ULS Alto Alentejo promove formação em RX Tórax para médicos da instituição

A ULS Alto Alentejo promoveu o Curso de RX Tórax, uma iniciativa de formação organizada pelo Serviço de Radiologia da ULS Alto Alentejo, dirigida aos médicos da instituição.

A ação formativa decorreu, respetivamente, no Auditório São Mateus, em Elvas, e no Auditório do Hospital Doutor José Maria Grande, em Portalegre, e teve como principal objetivo reforçar os conhecimentos na área da radiografia básica do tórax, contribuindo para a atualização científica e a melhoria da prática clínica no diagnóstico das patologias torácicas mais frequentes.

O curso foi assegurado pelas médicas Ana Margarida Coelho Frederico, Rita Maia e Nina Santana Grillo, do Serviço de Radiologia da ULS Alto Alentejo, integrando momentos de componente teórica e prática, com abordagem à anatomia radiológica do tórax, interpretação das principais alterações radiográficas e identificação de situações clínicas urgentes.

Esta iniciativa insere-se na estratégia da ULS Alto Alentejo de promoção da formação contínua dos seus profissionais, valorizando a partilha de conhecimento interno e o reforço da qualidade e segurança dos cuidados de saúde prestados à população.

DIGITAGRO CHALLENGE: a ciência e a inovação na Agricultura

Durante quatro dias, cerca de 200 alunos da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão e da Escola Secundária D. Sancho II visitaram a Escola Superior de Biociências de Elvas do Politécnico de Portalegre (ESBE) para participarem no DigitAgro Challenge, uma semana temática que decorreu em março e que teve como objetivo mostrar como a ciência e a inovação fizeram da agricultura uma atividade tecnológica, facto geralmente desconhecido do grande público.
Foram abordados temas ligados a aspectos-chave da agricultura (importância do solo, água e biodiversidade), tendências mundiais de procura de alimentos (food safety e food security), a importância dos dados (monitorização e modelos) na aplicação das novas tecnologias na agricultura, sistemas de produção sustentáveis, agricultura circular (os resíduos podem ser recursos), conservação de solo, fontes alternativas de proteína, agricultura sem solo, culturas emergentes e produtos inovadores e a aplicação da genómica (OGM, biopesticidas, variedades adaptadas/melhoradas…). 

Para além de uma pequena palestra que introduziu o tema diariamente e que foi ministrada por professores da ESBE, as atividades práticas na Escola e as visitas de campo permitiram aos alunos e professores ter uma noção aplicada de como a ciência está presente todos os dias na vida de um agricultor. As entidades que colaboraram no DigitAgro Challenge contribuíram bastante para dar essa visão inovadora: Instituto Nacional de Investigação e Agrária – Polo de Elvas, Associação de Criadores de Bovinos Mertolengos, Associação de Produtores Agrícolas de Precisão, Centro de Competências InovTechAgro, BioBIP (Bioenergy and Business Incubator of Portalegre), Medicane | MHI Cultivo Medicinal.

É o segundo ano em que esta iniciativa se desenvolve. É organizada no âmbito do consórcio +AGRODIGITECH@SUL (liderado pela Universidade de Évora, e que integra as Universidades do Algarve e Nova de Lisboa, e os Institutos Politécnicos de Beja e Portalegre). Pretende dar a conhecer os desafios com que se depara a agricultura atualmente, assim como as estratégias e as soluções tecnológicas e digitais que os agricultores utilizam para uma produção sustentável. Em 2025/26 a ESBE recebeu cerca de 200 alunos que entraram no mundo da Agricultura e que deixaram para trás a imagem pré-concebida que tinham desta atividade.  

Procissão do Mandato sai às ruas de Elvas na noite desta Quinta-feira Santa

A programação da Semana Santa, em Elvas, contempla esta quinta-feira, 2 de abril, diversas cerimónias religiosas.

