A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) voltou a receber técnicos de desporto e vereadores dos unicípios para uma reunião técnica, que decorreu na Sala das Bandeiras da CIMAA, e que teve como ponto focal a preparação da XXIV edição dos Jogos do Alto Alentejo.
Em conjunto, definiram as modalidades que serão praticadas e o horizonte temporal da edição deste ano, que irá iniciar-se em março e terminará em junho.
Desta reunião fez ainda parte a preparação da próxima edição do Circuito de BTT do Alto Alentejo, que terá início previsto na segunda metade de 2026, bem como um ponto de situação acerca da manutenção de relvados sintético, de forma a proporcionar melhores condições aos atletas, e ainda a inspeção aos equipamentos desportivos, em cumprimento da legislação em vigor.
O concelho de Montemor-o-Novo tem vários pontos de atratividade, sendo que, para o presidente da Câmara, Carlos Pinto de Sá, o turismo é das “áreas que tem grande potencialidade de crescimento e que pode dar um contributo muito importante para o desenvolvimento económico”.
“Não queremos apostar apenas no turismo, mas temos dito sempre isto: é importante que a nossa economia seja uma economia diversificada, que tenha apostas no setor produtivo, na área agropecuária, na indústria – que se possa ampliar em termos dos serviços -, mas o turismo tem, de facto, essa capacidade grande de crescimento e de geração de riqueza e de receitas para Montemor”, avança o autarca.
O programa preparado pelo executivo, que será articulado com a vereadora do PS, que detém o pelouro do turismo, “passará muito por analisar quais são as características do turismo em Montemor e o que é que se pode oferecer” nesta área. “Portanto, nós temos a possibilidade de fazer crescer o número de camas em Montemor, não apenas na cidade, mas também nas freguesias. Dizer, aliás, que o turismo em Montemor cresceu sobretudo por via do turismo rural. Se os números não me falham, cerca de 33% das dormidas em Montemor são nas zonas rurais, portanto, isto significa que há uma procura de um determinado ambiente, de natureza, e isso é algo que tem que ser potenciado”, acrescenta o presidente.
Carlos Pinto de Sá defendem ainda assim, a necessidade de se “olhar para outras possibilidades”, destacando que seria importante que mais unidades hoteleiras se viessem a instalar na cidade e no concelho. “Vamos procurar investidores que estejam disponíveis para essa solução”, garante.
“Queremos propor novos focos de atração a Montemor. Há aqui um grande projeto estruturante, que é um projeto que eu diria que não é para um mandato, é para dois, três ou quatro mandatos, mas que temos que preparar já neste mandato. Já procurámos fazê-lo uma vez, mas não foi possível avançar como gostaríamos, que é o castelo. O castelo tem uma potencialidade imensa. O castelo atrai só por si, há muitos visitantes que vão ao castelo apenas porque estão a passar por Montemor e veem o castelo ao longe e vão ao castelo. Estamos a falar de centenas de visitantes que temos no castelo e, portanto, o castelo pode ter ali um conjunto de projetos integrados que façam uma grande atratividade a Montemor”, assegura o autarca.
“Temos ainda um conjunto de outras apostas, temos a Gruta do Escoural, temos um conjunto de monumentos megalíticos por todo o concelho, temos a possibilidade de fazer essa ligação com Évora, por exemplo, através do Escoural e São Brissos, com a gruta do Escoural, que se pode ligar, digamos, ao Cromeleque dos Almendres ou à Anta Grande do Zambujeiro em Évora. Portanto, podemos criar circuitos turísticos que possam ser partilhados entre Montemor e Évora”, conclui Carlos Pinto de Sá.
A Barragem do Caia vai iniciar descargas de superfície na próxima segunda-feira, dia 26 de janeiro, durante o período da manhã, segundo informa a Associação de Beneficiários do Caia.
De acordo com os mais recentes dados divulgados pela associação, o volume de água armazenada na albufeira da Barragem do Caia é, ao dia de hoje, 23 de janeiro, de 182 milhões e 625 mil metros cúbicos, com o nível da água à cota de 232 metros. Este volume corresponde a 96,12% da capacidade máxima de armazenamento da barragem, que é de 190 milhões de metros cúbicos.
DECO, através do projeto europeu PSLifestyle, acompanhou milhares de cidadãos portugueses numa jornada de reflexão e transformação dos seus hábitos quotidianos ao longo dos últimos quatro anos. Esta iniciativa evidenciou que as escolhas diárias dos consumidores são peças fundamentais na luta contra as alterações climáticas, destacando a importância de repensar as rotinas para alcançar um futuro mais equilibrado. Os dados recolhidos mostram que os padrões de vida atuais em Portugal ainda apresentam um peso ambiental significativamente superior ao necessário para travar o aquecimento global, com especial incidência na dependência do transporte individual e em opções alimentares com elevado impacto ecológico.
