O Município de Campo Maior renovou, esta terça-feira, dia 20 de outubro, os contratos interadministrativos de delegação de competências com as três Juntas de Freguesia do concelho.
Estes acordos têm como objetivo reforçar a capacidade de resposta das Juntas de Freguesia, contribuindo para a melhoria dos serviços prestados à população e para uma gestão mais próxima dos cidadãos.
Os contratos foram assinados por Luís Rosinha, presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, e por Anselmina Caldeirão, Hugo Rodrigo e Florival Cirilo, presidentes das Juntas de Freguesia de São João Baptista, de Nossa Senhora da Expectação e de Nossa Senhora da Graça dos Degolados, respetivamente.
A Câmara Municipal de Elvas aumentou em 25 euros o valor mensal das bolsas de estudo destinadas aos estudantes do Ensino Superior, que passam a ser de 175 euros por mês, durante dez meses, num apoio total de 1.750 euros por ano letivo.
As candidaturas às bolsas de estudo estão a decorrer até 31 de outubro, sendo o apoio destinado aos estudantes que cumpram os critérios definidos pelo Município.
Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, embora o regulamento municipal preveja a atribuição de 50 bolsas de estudo por ano, na prática, o Município atribui mais de 200 bolsas anualmente.
“Todas as pessoas que cumpram os requisitos para a atribuição da bolsa não ficam sem apoio por limitação do número de bolsas por parte da Câmara”, explicou o autarca, sublinhando a importância de os estudantes elegíveis apresentarem candidatura.
Nuno Mocinha destaca ainda o reforço financeiro do apoio, com o aumento de 25 euros mensais, considerando que se trata de “uma ajuda substancial por parte da Câmara”. O objetivo é contribuir para o sucesso académico dos estudantes do concelho.
O vice-presidente aproveitou também para desejar um bom ano letivo a todos os alunos do Ensino Superior.
Para beneficiar das bolsas de estudo, os candidatos devem cumprir os seguintes requisitos: residir no concelho de Elvas; ter idade igual ou inferior a 25 anos; estar matriculado num estabelecimento de Ensino Superior; ter aproveitamento escolar no ano letivo anterior; e ter um rendimento anual do agregado familiar, per capita, que não ultrapasse os 12.353,99 euros.
Os interessados devem formalizar a candidatura no Balcão Único do Município de Elvas ou através do Balcão Virtual, até ao dia 31 de outubro.
A autarquia reforça, assim, o apoio aos jovens do concelho que prosseguem os seus estudos no Ensino Superior, procurando contribuir para a continuidade dos percursos académicos e para a igualdade de oportunidades no acesso à educação.
A Associação de Solidariedade Social Coração Delta promove, este fim de semana, dias 24 e 25 de outubro, a 13ª edição da campanha “É Tempo de Ajudar”, que decorrerá em 130 lojas Intermarché dos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora, Faro, Leiria, Lisboa, Portalegre, Setúbal e Santarém.
A iniciativa tem como propósito apoiar idosos em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a melhoria da sua qualidade de vida, através da recolha de produtos de higiene pessoal essenciais.
A campanha tem como parceiros as lojas Intermarché, o Corpo Nacional de Escutas e os municípios aderentes, responsáveis por sinalizar os beneficiários dos kits de higiene pessoal. Os escuteiros, por sua vez, apoiam a dinamização local da iniciativa, reforçando o espírito de entreajuda e proximidade.
A edição deste ano conta com a mobilização de 3000 voluntários — entre escuteiros do CNE, alunos das EIC das Corporações locais de Bombeiros, escoteiros da AEP e membros da comunidade local e do Grupo Nabeiro-Delta Cafés — que se juntam, uma vez mais, nas lojas Intermarché para dar continuidade a esta causa solidária.
Criada em 2015, a campanha “É Tempo de Ajudar” tem vindo a crescer e, desde a sua primeira edição, já permitiu a entrega de mais de 26 mil kits de higiene a idosos em situação de vulnerabilidade. O projeto, que começou com a participação de apenas 13 lojas nos distritos de Portalegre e Évora, está hoje presente em nove distritos do país e estreia-se agora no distrito de Lisboa.
