Rui Jesuíno dedica terceiro volume de “Elvas Antiga” à história do comércio da cidade

O terceiro volume do livro “Elvas Antiga”, da autoria do historiador elvense e cronista oficial da cidade, Rui Jesuíno, tem a sua sessão de lançamento e apresentação, esta sexta-feira, 9 de janeiro, na Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo, pelas 18 horas.

Depois de um primeiro volume dedicado à componente arquitetónica da cidade e de um segundo às grandes vivências da cultura, este terceiro, que será apresentado no âmbito das comemorações dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, é dedicado à história do comércio. “É uma história que ainda não tinha sido contada por ninguém e que vai ser revelada desta forma”, começa por dizer o autor.

Para Rui Jesuíno, “falar sobre o comércio foi algo muito interessante, uma vez que Elvas sempre foi, por ser uma cidade fronteiriça, uma cidade muito comercial”. Na obra, a história, que se inicia na Idade Média, estende-se até aos dias de hoje.

À semelhança do que já aconteceu nos dois primeiros volumes da coleção “Elvas Antiga”, todas as histórias apresentadas são ilustradas com fotografias. Num trabalho de “muita pesquisa”, levadi a cabo ao longo de um ano, para o historiador a maior dificuldade foi “conseguir as fotografias antigas que ilustrassem esse comércio”. “Foi mais difícil do que propriamente fazer investigação”, garante.

Cada capítulo da obra é dedicado a um tipo de comércio: desde as ourivesarias e relojoarias, às farmácias e boticários, passando pelos hotéis, pensões e estalagens, restaurantes, confeitarias, pastelarias, geladarias e chocolatarias, talhos, padarias, adegas, tabernas, cafés, bares, stands de automóveis, bombas de gasolina, tabacarias e casas de prostituição.

“O livro começa por falar do comércio no geral, como começaram e como funcionavam os mercados e as feiras aqui na cidade de Elvas, o mercado diário semanal que se fazia antigamente na Praça da República, e também na Rua da Cadeia e Rua da Feira, e as regras que tinham e que eram ditadas pela Câmara”, adianta o historiador.

Por outro lado, na obra, Rui Jesuíno dá a conhecer os elvenses que estiveram ligados ao comércio internacional e que foram “conhecidos mundialmente”. “São, infelizmente desconhecidos, de alguns, mas fala-se, por exemplo, da família Gomes de Elvas, que se estabeleceu na Madeira e nos Açores e que tinha um monopólio do açúcar. Vendiam o açúcar para a Europa, em especial para a Flandres. Também o António Fernandes de Elvas, que é um elvense do início do século XVII, que, por exemplo, em 1616, detinha o monopólio dos escravos que iam de Angola e do Congo para o Brasil. Era ele que fazia esse comércio de traficante negreiro”, recorda.

A Associação Comercial de Elvas, uma das mais antigas do país, fundada em 1893, é também abordada neste livro, como pontapé de saída para uma abordagem àquilo que foi o “associativismo comercial do final do século XIX”.  

Não sabendo ainda se haverá um quarto volume deste “Elvas Antiga”, Rui Jesuíno, quem tem outra obra sobre “Elvas nas Guerras da Restauração” já concluída, leva um total de oito livros editados.

A entrevista completa a Rui Jesuíno sobre este terceiro volume da obra “Elvas Antiga” para ouvir no podcast abaixo:

Programa PAS: “uma mais-valia para o comércio local e um apoio importante para as instituições” de Campo Maior

As três juntas de freguesia do concelho de Campo Maior – São João Baptista, Nossa Senhora da Expectação e Degolados – têm vindo, de há alguns anos a esta parte, a apoiar, mensalmente, as instituições e o comércio local, através do Programa de Apoio Social (PAS).

A iniciativa tem vindo a revelar-se uma ajuda importante para as instituições, que recebem, sobretudo, bens alimentares, que são adquiridos nos estabelecimentos de Campo Maior, pelas juntas de freguesia. “Tudo aquilo que nós oferecemos às instituições é comprado no comércio local. Acho que é uma mais-valia para o comércio local e um apoio importante também para as instituições”, diz a presidente da Junta de João Baptista e da CURPI, Anselmina Caldeirão.  

Em causa está um apoio mensal que oscila entre os 120 e os 130 euros, sendo que quer as instituições, quer os estabelecimentos contemplados variam de mês para mês. “Um mês recebe uma instituição, outro mês recebe outra. Num mês vamos a uma loja, depois vamos a outra. Portanto, são todas abrangidas e toda a gente sai a ganhar”, garante a presidente da junta.

