“(Des)Qualificações” em debate em iniciativa do IEFP em Portalegre

A Delegação Regional do Alentejo do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) tem vindo a promover, desde segunda-feira, 12 de dezembro, a Semana das Qualificações, no Serviço de Formação Profissional de Portalegre. O objetivo da iniciativa é, acima de tudo, “realçar a importância da formação profissional na sub-região do Alto Alentejo”.

O programa desta quinta-feira, dia 15, inclui a conferência (Des)Qualificações – Impactos no Desenvolvimento da Região, composta por dois painéis que integram associações empresariais, sindicatos, ensino superior, CCDRA e a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.

Segue-se uma conferência pelo professor Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, que contará com a presença do Secretário de Estado do Trabalho, Miguel Fontes.

Mau tempo obriga a cortar trânsito no Caminho Municipal 1113

O Caminho Municipal 1113, a chamada Estrada do Bicho, em Campo Maior, está cortado ao trânsito, devido ao colapso de uma passagem inferior provocado pelo mau tempo que se fez sentir nos últimos dias.

Uma ocorrência para a qual os bombeiros de Campo Maior foram chamados durante a tarde de ontem, 14 de dezembro, segundo revela o comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Campo Maior, Paulo Moreiras. “Terá desabado pela saída das terras que suportavam essa mesma estrada, com origem no excesso de água que se fez sentir em Campo Maior”, explica.

A circulação encontra-se agora interdita e sinalizada para o efeito. “Não sei ainda qual será a previsão de abertura da mesma, sendo que essa responsabilidade já está entregue ao Município de Campo Maior”, adianta Paulo Moreiras.

Interditos encontram-se agora também os acessos a algumas propriedades rurais, não sendo, segundo o comandante, nenhuma delas casa de primeira habitação.

O Município de Campo Maior está agora a trabalhar no sentido de repor a normalidade e a circulação no Caminho Municipal 1113 o mais rapidamente possível.

Mau tempo resulta em prejuízos “incalculáveis” em Monforte

Depois de ter pasado por Campo Maior, a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, visitou ontem, 14 de dezembro, o concelho de Monforte que, segundo o presidente da Câmara, Gonçalo Lagem, ficou “muito impressionada” com a força das águas que fez colapsar quatro estradas.

O município vai agora ter de intervir “o mais urgente possível” nestas quatro estradas, três delas municipais e uma nacional. “Os percursos alternativos fazem com que, quem usa aquelas estradas diariamente, façam mais de 140 quilómetros por dia”, revela Gonçalo Lagem, lembrando os elevados preços dos combustíveis. Por isso mesmo, o autarca considera que também essas pessoas deviam ser ajudadas e “postas na equação”.

Com prejuízos “incalculáveis” em todo o concelho, Gonçalo Lagem adianta que Vaiamonte foi a freguesia mais afetada pelo mau tempo, com, entre dez a 12 casas inundadas. “Muitas delas com prejuízos significativos, com bens, mobiliário e eletrodomésticos danificados”, acrescenta.

Outro grande prejuízo, e muito abrangente, diz ainda o presidente, diz respeito à agricultura, transversal a todo o concelho. “Houve culturas destruídas, estações de bombagem completamente perdidas, que foram nas cheias, vacas e ovelhas a flutuar na ribeira, cercas completamente arrastadas, culturas perdidas”, enumera  os estragos.

Gonçalo Lagem garante ainda que, num curto prazo, o município tenciona iniciar as obras nas estradas, adiantando que a situação das pessoas que se encontravam isoladas já começa a ser “regularizada”.

Os prejuízos no concelho de Monforte, provocados pelo mau tempo, rondam entre os seis a oito milhões de euros, sem incluir a agricultura.

 

Estrada Campo Maior – Elvas continua encerrada

A estrada nacional 373, no troço entre Elvas e Campo Maior, continua encerrada ao trânsito de veículos. A causa desta medida foi a ruína da via, a partir da terra arrastada, numa berma, por baixo do alcatrão, por causa da chuva intensa da manhã da passada terça-feira.

