Depois de um interregno de dois anos, o Norte Alentejano O’ Meeting (NAOM) regressa ao Alto Alentejo na sua XVIII edição. Realiza-se de 15 a 17 de Janeiro em Castelo de Vide e organização é da responsabilidade do Grupo Desportivo dos 4 Caminhos em parceria com a Federação Portuguesa de Orientação e do Município de Castelo de Vide.
O NAOM é um evento Internacional de Orientação pedestre que fará a abertura da época internacional em Portugal. Faz parte do ranking mundial da Federação Internacional e da taça de Portugal da federação Portuguesa de Orientação e é uma excelente forma de promover o turismo desportivo na região. Apesar de acolher a alta competição também é desporto para todos através dos percursos abertos.
Pela primeira vez o NAOM terá uma vertente inclusiva, através de uma atividade de orientação adaptada, vocacionada para pessoas com deficiência Intelectual. Esta vertente é pioneira a nível mundial e também e poderá incluir crianças em idade pré-escolar e idosos dos centros de dia de lares de idosos.
O Presidente da CCDR Alentejo, I.P., Ricardo Pinheiro, participou, em Alcácer do Sal, na assinatura do contrato interadministrativo que assegura um apoio até 900 mil euros destinado ao realojamento provisório de 17 agregados familiares da Herdade da Barrosinha, afetados pelas cheias registadas no início de 2026.
O contrato, celebrado entre a CCDR Alentejo, IP e o Município de Alcácer do Sal, permitirá financiar a aquisição dos módulos habitacionais provisórios, bem como as respetivas ligações às redes de abastecimento de água e saneamento, garantindo condições de alojamento às famílias enquanto decorre a recuperação das suas habitações.
Na sua intervenção, Ricardo Pinheiro sublinhou a importância da resposta institucional desenvolvida desde os primeiros momentos após o fenómeno climático extremo que afetou o concelho, destacando o papel da cooperação entre a Administração Central, a CCDR Alentejo, IP e o poder local.
“Respondermos e adaptarmos o território às alterações climáticas é hoje um desafio fundamental. O que aconteceu entre janeiro e fevereiro de 2026 exigiu uma enorme capacidade de resiliência e uma resposta célere das instituições”, afirmou.
O Presidente da CCDR Alentejo destacou ainda que o processo de recuperação permitiu comprovar a eficácia do novo modelo de governação territorial das CCDR, evidenciando o trabalho desenvolvido em conjunto com os municípios e com o Governo.
“Este foi um exercício onde o novo modelo funcionou bem. Houve uma forte articulação entre a CCDR, o Município, os membros do Governo e as equipas técnicas, permitindo encontrar soluções para responder às necessidades das populações”, referiu.
Ricardo Pinheiro recordou igualmente que, na sequência das intempéries, foram aprovados mais de 90 processos de apoio a habitações particulares, correspondendo a mais de 700 mil euros de investimento, e reiterou o compromisso da CCDR em continuar a acompanhar os municípios da região.
“Vamos continuar a manter uma enorme proximidade com as autarquias e com todos aqueles que têm responsabilidades na governação do território do Alentejo, garantindo que as respostas chegam às populações e contribuem para territórios mais resilientes.”
A Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, considerou a assinatura do contrato um momento determinante para o concelho, permitindo resolver uma questão pendente desde as cheias.
“Finalmente temos o contrato interadministrativo assinado. Foi uma solução fundamental para garantir alojamento às 17 famílias desalojadas da Barrosinha e representa um passo muito importante na recuperação do concelho.”
A autarca agradeceu o acompanhamento permanente da CCDR Alentejo, do Governo e das equipas técnicas envolvidas, sublinhando que o Município continuará a trabalhar na recuperação dos equipamentos e infraestruturas afetados pelas inundações.
Presente na cerimónia, o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, destacou a capacidade de resposta das instituições perante um dos mais severos fenómenos climáticos registados no país.
O governante salientou que já foram mobilizados mais de 20 milhões de euros em apoios para Alcácer do Sal, abrangendo famílias, empresas e infraestruturas públicas, e reforçou a necessidade de preparar os territórios para os desafios colocados pelas alterações climáticas, promovendo soluções que reforcem a sua resiliência futura.
A cerimónia decorreu na Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal, também afetada pelas cheias, simbolizando o caminho de recuperação que continua em curso no concelho, com o apoio articulado da Administração Central, da CCDR Alentejo e do Município.
