Amigos de Elvas e Campo Maior cumprem tradição de Páscoa na Ajuda com petiscos e convívio

As margens do Rio Guadiana, na zona da Ajuda, voltaram a encher-se de vida e tendas para a celebração da Páscoa. Um grupo de cerca de 20 pessoas, que reúne residentes de Elvas e “vizinhos” de Campo Maior, escolheu este local emblemático para passar os dias festivos em acampamento, aproveitando a tolerância de ponto e o descanso prolongado até segunda-feira. “Somos à volta de 20 pessoas. Temos alguns colegas de Campo Maior que este ano fugiram de Altura e vieram aqui passar a Páscoa connosco”, explicou Célia Gago, uma das dinamizadoras do convívio, sublinhando que a logística foi montada logo na quinta-feira para garantir que, a partir de sexta, o único foco seja o lazer.

A organização do acampamento conta com uma tenda por casal e todo o apoio necessário para o conforto do grupo. “Hoje trabalhamos todos e a partir de amanhã já é para descansarmos. Temos um gerador para a luz e para manter a arca fresca, porque 20 pessoas a beber é fácil”, referiu Célia entre risos, destacando que trouxeram todo o material de uma só vez para evitar deslocações constantes. O local, já habitual para estes campistas, foi escolhido pela tranquilidade e pela proximidade à estrada, o que permite manter o contacto visual com quem circula na zona: “É um sítio calmo, temos aqui a estrada ao pé e vimos passar as pessoas”.

No que toca à gastronomia, o grupo não abdica das raízes alentejanas e preparou um menu recheado para os vários dias de estadia. “Para o domingo temos o tradicional “assadozinho” de borrego, ensopado e grelhados. Vamos fazer também umas “migazinhas” com entrecosto e umas “omeletazinhas” de espargos, que os homens ainda irão apanhá-los”, revelou a campista, acrescentando que alguns elementos do grupo ainda tentam a sua sorte com as “canazitas de pesca” no rio. A ementa farta é acompanhada por momentos de animação planeados para todas as idades, incluindo jogos de tabuleiro, cartas e até a presença de um DJ para animar as visitas de amigos que passam pelo acampamento para “beber uma cervejinha”.

Mesmo que as temperaturas baixem durante a noite, o grupo garante estar preparado para o frio. “Se estiver a noite um bocadinho mais fresca, temos aqui uma tenda boa para a gente se abrigar, muita lenha e uns chupitos para aquecer o pessoal”, afirmou Célia Gago, evidenciando o espírito de entreajuda e boa disposição que caracteriza este acampamento na Ajuda. O convívio deverá prolongar-se até segunda-feira, aproveitando o dia de feriado local em Campo Maior e a folga geral para carregar baterias antes do regresso à rotina. Este ano há t-shirts para comemorar a data, mas quando estivemos na Ajuda ainda não tinham chegado. Até segunda-feira, a animação dos elvenses e convidados faz-se na margens do Guadiana, na Ajuda.

Comer borrego no campo em Domingo de Páscoa: tradição ainda se cumpre entre algumas famílias de Campo Maior

A romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara, que chega esta segunda-feira, 6 de abril ao fim, conta, neste Domingo de Páscoa, com momentos de muita animação: uma garraiada, durante a tarde, e um baile, à noite, com os Bellota Trompetera.

Para quem faz, por estes dias, do campo a sua segunda habitação, o importante é conviver e desfrutar do ar puro do campo.

Fátima Fonseca, que revela que o marido, sendo elvense, gosta tanto ou mais do que ela destes dias na Exanra, cumpre a tradição de se mudar de “armas e bagagens” para junto da ermida, por esta altura do ano, desde sempre. “Há 56 anos, que é a idade que eu tenho: toda a vida viemos para aqui nesta semana”, garante.

Quando questionada sobre aquilo que acabou por ter de levar para o campo, para poder, com a família, passar estes dias da melhor forma possível, Fátima garante levar basicamente tudo aquilo que tem em sua casa: “temos máquina de café, fogão, braseiras debaixo das mesas, para não termos frio à noite, temos camas, temos lençóis, temos casa de banho, temos tudo”.

