Os municípios de Campo Maior e Alandroal são duas das seis autarquias parceiras de um projeto que, através da inteligência artificial (IA), procura democratizar o acesso à informação municipal.
Trata-se de Citilink, um projeto desenvolvido ao longo do último ano, numa parceria entre as universidades da Beira Interior e do Porto e o INESC TEC, cujos resultados foram apresentados na terça-feira, 22 de janeiro, na Covilhã, numa sessão que contou com as participações dos presidentes das câmaras municipais de Campo Maior e Alandroal, Luís Rosinha e João Grilo, respetivamente.
A plataforma Citilink permite aos municípios carregar as atas das reuniões de Câmara, para que possam ser consultadas, com a ajuda de IA, podendo ser pesquisada por temas, tópicos e palavras-chave, permitindo assim aos cidadãos encontrar de forma mais simples e rápida os assuntos que lhes interessam. A plataforma permite ainda consultar o sentido de voto dos vários autarcas nas tomadas de decisão.
Este projeto contou com o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), através Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), NextGenerationEU.
Para além de Campo Maior e Alandroal, participaram neste projeto os municípios da Covilhã, Fundão, Porto e Guimarães. No projeto foram usadas mais de 400 atas destas seis autarquias.
O Município de Campo Maior está prestes a dar por concluída a sua Estratégia Local de Habitação, com a construção de quase 20 fogos.
“Do ponto de vista da habitação, nós vamos passar aqui para um período em que concluiremos aquilo que era a Estratégia Local de Habitação, que era financiada ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Dado que o Plano de Recuperação e Resiliência terá o seu fim, nós vamos concluir todas as habitações que temos em curso”, começa por explicar o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha.
Lembrando que o município se tinha proposto, inicialmente, a construir cerca de 23 fogos, Rosinha explica que a autarquia vai atingir os 19 fogos, no final da Estratégia Local de Habitação. “Parece-me a mim, comparativamente a outros municípios por este país fora, que conseguimos atingir uma meta, tendo em conta os concursos desertos, os preços desequilibrados com que vivemos nos últimos anos. Do ponto de vista da construção, conseguimos ir tendo solução para gastar essas mesmas verbas que nos estavam destinadas ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência”, acrescenta.
As candidaturas, do ponto de vista da habitação, vão sofrer agora uma alteração. “Aquilo que está previsto é que a habitação também integre aquilo que são os investimentos territoriais que a CIMAA gere para os 15 municípios. Nós temos projetos também preparados, tentaremos colocar aquilo que temos em cima da mesa, mas há outras vertentes que também serão propícias para que possamos continuar a investir na habitação, mas que será através de empréstimo BEI (Banco Europeu de Investimento), e nós vamos avaliar qual será o caminho que iremos continuar a dar, podendo eu, desde já, dizer que, eventualmente, abandonaremos aquilo que é a habitação do ponto de vista social, porque esta estratégia do PRR estava afeta às questões sociais e iremos, eventualmente, continuar em projetos, mas do ponto de vista da acessibilidade a todos”, avança Luís Rosinha.
Esta habitação acessível, a custos controlados, será mais direcionada aos jovens. “Continuarmos a apostar na habitação, mas deixaremos a parte social de fora e continuarmos a fazer quase que um arrendamento apoiado”, remata o autarca.
Um homem de 58 anos, suspeito do crime de violência doméstica, viu ser-lhe aplicada, pelo Tribunal de Fronteira, esta quarta-feira, 21 de janeiro, a medida de coação de vigilância por pulseira eletrónica.
O suspeito foi detido na terça-feira, dia 20, no concelho de Avis, no âmbito de uma investigação da GNR, durante a qual se apurou que exercia violência física e psicológica sobre a sua companheira, de 45 anos.
Na sequência de um mandado de detenção, a GNR realizou “uma busca domiciliária, da qual resultou a apreensão de uma arma de ar comprimido”, revela o Comando Territorial de Portalegre da GNR em comunicado.