A estrada entre Elvas e Campo Maior é muito utilizada por veículos pesados, na ligação entre a fronteira do Caia e Portalegre, pela impossibilidade de utilização do túnel de Santa Eulália. Assim, em face desta restrição de circulação, os camiões têm sido obrigado a encontrar percursos alternativos mais longos.

“Não faltará ajuda a todos”, garante ministra em Campo Maior

Ana Abrunhosa, ministra da Coesão Territorial, esteve esta tarde em Campo Maior com o intuito de conhecer, no terreno, os reais estragos provocados pelo mau tempo dos últimos dias.

Em declarações à comunicação social, Ana Abrunhosa garante que, “dentro dos instrumentos legais que existem para os apoios, o Governo vai definir os mecanismos que vai acionar. Nenhuma habitação ficou danificada em termos estruturais, pelo que a urgência está relacionada com a colocação de recheio nas habitações para que as pessoas possam voltar às suaS habitações, tendo em conta que se aproxima a quadra natalícia”.

Ana Abrunhosa refere que “não faltará ajuda a todos mas é necessário fazer uma avaliação rigorosa dos prejuízos, uma vez que estamos a falar de dinheiros públicos”.

“Vendo esta situação a partir de Lisboa, pudemos constatar uma situação completamente oposta: na capital do país, apenas víamos nas ruas os trabalhadores da autarquia e da proteção civil. Em Campo Maior víamos a população toda a ajudar-se mutuamente”, sublinhou a ministra.

Já Luís Rosinha, presidente da câmara de Campo Maior, refere que “os trabalhos têm estado a decorrer, havendo ainda muito por fazer. Já conseguimos alargar o raio de ação, sendo que um aspeto que preocupa muito é a estrada que liga Campo maior a Elvas, uma via muito importante para o concelho. As infra-estruturas de Portugal ainda estão a avaliar a situação mas parece-me que é uma estrada que está muito “descalça” e com uma fenda muito grande por baixo”.

De acordo com Hugo Hilário, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e da câmara municipal de Ponte de Sor, “têm sido dias muito complicados em toda a região. No que diz respeito ao concelho de Ponte de Sor, a situação mais preocupante prende-se com um pontão da barragem de Montargil que não dá garantias de segurança”.

Já no concelho de Sousel, a freguesia mais afetada foi a de Santo Amaro, “onde mais de 50 famílias se viram afetadas pelo mau tempo e em que algumas habitações tiveram água que chegou aos dois metros e meio de altura”, de acordo com o presidente da câmara, Manuel Valério.

Depois de Campo Maior, a ministra da coesão territorial visitou o concelho de Monforte.

Campo Maior: Dois milhões de euros em prejuízos e sete desalojados

O concelho de Campo Maior foi um dos mais afetados pelo mau tempo, que provocou sete desalojados e prejuízos na ordem dos dois milhões de euros.

Luís Rosinha, presidente da câmara de Campo Maior, refere que “foi ativado o plano municipal de emergência e continuamos com o problema do corte da estrada de Elvas que acarreta algumas complicações em termos logísticos. Conseguimos dar uma resposta fortíssima, em termos de limpeza, na zona da Alagoa e temos empenhado todos os elementos municipais para que, rapidamente, consigamos ultrapassar esta situação. A resiliência do povo campomaiorense foi enorme e de destacar o apoio de todos os que quiseram calçar as botas de borracha e ajudar os mais afetados”.

“A maioria dos desalojados pernoitou em casas de familiares, sendo que a ação social municipal está a acompanhar a situação dos sete desalojados. No total, em todo o concelho devemos ter umas 40 habitações afetadas pela chuva”.

Luís Rosinha refere que foram muitas as ocorrências em todo o concelho, chegando a “ser resgatado um casal de idosos que foi transportado para o lar de Degolados”.