Hoje, e como manda a tradição, o borrego não falta à mesa da família de Fátima, confeccionado até das mais diversas formas possíveis: caldeirada, ensopado e assado de borrego. “O borrego é o que sabe bem no domingo de Páscoa”, garante.

Pedro Inocêncio lança “Nada Acontece Por Acaso”

“Nada Acontece Por Acaso” é a eletrizante sequela de Tudo Acontece Por Uma Razão, da autoria de Pedro Inocêncio. Com a mesma energia que conquistou milhares de leitores, o autor transporta os leitores, uma vez mais, a uma montanha-russa de emoções, mistério e revelações inesperadas.

Com uma escrita ágil e uma narrativa de ritmo frenético, Pedro Inocêncio mantém o leitor em suspense, transportando-o para o centro da ação onde nada é o que parece. 

Revista “O Escanção” distingue excelente qualidade dos azeites da Adega Mayor

A Adega Mayor acaba de ser distinguida pela revista O Escanção, a publicação da Associação dos Escanções de Portugal, com classificações de 90 e 91 pontos atribuídas aos azeites Virgem Extra e Flor de Sal & Louro, respetivamente. Estas distinções são a validação do caminho consistente que a Adega Mayor tem vindo a trilhar na produção de azeite de elevada qualidade.

O reconhecimento surge num momento particularmente relevante, em que o azeite se afirma como uma aposta estratégica da Adega Mayor, que vai para além dos vinhos. Para a marca, reforçar este posicionamento constitui uma evolução natural, refletindo a identidade e a autenticidade do Alto Alentejo, projetando o que de melhor se faz no nosso país.

A Adega Mayor conta com cerca de 70 hectares de olival, complementados por parcerias locais que fortalecem a ligação ao território e à tradição olivícola que marca gerações. Este reconhecimento representa um incentivo renovado para continuar a elevar a qualidade dos produtos e honrar a herança de Campo Maior — terra onde a cultura do azeite tem um papel histórico, bem ilustrado pelo Lagar-Museu do Palácio Visconde d’Olivã.

Produzida em Campo Maior, a partir de um processo cuidado e com origem em olivais criteriosamente selecionados, a gama Seleção Mayor reúne tradição, sofisticação e sabor à mesa. Como tempero, complemento ou ingrediente principal, os azeites Adega Mayor destacam-se pela capacidade de elevar a experiência gastronómica.

Granfondo atrai amantes do ciclismo à Eurocidade

O Eurobec Granfondo 2026 realiza-se no dia 12 de abril de 2026. Este evento de ciclismo de estrada é uma prova transfronteiriça que une as cidades da Eurocidade: Badajoz (Espanha), Elvas e Campo Maior (Portugal).

A prova oferece três opções de percurso, com partida e chegada no Estádio Nuevo Vivero, em Badajoz: Granfondo: 140 km — Pela primeira vez, mais de metade da distância será em território espanhol, passando por locais como Olivença e Valverde de Leganés; Mediofondo: 105 km e Minifondo: 77 km. Existe também a opção de uma caminhada para acompanhantes.

As inscrições podem ser feitas através do site oficial da Bikeservice.

Os participantes têm direito a brindes como uma medalha de finalista, T-shirt do evento e lanche após a prova.

Páscoa na Ajuda com grupo de amigos abrigados junto à Ponte Antiga para cinco dias de campismo

Junto ao muro da antiga ponte na zona da Ajuda, um grupo de cerca de 25 a 30 campistas já deu início à montagem de uma “super tenda” para celebrar a quadra pascal. O local, escolhido estrategicamente há cerca de cinco anos, oferece as condições ideais para o acampamento, servindo de barreira natural contra os elementos. “Ficamos aqui perto do muro da antiga ponte porque protege um bocadinho do vento e do pó”, explicou José Martins, um dos elementos do grupo que, desde o fim de semana anterior, se dedica à preparação de toda a logística necessária.

A organização para alimentar as quase três dezenas de campistas exige planeamento que começou com oito dias de antecedência. “Já começámos a preparar isto desde o outro fim de semana. Comprar as coisas e o material, que guardamos numas arcas com gelo”, revelou o entrevistado, acrescentando que o grupo conta com um gerador para garantir o frio durante o dia e a iluminação durante a noite. No que toca à ementa, o peixe do rio marca presença na sexta-feira, mas o destaque vai para o domingo: “O borrego é o tradicional, mas os outros petiscos são febras assadas e tudo um pouco do porco, já está tudo arranjado”.

