Elvas une-se a Badajoz nas comemorações dos 500 anos do casamento de Isabel de Portugal com Carlos V

Depois de um fim de semana de recriações históricas, dedicadas à figura do Conde de Lippe, na Praça da República e no Forte da Graça, entre a próxima sexta-feira e domingo, de 17 a 19 de abril, o Castelo de Elvas será palco de uma feira quinhentista, no âmbito das comemorações dos 500 anos do casamento de Isabel de Portugal com o imperador Carlos V.

O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, que explica que o evento que é celebrado em simultâneo e em parceria com Badajoz, recorda que Elvas sempre foi uma cidade importante, até para a realeza: “era aquela cidade em que até de um lado e do outro decidiam as altas entidades, nesse caso as entidades reais, realizarem aqui os seus casamentos”. “É isso que vai estar em causa e é isso que nós iremos comemorar, conjuntamente, com os nossos irmãos do lado de lá”, diz ainda.

O evento dedicado aos 500 anos do casamento de Isabel de Portugal com Carlos V, em Elvas, conta com um programa que promete recriar o ambiente renascentista e destacar a importância deste enlace real na história europeia e ibérica.

A iniciativa pretende valorizar o património histórico e cultural da cidade, reforçando a sua identidade enquanto palco de acontecimentos marcantes. O casamento entre Isabel de Portugal e Carlos V representou, à época, uma aliança estratégica entre duas das mais poderosas casas reais da Europa.

Além da componente histórica, o programa inclui recriações, espetáculos, exposições e outras atividades culturais, envolvendo a comunidade local e atraindo visitantes nacionais e internacionais.

A abertura da feira quinhentista, no Castelo de Elvas, está marcada, na sexta-feira, dia 17, para as 17 horas, depois de inauguradas duas exposições: uma na Biblioteca Municipal e outra no Castelo.

O programa completo:

Inscrições já abertas para o II Sunset Trail  de Ouguela

O II Sunset Trail “Ouguela, Sentinela da Raia”, já com inscrições abertas, encerra a primeira edição do novo Circuito de Trail EuroBEC a 13 de junho, depois das provas já realizadas em Elvas e Badajoz. A competição, em Campo Maior, contempla um trail curto de 20 quilómetros, um mini trail e uma caminhada de 12 e ainda uma iniciativa destinada aos mais novos: o Kids Trail. 

Lembrando como nasceu o circuito EuroBEC, Carlos Pepê, o responsável pelo grupo Campo Maior Trail Runners, que organiza este Sunset Trail de Ouguela, explica que será nesta prova que serão consagrados os grandes vencedores da nova iniciativa desportiva da Eurocidade, numa edição que promete ser “memorável”. “Tivemos a felicidade de conseguir juntar amigos e clubes que são irmãos em torno de uma ideia que era unir três provas de trail em Campo Maior, Elvas e Badajoz. Então criámos este circuito, em que Ouguela será a rainha, porque será aqui que vamos consagrar os campeões do Circuito de Trail EuroBEC”, começa por dizer.

Dizendo-se “expectante” com o resultado final deste circuito, Carlos Pepê assegura que o grande objetivo é “mostrar o potencial da região a todos os níveis”, não só desportivo, para que se possa “reforçar a identidade” da Eurocidade que une os três municípios vizinhos.

Com expectativas “muito altas” para esta segunda edição no que toca à participação de atletas, o responsável assegura que o Sunset Trail de Ouguela revelou ser, logo no ano passado, na sua estreia, uma “referência”. “Criámos uma prova única, um sunset ao final do dia, em que tivemos imenso calor, mas penso que correu tudo bem, ficámos todos muito contentes com o resultado final e as pessoas também gostaram muito”, recorda Carlos Pepê, que revela ainda que o apoio de “muitas empresas” da região que têm recebido deixa o grupo “muito orgulhoso”.

O percurso do trail e caminhada, face ao ano passado, não conhece grandes alterações, ainda que os atletas possam contar com algumas “surpresas” pelo caminho. A configuração da prova mantém-se, por isso, inalterada, exceção feita ao local de partidas e chegadas, que agora será o recinto junto ao Santuário de Nossa Senhora da Enxara. “Temos ali, do ponto de vista logístico, maior capacidade de albergar todos aqueles que nos visitam”, explica o responsável.

