Vila Viçosa vai assinalar o Dia da Mãe com a realização de uma caminhada, no próximo domingo, dia 3 de maio.
Promover a prática de atividade física, envolvendo a comunidade local, ao mesmo tempo que se assinala a efémeride, é o grande objetivo da iniciativa, segundo o vice-presidente da Câmara, Tiago Salgueiro, que lembra que esta é uma tradição já enraizada em Vila Viçosa.
“É uma tradição que nós temos aqui e que acaba por ser sempre um evento muito concorrido, com a adesão de todas as famílias. Esperemos que este ano o tempo também nos ajude, mas realmente trata-se de uma caminhada que tem já uma forte implementação aqui no nosso concelho, contando, inclusivamente, com a participação de pessoas de concelhos limítrofes”, diz ainda o autarca.
A caminhada tem início marcado para as 10 horas, na Praça da República de Vila Viçosa. A entrega do brinde aos participantes inscritos, limitada ao stock existente, está condicionada à apresentação do ticket, até às 9h45. Os tickets podem ser levantados até quinta-feira, 30 de abril, no Balcão Único da Câmara Municipal de Vila Viçosa.
A Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão de euros na recuperação do Paiol de Santa Bárbara. O investimento a ser feito naquele que é o maior dos paióis de Elvas foi aprovado na reunião do executivo da passada quarta-feira, 22 de abril.
De acordo com o presidente da Câmara, Rondão Almeida, a recuperação do património castrense, que viria a contribuir para a classificação de Elvas como Património da Humanidade, tem vindo, desde 1994, a ser uma das “grandes preocupações” do município. “Não foi por acaso que este tipo de trabalho resultou em que, em 2012, a própria UNESCO nos classificasse como Património da Humanidade. Mas ainda há muito, mas muito, para fazer, principalmente nos panos de muralhas seiscentistas, e agora chegou a altura de iniciarmos esta grande obra”, adianta.
Há “mais de 80 anos desativado”, o Paiol de Santa Bárbara, diz o autarca, “está numa fase de degradação”. “Ninguém olhou para ele, mas nós aprovámos mais de um milhão de euros para recuperar este grande elemento, para que o possamos juntar a todo o outro trabalho que tem vindo a ser feito”, acrescenta Rondão Almeida.
Respondendo aos mais críticos, que dizem que o município “pouco ou nada faz” no que toca à manutenção do património, o presidente da Câmara de Elvas garante que o município “não tem feito outra coisa” e recorda o trabalho levado a cabo ao longo de mais de 30 anos, com as obras levadas a cabo nos fortins, Forte de Santa Luzia e da Graça e na zona dos Quartéis.
Com a intervenção prevista para o Paiol de Santa Bárbara, a Câmara Municipal procura dar mais um passo na recuperação do património da cidade que, “ao fim e ao cabo, representa a memória e o trabalho de quem o fez”. “Por isso, nós hoje em dia sentimos a responsabilidade de o manter para dizer aos nossos descendentes que vão ter a obrigação de continuar a dar-lhe vida”, remata Rondão Almeida.
De recordar que o Paiol de Santa Bárbara, construído perto do Castelo durante a Guerra da Restauração, foi espaço de armazenamento de material de guerra até 1915.
“Com todo o Alentejo deste mundo”, a 42ª Ovibeja prova-se. Educa o palato. E promove experiências sensoriais abertas aos visitantes.
Esta edição da Ovibeja, que decorre de 29 de abril a 3 de maio, reforça a componente agroalimentar com destaque para o vinho e o azeite, além de todos os outros produtos de qualidade superior. O Pavilhão Vinho e Azeite vai ser inteiramente dedicado a estes dois produtos agroalimentares, onde se encontram a produção, a comercialização e a prova. Neste espaço, que integra, além dos expositores, uma zona central de degustações onde vão decorrer provas comentadas por profissionais de vinhos e de azeites, apresentações pelos produtores e showcookings com a melhor combinação dos principais ingredientes da cozinha mediterrânica. Com uma programação diária aberta aos visitantes, as iniciativas deste pavilhão incluem a presença de vários os chefs que vão apresentar pratos de cozinha de autor.