Apesar de as canas de pesca estarem no local, José Martins confessa que o grupo não depende da sorte na pesca no rio, uma vez que o peixe “já está apanhado”. Enquanto os homens asseguram a montagem das estruturas e das três ou quatro tendas principais junto à sombra, as senhoras do grupo vão juntar-se ao convívio mais tarde por ainda estarem a trabalhar. “Dormimos cá e ficamos até às duas ou três da manhã a ouvir música, conversar e beber”, descreveu o campista, sublinhando que o espírito de união se manterá forte até segunda-feira, dia ainda de festa no local, altura em que o grupo levantará o acampamento após cinco dias de pura convivência.

Em plena harmonia com a natureza, campomaiorenses cumprem tradição da romaria da Enxara

Em Campo Maior cumpre-se, mais um ano, a tradição da romaria em honra de Nossa Senhora da Enxara, onde o convívio é a palavra de ordem. Grupos de família e amigos voltaram a montar verdadeiras segundas casas no campo para ali, até segunda-feira, dia 6 de abril, desfrutarem de momentos de diversão em plena harmonia com a natureza.

No caso do grupo de Ricardo Rosinha, que desde sempre se lembra de rumar ao campo por esta altura do ano, o importante foi instalar uma “tenda grande”, para que todos se possam resguardar do calor do dia e do frio da noite. “Brincamos com os miúdos, estamos ao lume, conversamos, jogamos às cartas”, revela ainda este campomaiorense, quando questionado sobre de que forma se passam os dias junto à Ermida de Nossa Senhora da Enxara.

Já Jéssica Guerrinha, que embora seja natural de Elvas, ruma à Enxara há já cerca de quatro anos, depois de se ter casado com um campomaiorense. Para Jéssica, estes são dias “incríveis”, uma vez que permitem que se “desconecte” um pouco daquilo que é a realidade do dia-a-dia, “sem telefones e sem redes sociais”. “É aproveitar o campo, o espírito de equipa, aproveitarmos o que nos faz bem e a natureza”, acrescenta.

Relativamente ao trabalho que dá “montar e desmontar” tendas, Jéssica confessa que é a parte de que todos menos gostam, mas que acaba por valer a pena. Quanto ao futuro da romaria, não tem dúvidas: “é uma tradição que se vai manter; a minha colega já espera uma pequenina e, se Deus quiser, para o ano vai ser a nossa mais nova aquisição”.

E para que nada falte, como pão, água, fruta, entre outros bens essenciais, a quem no campo habita até segunda-feira, a loja “À do Toni”, de António Martins, volta, pelo segundo ano, a estar presente no recinto junto ao santuário. “Isto é para evitar que muita gente vá à vila, para evitar transtornos de viagens, para evitar inclusive acidentes na estrada. E estamos aqui precisamente com os mesmos preços que praticamos na nossa loja em Campo Maior, não há alteração nenhuma”, garante o proprietário.

A par dos típicos produtos de qualquer mercearia, “À do Toni” tem ainda disponíveis canecas e bonés alusivos à Romaria de Nossa Senhora da Enxara.

Este sábado, junto à Ermida de Nossa Senhora da Enxara, a partir das 21 horas, haverá garraiada com música ao vivo, promovida pela comissão de festas.

Isenção de portagens na A6: saiba como fazer o pedido passo a passo na Via Verde

A isenção de portagem na A6 e na A2 para os residentes no distritos alentejanos abrangidos já está em vigor, mas não é automática. Saibao que deve fazer, em primeiro lugar deve ter um identificador da Via Verde e registar-se no site www.viaverde.pt

Os utilizadores da Via Verde que pretendam beneficiar da isenção de portagens na A6 devem efetuar o pedido através da área de cliente no site oficial. O processo não é automático e exige alguns passos simples, mas obrigatórios, para garantir a validação do benefício.