“Tem sido, de facto, muito gratificante. Falando pela CURPI, é sempre uma ajuda muito importante”, diz ainda Anselmina Caldeirão.

Para além da CURPI, beneficiam deste apoio das juntas de freguesia instituições como a Loja Social, a Santa Casa da Misericórdia e o ATL da Casa do Povo.

Mais de 40 projetos de inclusão social através da cultura apoiados pelo Alentejo 2030 

A Cerimónia de Assinatura dos Termos de Aceitação no âmbito do Aviso “Inclusão pela Cultura”, integrado no Programa Regional Alentejo 2030, vai decorrer amanhã, sexta-feira, dia 9, pelas 14.30 horas, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

A cerimónia de assinatura dos Termos de Aceitação assinala um momento decisivo para a concretização dos projetos aprovados, que irão contribuir para o reforço da inclusão social e para a valorização da cultura como motor de desenvolvimento humano e territorial no Alentejo.

Financiado pelo Fundo Social Europeu (FSE), com uma dotação de 9 milhões de euros e uma taxa de cofinanciamento de 85%, este aviso registou uma elevada procura, evidenciando a mobilização das entidades do território e a importância da cultura enquanto instrumento de inclusão social.

No total, foram aprovadas 44 candidaturas, abrangendo um conjunto alargado de projetos que utilizam a expressão artística e cultural como meio de promoção da inclusão social, da participação cívica e da coesão territorial no Alentejo.

As operações apoiadas enquadram-se em iniciativas que promovem a inclusão social de grupos particularmente vulneráveis, nomeadamente crianças e jovens, população idosa, pessoas com deficiência, famílias e comunidades em risco de exclusão social, através da dinamização de práticas artísticas e culturais participativas, da mediação cultural, da melhoria do acesso à cultura e da produção de conteúdos culturais acessíveis.

Esta cerimónia constitui um momento simbólico de compromisso entre o Programa Regional Alentejo 2030 e as entidades beneficiárias, marcando o início formal da implementação dos projetos aprovados e reforçando a parceria institucional em torno de um objetivo comum: promover um Alentejo mais coeso, inclusivo e solidário, com o apoio dos Fundos Europeus

Escola de Música de Arronches assinalou entrada no ano novo

Com a entrada no novo ano, desenrola-se um pouco por todo o país a tradição de cantar as Janeiras e, em Arronches, são vários os grupos que percorrem o concelho para desejar um feliz ano novo a toda a população, sendo que, pese embora se apresentem em várias instituições e diferentes espaços comerciais abertos ao público, no caso de impossibilidade de chegar a todos os munícipes, estes são representados pelos eleitos dos diferentes órgãos autárquicos.

Assim foi, na passada segunda-feira, dia 5 de janeiro, com a Escola de Música de Arronches, o primeiro dos grupos a sair à rua, a iniciar o périplo com a visita à Câmara Municipal de Arronches, onde os membros dos vários grupos que fazem parte da associação, como é o caso do ‘Verde Maio’ e do coro ‘Vozes à Janela’, foram recebidos pelo executivo do Município, representado pelo presidente João Crespo, pelo vice-presidente Paulo Furtado e pela vereadora Maria João Fernandes.

Terminada a atuação, na qual foram brilhantemente interpretados três temas alusivos à quadra, a presidente da associação, Ana Maria Paulino expressou uma mensagem de ano novo feliz para todos os presentes, mostrando-se grata por todo o apoio dispensado pela Câmara Municipal. João Crespo, em nome da população arronchense, agradeceu e retribuiu os votos, não deixando de fazer um elogio para o trabalho efetuado por esta coletividade, a qual, assegurou, contará, sempre que necessário, com o apoio da autarquia para a realização das suas atividades.

Antes do grupo rumar a outras paragens, como habitual, houve lugar à prova do tradicional bolo-rei para repor energias e ao brinde a 2026, o qual terá ajudado a combater a temperatura rigorosa que fazia sentir no início da noite.

Monfortenses cantaram as Janeiras

Vários populares de Monforte agruparam-se de forma espontânea para, na noite do dia 6 de janeiro, “Cantar as Janeiras”, cumprindo esta tradição que, desta forma, recuperaram há 4 anos.

À semelhança dos anos anteriores, a atividade iniciou-se na Igreja Matriz, onde, junto ao presépio aí instalado, se cantou ao Menino Jesus e depois de percorrer as ruas da vila e visitar estabelecimentos de restauração, o Lar da Misericórdia, o Quartel dos Bombeiros e a Junta de Freguesia, o grupo foi recebido frente aos Paços do Concelho, pelo Presidente do Município, Miguel Rasquinho, e alguns populares, e, seguidamente, no Salão Nobre, foram brindados com um Porto de Honra e Bolo-Rei.

