Apesar dos “desafios” que enfrenta atualmente, a dança continua a ser “refúgio e terapia” para muitos

Celebra-se hoje, 29 de abril, o Dia Internacional da Dança, data instituída pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO no ano de 1982. Neste dia celebra-se esta arte e procura-se mostrar a sua universalidade, além das barreiras políticas, étnicas e culturais.

De acordo com Letícia Garcia, professora de dança em Campo Maior, que lembra que a dança pode ser “um refúgio” ou até “uma terapia” para muitos, esta é uma arte que, atualmente, enfrenta “muitos desafios, até mesmo com a questão da juventude”. “Temos hoje os meninos muito mais parados, sedentários e agarrados aos telemóveis e isso também se tem notado um pouco ao longo destes anos: a diminuição de alunos de faixas etárias mais jovens”, assegura. Por outro lado, a professora defende que a dança é para todos sem exceção, independentemente da idade, desde que exista “essa vontade”.

Em Campo Maior, Letícia Garcia é a responsável pelo Projeto de Formação de Dança Oriental do Município, com aulas apenas destinadas ao sexo feminino, no Centro Cultural, às quintas e sextas-feiras, entre as 18 e as 20 horas.

A professora, que implementou também recentemente na vila aulas de Dança Oriental para mães e filhas, permitindo que “usufruam de uma aula divertida, que cria momentos de partilha entre elas”, revela que aceita novas alunas ao longo de todo o ano. “Eu normalmente permito a entrada de alunas ao longo do ano. Tento, de certa forma, ir enquadrando quando a aluna entra na turma, fazendo um acompanhamento mais próximo”, remata Letícia Garcia.

De recordar que, de forma a assinalar este Dia Internacional da Dança, o Centro Cultural de Campo Maior acolheu, no passado domingo, 26 de abril, o I Encontro “Passos que Unem”, com a participação de grupos e escolas dos mais variados estilos de dança da região.

Borba presente no Festival Nacional da Canção Rural

“Terra que dá fruto” é o nome do tema que representará o nosso município de Borba no Festival Nacional da Canção Rural que, este ano, acontece em Beja, no dia 27 de junho.

O município desafiou a Associação RBF (Rock Best Friends) para o concurso e o resultado abre perspetivas para uma excelente participação. Como a RBF descreve, define-se como “uma canção criada para o Festival da Canção Rural, celebrando a terra, a natureza e o valor do trabalho rural, com uma sonoridade tradicional portuguesa adaptada à música ligeira”.

Esta é a terceira participação consecutiva de Borba, no Festival Nacional da Canção Rural que é promovido pela AMPV – Associação de Municípios Portugueses do Vinho e conta com o apoio do programa Wine in Moderation, da ARVP – Associação das Rotas de Vinho de Portugal. Um concurso de canções que tem como objetivo estimular a composição de obras literário-musicais com acompanhamento vocal, cujos textos (poemas) contemplem temáticas direta ou indiretamente relacionadas com o mundo rural – a vinha e o vinho.

Borba esteve presente nas edições de 2024 – em Santarém, com a “Força da Mulher”, interpretada por Rute Sousa, e em 2025, Festival que aconteceu em Borba, com a canção “Vinificação da Vida”, com a Carolina Matos.

Ficha técnica – Canção de Borba: Título: Terra que dá Fruto; Artista/Intérprete: Associação RBF; Género musical: Música ligeira / Popular portuguesa; Compositor(es): RBF – António M.; Letrista(s): RBF – António M.; Estúdio de gravação: Estúdio RBF; Músicos participantes: Voz: Susana Pardal; Piano: Paulo Novado; Guitarra portuguesa: José Geadas; Bateria: Miguel Mouquinho e Baixo: António Mouquinho.

Campeonatos Nacionais de Corrida de Montanha UPHill realizam-se em Alegrete a 9 de maio

A freguesia de Alegrete, no concelho de Portalegre, recebe no próximo dia 9 de maio de 2026 os Campeonatos Nacionais de Corrida de Montanha – Uphill, uma das provas mais exigentes do calendário da Federação Portuguesa de Atletismo.