“Ouguela será, obviamente, a rainha, porque é lá que vamos passar várias vezes e levar os nossos atletas ao limite. Mas achámos que, do ponto de vista logístico, e aprendendo também com a edição do ano passado, era muito mais fácil para nós a parte de estacionamentos e do próprio convívio junto à Enxara. Temos também o apoio da Confraria da Senhora da Enxara, a quem muito agradecemos a oportunidade que nos deu também de utilizar todo o espaço envolvente à ermida e penso que, com esta pequena mudança, nós vamos também dar mais oportunidade aos nossos visitantes de terem mais tempo para conviver, com mais segurança em relação às viaturas. Quando colocamos 500 pessoas numa aldeia com 50, obviamente os constrangimentos são complexos”, acrescenta Carlos Pepê.

O valor das inscrições neste II Sunset Trail de Ouguela varia entre os 13 e os 20 euros, para as duas distâncias de trail e caminhada. A participação no Kids Trail é gratuita. As inscrições, abertas até ao início de junho, podem ser feitas a partir do site Trilho Perdido (aqui).

As provas, no dia 13 de junho, iniciam-se pelas 17h00, com o Kids Trail, seguido das saídas dos atletas para as distâncias de trail e caminhada duas horas mais tarde.

Filme de Joana Machado Madeira para a RTP gravado em Campo Maior

O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, marcou presença nas filmagens do telefilme “Manual de Sobrevivência para Ex-Casais”, uma colaboração institucional entre a Ukbar Filmes – Produção de Longas e Curtas-Metragens e o Município de Campo Maior. A obra, realizada por Joana Machado Madeira, está a ser filmada estes dias na Herdade dos Adaens e em vários locais da vila de Campo Maior.

O autarca foi recebido, no primeiro dia de filmagens, por José Fragoso, diretor da RTP, e por Pandora da Cunha Telles, em representação da Ukbar Filmes. Com exibição prevista nos canais da RTP, o telefilme conta no elenco com Rita Salema, Nuno Nolasco, Carolina Loureiro, Rui Porto Nunes, Diana Lara, Bernardo Faria e João Maria.

A produção integra o projeto “Contado por Mulheres – 20 Telefilmes para o Desenvolvimento Sustentável”, uma iniciativa que pretende promover uma reflexão sobre temas sociais, ambientais e culturais contemporâneos e, com a rodagem do telefilme em Campo Maior, valorizar o concelho, destacando o seu património cultural, natural e paisagístico, enquanto território de acolhimento de projetos culturais. Paralelamente, estas produções incentivam o envolvimento da comunidade local através da participação nas filmagens.

Agricultores do Alentejo dão a conhecer as suas preocupações ao ministro da Agricultura

O Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, deslocou-se ao Alentejo, nos dias 9 e 10 de abril, para auscultação direta das principais preocupações dos agricultores, e a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) foi uma das estruturas associativas a ser convidada para uma reunião de trabalho. Rui Garrido, Presidente da FAABA, destaca como positiva esta aproximação do Ministro da tutela, uma vez que aguardava há vários meses por uma resposta a um pedido de reunião.

Na reunião dos responsáveis da FAABA com José Manuel Fernandes, realizada no dia 9, os agricultores assinalaram a referência a apoios e estratégias futuras em relação à doença da Língua Azul, ao encontro de uma das suas preocupações apresentadas em carta endereçada ao Ministro em outubro de 2025. A expectativa dos agricultores é que sejam igualmente tidos em conta os prejuízos causados aos produtores pela doença, nesse mesmo ano, e que ainda não tiveram eco por parte da tutela. 

Outras das preocupações identificadas em carta pelos agricultores do Baixo Alentejo e abordadas na reunião com o titular da pasta foi o PEPAC, designadamente, os atrasos e as verbas manifestamente insuficientes em relação aos projetos aprovados. Assim como a necessidade de medidas que encorajem a renovação geracional e promovam a fixação de pessoas no interior do país. Para todas elas o Ministro deixou palavras de esperança, prometendo medidas de investimento.

Os agricultores deram ainda eco ao Ministro da sua preocupação em relação ao agravamento dos custos dos fatores de produção, resultantes do conflito com o Irão, designadamente o aumento do gasóleo agrícola e dos fertilizantes, preocupações que foram também sustentadas por promessas de eventual reforço dos apoios.

Também a ACOS – Associação de Agricultores do Sul foi convidada para uma reunião com o Ministro no dia 10, em Évora. Em cima da mesa de trabalho esteve a Pecuária Extensiva, com referências às medidas a tomar em relação às doenças emergentes. O declínio do montado de sobro e azinho foi igualmente apresentado como uma matéria preocupante a ter em conta.

O Presidente da ACOS, Rui Garrido, fez ainda questão de destacar uma preocupação de longa data que é a criação de pequenos regadios de apoio à pecuária extensiva, que deverá ser vinculada à Estratégia Água que Une e trabalhada no sentido de ser concretizada logo que seja possível. “Os agricultores não podem estar à mercê de anos de seca sem soluções que salvaguardem a atividade agropecuária em zonas de extensivo, de sequeiro”, sublinha.