EN-373 vai ser avaliada

A estrada nacional 373 vai ser avaliada esta quarta-feira “pelos técnicos das infra-estruturas de Portugal, uma vez que é uma estrada fundamental nas ligações do concelho de Campo Maior”.

Paulo Moreiras, comandante dos bombeiros de Campo Maior, fala em “mais de 30 ocorrências às quais os bombeiros deram resposta o mais prontamente possível. Estivemos no limite das nossas capacidades, no que diz respeito à resposta operacional. Ainda assim, registo com agrado que todas as ocorrências tiveram uma resposta cabal por parte dos nossos elementos. Tentámos ajudar no que nos foi possível e impossível e estamos cá para tentar apoiar na reconstrução das suas vidas”.

Actualmente, “o corpo de bombeiros de Campo Maior tem 20 elementos e às nove da manhã estavam praticamente todos empenhados em operações de socorro. Tivemos que cancelar todos os serviços de transporte de doentes programados, mantendo apenas ações de socorro e proteção a pessoas e bens. Sem dúvida alguma que foi inexcedível o trabalho destes homens e mulheres, para que todos os que precisaram de nós tivessem esse apoio”.

“Há uma barragem que nos preocupa”, diz Rondão Almeida

No concelho de Elvas, Rondão Almeida mostra-se aliviado “por não terem ocorrido acidentes pessoais. No que diz respeito às ocorrências, há algumas situações a resolver, como é o caso da casa das máquinas das piscinas de Santa Eulália, depois temos uma casa que caiu na zona da Belhó e mais algumas pequenas intervenções”.

O presidente diz que “há uma situação de uma barragem que preocupa a autarquia, na zona norte da ribeira do Ceto dada a sua instabilidade”.

Os prejuízos em toda a zona do Alto Alentejo são enormes, devido ao mau tempo, sendo que os concelhos de Campo Maior, Arronches e Monforte são dos mais afetados.

Barragem subiu mais de dois metros e está a 73%

A Barragem do Caia ganhou 28 milhões de metros cúbicos de água armazenada e o nível subiu 2,17 metros, nas últimas 24 horas, entre as 9 horas de terça e as 9 horas de quarta-feira, dia 14. Os dados são da Associação de Beneficiários do Caia (ABC).

Na leitura da manhã desta quarta-feira, a cota da água da albufeira era de 229,63 metros (dois metros e 17 centímetros acima de ontem); o volume de água era de 138 milhões de metros cúbicos (mais 28 milhões que ontem); este volume corresponde a 73% da capacidade máxima, 15 pontos percentuais acima da percentagem de ontem.

No espaço de uma semana, entre 7 e 14 de dezembro, o nível da água subiu cerca de sete metros e meio e o volume de água armazenada mais que duplicou: passou de 60 para 138 milhões de metros cúbicos.

Quanto a precipitação, no dia de ontem, terça-feira, no observatório meteorológico da ABC, na barragem, foram medidos 93 litros de chuva por metro quadrado, um valor excecional na nossa região. Nos últimos cinco dias, neste ponto da região, a precipitação somou quase 200 litros por metros quadrado (200 milímetros).

A precipitação prevista para hoje e dias seguintes, com a água a escorrer dos campos a caminho da albufeira, assegura que a água armazenada na Barragem do Caia se vai aproximar a sua capacidade máxima (190 milhões de metros cúblicos), o que há um mês era tido como muito pouco provável.

Chuva assegura campanha de 2023 na Barragem do Caia

A barragem do Caia conta, ao dia de hoje, segunda-feira, dia 12, com cerca de 84 milhões de metros cúbicos de água, o que corresponde a 44% da sua capacidade máxima de armazenamento.

De acordo com o engenheiro Luís Rodrigues, da Associação de Beneficiários do Caia, “estes números dão algumas garantias em relação à campanha de rega para o próximo ano”.

