Feira das Cebolas leva Los Romeros, Nininho Vaz Maia, Van Zee e Bandidos do Cante a Portalegre

A tradicional Feira das Cebolas está de regresso a Portalegre, entre os dias 10 e 13 de setembro, no Parque de Feiras e Exposições da cidade.

O certame volta a reunir a atividade económica e produtiva da região, com espaços dedicados ao artesanato, à agricultura e à pecuária, além da gastronomia tradicional, da Gala Equestre e da tradicional corrida de touros.

A animação musical é também um dos destaques desta edição, com Nininho Vaz Maia, Van Zee e Bandidos do Cante entre os artistas que vão passar pelo recinto.

O programa inclui ainda atuações de Marina y Melissa, Dupla Mete Cá Sets, Pikika e DJ Diogo Borrego.

A Feira das Cebolas é organizada pela Câmara Municipal de Portalegre, em parceria com a Associação dos Agricultores do Distrito de Portalegre e o NERPOR – Associação Empresarial da Região de Portalegre.

Durante quatro dias, o evento pretende voltar a afirmar-se como um ponto de encontro entre a tradição, a atividade económica regional e a animação.

Projeto “Geração +” envolve jovens de Viana do Alentejo na proteção do ambiente e das florestas

No âmbito do programa “Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas”, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), o Município de Viana do Alentejo está a promover o projeto  “Geração +: Ambiente, Saúde e Florestas”, dirigido a jovens entre os 14 e os 30 anos.

A iniciativa, que decorre até 30 de setembro, pretende envolver os jovens do concelho em ações de preservação da natureza e das florestas, contribuindo para a prevenção de incêndios rurais e para a proteção do território.

Durante o projeto, os participantes podem desenvolver ações de vigilância fixa, vigilância a pé e de bicicleta, bem como colaborar na sensibilização da população, na identificação e inventariação de áreas que necessitem de limpeza, no levantamento de zonas ardidas e em atividades de reflorestação.

O projeto decorre nas três freguesias do concelho, estando prevista uma bolsa diária de 13 euros para os jovens participantes.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, Luís Metrogos, o principal objetivo da iniciativa passa por permitir que os jovens tenham um papel ativo na comunidade e contribuam para a proteção do território: “O principal propósito é um bocadinho fazer com que os nossos jovens possam fazer a diferença na comunidade com os seus contributos ativos, melhorarem a proteção da nossa natureza e das florestas do concelho”.

Luís Metrogos explica que, para além da vigilância e prevenção de incêndios, o Município procurou introduzir novas dimensões no projeto, envolvendo as áreas do ambiente e da saúde e reforçando a colaboração com diferentes parceiros. “Tentámos trazer aqui alguma mudança, colocando também alguns parceiros, nomeadamente em relação ao ambiente e em relação à saúde, que nos parece importante agregar aqui para além das florestas”, explica. Daí a opção pelo nome “Geração +: Ambiente, Saúde e Florestas”, que pretende traduzir uma abordagem mais abrangente à participação dos jovens e à proteção do território.

Entre os parceiros envolvidos encontram-se as Juntas de Freguesia e os Bombeiros, procurando reunir diferentes contributos numa estratégia comum de proteção ambiental, limpeza dos terrenos e prevenção.

Luís Metrogos destaca ainda a forma positiva como os jovens têm aderido à iniciativa. O primeiro grupo foi recebido na Câmara Municipal, numa experiência que, segundo o presidente, demonstra a vontade dos participantes em contribuir para a comunidade. “É um gosto vê-los chegar aqui à Câmara Municipal e estarem interessados em participar”.

Quanto à bolsa diária atribuída aos jovens, o autarca diz ser apenas “um pequeno incentivo”. “Eu julgo que muitos deles o fariam sem esse incentivo, porque eles gostam mesmo de participar”, assegura.

O presidente da Câmara Municipal considera que este tipo de experiência pode ter também um papel importante na formação dos jovens, ajudando-os a desenvolver uma maior consciência ambiental e responsabilidade relativamente à gestão do território. “Esperamos que com este programa e este projeto, nós consigamos ajudar a que eles se tornem no futuro adultos mais capazes e responsáveis nestas temáticas do ambiente e da gestão da floresta”, sublinhou.

Apesar da adesão já registada, o Município pretende reforçar a participação, deixando um apelo especial aos jovens da freguesia de Alcáçovas. Segundo Luís Metrogos, não houve participantes daquela freguesia nas últimas quinzenas, existindo ainda disponibilidade para integrar novos voluntários. “Gostava de convidar os jovens das freguesias, principalmente de Alcáçovas, a participar. Porque nas últimas quinzenas não tivemos nenhuns. Portanto, apelo a que mais jovens participem”, diz o autarca.

O período de férias, diz ainda Luís Metrogos, constitui uma oportunidade para os jovens adquirirem novas experiências, participarem na comunidade e, simultaneamente, contribuírem para a manutenção das florestas e do espaço rural do concelho. “Juntem-se a nós, façam parte deste projeto, certamente vão aproveitar e tirar proveito para eles próprios e ajudam-nos a fazer este voluntariado jovem, esta manutenção das nossas florestas e do nosso espaço rural”, conclui, dirigindo-se ao público-alvo da iniciativa.

Os jovens interessados em participar no projeto “Geração +: Ambiente, Saúde e Florestas” podem efetuar a sua inscrição através da plataforma do programa Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas, do IPDJ (aqui).

Alentejo 2030 abre concurso de 10 milhões de euros para reforçar infraestruturas empresariais

O Programa Regional Alentejo 2030 abriu um concurso com uma dotação de 10 milhões de euros para reforçar as infraestruturas de acolhimento empresarial e promover a competitividade económica dos territórios.

O aviso, denominado “Infraestruturas de Acolhimento Empresarial de Nova Geração – ITI CIM”, destina-se aos Municípios e Comunidades Intermunicipais das regiões NUTS III do Alentejo Central, Alentejo Litoral, Baixo Alentejo e Lezíria do Tejo.

Os projetos poderão beneficiar de uma taxa máxima de cofinanciamento de 85% através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Apoio à criação e expansão de áreas empresariais

Entre os investimentos abrangidos pelo concurso estão a criação de novas áreas de acolhimento empresarial, bem como a expansão ou aumento da capacidade de áreas empresariais já existentes.

O aviso contempla ainda a requalificação de áreas de acolhimento empresarial, desde que integrada em operações de expansão, e o desenvolvimento de incubadoras de empresas de base não tecnológica, incluindo a criação de novas estruturas, o aumento da capacidade das existentes e a sua requalificação quando associada a operações de expansão.

Os investimentos elegíveis incluem infraestruturas e equipamentos e, no caso das áreas de acolhimento empresarial, também acessos complementares.

Segundo o Alentejo 2030, o objetivo passa por melhorar as condições para a instalação e crescimento das empresas e aumentar a capacidade dos territórios para atrair novos investimentos.

Reforçar a competitividade e o emprego

O apoio pretende aumentar a cobertura territorial de infraestruturas destinadas a apoiar a atividade empresarial, promovendo a sua articulação com as transições digital e climática.

A medida procura, desta forma, contribuir para a criação e crescimento de empresas, reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas (PME) e estimular a criação de emprego na região.

A verba disponível está distribuída pelos quatro territórios abrangidos pelo concurso:

– Alentejo Litoral: 3 milhões de euros;

– Baixo Alentejo: 2,5 milhões de euros;

– Lezíria do Tejo: 2,5 milhões de euros;

– Alentejo Central: 2 milhões de euros.

Candidaturas em duas fases

As candidaturas ao concurso decorrem em duas fases. A primeira termina a 30 de setembro de 2026, às 18h00, enquanto a segunda fase estará aberta até 21 de dezembro de 2026, às 18h00.

Com este aviso, o Alentejo 2030 pretende apoiar o reforço da capacidade empresarial dos territórios e criar melhores condições para a localização de empresas, a atração de investimento e a geração de emprego.

Reabilitação do Observatório das Aves de Elvas em votação no Orçamento Participativo

A reabilitação do Observatório das Aves de Elvas é uma das 14 propostas que integram a edição deste ano do Orçamento Participativo do Município de Elvas. O projeto, apresentado por Rui Figueiras, pretende recuperar e valorizar o equipamento existente na zona de Torre de Bolsa, promovendo simultaneamente a observação de aves, a educação ambiental e o património natural do concelho.

Uma ideia que nasceu durante passeios de bicicleta

Rui Figueiras, que trabalha em Elvas há cerca de dois anos e meio, conta que a ideia surgiu depois de descobrir o observatório durante os seus passeios de bicicleta pela região. A partir daí, passou a frequentar o espaço e percebeu o potencial que este poderia ter para a valorização da natureza e para a sensibilização da população.