No que diz respeito às palavras encorajadoras do Ministro da Agricultura em relação às matérias que os preocupam, os agricultores alentejanos ressalvam que as mesmas deverão dar lugar, sem demoras, a soluções concretas de acompanhamento e desenvolvimento das atividades agrícola, pecuária e florestal no interior do país.

Pedro Cidonha e Tamára Branco foram os vencedores absolutos do 4º EuroBEC Granfondo

A quarta edição da prova raiana EuroBEC Granfondo, que juntou os municípios da eurocidade Badajoz, Elvas e Campo Maior, realizou-se no passado domingo, 12 de abril, e teve em Pedro Cidonha (Tany Nature) e Tamára Branco (Brinox) os vencedores absolutos.

Formado por atletas de 25 nacionalidades, o pelotão com 2000 participantes partiu da cidade espanhola para cumprir as três distâncias a concurso. Os resultados introduziram algumas mexidas na liderança do Troféu Superprestígio, a maior competição portuguesa de ciclismo amador.

Depois de uma corrida muito mexida na frente, Pedro Cidoncha foi o mais forte do grupo de sete corredores que, ao fim de 140 km, atacou a meta instalada junto ao polidesportivo la Granadilla. O espanhol triunfou com a marca de 3h31m24s, relegando para 2.º e 3.º, respectivamente, Jorge Mariz (Penacova) e Miguel Frutuoso (ind.).

Nas senhoras e também na distância granfondo, Tamára Branco venceu com superioridade. As 3h49m41s com que fixou o cronómetro ditaram uma vantagem de quase 20 minutos para a 2.ª classificada, Alice Neves (Orion). Já a espanhola Tamara Cardoso (GR-100), a 27m51s da líder, garantiu a 3.ª posição.

E foi depois de uma luta a três e após 105 km que se apurou o vencedor do mediofondo. Mais rápido na ponta final, João Viegas (CACB) acabaria, contudo, por triunfar folgadamente com o tempo de 2h38m00s. Nuno Almeida (Penacova) entrou para o 2.º posto, enquanto que José Oliveira, a 33 segundos do vencedor, foi 3.º.

Ainda naquela distância, a corrida feminina foi ganha por Ana Guedes (Paredes), que se impôs perante as adversárias mais directas. Gastou 2h55m46s. A individual Benedita Martins garantiu o 2.º lugar e Mariana Santos (Brinox) fechou o pódio; em ambos os casos, com um atraso considerável face à vencedora.

No minifondo, com 77 km, foi num sprint a dois que se decidiu o campeão. Separados por apenas 1 segundo, Sérgio Saleiro (Brinox) levaria a melhor sobre Pedro Borlido (Bikepoint), estavam decorridas 2h04m. Gonçalo Filipe (Reconco) não conseguiu acompanhar o duo nos metros finais e concluiu a prova na 3.ª posição, a 20 segundos da frente.

Ana Arsénio (Reconco) foi outra das grandes figuras deste EuroBEC. A atleta não só triunfou no minifondo, como gastou apenas mais 36 segundos do que o vencedor masculino, Sérgio Saleiro. Para além deste feito, repetiu o triunfo conseguido na prova de abertura da temporada, o Viana Granfondo, disputado há um mês. A bielorrussa Iryna Kirnosenko (Team Optical) e a brasileira Vivian Caruso (Love Tiles) foram 2.ª e 3.ª classificadas, respectivamente.

Com estes resultados, as lideranças provisórias no Troféu Superprestígio têm três caras ‘novas’: Tamára Branco, no granfondo; João Viegas e Ana Guedes, no mediofondo. Jorge Mariz mantém a camisola amarela no granfondo e o mesmo sucede com Igor Alves e Ana Arsénio, estes últimos no minifondo. Dentro de duas semanas, os corredores defenderão as respectivas lideranças no Douro Granfondo, cuja prova se apresenta com uma pontuação extra e pode ser aproveitada para consolidar algumas posições.

Ministra do Ambiente visita a empreitada da Barragem do Pisão

A Ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, visitou na passada sexta-feira, 10 de abril, a empreitada das Infraestruturas Primárias da Barragem do Pisão, num momento de grande relevância para o futuro do Alto Alentejo, tendo sido recebida pelo Presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, Joaquim Diogo.

