Brigada 14 de Janeiro sobe ao palco do Auditório São Mateus em espetáculo único para celebrar Abril e 25 anos de história

Celebram-se este sábado os 52 anos desde o momento histórico de 25 de abril de 1974, quando um grupo de jovens capitães levou a cabo um golpe de Estado que, em menos de 24 horas, derrubou a ditadura que dominava Portugal, levando a uma decisiva mudança no rumo da história nacional. Em Elvas, depois das habituais iniciativas mais institucionais, este dia de comemorações culmina com um concerto muito especial da Brigada 14 de Janeiro, no Auditório São Mateus, numa altura em que o grupo está a comemorar o seu 25º aniversário.

Com a participação especial dos coronéis Nuno Duarte e Joaquim Bucho, que se associam ao evento, numa homenagem sentida aos valores de Abril, este concerto, que terá uma componente multimédia, avança Pedro Sena, um dos elementos da Brigada 14 de Janeiro, será um espetáculo “um pouco diferente do habitual, mais trabalhado e com uma maior produção”. “Vamos ter ainda a participação do grupo de percussão Bomb’Alen, que também faz parte da Sociedade 1.º de Dezembro, na qual nós ensaiamos todos os anos desde que nos formámos”, adianta o músico.

No que concerne ao conteúdo multimédia, Pedro Sena explica que serão, no decorrer do concerto, apresentados “alguns vídeos que têm ligação ao 25 de Abril”: alguns do arquivo da RTP e outros com depoimentos de autores que o grupo interpreta, como Zeca Afonso, Fausto Bordalo Dias, Sérgio Godinho, José Mário Branco e Pedro Barroso.

Assegurando que se há altura no ano em que a Brigada 14 de Janeiro tem de estar em palco é no 25 de Abril, Pedro Sena garante que este é um concerto que acaba por ser bem mais que um espetáculo musical. “Vai ser um espetáculo mais produzido, com uma dedicação que vai para além daquilo que é o espetáculo musical em si habitual e também fazendo jus aos 25 anos da Brigada, porque já cá andamos há algum tempo, e depois, por outro lado, porque é 25 de Abril, a data que, realmente, nos assenta sempre bem”, diz ainda o músico.

Neste espetáculo evocativo, marcado para as 21h30, a música, a história e a memória unem-se para recordar a importância de preservar o legado do 25 de Abril e de transmitir às novas gerações o verdadeiro valor da liberdade. A entrada no espetáculo é gratuita, mas requer o levantamento de bilhete no Posto de Turismo.

A entrevista completa a Pedro Sena sobre este espetáculo e os 25 anos da Brigada 14 de Janeiro para ouvir no podcast abaixo:

Campo Maior: atividades para os mais novos, sessão solene da Assembleia Municipal e música neste 25 de Abril

Hoje, 25 de abril, em Dia da Liberdade, Campo Maior celebra a Revolução de Abril com várias arruadas, a partir das 9h30, em vários locais do concelho.

O Jardim Municipal da vila, entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 17h00, será palco de um conjunto de atividades para os mais novos: insufláveis, pinturas faciais, “Oficinas da Liberdade” e diversos jogos.

A tradicional Sessão Solene da Assembleia Municipal, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, está agendada para as 16h00.

Durante a noite, a Praça da República recebe dois espetáculos: às 21h30, com o Projeto de Formação de Música do Município de Campo Maior, e, às 22h30, com o projeto “Milhões ao Vento de Abril”.

Leilão de Alter Real: Um Símbolo Nacional que conquista o Mundo sob o signo da modernidade

As bancadas repletas e o som constante das licitações, tanto presenciais como digitais, marcaram esta sexta-feira, 24 de abril, o Leilão Anual da Coudelaria de Alter. O evento, que é já um marco histórico no calendário equestre, confirmou a vitalidade do Cavalo Lusitano e a sua crescente projeção internacional, atraindo investidores de todo o globo para o coração do Alentejo, a partir de Alter do Chão.

O rigor da seleção deste ano ficou espelhado na lista oficial de exemplares, onde a linhagem e a morfologia ditaram preços base ambiciosos. Na categoria de fêmeas, a lista de éguas incluiu exemplares como “Salina e Silarca, ambas com o preço base mais elevado do lote feminino, fixado em 17.500 euros, seguidas pela Sijuca a 15 mil e a Requintada a 12.500 euros. O catálogo apresentou ainda opções entre os nove e os cinco mil euros.