Como forma de valorizar e incentivar a preservação desta tradição, o Município oferece o jantar a todos os participantes.

Ceramista Célia Macedo é candidata ao Prémio Nacional de Artesanato na categoria “Empreendedorismo e Inovação”

O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEPF) está a promover mais uma edição do Prémio Nacional do Artesanato, no âmbito do Programa de Promoção das Artes e Ofícios.

Do lote de finalistas, na categoria “Empreendedorismo e Inovação”, faz parte a ceramista Célia Macedo, que tem desenvolvido o seu negócio na Startup Montemor-o-Novo.

Para a ceramista, esta nomeação, só por si, é “muito importante”, não só pelo reconhecimento do seu trabalho, mas sobretudo por tratar-se de uma categoria que tem por base o futuro do artesanato. “Isso tem sido fundamental em tudo o que são as linhas do meu projeto: com base na tradição, mas sempre com o olhar para o futuro e inovar para que o artesanato continue a fazer sentido hoje e amanhã. Por isso, é muitíssimo importante que o reconhecimento venha exatamente nessa categoria”, começa por dizer.

De acordo com a ceramista, a votação “para o Prémio Nacional do Artesanato e todas as suas categorias é feita por um júri que contribui com cinco votos no total. Um desses votos é feito através da votação online, que está a decorrer na plataforma do IEFP”, até às 18 horas de domingo, dia 11 de janeiro.

Quem tiver interesse em votar precisa apenas de se registar. “As pessoas podem votar uma vez por cada conta de e-mail. Fazem o registo no site do IEFP, o registo depois vai para o e-mail, e depois acedem a partir do e-mail ao formulário para a votação. A minha categoria é na segunda página, portanto é logo a seguir ao Prémio Carreira, e tem lá o nome dos cinco finalistas”, explica ainda Célia Macedo. Dizendo que gostaria muito levar o prémios para Montemor-o-Novo, a ceramista apela ao voto de todos.

O Prémio Nacional do Artesanato, promovido bianualmente, consiste na valorização de percursos e atuações de excelência no âmbito das artes e ofícios, por via do reconhecimento institucional e da concessão de um incentivo financeiro ao desenvolvimento da atividade.  

Confraria do Boneco de Estremoz nomeada finalista no Prémio Nacional de Artesanato 2025

A Confraria do Boneco de Estremoz foi nomeada Finalista na categoria Prémio Promoção – Entidades Privadas, no âmbito do Prémio Nacional de Artesanato 2025, promovido pelo IEFP.

Esta nomeação reconhece o trabalho desenvolvido na promoção e valorização do artesanato e das tradições e do saber-fazer.

A votação é eletrónica e está aberta, de 19 de dezembro a 11 de janeiro, através do link https://formularios.iefp.pt/index.php/574439?lang=pt

Cláudio Monteiro: ainda com “margem de crescimento”, “Elvas Cidade Natal” voltou a ser um “sucesso”

Depois de 38 dias de muita animação, atividades e espetáculos para toda a família, a quarta edição do “Elvas Cidade Natal” chegou ao fim no passado domingo, 4 de janeiro.

Em jeito de balanço, o responsável pela organização da iniciativa, o ex-vereador e atual chefe de gabinete do presidente da Câmara de Elvas, Cláudio Monteiro, garante que este já se tornou no “maior evento de Natal do Alentejo”, neste que foi “o ano de afirmação” do certame, não havendo também nada desta dimensão na Extremadura (Espanha).

“Os números falam por si e as imagens também. Todos os fins de semana conseguimos aumentar substancialmente o número de visitantes e turistas”, garante. Destacando o grande investimento da Câmara Municipal de Elvas no evento, Cláudio Monteiro assegura que o sucesso desta quarta edição se deve, em grande parte, aos parceiros da autarquia, entre associações locais e comerciantes, e às cerca de 180 iniciativas realizadas.

“O ‘Elvas Cidade Natal’ é muito mais do que aquilo que temos na Praça da República, na Rua da Cadeia ou no centro histórico. É um conceito que faz jus àquilo que é o Património Mundial da Humanidade de Elvas, os nossos museus, os nossos monumentos, mas em que também temos os workshops, os concertos, o desporto”, alega. “Pela primeira vez, criámos uma parceria com as unidades hoteleiras, para proporcionarmos ao turista uma experiência diferente, oferecendo um voucher para experienciarem aquilo que é a magia do Natal de Elvas”, recorda o responsável.

