PS Portalegre identifica prioridades para o Alto Alentejo e quer investimento a acontecer no terreno

A Federação Distrital de Portalegre do Partido Socialista definiu um conjunto de investimentos que considera prioritários para o Alto Alentejo e quer agora acompanhar, em cada caso, o que falta decidir, que financiamento é necessário e quais os próximos
passos para a sua concretização. A primeira prioridade está no horizonte de negociação do Orçamento de Estado para 2027, onde o PS pretende que sejam inscritos os investimentos prioritários para a região.

A posição foi definida pelo Secretariado da Federação na reunião de 7 de setembro e abrange investimentos com impacto em diferentes concelhos do distrito, nas áreas das acessibilidades, ferrovia, saúde, segurança, recursos hídricos e atividade económica.
Na ferrovia, para além da eletrificação e modernização da Linha do Leste, a Federação considera necessário avançar com a Plataforma Logística de Elvas e a estação internacional de passageiros, no quadro das ligações ferroviárias entre Portugal e Espanha.

O Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato – Barragem do Pisão mantém-se entre as prioridades, incluindo a construção da nova aldeia e das infraestruturas hidráulicas para o fornecimento de água à ETA de Póvoa e Meadas. A Federação junta à conceção do Parque de Saúde da ULS Alto Alentejo a construção da nova Escola da GNR e do Comando Territorial, em Portalegre. Defende financiamento para a ampliação do Cluster Aeronáutico de Ponte de Sor. Considera necessária a avaliação dos impactos territoriais, ambientais e económicos do Campo de Tiro em Alter do Chão. Também as ligações rodoviárias e transfronteiriças fazem parte das prioridades identificadas. O PS Portalegre defende que seja garantida a execução da Ponte Internacional sobre o rio Sever, em Nisa, dentro dos prazos associados ao financiamento, e quer ver concluídos os projetos técnicos do IC13 e do IC9, incluindo a ligação do IC13 à A23, bem como da ligação por autoestrada entre a A6 e a A23.

“Muitos destes projetos são conhecidos e discutidos há vários anos. Não precisamos de voltar a explicar ao Alto Alentejo que são importantes. Precisamos de perceber o que falta fazer para que avancem e de exigir decisões onde elas ainda são necessárias. É esse
trabalho que queremos fazer, projeto a projeto”, afirmam os membros do Secretariado da Federação, presidido por Tiago Teotónio Pereira. A Federação Distrital irá desenvolver contactos políticos e institucionais sobre estas prioridades, procurando acompanhar o ponto de situação de cada investimento e defender, junto das entidades responsáveis, as decisões necessárias ao seu avanço.

Município de Elvas formaliza aquisição da Sociedade Recreativa da Terrugem

A Câmara Municipal de Elvas, a Junta de Freguesia da Terrugem e a Sociedade Recreativa da Terrugem promovem, esta quinta-feira, 10 de setembro, a cerimónia de assinatura da escritura pública de aquisição, pelo Município de Elvas, do edifício sede da Sociedade Recreativa da Terrugem.

A cerimónia está marcada para as 18h30 e terá lugar no edifício da Sociedade Recreativa da Terrugem, contando com a presença das entidades envolvidas e estando aberta à participação de toda a população.

A aquisição representa um momento de particular significado para a freguesia, uma vez que o edifício integra a história da Terrugem e está ligado à atividade da Sociedade Recreativa há mais de um século.

Ao longo dos seus mais de cem anos de existência, a Sociedade Recreativa da Terrugem tem tido naquele espaço um importante ponto de encontro e de convívio, assumindo também um papel relevante na dinamização da comunidade local.

A assinatura da escritura constitui, assim, um momento simbólico e de especial importância para a população da Terrugem, ao formalizar a aquisição do imóvel pelo Município de Elvas.

No final da cerimónia haverá um pequeno lanche-convívio, oferecido pela Associação, aberto a todos os presentes.