Já no lote dos cavalos, a competitividade foi ainda mais notória, com destaque para o histórico e a funcionalidade de cada animal. A lista de machos apresentou “o Gniqui como o exemplar com o valor base mais alto, arrancando nos 20 mil euros, acompanhado de perto pelo Solar e Salinero, ambos com base de 17.500 euros. O catálogo incluiu também o Sabido (15 mil), Soberbo e Sábio (ambos a 12.500 euros) entre os mais bem cotados, a fechar o lote de machos, estiveram dois exemplares de Puro-Sangue Árabe Ritual e o Safado, ambos com uma base de licitação de 7 mil euros.

Um Compromisso do Governo com a Excelência

João Moura

Presente no evento, o Secretário de Estado da Agricultura e Pescas, João Moura, sublinhou a importância estratégica da Coudelaria de Alter enquanto guardiã de um património vivo.

Para o governante, o sucesso do leilão é o reflexo de um trabalho intenso e de uma aposta clara do Executivo na raça Lusitana. “O cavalo Lusitano está a viver bons momentos fruto do trabalho realizado nesta Coudelaria Nacional, a mais antiga do mundo a funcionar no mesmo espaço”, afirmou João Moura.

O Secretário de Estado destacou a “versatilidade, docilidade e completude” da raça, lembrando que a genética de Alter está na génese de outras raças mundiais, como o Mangalarga Marchador no Brasil. “É um dos grandes símbolos nacionais. Este leilão é um dos expoentes máximos para levar ao mundo o que de melhor Portugal produz”, reforçou.

Símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa

Eduardo Oliveira e Sousa, Presidente do Conselho de Administração da Companhia das Lezírias, entidade gestora da Coudelaria de Alter Real, esclarece que “Este leilão reafirma o Cavalo Lusitano como um símbolo vivo da identidade e da tradição portuguesa, honrando o legado desta que é a mais antiga raça de sela do mundo”. O resultado deste leilão é o espelho perfeito do sentimento atual do mercado, a qualidade em detrimento da quantidade, e percebemos isso precisamente pelo número de vendas hoje registadas. As éguas foram vendidas acima dos preços base de licitação e o exemplar mais caro em leilão, o cavalo Gniqui, foi também vendido, representando assim que os clientes que procuram qualidade e performance compraram no Leilão de Alter Real.

A Missão da Coudelaria de Alter não é transacionar apenas cavalos, mas salvaguardar este valioso património genético que é o cavalo Lusitano, garantindo que a relevância social e histórica do Lusitano continua a gerar valor e prestígio para Portugal, nomeadamente através do turismo equestre”.

Internacionalização: 90% dos Licitadores são Estrangeiros

Para Francisco Beja, diretor da Coudelaria de Alter, este “dia aberto” é o culminar de um ano de rigorosa seleção. O responsável destacou a forte componente internacional que hoje define o evento: cerca de 90% dos licitadores inscritos são estrangeiros, vindos de mercados como os EUA, Brasil e Norte da Europa.

Francisco Beja

A digitalização tem sido a grande aliada, permitindo que a tradição de Alter chegue a qualquer parte do mundo em tempo real. “É o dia aberto, é o dia em que recebemos as pessoas, os players do mundo do cavalo. Recebemos os locais, recebemos os internacionais cada vez mais, portanto há muito público estrangeiro a vir ver o nosso leilão e a conhecer os nossos produtos. Os compradores são maioritariamente internacionais, ou seja, 90% dos licitadores inscritos são internacionais.”

Quanto ao impacto que este dia tem para além dos portões da Coudelaria, o diretor foi claro: “Ajuda em prol deste núcleo do norte alentejano, através da restauração, da hotelaria, enfim, porque adjacente às festas da vila, que também são muito importantes, a Feira de São Marcos, consegue-se criar aqui uma dinâmica na região superior e que ajuda na economia local, naturalmente.”

Francisco Beja concluiu lembrando que quem compra um cavalo em Alter está a levar parte da história: “A Coudelaria de Alter tem por missão a preservação do património genético, a preservação do património cultural que está adjacente a estas magníficas instalações e, ao fim e ao cabo, mais dois séculos de história e de seleção. É um produto de excelência do mundo rural.”

