Páscoa, em Elvas, é sinónimo de dias e noites de convívio, no campo. Como manda a tradição, no domingo de Páscoa, come-se o borrego.
Na Ajuda, a Rádio Campo Maior foi encontrar ao final da manhã desta quarta-feira, 13 de abril, para já, o único grupo que decidiu montar todo um arsenal, incluindo tendas, cozinha, sala de jantar e um salão de baile, ao ar livre, para, até final da semana, fazer do campo casa.
“Somos os primeiros a chegar e os últimos a ir embola”, garantia Nuno Aparício, um dos elementos deste grupo, acabado de acordar por um dos amigos, ainda dentro da sua tenda. Chegados ontem, adianta, “que parece que foi há três dias”, fizeram, durante a noite, “o maior barulho possível”, até porque não tinham vizinhança. Uma “semana de guerra”: assim prevê que seja, mas, mais que a casa às costas, garante Nuno, levaram para a Ajuda, “sobretudo vontade”. Ainda assim, não falta comida e bebida que, nas palavras deste jovem, davam para se governarem durante um mês.
Ao todo, este grupo conta com cerca de 15 elementos, mas, para já, apenas seis se encontram acampados e instalados na Ajuda. Mais logo, “chegam mais três ou quatro campistas”. “Isto vai ser o terror”, diz ainda.
Para passar estes dias no campo, alguns, revela Nuno Munhão, têm de tirar dias de férias ou, se a trabalhar, só comparecem quando podem. “Ontem, viemos, já quase de noite, montar as tendas e as mesas, mas trouxemos logo tudo: umas arcas, um gerador, temos o fogão, o gás, para fazer a comida. É mais ou menos como se estivéssemos em casa, mas no campo”, adianta.
Nuno Munhão, que garante que só vão embora no domingo “à tardinha, a fazer-se noite”, tem esperança que amanhã ou na sexta-feira mais pessoas apareçam na Ajuda, até porque “o pessoal tem vontade disto”.
Dois anos depois, desde a última vez em que estiveram na Ajuda, por esta altura do ano, Roberto Cabral garante que este é “um espaço privilegiado” para que se possa retomar a normalidade, nesta festa que “tem tanto de religioso como de pagão”. Durante estes dias, o grupo espera manter-se em “amena cavaqueira e a beber uns copos”.
Tiago Belchior, por sua vez, para além de revelar o cardápio preparado para estes dias, que inclui desde “sardinhas a frango à tailandesa”, espera que, sobretudo, os visitantes espanhóis não deixem lixo espalhado no campo.


Depois do São Pedro ter dado tréguas, e após dois anos sem a tradição se ter cumprido, devido à pandemia, os campomaiorenses, e não só, estão também de regresso ao campo, junto ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara, para um convívio de Páscoa, que dura até à próxima segunda-feira, dia 18 de abril, feriado municipal de Campo Maior.
Já Luís Hortas, acompanhado de Cláudia e Francisco, prevê uns dias “duros”, bem regados a álcool, sendo esta a primeira vez que ruma até à Enxara para, com os amigos, conviver e desfrutar do ar puro da natureza. Cláudia, por sua vez, garante que as suas expectativas para estes próximos dias são bastante altas. Francisco, pela primeira vez, vem de Alcácer do Sal para a Enxara, sendo que, com os amigos que tem na vila, espera fazer desta uma grande festa.
No âmbito das comemorações da Semana Santa, em Campo Maior, esta quinta-feira, dia 14, há diversas celebrações.
As crianças do Centro Educativo Alice Nabeiro, em Campo Maior, visitaram ontem, quarta-feira, dia 13, a Herdade das Algramassas, onde foram recebidas pelo cavaleiro Marcos Bastinhas.
A Romaria a Cavalo entre Moita e Viana do Alentejo será retomada no próximo dia 20, após um interregno de dois anos devido à pandemia.
Um homem, de 67 anos, foi detido, na passada segunda-feira, 11 de abril, no concelho de Campo Maior, por violência doméstica, pelo Comando Territorial de Portalegre da GNR, através do Posto Territorial de Campo Maior.
Os vários espaços turísticos de Campo Maior vão estar encerrados no Domingo de Páscoa, dia 17 de abril.
“Pensar as Demências no Presente e no Futuro” é o mote para um encontro de profissionais, no dia 27 de abril, promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, no Centro Cultural da vila.
O Dia Mundial da Voz celebra-se no próximo dia 16 de abril e, para assinalar esta data, o serviço de Otorrinolaringologia do Hospital do Espírito Santo em Évora está a promover um rastreio de patologia vocal em crianças, amanhã.
O setor do turismo continua em crescimento, prevendo-se que, na altura da Páscoa, na região do Alentejo, as taxas de ocupação de unidades hoteleiras e alojamentos cheguem aos níveis em que estavam aquando do pré pandemia.