Na Igreja de São Domingos, pelas 17h45, têm início as confissões e a recitação do terço. Segue-se, às 18h30, a Missa da Ceia do Senhora. Às 21 horas, realiza-se a Procissão do Mandato, organizada pela Santa Casa da Misericórdia de Elvas, com saída da igreja da Misericórdia.

Já amanhã, Sexta-Feira Santa, na Igreja de São Domingos, pelas 15 horas, haverá Via-Sacra e confissões e às 16h30 a celebração litúrgica da Paixão do Senhor. A Procissão do Enterro do Senhor sai da Igreja de São Domingos às 21h30

Campo Maior: em ano de Festas do Povo, Festival Raya realiza-se num só fim de semana

A Câmara Municipal de Campo Maior e a Associação das Festas do Povo têm vindo a delinear e a preparar, nos últimos tempos, aquilo que virá a ser o programa cultural do evento maior do concelho, que está de regresso à vila a 8 de agosto, 11 anos depois da sua última edição.

Por outro lado, e com a proximidade em termos de datas entre as Festas do Povo e o Festival Raya, desta feita, e contrariamente ao que tem acontecido nas suas últimas edições, o evento dedicado aos jovens irá realizar-se num só fim de semana de julho. “Este ano, e tendo em conta também aquilo que é a proximidade ao evento das Festas do Povo, o Festival Raya será realizado apenas num fim de semana, de quinta-feira a domingo”, revela o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha.

“Para as Festas do Povo, estamos neste momento a estabelecer aquilo que é um programa cultural, que com certeza será um programa cultural muito do agrado da nossa comunidade, mas também das comunidades limítrofes, porque eu e o senhor presidente da Associação das Festas demos já aqui um toque na exploração dos 14 concelhos vizinhos que fazem parte da Comunidade Intermunicipal, para que tenhamos também aqui uma representação cultural dos outros 14 concelhos do Alto Alentejo”, avança Rosinha.

O autarca avança ainda que Campo Maior tem já em vigor um protocolo com o município espanhol de San Vicente del Raspeig, para que as suas famosas Hogueras possam ter o seu destaque no decorrer das Festas do Povo. “Posso adiantar, desde já, que será um evento que surgirá no segundo fim de semana das Festas do Povo. Portanto, teremos uma vertente regional, nacional e também internacional”, remata o presidente da Câmara de Campo Maior.

IPP reforça posicionamento internacional em fórum global da OCDE

O Politécnico de Portalegre marcou presença no Global Forum on the Environment and Climate Change, organizado pela OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECD) e pela Agência Internacional de Energia (IEA), que decorreu na sede da OCDE, em Paris.

“A presença do Instituto Politécnico de Portalegre em fóruns internacionais de referência, como o da OCDE, reflete o nosso compromisso com uma ciência aplicada, orientada para políticas públicas e com impacto territorial. Esta participação reforça o posicionamento do IPP como um parceiro relevante nas redes internacionais que estão a moldar a agenda climática global”, considera Luís Loures, presidente do IPPortalegre.

A instituição esteve representada pelo Professor Rui Alexandre Castanho, vice-coordenador do VALORIZA – Centro de Investigação para a Valorização dos Recursos Endógenos e Embaixador Português do EU Climate Pact, integrando um fórum de elevado nível que reuniu decisores políticos, representantes governamentais e especialistas internacionais em políticas climáticas.

O encontro centrou-se em temas estratégicos para a governação climática global, nomeadamente, a preparação do segundo Global Stocktake do Acordo de Paris e a operacionalização do Global Goal on Adaptation (GGA) no contexto das decisões da COP30.

A participação do Politécnico de Portalegre neste fórum internacional reforça o seu papel enquanto instituição ativa na interface entre investigação científica, planeamento territorial e políticas públicas, com particular enfoque na transição climática e nos desafios dos territórios de baixa densidade e contextos transfronteiriços.

A participação no Global Forum permite ainda consolidar a integração do Centro VALORIZA em redes internacionais de decisão, contribuindo para o desenvolvimento de soluções inovadoras que articulam conhecimento científico com implementação territorial efetiva.