A competição, destinada a atletas filiados, será disputada na Serra de São Mamede, num percurso desafiante que liga Alegrete ao ponto mais alto do território nacional a sul do Tejo.

Em simultâneo, realiza-se a 1.ª edição do São Mamede Uphill, uma prova aberta a atletas federados e não federados, que partilham o mesmo percurso e horário, permitindo a participação alargada nesta experiência competitiva.

Com cerca de 10 quilómetros sempre em subida, o evento constitui um verdadeiro teste de resistência, num cenário natural de reconhecida beleza.

De acordo com a organização, são esperados entre 100 a 200 atletas, provenientes de vários pontos do país.

Dia da Mãe volta a ser celebrado em Vila Viçosa com caminhada

Vila Viçosa vai assinalar o Dia da Mãe com a realização de uma caminhada, no próximo domingo, dia 3 de maio.

Promover a prática de atividade física, envolvendo a comunidade local, ao mesmo tempo que se assinala a efémeride, é o grande objetivo da iniciativa, segundo o vice-presidente da Câmara, Tiago Salgueiro, que lembra que esta é uma tradição já enraizada em Vila Viçosa.

“É uma tradição que nós temos aqui e que acaba por ser sempre um evento muito concorrido, com a adesão de todas as famílias. Esperemos que este ano o tempo também nos ajude, mas realmente trata-se de uma caminhada que tem já uma forte implementação aqui no nosso concelho, contando, inclusivamente, com a participação de pessoas de concelhos limítrofes”, diz ainda o autarca.

A caminhada tem início marcado para as 10 horas, na Praça da República de Vila Viçosa. A entrega do brinde aos participantes inscritos, limitada ao stock existente, está condicionada à apresentação do ticket, até às 9h45. Os tickets podem ser levantados até quinta-feira, 30 de abril, no Balcão Único da Câmara Municipal de Vila Viçosa.

Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão na recuperação do Paiol de Santa Bárbara

A Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão de euros na recuperação do Paiol de Santa Bárbara. O investimento a ser feito naquele que é o maior dos paióis de Elvas foi aprovado na reunião do executivo da passada quarta-feira, 22 de abril.

De acordo com o presidente da Câmara, Rondão Almeida, a recuperação do património castrense, que viria a contribuir para a classificação de Elvas como Património da Humanidade, tem vindo, desde 1994, a ser uma das “grandes preocupações” do município. “Não foi por acaso que este tipo de trabalho resultou em que, em 2012, a própria UNESCO nos classificasse como Património da Humanidade. Mas ainda há muito, mas muito, para fazer, principalmente nos panos de muralhas seiscentistas, e agora chegou a altura de iniciarmos esta grande obra”, adianta.

Há “mais de 80 anos desativado”, o Paiol de Santa Bárbara, diz o autarca, “está numa fase de degradação”. “Ninguém olhou para ele, mas nós aprovámos mais de um milhão de euros para recuperar este grande elemento, para que o possamos juntar a todo o outro trabalho que tem vindo a ser feito”, acrescenta Rondão Almeida.

Respondendo aos mais críticos, que dizem que o município “pouco ou nada faz” no que toca à manutenção do património, o presidente da Câmara de Elvas garante que o município “não tem feito outra coisa” e recorda o trabalho levado a cabo ao longo de mais de 30 anos, com as obras levadas a cabo nos fortins, Forte de Santa Luzia e da Graça e na zona dos Quartéis.

Com a intervenção prevista para o Paiol de Santa Bárbara, a Câmara Municipal procura dar mais um passo na recuperação do património da cidade que, “ao fim e ao cabo, representa a memória e o trabalho de quem o fez”. “Por isso, nós hoje em dia sentimos a responsabilidade de o manter para dizer aos nossos descendentes que vão ter a obrigação de continuar a dar-lhe vida”, remata Rondão Almeida.

De recordar que o Paiol de Santa Bárbara, construído perto do Castelo durante a Guerra da Restauração, foi espaço de armazenamento de material de guerra até 1915.

42ª Ovibeja promove experiências sensoriais abertas aos visitantes

“Com todo o Alentejo deste mundo”, a 42ª Ovibeja prova-se. Educa o palato. E promove experiências sensoriais abertas aos visitantes.