Passo a passo detalhado:

  1. Aceder ao site
    Entrar no site oficial da Via Verde (www.viaverde.pt).
  2. Iniciar sessão
    Clicar em “Login” e introduzir os dados de acesso à área de cliente.
  3. Entrar na área de apoio
    No menu principal, selecionar a opção “Apoio ao Cliente” ou área de ajuda.
  4. Procurar o serviço
    Na barra de pesquisa ou nas opções disponíveis, escrever “isenção A2/A6” ou localizar o tema relacionado com isenção de portagens.
  5. Aceder ao formulário
    Abrir o formulário próprio para o pedido de isenção.
  6. Selecionar o veículo
    Escolher a matrícula associada ao identificador Via Verde para o qual pretende a isenção.
  7. Preencher os dados
    Inserir todas as informações solicitadas e anexar os documentos necessários.
  8. Submeter o pedido
    Confirmar os dados e enviar o formulário.

Após a submissão, o pedido será analisado e a isenção só entra em vigor depois de aprovada. A Via Verde alerta ainda que é essencial ter o identificador ativo e corretamente associado ao veículo, sob pena de o pedido ser recusado ou atrasado.

Politécnico de Portalegre participa nos Climate Action Days da Comissão Europeia

O Politécnico de Portalegre esteve representado em Bruxelas, no âmbito do European Climate Pact/Climate Action Days 2026, um dos principais momentos da agenda europeia para a ação climática e sustentabilidade.

Integrado no evento anual “Together in Action 2026”, promovido pela Comissão Europeia, este encontro reuniu decisores políticos, especialistas, investigadores e membros da comunidade europeia para discutir o futuro das políticas climáticas, promover soluções inovadoras e reforçar o papel das iniciativas locais na transição verde.

A participação do IPPortalegre foi assegurada pelo Professor Rui Alexandre Castanho, na qualidade de Embaixador Português do Pacto Climático Europeu, contribuindo para o debate em torno da governação multinível, da resiliência territorial e do papel dos territórios de baixa densidade na implementação das políticas climáticas da União Europeia.

No mesmo contexto, o Politécnico de Portalegre participou igualmente em reuniões estratégicas na ERRIN (European Regions Research and Innovation Network), realizadas na Wales House, focadas no tema: “Skills & Competitiveness: How to address skills shortages in Europe’s regions”.

Estas reuniões juntaram representantes de regiões europeias, instituições de investigação e decisores políticos, com especial enfoque nos desafios da capacitação territorial, da competitividade regional e da resposta às necessidades emergentes de competências, particularmente em regiões fronteiriças e de baixa densidade.

Secretário de Estado Silvério Regalado em Rio de Moinhos: “O Governo deve estar junto das populações para celebrar a Portugalidade”

A Feira do Queijo de Borba que se realiza na freguesia de Santiago de Rio de Moinhos, contou na inauguração este fim de semana com a presença do Secretário de Estado da Coesão Territorial, Silvério Regalado, que fez questão de sublinhar a importância da proximidade entre o Executivo e os territórios do interior.

O governante destacou que o convite foi aceite de imediato por considerar fundamental que o Governo acompanhe momentos especiais de celebração da identidade regional. “Considero importante que o Governo esteja junto das populações em momentos especiais para podermos ouvir, mas também para podermos celebrar em conjunto a Portugalidade e a marca de cada um dos seus territórios”, afirmou o Secretário de Estado.

Durante a sua visita, Silvério Regalado focou-se na relevância económica do setor primário e do turismo para o desenvolvimento local, áreas que o Ministério da Economia e Coesão Territorial procura interligar. “Viemos sobretudo comemorar a produção do queijo e olhar para toda a atividade económica que está relacionada com o setor primário e com o turismo. O nosso trabalho é interligar os fatores de produção e o desenvolvimento económico dos territórios com o seu crescimento”, explicou, reforçando que o futuro passará por uma revisão da Lei das Finanças Locais para dar melhores respostas aos municípios e freguesias.

Um dos momentos que mais marcou o governante foi a receção por uma banda filarmónica composta por muitos jovens, algo que classificou como um sinal de esperança para a fixação de populações. “Ver uma banda filarmónica cheia de jovens é sempre um sinal inspirador e encorajador para quem está no Governo. É uma forma de os prender nestes territórios”, confessou Silvério Regalado. No entanto, o Secretário de Estado alertou para a necessidade de o Estado ser consequente nestas políticas de coesão: “Temos é que proporcionar que haja boas escolas, possibilidades de emprego e que haja resposta do Estado a quem quer escolher, neste caso, o concelho de Borba para viver”.