Uma das novidades a acontecer neste espaço interativo é o concurso “O Melhor Vinho Ovibeja 2026 – Escolha do Consumidor” que tem por jurados consumidores visitantes do evento e enófilos. A iniciativa, sujeita a inscrição, com um limite máximo de 30 pessoas, vai decorrer na manhã do dia 1 de maio, feriado, e é da responsabilidade da Confraria do Enófilos do Alentejo. A concurso vão estar vinhos de cerca de três dezenas de produtores presentes na Ovibeja. Os prémios serão atribuídos ao melhor branco, melhor tinto e melhor rosé, que serão entregues na tarde de sábado, dia 2, a seguir ao colóquio sobre “Vinho à Prova, da responsabilidade da ACOS com a colaboração da Associação Municípios Portugueses do Vinho.
“Vinho à Prova” é o tema principal desta edição da Ovibeja, que é também tema do colóquio que vai refletir sobre oportunidades dos mercados dos vinhos, consumo de vinho, enoturismo. O Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, já confirmou a sua presença no encerramento deste espaço de debate.
Colóquio e entrega dos prémios do 15º Concurso Internacional de Azeite Virgem
Também com provas diárias abertas aos visitantes vão estar os azeites premiados pelo Júri do 15º Concurso Internacional de Azeite Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja. O Júri, presidido por José Gouveia, especialista mundial em azeites, avaliou cerca de 120 azeites das categorias Frutado Verde Intenso, Frutado Verde Médio, Frutado Verde Ligeiro, Frutado Maduro e Azeites do Hemisfério Sul, provenientes de 12 países. É essa diversidade que pode ser provada no decorrer da Ovibeja.
A entrega dos prémios vai realizar-se em cerimónia a decorrer na manhã de 2 de maio, a seguir ao colóquio sobre “A Neutralidade Carbónica do Setor do Azeite”, da responsabilidade da ACOS, que vai ser encerrado pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
A 42ª Ovibeja, que aguarda a presença de mais de 100 mil visitantes, é organizada pela ACOS – Associação de Agricultores do Sul.
A campanha do “Laço Azul”, promovida no âmbito do Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, é assinalada ao longo deste mês de abril em todo o país, para alertar a comunidade para a importância da proteção das crianças, promovendo a sensibilização para os seus direitos e para a prevenção de situações de violência ou negligência.
A prevenção dos maus-tratos na infância é uma responsabilidade de todos: profissionais de saúde, famílias e comunidade. A verdade é que, de acordo com a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), os casos de violência e maus-tratos de crianças e jovens têm vindo a aumentar consistentemente desde 2020, indicando uma maior deteção de situações de risco. Em 2024, as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) receberam quase 60 mil comunicações de perigo. Há dez anos, não chegavam às 40 mil.
Dizendo que os números são “inegáveis” e que os casos de maus-tratos ocorrem, “sobretudo, nas famílias”, a psicopedagoga Fátima Duarte, da Equipa Técnica Operativa da CNPDPCJ, garante que são cada vez mais as crianças e jovens a serem vítimas de maus-tratos, de acordo com os dados disponibilizados. “Mas essa é só a ponta do iceberg, porque há muitas crianças e jovens a serem vítimas que nós não sabemos, porque ainda não foram sinalizados”, garante.
Muitas das crianças que são vítimas de maus-tratos acabam por ter o seu comportamento “condicionado”, pelo que a especialista apela à atenção de todos para se conseguir identificar determinados comportamentos, marcas físicas ou até “determinadas relações que as crianças estabelecem umas com as outras, ou com adultos, que não são normais, e que podem ser indicadores de que estão a ser vítimas”. “Quem não sabe, pode entender isso como sendo malcriadas ou agressivas, mas há muitas crianças que são vítimas de maus-tratos e, como não conseguem lidar internamente com isso, porque isso vai deixar marcas, o seu comportamento fica condicionado”, acrescenta.
Por outro lado, a psicopedagoga garante que sinalizar uma criança ou jovem à CPCJ não é sinónimo de “arranjar problemas”: “quando sinalizamos significa que estamos preocupados com aquela criança, com aquele jovem e que o queremos proteger”. “Não é contra a família, mas é a favor da criança. Porque quando há um conflito de interesses, nós temos que colocar as crianças num plano superior”, assegura.
Fátima Duarte defende ainda que quanto mais tempo a criança ou jovem, que é vítima de maus-tratos pela própria família, continuar a viver naquele ambiente, “mais vai normalizar a violência como algo habitual”. De vítima a agressor é apenas um passo: “muitos daqueles jovens, rapazes e raparigas, que foram vítimas de maus-tratos, agora reagem de forma violenta, porque internalizaram nos seus modelos”.
Todas as crianças merecem crescer em segurança, com amor, respeito e proteção, sendo que a prevenção começa em cada pessoa. O apelo desta campanha de abril, Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância, é claro: se suspeitar de uma situação de risco, não ignore. Comunique às autoridades.