Esta deslocação da Ministra permitiu acompanhar de perto o ponto de situação da futura Barragem do Pisão, essencial para a gestão sustentável da água, o reforço da resiliência às alterações climáticas e o apoio ao desenvolvimento económico e agrícola do território. Em declarações à comunicação social, sublinhou o “apoio total” do Governo a este projeto e a vontade de “fazer acontecer” uma ambição de décadas, em prol do desenvolvimento do Alto Alentejo.

Apesar da sua importância estratégica amplamente reconhecida, o avanço da obra tem enfrentado entraves significativos decorrentes de ações interpostas por associações ambientais, que têm vindo a atrasar a concretização deste investimento. Não obstante, Joaquim Diogo preferiu destacar o trabalho que tem sido feito no terreno, bem como o trabalho efetuado a montante, no sentido de garantir a sustentabilidade ambiental do projeto. “Todo o trabalho prévio foi cumprido de forma escrupulosa, de acordo com a lei, junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que levou à aprovação da Declaração de Impacte Ambiental”, acrescentou.

Com mais três dias de festa, Feira de São João regressa a Évora de 23 de junho a 5 de julho

A edição deste ano da Feira de São João, em Évora, subordinada ao tema “Évora: Capital Europeia ao Sul”, irá decorrer de 23 de junho a 5 de julho.

O evento, com séculos de tradição, volta a afirmar-se como um dos maiores momentos de promoção económica, cultural e social do concelho, reunindo artesanato, atividades económicas, animação, desporto e iniciativas nas áreas da educação e do setor social.

Ao que tudo indica, o Rossio de São Brás, onde a feira se realiza anualmente, vai estar em obra por altura do certame, mas, de acordo com o presidente da Câmara, Carlos Zorrinho, a decisão da autarquia é de manter a realização do evento naquele espaço. “As festas da cidade são para se fazer no Rossio. O Rossio será requalificado para poder receber as festas da cidade. No plano de regularização, está prevista a possibilidade de haver uma zona de feiras –, mas essa zona de feiras é para feiras tecnológicas, feiras de turismo, feiras temáticas. A Feira de São João é ali, é ali que é a tradição e é ali que vai ter que continuar”, defende o autarca.

Este ano, e com previsivelmente “metade do Rossio em obra” naquela altura, a feira vai realizar-se entre esse espaço, o Jardim Público e a Praça 1º de Maio. “Mas o edital já prevê que a feira vai crescer, vai usar mais o Jardim Público, vai usar também a Praça 1º de Maio, que é uma praça que tem que ser requalificada também”, diz o autarca, que assegura que a “zona do mercado é sempre uma zona muito procurada em qualquer cidade: as pessoas vão ao monumento principal e depois querem ir ao mercado”. “A zona do mercado tem que ser o espelho do concelho, mas para já a feira também vai ter esse espaço”, acrescenta Zorrinho.

Este ano, a Feira de São João contará com mais três dias de programação, “por duas razões”: “em primeiro lugar, por ser também a altura de Mundial e pode ser mais interessante ter uma feira em espaço aberto, com zonas para as pessoas poderem ver o futebol e acompanhar, e também porque nós gostamos de ouvir as pessoas antes de tomar as decisões, e aquilo que nos foi dito foi que normalmente a feira começa a vender quando fecha, porque muita gente na Função Pública recebe entre os dias 23 e 25, mas nas outras atividades não é assim. E por isso, respeitando o São João e respeitando os nossos santos, a feira vai até 5 de julho para haver essa possibilidade”, remata Carlos Zorrinho.

A feira abre ao público no dia 23 de junho às 17h00, encerrando às 03h00, e funcionará, em regra, entre as 12h00 e as 02h00 de domingo a quinta-feira, prolongando-se até às 03h00 às sextas-feiras, sábados e vésperas de feriado.

O último dia do certame, 5 de julho, terá encerramento à 01h00. Paralelamente, diferentes espaços temáticos, como a Mostra de Atividades Económicas, áreas de artesanato e o espaço educativo, terão horários próprios de funcionamento.   

Veículo pesado com mais de 25 mil litros de vinho despista-se e capota na estrada entre Elvas e Campo Maior

Um veículo pesado de mercadorias, que seguia com uma carga de mais de 25 mil litros de vinhos, despistou-se e capotou, ao final da manhã desta segunda-feira, 13 de abril, na Estrada Nacional 373, entre Elvas e Campo Maior.

De acordo com fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo, do acidente não resultou qualquer ferido, sendo que o condutor do camião, um homem com cerca de 55 anos, terá apenas sido assistido no local.

O alerta para a ocorrência foi dado às 11h44. Para o local foram mobilizados 12 operacionais, entre Bombeiros, INEM e GNR, apoiados por cinco viaturas.