Impacto na Economia Local e Turismo

Para além da vertente genética e desportiva — onde o Lusitano ocupa já o 6.º lugar no ranking mundial de Dressage — o leilão é um motor económico para a região do Norte Alentejano. O evento gera uma dinâmica crucial na hotelaria e restauração, trabalhando em simbiose com as festas locais e a Feira de São Marcos.

A Coudelaria de Alter, fundada em 1748, reafirma assim a sua missão de preservação do património genético e cultural, provando que, após dois séculos de história, o cavalo de Alter continua a ser um produto de qualidade superior e um embaixador inigualável do mundo rural português.

Destaques do Catálogo (Preços de Venda e Bases)

Dia Aberto da instituição, resultou na venda de 6 cavalos, gerando uma receita total de 75 mil e 200 euros, numa clara demonstração de que o mercado internacional privilegia agora a “qualidade em detrimento da quantidade”.

ExemplarTipoObservaçãoValor / Base
GniquiCavaloVendido (Valor mais alto)20.000 €
SalinaÉguaVendida (Acima da base)17.700 €

População do Pisão visitou a Aldeia da Luz

Numa iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), do Município do Crato e da União de Freguesias de Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso, a população do Pisão teve um domingo, 19 de abril, diferente do que é habitual:
foram conhecer a Aldeia da Luz, no concelho de Mourão.

Joaquim Diogo, Presidente do Conselho Intermunicipal, acompanhou a visita e explicou qual foi o objetivo da mesma: “Considerámos que era importante levar os habitantes do Pisão a conhecerem esta realidade. Para além do mediatismo que teve, há alguns anos, a implementação da Aldeia da Luz no âmbito da Barragem do Alqueva, queremos sobretudo que as pessoas olhem para os bons exemplos nos quais os nossos projetistas se podem basear, mas também, sem pudores, abordar o que correu menos bem nesta transição e tentar melhorar, de olhos postos no futuro imediato da nossa Barragem do Pisão”.

O grupo foi recebido no Museu da Luz pela Presidente da Junta de Freguesia local, Artur Farias e pelos representantes da empresa EDIA, empresa que gere a Barragem do Alqueva: Dimas Ferro e André Matoso. Depois de conhecerem este espaço, visitaram a
aldeia e uma das habitações construída no âmbito do processo de realojamento da Barragem do Alqueva. Antes do regresso, foi efetuada uma sessão de esclarecimentos que decorreu com bastante dinâmica e com sugestões muito válidas, onde também esteve
presente o Presidente do Município de Mourão, João Fortes. A NRV – Norvia, empresa encarregue de projetar a nova aldeia do Pisão, acompanhou também esta visita, tal como a Pró-Associação de Residentes e Proprietários do Pisão.

Esta viagem acontece na antecâmara da apresentação do Masterplan da Nova Aldeia do Pisão aos seus habitantes, que irá acontecer no próximo domingo, 26 de abril, pelas 10h30, no Auditório Municipal do Crato. Aqui, os projetistas irão apresentar os primeiros
protótipos de moradias e aquela que será a planta preliminar da nova aldeia.

UCI de Portalegre organiza evento científico de referência com amplo impacto

A Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) do Hospital Doutor José Maria Grande, em Portalegre, promoveu, no passado dia 17 de abril, um Encontro Científico que se afirmou como um momento de elevada partilha de conhecimento, reflexão clínica e valorização das boas práticas em cuidados intensivos, projetando o trabalho desenvolvido na ULS Alto Alentejo a níveis que ultrapassaram o contexto regional.

O evento, fruto do empenho e da dedicação de uma equipa altamente qualificada, reuniu profissionais de saúde de várias áreas e instituições, num programa estruturado em mesas dedicadas a temáticas centrais da prática assistencial em cuidados intensivos. A iniciativa decorreu no Auditório Dr. Francisco Tomatas, no Campus Politécnico de Portalegre, com a participação de cerca de 200 pessoas ao longo do dia de trabalho.

A organização exemplar do encontro reflete o elevado nível de compromisso, rigor científico e capacidade organizativa dos profissionais da UCI de Portalegre, que assumiram integralmente o desafio de conceber, planear e concretizar um evento de grande qualidade, com impacto que ultrapassou as fronteiras da própria ULS Alto Alentejo.

Para além do contributo científico, o encontro constituiu também um momento de afirmação institucional, reforçando o papel da ULS Alto Alentejo enquanto entidade promotora de conhecimento, formação contínua e inovação em saúde.