Esta edição da Ovibeja, que decorre de 29 de abril a 3 de maio, reforça a componente agroalimentar com destaque para o vinho e o azeite, além de todos os outros produtos de qualidade superior. O Pavilhão Vinho e Azeite vai ser inteiramente dedicado a estes dois produtos agroalimentares, onde se encontram a produção, a comercialização e a prova. Neste espaço, que integra, além dos expositores, uma zona central de degustações onde vão decorrer provas comentadas por profissionais de vinhos e de azeites, apresentações pelos produtores e showcookings com a melhor combinação dos principais ingredientes da cozinha mediterrânica. Com uma programação diária aberta aos visitantes, as iniciativas deste pavilhão incluem a presença de vários os chefs que vão apresentar pratos de cozinha de autor.

Uma das novidades a acontecer neste espaço interativo é o concurso “O Melhor Vinho Ovibeja 2026 – Escolha do Consumidor” que tem por jurados consumidores visitantes do evento e enófilos. A iniciativa, sujeita a inscrição, com um limite máximo de 30 pessoas, vai decorrer na manhã do dia 1 de maio, feriado, e é da responsabilidade da Confraria do Enófilos do Alentejo. A concurso vão estar vinhos de cerca de três dezenas de produtores presentes na Ovibeja. Os prémios serão atribuídos ao melhor branco, melhor tinto e melhor rosé, que serão entregues na tarde de sábado, dia 2, a seguir ao colóquio sobre “Vinho à Prova, da responsabilidade da ACOS com a colaboração da Associação Municípios Portugueses do Vinho.

“Vinho à Prova” é o tema principal desta edição da Ovibeja, que é também tema do colóquio que vai refletir sobre oportunidades dos mercados dos vinhos, consumo de vinho, enoturismo. O Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, já confirmou a sua presença no encerramento deste espaço de debate.

Colóquio e entrega dos prémios do 15º Concurso Internacional de Azeite Virgem

Também com provas diárias abertas aos visitantes vão estar os azeites premiados pelo Júri do 15º Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja. O Júri, presidido por José Gouveia, especialista mundial em azeites, avaliou cerca de 120 azeites das categorias Frutado Verde Intenso, Frutado Verde Médio, Frutado Verde Ligeiro, Frutado Maduro e Azeites do Hemisfério Sul, provenientes de 12 países. É essa diversidade que pode ser provada no decorrer da Ovibeja.

A entrega dos prémios vai realizar-se em cerimónia a decorrer na manhã de 2 de maio, a seguir ao colóquio sobre “A Neutralidade Carbónica do Setor do Azeite”, da responsabilidade da ACOS, que vai ser encerrado pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

A 42ª Ovibeja, que aguarda a presença de mais de 100 mil visitantes, é organizada pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul.

Número de crianças e jovens em perigo tem vindo a aumentar: sinalizações podem ser só a “ponta do iceberg”

A campanha do “Laço Azul”, promovida no âmbito do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, é assinalada ao longo deste mês de abril em todo o país, para alertar a comunidade para a importância da proteção das crianças, promovendo a sensibilização para os seus direitos e para a prevenção de situações de violência ou negligência.

A prevenção dos maus-tratos na infância é uma responsabilidade de todos: profissionais de saúde, famílias e comunidade. A verdade é que, de acordo com a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), os casos de violência e maus-tratos de crianças e jovens têm vindo a aumentar consistentemente desde 2020, indicando uma maior deteção de situações de risco. Em 2024, as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) receberam quase 60 mil comunicações de perigo. Há dez anos, não chegavam às 40 mil.

Dizendo que os números são “inegáveis” e que os casos de maus-tratos ocorrem, “sobretudo, nas famílias”, a psicopedagoga Fátima Duarte, da Equipa Técnica Operativa da CNPDPCJ, garante que são cada vez mais as crianças e jovens a serem vítimas de maus-tratos, de acordo com os dados disponibilizados. “Mas essa é só a ponta do iceberg, porque há muitas crianças e jovens a serem vítimas que nós não sabemos, porque ainda não foram sinalizados”, garante.