CIMAA na primeira reunião do projeto INTEGRA

A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) participou na primeira reunião de projeto do INTEGRA, uma iniciativa estratégica convocada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, que reuniu diversas entidades regionais com o objetivo de promover uma abordagem integrada ao desenvolvimento territorial.

O Projeto INTEGRA é uma iniciativa europeia financiada pelo Programa Interreg Europe 2021-2027, que visa melhorar a conceção e a gestão de instrumentos territoriais – ferramentas fundamentais para promover o desenvolvimento sustentável, a coesão territorial e a transição verde e digital nas regiões europeias. Reúne oito regiões europeias para melhorar a conceção e gestão de instrumentos territoriais que apoiam a transição verde e digital e promovem um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

A sessão inaugural decorreu num ambiente de cooperação institucional, tendo como principal propósito alinhar os parceiros em torno dos objetivos, metodologias e calendário de execução do projeto INTEGRA. Este projeto visa reforçar a articulação entre políticas públicas, promover a coesão territorial e fomentar soluções inovadoras para desafios comuns nas regiões envolvidas.

Em Portugal, a CCDR Alentejo trabalha em articulação com o seu Grupo Regional de Partes Interessadas, onde estão incluídas a Universidade de Évora, a ADRAL, o PACT, as CIMs do Alentejo, e outras associações de desenvolvimento local. Neste primeiro momento, a CCDR apresentou o enquadramento geral do INTEGRA, evidenciando o seu papel enquanto instrumento de apoio à governança multinível e à implementação de políticas regionais mais integradas e sustentáveis.

A participação da CIMAA nesta fase inicial reforça o seu posicionamento como agente dinamizador do desenvolvimento regional, evidenciando a relevância do trabalho em rede e da cooperação institucional para enfrentar os desafios atuais e futuros do território.

Vizinhos e Miguel Gameiro nas tradicionais Festas em Honra de Nossa Senhora da Boa Nova

De 10 a 14 de abril regressam à histórica Vila de Terena, no concelho do Alandroal, as tradicionais celebrações associadas a um dos cultos marianos mais antigos do país.

Também tradicionalmente conhecidas como as “Festas dos Prazeres”, e tendo como recinto privilegiado o recentemente restaurado Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, além do programa religioso que se traduz numa das mais importantes romarias da região, congregam também um conjunto de atividades culturais e desportivas que mobilizam a vila e o concelho por estes dias.

Sempre realizadas na semana seguinte à Páscoa, correspondendo a segunda-feira de Pascoela ao feriado municipal, são organizadas em conjunto pela Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova e pelo Município de Alandroal, com a colaboração da Junta de Freguesia de Terena e da Paróquia de São Pedro de Terena.

Este ano, os principais espetáculos, patrocinados pelo município, estão a cargo dos Vizinhos, na sexta-feira, dia 10 e Miguel Gameiro & Pólo Norte no sábado, dia 11.

Não faltarão motivos para visitar Terena e o concelho do Alandroal por estes dias.

Elvas dá pontapé de saída na campanha nacional do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância

A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens deu início, na tarde desta quarta-feira, 1 de abril, à Campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, em Elvas, com uma sessão de sensibilização.

Com a ação, destinada sobretudo a profissionais da área e desenvolvida em parceria com a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Elvas, no Auditório São Mateus, procurou-se partilhar estratégias e esclarecer dúvidas sobre como identificar sinais de abuso, negligência e maus-tratos em crianças.

Defendendo que a prevenção das situações de maus-tratos compete a toda a comunidade, a presidente da Comissão Nacional, Ana Isabel Valente, começa por dizer que essa responsabilidade não se pode resumir apenas a este mês de abril: “tem de ser o ano inteiro”. “A prevenção das situações de maus-tratos compete a todos, porque proteger crianças compete também, para além das famílias, que são os primeiros protetores, aos educadores, aos médicos, aos enfermeiros, compete a toda a gente que lida com elas”, assegura a responsável, dando conta que é necessário estar atento aos sinais dos mais novos. “Tem de se verificar se estão felizes, verificar se há alterações, para os podermos proteger melhor”, explica.

