Alunas da Academia Sénior da CURPI dão asas à imaginação para um Natal mais feliz e colorido em Campo Maior

A CURPI de Campo Maior está, por esta altura, imbuída no espírito do Natal, com as alunas da Academia Sénior a preparem um conjunto de iniciativas para celebrar, da melhor forma possível, esta quadra festiva.

Para além de um almoço-convívio, que irá reunir todos à mesa, este Natal fica marcado por muitas outras atividades: desde logo, como refere a aluna Idaulina Borrega, com várias iniciativas na Feira de Natal e por uma exposição, com a qual dão a conhecer todas as disciplinas da Academia Sénior e que irá ficar disponível para visita no Continente da vila.

O trabalho em torno desta exposição, realizado no âmbito da disciplina de customização, lecionada por Cristina d’Almeida, servirá para que, garante Idaulina, “toda a gente se aperceba” o que é que têm “andado a fazer”. A exposição resulta de um trabalho minucioso, através da reciclagem de diversos materiais, como caixas de ovos.  

“Depois, na Feirinha de Natal, vamos mostrar às crianças como se faziam as tortilhas de antigamente. É um projeto engraçado e as crianças da escola vão ver como se faz. Depois temos também a Roda da Conversa, que é o conto de Natal, e também temos o presente ao Menino Jesus: vamos fazer a apresentação de uma dança, onde vamos dar um presente ao Menino Jesus. Isto tudo… na Feirinha de Natal”, adianta Idaulina Borrega.

Esta aluna diz ainda que, para si, sair de casa todos os dias para aprender com as professoras da Academia Sénior, tem sido, desde há 15 anos, uma verdadeira “terapia”. “Saímos de casa com o objetivo de chegarmos aqui e fazermos outras coisas e aprender com as nossas professoras”, assegura, apelando ainda a outras pessoas que se possam sentir sozinhas para se associem à CURPI: “quem quiser que venha, que chega aqui e tem sempre uma coisinha para fazer. Quando vai para casa, vai diferente”, remata.

Já Cristina d’Almeida, a professora responsável pelas aulas de customização e teatro, que está há relativamente pouco tempo a residir em Campo Maior, garante que na Academia Sénior encontrou verdadeiras artistas. “Não há ninguém com quem eu me tenha cruzado aqui na CURPI que não seja artista. E fazem as coisas com muito prazer, muito bem feitas, com muita atenção”, garante.

Para a professora, que diz que passar a colaborar com a CURPI foi “o melhor” que lhe aconteceu desde que chegou a Campo Maior, confessa “adorar aquilo que a CURPI representa”. “Elas falam muito dos anos todos, das pessoas que aqui vêm, das experiências que têm vivido aqui e isto é uma coisa assim imperdível. O país inteiro merecia CURPIs espalhadas por todo o lado”, comenta.

A Academia Sénior da CURPI continua a ser uma resposta importante para as muitas idosas de Campo Maior que, diariamente, encontram ali uma forma de se manterem ocupadas, com mais diversas disciplinas e atividades: nesta altura, quase todas elas associadas à celebração do Natal.

Alcáçovas é a capital da doçaria até segunda-feira (c/fotos)

Alcáçovas no concelho de Viana do Alentejo acolhe até segunda-feira, dia 8 de dezembro, a 24ª Mostra de Doçaria, um dos principais eventos do calendário de inverno da região. O certame que decorre no Largo da Gamita tem entrada livre.

Luís Metrogos, presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, no decorrer da inauguração do evento, adiantou á RNA, que “tentámos fazer aqui dentro do tempo que nos foi possível algo que nos parece que privilegia a doçaria e os nossos doceiros, isso tem a ver com uma alteração estrutural aquilo que era a tenda anteriormente, nós privilegiámos uma entrada numa das pontas, para que quando as pessoas entram possam passar por todos os doceiros, todos os produtos e naturalmente possam comprar alguns e assim aumentar a dinâmica económica”.

“Nós tentámos também trazer artistas um pouco diferentes daqueles que são habituais. Destacaria, naturalmente, aquilo que é o nosso Cante Alentejano, exatamente porque são 11 anos da inscrição na Unesco, e por isso temos de destacar. E, para além disso, o nosso concurso de doçaria conventual e palaciana permite também divulgar aquilo que é a adoçaria tradicional que existe. Gostaríamos também de dar esse destaque em relação ao concurso”, acrescentou.