Através da doação de produtos de higiene pessoal, como gel de banho, champô, pasta e escova de dentes, desodorizante ou creme hidratante, os clientes das lojas aderentes poderão contribuir para ajudar quem mais precisa. A campanha procura responder a necessidades básicas muitas vezes negligenciadas, promovendo a dignidade, o bem-estar e a qualidade de vida da população sénior.
Para a Associação Coração Delta, esta iniciativa reflete o compromisso contínuo do Grupo Nabeiro-Delta Cafés com a promoção da inclusão social e o desenvolvimento das comunidades, mobilizando parceiros, voluntários e cidadãos para ajudar quem mais precisa.
“Em Portugal, quase 20% da população idosa vive em situação de pobreza, e isso não pode ser tratado como inevitável. A campanha ‘É Tempo de Ajudar’ mobiliza voluntários, parceiros, municípios e comunidades locais para dar uma resposta concreta no dia a dia de quem mais precisa. Cada produto doado representa muito mais do que uma ajuda material: é um gesto de respeito, atenção e gratidão. Este compromisso com as comunidades foi um dos maiores legados do meu avô, Rui Nabeiro, e continua a orientar a ação da Associação Coração Delta. Com esta ação, mostramos que pequenos gestos podem fazer uma grande diferença, levando esperança, conforto e dignidade a quem mais precisa”, afirma Rita Nabeiro, presidente da direção da Associação Coração Delta.
A campanha “É tempo de Ajudar” tem o apoio da FINIECO, BARATA GARCIA, LIDERGRAF, STANDIGITAL, Ng5, BERMA, MR.PRINT E FIDELIDADE e pretende superar os resultados das edições anteriores, recolhendo mais produtos de higiene pessoal para apoiar a população sénior.
A Câmara Municipal de Campo Maior investiu mais de 1,4 milhões de euros, em 2026, na melhoria da rede viária sob a sua responsabilidade, com intervenções na estrada de ligação a Albuquerque, em Espanha, e na estrada da Figueira.
O balanço é feito por Luís Rosinha, presidente do município, que sublinha a importância destas obras para a segurança dos automobilistas e para o reforço das ligações transfronteiriças.
Na estrada de ligação a Albuquerque, foram concluídos os trabalhos de repavimentação de cerca de dois quilómetros, num investimento municipal de aproximadamente 250 mil euros. Para Luís Rosinha, esta intervenção demonstra a importância que o município atribui à ligação entre os dois lados da fronteira. “Isto diz muito daquilo que é a importância que o município de Campo Maior dá às ligações transfronteiriças”, salienta.
Uma das intervenções de maior dimensão decorreu na estrada da Figueira, onde o investimento ultrapassou os 1,2 milhões de euros. Os trabalhos incluíram o alargamento da via e a melhoria das condições de drenagem, com o objetivo de aumentar o conforto e a segurança de quem utiliza esta estrada.
Segundo o autarca, as melhorias destinam-se tanto aos campomaiorenses como aos cidadãos espanhóis que circulam naquela ligação. A intervenção procurou corrigir o traçado e melhorar as características da via, reforçando as condições de circulação.
Município quer obras na ER 371 em 2027
Além das intervenções já realizadas, Luís Rosinha destaca a necessidade de requalificar a Estrada Regional 371, apesar de esta via não estar sob responsabilidade direta da Câmara Municipal de Campo Maior.
O município tem mantido contactos frequentes com a Infraestruturas de Portugal para que a entidade possa avançar, já em 2027, com trabalhos de repavimentação no troço compreendido entre a primeira rotunda da variante de Campo Maior e a fronteira do Retiro.
O presidente da Câmara considera esta intervenção igualmente necessária para melhorar as ligações transfronteiriças, que assumem particular importância para a população do concelho.
A expectativa é que os contactos estabelecidos com a Infraestruturas de Portugal permitam concretizar a intervenção, dando continuidade ao esforço de melhoria das acessibilidades entre Campo Maior e Espanha.
O presidente do Município de Campo Maior, Luís Rosinha, esteve no Regimento de Cavalaria n.º 3 de Estremoz, esta terça-feira, dia 20 de outrubro, onde acompanhou um grupo de jovens campomaiorenses durante a sua participação nas atividades do Dia da Defesa Nacional.