No programa “Ambiente em FM”, José Janela abordou a interconexão entre a crise energética, as alterações climáticas e a segurança global, com base em análises recentes da ONU e do jornal Le Monde. O debate sublinhou que a atual dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo e o gás, não é apenas o motor da crise climática, mas também um foco de instabilidade económica e política. Esta vulnerabilidade demonstra que a transição energética é, agora mais do que nunca, uma questão de sobrevivência ambiental e de equilíbrio internacional.
De acordo com as Nações Unidas, a insistência neste modelo energético está a comprometer a segurança nacional e a soberania de vários países, com especial impacto na Europa. A dependência de importações de energia fóssil deixa as nações expostas à volatilidade de preços e a crises geopolíticas imprevistas. A principal mensagem do programa destaca que o clima e a segurança são faces da mesma moeda, reforçando a urgência de uma transição para fontes renováveis que garanta, simultaneamente, a proteção do planeta e a autonomia estratégica dos estados.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
O Município de Elvas continua a apostar na melhoria da limpeza urbana e na manutenção dos espaços públicos, reforçando os meios ao serviço das equipas operacionais com a utilização de um aspirador de folhas e resíduos, uma ferramenta que permite maior precisão, rapidez e eficiência na execução dos trabalhos.
Este equipamento vem facilitar significativamente as intervenções diárias de limpeza, sobretudo em zonas de difícil acesso, como passeios, bermas, jardins, praças e outros espaços públicos onde a remoção de resíduos exige maior detalhe e cuidado. A sua utilização permite uma recolha mais eficaz de folhas, poeiras, pequenos detritos e outros resíduos, contribuindo para uma imagem urbana mais cuidada e agradável para todos.
Além de melhorar a eficácia dos serviços, o novo aspirador representa também um importante apoio para os trabalhadores, tornando as operações mais rápidas e menos exigentes do ponto de vista físico, o que se traduz numa maior produtividade e melhor capacidade de resposta.
Paralelamente, estão também a ser realizados trabalhos de arranjo e manutenção das plataformas dos contentores subterrâneos, com o objetivo de melhorar as condições de utilização destes equipamentos e garantir maior segurança, higiene e funcionalidade para os munícipes.
Estas intervenções incluem a reparação e requalificação das áreas envolventes, assegurando melhores acessos, maior limpeza e uma utilização mais cómoda por parte da população.
Com estas ações, o Município reforça o seu compromisso com a valorização do espaço público, a promoção da qualidade de vida e a manutenção de um concelho mais limpo, organizado e funcional.
O ArtJazz Festival de Elvas está de regresso ao Auditório São Mateus, de 30 de abril a 2 de maio. O evento, já na sua 11.ª edição, apresenta grandes novidades, com nomes consagrados, mas também uma jovem promessa do panorama jazzístico nacional e internacional.
O festival, que teve a sua primeira edição em 2013, tal como recorda o diretor artístico do evento, Jorge Goes, conheceu algumas interrupções “devido à Covid, mas também a situações de governabilidade da Câmara Municipal, que cortou e passou o festival para um formato bienal”. “Agora voltámos, graças a Deus, ao festival anual, o que faz muita falta, porque a cultura é uma das bases principais da humanidade e não se pode cortar”, acrescenta.
O festival arranca “com chave de ouro”, a 30 de abril, com “um grande nome do panorama artístico português”: Rão Kyao. “É dos artistas mais internacionais que temos em Portugal. Começou pelo saxofone, mas depois dedicou-se às flautas de bambu”, recorda Jorge Goes.
Com 40 anos de carreira, Rão Kyao apresenta-se no ArtJazz Festival em quarteto, afirmando uma ligação ao jazz que atravessa todo o seu percurso artístico: desde “Malpertuis”, obra fundadora do jazz em Portugal, até às múltiplas expressões contemporâneas da sua música. O jazz surge, assim, como território permanente da sua linguagem. Na flauta, amplia uma escrita musical marcada pela elegância, liberdade e escuta atenta, num concerto vivido plenamente no presente.
Acompanham Rão Kyao neste espetáculo Renato Silva Júnior no piano, Ruca Rebordão na percussão e André Sousa Machado na bateria.
Rão Kyao
Segue-se, no dia 1 de maio, um concerto do músico e compositor André Pizarro Pepe, uma das maiores promessas do contrabaixo em Portugal. Neste espetáculo, onde dará a conhecer o seu mais recente disco original, “Sons Rupestres”, o artista não fará apenas do contrabaixo um instrumento convencional, explorando-o também como instrumento de percussão.
