Um incêndio deflagrou, durante a madrugada desta terça-feira, 20 de janeiro, numa vivenda, em Campo Maior.
O incêndio, cujo alerta foi dado às 00h10 e que foi extinto cerca de meia hora depois, causou prejuízos apenas na cozinha da habitação, sendo que arderam diversos eletrodomésticos e uma mesa.
O único morador desta vivenda, um homem de 60 anos, acabou por ser alojado temporariamente nas instalações da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, até estarem reunidas as condições para regressar à sua habitação.
Foram mobilizados para a ocorrência 11 operacionais, entre Bombeiros Voluntários de Campo Maior e GNR, apoiados por cinco viaturas.
Ainda que a habitação seja a grande prioridade do Município de Elvas para este mandato (ver aqui), há outras áreas em quais a autarquia pretende, até 2029, fazer fortes investimentos.
Uma delas, tal como refere o vice-presidente Nuno Mocinha, diz respeito à zona industrial da cidade: “vamos avançar com a ampliação da zona industrial de Elvas, criando novas condições para que empresas se instalem, cresçam e criem emprego”.
Assegurando que cada empresa que escolhe Elvas “é uma vitória coletiva”, Mocinha diz que cada posto de trabalho criado traduz-se em “uma família com mais segurança” ou num “jovem que não precisa de partir”. O crescimento da zona industrial “será acompanhado pela valorização do espaço urbano, pela requalificação das zonas comerciais, pela melhoria da mobilidade, da segurança e da qualidade do espaço público”.
Já na área da educação, a Câmara Municipal prevê intervir em todas as escolas do concelho. “Estamos a desenvolver projetos para intervir em todas as escolas do nosso concelho, sem exceção, do pré-escolar ao ensino superior”, assegura o vice-presidente do Município de Elvas, que garante que o objetivo é ter-se “escolas mais modernas, mais seguras, mais inclusivas e mais preparadas para os desafios do presente e do futuro”.
Quanto ao Hospital de Santa Luzia, o autarca diz que não se pode aceitar o seu “esvaziamento”, a perda de especialidades e a saída de profissionais, lembrando que este não é apenas um mero edifício, mas um “pilar essencial da dignidade de quem aqui vive”. “Continuaremos firmes, exigentes e determinados na defesa de um hospital com respostas, com médicos, com enfermeiros e com serviços de qualidade”, garante.
Por outro lado, Mocinha realça que afirmar a força económica de Elvas, tendo em conta a sua localização estratégica, é outra das prioridades do município. “Estamos na fronteira, somos porta de entrada, ponto de ligação entre territórios, mercados e pessoas. Essa posição é uma oportunidade que estamos a transformar em estratégia, para atrair investimento, criar emprego, reforçar a competitividade e projetar Elvas como um território de oportunidades capaz de crescer sem perder a sua identidade. Ao mesmo tempo, continuamos a investir na ação social, no apoio às associações, nas freguesias rurais, no ambiente e na eficiência energética”, adianta.
Relativamente ao património, Nuno Mocinha recorda o investimento que a autarquia tem vindo a fazer, entre outros, na reabilitação do Aqueduto da Amoreira. “Estamos a investir fortemente na recuperação e valorização do nosso património histórico e arquitetónico. É disso o exemplo a reabilitação do aqueduto da Amoreira, a valorização de espaços históricos, a criação de novos equipamentos culturais e museológicos. São investimentos que ligam gerações, que educam, que potenciam o turismo e reforçam o orgulho em sermos elvenses”, remata.
O Núcleo de Campo Maior da Liga dos Combatentes promoveu, no passado domingo, 18 de janeiro, mais uma Prova de Vinhos.
O convívio, que decorreu na sede da associação, contou com a participação de nove produtores. A tarde foi animada por José Silva.
Para além do presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, também os vereadores Paulo Pinheiro e Paula Jangita marcaram presença no evento.
As bandeiras dos edifícios municipais de Badajoz e de toda a Espanha encontram-se a meia-haste desde o início desta terça-feira, assinalando o primeiro de três dias de luto nacional. A medida, decretada pelo Governo espanhol, visa honrar as vítimas do trágico acidente ferroviário ocorrido no passado domingo, 18 de janeiro, em Adamuz, na província de Córdova, que vitimou mortalmente dezenas de pessoas.