Através da plataforma interativa LifestyleTest, os participantes puderam identificar os principais focos de impacto nas suas vidas, abrangendo áreas como a habitação e o consumo frequente de bens novos. O projeto sublinha que a mudança para um estilo de vida positivo e sustentável requer não apenas vontade individual, mas também uma capacitação que torne os cidadãos protagonistas da ação climática. Para a DECO, estes resultados são cruciais para orientar novas políticas de consumo, reafirmando que consumidores bem informados e ativamente envolvidos são os principais motores para uma transição justa, inclusiva e eficaz.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
São Vicente, no concelho de Elvas, comemora, este sábado, dia 24 de janeiro, o seu santo padroeiro.
O programa comemorativo deste dia de São Vicente, assinalado anualmente a 22 de janeiro, tal como revela o presidente da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa, João Charruadas, inicia-se às 15 horas, com missa, “onde será feita a bênção dos Bolinhos de São Vicente”. “De seguida teremos a procissão, acompanhada pela Banda 1º de Dezembro de Campo Maior”, acrescenta.
Já o padre da freguesia, António Carlos, explica que esta era uma festa que antes da sua chegada à paróquia não era celebrada. “Quando cheguei aqui, cultivei essa devoção, porque as pessoas não conheciam o dia de São Vicente, que é celebrado no calendário litúrgico a 22 de janeiro. Então, para solenizar, para dar uma maior ênfase e uma maior importância à festa do nosso padroeiro, nós passamos a celebrá-la com a missa e também com procissão pelas ruas da freguesia”, esclarece o pároco.
Quanto aos Bolinhos de São Vicente, a pároco adianta qual a simbologia associada: “a tradição vem de São Sebastião que vem de Barbacena, mas é uma questão de lembrar que Cristo se dá no pão, através da Eucaristia, distribuindo-o e olhando para aqueles que dele necessitam”.
As cerimónias religiosas são organizadas pela Fábrica Paroquial com o apoio da Junta de Freguesia de São Vicente e Ventosa.
Os municípios de Campo Maior e Alandroal são duas das seis autarquias parceiras de um projeto que, através da inteligência artificial (IA), procura democratizar o acesso à informação municipal.
Trata-se de Citilink, um projeto desenvolvido ao longo do último ano, numa parceria entre as universidades da Beira Interior e do Porto e o INESC TEC, cujos resultados foram apresentados na terça-feira, 22 de janeiro, na Covilhã, numa sessão que contou com as participações dos presidentes das câmaras municipais de Campo Maior e Alandroal, Luís Rosinha e João Grilo, respetivamente.
A plataforma Citilink permite aos municípios carregar as atas das reuniões de Câmara, para que possam ser consultadas, com a ajuda de IA, podendo ser pesquisada por temas, tópicos e palavras-chave, permitindo assim aos cidadãos encontrar de forma mais simples e rápida os assuntos que lhes interessam. A plataforma permite ainda consultar o sentido de voto dos vários autarcas nas tomadas de decisão.
Este projeto contou com o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), através Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), NextGenerationEU.
Para além de Campo Maior e Alandroal, participaram neste projeto os municípios da Covilhã, Fundão, Porto e Guimarães. No projeto foram usadas mais de 400 atas destas seis autarquias.
O Município de Campo Maior está prestes a dar por concluída a sua Estratégia Local de Habitação, com a construção de quase 20 fogos.
“Do ponto de vista da habitação, nós vamos passar aqui para um período em que concluiremos aquilo que era a Estratégia Local de Habitação, que era financiada ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Dado que o Plano de Recuperação e Resiliência terá o seu fim, nós vamos concluir todas as habitações que temos em curso”, começa por explicar o presidente da Câmara de Campo Maior, Luís Rosinha.
Lembrando que o município se tinha proposto, inicialmente, a construir cerca de 23 fogos, Rosinha explica que a autarquia vai atingir os 19 fogos, no final da Estratégia Local de Habitação. “Parece-me a mim, comparativamente a outros municípios por este país fora, que conseguimos atingir uma meta, tendo em conta os concursos desertos, os preços desequilibrados com que vivemos nos últimos anos. Do ponto de vista da construção, conseguimos ir tendo solução para gastar essas mesmas verbas que nos estavam destinadas ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência”, acrescenta.
As candidaturas, do ponto de vista da habitação, vão sofrer agora uma alteração. “Aquilo que está previsto é que a habitação também integre aquilo que são os investimentos territoriais que a CIMAA gere para os 15 municípios. Nós temos projetos também preparados, tentaremos colocar aquilo que temos em cima da mesa, mas há outras vertentes que também serão propícias para que possamos continuar a investir na habitação, mas que será através de empréstimo BEI (Banco Europeu de Investimento), e nós vamos avaliar qual será o caminho que iremos continuar a dar, podendo eu, desde já, dizer que, eventualmente, abandonaremos aquilo que é a habitação do ponto de vista social, porque esta estratégia do PRR estava afeta às questões sociais e iremos, eventualmente, continuar em projetos, mas do ponto de vista da acessibilidade a todos”, avança Luís Rosinha.