Originalmente concebido como um diálogo minimalista entre contrabaixo e guitarra, este concerto propõe uma viagem por sonoridades orgânicas e telúricas, onde o silêncio e a textura têm tanto peso quanto a melodia.
Ao lado do contrabaixo de André Pizarro Pepe, a guitarra acústica de Francisco Neves assegura o suporte harmónico-melódico e a cumplicidade estética que define a génese de “Sons Rupestres”. Para este concerto em Elvas, o duo expande o seu universo sonoro com a participação de um convidado especial: o saxofonista Desidério Lázaro.
André Pizarro Pepe
Caberá, no dia 2 de maio, ao multifacetado e premiado guitarrista espanhol Javier Alcántara, acompanhado pela sua Short Stories Band, em formato de sexteto, encerrar esta 11.ª edição do ArtJazz Festival.
Dando conta de que, para além de guitarrista, Javier Alcántara é “também compositor, produtor e musicoterapeuta”, o diretor artístico adianta que o espetáculo promete ser bastante interativo: “vai ser um espetáculo muito interativo em palco, com dois teclados e uma verdadeira conversa musical entre todos os músicos”.
Neste espetáculo, Javier Alcántara será acompanhado por Narci González no saxofone tenor, Pablo Romero no piano e teclados, Pedro Calero nos teclados e samplers, Enrique Tejado no contrabaixo e Pepín Muñoz na bateria.
Javier Alcántara
Os três espetáculos têm início às 21h30. Os bilhetes, com um custo de cinco euros, podem ser adquiridos na Ticketline ou meia hora antes dos concertos, no Auditório São Mateus.
A entrevista completa a Jorge Goes sobre este 11º ArtJazz Festival de Elvas para ouvir no podcast abaixo:
A Quinta dos Pavões, em Campo Maior, será ponto de encontro entre sabores e tradições, na primeira edição da “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest”, evento que apresentará ao público mais de 30 propostas gastronómicas e que contará com a participação de oito chefs, entre sexta-feira e domingo, de 1 a 3 de maio.
Foi à mesa, com “boa comida e umas guitarras”, entre amigos, que Vítor Canhão, proprietário da Quinta dos Pavões, teve a ideia de organizar este evento. “Como tenho a estrutura, tenho o conhecimento e tenho uma grande paixão pela gastronomia do Alentejo, pensei em fazer um festival gastronómico, em que se juntasse boa comida, uma boa mesa e uma boa guitarra para desfrutarmos”, começa por explicar o mentor do evento.
Com Espanha logo ali ao lado, e tendo em conta a boa gastronomia dos dois lados da fronteira, o evento, com um vertente ibérica, dará destaque tanto às mais diversas iguarias portuguesas como espanholas. “Vamos ter o bom presunto Pata Negra, vamos ter o bom chouriço, o bom paio e vamos ter as nossas sopas de cação, o cozido de grão, vamos ter o ensopado de borrego. Vamos ter tudo do melhor para receber bem e para que os nossos visitantes saiam daqui deliciados”, diz Vítor Canho.
No evento, participam, para além de outros cozinheiros convidados, quatro chefs portugueses e quatro espanhóis. Entre as presenças já confirmadas estão as dos chefs Carlos Matos, Manuel Garcia, Christina Sá Marquez, Ricardo Elvas, Padilla e Fernando Estudillo.
Para além da oferta gastronómica, o evento faz-se também de música ao vivo, com destaque para as tradições locais, como as Saias de Campo Maior, as Roncas de Elvas e as Pedrinhas de Arronches. No evento participam também diferentes produtores locais com stands.
Permitir que as pessoas possam desfrutar, entre amigos, de boa comida, ao som de boa música, é o grande objetivo do evento, que abre portas, na sexta-feira, 1 de maio, ao meio-dia, uma hora depois da sessão de inauguração, com a presença de João Manuel Nabeiro e a esposa, Amélia Nabeiro, como “convidados de honra”.
“Vamos ter parque de estacionamento para toda a gente e podem comprar o bilhete, através das nossas plataformas digitais, ou no dia, porque também vamos lá ter bilheteira”, diz ainda Vítor Canhão.
O evento vai funcionar, nos três dias, entre o meio-dia e as 22 horas. O preço dos bilhetes é de 40 euros por dia, se comprados previamente (aqui). Adquiridos no local, acrescem cinco euros. Crianças até aos 12 anos não pagam.
