O coche em que foi morto o Rei D. Carlos, vai deixar o Museu dos Coches, em Belém, para ser deslocado para o Paço Ducal de Vila Viçosa, onde vai ficar durante um ano.
Esta mudança resulta de um protocolo celebrado, em abril do ano passado, entre a Fundação Casa de Bragança e a Secretaria de Estado da Cultura que prevê, que o landau passe a andar em itinerância anual entre o Museu Nacional dos Coches, em Belém, e o Paço Ducal de Vila Viçosa.
Os especialistas não concordam com a deslocação do coche para Vila Viçosa pois consideram que há falta de condições técnicas no paço ducal calipolense para assegurar a conservação do bem.
Na origem desta polémica está um protocolo assinado em abril de 2015 entre o então presidente da Fundação Casa de Bragança, Marcelo Rebelo de Sousa, e a Secretaria de Estado da Cultura, que prevê que Vila Viçosa fique com o landau ano sim, ano não. O documento assinado permitiu ainda que o Paço Ducal passasse a ser responsável por cerca de 80 coches do museu.
A diretora do palácio de Vila Viçosa, Maria de Jesus Monge, afirma que: “o landau esteve em Vila Viçosa desde os anos 80 até 2008, altura em que foi levado para Lisboa, para as comemorações do centenário do regicídio” e que “deveria ter voltado três meses depois para vila Viçosa”, o que não aconteceu.
O Landau do Regicídio, que pertence à colecção do Palácio Nacional da Ajuda, ficou desde então no Museu Nacional dos Coches e foi o primeiro coche a ser mudado das instalações do antigo picadeiro para o novo edifício do Museu Nacional dos Coches, em Belém.
Para Maria de Jesus Monge, “é uma mais-valia para o Paço ter o landau do regicídio em exposição em Vila Viçosa”.


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