Para além do controlo por pulseira eletrónica, o Tribunal Judicial de Fronteira aplicou a este homem outras medidas de coação: a obrigação de apresentações periódicas semanais no posto policial da área da sua residência, a proibição de contactar com a vítima por qualquer meio, físico ou eletrónico e a proibição de permanecer nas imediações da residência da vítima, guardando uma distância mínima de 250 metros.
A final da 3.ª edição do Festival “Vozes da Nossa Escola – Delta Cafés” realizou-se ontem, dia 21 de janeiro, no auditório da Escola Básica n.º 1 de Santa Luzia, em Elvas, reunindo alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico. A iniciativa foi promovida pelo grupo de Educação Musical, após uma fase de pré-eliminatórias que contou com a adesão de vários alunos.
Para a fase final foram apurados nove finalistas, que foram avaliados através da interpretação de uma obra vocal. Do júri fizeram parte a docente Maria José Trindade, em representação da Direção do Agrupamento; Rosário Caicheirinha, do Departamento de Expressões; Júlia Mira, em representação dos docentes; e Telma Cordeiro, representante da comunidade educativa.
No final, foram atribuídos prémios aos nove finalistas, bem como certificados de presença a todos os participantes. O prémio especial do concurso foi entregue a Beatriz Moreiras, primeira classificada. O professor de Educação Musical António Raimundo destacou “a elevada competência ao nível da interpretação vocal”, sublinhando que os alunos demonstraram “grande responsabilidade, dedicação e gosto pela música”.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitiu um aviso à população devido ao agravamento das condições meteorológicas em Portugal continental, provocado pela depressão INGRID. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, estão previstos para os próximos dias períodos de precipitação por vezes forte, vento intenso, forte agitação marítima e queda de neve, com maior impacto entre 22 e 24 de janeiro.
A Proteção Civil alerta para possíveis inundações em meio urbano, cheias, instabilidade de vertentes, piso rodoviário escorregadio e riscos associados à forte agitação marítima, recomendando a adoção de comportamentos preventivos, nomeadamente a desobstrução dos sistemas de drenagem, a fixação de estruturas soltas e uma condução defensiva.
No que diz respeito ao Alentejo, a previsão aponta para períodos de chuva por vezes intensa, sobretudo durante a tarde e início da noite desta quarta-feira, bem como vento forte com rajadas, em especial nas terras altas da região, com maior intensidade esperada nos dias 23 e 24 de janeiro. A Agência Portuguesa do Ambiente alerta ainda para a possibilidade de subida de caudais na bacia do rio Guadiana (sul), podendo ocorrer variações significativas dos níveis hidrométricos em zonas historicamente mais vulneráveis.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela à população para que acompanhe as informações meteorológicas e siga as indicações das autoridades, evitando comportamentos de risco e adotando medidas de autoproteção, sobretudo nas áreas mais expostas aos efeitos do mau tempo.
Considerando que nesta época de frio muitas famílias recorrem às lareiras, salamandras e braseiras como forma de aquecimento, a Câmara Municipal de Campo Maior alerta para a importância da colocação das cinzas, devidamente arrefecidas, nos contentores metálicos e identificados para o efeito, sempre que disponíveis.
“Neste sentido apelamos à compreensão de todos para que não depositem cinzas quentes ou brasas nos contentores de plástico, devido ao perigo de entrar em combustão, junto com outros resíduos e resultar daí um incêndio, o que, infelizmente se tem verificado nos últimos dias”, diz o Município de Campo Maior nas redes sociais.
Para que tal não aconteça, a Câmara Municipal apresenta algumas medidas preventivas simples a ter em consideração: “ao limpar a lareira, salamandra, braseiro ou fogareiro não deite as cinzas fora de imediato; guarde-as num recipiente metálico ao ar livre durante um ou dois dias, para que arrefeçam; e deposite as cinzas arrefecidas nos contentores metálicos existentes para o efeito”.
“Por razões de higiene e saúde pública, deposite sempre o lixo doméstico devidamente ensacado, nos restantes contentores de RSU, não o deposite avulso”, diz ainda a autarquia.