Este é um dia de informação e formação sobre a defesa nacional, que pretende promover o sentido de responsabilidade cívica e dar a conhecer o papel das Forças Armadas e as opções de prestação do serviço militar.
Luís Rosinha foi acompanhado nesta visita pelo Comandante do Regimento, o Coronel Peralta Pimenta.
O executivo autárquico do Município de Arronches, representado pelo presidente João Crespo, pelo vice-presidente Paulo Furtado e pela vereadora Maria João Fernandes, aproveitou a manhã da passada sexta-feira, dia 16 de outubro, para visitar as obras municipais que se encontram atualmente a decorrer na área do concelho.
Assim, acompanhados pela chefe da Divisão de Obras, Ambiente e Serviços Urbanos, Dulce Bigares e pelos técnicos Ana Roque, Armindo Miranda e Eduardo Picado, os autarcas deslocaram-se aos espaços onde estão a decorrer a requalificação de espaço público junto à Rua General Humberto Delgado, a construção de muros de contenção e implantação da vedação de caráter definitivo junto à Ponte do Crato e à Rotunda dos Porcos, a execução de infraestruturas do Loteamento da Fonte de Elvas, a substituição das passagens hidráulicas em Esperança, a construção do Parque Ecológico em Esperança, a ampliação do Edifício da Antiga Escola de Esperança, a adaptação da antiga escola primária de Mosteiros para extensão de saúde e a reabilitação do sistema de açudes de Mosteiros.
Por outro lado, os membros do executivo solicitaram também alguma informação sobre as obras que em breve se irão iniciar, no caso, a requalificação da Zona Ribeirinha desde a Ponte do Crato à Ponte de Santa Maria, a construção de duas moradias na Rua General Humberto Delgado ou a reabilitação de dois fogos na Rua do Assumar.
Ainda no terreno, foram também visitados o jardim junto ao Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão do Centro de Bem-Estar Social de Arronches e o exterior das habitações recuperadas na Rua Almirante Cândido dos Reis, popularmente conhecida como Rua do Paço, obras que recentemente ficaram concluídas.
O Alentejo está a consolidar a sua posição como destino de turismo desportivo, através de um calendário de eventos que cruza diferentes modalidades com os recursos naturais, a identidade e a diversidade dos territórios. Nas próximas semanas, a região recebe iniciativas de dimensão nacional e internacional, que reforçam a sua capacidade de atrair visitantes, promover experiências diferenciadoras e contribuir para a redução da sazonalidade turística.
Depois da centésima edição do 6DAYS FIM Enduro of Nations, que decorreu de 12 a 17 de outubro, com centro operacional em Grândola e percursos pelo Alentejo Litoral, segue-se a 25 de outubro, em Ourique, o UCI Alentejo Gravel, integrado na UCI Gravel World Series. A prova de ciclismo, com percursos de diferentes distâncias, convida atletas e praticantes a descobrir o interior alentejano através de estradas de terra e caminhos rurais, associando a prática desportiva à descoberta da paisagem.
Entre 29 de outubro e 1 de novembro, a região recebe a 3.ª edição do Alentejo Walking Festival, que arranca em Gavião com uma programação dedicada à valorização dos percursos pedestres e à afirmação do Alentejo enquanto destino para quem procura descobrir o território através das caminhadas. O Alto Alentejo assume este ano um papel de destaque no início do programa, reforçando a visibilidade dos seus recursos naturais e paisagísticos e o potencial do pedestrianismo para dinamizar a atividade turística, promover a descoberta do património local e incentivar experiências de turismo ativo.
Também entre 30 de outubro e 1 de novembro, a Comporta recebe o Portugal Legends Championship, no Pinheirinho Golf Course. Integrada no Staysure Legends Tour, a competição marca a estreia deste circuito profissional de golfe sénior em Portugal, reunindo nomes de referência da modalidade e reforçando a projeção internacional do Alentejo enquanto destino de golfe. Para José Manuel Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, «o turismo desportivo é uma oportunidade estratégica para diversificar a oferta turística do Alentejo, valorizar os recursos de cada território e atrair novos públicos, nacionais e internacionais. Queremos que a região seja reconhecida não apenas pela sua identidade cultural, gastronomia e património, mas também pela capacidade de proporcionar experiências ativas e acolher eventos de diferentes dimensões. Esta aposta contribui para dinamizar as economias locais, gerar oportunidades para as empresas e promover uma distribuição mais equilibrada dos fluxos turísticos ao longo do ano».
