O Centro de Congressos de Portalegre recebeu esta quarta-feira, 16 de setembro, a apresentação do livro “50 anos do Hospital Doutor José Maria Grande – 500 anos de Assistência Hospitalar em Portalegre”, de António Ventura, com design de Raul Ladeira, que percorre cinco séculos de história da assistência hospitalar em Portalegre.
A sessão contou com a presença do vice-presidente da CCDR-Alentejo para a Saúde, Marciano Lopes, do presidente do Conselho de Administração da ULS do Alto Alentejo, Miguel Lopes, do autor, do designer e da presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho.
A sessão foi promovida pela ULS do Alto Alentejo, como ocasião para celebrar a história, olhar para o futuro e homenagear tantos nomes que cuidaram e cuidam da saúde em Portalegre.
A forma como a tradicional e centenária Feira de São Mateus e Romaria do Senhor Jesus da Piedade está a ser promovida em Espanha está a causar um profundo desconforto e indignação entre os elvenses.
Cartazes de várias agências de viagens da Extremadura espanhola estão a divulgar excursões a Elvas sob títulos como “Mercadillo de la Loza” ou “Feria de la Loza”, remetendo o nome de “São Mateus” para segundo plano ou omitindo-o por completo. Em alguns casos, as viagens combinam a vinda à feira com paragens em grandes superfícies comerciais do outro lado da fronteira.
Para os elvenses, esta descaracterização fere a identidade de um dos maiores eventos culturais do Alentejo e para a maior Romaria ao Sul do Tejo. A secular Romaria do Senhor Jesus da Piedade e a Feira de São Mateus, marcas profundas da tradição e fé de Elvas, surgem assim reduzidas, nos folhetos de promoção turística espanhóis, a um mero “mercadinho de louça” focado no consumo.
O descontentamento é visível entre a população, que lamenta ver uma tradição com séculos de história ser comercializada e desprovida da sua essência cultural e religiosa junto dos visitantes transfronteiriços. Também a comunicação social, TVs e jornais extremennhos tem feio reportagens onde chamam “mercadilho” da louça (mercado de levante na tradição portuguesa como por exemplo o mercado das segundas-feira em Elvas).
A edição deste ano da Expo São Mateus arranca na noite desta sexta-feira, 18 de setembro, no Parque da Piedade, em Elvas, com três espetáculos musicais.
A programação começa às 21 horas, no Palco da Feira, com a atuação das Roncas d’Elvas. Uma hora depois, o Palco São Mateus recebe Nuno & Cláudio, seguindo-se o concerto da fadista Carminho.
Organizada pelo Município de Elvas, a Expo São Mateus decorre até 27 de setembro, com entrada gratuita, e volta a combinar música, tradição, gastronomia e animação para diferentes públicos e faixas etárias.
Ao longo dos dez dias do certame, a programação inclui também propostas dirigidas ao público infantil, num espaço que volta a contar com restaurantes, zona de street food, meeting point e diversos stands.
A organização disponibiliza ainda zonas destinadas a pessoas com mobilidade reduzida, fraldários e instalações sanitárias.
Nesta edição, a sustentabilidade ambiental assume também particular destaque, com a utilização de recipientes próprios do evento, numa aposta na redução do impacto ambiental do certame.
O vice-presidente do Município de Campo Maior, Paulo Pinheiro, esteve esta quinta-feira, dia 17 de setembro, na abertura oficial da 35.ª FECIEX, a Feira da Caça, Pesca e Natureza Ibérica, que decorre, até domingo, 20 de setembro, na IFEBA, em Badajoz.
A FECIEX afirma-se como a feira de referência na região e de grande relevância em Espanha, graças ao papel de destaque da Extremadura nos setores da caça e da natureza, que conta com uma rica biodiversidade e recursos cinegéticos únicos, sendo também uma referência em Portugal.
Na sessão de abertura do certame estive também presente o secretário de Estado da Agricultura, João Moura.
Os consumidores com contratos de crédito à habitação revistos em julho vão enfrentar uma nova subida na prestação mensal, impulsionada pelas médias da Euribor registadas em junho em todas as maturidades. Embora os aumentos atuais sejam considerados moderados, representam um esforço acrescido e um teste exigente à capacidade financeira de milhares de agregados familiares. Para muitas famílias, a prestação da casa já é a despesa mais pesada do orçamento, pelo que qualquer agravamento reduz diretamente o dinheiro disponível para o dia a dia.