A ULS Alto Alentejo expressa, assim, o seu profundo reconhecimento e agradecimento a todos os profissionais da Unidade de Cuidados Intensivos de Portalegre, pelo empenho, profissionalismo e sentido de missão demonstrados, que se traduziram num evento de elevada qualidade e prestígio, dignificando a instituição e contribuindo para a valorização do Serviço Nacional de Saúde.

Antigos presidentes de Câmara de Monforte homenageados nas comemorações do 25 de Abril

Em Monforte, as comemorações dos 52 anos da Revolução de Abril têm lugar este sábado, dia 25, a partir das 9h30, com o tradicional hastear da Bandeira nos Paços do Concelho, ao som do Hino Nacional pela Orquestra “Novas Melodias”.

Segue-se, meia hora mais tarde, uma sessão solene no Salão Nobre dos Paços do Concelho, durante a qual serão homenageados todos os antigos presidentes da Câmara Municipal de Monforte. “Uma vez que comemoramos este ano os 50 anos sobre as primeiras eleições livres autárquicas, que foram em dezembro de 1976, vamos homenagear todos os presidentes de Câmara eleitos nesta sessão do 25 de Abril”, revela o presidente do Município, Miguel Rasquinho. Para dezembro fica a homenagem a todos os presidentes de junta eleitos e a todos os presidentes da Assembleia Municipal.

Este dia de comemoração fica ainda marcado pelos vários almoços que têm lugar em cada uma das freguesias do concelho de Monforte, promovidos pelas respetivas juntas.

Atletas de palmo e meio celebram a liberdade em Campo Maior no IV Encontro Infantil de Atletismo

Foi com as crianças do ensino pré-escolar a correr e a saltar que Campo Maior iniciou, na manhã desta quinta-feira, dia 24, as comemorações dos 52 anos do 25 de Abril, no Estádio Capitão César Correia.

Nesta, que foi já a quarta edição do Encontro Infantil de Atletismo, promovida pelo Campo Maior Trail Runners, em parceria com a Câmara Municipal e o Sporting Clube Campomaiorense, e com o apoio da Associação de Atletismo de Portalegre, procurou-se, uma vez mais, e através da atividade física, promover estilos de vida saudáveis junto dos mais novos.

“É juntar o melhor que nós temos na vida, que são as crianças, o nosso futuro, numa data tão importante para todos nós, numa altura em que a liberdade está tão ameaçada. Nunca é demais frisar a importância de cultivar esta forma de estar na vida, que é a democracia, o espírito de comunidade, o envolvimento de todos, mas não só nos atos democráticos que elegem os nossos representantes, mas também numa forma e num estilo de vida muito próprio, que é o vivermos em democracia e em liberdade e potenciarmos aquilo que é o nosso futuro”, começa por dizer Carlos Pepê, um dos responsáveis pela organização da iniciativa.

Defendendo que é necessário, cada vez mais, proteger as crianças, afastando-as do “mundo virtual” a que estão “presas”, Carlos Pepê diz que é através de atividades como esta que é possível mostrar aos mais novos que se “podem fazer outras coisas e que há um mundo real a acontecer cá fora”.

Com diferentes estações instaladas entre a pista de mini-trail e o relvado do Estádio Capitão César Correia, no decorrer deste Encontro de Atletismo, as crianças tiveram oportunidade de participar nas mais variadas atividades relacionadas com as três grandes vertentes do atletismo: correr, saltar e lançar.

Agradecendo ao Município de Campo Maior pela colaboração na organização do evento e ao Sporting Clube Campomaiorense por, uma vez mais, possibilitar que a iniciativa tenha tido lugar no Estádio Capitão César Correia, Carlos Pepê não tem dúvidas de que é “com esta união de esforços que se conseguem fazer coisas diferentes”.

Neste IV Encontro Infantil de Atletismo participaram as crianças do pré-escolar do Jardim de Infância “O Despertar”, da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, do Centro de Talentos Alice Nabeiro e do Agrupamento de Escolas de Campo Maior. “São oito turmas, com 200 e muitos mini-atletas, aqui muitos deles a fazerem pela primeira vez estas modalidades, o que é também muito importante para nós, porque como clube de atletismo e de trail queremos potenciar experiências diferentes às crianças para que elas, de futuro, possam até escolher o atletismo”, remata Carlos Pepê.