Muitas das crianças que são vítimas de maus-tratos acabam por ter o seu comportamento “condicionado”, pelo que a especialista apela à atenção de todos para se conseguir identificar determinados comportamentos, marcas físicas ou até “determinadas relações que as crianças estabelecem umas com as outras, ou com adultos, que não são normais, e que podem ser indicadores de que estão a ser vítimas”. “Quem não sabe, pode entender isso como sendo malcriadas ou agressivas, mas há muitas crianças que são vítimas de maus-tratos e, como não conseguem lidar internamente com isso, porque isso vai deixar marcas, o seu comportamento fica condicionado”, acrescenta.

Por outro lado, a psicopedagoga garante que sinalizar uma criança ou jovem à CPCJ não é sinónimo de “arranjar problemas”: “quando sinalizamos significa que estamos preocupados com aquela criança, com aquele jovem e que o queremos proteger”. “Não é contra a família, mas é a favor da criança. Porque quando há um conflito de interesses, nós temos que colocar as crianças num plano superior”, assegura.

Fátima Duarte defende ainda que quanto mais tempo a criança ou jovem, que é vítima de maus-tratos pela própria família, continuar a viver naquele ambiente, “mais vai normalizar a violência como algo habitual”. De vítima a agressor é apenas um passo: “muitos daqueles jovens, rapazes e raparigas, que foram vítimas de maus-tratos, agora reagem de forma violenta, porque internalizaram nos seus modelos”.

Todas as crianças merecem crescer em segurança, com amor, respeito e proteção, sendo que a prevenção começa em cada pessoa. O apelo desta campanha de abril, Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, é claro: se suspeitar de uma situação de risco, não ignore. Comunique às autoridades.

Energia, Clima e Segurança: O desafio da dependência dos combustíveis fósseis

No programa “Ambiente em FM”, José Janela abordou a interconexão entre a crise energética, as alterações climáticas e a segurança global, com base em análises recentes da ONU e do jornal Le Monde. O debate sublinhou que a atual dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás, não é apenas o motor da crise climática, mas também um foco de instabilidade económica e política. Esta vulnerabilidade demonstra que a transição energética é, agora mais do que nunca, uma questão de sobrevivência ambiental e de equilíbrio internacional.

De acordo com as Nações Unidas, a insistência neste modelo energético está a comprometer a segurança nacional e a soberania de vários países, com especial impacto na Europa. A dependência de importações de energia fóssil deixa as nações expostas à volatilidade de preços e a crises geopolíticas imprevistas. A principal mensagem do programa destaca que o clima e a segurança são faces da mesma moeda, reforçando a urgência de uma transição para fontes renováveis que garanta, simultaneamente, a proteção do planeta e a autonomia estratégica dos estados.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

Município de Elvas reforça limpeza urbana

O Município de Elvas continua a apostar na melhoria da limpeza urbana e na manutenção dos espaços públicos, reforçando os meios ao serviço das equipas operacionais com a utilização de um aspirador de folhas e resíduos, uma ferramenta que permite maior precisão, rapidez e eficiência na execução dos trabalhos.

Este equipamento vem facilitar significativamente as intervenções diárias de limpeza, sobretudo em zonas de difícil acesso, como passeios, bermas, jardins, praças e outros espaços públicos onde a remoção de resíduos exige maior detalhe e cuidado. A sua utilização permite uma recolha mais eficaz de folhas, poeiras, pequenos detritos e outros resíduos, contribuindo para uma imagem urbana mais cuidada e agradável para todos.

Além de melhorar a eficácia dos serviços, o novo aspirador representa também um importante apoio para os trabalhadores, tornando as operações mais rápidas e menos exigentes do ponto de vista físico, o que se traduz numa maior produtividade e melhor capacidade de resposta.

Paralelamente, estão também a ser realizados trabalhos de arranjo e manutenção das plataformas dos contentores subterrâneos, com o objetivo de melhorar as condições de utilização destes equipamentos e garantir maior segurança, higiene e funcionalidade para os munícipes.