A DECO alerta que uma subida de poucas dezenas de euros pode ser o suficiente para desequilibrar as contas de quem já vive com o orçamento severamente pressionado pelo custo de vida generalizado. Esta perda de margem financeira afeta a capacidade de suportar outras despesas essenciais e inadiáveis, tais como a alimentação, a energia, a educação ou os transportes. Perante este cenário, a associação reforça a importância de preparar o orçamento familiar com antecedência, analisar prioridades de consumo e, se necessário, procurar renegociar as condições do crédito antes que se entre em situação de incumprimento.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
A Delta Cafés e a Nãm inauguram, em Odivelas, na Grande Lisboa, uma fábrica que marca uma nova etapa de crescimento do projeto pioneiro de economia circular que transforma borras de café Delta em cogumelos.
A nova unidade, de maior dimensão, permite aumentar significativamente a capacidade de produção de cogumelos, dando continuidade ao projeto que nasceu de uma ideia simples — transformar um subproduto do café num recurso com valor — e que hoje se afirma como um exemplo de inovação e de economia circular em Portugal. Mais do que aumentar a capacidade de produção, a nova Nãm Fungi Factory pretende demonstrar que é possível produzir alimentos em escala dentro das cidades, através de um modelo circular e com menor impacto ambiental.
O projeto, que começou há sete anos numa cave em Lisboa, ambiciona tornar-se uma das maiores produções urbanas de cogumelos da Europa, demonstrando que aquilo que é visto como desperdício pode ser o ponto de partida para uma nova forma de produzir alimentos. Com uma área de 2.000 m², a Nãm Fungi Factory tem uma capacidade de produção projetada de cerca de 150 toneladas de cogumelos frescos por ano, face às cerca de 48 toneladas produzidas atualmente. Este crescimento permitirá triplicar a capacidade produtiva da Nãm e reaproveitar cerca de 150 toneladas de borras de café por ano, o equivalente a aproximadamente 15 milhões de expressos de café Delta. Está ainda prevista a criação de 20 postos de trabalho diretos.
Esta unidade foi pensada para produzir mais e melhor e com menos recursos. A Nãm Fungi Factory incorpora um conjunto de soluções que reforçam a eficiência dos processos: funciona com 100% de energia solar para autoconsumo e permite a reutilização e recirculação de cerca de 80% da água utilizada no processo produtivo. A Nãm é ainda uma empresa certificada B Corp, reconhecimento que reforça o seu compromisso com elevados padrões de desempenho social e ambiental, transparência e responsabilidade.
A ambição da Nãm é continuar a reduzir a pegada associada à produção alimentar e trabalhar para que os seus cogumelos estejam entre os alimentos produzidos com menor impacto ambiental, através de um sistema que valoriza recursos locais, reduz desperdício e devolve ao solo o substrato resultante do cultivo.
Com a nova fábrica, a Nãm reforça a visão que esteve na origem do projeto: criar um modelo de produção alimentar urbano, circular e replicável, capaz de aproximar a produção das cidades e demonstrar que economia e ecologia podem crescer lado a lado.
Recorde-se que a Nãm integra a Delta Ventures, a aceleradora e incubadora de startups do Grupo Nabeiro, criada em 2020. A evolução do projeto para uma unidade de maior dimensão demonstra o potencial da aposta do Grupo no empreendedorismo e na inovação, apoiando soluções capazes de transformar desafios ambientais em oportunidades de negócio e de criação de valor.
Para Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, “A Nãm é um exemplo concreto de como os princípios da economia circular podem estar integrados no negócio e criar valor. O que começou com a transformação das nossas borras de café numa nova matéria-prima é hoje um projeto de referência em Portugal e com ambição europeia. Esta nova fábrica representa um passo importante porque permite dar escala a uma solução que já demonstrou o seu impacto, tornando-a simultaneamente mais eficiente. Acreditamos que crescer implica uma visão de longo prazo e a capacidade de transformar desafios em oportunidades. Este projeto demonstra ainda que é possível conciliar crescimento económico, inovação e impacto positivo na sociedade e no ambiente”.