O surf reforça a ligação entre desporto, litoral e novas gerações. A agenda desportiva inclui igualmente o Circuito Nacional de Surf Sub-18, que passa por Sines a 21 e 22 de novembro, depois da etapa realizada na Praia do Malhão, nos dias 10 e 11 de outubro. A iniciativa valoriza o potencial da costa alentejana para a prática de desportos de ondas e dá visibilidade ao território junto das novas gerações de atletas e das comunidades ligadas ao surf. A diversidade de modalidades e de geografias abrangidas por este calendário evidencia o potencial do Alentejo para desenvolver produtos turísticos complementares, desde o turismo de natureza e aventura ao ciclismo, surf e golfe. Mais do que acolher competições, a estratégia passa por transformar estes eventos em oportunidades de descoberta do destino, incentivando os participantes, acompanhantes e visitantes a prolongar a estadia e a usufruir da oferta de alojamento, restauração, cultura e experiências locais.
O Sistema de Bicicletas Partilhadas do Alto Alentejo, denominado CICLAA, começou a ser implementado na região, com a distribuição de 18 bicicletas elétricas por nove dos 15 municípios do distrito de Portalegre. Alter do Chão, Arronches, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Fronteira, Gavião, Ponte de Sor e Sousel são os concelhos que integram esta primeira fase da iniciativa.
Promovido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), no âmbito do Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável do Alto Alentejo (PAMUSAA), o projeto integra o programa europeu TRANSCOM_EUROACE e pretende contribuir para a promoção da mobilidade sustentável e para a transição energética na região EUROACE.
Cada um dos nove municípios conta, nesta fase inicial, com duas bicicletas elétricas, estando previsto o reforço da oferta com mais duas bicicletas por concelho, o que permitirá chegar a uma média de quatro bicicletas por município.
O presidente da CIMAA, Joaquim Diogo, acredita que o projeto poderá vir a conquistar a adesão dos restantes municípios do Alto Alentejo, que não integraram esta primeira fase por terem optado por modelos alternativos de mobilidade.
“Penso que é um projeto que vai contagiar os outros seis municípios, que, a princípio, não quiseram aderir porque tinham modelos alternativos”, afirma, admitindo a possibilidade de integrar essas soluções no CICLAA ou de alargar o próprio sistema a outros concelhos.
Para o responsável, trata-se de um modelo que “vem para ficar”, estando já nos planos da CIMAA procurar financiamento para instalar novas estações, tanto nas localidades abrangidas como em zonas próximas, de forma a reforçar as possibilidades de deslocação.
Joaquim Diogo sublinha que as bicicletas elétricas poderão ter uma utilização turística, mas também funcionar como alternativa para as deslocações quotidianas, nomeadamente no acesso a serviços.
“Vamos ver se nós conseguimos alargar um bocadinho esta dinâmica e aumentar também o número de oferta”, refere o presidente da CIMAA, defendendo que os habitantes do Alto Alentejo devem poder beneficiar de serviços de mobilidade semelhantes aos já existentes noutras cidades.
Com a implementação do CICLAA, a CIMAA pretende, assim, criar novas alternativas de transporte, incentivar a utilização de meios de deslocação mais sustentáveis e contribuir para uma mobilidade mais acessível na região.
“Espero que todos possam ciclar connosco”, conclui Joaquim Diogo.
O encontro literário ALERtejo regressa a Elvas, de 22 a 25 de outubro, para a sua terceira edição, com uma programação alargada a quatro dias, mais autores e novas atividades, incluindo iniciativas em diferentes escolas do concelho e uma Feira do Livro.
O encontro literário, coorganizado pelo Coletivo Artístico 7350 e pela Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, dedica este ano a sua programação ao feminino, dando destaque à mulher enquanto autora e protagonista da criação literária.