Estas intervenções incluem a reparação e requalificação das áreas envolventes, assegurando melhores acessos, maior limpeza e uma utilização mais cómoda por parte da população.

Com estas ações, o Município reforça o seu compromisso com a valorização do espaço público, a promoção da qualidade de vida e a manutenção de um concelho mais limpo, organizado e funcional.

ArtJazz Festival de Elvas volta a afirmar o jazz nacional e internacional em três noites de concertos

O ArtJazz Festival de Elvas está de regresso ao Auditório São Mateus, de 30 de abril a 2 de maio. O evento, já na sua 11.ª edição, apresenta grandes novidades, com nomes consagrados, mas também uma jovem promessa do panorama jazzístico nacional e internacional.

O festival, que teve a sua primeira edição em 2013, tal como recorda o diretor artístico do evento, Jorge Goes, conheceu algumas interrupções “devido à Covid, mas também a situações de governabilidade da Câmara Municipal, que cortou e passou o festival para um formato bienal”. “Agora voltámos, graças a Deus, ao festival anual, o que faz muita falta, porque a cultura é uma das bases principais da humanidade e não se pode cortar”, acrescenta.

O festival arranca “com chave de ouro”, a 30 de abril, com “um grande nome do panorama artístico português”: Rão Kyao. “É dos artistas mais internacionais que temos em Portugal. Começou pelo saxofone, mas depois dedicou-se às flautas de bambu”, recorda Jorge Goes.

Com 40 anos de carreira, Rão Kyao apresenta-se no ArtJazz Festival em quarteto, afirmando uma ligação ao jazz que atravessa todo o seu percurso artístico: desde “Malpertuis”, obra fundadora do jazz em Portugal, até às múltiplas expressões contemporâneas da sua música. O jazz surge, assim, como território permanente da sua linguagem. Na flauta, amplia uma escrita musical marcada pela elegância, liberdade e escuta atenta, num concerto vivido plenamente no presente.

Acompanham Rão Kyao neste espetáculo Renato Silva Júnior no piano, Ruca Rebordão na percussão e André Sousa Machado na bateria.

Rão Kyao

Segue-se, no dia 1 de maio, um concerto do músico e compositor André Pizarro Pepe, uma das maiores promessas do contrabaixo em Portugal. Neste espetáculo, onde dará a conhecer o seu mais recente disco original, “Sons Rupestres”, o artista não fará apenas do contrabaixo um instrumento convencional, explorando-o também como instrumento de percussão.

Originalmente concebido como um diálogo minimalista entre contrabaixo e guitarra, este concerto propõe uma viagem por sonoridades orgânicas e telúricas, onde o silêncio e a textura têm tanto peso quanto a melodia.

Ao lado do contrabaixo de André Pizarro Pepe, a guitarra acústica de Francisco Neves assegura o suporte harmónico-melódico e a cumplicidade estética que define a génese de “Sons Rupestres”. Para este concerto em Elvas, o duo expande o seu universo sonoro com a participação de um convidado especial: o saxofonista Desidério Lázaro.

André Pizarro Pepe

Caberá, no dia 2 de maio, ao multifacetado e premiado guitarrista espanhol Javier Alcántara, acompanhado pela sua Short Stories Band, em formato de sexteto, encerrar esta 11.ª edição do ArtJazz Festival.

Dando conta de que, para além de guitarrista, Javier Alcántara é “também compositor, produtor e musicoterapeuta”, o diretor artístico adianta que o espetáculo promete ser bastante interativo: “vai ser um espetáculo muito interativo em palco, com dois teclados e uma verdadeira conversa musical entre todos os músicos”.

Neste espetáculo, Javier Alcántara será acompanhado por Narci González no saxofone tenor, Pablo Romero no piano e teclados, Pedro Calero nos teclados e samplers, Enrique Tejado no contrabaixo e Pepín Muñoz na bateria.

Javier Alcántara

Os três espetáculos têm início às 21h30. Os bilhetes, com um custo de cinco euros, podem ser adquiridos na Ticketline ou meia hora antes dos concertos, no Auditório São Mateus.

A entrevista completa a Jorge Goes sobre este 11º ArtJazz Festival de Elvas para ouvir no podcast abaixo: