O Politécnico de Portalegre integra o projeto CIBERRAIA. A participação da instituição é assegurada pelo Professor Secundino Marques Lopes, enquanto investigador responsável. Liderado pela Junta de Extremadura, o projeto reúne um conjunto alargado de parceiros de Portugal e Espanha, com o objetivo de reforçar a segurança no ciberespaço na região EUROACE.
O projeto CIBERRAIA pretende potenciar os benefícios da digitalização, promovendo uma sociedade mais cibersegura. Para isso, aposta no reforço da cooperação institucional no combate à cibercriminalidade, na criação de uma rede transfronteiriça de investigação de apoio às forças de segurança e no desenvolvimento de um setor empresarial dedicado à cibersegurança.
CIBERRAIA – Promoção de um ambiente ciberseguro transfronteiriço no espaço POCTEP, é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional – FEDER, através do Programa Interreg VI A España – Portugal (POCTEP) 2021-2027 com um apoio financeiro de 1.489.574,67€, sendo o montante de investimento elegível global de 1.986.099,56€, cabendo ao Instituto Politécnico de Portalegre um investimento de 149.450,00€. O término deste projeto está agendado para 30 de junho de 2028.
A Biblioteca Municipal de Elvas Dra. Elsa Grilo recebe, no próximo dia 14 de junho, pelas 14h00, um Workshop de Paleografia, orientado pela Dra. Ana Pereira Ferreira.
A iniciativa pretende proporcionar aos participantes uma abordagem prática e introdutória à paleografia, ciência dedicada ao estudo e interpretação de manuscritos antigos, permitindo conhecer melhor documentos históricos e compreender a evolução da escrita ao longo dos séculos.
O workshop dirige-se a todos os interessados pela história, património documental, investigação e cultura, constituindo uma oportunidade de contacto direto com técnicas de leitura e interpretação de textos antigos.
As inscrições decorrem até ao dia 10 de junho e estão limitadas a 12 participantes, podendo ser efetuadas através do email nuno.costa@cm-elvas.pt ou presencialmente na receção da Biblioteca Municipal.
Com esta iniciativa, o Município de Elvas reforça a aposta na valorização do património histórico e documental, promovendo atividades culturais e formativas que aproximam a comunidade do conhecimento e da preservação da memória coletiva.
A Queima das Fitas de Évora vai decorrer entre 1 e 6 de junho e terá, este ano, uma duração mais curta. A organização decidiu reduzir o número de noites da semana académica de nove para seis, numa medida que pretende responder tanto a preocupações financeiras como ao impacto do evento na cidade.
A informação foi avançada pela presidente da Associação Académica da Universidade de Évora, Ana Beatriz Calado, que explicou que a decisão resulta de uma reflexão feita pela estrutura estudantil. “Houve uma redução das noites, que normalmente eram de nove noites e passaram para seis noites, numa ótica também de sabermos que não queremos prejudicar a cidade”, afirmou.
Segundo a dirigente académica, a mudança surge igualmente por razões económicas, numa tentativa de garantir maior sustentabilidade ao evento. “Quisemos diminuir os dias também por uma questão financeira, para entendermos se finalmente conseguimos ter uma Queima que possa dar lucro em vez de prejuízo”, acrescentou.
A presidente da associação académica sublinhou ainda que o impacto da Queima das Fitas em Évora deve ser encarado de forma cada vez mais positiva, defendendo uma maior integração entre estudantes e população local. “A Queima das Fitas tem um impacto muito grande na cidade e cada vez mais eu acho que passa a ser positivo e não negativo.”
A responsável recordou também o peso histórico da iniciativa, que se realiza desde 1980 e apenas foi interrompida durante a pandemia da Covid-19. “Contaremos este ano com a 45.ª edição desta festividade e só parou mesmo em 2020 e 2021.”
Entre os momentos mais marcantes da edição deste ano estará o dia 6 de junho, data tradicionalmente associada à cerimónia da Queima das Fitas e ao encerramento do percurso académico dos finalistas. “O dia 6 será sempre o dia mais marcante da Queima das Fitas”, referiu Ana Beatriz Calado. “É o terminar de um percurso dos estudantes que são finalistas.”
Além da semana académica, a presidente da associação abordou também algumas das principais preocupações dos estudantes destacando o problema do alojamento estudantil como um dos maiores desafios atuais do ensino superior: “o mais difícil atualmente do ensino superior é obviamente o alojamento estudantil, continua a ser uma batalha muito grande.”
A dirigente estudantil defendeu ainda a necessidade de criação de uma nova residência universitária em Évora. “Queremos obviamente uma residência nova, porque a verdade é que já há muitos anos que nós fazemos esse pedido e que ele ainda não chegou.”
O cartaz musical da Queima das Fitas de Évora 2026 inclui nomes como Rosinha, Papillon, Wet Bed Gang, Deejay Telio, Dillaz e DJ Pablu, artistas que vão marcar as várias noites da semana académica e que prometem atrair milhares de estudantes ao recinto da festa.
O Comando Territorial de Portalegre da GNR, através do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas, deteve ontem, 26 de maio, um homem de 65 anos e uma mulher de 43 anos, ambos de nacionalidade portuguesa, por suspeitas da prática dos crimes de violência doméstica e escravidão, no concelho de Avis.
Segundo a GNR, no decorrer da investigação foram realizadas diversas diligências policiais que permitiram apurar que os suspeitos exerciam violência psicológica e física sobre a vítima, um homem de 61 anos que se encontrava à guarda do casal.
Na sequência da operação, os militares deram cumprimento a dois mandados de detenção fora de flagrante delito.
Os detidos foram posteriormente presentes ao Tribunal Judicial de Fronteira, onde lhes foram aplicadas várias medidas de coação, entre as quais Termo de Identidade e Residência, proibição de contactos com a vítima e testemunhas do processo, bem como a proibição de se aproximarem da residência da vítima num raio de 200 metros.
O tribunal determinou ainda apresentações semanais dos arguidos no posto ou esquadra policial da área de residência.
A ação contou com o reforço do Núcleo de Apoio Operativo (NAO).
Encontra-se aberto, no âmbito do Programa Regional do Alentejo 2030, o aviso de concurso que visa apoiar Parcerias para a Inovação Social, com foco exclusivo em projetos na área da Saúde. Com uma dotação de 900 mil euros, financiada pelo Fundo Social Europeu (FSE+) e uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%, este aviso pretende impulsionar o desenvolvimento de soluções inovadoras que respondam a desafios sociais concretos no território do Alentejo.
No âmbito deste aviso, apenas são elegíveis candidaturas no domínio da Saúde, nas seguintes áreas prioritárias:
Saúde mental comunitária;
Saúde mental de crianças e jovens, incluindo intervenção em perturbações aditivas (consumos de álcool, drogas, dependência digital e perturbações alimentares);
Apoio a adultos em situação de demência;
Soluções que reduzam a pressão sobre os serviços de urgência do SNS, nomeadamente dirigidas a pessoas institucionalizadas ou em domicílio sem suporte familiar;
Apoio a cuidadores informais de pessoas com doença crónica;
Saúde das populações migrantes, incluindo mediação intercultural, literacia em saúde e melhoria do acesso aos cuidados.
O concurso destina-se a apoiar o desenvolvimento e crescimento de Iniciativas de Inovação e Empreendedorismo Social (IIES) com elevado potencial de impacto, baseadas em soluções inovadoras, como produtos, plataformas ou serviços, sustentadas por um Plano de Desenvolvimento e com cofinanciamento de investidores sociais. Podem candidatar-se entidades privadas e entidades da economia social, nomeadamente: Cooperativas; Associações mutualistas; Misericórdias; Fundações; Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS); Associações; Entidades dos subsetores comunitário e autogestionário.
As candidaturas decorrem até ao dia 30 de junho de 2026.
Monforte prepara-se para um fim de semana de grande animação com mais uma edição do Remember Monforfeira, mas já na noite desta quinta-feira, 28 de maio, a Praça da República da vila será palco da gravação do programa “Terra Nossa”, conduzido por César Mourão.
Considerando que esta gravação ao vivo do programa da SIC representa uma oportunidade importante para a promoção do concelho e para dinamizar a vida social da população, o presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, defende ser fundamental apostar em iniciativas culturais e de lazer que aproximem as pessoas.
“Nem só de pão vive o homem. Estamos numa fase de muito investimento, muitas candidaturas e muita obra física em todas as freguesias, mas temos também de pensar na satisfação das populações. Precisamos de trazer as pessoas para a rua e de lhes dar mais alguma coisa para além da obra física”, afirma.
Miguel Rasquinho sublinha ainda o impacto mediático associado ao programa da SIC, destacando a sua popularidade junto do público e a capacidade de divulgação do território. “O programa Terra Nossa tem uma audiência enorme e uma grande aceitação por parte do público. Para além da satisfação de recebermos a televisão, é também uma forma de divulgar e promover o concelho de Monforte, a nossa cultura e as pessoas que fazem a marca do concelho”, acrescenta.
A gravação do programa está marcada para as 21h00, sendo dirigida a maiores de 16 anos. A autarquia alerta, contudo, que por motivos de logística da produção televisiva, não será permitida a entrada no recinto, a todos quantos se inscreveram para participar, após as 20h30. Durante o espetáculo será também proibido fotografar ou filmar.
O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) vai reabilitar a antiga Escola Básica 2,3 de Santa Luzia, em Elvas, para aí instalar as novas e ampliadas valências da Escola Superior de Biociências de Elvas (ESBE). A garantia surge após o Conselho de Ministros ter aprovado uma resolução que autoriza a instituição a assumir encargos até 5,7 milhões de euros.
