“Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra”: Budafé está de volta com novas sonoridades e um EP para descobrir

Budafé, nome artístico do elvense Fábio Brás, lançou muito recentemente o EP “Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra”, um projeto composto por quatro temas que assinala o regresso à música original, três anos depois do seu último trabalho.

Com uma sonoridade renovada, que cruza o hip-hop com influências de Jersey Club e Pop, o músico procura chegar a novos públicos sem perder a identidade que tem marcado o seu percurso.

Em entrevista à Rádio Elvas, Budafé explicou que este novo trabalho representa uma evolução musical e pessoal, fruto de um processo criativo desenvolvido ao longo dos últimos três anos. O artista admite que procurou experimentar novas sonoridades e explorar outras abordagens musicais, apostando num registo “mais fresco e atual”.

O conceito do EP assenta na ideia de equilíbrio, sintetizada na expressão “Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra”. Segundo o músico, o objetivo é transmitir uma mensagem de moderação numa sociedade onde considera existir uma tendência para posições extremadas ou, pelo contrário, para a indiferença perante determinados assuntos.

Os quatro temas apresentam mensagens distintas, mas complementares. “Sede” aborda a essência do projeto e a procura do equilíbrio. “Gravity”, apesar do título em inglês, é cantado em português e centra-se no amor, que Budafé considera fundamental valorizar nos dias de hoje.

Já “Sucesso” transmite uma mensagem de independência e positividade, defendendo que o sucesso pessoal não depende do insucesso dos outros. O artista sublinha que deseja alcançar os seus objetivos sem prejudicar ninguém, desejando igualmente o sucesso de todos. Por fim, “Graça” assume um caráter de agradecimento a Deus, encerrando o conjunto de temas com uma dimensão espiritual.

O processo de criação do EP envolveu também parcerias com profissionais com quem o músico desejava trabalhar. Entre eles está o produtor Filipe Survival, associado ao tema “Preço Certo”, de Pedro Mafama, com quem Budafé começou a desenvolver as novas músicas entre 2023 e 2024. Em 2025, avançou ainda com a produção dos videoclipes, contando com o realizador Francisco Ramalho, que trabalha atualmente com Plutónio.

O videoclipe de “Sede” já se encontra disponível no YouTube, estando igualmente previsto o lançamento de um segundo vídeo, dedicado ao tema “Sucesso”.

A capa do EP foi concebida pelo próprio artista, que procurou representar visualmente os contrastes sugeridos pelo título, através de elementos como “o luxo e o lixo, o escuro e o branco”.

Apesar da ambição de fazer da música a sua atividade principal, Budafé reconhece que a conciliação com a vida profissional e os custos associados à produção musical continuam a representar desafios para um artista independente. Por isso, defende um percurso assente na consistência e na qualidade, em vez da publicação constante de novos conteúdos. “Prefiro fazer as coisas ao meu ritmo e tentar sempre entregar o melhor, em vez de entregar quantidade sem qualidade”, assegura.

O músico considera ainda que o crescimento pessoal foi determinante durante o período de pausa, permitindo-lhe perceber melhor aquilo que pretende construir artisticamente. Quanto à possibilidade de conquistar novos públicos com esta mudança de sonoridade, admite que o resultado depende de vários fatores, entre os quais o trabalho de promoção, a resposta do público, o talento e também “alguma sorte”.

O feedback recebido após o lançamento tem sido positivo, tanto por parte da família e dos amigos como de outros músicos e artistas de Elvas. Budafé mostra-se satisfeito com a receção ao novo projeto e espera que o público desfrute das músicas tanto quanto ele gostou de as criar.

O EP “Nem Tanto ao Mar, Nem Tanto à Terra” está disponível nas plataformas digitais, incluindo Spotify e YouTube. O artista pode também ser acompanhado através das redes sociais, nomeadamente no Instagram.

Com este lançamento, Budafé inicia uma nova etapa do seu percurso musical, apostando numa identidade sonora diferente e numa mensagem centrada no equilíbrio, no amor, na valorização pessoal e na gratidão.

A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo:

Campo Maior: Junta de Freguesia da Expectação volta a atribuir dez bolsas de estudo a alunos do Ensino Superior

A Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação, em Campo Maior, pretende atribuir, à semelhança dos anos anteriores, dez bolsas de estudo a estudantes do Ensino Superior, no valor de mil euros anuais por beneficiário. As candidaturas estão abertas até ao final do mês.

O presidente da Junta de Freguesia, Hugo Milton, sublinha que o objetivo passa por continuar a apoiar os jovens na prossecução dos seus estudos e na construção de um futuro profissional mais estável.

“À semelhança dos outros anos, não iremos agora voltar atrás, muito pelo contrário, iremos tentar atribuir dez bolsas de estudo”, afirma o autarca, acrescentando que, caso o número de candidaturas o justifique, a Junta procurará fazer um esforço financeiro para alargar o apoio. “Se aparecerem 11, 12, vamos tentar fazer ali um esforço para que ninguém fique de fora”, garante.

Cada bolsa terá o valor de mil euros anuais, pagos ao longo de dez meses, o que corresponde a cem euros mensais. Hugo Milton reconhece que o montante representa um esforço financeiro para a autarquia, mas considera que pode contribuir para aliviar algumas das despesas suportadas pelas famílias, sobretudo no caso dos estudantes que frequentam instituições de ensino superior longe de casa.

O presidente dá como exemplo os jovens que estudam em Lisboa, onde o alojamento pode custar “entre 400 e 500 euros por mês”, sem contar com as despesas de alimentação e outras necessidades. Apesar de reconhecer que o apoio não cobre a totalidade dos encargos, considera importante atribuir aquilo que a Junta consegue disponibilizar.

Articulação com o município para evitar que estudantes fiquem sem apoio

A atribuição das bolsas é feita tendo também em conta os apoios disponibilizados pelo Município de Campo Maior. Segundo Hugo Milton, os estudantes que concorrem às bolsas da Junta ficam excluídos das bolsas municipais, pelo que as duas respostas sociais devem ser articuladas para garantir que o maior número possível de jovens beneficia de apoio.

O autarca explica que a Junta analisa as candidaturas em função das situações apresentadas, procurando encontrar soluções para os estudantes que não tenham acesso a outros apoios. Nesse sentido, considera que a seleção prévia realizada pelo município pode facilitar o trabalho da junta de freguesia.

“O nosso grande objetivo é ajudar os jovens e que entre município e juntas de freguesia, todos saiam dali a ganhar”, salienta.

Situação económica e aproveitamento escolar são critérios de seleção

As candidaturas decorrem até ao final deste mês de outubro. Os interessados devem dirigir-se à Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação para obter informações sobre os requisitos e a documentação necessária.

Hugo Milton reconhece que o processo de candidatura exige a apresentação de vários documentos, mas considera que essa formalidade é necessária para permitir uma avaliação adequada das situações e uma seleção justa dos beneficiários.

Além da condição económica dos agregados familiares, a Junta tem em consideração o aproveitamento escolar dos candidatos. O presidente destaca que o apoio pretende não só ajudar a suportar os custos associados à frequência do ensino superior, mas também incentivar os estudantes a manterem um bom desempenho académico.

Através desta iniciativa, a Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Expectação pretende dar continuidade ao apoio aos estudantes do Ensino Superior, contribuindo para reduzir os encargos das famílias e incentivar os jovens a prosseguirem a sua formação académica.