Elizabete Agostinho, uma das responsáveis pela organização do ALERtejo, considera que o evento dá este ano um passo importante no seu crescimento, quer ao nível da duração, quer da diversidade da programação. “Acho que fizemos um salto na escala do evento este ano”, afirma a diretora artística, explicando que, depois das duas primeiras edições, existia a vontade de levar o projeto “ao nível seguinte”, reforçando a riqueza e a diversidade das propostas apresentadas ao público.
Nesse sentido, a colaboração com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo permitiu alargar a iniciativa e consolidar a sua dimensão. “Estamos bastante orgulhosos da programação que conseguimos ter nesta terceira edição do ALERtejo”, sublinha.
ALERtejo vai às escolas para aproximar os mais novos da leitura
Uma das novidades desta edição é o alargamento da programação de três para quatro dias, com os dois primeiros dedicados também a atividades dirigidas à comunidade escolar. A organização pretende, assim, aproximar os mais jovens da literatura e incentivar hábitos de leitura numa fase da vida em que muitos leitores se afastam dos livros.
“Aquilo que motivou o ALERtejo na sua génese foi a nossa vontade de criar cultura e de valorizar a literatura local e não só, valorizar a literatura local e nacional para a população local e nacional”, explica Elizabete Agostinho.
A responsável destaca a importância de chegar aos públicos mais jovens, sobretudo na pré-adolescência e na adolescência, idades em que, considera, se verifica frequentemente um afastamento da leitura.
Para responder a esse desafio, o programa inclui a presença da escritora Maria Inês Almeida em várias escolas do concelho de Elvas. “Quisemos precisamente trazer a Elvas uma autora que fala, que escreve para essas faixas etárias”, refere, acrescentando que a iniciativa pretende “criar leitores que possam vir depois às próximas edições do ALERtejo”.
A diretora artística do evento deixa também o desejo de que a aproximação seja recíproca: “Desta vez, o ALERtejo vai à escola, mas também queremos muito que os alunos dessas escolas possam vir ao ALERtejo”.
Literatura nacional e identidade local lado a lado
A Casa da Cultura de Elvas acolhe a Feira do Livro, enquanto este e outros espaços da cidade, incluindo o Hotel Vila Galé Collection Elvas, recebem apresentações de livros, conversas e encontros com escritores.
A programação reúne nomes da literatura nacional e autores ligados à região, numa aposta que pretende valorizar a cultura local sem deixar de proporcionar ao público o contacto com escritores de projeção nacional.
“Queremos muito que seja um evento aglutinador, que valorize a literatura, sem nunca esquecer a sua identidade”, afirma Elizabete Agostinho.
A organização procura, por isso, promover o encontro entre diferentes escalas culturais, trazendo a Elvas autores reconhecidos nacionalmente e mantendo, em simultâneo, a presença de escritores locais e de figuras que contribuem para a dinâmica cultural do concelho.
“Também queremos que quem vem ao ALERtejo e eventualmente não seja de Elvas tenha a oportunidade de descobrir e conhecer melhor a cultura local, a história, a base histórica daquilo que se escreve no Alentejo”, acrescenta.
Poesia, percursos literários e encontros com autores
Entre os destaques do programa estão um recital de poesia com Pedro Lamares, uma rota literária dedicada a António Sardinha e um jantar poético dedicado às poetisas da Raia.
Para Elizabete Agostinho, estas propostas permitem explorar a literatura para além da leitura individual, aproximando-a de diferentes espaços, experiências e públicos. “A melhor forma de vivenciar a poesia é ouvindo”, considera, destacando a capacidade de Pedro Lamares para transmitir a emoção dos poemas.
O jantar poético inclui uma homenagem às poetisas da raia, com autores de Elvas a dizerem poesia, seguindo-se o recital de Pedro Lamares, numa iniciativa que pretende ultrapassar as fronteiras geográficas e culturais da região.
Já a rota literária, conduzida por Cíntia Romba, procura levar os participantes para o espaço público, mostrando como a palavra escrita pode ganhar vida em diferentes ambientes.
O programa inclui ainda conversas com Inês Meneses e Tozé Brito, apresentações de livros e tertúlias, proporcionando diferentes formas de contacto com a criação literária.
Uma edição dedicada à mulher enquanto autora
A terceira edição do ALERtejo tem como tema central o “mundo” feminino, uma escolha que nasceu, em parte, da reflexão sobre figuras femininas da literatura alentejana, como Florbela Espanca, e da vontade de dar maior visibilidade às mulheres enquanto criadoras literárias.