O número de casos, denunciados e acompanhados pelas CPCJ, a nível nacional, continua a ser “muito elevado”; ainda assim, “nem todas as situações são situações de perigo para as crianças”. “As pessoas estão mais alertadas e isso também nos dá aqui algum conforto, porque quer dizer que todas as ações que temos levado a efeito e que continuamos a efetivar têm algum acolhimento na comunidade. As pessoas estão mais alertadas e, muitas vezes, na dúvida, sinalizam. O que é bom”, assegura Ana Isabel Valente.

Explicando ainda que a escolha de Elvas para este pontapé de saída na Campanha do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância tem muito a ver com o trabalho desenvolvido pela CPCJ local, Ana Isabel Valente garante, desde logo, que todo o país, incluindo o interior, conta para a Comissão Nacional. “A CPCJ de Elvas é uma CPCJ muitíssimo empenhada e foi com o maior prazer que aqui viemos dar o pontapé de saída para este mês e falar sobretudo para educadores, sobre prevenção. É sempre pela prevenção que temos de começar”, remata.

Já a presidente da CPCJ de Elvas, Raquel Guerra, que explica que esta foi, acima de tudo, “uma tarde de reflexão”, destaca que foi na cidade que se deu o mote para que se promovam, em todo o país, as mais diversas atividades neste âmbito da prevenção dos maus-tratos na infância.

O objetivo da sessão foi chamar a atenção de todos os profissionais presentes para a necessidade de se formar, de modo “colaborativo e concertado”, uma “rede protetiva de maus-tratos na infância”: “não digo para quebrar estes ciclos, porque infelizmente sabemos que isto se passa dentro de portas fechadas e às vezes é difícil entrarmos, mas cabe-nos a nós, enquanto cidadãos, estarmos atentos, estarmos informados e sabermos como temos que agir e onde agir para podermos ser apoio e rede das crianças e olhar para elas, não deixá-las ser invisíveis dentro de um círculo tóxico e de maus-tratos”, diz Raquel Guerra.

Dando conta de que a CPCJ de Elvas é aquela que, em todo o Alto Alentejo, tem o maior volume de processos em mãos, Raquel Guerra garante que foi com “orgulho” que a equipa recebeu o convite para ser a anfitriã desta abertura nacional da campanha: “ficámos também contentes por perceber que a Comissão Nacional está atenta àquilo que são os projetos de prevenção da CPCJ de Elvas e que também, baseado nisso, nos contacta para que sejamos nós, então, a CPCJ de eleição”.

A ação de sensibilização, subordinada ao tema “Sinais de maus-tratos – Conhecer para melhor agir” e que foi dinamizada por Fátima Duarte, técnica superior da Comissão Nacional, teve início logo após a sessão de abertura que contou com os discursos de Ana Isabel Valente e Raquel Guerra.

Em Elvas, este Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância ficará ainda marcado pela realização de uma caminhada e pela tradicional construção do Laço Azul Humano.

International Coffee Partners já investiu 25 milhões de euros em atividades ao longo dos seus 25 anos

A InternationalCoffeePartners (ICP) – constituída pelas empresas Delta Cafés (Portugal), Franck (Croácia), Joh. JohannsonKaffe (Noruega), Lavazza (Itália), Löfbergs (Suécia), Neumann KaffeeGruppe (Alemanha) e Tchibo (Alemanha) – celebra este ano o seu 25.º aniversário. Em 2001, durante a crise mundial do café, um grupo de empresas europeias dedicadas ao setor decidiu cooperar de forma pré-competitiva para apoiar uma produção de café mais resiliente e melhorar as condições de vida das famílias de pequenos produtores. Ao longo destes 25 anos, foram investidos 25 milhões de euros em atividades da ICP, mobilizando recursos adicionais provenientes de doações e de outros parceiros, que promovem soluções eficazes e geradoras de mudança e impacto significativos.

