar “sem lotes de natureza municipal disponíveis para venda”.
Na procura de alternativas, o autarca adianta que o município tem vindo a trabalhar em alguns loteamentos: para uns o município “já tem os terrenos”, para outros “está a adquiri-los”. “Depois temos que conseguir desenvolver as infraestruturas para que possamos colocá-los à venda”, acrescenta.
Por esta altura, a Câmara Municipal de Alandroal está também “a ultimar projetos do Primeiro Direito”, para que possa iniciar o processo de oferta de habitação para as famílias mais carenciadas. Neste caso, João Grilo conta que estes projetos venham a ser financiados pelo Alentejo 2030.
“Sentimos que há uma procura muito grande de habitação no concelho, que a reabilitação nas aldeias tem sido bastante importante para diminuir o número de casas devolutas e aumentar a ocupação. Mas precisamos também de soluções de nova habitação, um pouco por todo o concelho, daí os loteamentos que estamos a estudar estejam previstos para Casas Novas, Pias, Aldeia da Venda, Hortinhas e Juromenha”, adianta o presidente da Câmara de Alandroal.
João Grilo avança ainda que a autarquia está a estudar “aumentar a possibilidade de construção em baixa densidade, naturalmente, respeitando as características do território e de acordo com a procura”. Falando numa “experiência interessante”, o autarca revela que o município, em tempos, decidiu transformar lotes pequenos, que se encontravam à venda há mais de 15 anos, fundindo-os dois a dois, passando de seis para três lotes. “Duplicaram as áreas e foram vendidos em pouquíssimos meses”, lembra.
“A procura que temos no nosso território vai de encontro a habitações que tenham um logradouro amplo, que tenham, de facto, possibilidade de viver na natureza. Ninguém vem para o Alandroal para viver em prédios ou para viver como já se vive nas grandes cidades. Portanto, aqui a procura é outra e nós temos que encontrar soluções para dar essa resposta alternativa”, remata.
Elvas celebra esta quarta-feira, 14 de janeiro, um dos momentos mais emblemáticos da sua história: a Batalha das Linhas de Elvas, travada há precisamente 367 anos e que garantiu a liberdade e a soberania de Portugal.
Dando conta que o feito de 1659 só é comemorado, desde o primeiro momento, em Elvas, o historiador elvense e cronista oficial da cidade, Rui Jesuíno, lembra que esta foi a principal batalha da Guerra da Restauração. “Mesmo só sendo feriado municipal, como é óbvio, a partir do século XX, não houve um ano em que, em Elvas, não houvesse comemorações, desde religiosas a outras”, assegura.
“Esta batalha advém de algo que correu mal: a tentativa de conquista falhada de Badajoz, pensada por João Mendes de Vasconcelos. Há depois uma fuga de todos aqueles que estavam em Badajoz para Elvas e um exército castelhano que vem socorrer Badajoz e que acaba por cercar a cidade de Elvas”, recorda o historiador.
A cidade esteve cercada desde outubro de 1658 até 14 de janeiro de 1659, “até que depois veio o exército de socorro português, vindo de Lisboa, e especialmente depois ali de Estremoz e Vila Viçosa, formado por muitos alentejanos, que veio socorrer a cidade”, avança Rui Jesuíno
Abertas as linhas, é travada a batalha no dia 14, “que só terminou na manhã de dia 15”. É precisamente no dia 15 que acaba por falecer “o grande herói da batalha”, André de Albuquerque Riba-Fria, “num ataque a um fortim que existia onde está hoje o Forte da Graça”.
A verdade é que travar o exército castelhano, em Elvas, era essencial para que não pudesse chegar a Lisboa. “Como diziam muitos reis castelhanos, ao longo da história, para conquistar Portugal era necessário conquistar Elvas, porque de Elvas a Lisboa era um passeio. E, se pensarmos bem, assim era, porque não há nenhum acidente orográfico, não há nenhuma serra, nem nenhum grande rio até ao Tejo. Portanto, era aqui que era necessário travar o exército castelhano e assim se fez, felizmente, no dia 14 de janeiro de 1659, e ainda bem que mais um ano estamos a festejar esta grande vitória”, remata Rui Jesuíno.