“Muitas vezes olhamos para cartazes literários e continuamos a ter mais homens do que mulheres”, observa Elizabete Agostinho, salientando que existem atualmente muitas escritoras a destacar-se na literatura contemporânea.
A organização decidiu, por isso, colocar a mulher no centro da programação, não apenas enquanto tema ou personagem literária, mas sobretudo enquanto autora, voz e protagonista da criação cultural.
“Este cartaz não é feminista, é feminino”, garante a responsável, defendendo que a valorização da mulher não tem de assentar numa oposição entre o feminino e o masculino. “A mulher pode ter o seu lugar e deve ter o seu lugar e merece ter o seu lugar sem haver necessariamente esta luta entre o feminino e o masculino”.
Esta perspetiva reflete-se em vários momentos do programa, desde as conversas com autoras até à presença de homens a interpretarem poesia escrita por mulheres, numa lógica de complementaridade e partilha.
Entre os momentos de maior significado está a apresentação do livro “Beatriz, Uma Melodia Interrompida”, de Paula Lebre, escritora elvense que presta homenagem à filha, vítima de violência de género. A programação inclui ainda as apresentações de “Sótão”, de Madalena Sá Fernandes, e “Sou uma Multidão Minúscula”, de Susana Amaro Velho.
O encerramento do encontro fica a cargo da escritora Dulce Maria Cardoso, uma das vozes de referência da literatura portuguesa contemporânea.
Depois de duas edições que reforçaram a ligação à comunidade local e transfronteiriça, o ALERtejo pretende afirmar-se como um dos encontros literários de referência do interior do país, consolidando Elvas e a raia alentejana como espaços de encontro entre autores, leitores e amantes da literatura, de ambos os lados do Guadiana.
A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, em Campo Maior, pretende reforçar o apoio de proximidade às pessoas que enfrentam uma doença oncológica e aos seus familiares, através da escuta, do acompanhamento e da identificação de necessidades que possam ser colmatadas com o apoio da autarquia ou de outras entidades.
Sobre o trabalho já desenvolvido em articulação com a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), Hugo Milton, presidente da Junta de Freguesia, explica que esta é uma área à qual pretende dar especial atenção, procurando contribuir para que os doentes e as suas famílias não se sintam sozinhos durante um período particularmente delicado das suas vidas.
O autarca sublinha a importância da proximidade e do contacto humano, defendendo que “uma conversa, um diálogo ou um simples telefonema” podem fazer a diferença para quem atravessa uma fase difícil. Destaca ainda o valor da partilha de experiências com pessoas que já passaram pela doença e conseguiram superá-la.
Hugo Milton revela que já estabeleceu contacto com Cristina Bruno, a coordenadora do Grupo de Apoio de Portalegre da LPCC, para abordar esta questão e perceber de que forma poderá ser prestado apoio a quem dele necessita.
Apesar de admitir que algumas pessoas ainda se mostram retraídas na procura de ajuda, Hugo Milton deixa um apelo direto à população para que se dirija à Junta de Freguesia, partilhe as suas dificuldades e procure um espaço de diálogo.
“Quero que sintam que Campo Maior tem um espaço onde possam ir”, afirma, garantindo que a Junta está disponível para ouvir os cidadãos e procurar soluções para os problemas apresentados.
O apoio poderá passar pela identificação de necessidades materiais específicas, como suplementos alimentares, lenços, turbantes ou outros artigos de que os doentes possam necessitar durante os tratamentos. Segundo o responsável, a intenção é perceber cada situação e encontrar formas de ajudar, dentro das possibilidades existentes.
Quando as necessidades ultrapassarem a capacidade de resposta da junta, está também prevista a possibilidade de encaminhar os casos para a LPCC, nomeadamente para estruturas e grupos de apoio especializados, cujos técnicos poderão assegurar um acompanhamento mais adequado.
“Às vezes, as pessoas podem sentir-se sozinhas, mas não estão, nós estamos lá”, remata Hugo Milton, reforçando a mensagem de disponibilidade da Junta de Freguesia para apoiar quem atravessa uma doença oncológica.