“Nós temos mais de 20 standards entre aquilo que são os doceiros, entre bebidas, tudo no mesmo âmbito. E o que nós tentámos fazer foi alargar o maior número de convites possíveis, pessoas novas, exatamente porque esforçámos nesse sentido, a própria divulgação ajudou que, à última da hora, tivéssemos novos inscritos. Isso deixou-nos, naturalmente, muito felizes, porque significa que fizemos um bom trabalho de divulgação e isso atraiu também os nossos doceiros”, sublinhou.

Luís Metrogos, adiantou ainda que “o evento precisa de alguma reformulação. Neste período fizemos pequenas alterações que nos parecem importantes, mas durante o próximo ano temos que avaliar como é que isto poderá ser realmente mais impactante e mais entusiasmante para as pessoas que nos visitam”, concluiu.

Campo Maior já tem “Jardim de Natal” com milhares de flores no centro da vila

Campo Maior começou este sábado a viver um Natal diferente, sob o tema “Natal em Flor”, com o comércio local no centro das atenções. A partir deste sábado e até 4 de janeiro, algumas das principais artérias da vila – as ruas Capitão Manuel António Vieira, Major Talaya e de Ramires, juntamente com a Praça da República – serão o palco de um evento com muita animação.

A iniciativa, denominada “Jardim de Natal”, é uma organização conjunta do Município e da Associação de Empresários e Jovens Empreendedores de Campo Maior. O conceito mistura as luzes de Natal com milhares de flores feitas à mão, numa ideia que surgiu no verão, baseada nas Festas do Povo de 2026, conforme explicou o presidente da Câmara, Luís Rosinha “em conjunto com a Associação Comercial e de Jovens Empreendedores, no verão passado, agosto, começámos a preparar um Natal diferente em que pudéssemos trazer as flores, tantos caracteriza, em véspera de ano de festas do povo, nessa altura previsível, e hoje confirmado, nós pensámos em poder ter aqui as ruas principais de Campo Maior com decoração de flores. Estabelecemos um protocolo e enfeitámos as ruas com estas flores num outro material que permitia a época do ano”.

Esta manhã um grupo de Motards, com roupas de Pai Natal passaram pelo Jardim da Avenida e pelas ruas decoradas do centro da vila. Ao longo de um mês Campo Maior vai ter o Jardim Municipal com um presépio e decorações de Natal, a rua comercial junto ao jardim também com alguns comerciantes que decoraram a rua e as mencionadas artérias engalanadas com flores e luzes, numa animação que vai atrair muitos visitantes à vila para conhecer esta novidade, do “Jardim de Natal”.

Mercadinho de Natal Anima Arronches de 6 a 8 de Dezembro

A Câmara de Arronches organiza, neste fim-de-semana alargado, nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, o Mercadinho de Natal, no espaço do Mercado Municipal, entre as 10h00 e as 19h00.

O evento conta com a participação de 27 expositores, oferecendo uma variedade de produtos que incluem artesanato, doces, queijos e enchidos, vinhos, licores e cerveja artesanal, entre outros. A iniciativa visa dinamizar o comércio local e permitir que os visitantes façam as suas compras de Natal.

O programa de três dias está recheado de atividades para toda a família, incluindo espetáculos musicais, animação infantil e a tradicional visita do Pai Natal, que marca presença pelas 16h00 em todos os dias. A programação inclui ainda um espetáculo de magia, atuações de grupos de cantares e de flamenco. Adicionalmente, este fim de semana marca também a abertura da Pista de Gelo no Jardim do Fosso, que se manterá em funcionamento até 6 de janeiro.

João Crespo, presidente da autarquia de Arronches considera que “esta iniciativa visa sobretudo animar Arronches nesta altura do ano, com oportunidades para aquisição de prendas de Natal, apoiando o comercio local, pois muitos dos expositores são comerciantes locais que nesta altura também são apoiados com a nossa campanha de Natal. Os clientes comprar nesses estabelecimentos e tem direito a participar num sorteio que dá cabazes de Natal, com produtos totalmente adquiridos nos estabelecimentos aderentes “. Cada 20 euros de compras dão direito a um cupão para participar no sorteio de 20 cabazes de Natal.