O desastre, que envolveu a colisão entre um comboio de alta velocidade da operadora Iryo e um comboio Alvia da Renfe, causou 41 mortos e mais de 150 feridos, segundo o balanço mais recente das autoridades. Em Badajoz, o gesto institucional de colocar as bandeiras a meio-mastro serve como símbolo de profunda condolência e solidariedade para com as famílias afetadas, unindo a cidade vizinha ao sentimento de pesar que atravessa todo o país.
Durante este período de luto, que se prolonga até à próxima quinta-feira, as agendas oficiais e atos institucionais foram suspensos. No local do acidente, as investigações continuam para apurar as causas exatas do descarrilamento, estando os peritos a analisar uma falha detetada numa junta dos carris. Os Reis de Espanha deslocam-se hoje a Adamuz e o Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sánchez, já garantiu total transparência no processo de averiguações sobre aquela que é já considerada uma das maiores catástrofes ferroviárias das últimas décadas em Espanha.
As docentes e investigadoras do Politécnico de Portalegre, Noémia Farinha e Orlanda Póvoa, participaram no documentário do canal de televisão franco-alemão ARTE.TV dedicado a Portugal e os seus coentros.
Este convite surge no âmbito do trabalho desenvolvido sobre conservação de recursos genéticos e melhoramento de coentro desenvolvido na Escola Superior de Biociências de Elvas, desde 2000, a partir de sementes tradicionais recolhidas junto de agricultores em todo o Alentejo. As sementes foram estudadas, avaliadas e submetidas a um programa de melhoramento – aprovado pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária – com vista à sua valorização. Com o trabalho realizado foram enviadas sementes para o Banco Português de Germoplasma Vegetal, tendo sido selecionadas as quatro variedades que estão já aprovadas pelo Catálogo Nacional de Variedades e que se designam: Alcácer, Assunção, Campo Maior e Amareleja.
Inicialmente o trabalho de investigação desenvolvido teve como critérios a produção de folhas e a produção de sementes. Atualmente as investigadoras continuam a trabalhar com estas espécies de plantas, mas os objetivos de investigação estão mais direcionados para a Ecologia: produzir plantas em ciclos mais curtos, com maior número de sementes e de flores para utilização em misturas de cobertos vegetais para atração de polinizadores.
O contacto com os produtores tradicionais do Alentejo possibilitou às investigadoras reunir ainda um acervo de informação bastante relevante sobre os saberes tradicionais associados ao cultivo e utilização dessas espécies, na gastronomia, em usos medicinais ou noutros (Etnobotânica).
O trabalho desenvolvido ao longo destes 25 anos visa disponibilizar, aos agricultores, variedades de plantas aromáticas melhor adaptadas por terem evoluído nas nossas condições de clima, solo e cultivo, mas também o registo do conhecimento tradicional, divulgação da informação recolhida e da investigação produzida no âmbito dos coentros do Alentejo.
Sobre o documentário
O documentário sobre coentros em território nacional está inserido na série Die Welt von Gewürze (O Mundo das Aromáticas), dedicada à divulgação de plantas aromáticas em diversos países. Entre outros temas, este episódio foca a relevância dos coentros na cultura e gastronomia portuguesas, assim como o esforço para a preservação das variedades autóctones, que tem vindo a ser desenvolvido pelas investigadoras do Politécnico de Portalegre, na Escola Superior de Biociências de Elvas, ao longo dos últimos 25 anos.
O Ministério do Ambiente promoveu, na passada segunda-feira, dia 12 de janeiro, em Lisboa, a apresentação do ‘Pró-Rios – Programa de Ação para o Restauro Ecológico de Rios e Ribeiras’, numa cerimónia liderada pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho.
O presidente da Câmara Municipal de Arronches, João Crespo, esteve em representação da autarquia nesta sessão, durante a qual foi anunciado um investimento na ordem dos 187 milhões de euros em intervenções que se estenderão por cerca de mil quilómetros de cursos de água e cujos objetivos passam por controlar e reduzir o risco de inundações, reforçar a adaptação às alterações climáticas, melhorar o estado ecológico dos ecossistemas, recuperar biodiversidade e habitats degradados e valorizar os territórios para as populações.