A decisão do Governo vai permitir ao IPP avançar com a requalificação total do edifício, cedido em 2024 pela Câmara Municipal de Elvas através de um contrato de comodato válido por 50 anos. O objetivo passa por converter o espaço num campus moderno, expandindo a oferta formativa nas áreas das biociências, ciências veterinárias e desporto, promovendo a fixação de jovens qualificados no Alentejo.
Em declarações exclusivas à Rádio Elvas, o presidente do IPP, Luís Loures, confirmou que o processo entra agora numa nova fase. “Vamos avançar seguramente. Estamos a lançar o procedimento. Estávamos a aguardar a autorização do Conselho de Ministros. O projeto estava financiado, tem um financiamento de cerca de 60% e o resto são receitas próprias do Instituto. Mas a verdade é que demorou um bocadinho até ter essa autorização. Agora com a autorização é lançar o procedimento”, congratulou-se o responsável.
O investimento de 5,7 milhões de euros será assegurado em 40% por receitas próprias da instituição e a restante verba por fundos comunitários. O próximo passo burocrático será o crivo do regulador: “Esperemos também que o Tribunal de Contas seja rápido a emitir o visto prévio e a partir daí é avançar para a obra.”
Falta de espaço trava crescimento da ESBE
A urgência da obra justifica-se pelo crescimento acentuado da população estudantil em Elvas. Atualmente, o edifício original da ESBE (antigo Quartel do Trem) acolhe mais de 600 alunos, apesar de ter sido projetado para apenas 250. Esta limitação física tem travado a expansão da instituição.
“Nós queremos muito que 2027/2028 marque o arranque destas novas instalações da ESBE, que é fundamental”, aponta Luís Loures, acrescentando que o espaço é a chave para o desenvolvimento do interior. “Falamos muito da capacidade de atrair pessoas para o interior, falamos muito na necessidade de atração de talento e fixação de talento, e nós estamos numa situação em que temos potencial de crescer e não estamos a crescer porque não temos espaço.”
O presidente do Politécnico de Portalegre defende que a região não pode perder os seus quadros por falta de condições logísticas nas instituições de ensino. “É muito importante que os nossos jovens não tenham que sair da região porque nós não conseguimos abrir a oferta formativa em quantidade e diversidade necessárias para que eles possam cá ficar. Por isso nós estamos a trabalhar nesse sentido e estou certo que teremos o contributo de todos para que isso seja uma realidade”, concluiu.
Não houve totalistas no sorteio do Euromilhões de ontem, 26 de maio, pelo que, na próxima sexta-feira, dia 29, estará em jogo um “jackpot” de 129 milhões de euros.
O segundo prémio, no valor de mais de 620 mil euros, saiu a um único apostador no estrangeiro. Já o terceiro prémio, de cerca de 73 mil euros, foi atribuído a dois jogadores, também com apostas registadas fora de Portugal.
Em Portugal, o melhor prémio foi o quinto, no valor de 144 euros, conquistado por 37 apostadores.
A chave vencedora do sorteio era composta pelos números 6, 23, 25, 35 e 37 e pelas estrelas 6 e 12.
A Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) viu aprovada a candidatura “Formação e Capacitação da Administração Pública no Alto Alentejo”, no âmbito do Programa Regional Alentejo 2030, cofinanciado pela União Europeia. A operação representa um investimento global de cerca de 381 mil euros e permitirá implementar um abrangente Plano de Formação Intermunicipal, dirigido aos trabalhadores da Administração Pública Local dos 15 municípios do Alto Alentejo, reforçando a qualificação dos recursos humanos, a modernização administrativa e a melhoria dos serviços prestados às populações.
O projeto contempla a realização de 151 ações de formação, distribuídas por 58 cursos e 9 áreas temáticas estratégicas, abrangendo matérias fundamentais para os desafios atuais da Administração Pública, como competências digitais, inteligência artificial, cibersegurança, sustentabilidade ambiental, liderança, contratação pública, proteção de dados, saúde ocupacional e primeiros socorros. A candidatura prevê envolver cerca de 1195 trabalhadores da Administração Pública Local, promovendo o desenvolvimento de competências técnicas e transversais essenciais para responder às exigências da transformação digital, da inovação organizacional e da prestação de serviços públicos mais eficientes, acessíveis e próximos dos cidadãos.
A operação abrange os municípios de Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Marvão, Monforte, Nisa, Ponte de Sor, Portalegre e Sousel, consolidando a cooperação intermunicipal e valorizando os recursos humanos enquanto fator estratégico para o desenvolvimento do território.
Com este investimento, a CIMAA reforça a sua aposta na capacitação das entidades públicas locais, contribuindo para uma Administração Pública mais preparada, inovadora, sustentável e orientada para as necessidades das comunidades do Alto Alentejo.
O autor campomaiorense José Manuel Soutino apresenta o seu terceiro livro de poemas, “O Caminho das Palavras”, no próximo sábado, dia 30 de maio, em Campo Maior.
A sessão de apresentação terá lugar no Centro Cultural de Campo Maior, pelas 17 horas.