Esta habitação acessível, a custos controlados, será mais direcionada aos jovens. “Continuarmos a apostar na habitação, mas deixaremos a parte social de fora e continuarmos a fazer quase que um arrendamento apoiado”, remata o autarca.
O espetáculo “Sempre que a Revista Canta” é apresentado, a 24 de janeiro, no Auditório São Mateus, em Elvas.
Integrado na programação dos 367 anos da Batalha das Linhas de Elvas, o espetáculo terá início às 21h30. Os bilhetes, com um custo de cinco euros, podem ser adquiridos na Ticketline (aqui).
“Sempre que a Revista Canta” é um espetáculo de humor e de música inspirado no teatro de revista, mas estruturado de uma forma original. Este espetáculo tem como base a crítica social e política; o humor mordaz e elegante; o “dedo na ferida” em assuntos essenciais da sociedade e os trocadilhos inteligentes que são marcas dominantes nas rábulas originais. A liderar o elenco está Cidália Moreira, a eterna “Cigana do Fado”, que abrilhanta o espetáculo com as suas canções mais populares, num esperado regresso ao convívio com o seu público por todo o país. Cidália Moreira, depois de três revistas no Parque Mayer nestes últimos anos, regressa às grandes salas do país com esta digressão nacional. Trata-se de uma figura incontornável do panorama artístico, de um nome sonante e ninguém fica indiferente à sua voz, à sua coragem e à sua garra. Vítor Emanuel, que foi um dos protagonistas da telenovela “Festa é Festa” (com a personagem “Peixoto”) e um dos atores que integrou, já este ano, os “Batanetes”, regressa ao teatro e mostra ao público a sua versatilidade. Após grande sucesso em “Três, a conta que Deus fez!”, Maria Tavares volta a subir ao palco nesta produção, prometendo sonoras gargalhadas. Integra também o elenco a atriz-cantora Raquel Caneca, protagonista do musical “Amália, Fado & Saudade!”
Partindo do popular tema “Sempre que Lisboa canta”, o público pode assistir a grandes momentos de comicidade através de rábulas, uma brincadeira com os nomes mais populares da atualidade e até um momento sério que arrebatará o público. Prepare-se para uma hora e meia de muito talento, ou não estivéssemos na presença de grandes nomes que “respiram o palco” e vibram com os aplausos do público.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitiu um aviso à população devido ao agravamento das condições meteorológicas em Portugal continental, provocado pela depressão INGRID. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, estão previstos para os próximos dias períodos de precipitação por vezes forte, vento intenso, forte agitação marítima e queda de neve, com maior impacto entre 22 e 24 de janeiro.
A Proteção Civil alerta para possíveis inundações em meio urbano, cheias, instabilidade de vertentes, piso rodoviário escorregadio e riscos associados à forte agitação marítima, recomendando a adoção de comportamentos preventivos, nomeadamente a desobstrução dos sistemas de drenagem, a fixação de estruturas soltas e uma condução defensiva.
No que diz respeito ao Alentejo, a previsão aponta para períodos de chuva por vezes intensa, sobretudo durante a tarde e início da noite desta quarta-feira, bem como vento forte com rajadas, em especial nas terras altas da região, com maior intensidade esperada nos dias 23 e 24 de janeiro. A Agência Portuguesa do Ambiente alerta ainda para a possibilidade de subida de caudais na bacia do rio Guadiana (sul), podendo ocorrer variações significativas dos níveis hidrométricos em zonas historicamente mais vulneráveis.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil apela à população para que acompanhe as informações meteorológicas e siga as indicações das autoridades, evitando comportamentos de risco e adotando medidas de autoproteção, sobretudo nas áreas mais expostas aos efeitos do mau tempo.
Considerando que nesta época de frio muitas famílias recorrem às lareiras, salamandras e braseiras como forma de aquecimento, a Câmara Municipal de Campo Maior alerta para a importância da colocação das cinzas, devidamente arrefecidas, nos contentores metálicos e identificados para o efeito, sempre que disponíveis.
“Neste sentido apelamos à compreensão de todos para que não depositem cinzas quentes ou brasas nos contentores de plástico, devido ao perigo de entrar em combustão, junto com outros resíduos e resultar daí um incêndio, o que, infelizmente se tem verificado nos últimos dias”, diz o Município de Campo Maior nas redes sociais.
Para que tal não aconteça, a Câmara Municipal apresenta algumas medidas preventivas simples a ter em consideração: “ao limpar a lareira, salamandra, braseiro ou fogareiro não deite as cinzas fora de imediato; guarde-as num recipiente metálico ao ar livre durante um ou dois dias, para que arrefeçam; e deposite as cinzas arrefecidas nos contentores metálicos existentes para o efeito”.
“Por razões de higiene e saúde pública, deposite sempre o lixo doméstico devidamente ensacado, nos restantes contentores de RSU, não o deposite avulso”, diz ainda a autarquia.