25 anos de mudança com impacto

Há 25 anos, a ICP tem percorrido um caminho de aprendizagem, desenvolvendo projetos baseados nas necessidades reais dos pequenos produtores de café, com o objetivo de compreender a sua perspetiva, responder às suas expectativas e incentivar a sua autonomia.

Atualmente, a ICP adota uma abordagem holística que abrange não só a produtividade e a qualidade, mas também o fortalecimento dos negócios familiares, nas organizações de produtores, na resiliência climática, no envolvimento dos jovens e na igualdade de género.

“A nossa parceria permitiu o investimento de 25 milhões de euros em atividades da ICP ao longo destes 25 anos, promovendo uma mudança significativa”, afirma Rui Miguel Nabeiro, Presidenteda InternationalCoffeePartners. “Tornar a produção de café mais resiliente e assegurar um futuro próspero para as famílias e comunidades produtoras são desafios que exigem trabalho conjunto. Para nós, sempre foi— e continua a ser — claro que, ao, juntarmos conhecimento e recursos, entre nós e com as comunidades agrícolas, conseguimos ir mais longe e gerar um impacto duradouro.”

Em 1999, Michael R. Neumann começou a trabalharnumainiciativaconjunta de desenvolvimento, quelevou à fundação da ICP em 2001. A basedestainiciativafoi o empreendedorismofamiliarresponsávelporparte dos acionistaseuropeus, bemcomo a agregação dos esforços de sustentabilidade de cadaacionistanumaabordagemintegrada, oferecendovantagensclaras.

“É impressionante constatar que a abordagem empreendedora e ética deu frutos ao longo de 25 anos, em 2026. Este percurso demonstra como esforços consistentes e colaborativos podem conduzir a uma mudança holística significativa, em benefício dos nossos parceiros, das comunidades de pequenos produtores de café em África e em muitos outros países”, afirma Michael R. Neumann.

Impacto no terreno: melhores práticas agrícolas e melhoria das condições de vida

Desde 2001, mais de 125.700 famílias participaram em projetos da ICP em 13 países produtores de café. A promoção de práticas agrícolas sustentáveis e de sistemas de produção diversificados têm contribuído para melhorar a produção de café nas explorações familiares. Técnicas e ferramentas de adaptação têm reforçado a resiliência das famílias perante as alterações climáticas.A ICP tem também apoiado os agricultores na produção de culturas adicionais, permitindo diversificar a alimentação das famílias, aumentar o rendimento e melhorar as condições de vida.

A criação e profissionalização de organizações de agricultores e cooperativas tem assumido um papel crucial, oferecendo aos seus membros acesso a serviços relevantes e a mercados competitivos. Desde 2001, a ICP trabalhou com mais de 2.700 organizações de agricultores em diversas regiões.

Com programas de formação específicos, mulheres e jovens têm sido capacitados para participar na tomada de decisões em todos os níveis. Em 2025, 22% dos participantes das formações eram jovens agricultores entre os 18 e 35 anos, e 45% eram mulheres.

Todos os projetos da ICP são implementados pela Hanns R. Neumann Stiftung (HRNS), atualmente no Brasil, Etiópia, Honduras, Indonésia, Tanzânia e Uganda.

“Na Indonésia, a ICP atua como facilitadora de um ecossistema de café, mais do que como um projeto isolado. A principal lição que retiramos da experiência na Indonésia é que o envolvimento inclusivo e de longo prazo é essencial para alcançar mudanças estruturais no setor do café”, explica ArmanGinting, Co-CountryDirector da HRNS Indonésia. “Quando a ICP iniciou o seu trabalho nas regiões onde atuamos, o café local era muitas vezes visto como de segunda categoria, com qualidade baixa e inconsistente. Nessa altura, poucas empresas estavam dispostas a comprar diretamente aos produtores ou cooperativas. Hoje, o cenário mudou de forma fundamental: muitas cooperativas integram cadeias de fornecimento direto, aproximando produtores e empresas exportadoras.”