Para Natan Jacquemin, fundador da Nãm, “A Nãm nasceu de um sonho bastante simples: provar que aquilo a que chamamos desperdício pode ser o início de algo novo. Começámos numa cave
em Lisboa, a tentar perceber como transformar borras de café em cogumelos. Sete anos depois, estamos a inaugurar uma fábrica com capacidade para nos tornar numa das maiores produções urbanas de cogumelos da Europa. Mas o nosso sonho nunca foi simplesmente produzir mais cogumelos. Queremos ajudar a provar que é possível produzir alimentos de outra forma. Dentro das cidades, aproveitando recursos que já existem, utilizando menos água e energia e procurando ter o menor impacto carbónico possível. Esta fábrica dá-nos escala para continuar a perseguir essa visão. Se conseguirmos produzir mais cogumelos e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto de cada quilo que produzimos, então estamos no caminho certo. É um novo capítulo para a Nãm, mas a ideia continua exatamente a mesma: fazer crescer economia e ecologia lado a lado, um cogumelo de cada vez”.
A inauguração da Nãm Fungi Factory contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, do Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Hugo Martins, do CEO do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, do Chairman do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, João Manuel Nabeiro, e do fundador da Nãm, Natan Jacquemin.
Os cogumelos Nãm podem ser adquiridos nas Nãm Urban Farm directamente ou em https://nammushroom.com/. São ainda comercializados no retalho e integram a ementa de vários restaurantes e cafetarias da Região de Lisboa.
Podem ser agendadas visitas à Nãm Fungi Factory através do email visits@nammushroom.com.
A CURPI de Campo Maior vai dar início a mais um ano da Academia Sénior, com a qual tem vindo a promover a aprendizagem, o convívio e a partilha de conhecimentos entre a população sénior do concelho.
Segundo Anselmina Caldeirão, presidente da CURPI de Campo Maior, as inscrições para o novo ano letivo arrancam na próxima terça-feira, dia 22 de setembro, estando o início das atividades marcado para 2 de outubro. A primeira sessão será assinalada com um lanche, num momento pensado sobretudo para promover a integração e o conhecimento entre os participantes.
“Vamos ter mais um ano da Academia Sénior, que é um espaço de aprendizagem, de convívio e de partilha, essencialmente, de saberes”, explica a responsável, acrescentando que a instituição espera receber novos alunos este ano.
A Academia Sénior vai manter as disciplinas que têm vindo a ser lecionadas nas anteriores edições, mas terá também duas novidades: Costura Criativa e Escrever para Viver. Anselmina Caldeirão espera que estas novas propostas despertem o interesse dos seniores e considera que a introdução de novas atividades contribui para dinamizar a oferta da academia.
A presidente da CURPI destaca ainda a disponibilidade de duas pessoas que, depois de conhecerem o trabalho desenvolvido pela instituição junto da população sénior, decidiram colaborar e assumir a dinamização das novas disciplinas.
“É sempre bom ter novas atividades e contar com estas pessoas que conhecem a CURPI e que entendem que a CURPI, de facto, continua a fazer um bom trabalho na comunidade sénior”, afirma.
Visita à Feira de São Mateus
Também no dia 22 de setembro, a CURPI promove uma deslocação a Elvas, à Feira de São Mateus, destinada às participantes da Academia Sénior e do Ateliê de Ouguela.
Para a realização da viagem, a instituição contou com o apoio do Município de Campo Maior, que disponibilizou um autocarro. De acordo com Anselmina Caldeirão, as inscrições já estão praticamente completas.
“Já temos as inscrições, já temos praticamente o autocarro completo”, revela, antecipando um dia de convívio entre as participantes.
A iniciativa pretende também recuperar um hábito de outros tempos, marcado pelas deslocações à Feira de São Mateus e pelo convívio entre a população. “É bom que as pessoas convivam e que não se perca este hábito que se tinha antigamente, que era, de facto, ir à Feira de São Mateus”, sublinha Anselmina Caldeirão.
Com o arranque de um novo ano da Academia Sénior e a realização de atividades de convívio, a CURPI mantém assim a aposta numa programação dirigida à população sénior, aliando aprendizagem, participação e momentos de confraternização.