Mas nesta altura, o jardim do Fosso tem também uma pista de gelo que João Crespo considera ser “uma boa aposta, pois tinham-nos pedido que tivéssemos um espaço como este que assim permite que os mais novos se divirtam e veem também visitantes que utilizam a pista de gelo, neste espírito de atrair visitantes à vila e assim dinamizar o concelho” .

Madalena Marchão trouxe para a sua banca, no Mercadinho de Natal de Arronches, as “Infusões e Temperos da Avó” e que este ano “tem como novidades, os cabazes de Natal, em parceria com o Mel Monte Novo. O Mel Monte Novo é também aqui da zona da Arronches, onde tem as colmeias, temos uma parceria e temos cabazes de Natal, com infusões e o Mel Monte Novo, em várias opções em termos de infusões. Temos optado sempre pela infusão Aroche, criada especificamente para Arronches, mas também com as bolachinhas de castanha, que são feitas com a farinha típica e que são boas sugestões de presente.

Quem quiser, como é que pode comprar? É a questão que Madalena explica de seguida: “podem nos seguir na página da “Avó Infusões e Temperos”, também vamos estar neste mercadinho aqui, vamos estar três dias em Arronches e também depois em Portalegre. E podem-nos sempre mandar uma mensagem para o Instagram ou para o Facebook. Teremos todo o gosto em partilhar e em enviar as nossas infusões. São infusões artesanais com propriedades medicinais”.

“Conversa de Artista”: curador Orlando Franco aproxima grupo de alunos de Campo Maior da arte contemporânea

Orlando Franco, curador da exposição coletiva “When The World Is Full Of Noise”, patente no espaço.arte, foi o protagonista de mais uma “Conversa de Artista”, promovida pela Câmara Municipal de Campo Maior, na manhã desta segunda-feira, 17 de novembro.

A exposição, formada por cerca de 60 obras, que vão desde o desenho à pintura, passando pela escultura, o vídeo e a fotografia, reúne trabalhos de 24 artistas plásticos: Ana Carolina Rodrigues, Ana João Romana, Beatriz Banha, Carlos Lérias, Cecília Corujo, Cristina Ferreira Szwarc, Diogo Nogueira, Duarte Amaral Netto, Jorge Lopes, Kamil Kucharzewski, Luís Silveirinha, Maria Peixoto Martins, Miguel Marquês, Nuno Gaivoto, Nuno Vicente, Orlando Franco, Ricardo Castro, Rodrigo Bettencourt da Câmara, Sofia Aguiar, Susana Anágua, Tomás Colaço, Tomás Toste, Vítor Reis e Weronika Kocewiak.

Perante uma plateia formada por estudantes de uma turma da Escola Secundária da vila, Orlando Franco procurou, tal como explica, fazer “a mediação entre aquilo que é um projeto de arte contemporânea e o interesse dos jovens”. “Vou poder também ampliar um pouco alguns dos sentidos da exposição e, no fundo, partilhar também alguma da história que me trouxe a este tema, à exposição e ao próprio processo de montagem, com um conjunto de decisões mais técnicas, também mais ligadas ao processo criativo”, adianta.

Despertando os mais novos para o mundo da arte contemporânea, o curador e artista plástico procurou “estabelecer pontes” com os jovens estudantes, desmistificando os processos associados à montagem da exposição “e à própria ideia de alguns quererem ser criativos ou mesmo artistas”.

O curador explica ainda que o processo, desde a escolha de obras até à montagem da exposição, acabou por ser “muito orgânico”. “Existem várias coisas que vão acontecendo em simultâneo, nomeadamente o sentido do tema, o começar a pensar o espaço e o tipo de obras que gostaria de ter, também o tipo de artistas, que de alguma maneira são artistas que estão num raio de proximidade e essa proximidade faz com que também seja fácil chegar até aos ateliês, chegar à conversa, trocar ideias, partilhar histórias”, revela.

Feita a escolha das obras, iniciou-se o processo de montagem. “A montagem no espaço é muito importante, porque aqui há uma ressignificação de cada obra, mantendo o seu sentido original, mas há uma conversa entre obras e isso é que foi muito interessante neste processo de montar a exposição com cerca de 60 obras, criar uma relação de tensão, criar hipóteses, verificar várias possibilidades para que elas pudessem interagir entre si”, diz ainda.