Carlos Cunha apresenta “Pátio do Cunha” no Centro Cultural de Arronches

O Auditório do Centro Cultural de Arronches recebe, no próximo dia 12 de setembro (sábado), às 21h30, a peça de teatro “Pátio do Cunha”. Com assinatura da Carlos Cunha Produções, o espetáculo promete uma noite de muito humor e um ritmo frenético inspirado na tradicional revista à portuguesa.

A comédia conta com um elenco de luxo liderado pelo conceituado ator Carlos Cunha, acompanhado em palco por Erika Mota, Lígia Ferreira e Nuno Pires. A ação decorre num pátio de um bairro na periferia de Lisboa onde, ao longo do dia, vão surgindo inúmeras personagens que desencadeiam situações hilariantes.

Com uma duração de 90 minutos e classificação etária para maiores de 14 anos, a peça destaca-se pela velocidade alucinante de entradas e saídas de cena. Entre as várias figuras que vão pisar o palco, o público poderá reencontrar personagens “míticas” da longa carreira de Carlos Cunha, como é o caso do icónico e “rebelde” Cunhinha.

Este espetáculo integra a digressão nacional da produção, que tem percorrido o país com o objetivo de colocar Portugal a rir de norte a sul através de um formato dinâmico, popular e muito próximo do público.

Os bilhetes podem ser adquiridos nos locais habituais do Município de Arronches.


Marvão Rock Fest: 20 anos depois, o rock regressa à Portagem com dois dias de música junto ao Rio Sever

A Portagem, no concelho de Marvão, prepara-se para receber, na sexta-feira e sábado, dias 11 e 12 de setembro, a primeira edição, organizada pela Associação Timbre d’Alvorada, do Marvão Rock Fest.

Frederico Borges, da Timbre d’Alvorada, explica que a realização do festival resulta de um sonho antigo e da convicção de que a Portagem reúne condições únicas para acolher um evento desta natureza. “Este é um sonho do miúdo que via festivais pela caixinha mágica há uns bons anos e sempre viu o potencial que a Portagem tinha para receber um festival com esta dinâmica. Neste momento as peças conjugaram-se todas e vamos lançar esta primeira edição”, afirma.

Apesar de esta ser a primeira edição organizada pela Associação Timbre d’Alvorada, Frederico Borges recorda que o nome Marvão Rock Fest já esteve associado a um festival realizado na Portagem em 2006. “Esta é a primeira edição, salvaguardando que já existiu há 20 anos, em 2006, um festival aqui com o mesmo nome, que, entretanto, deixou de existir e nós estamos a pegar no nome, sendo que nós estamos a organizá-lo pela primeira vez”, explica.

O responsável destaca ainda as características naturais da Portagem como um dos atrativos do festival, que terá lugar junto ao Rio Sever e à piscina fluvial. “Teremos aqui um campismo para acolher quem quer acampar. Isto fica junto à Portagem. Para quem não conhece, tem uma piscina fluvial espetacular, com uma água cristalina e uma vista espetacular também para o Castelo de Marvão”, refere.

Rock como aposta e ligação transfronteiriça

A organização assume uma aposta clara no rock, num momento em que o género tem perdido espaço em alguns festivais de música. “Nos festivais de hoje em dia, o rock está quase em desuso, mas não iremos por aí. Vamos apostar neste festival porque toda aqui a região está muito ligada ao rock”, sublinha o responsável.

Outra das apostas da organização passa pela dimensão transfronteiriça do evento, aproveitando a proximidade de Marvão com a Extremadura espanhola. “Isso foi sempre um ponto que deixámos assente em cima da mesa: que o festival fosse um festival transfronteiriço”, explica o responsável.

Nesse âmbito, o cartaz inclui a banda espanhola Bolsa de Moscas, de Badajoz, juntando-se a projetos provenientes de diferentes pontos de Portugal.

“Depois do panorama nacional temos bandas que já estão a rodar festivais, como Cortada, Sunflowers e temos a estreia de um novo projeto, Lovedust, com elementos veteranos de outros projetos, que vem do underground de Coimbra”, acrescenta.