Entre os dias 7 e 12 de Dezembro, entraram na Barragem do Caia cerca de 24 milhões de metros cúbicos de água.

A barragem abastece os concelhos de Elvas, Campo Maior, Arronches e Monforte e tem capacidade para armazenar 190 milhões de metros cúbicos de água.

 

Câmara de Campo Maior faz esforços para assegurar futuro das Festas do Povo

Com o objetivo de garantir, no futuro, a continuidade das Festas do Povo, a Câmara de Campo Maior está a desenvolver, no Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro (CERN), uma Oficina da Flor de Papel e da Pandeireta.

A responsabilidade, com a elevação das Festas do Povo a Património Cultural Imaterial da Humanidade, é agora “imensa” para os campomaiorenses, lembra a vereadora São Silveirinha, assegurando que esta é uma iniciativa “bastante importante para se incutir o gosto e o conhecimento” nas crianças da arte de trabalhar o papel e de o transformar em flores, bem como de tocar e decorar pandeiretas.

“Arrancámos com a Oficina da Flor de Papel e da Pandeireta no início de novembro, já está de vento em popa e os alunos estão a aderir e a gostar bastante, e os professores também”, diz ainda São Silveirinha.

A iniciativa, que é levada a cabo por técnicas do Município de Campo Maior e pelos professores do Centro Escolar Comendador Rui Nabeiro, abrange os alunos do pré-escolar ao 6.º ano de escolaridade.

Saiba quais são as estradas cortadas no distrito de Portalegre

Em consequência do mau tempo que se faz sentir, o distrito de Portalegre encontra-se com várias limitações de mobilidade rodoviária.

O Comando Territorial de Portalegre informa que, devido às condições climatéricas adversas, se encontram encerradas as seguintes estradas (atualizado às 01:44 horas de 14/12/2022):

– Estrada Nacional (EN) n.º 373 de Campo Maior para Elvas;

– EN 246 São Vicente – S.ta Eulália;

[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

– EN245 Fronteira – Alter do Chão – fechada zona piscinas fluviais;

– EN 243 Monforte – Fronteira;

– Estrada Municipal (EM) n.º 1099 Monforte – S.to Aleixo;

– EM Montargil – Couço;

– EM Portagem – Castelo de Vide (árvores fechadas) cortada por risco de queda de árvores;

– EM 1142 Portagem para Ponte Velha;

– EM1062 Montargil – Foros do Mocho;

– EM Santo Amaro – Sousel;

– EM Monte da Pedra – Cunheira;

– EM São Saturnino – Cabeço de Vide;

Vias livres/alternativas:

– IP2 de Portalegre a Estremoz;

– EN18 Portalegre a A23, ou vice-versa;

– EM 515 e 371 de Arronches para Monforte;

– EN371 Campo Maior – Retiro – Caia;

– Campo Maior a Elvas pela EN243 – Santa Eulália – EN243-1 – Barbacena – Vila Fernando – EN4;

– Portalegre a Arronches pela EN246;

– Arronches a Elvas pela EN246 até Santa Eulália, EN243-1 – Barbacena – Vila Fernando – EN4 – Elvas;

– Ponte Sôr para Estremoz: (1) pela IC13 até Portalegre e IP2; (2) ou Alter do Chão, Cabeço de Vide e Monforte (IP2); (3) N2 Montargil – N2 Mora – N2 Pavia – N4 – Estremoz;

– Fronteira a Monforte: EM Fronteira – Santo Amaro –N372- Veiros – IP2 – Monforte; (2) Ou EM1081 até Cabeço de Vide – direita para N369 – Vaiamonte – Monforte;

– Fronteira a Alter do Chão: EM1081 até Cabeço de Vide e daí à esquerda pela N369 até Alter do Chão.

Esta informação vai sofrendo atualizações conforme necessário.

[/shc_shortcode]