Com a assinatura deste contrato, a CCDR Alentejo reforça o seu compromisso com a coesão territorial, a proteção das populações e a construção de territórios mais preparados para enfrentar os desafios colocados pelas alterações climáticas.
Estremoz prepara-se para receber, entre os dias 4 e 6 de setembro, mais uma edição das Festas da Cidade e da Exaltação da Santa Cruz, um dos momentos mais aguardados do calendário festivo do concelho. O Rossio Marquês de Pombal volta a ser o palco de três dias de tradição, música, convívio e animação, com entrada livre.
Organizadas pela Câmara Municipal de Estremoz e pela Paróquia de Santo André, as festividades prometem reunir estremocenses e visitantes num programa que alia as tradicionais cerimónias religiosas a momentos de entretenimento para todas as idades.
Entre os principais destaques musicais estão os concertos de Os Vouguinhas, no dia 4 de setembro, José Cid, no dia 5, e ÁTOA, no dia 6. O programa inclui ainda animação de rua, quermesse, divertimentos para crianças e o tradicional espetáculo de fogo de artifício.
A vice-presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sónia Caldeira, sublinha o caráter comunitário das festividades, destacando a importância de proporcionar aos estremocenses um momento de encontro e confraternização. “É uma organização conjunta entre o município de Estremoz e a Paróquia de Santo André e contamos que seja mais um momento em que os estremocenses têm motivos para se juntarem, para confraternizarem e para juntos celebrarem as nossas festas da cidade, já tão tradicionais”, afirma.
Sónia Caldeira destaca também a presença das cerimónias religiosas, organizadas pela Paróquia de Santo André, e a chegada do novo pároco, o padre Ricardo Cardoso, que assumirá funções nas paróquias de Estremoz no início de dezembro.
Para além da componente religiosa e dos espetáculos, o recinto do Rossio volta a acolher alguns dos elementos mais tradicionais destas celebrações. “As pessoas podem ir ao recinto das festas, que é no nosso Rossio, um espaço muito amplo, em que está toda a gente”, refere a autarca, destacando a oferta gastronómica, com frangos assados, pão com chouriço e bifanas, bem como a quermesse e as tradicionais barraquinhas de bolos e rifas.
Os mais novos terão também à disposição diversos divertimentos, reforçando o caráter familiar das festas.
Com entrada livre e um programa que combina tradição, religião, música e convívio, Estremoz volta assim a celebrar a sua identidade e as suas tradições no coração da cidade, convidando a população e os visitantes a participar em mais uma edição das Festas da Exaltação da Santa Cruz.
Um homem de 37 anos despistou-se esta manhã, pelas 09h15, na Estrada da Figueira, em Campo Maior, tendo embatido contra um poste de eletricidade.
Segundo informação apurada, o condutor foi submetido ao teste de alcoolemia, tendo alegadamente acusado uma taxa de 2,70 g/l de álcool no sangue. As circunstâncias do acidente estão a ser apuradas.
A edição deste ano do Festival do Crato arranca esta terça-feira, 25 de agosto, com um dia extra de entrada gratuita, dando início a cinco dias de música, animação e tradição que se prolongam até sábado, dia 29.
O cartaz reúne nomes como Calum Scott, Sara Correia, Calema, Delfins, Bispo, Slow J e Veigh, numa programação pensada para chegar a diferentes públicos. A par dos concertos, o evento mantém o espaço de campismo e decorre em simultâneo com a tradicional Feira de Artesanato, que este ano assinala a sua 40.ª edição.
O presidente da Câmara Municipal do Crato, Joaquim Diogo, admite que as expectativas são elevadas, mas sublinha que o principal objetivo é proporcionar bons momentos a quem visita o concelho. “A expectativa é muito alta sempre, mas acima de tudo aquilo que esperamos todos é que as pessoas venham ao Crato para se divertir, para passar momentos bons”, afirma.
O autarca destaca ainda a importância do festival enquanto afirmação de um território do interior, considerando que o evento demonstra a capacidade de uma pequena comunidade para organizar uma iniciativa de grande dimensão.
A Feira de Artesanato terá também um papel de destaque nesta edição, com artesanato ao vivo, uma zona de showcooking e um palco dedicado à tradição musical, além de “algumas surpresas” destinadas a assinalar quatro décadas de história.
Cartaz aposta na diversidade
Joaquim Diogo salienta também a aposta num cartaz que considera “muito equilibrado” e “muito forte”, destacando artistas como Calum Scott, Calema, Slow J e Veigh.