Para participar nesta “Conversa de Artista” foi escolhida uma turma de 9º ano pelo facto de vários alunos manifestarem a intenção de vir a seguir a área de Artes Visuais no Ensino Secundário, explica a professora responsável, Anabela Alexandre. “Quisemos proporcionar-lhes algum contacto com obras de arte e com diferentes artistas, dado que esta exposição é uma exposição coletiva e tem várias vertentes”, acrescenta.

Por outro lado, de acordo com a docente, procurou-se “alargar os horizontes” dos mais novos, dado que, muitas vezes, os alunos só reconhecem a pintura como forma de arte. “Eles acham que instalação, fotografia e vídeo, por exemplo, não são também formas de arte e queremos despertá-los para essas situações”, explica ainda Anabela Alexandre. “Alguns deles até acham que há coisas que eles próprios conseguiriam fazer, pela simplicidade ou pelo aspecto que têm um bocadinho mais tosco, mas queremos também que percebam que a arte é, sobretudo, transmissão de ideias e isso às vezes também se faz daquela forma mais tosca”, remata.

A exposição “When The World Is Full Of Noise” pode ser visitada, no espaço.arte, até 7 de dezembro.

36ª Meia Maratona liga Elvas a Badajoz com quase 1.800 inscritos

A 36ª Meia Maratona Internacional Elvas-Badajoz está a decorrer este domingo, 16 de novembro de 2025, ligando as duas cidades raianas num percurso de 21,097 quilómetros que simboliza a amizade e cooperação transfronteiriça.

Elvas e Badajoz voltam a unir-se pela corrida. A manhã deste domingo ficou marcada pela realização da 36ª edição da Meia Maratona Internacional Elvas-Badajoz, que arrancou às 9h30 (hora portuguesa) no Parque da Piedade, em Elvas, e tem chegada prevista na Avenida de Huelva, em Badajoz, pouco depois das 10h30.

Com cerca de 1.800 atletas inscritos, vindos de Portugal, Espanha e outros países, a prova volta a afirmar-se como uma das mais importantes competições de atletismo da Península Ibérica. O evento é organizado pela Fundação Municipal de Desportos de Badajoz, em colaboração com a Câmara Municipal de Elvas e diversas entidades desportivas.

Além da vertente competitiva, esta edição tem também um caráter social, com mensagens de sensibilização contra a violência de género, reforçando o papel da corrida como espaço de união e cidadania.

Borba volta a celebrar o produto de “excelência” que leva “o nome da cidade a todo o mundo”

Borba já celebra a vinha e o vinho, com a sua festa anual, no Pavilhão de Eventos da Cidade. Nesta, que é uma das principais mostras económicas de toda a região, aliam-se aos produtores de vinho e às adegas, a gastronomia, o artesanato, o associativismo e a música.

O certame teve a sua abertura oficial na manhã desta terça-feira, 11 de novembro, em Dia de São Martinho, onde não faltaram as castanhas assadas e, claro, o bom vinho produzido no concelho.

Lembrando que este é um evento “herdado” do executivo anterior, a quem agradece o trabalho desenvolvido, o presidente da Câmara de Borba, Pedro Esteves, começa por dar conta do número de expositores presentes nesta edição do certame: “da parte dos vinhos, dos produtores de vinho, temos oito expositoras com provas, temos três restaurantes permanentes, temos três tasquinhas, com os queijos e os enchidos e depois temos uma panóplia de expositores, dentro do artesanato e das atividades económicas do concelho”.

A intenção do autarca é que a Festa da Vinha e do Vinho venha a apresentar novidades, já no próximo ano. “Assim que terminar esta festa, temos já reunião marcada para planear a festa do próximo ano, em que pretendemos inovar algumas coisas, mantendo a tradição daquilo que é a prova do vinho e daquilo que é a nossa gastronomia”, adianta Pedro Esteves.

“Não fui eu que estive à frente desta organização, foi a vereadora Helena Caldeira, a quem aproveito também para agradecer todo o esforço que, em 15 dias que nós estamos ao serviço, tivemos que limar uma série de arestas, mas felizmente a festa está com dignidade e pode receber todas as pessoas que nos queiram visitar, porque em Borba nós recebemos muito bem”, diz ainda o autarca. “Venham, que serão muito bem recebidos. Venham provar o que nós temos para oferecer, venham provar o nosso vinho, que é mundialmente reconhecido e que leva o nome desta cidade a todo o mundo”, remata.