Dois dias com 11 projetos musicais

O programa arranca na sexta-feira, dia 11 de setembro, com atuações de Lovedust, Ritmos Cholulteka, Birdzzie, Eustáquio Sound Máchine e Broken James. No sábado, dia 12, sobem ao palco Sunflowers, Bolsa de Moscas, Cortada, Klaus Und Hans, Carolina Zerbes e Abaltroz.

A organização espera recuperar também a memória associada à edição de 2006, que, segundo Frederico Borges, continua presente entre antigos participantes.

“É a primeira vez que nós organizamos o festival, sendo que pelo que nós temos recepcionado de informações, toda a gente está expectante da volta deste festival, porque na altura veio Wraygunn, veio Fonzi, vieram bandas que na altura estavam a começar e toda a gente adorou e acampou e há muitas memórias ligadas a este evento”, recorda.

Campismo gratuito e música junto à água

O festival pretende tirar partido da localização junto ao Rio Sever, permitindo aos visitantes acompanhar os concertos durante a tarde com acesso à zona balnear.

Segundo a organização, o campismo será selvagem e não necessita de reserva prévia, estando disponível desde as 9h00 de quarta-feira, dia 10 de setembro, até às 12h00 de domingo, dia 13.

Os detentores de pulseira terão ainda acesso aos balneários da Piscina Municipal de Portagem, à esplanada e a pontos de corrente elétrica gratuitos. A organização apela, contudo, ao civismo e ao respeito pelos espaços públicos.

Além da música, a entrada do festival contará durante os dois dias com artesanato, gastronomia e bebidas regionais.

A localização estratégica de Marvão, junto à fronteira com Espanha, é também apresentada pela organização como uma oportunidade para aproximar públicos e artistas dos dois lados da Península Ibérica.

Bilhetes a partir de oito euros

Os bilhetes podem ser adquiridos à porta do recinto. O passe para os dois dias tem um custo de 12 euros, enquanto o bilhete diário custa oito euros.

A organização disponibiliza também bilhetes através da See Tickets e informações atualizadas sobre horários e aquisição de entradas na página de Instagram do Marvão Rock Fest.

Joaquim Amante propõe atribuição do nome de José Manuel Rebolo Ferreira a sala da Casa António Sardinha

Joaquim Amante, em nome do anterior executivo da Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, que liderou entre 2021 e 2025, apresentou ao presidente da Câmara Municipal de Elvas, José Rondão Almeida, uma proposta para a atribuição do nome de José Manuel Rebolo Ferreira a uma sala da recentemente requalificada Casa António Sardinha, na Quinta do Bispo.

A proposta pretende homenagear a memória de José Manuel Rebolo Ferreira, recentemente falecido, reconhecendo o seu percurso de várias décadas ao serviço da comunidade elvense, quer através da atividade autárquica, quer através da participação no movimento associativo local.

Segundo Joaquim Amante, a atribuição do nome a uma das salas da Casa António Sardinha surge também no seguimento de uma das propostas apresentadas durante a campanha eleitoral para a Junta de Freguesia. “Na nossa campanha eleitoral, quando nos apresentámos como candidatos à Junta de Freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso, tínhamos idealizado levar uma extensão da Junta de Freguesia para aquele espaço e o Espaço Cidadão ou a Loja do Cidadão, o que conseguíssemos implementar”, explica à Rádio ELVAS. A proposta agora apresentada ao Município, e tendo em conta a implementação de um Espaço Cidadão naquele edifício, passa por aproveitar esse espaço para perpetuar o nome de José Manuel Rebolo Ferreira, que, para Joaquim Amante, era “uma pessoa emblemática na cidade” e merece “ter um espaço físico com o seu nome”.

José Manuel Ferreira foi presidente da Junta de Freguesia de Assunção durante vários anos, entre 1997 e 2013, tendo desempenhado também outras funções: foi tesoureiro no mandato de 2013 a 2017 e secretário entre 2021 e 2025.

O seu percurso ficou ainda marcado por ter sido membro do Movimento Cívico por Elvas e pelo envolvimento no movimento associativo da cidade, nomeadamente nos órgãos sociais de várias coletividades, entre as quais o Clube de Futebol “Os Elvenses”.