Compromisso de longo prazo e transformação sustentável

Apesar do aumento dos custos de produção, da diminuição dos rendimentos e do encarecimento dos insumos, a ICP mantém-se um parceiro sólidodas famílias produtoras e das suas comunidades em tempos de incerteza global. Ao mesmo tempo, os efeitos das alterações climáticas tornam-se cada vez mais evidentes, enquanto iniciativas ambientais e programas de apoio internacional têm sido reduzidos ou descontinuados em vários países. Este contexto reforça a urgência de ações de longo prazo e de investimentos pré-competitivos.

“A ICP mantém-se fiel à sua abordagem de longo prazo e continua a contribuir para a transformação sustentável do setor do café”, afirma Rui Miguel Nabeiro. “Ao partilhar experiências e conhecimento com as famílias agricultoras e outros intervenientes do setor, demonstramos o que pode ser alcançado quando os problemas prementes das comunidades e paisagens de café são enfrentados em conjunto e de forma pré-competitiva.”

Sobre a InternationalCoffeePartners 

É uma organização sem fins lucrativos formada por empresas familiares europeias de café, Delta Cafés de Portugal, Franck da Croácia, Paulig da Finlândia, Joh. Johannson da Noruega, Löfbergs da Suécia, Lavazza da Itália, Neumann KaffeeGruppe da Alemanha e Tchibo da Alemanha. O objectivo da ICP é contribuir com know-how para estabelecer um sector cafeeiro sustentável em países estratégicos através da implementação de projetos de melhores práticas em comunidades de pequenos produtores de café. Desde 2001, a ICP já atingiu mais de 118.000 famílias de pequenos produtores em 13 países.

Alentejo: Entidade Regional de Turismo prevê Páscoa com ocupação hoteleira superior a 75%

O Alentejo deverá registar uma taxa de ocupação “superior a 75%” neste período da Páscoa: pelo menos é essa a perspetiva do presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo.

Lembrando que a região “tem operações hoteleiras muito diferentes”, com locais onde “praticamente a hotelaria estará esgotada” e noutros em que a ocupação rondará os 60 ou 65%, José Manuel Santos espera uma “Páscoa boa”.

Para os resultados, que espera que sejam muito positivos, o presidente da ERT diz contribuírem os “eventos muito bonitos” promovidos na região, como a Semana Santa no Crato e a Páscoa em Castelo de Vide. “Temos de mostrar ao país que no Alentejo há excelentes eventos pascais, porque também para muito público isso atrai mais fluxos turísticos”, garante.

Por outro lado, e com o objetivo de captar procura turística para a Páscoa e incentivar viagens de curta duração, a ERT lançou, pela primeira vez, uma campanha de publicidade em Espanha dirigida às regiões fronteiriças da Extremadura (Badajoz, Cáceres e Mérida) e da Andaluzia (Sevilha e Huelva). Trata-se de uma campanha “multimeios”, com presença em centros comerciais e com “uma forte componente digital e de rádio”.

A campanha, que tem como conceito criativo “Mais além, sem ir mais longe”, tem em vista um “mercado de proximidade”. “É um mercado onde o Alentejo está a construir um posicionamento muito forte, mas ainda há milhares e milhares de espanhóis que não conhecem o Alentejo. Está aqui mesmo ao pé, os espanhóis vêm muito ao Alentejo neste período pascal, mas queremos que venham mais”, diz José Manuel Santos.

Entretanto, e já a pensar no verão, a ERT irá avançar em maio com uma campanha destinada ao mercado nacional. “O verão não é garantido e temos também de promover o Alentejo no verão e, portanto, temos pela frente um ano exigente”, remata o responsável.