Presente na cerimónia de abertura do evento esteve o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, António Ceia da Silva, que recorda que, antes de qualquer outro produto, foi o vinho que projetou o Alentejo, com “qualidade e excelência”, além-fronteiras. “Depois é que veio o turismo, é que vieram os agroalimentares, os mármores e outros produtos, mas de facto o vinho foi essencial, porque levou logo uma imagem de excelência, de qualidade. Isso foi muito importante para cativar determinado tipo de clientes”, assegura.

Por outro lado, Ceia da Silva parabeniza a Câmara Municipal de Borba por continuar a organizar o evento, uma vez que “promove as adegas, promove o vinho, traz visitantes”, o que considera “muito bom”.

Este é um dos maiores eventos da programação da “Cidade do Vinho 2025”, que une Borba aos quatro concelhos vizinhos: Vila Viçosa, Alandroal, Estremoz e Redondo.

Assegurando que a estratégia da “Cidade do Vinho” foi “uma mais-valia”, o presidente da Câmara de Vila Viçosa, Inácio Esperança, defende que este produto é “muito importante, a nível económico, para a região”. “Sermos Cidade do Vinho uniu os municípios em torno de objetivos comuns e permitiu-nos atingir metas que não conseguiríamos cada um por si. Portanto, foi importante, está a ser importante e espero que traga mais-valias para o futuro”, diz ainda.

Dizendo que esta será “a última das grandes iniciativas” da “Cidade do Vinho 2025”, o presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo, não tem dúvidas de que este é um dos eventos “mais importantes da região”, dado que “que realça uma das culturas, das tradições e das componentes económicas” mais relevantes do Alentejo. “Foi muito bom os cinco municípios envolverem-se neste projeto do vinho, que deixa com certeza aqui pontos de colaboração para o futuro. O nosso objetivo é que esta cultura do vinho, que é uma das mais importantes da região, continue a estar nas prioridades dos cinco municípios”, acrescenta João Grilo.

Já o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, destaca a Festa da Vinha e do Vinho como “uma referência”, não só no Alentejo, mas no país. “Aquilo que importa em realçar é que se consegue aqui criar um ambiente de excelência, um ambiente em torno do vinho, em que se trazem as associações e as entidades, em que se degusta do melhor que há na gastronomia e também no vinho de Borba e do Alentejo. Portanto, o sucesso está assegurado e é mais um evento âncora do nosso Alentejo, que se afirma como referência, não só na produção vitivinícola, mas também no turismo”, assegura.

Enaltecendo a forma como os cinco municípios se uniram em torno do projeto da “Cidade do Vinho”, o presidente da Câmara de Redondo, David Galego, lembra a importância do vinho enquanto “ativo económico” para o Alentejo. “Há aqui uma economia importantíssima no nosso território, assente neste setor e por isso há que unir esforços, estarmos juntos e a ‘Cidade do Vinho’ mostra isso. Vamos ter a Cidade Europeia do Vinho 2026 no Baixo Alentejo e é desta forma que, em conjunto, conseguimos promover a nossa região. Redondo tem, obviamente, um orgulho enorme em pertencer à iniciativa ‘Cidade do Vinho’, revela o autarca.

Hoje, terça-feira, na primeira noite da Festa da Vinha e do Vinho, a animação musical estará a cargo dos Adiafa. Passarão ainda pelo certame, até domingo, os Monda (quarta-feira), Marco Rodrigues (quinta-feira), Nelson Freitas (sexta-feira), Os Vizinhos (sábado) e os Sons do Minho (domingo).

As imagens da cerimónia de abertura da Festa da Vinha e do Vinho para ver na galeria abaixo:

Grande exposição dedicada ao Atlético de Madrid para visitar na Fehispor

A Fehispor, a Feira Multissectorial de Espanha e Portugal, a decorrer nos pavilhões da IFEBA, em Badajoz, desde quinta-feira, 6 de novembro, chega este domingo, dia 9, ao fim. Mas até final do dia não faltam motivos para uma visita ao certame, incluindo uma grande exposição dedicada ao Atlético de Madrid.