Observatório apresenta sinais de degradação

O atual observatório encontra-se, contudo, bastante degradado. Segundo o promotor da candidatura, o telhado apresenta danos significativos e as escadas de acesso estão em más condições, dificultando a utilização do equipamento e podendo representar riscos para os visitantes.

A proposta prevê a substituição da atual estrutura por um novo observatório construído em plástico reciclado, um material que, de acordo com Rui Figueiras, apresenta elevada durabilidade e reduzidas necessidades de manutenção. O objetivo é criar uma infraestrutura capaz de resistir às condições climatéricas do Alentejo e permanecer funcional durante várias décadas.

Painéis interpretativos para valorizar a biodiversidade

O projeto inclui ainda a instalação de painéis interpretativos dedicados às espécies existentes no concelho de Elvas. A informação deverá ser atualizada e adaptada à realidade atual das populações de aves, permitindo aos visitantes conhecer melhor a biodiversidade da região.

Entre as espécies que podem ser observadas na área estão a abetarda e o sisão, aves emblemáticas das planícies alentejanas. A região integra uma Zona de Proteção Especial, ao abrigo da legislação europeia, e o concelho de Elvas possui outras áreas com particular interesse para a conservação da natureza, nomeadamente em São Vicente e Vila Fernando.

Projeto quer promover o turismo de natureza

Para Rui Figueiras, a recuperação do observatório pode também contribuir para o desenvolvimento do turismo de natureza e do birdwatching. O espaço poderá ser utilizado não apenas por observadores de aves, mas também por turistas, visitantes e escolas do concelho, funcionando como ferramenta de educação ambiental.

O projeto prevê igualmente a produção de conteúdos informativos e materiais de divulgação, que poderão ser disponibilizados no Posto de Turismo, incentivando os visitantes a conhecerem não só o observatório, mas também outras zonas de interesse natural existentes no concelho.

Investimento ronda os 19 mil euros

A proposta representa um investimento estimado de cerca de 19 mil euros, sendo a aquisição e instalação do novo observatório a principal parcela do orçamento. O restante valor destina-se à produção dos conteúdos interpretativos e materiais de divulgação.

Património natural como complemento ao património histórico

Rui Figueiras considera que a valorização do património natural poderá complementar a forte identidade histórica de Elvas e contribuir para atrair novos visitantes ao concelho.

A recuperação do observatório é, assim, apresentada como uma oportunidade para reforçar a ligação entre o património histórico e a riqueza natural do território, criando novas possibilidades de visitação e sensibilização ambiental.

Votação decorre até 2 de outubro

O promotor apela, por isso, à participação da população de Elvas no Orçamento Participativo, sublinhando que este é um instrumento através do qual os cidadãos podem contribuir diretamente para a definição de projetos para o concelho. A votação decorre até 2 de outubro.

Para Rui Figueiras, a concretização deste projeto permitiria não só recuperar um equipamento atualmente degradado, mas também reforçar a ligação entre o património histórico de Elvas e a riqueza natural existente no território.

A entrevista completa para ouvir no podcast:

Da camisola do Campomaiorense ao banco do Benfica: o “percurso mágico” de Marco Silva retratado em livro

Foto: Sport Lisboa e Benfica (Facebook)

“Marco Silva – Um Percurso Mágico” é a nova obra do historiador João Fortes Rocha, uma biografia que percorre a carreira desportiva do atual treinador do Sport Lisboa e Benfica, desde os primeiros passos enquanto jogador até à afirmação como um dos técnicos portugueses de maior destaque no futebol internacional.

Uma passagem marcante por Campo Maior

A obra dedica particular atenção à passagem de Marco Silva pelo Sporting Clube Campomaiorense, na época 1999/2000, uma experiência que João Fortes Rocha considera marcante no percurso do treinador. Aos 22 anos, o então jovem jogador integrou um plantel experiente, orientado por Carlos Manuel, e contribuiu para uma temporada que terminou com a permanência do clube no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão.

“Quando o Marco tinha apenas 22 anos e estava a iniciar o seu percurso no futebol sénior, fez-me ver também um outro mundo competitivo”, explica o autor, que destaca a convivência, em Campo Maior, com jogadores como Mário Jorge Aveleira Ramos, Rogério Matias, Poejo, Constantino e Demétrios.

“Um verdadeiro líder” começou a ganhar forma

Essa experiência poderá ter contribuído para algumas das características que hoje definem Marco Silva enquanto treinador. João Fortes Rocha recupera, no livro, uma declaração feita pelo próprio ao jornal Record aquando da saída do Campomaiorense, na qual o técnico recordava o clube pelo “convívio e a camaradagem”.