Uma das novidades desta edição é a Digital Box, espaço dedicado ao universo digital e às novas gerações, que terá como protagonistas “Os Primos”, dupla conhecida pela presença no YouTube e noutras plataformas digitais.
A programação procura, assim, cruzar diferentes estilos musicais e públicos, mantendo a tradição de um festival que se tornou uma das principais referências culturais e musicais do Alto Alentejo.
Mais de 30 mil passageiros transportados na última edição
A mobilidade e a segurança são também prioridades para a organização. Segundo Joaquim Diogo, na edição anterior, quase metade dos festivaleiros optou por deixar o automóvel em casa.
O município mantém acordos com a Rede Expressos e a CP, que permitem aos portadores de bilhete para o Festival do Crato beneficiar de descontos nas viagens. A estes meios junta-se a rede de transportes do Alto Alentejo, com mais de nove circuitos a assegurar ligações a grande parte do território.
O presidente da Câmara revela que, perante um volume de vendas situado entre os 65 mil e os 70 mil bilhetes na edição anterior, a Rodoviária do Alentejo transportou mais de 30 mil passageiros durante os quatro dias do festival.
Para Joaquim Diogo, os números mostram uma mudança de hábitos por parte dos festivaleiros, tanto por razões ambientais como de segurança.
“É esse apelo que quero deixar”, afirma o autarca, incentivando o público a privilegiar os transportes públicos nas deslocações para o festival.
Segurança reforçada
A organização preparou igualmente um dispositivo de segurança que envolve a Guarda Nacional Republicana, segurança privada, paramédicos e bombeiros.
Joaquim Diogo espera que o dispositivo esteja, uma vez mais, à altura da dimensão do evento, garantindo as condições necessárias para que o público possa aproveitar o festival em segurança.
“Que as pessoas venham ao Crato para ser felizes, que é isso que nós queremos”, remata o autarca.
Com música, artesanato, gastronomia, campismo e uma programação diversificada, o Festival do Crato decorre até sábado, numa edição que assinala também os 40 anos da Feira de Artesanato e reforça a aposta do município na afirmação do concelho enquanto destino cultural e de entretenimento.
PROGRAMAÇÃO
25 de agosto | Entrada gratuita 21h30 — A Batalha do K-Pop 22h50 — Elyas 23h40 — Gipsy King by Diego Baliardo 01h30 — Pears
26 de agosto 21h30 — Bispo 23h05 — Dub Inc 00h45 — Slow J 02h25 — Zanova
27 de agosto 21h30 — Soraia Ramos 23h05 — Papillon 00h45 — Veigh 02h25 — Breyth
28 de agosto 21h30 — Sara Correia 23h05 — Delfins 00h45 — Calema 02h25 — Kura 03h55 — Ana Isabel Arroja
29 de agosto 21h30 — Buba Espinho 23h05 — Calum Scott 01h00 — Karetus 02h50 — Projeto Remember Old Times
Um homem de 35 anos foi detido esta madrugada, 25 de agosto, na Rua Francisco Sá Carneiro (zona da Oura), em Albufeira, após atropelar várias pessoas durante uma tentativa de fuga à autoridade. Pelas 03h00, o suspeito desobedeceu à ordem de paragem da Guarda Nacional Republicana (GNR), inverteu a marcha e avançou deliberadamente contra os peões e o dispositivo policial presente no local. A viatura só imobilizou após embater noutro veículo, tendo o indivíduo tentado fugir a pé antes de ser intercetado pelo Grupo de Intervenção de Ordem Pública.
Do atropelamento resultaram 12 feridos — um grave e 11 ligeiros —, entre os quais dois militares da GNR, tendo todos recebido assistência médica imediata. Submetido ao teste de alcoolemia, o condutor acusou uma Taxa de Álcool no Sangue (TAS) de 1,29 g/l, além de ter sido sujeito a exames toxicológicos. O detido vai responder pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob efeito de álcool e condução perigosa, estando o caso entregue ao Tribunal Judicial competente para a aplicação das medidas de coação.
O Núcleo de Urgência de Elvas, com o apoio da Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, promove, no dia 6 de novembro, o I Simpósio Internacional de Enfermagem Forense, no auditório da Escola Superior de Biociências de Elvas.
A iniciativa reúne especialistas nacionais e internacionais, profissionais de saúde, investigadores, docentes e estudantes para debater os desafios atuais da Enfermagem Forense e o papel cada vez mais relevante desta área na articulação entre a saúde, a justiça e a proteção das vítimas.