Segundo o alcaide de Badajoz, Ignacio Gragera, o clube é aqui homenageado, entre outros motivos, por ser “muito importante, não só para Espanha, como para Portugal”. O Atlético de Madrid “teve imensos jogadores portugueses e tem muita relação com a Extremadura, nomeadamente com Badajoz, com muitos jogadores históricos, que nasceram” na cidade espanhola.  

A exposição, desenvolvida em colaboração com a Atleti Tour & Museum, permite aos visitantes conhecer troféus e ter acesso a material histórico e conteúdo digital e interativo. Entre os objetos expostos estão incluídas as camisolas oficiais de Javi Galán e Carmen Menaya, as luvas de Oblak, a camisola comemorativa de Futre, bem como troféus emblemáticos: da Liga 2021, o Troféu Reina 2023 ou o Troféu Zamora.

Turismo, gastronomia e artesanato são os principais ingredientes desta 34ª edição da Fehispor, evento que, ao longo dos anos, tem procurado vir a aproximar, cada vez mais, os dois lados da fronteira.

Algumas das imagens da exposição do Atlético de Madrid:

Santuário de Elefantes apresentado oficialmente em herdade no Alandroal e Vila Viçosa

O Santuário de Elefantes da Pangeia, foi oficialmente apresentado esta tarde, de dia 6 de novembro, e representa uma iniciativa inédita na Europa dedicada ao acolhimento e reabilitação de elefantes em cativeiro.

Instalado nos concelhos de Alandroal e Vila Viçosa, no distrito de Évora, o santuário ocupará uma área de 402 hectares, inspirada em instalações de grande porte existentes na Ásia, África e Américas.

A capacidade máxima estimada “poderá de ser de 30 elefantes” como nos referiu Kate Moore, da Pangea que diz ter escolhido este local “devido ao habitat e ao clima nesta zona da Península Ibérica e espera-se que possam ainda aqui viver entre cinco e quinze anos”.

Kate Moore da Pangea

A abordagem de gestão do Santuário Pangeia é endossada por especialistas internacionais em elefantes em cativeiro e por biólogos dedicados ao estudo de elefantes selvagens. O espaço foi concebido para permitir que os animais vaguem, comam e socializem livremente num habitat natural amplo, ao mesmo tempo que recebem cuidados especializados e individualizados.

O santuário não se limitará a acolher animais em fim de vida, estando também preparado para receber grupos familiares e indivíduos juvenis, promovendo a socialização e o bem-estar em ambiente natural. A localização foi escolhida após uma avaliação técnica rigorosa, que considerou mais de 100 propriedades em toda a Europa, com base em critérios como clima, topografia, biodiversidade e disponibilidade hídrica.

João Grilo, presidente de Alandroal

João Grilo, presidente da Câmara de Alandroal reconhece que se trata de “um projeto único na Europa o que nos vai colocar no radar de projetos diferenciadores e é um projeto que tira partido dos recursos naturais e desenvolve localmente com oportunidades de emprego, de investigação, de ligação à comunidade educativa. Todo o trabalho está a ser desenvolvido por empresas locais, já está aqui uma empresa sediada no Alandroal e em Vila Viçosa”. No caso do Alandroal poderá haver “um centro interpretativo na vila do Alandroal, na zona do Parque de Feiras”.

O Santuário encontra-se em fase final de licenciamento como jardim zoológico, enquadramento legal atualmente disponível para este tipo de iniciativa. Segundo os promotores, o processo tem contado com pareceres favoráveis de várias entidades, incluindo a DGAV, o ICNF e a CCDR.

Inácio Esperança, presidente de Vila Viçosa

Inácio Esperança, presidente da Câmara de Vila Viçosa entende que “tem a ver com a recuperação ambiental, preservação da natureza, com a nossa candidatura à património Mundial, preservação da Tapada Ducal. Vai haver turismo de estudo de formação de investigação e com o acesso à Biblioteca de D. Manuel. O investimento total das duas autarquias poderá chegar ao milhão a milhão e meio de euros.”

A Pangeia é uma “instituição de caridade independente”, registada no Reino Unido e em Portugal, contando ainda com uma organização parceira nos Estados Unidos, que aceita doações em seu nome para apoiar o desenvolvimento e sustentabilidade do projeto.