A solidariedade sobe ao palco do Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz, num espetáculo de revista que junta humor, música e generosidade por uma causa maior.
No próximo domingo, dia 25 de janeiro, pelas 15 horas, é apresentado ao público o espetáculo de revista “Aceita Que Dói Menos”, pelo Grupo “Velhas Gaiteiras” da Academia Sénior de Estremoz, a favor do “Lourenço, o Lutador”, criança que sofre de uma doença rara e genética.
O objetivo é que a família de Loureço, residente em São Lourenço de Mamporcão, no concelho de Estremoz, possa vir a adquirir uma viatura adaptação à sua condição de saúde.
Os bilhetes podem ser adquiridos no Posto de Turismo de Estremoz.
De acordo com as previsões meteorológicas do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para o distrito de Portalegre, está prevista chuva intensa e vento forte, esta quinta-feira, 22 de janeiro, a partir das 15 horas.
Com o distrito sob aviso amarelo, que se estende até sábado, dia 24, a partir de amanhã, entre as 18 horas, está prevista queda de neve acima dos 600 a 800 metros, com acumulação entre um a cinco centímetros acima dos 800 metros. O aviso amarelo para neve estará ativo entre as 18 horas desta sexta-feira e as 6 horas de sábado.
Perante este cenário, a Proteção Civil e as Forças de Segurança recomendam a adoção de medidas de autoproteção.
Fomentar a inclusão social da população imigrante no concelho de Montemor-o-Novo, através do ensino da língua portuguesa, tem sido, desde 2023, a principal missão do Projeto Karibu, fundado por Renato e Gil Chagas.
Deste então, esta associação sem fins lucrativos de apoio ao migrante tem vindo, tal como explica Renato Chagas, a apoiar a integração das novas comunidades que chegam àquele concelho do distrito de Évora. “A nossa ferramenta principal nesse esforço de integração é a própria língua. Nós ensinamos a língua portuguesa para que as pessoas possam começar a ler um bocado, a mexer-se e a capacitarem-se neste país que lhes é, na maioria das vezes, tão estranho e tão distante”, adianta.
Por outro lado, a associação tem procurado também apoiar estas pessoas a nível administrativo: “vamos às Finanças, à Segurança Social, traduzimos documentos, juramentamos que vivem aqui – que é uma coisa que fazemos permanentemente -, vamos à junta de freguesia”. “E aqui criam-se amizades, perdem-se alguns receios, ganham-se algumas coragens e aprende-se a falar. Não só se aprende a falar, como se explora muito a interculturalidade, a nossa como dada, a deles como recebida e depois, idealmente, a questão das fronteiras e do estrangeirismo qualquer dia poderá desaparecer, esperemos nós”, diz ainda Renato Chagas.
Pela associação já passaram alunos australianos, “mas a grande fatia são pessoas do subcontinente indiano, Bangladesh, Sri Lanka e Nepal. Também temos neste momento afegãos e sírios, que já vêm com outro estatuto, nomeadamente o de refugiados”, revela Gil Chagas.
Mas há também na associação imigrantes, oriundos de diferentes países europeus, com “outro poder de compra”. São pessoas “que compram terrenos, que estão a constituir nova vida aqui, na natureza. Essas pessoas têm um interesse real em aprender o português e também fazem uma parte grande dos nossos alunos”, revela o responsável. Gil Chagas explica ainda que o trabalho da associação acaba por se dividir em duas vertentes essenciais: “a da assistência social, da inclusão, e a do ensino da língua”.
Mas para além do português, na Karibu também se ensina inglês, dado que o projeto contempla uma escola de línguas. “Temos cursos de inglês como língua estrangeira, essencialmente. Por falta de procura ainda não abrimos mais nenhum curso. Temos inglês para adultos, inglês para crianças, divididos por diversos níveis de conhecimento, depende do conhecimento com que as pessoas aqui chegam”, acrescenta Gil Chagas.