A entrevista completa a Vítor Canhão sobre a “Mesa Ibérica – Chefs Gastro Fest” para ouvir no podcast abaixo:
Professores, alunos e funcionários da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE) do Politécnico de Portalegre mobilizaram-se para assinalar o Dia Mundial da Cannabis (20 de abril), uma planta cujo registo de uso para fins medicinais data de 2700 a.C. para tratamento de várias doenças, entre as quais se incluíam a epilepsia e as convulsões.
Esta iniciativa partiu da Coordenação e dos alunos do Curso Técnico Superior Profissional em Tecnologias de Produção e Processamento em Cannabis sativa, um curso inteiramente dedicado ao estudo da planta e que é único em Portugal e na Europa. Ministrado na ESBE e em Campo Maior, é o resultado de uma parceria com a MHI Cultivo Medicinal S.A., permitindo aos alunos usufruírem de uma componente prática elevada em que 70% da carga letiva é lecionada diretamente nas estufas de produção de Cannabis sativa desta empresa.
A folha de Cannabis “humana” visou destacar a importância de uma planta, nem sempre vista de forma positiva, mas cuja produção e processamento para fins medicinais tem mostrado benefícios muito relevantes no tratamento de sintomas de doenças autoimunes, oncológicas, do foro neurológico, psiquiátrico e degenerativas.
Breve nota sobre o CTeSP em Tecnologias de Produção e Processamento de Cannabis Sativa
Desenvolvido para formar profissionais altamente qualificados, o curso capacita os alunos a dominar todas as etapas do ciclo de produção e transformação da Cannabis sativa em estufa, indoor e outdoor, bem como o processamento e controlo de qualidade dos produtos finais.
Com um foco inovador, a formação propicia o uso de tecnologias avançadas, automação, monitorização ambiental e técnicas de propagação e cultura de tecidos, proporcionando uma experiência prática imersiva e alinhada com as melhores práticas do setor.
Num mercado onde a produção de Cannabis medicinal exige rigorosas medidas de segurança e qualidade, o curso observará os padrões GACP e GMP. Os alunos aprendem a implementar estes protocolos em ambientes controlados, garantindo a conformidade com as normas regulamentares nacionais e internacionais. Esta abordagem assegura que o produto final atenda aos elevados padrões exigidos pela indústria e pelas entidades reguladoras, promovendo uma produção segura, sustentável e rastreável. A colaboração com a MHI é um pilar fundamental desta iniciativa. A empresa disponibilizou uma estufa de última geração, dividida em áreas especializadas para cultivo em estufa e indoor, propagação, processamento e investigação, permitindo aos alunos experienciar os conceitos aprendidos em sala de aula.
Um dos mais relevantes festivais de fado do país está de regresso a Estremoz, para aquela que será a sua quinta edição, a decorrer de 3 de maio a 13 de junho. Com direção artística de José Gonçalez, e promovido pela Câmara Municipal, o evento volta a apresentar três grandes espetáculos na cidade, mantendo a sua itinerância por todo o concelho ao longo de mês e meio.
Explicando que o evento mantém a “matriz” das edições passadas, o presidente da Câmara de Estremoz, José Daniel Sádio, começa por recordar o desafio que foi lançado pela autarquia a José Gonçalez, aquando da edição de estreia do evento: “o desafio que lançámos ao estremocense José Gonçalez, logo no primeiro ano, foi o de termos aqui um festival de fado de referência no país e, passo a passo, é isso que tem sido conseguido”.
O festival arranca no último dia da FIAPE, a 3 de maio, com o já tradicional “Dia dos Amadores”, com aqueles que gostam de cantar fado a terem oportunidade de subir ao palco, para o fazer, acompanhados por músicos profissionais.
Desta feita, e no que diz respeito aos espetáculos “maiores”, o festival conta com a atuação de Raquel Tavares a 9 de maio, a gravação ao vivo de “Em Casa d’Amália” no dia 6 de junho, e o espetáculo “A Nossa Guerra”, de Jorge Fernando e Fábia Rebordão, no dia 13 de junho.
Nos espetáculos promovidos nas diferentes freguesias de Estremoz, ao longo do festival, vão atuar João Caldeira, José Geadas, Pedro Calado, Maritina, José Gonçalez, Miguel Moura, José Leal, Miguel Ramos e Silvino Sardo.
Para José Daniel Sádio este é um “cartaz de excelência, com concertos que irão colocar Estremoz e o fado no panorama nacional durante os meses de maio e junho”.
Todos os espetáculos do Festival de Fado de Estremoz contam com entrada gratuita.