No documento enviado ao presidente da Câmara, Joaquim Amante destaca, para além do percurso institucional, a dimensão humana de José Manuel Ferreira, sublinhando o seu “extraordinário humanismo”, a humildade e a disponibilidade permanente para ajudar os outros.

“Ele tinha um coração enorme, estava sempre disponível para ajudar tudo e todos. Acho que é uma pessoa que merece, que é digna desta homenagem”, afirma Joaquim Amante.

Joaquim Amante acredita que proposta será aceite

Questionado sobre a possibilidade de a Câmara Municipal aceitar a proposta, Joaquim Amante mostrou-se confiante. “Na primeira abordagem que tivemos, acho que sim, acho que não vai haver inconveniente algum. Tudo indica que sim, não recebi nenhuma informação em contrário”, assegura.

O mentor da proposta considera ainda que existe uma relação de proximidade entre o presidente da Câmara e José Manuel Ferreira que poderá favorecer a aceitação da homenagem. “O presidente tem muito conhecimento com o José Manuel, que ele sempre acompanhou as campanhas políticas, tanto pelo PS como pelo Movimento (Cívico por Elvas). É uma pessoa que tinha muito carinho pelo José Manuel Ferreira e acho que faz todo o sentido e que ele aceita, de certeza, de bom grado”, acrescenta.

Para Joaquim Amante, a iniciativa pretende sobretudo manter viva a memória de uma personalidade que marcou a vida da freguesia e do concelho. “É mesmo esse o intuito”, afirma, defendendo que a homenagem permitirá imortalizar o nome de alguém que fez muito pela população da freguesia de Assunção, Ajuda, Salvador e Santo Ildefonso.

Da investigação histórica à inteligência artificial: assim nasceu o projeto musical “Muralhas da Raia”

A história de Campo Maior e da Raia ganha uma nova forma de ser contada através da música. “Muralhas da Raia”, projeto musical criado por Francisco José Trindade, recorre às novas tecnologias e à inteligência artificial para transformar episódios históricos, memórias e lendas da região em canções.

O projeto nasceu, segundo o autor, de uma “singela homenagem” à música, à história e à cultura locais. Embora inicialmente tivesse sido pensado para a literatura, nomeadamente para a criação de um livro, a evolução das ferramentas digitais permitiu-lhe encontrar na música um veículo mais acessível para transmitir a mensagem.

“Partindo de uma ideia de assumir o papel do letrista, não o letrista profissional, mas apenas o iniciante”, explica Francisco José Trindade, o objetivo passou por utilizar as ferramentas atualmente disponíveis para concretizar uma ideia que tinha vindo a desenvolver ao longo do tempo.

O resultado é um conjunto de dez temas que percorrem diferentes momentos da história da região, com particular incidência em Campo Maior (incluindo Ouguela), mas também noutros pontos da Raia, como Elvas.

Da investigação histórica para a música

Por detrás das letras está um trabalho de investigação desenvolvido ao longo dos anos. Francisco José Trindade recorreu a fontes online, bibliografia especializada, textos históricos e informação disponibilizada por instituições, mas também a visitas aos próprios locais históricos. As muralhas, castelos e fortificações da região assumem, por isso, um papel central no processo criativo.

“Muito mais importante do que apenas ler em livros, é vivermos e experienciarmos no local”, afirma, defendendo que o contacto direto com as pedras, as construções e a paisagem ajuda a imaginar as vivências de quem habitou aqueles espaços em épocas passadas.

A partir dessas pesquisas e experiências, o autor foi reunindo apontamentos e trabalhando as palavras com o objetivo de condensar episódios históricos em canções de apenas alguns minutos.

“Por trás de cada canção há uma mensagem que se pretende passar, há uma história que se pretende contar”, sublinha.

História contada ao ritmo dos novos tempos

A opção pela música está também relacionada com a necessidade de encontrar novas formas de chegar ao público, sobretudo às gerações mais jovens.