Esta escola de língua é procurada, sobretudo, por adultos, “pessoas que por alguma razão tiveram uma formação que não foi suficiente para chegar à idade adulta com facilidade no inglês”. Num mundo cada vez mais globalizado, dominar o inglês é “essencial para praticamente qualquer tipo de emprego”. “Temos também uma fatia grande da comunidade brasileira, que vem aqui para aprender inglês também, mas temos muitos alunos locais, sobretudo mulheres”, remata Gil Chagas.
O Projeto Karibu tem a sua sede na Rua do Caldeirão, junto ao largo da Biblioteca Municipal Almeida Faria.
João Loy e Emanuel Ribeiro, em representação da associação “Coisa Feita”, levam ao Auditório São Mateus, em Elvas, na manhã desta sexta-feira, 23 de janeiro, o espetáculo “Luís de Camões – Uma Voz Escrita”.
Destinado ao público escolar, o espetáculo resulta de uma parceria com o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto e a Comissão de Missão para as comemorações do 5º Centenário do Nascimento de Luís de Camões, que escolheu a associação “Coisa Feita” para esta celebração junto das escolas.
“A determinada altura, esta comissão, juntamente com a Biblioteca Nacional, ao comprar-nos um pacote de espetáculos, sabendo que nós trabalhamos há muitos anos com câmaras municipais, com bibliotecas municipais e com o ensino, deu-nos a hipótese de sermos nós a escolher dez bibliotecas”, começa por explicar o elvense João Loy. Foram então escolhidas dez bibliotecas para a apresentação deste espetáculo: “oito que trabalham há muitos anos connosco, uma por ser a minha terra e outra por ser a terra do Emanuel Ribeiro”. “A comissão acaba por oferecer, por meu intermédio, à Câmara e à Biblioteca de Elvas, este espetáculo no âmbito das comemorações dos 500 anos do Camões”, revela o ator.
Num espetáculo em que a palavra se une à música, “Luís de Camões – Uma Voz Escrita” é uma peça de “leituras encenadas”. “Uma das coisas que nos foi pedido era que nunca largássemos o texto da mão para que os alunos percebam que é através da leitura e de uma leitura correta que se pode apreciar os autores da língua portuguesa, identificá-los, apreendê-los e depois desfrutá-los. E é isso que nós fazemos”, adianta João Loy.
O espetáculos resulta de uma teatralização da leitura dos textos de Camões, por João Loy, onde a música de Emanuel Ribeiro, seja gravada, seja tocada ao vivo, tem um papel relevante. “Se a associação ‘Coisa Feita’ tem um belíssimo músico, que pode tocar ao vivo, por que não fazer aqui um desafio entre a palavra e a própria música? Portanto, umas vezes é a música que sugere a palavra, outras vezes é a própria palavra que sugere a música. É um jogo de improviso que surgiu durante os ensaios, depois passou para a parte da composição e hoje em dia, em cena, muitas das vezes é um jogo que está composto, a música está composta, mas não deixa de haver uma certa improvisação em função daquilo que a plateia também nos vai dando”, explica João Loy.
Ainda que seja um músico do rock e heavy metal, neste espetáculo, Emanuel Ribeiro, com recurso a instrumentos de hoje e outros mais antigos e “arcaicos”, como ferrinhos, xilofone e maracas, apresenta um misto de música barroca com música mais moderna. “Toco aqui uma série de instrumentos que, para uma pessoa como eu, vinda do rock e do heavy metal, não me eram estranhos, mas andava lá perto. Mas dá-se uma experiência interessante. Não colocámos limite”, garante.
“Aquilo que as palavras e as sensações que as palavras despertam em mim tentei traduzi-las em música e é entre música que temos gravada e música reproduzida ao vivo que se constrói o espetáculo”, diz ainda o músico.
Assegurando que a música ajuda os alunos a manterem-se interessados no espetáculo, João Loy não esconde que este é um espetáculo “difícil”. Sem fugir aos textos de Camões, procura-se dar a conhecer o poeta e as suas palavras, de uma forma diferente daquilo a que os alunos estão habituados.
De entrada gratuita, o espetáculo tem início marcado para as 10h30.