Inserida neste programa e com financiamento a 100%, encontra-se a obra, já em curso, de reabilitação do sistema de açudes de Mosteiros, um projeto que visa a valorização do espaço em questão, com edificação de melhores infraestruturas e com a criação de áreas de lazer nas margens da Ribeira de Arronches, cujo investimento será de 745.877,04€, valor ao qual acresce o Imposto sobre o Valor Acrescentado.
Um homem de 45 anos, que foi detido pela GNR, pelo crime de violência doméstica, no concelho de Sousel, na passada quinta-feira, 15 de janeiro, vai aguardar julgamento em prisão preventiva.
No âmbito de uma investigação por violência doméstica, “os militares da Guarda apuraram que o suspeito exercia violência psicológica e física sobre a vítima, sua companheira de 50 anos, bem como sobre a filha da vítima”, revela o Comando Territorial de Portalegre da GNR em comunicado.
No seguimento das diligências, foi dado cumprimento a um mandado de detenção fora de flagrante delito, que culminou na detenção deste indivíduo.
O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Fronteira, na sexta-feira, dia 16, tendo-lhe sido aplicada, para além de prisão preventiva, a medida de coação de proibição de contacto, por qualquer meio, com as vítimas.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, visitou, na passada sexta-feira, dia 16, as obras da via, catenária e subestação do novo troço ferroviário entre Évora e Elvas, inserida no Corredor Internacional Sul, cujos trabalhos já estão concluídos. Uma obra cuja construção alcançou os 460 milhões de euros.
Ao longo deste ano será feita a sinalização e a certificação em termos segurança, estando prevista a circulação dos comboios no final deste ano ou início de 2027.
Trata-se de uma obra estratégica para reforçar a ligação ferroviária de Portugal ao resto da Europa, que vem potenciar a centralidade de Évora, estando a linha capacitada para transporte de mercadorias, mas com a possibilidade de transporte de passageiros em data posterior. O aumento da capacidade de transporte para mais do dobro da atual e a redução da extensão, do tempo de percurso e dos custos de transporte são alguns dos principais benefícios deste novo trajeto que vai até à fronteira com Espanha, com passagem por Évora.
A visita, que reuniu autarcas da região, técnicos e trabalhadores ligados à Infraestruturas de Portugal e empresas envolvidas, assim como jornalistas, iniciou-se na Subestação do Alandroal, tendo a comitiva feito a sua primeira viagem num troço da Linha, ao longo da qual o Diretor de Empreendimentos das Infraestruturas de Portugal, Paulo Tavares, apresentou a nova linha e explicou a sua importância, trabalhos realizados e dificuldades superadas.
Portugal deu um passo importante em 2025 com a criação de um plano nacional para garantir a conservação e sustentabilidade dos polinizadores. Estes seres — abelhas, borboletas e moscas-das-flores — são fundamentais para os ecossistemas, pois ajudam as plantas a reproduzirem-se, garantindo a produção de frutos, sementes e a manutenção da biodiversidade.
A diversidade destes insetos é considerada um indicador crucial da saúde ambiental. Contudo, a Quercus tem alertado para o declínio dos polinizadores, causado principalmente pela destruição dos habitats, o uso intensivo de pesticidas, a perda de flores silvestres e a simplificação das paisagens agrícolas.
O novo plano visa combater estas ameaças e garantir a proteção destes seres essenciais.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
O Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA) celebrou no passado dia 14 de janeiro o seu 27.⁰ Aniversário, e a vereadora Paula Jangita esteve, no dia 17 de janeiro, num convívio da Associação que aconteceu no Centro Ambiental do Xévora, onde autarca teve oportunidade de desejar as maiores felicidades ao GEDA e a todos aqueles que lhe dão vida.
Durante 27 anos, o GEDA tem sido um exemplo do que deve ser o associativismo, com uma presença constante na comunidade campomaiorense, oferecendo sempre um olhar atento e crítico sobre os assuntos relacionados com o ambiente e com a biodiversidade no nosso concelho. Para além disso, é um parceiro ativo nos mais variados eventos, não só do Município, como também de muitas outras associações e entidades.