Francisco José Trindade considera que a sociedade atual é marcada pela rapidez e pela enorme quantidade de conteúdos disponíveis, sobretudo nas plataformas digitais. Nesse contexto, defende que os projetos culturais precisam de encontrar formas diferentes de captar a atenção.

“Temos que arranjar forma de transmitir a mensagem que queremos, mas tendo em conta sempre que o público tem pouco tempo para nos dispensar”, explica.

É nesse cenário que surge a utilização da inteligência artificial como ferramenta de criação e como forma de democratizar o acesso à produção musical.

Para o autor, as novas tecnologias permitem que alguém sem formação profissional na área possa desenvolver um projeto, partindo de uma ideia e de conhecimentos básicos de composição e escrita.

“Franky da Raia”, uma personagem para contar a história

O projeto não é, contudo, apresentado em nome de Francisco José Trindade. O autor optou pelo pseudónimo “Franky da Raia”, criando uma espécie de personagem para assumir a vertente musical e histórica do projeto.

A escolha resulta, em parte, do nome “Frank”, pelo qual era conhecido em experiências anteriores no mundo digital, ao qual acrescentou “da Raia”, numa referência direta à região e à identidade que pretende valorizar.

“Não é o Francisco que tem os seus determinados gostos, que tem as suas determinadas convicções”, explica. “Uma terceira pessoa foi aqui criada neste mundo digital para que nesse próprio mundo consiga contar que existiu esta terra, existiram estas ações, para contar aqui essa história.”

Dez canções para contar uma história

O projeto começou por contemplar dez temas, mas a composição inicial acabou por sofrer alterações. Um dos temas (“Nasce o Povoado”) foi dividido em dois, levando a que a primeira fase do lançamento ficasse composta por nove canções.

A estratégia passou por disponibilizar os temas de forma faseada, um por dia, a partir de 1 de setembro, procurando criar continuidade e expectativa junto do público.

Entre as histórias abordadas encontra-se a de Ouguela e a queda do seu castelo perante as forças castelhanas. É precisamente este episódio que dá origem ao tema mais sombrio do projeto.

Para Francisco José Trindade, contar a história significa também abordar os momentos de derrota e sofrimento, e não apenas as vitórias. “Nem sempre de vitórias se fazem as guerras. Há muitas batalhas que ganhamos, mas também, infelizmente, há outras que perdemos”, afirma, dedicando a canção a todos aqueles que lutaram e contribuíram para a construção da nação.

“As muralhas não morrem”

Para evitar que o projeto terminasse com esse tom de tristeza, o autor decidiu acrescentar uma décima canção: “As Muralhas Não Morrem”. O tema funciona como um recap dos nove anteriores, recuperando elementos das diferentes histórias e concentrando a principal mensagem do projeto: a importância de preservar a memória e o património histórico.

Para Francisco José Trindade, as muralhas não devem ser vistas apenas como “umas pedras que estão ali empilhadas”. São parte da cultura, da história e da identidade coletiva.

O autor reconhece o trabalho desenvolvido na recuperação das fortificações e na criação de centros interpretativos, mas considera que também é necessário manter viva a memória através de iniciativas culturais que consigam chegar às novas gerações.

“É importante que na memória do povo haja quem também dê o seu pequeno contributo, levante a sua voz e, com a ajuda das ferramentas que tem ao seu dispor, consiga manter acesa a chama da cultura”, defende.

“Muralhas da Raia” assume-se, assim, como uma experiência que cruza história, música e tecnologia, procurando aproximar o passado do presente e levar episódios da história de Campo Maior e da região raiana a um público habituado a consumir cultura de formas cada vez mais rápidas e digitais.

Mais do que um álbum, que o autor prevê que venha a ter uma versão em inglês num futuro breve, o projeto pretende ser uma forma contemporânea de preservar e transmitir memória: lembrar de onde veio a região, o que viveu e como essas histórias continuam a fazer parte da identidade de quem hoje habita a Raia.

Os temas de Franky Da Raya estão disponíveis no YouTube e no Spotify.