Alterações climáticas comprometem qualidade do néctar e ameaçam borboleta-monarca

Um estudo recente da Universidade de Otava, no Canadá, revelou que o aumento das temperaturas globais está a alterar profundamente a quantidade e a qualidade do néctar produzido pelas flores. Publicada na revista Global Change Biology Communications, a investigação demonstra que, em condições de calor extremo, muitas plantas produzem menos néctar e com um teor de açúcar reduzido. Esta alteração representa uma perda drástica de energia disponível para polinizadores como a borboleta-monarca (Danaus plexippus), que depende deste recurso como principal fonte de combustível para as suas longas migrações.

O declínio na qualidade nutricional do néctar é motivo de grande preocupação para a sustentabilidade dos ecossistemas, uma vez que pode comprometer a sobrevivência e a reprodução de populações inteiras de insetos. Se o alimento se tornar menos abundante ou menos nutritivo, os polinizadores terão dificuldades acrescidas em desempenhar os seus serviços ecológicos essenciais. Este impacto indireto das alterações climáticas mostra que a crise ambiental não afeta apenas os habitats, mas interfere diretamente na base da cadeia alimentar, criando um desafio adicional para a conservação da biodiversidade no continente americano e no mundo.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Delta Coffee House Experience e Leya unem café e literatura em “Cup of Stories”

A Delta Coffee House Experience e a LeYa juntam‑se para dar vida ao ‘Cup of Stories’, um ciclo de encontros culturais que celebra o diálogo natural entre literatura e café. Através de um clube de leitura que convida autores e leitores a partilhar conversas abertas e intimistas, ao ritmo de uma boa chávena de café.

Com início no dia 15 de abril, às 17h00, o ‘Cup of Stories’ inaugura uma programação mensal que irá decorrer nas lojas Delta Coffee House Experience, e que transforma estes espaços em pontos de encontro culturais e urbanos. Em cada sessão, um autor
convidado e um moderador exploram não apenas uma obra literária, mas também os temas que lhes dão vida — da criação à memória, do tempo à inspiração — num espaço sem um palco rígido, sem formalismos, apenas uma conversa fluida, curiosa e
genuína, como numa boa conversa de café.

A primeira sessão contará com uma conversa conduzida por Célia Pedroso, jornalista e especialista em gastronomia e cultura, com a Chef Marlene Vieira, distinguida com uma estrela Michelin. Ao longo da sessão, será explorada a forma como a gastronomia se cruza com as narrativas, a memória sensorial e a construção da identidade.

Este primeiro encontro dá o tom para a diversidade e riqueza criativa que o ciclo pretende abraçar. A partir daí, o ‘Cup of Stories’ desenvolve‑se numa programação, sempre com novos autores, livros e moderadores, promovendo diferentes perspetivas e conversas informais que se constroem naturalmente ao sabor de um bom café com assinatura Delta.

A par, a Delta Coffee House Experience da Avenida da Liberdade passa a integrar na sua loja uma seleção curada de livros disponíveis para leitura e compra, o que reforça a ambição de tornar estes espaços também casas de cultura e inspiração urbana.
Entre os títulos disponíveis encontram-se “Eat Portugal”, de Célia Pedroso; “Cozinha de Chef”, de Marlene Vieira; “Earth, Water & Fire”, de Domingos Amaral; “Lisboa: A Guerra nas Sombras da Cidade da Luz”, de Neill Lochery, entre outros.

“Esta parceria nasce do valor que damos às boas conversas — aquelas que acontecem à volta de uma boa chávena de café, onde as ideias fluem, o tempo abranda e as histórias ganham espaço para existir. A Delta Coffee House Experience e a LeYa transformam o ato de beber um café Delta num momento de descoberta, onde literatura e experiência sensorial se encontram de forma natural e inspiradora. O ‘Cup of Stories’ é um convite a parar, ouvir e saborear histórias, num ambiente genuíno e autêntico, como só uma verdadeira conversa de café consegue ser.”, afirma Clara Melícias, Diretora de lojas Delta Coffee House Experience.

“Na LeYa acreditamos profundamente no poder da literatura e dos livros para provocar, aproximar e transformar. E esta parceria com a Delta Coffee House Experience afirma exatamente isso: levar os livros para o centro da vida quotidiana, para o lugar onde as ideias circulam com mais liberdade: à mesa de um café. E é aí que queremos estar a criar encontros reais entre autores e leitores e a dar às histórias um espaço vivo, partilhado e presente. Porque é nas pequenas pausas que não raras vezes as grandes histórias encontram lugar para acontecer.”, reforça David Azevedo Lopes, Administrador e Diretor Geral das Edições Gerais da LeYa.