Segundo a enfermeira Ana Sofia Alves, membro da comissão científica do simpósio, a Enfermagem Forense assume uma função essencial no acompanhamento das vítimas de crime, trauma e abuso, conjugando a prestação de cuidados de saúde com procedimentos de natureza forense.
“A enfermagem forense trata-se de uma especialidade que une os cuidados de saúde às ciências forenses e ao sistema judicial, tornando as coisas muito mais fáceis para a vítima”, explica.
A profissional destaca ainda o papel do enfermeiro forense na recolha e preservação de vestígios, bem como na documentação rigorosa das lesões, através de registos e documentação fotográfica, elementos que podem vir a assumir relevância em contexto judicial.
O simpósio pretende, assim, contribuir para uma maior divulgação desta área junto da população e dos profissionais, promovendo a partilha de conhecimentos e experiências entre diferentes áreas de intervenção.
A adesão à iniciativa tem superado as expectativas da organização. De acordo com Ana Sofia Alves, as inscrições presenciais encontravam-se já esgotadas antes do final de julho, tendo sido posteriormente alargada a possibilidade de participação online, que continua a registar uma forte procura.
Ao longo do encontro serão realizadas conferências, mesas-redondas e momentos de discussão científica, com a abordagem de temáticas atuais e emergentes relacionadas com a Enfermagem Forense e a sua crescente importância nos sistemas de saúde contemporâneos.
A organização espera ainda que a participação de especialistas internacionais permita aprofundar o debate sobre as ciências forenses e os desafios de uma área em expansão e desenvolvimento, reforçando a necessidade de uma intervenção articulada entre profissionais de diferentes setores.
Campomaiorense de nascimento, jornalista de profissão e poeta por paixão, Fernando Fitas mantém uma ligação profunda a Campo Maior, apesar de viver há mais de seis décadas na margem sul do Tejo.
Do jornalismo à poesia
Fernando Fitas, nascido há 69 anos em Campo Maior, iniciou o percurso profissional no jornalismo, em 1975, tendo passado por diferentes órgãos de comunicação social, pela imprensa regional e pelas rádios locais. Esteve também ligado à fundação do jornal 24 Horas e dirigiu um quinzenário da Península de Setúbal.
Depois de cerca de cinco décadas de profissão, afastou-se do jornalismo, encontrando na poesia uma nova forma de expressão. “A poesia é diferente. Não é tão limitativa, antes pelo contrário. Permite-nos uma capacidade criadora que o jornalismo, em alguns aspetos, não permite”, explica.
26 obras
A sua produção literária conta já com 26 obras, 18 das quais de poesia, e uma dúzia de prémios conquistados em concursos literários. Fitas faz questão de participar apenas em concursos em que as obras são avaliadas sob pseudónimo, defendendo que “é para não haver possibilidades de nenhum tipo de compadrio”.
Na sua poesia estão frequentemente presentes questões sociais e, inevitavelmente, o Alentejo. “O Alentejo, ainda que eu tente evitar, acaba por estar sempre presente naquilo que escrevo”, afirma, considerando-o uma espécie de “segunda pele”.
O poeta encontra, aliás, uma imagem particular para explicar a passagem do jornalismo para a poesia: “Há duas palavras na língua portuguesa que foneticamente têm alguma semelhança e que, neste caso, se aplicam inteiramente, que é poesia e pousio.” Para Fitas, a poesia tornou-se o “pousio da linguagem jornalística”.
Campo Maior presente na obra de Fernando Fitas
Embora apenas uma das suas obras de prosa seja diretamente centrada em Campo Maior — “Cantos de Baixo”, título inspirado num dos largos emblemáticos da vila —, o escritor considera que a terra natal está presente em praticamente tudo o que escreve.
Por isso, quando questionado sobre a possibilidade de dedicar uma obra às Festas do Povo, prefere não aceitar o desafio de forma imediata. “Campo Maior, ainda que eu não refira expressamente o nome de Campo Maior, está em praticamente todos os meus livros”, explica, considerando que limitar essa presença apenas às festas poderia ser “um pouco redutor”.
A ligação, contudo, permanece evidente. Dias antes de regressar à vila, por ocasião das Festas do Povo, Fitas escreveu um texto que, embora sem mencionar Campo Maior, termina com uma referência às “mãos que tecem flores e tecem claridades”. “Está dito, é Campo Maior, só pode ser”, comenta ainda.
Aos 69 anos, Fernando Fitas continua a escrever diariamente e prepara novas obras.