Assegurando que é necessário “dar um passo de cada vez”, com vista ao crescimento do evento, Cláudio Monteiro diz que agora é tempo de perceber, junto dos parceiros da Câmara Municipal de Elvas, o que correu bem e aquilo que há a melhorar. “É pensarmos naquilo que nós queremos inovar e naquilo que nós conseguimos inovar. Tenho a certeza que daqui a seis anos, na décima edição, vai ser algo memorável, vai ser algo estrondoso. Mas quando nós falamos de grandes eventos, nós temos que dar um passo de cada vez”, alega.

Envolvendo cerca de “quatro mil pessoas”, este é o evento que reúne “o maior número de elvenses”. “Até então era o Carnaval”, assegura Monteiro, lembrando que só no Coliseu de Elvas, para o evento “Viver a Tradição”, juntam-se sempre cerca de duas mil pessoas. “É um envolvimento da comunidade elvense, também dos próprios comerciantes. De todos”, acrescenta.

Considerando que “Elvas Cidade Natal” tem ainda “muita margem de crescimento”, o responsável, e tendo em conta o feedback do público, as críticas construtivas, o crescimento do evento e o envolvimento de todos, diz-se “muito satisfeito” com esta quarta edição.

O “Elvas Cidade Natal” voltou, entre 28 de novembro e o passado domingo, a levar a magia e alegria desta quadra festiva ao centro histórico.

Três detidos em Campo Maior por furto de azeitona

Três pessoas, dois homens e uma mulher com idades entre os 23 e os 57 anos, foram detidas no dia 6 de janeiro pelo Posto Territorial de Campo Maior da GNR, por furto de azeitona naquele concelho. A detenção ocorreu na sequência de uma denúncia, tendo os militares surpreendido os suspeitos em flagrante delito enquanto procediam à colheita de azeitona sem autorização do proprietário do olival.

No decorrer da operação, a GNR apreendeu 70 quilos de azeitona, um veículo, um aparelho de recolha de azeitona (vulgo ouriço) e dois recipientes de plástico, tendo a azeitona sido posteriormente devolvida ao legítimo proprietário. Os detidos foram constituídos arguidos e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Elvas, no âmbito da operação “Campo Seguro 2025/2026”, que visa prevenir e combater crimes agrícolas.

GEDA vai criar novo percurso pedestre em Degolados e contribuir para a criação de um outro na EuroBEC

O Município de Campo Maior atribuiu, recentemente, um apoio, no valor de 40 mil euros, ao Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA), para que este possa vir a criar um novo percurso pedestre, em Degolados. Trata-se do percurso da Mina da Tinoca.

Mais que isso, explica o presidente da Câmara, Luís Rosinha, a associação irá, para além do trabalho que desenvolve junto da comunidade, no que diz respeito à sensibilização ambiental, ficar responsável pela manutenção por todos os percursos pedestres do concelho.  

“É uma medida ambiciosa do ponto de vista do município – a direção do GEDA também considera que é uma medida ambiciosa –, porque nós vamos apoiar com 40 mil euros a associação para que a mesma possa ter aqui uma participação do ponto de vista da própria comunidade, ao nível da sensibilização ambiental, mas também numa matéria muito importante, que tem a ver com a manutenção e a criação de percursos pedestres”, começa por explicar o autarca.

Dizendo que o GEDA está “perfeitamente preparado para fazer essa mesma manutenção”, Luís Rosinha adianta que será a associação, a partir de agora, a responsável pela “manutenção dos percursos pedestres já existentes, marcações e tudo aquilo que seja o controlo dos espaços em si”.

Por outro lado, e juntamente com uma associação de Elvas e outra de Badajoz, o GEDA irá contribuir para a construção de um percurso pedestre entre as três localidades que compõem a EuroBEC. “Já há mais ou menos um alinhamento daquilo que possa vir a ser esse mesmo percurso e nós também, do ponto de vista da EuroBEC, tínhamos esta vontade de criar um percurso de grandes dimensões, que passa pelos três territórios: Elvas, Badajoz e Campo Maior”, revela o presidente.

“O GEDA fica aqui com uma responsabilidade, mas eu acho que é uma responsabilidade que assenta bem a uma associação que, com 25 anos de existência, teve sempre também ao lado da Câmara Municipal, mas sobretudo dos campomaiorenses, muitas das vezes até a alertar para questões ambientais muito importantes do concelho”, remata Rosinha.