Luís Caraças dá a conhecer “visão estereoscópica” de Campo Maior em “Conversa de Artista”

Uma “Conversa de Artista” com Luís Caraças está agendada para esta sexta-feira, dia 24 de abril, em Campo Maior. Este encontro, marcado para as 14h30, no espaço.arte, realiza-se no âmbito da exposição “Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica”, que está patente na galeria municipal da vila desde janeiro.

Luís Caraças, natural de Campo Maior e neto de um antigo fotógrafo amador da vila, irá partilhar o processo criativo por trás da sua mostra. A exposição reúne 38 imagens que utilizam a técnica da fotografia estereoscópica, criando uma experiência visual 3D imersiva.

O trabalho foca-se no quotidiano, eventos e património de Campo Maior entre o século XIX e 2025, servindo como uma ponte entre a história local e as novas tecnologias visuais.

Dois anos depois, Assembleia Municipal de Elvas volta a reunir no 25 de Abril

O programa comemorativo dos 52 anos do 25 de Abril em Elvas conta, este sábado, dia 25, com um conjunto de iniciativas ao longo do dia.

As celebrações iniciam-se às 9h30 com o hastear das bandeiras, nos Paços do Concelho, acompanhado pela Banda 14 de Janeiro. Segue-se a distribuição de cravos e a realização da final do Torneio da Malha, na Praça da República.

Durante a manhã, e a partir das 10 horas, terá ainda lugar uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, evocativa da data, à semelhança do que tinha acontecido em 2024, aquando das comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril. Pelas 11 horas, realiza-se uma visita guiada ao Forte da Graça, no âmbito do 10.º aniversário da sua requalificação.

As celebrações culminam à noite, pelas 21h30, com um concerto da Brigada 14 de Janeiro, no Auditório São Mateus, com entrada gratuita mediante levantamento de bilhete, no Posto de Turismo.

“Ovibeja é um local onde todos se sentem bem”, destaca Rui Garrido

A Ovibeja regressa para a sua 42.ª edição reforçando o seu papel enquanto palco de reflexão sobre o setor agrícola e a realidade do interior do país. Em entrevista, Rui Garrido, presidente da ACOS – Associação de Agricultores do Sul e da comissão organizadora, sublinha que “faz parte da génese da Ovibeja, do seu ADN, a sua postura reivindicativa e de colocação em cima da mesa das grandes preocupações acerca do setor e também da região”.

Entre os temas em destaque estão a nova Política Agrícola Comum, o acordo Mercosul e a Estratégia Água que Une, que voltarão a estar em debate durante o certame. “Vamos apresenta-lhes as nossas principais preocupações”, refere o responsável, confirmando convites dirigidos ao Governo e partidos políticos. A edição deste ano contará ainda com forte mediatização, incluindo a realização de uma reunião do Conselho de Ministros e a presença de vários membros do executivo.

Sob o tema “Vinho à Prova”, a feira aposta na valorização de um setor em dificuldades. “Desde logo, provar vinhos. Mas é muito mais do que isso”, explica Rui Garrido, acrescentando que o objetivo passa também por promover a reflexão sobre mercados, enoturismo e gastronomia. O certame contará com provas comentadas, showcookings e um pavilhão inteiramente dedicado ao vinho e ao azeite, reforçando a componente agroalimentar.

A inovação e a tecnologia também marcam presença, com destaque para soluções ligadas à inteligência artificial e à investigação. A região convidada será as Terras de Trás-os-Montes, numa aproximação entre territórios do interior com desafios semelhantes.

Apesar das incertezas que marcam o setor, nomeadamente o aumento dos custos de produção, Rui Garrido deixa um alerta: “Trata-se de uma situação muito extraordinária, que terá que ter apoios extraordinários em tempo oportuno”. O responsável aponta ainda a necessidade de acelerar medidas estruturais na área da água, defendendo que “este transvase é para nós fundamental”.

Do ponto de vista financeiro, a organização mantém o desafio de garantir o equilíbrio das contas. “Se alguém pensar que nós organizamos a feira para ganhar dinheiro, está muito enganado”, afirma, sublinhando que o objetivo é assegurar a sustentabilidade do evento e a sua continuidade.

Mais do que uma feira agrícola, a Ovibeja assume-se como um ponto de encontro entre profissionais e público em geral. “A Ovibeja é, em primeiro lugar, uma feira de agricultura. Para os agricultores. Mas é muito mais. É um local de convívio, de debate e de reflexão”, resume Rui Garrido, concluindo: “A Ovibeja é um local onde todos se sentem bem.”