Para o autor, a passagem por Campo Maior terá proporcionado ao jogador ferramentas importantes de liderança e de gestão de balneário, competências que atualmente fazem dele “um verdadeiro líder”.

Testemunhos ajudam a contar a história

A relação com o Campomaiorense é também valorizada através dos testemunhos reunidos na obra. João Fortes Rocha procurou obter, para cada clube representado por Marco Silva, depoimentos de antigos colegas, treinadores ou dirigentes que acompanharam diferentes fases da carreira.

Entre os testemunhos relativos à passagem por Campo Maior está o de Mário Jorge Aveleira Ramos, antigo internacional jovem português e companheiro de equipa de Marco Silva.

O antigo defesa recorda um ambiente “muito familiar” no clube, que considera ter sido “o mais cumpridor” onde esteve, e destaca o rigor com que Marco Silva entendia o jogo e o seu “grande conhecimento tático”.

Campomaiorense entre as primeiras experiências na I Divisão

A passagem pelo Campomaiorense assume ainda um significado especial por ter sido, juntamente com o Belenenses, uma das duas experiências de Marco Silva na primeira divisão portuguesa enquanto jogador.

João Fortes Rocha considera, por isso, que existe um impacto desportivo relevante desta passagem por Campo Maior na trajetória do atual treinador do Benfica.

Agradecimento especial à direção do Campomaiorense

À direção do Sporting Clube Campomaiorense, João Fortes Rocha deixa um profundo agradecimento:

“Quero agradecer de forma muito sentida à direção do Sporting Clube Campomaiorense, porque a partir do momento em que pedi algum registo fotográfico da época 1999-2000, foi completamente incansável até encontrar uma fotografia do Marco Silva equipado com as cores do Campomaiorense. Foi um gesto que muito me sensibilizou”.

Um livro pensado antes da chegada ao Benfica

Esta biografia nasceu de um projeto iniciado antes da chegada de Marco Silva ao clube da Luz. O autor revela que o livro estava “praticamente escrito na totalidade” antes de ser oficializada a contratação pelo Benfica.

O projeto tinha inicialmente outro título, “Do Estoril a Londres”, e resultou do acompanhamento próximo que João Fortes Rocha fez da carreira de Marco Silva, primeiro enquanto dirigente do Estoril Praia e, posteriormente, ao longo do percurso como treinador.

“Entendi que o legado que já estava construído justificava perpetuar em livro o percurso de um dos treinadores mais emblemáticos do nosso futebol”, explica o autor.

Do jogador ao treinador de destaque internacional

A obra acompanha, assim, a evolução de Marco Silva desde os últimos anos como jogador até à carreira nos bancos.

São abordadas as etapas que levaram o treinador ao Sporting, onde conquistou a Taça de Portugal e devolveu um título ao clube oito anos depois, ao Olympiacos, onde alcançou vários recordes, e à Premier League, onde se tornou no segundo treinador português com mais jogos na competição, apenas atrás de José Mourinho.

João Fortes Rocha acompanhou presencialmente algumas dessas etapas em Inglaterra, tendo assistido a jogos de Marco Silva ao serviço do Everton e do Fulham. Segundo o autor, esse acompanhamento permitiu-lhe observar de perto a evolução de um treinador que viria a alcançar um lugar de destaque no futebol inglês.

Marco Silva assina o prefácio

O prefácio da obra, editada pela Oficina do Livro, é da autoria do próprio Marco Silva e reflete a forma como encara a profissão e a importância que o futebol assume na sua vida.

“Marco Silva – Um Percurso Mágico” apresenta, desta forma, não apenas a trajetória de um treinador de sucesso, mas também a história do jogador que, no início da carreira sénior, passou pelo Campomaiorense e viveu numa fase de aprendizagem e afirmação num plantel experiente da primeira divisão.

Sobre o autor

João Fortes Rocha é licenciado, mestre e doutorando em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE-IUL e pela Universitá de Pisa. É também autor das obras Estoril Praia – 80 Anos, 80 Figuras (2019), Cascais 2018: A História de Uma Capital (2022) e Agostinho José Fortes: Um Filho de Mourão (2022).

Para além disso, é membro do Conselho Técnico da Associação de Futebol de Lisboa, presidente do Conselho Fiscal da Sociedade Musical de Cascais e diretor do Museu do Mar Rei D. Carlos, em Cascais.