O Enfermeiro João Paulo da Cruz Policarpo, da ULS Alto Alentejo, passou a integrar a Comissão de Apoio Técnico Especializado da Mesa do Colégio da Especialidade em Enfermagem Paliativa da Ordem dos Enfermeiros.
A nomeação do profissional constitui um reconhecimento das suas competências técnicas, experiência profissional e dedicação à área da Enfermagem Paliativa, permitindo reforçar a participação dos nossos profissionais em estruturas de âmbito nacional que contribuem para o desenvolvimento e valorização da profissão.
Os municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa defendem que a futura Grande Área de Acolhimento Empresarial, anunciada pelo Governo para o Interior do Alentejo, seja instalada junto à Estação Técnica n.º 2 da nova linha ferroviária do Corredor Internacional do Sul.
A proposta foi apresentada recentemente numa reunião na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, onde os sete municípios deram a conhecer ao presidente da entidade, Ricardo Pinheiro, os argumentos que sustentam a localização.
“Há aqui uma vontade de potenciar aquilo que é o Corredor Internacional do Sul”, afirma o presidente da CCDR Alentejo, defendendo que esta estratégia poderá transformar a zona do Alentejo Central mais próxima da raia num “polo avançado” de armazenamento e apoio à atividade económica associada à região de Sines.
Ricardo Pinheiro acrescenta que também os municípios de Campo Maior e Elvas já realizaram reuniões formais com a CCDR Alentejo, tendo apresentado igualmente as suas perspetivas sobre a futura localização da área empresarial.
“De facto, numa altura em que o Governo pretende dinamizar seis localizações no PTRR, faz todo o sentido que existam bons estudos que justifiquem aquilo que serão os critérios do Governo, mas também a articulação com a CCDR”, sublinha.
Apesar de os critérios definitivos para a escolha das novas áreas empresariais ainda não serem conhecidos, Ricardo Pinheiro considera que a decisão deverá ter em conta um conjunto alargado de fatores. Entre eles está, desde logo, a proximidade à ferrovia e a grandes centros industriais, mas também às redes de telecomunicações de alta capacidade ligadas a Sines e aos cabos submarinos que asseguram as ligações entre a Europa e a América através do território alentejano.
Ricardo Pinheiro aponta ainda a proximidade às condutas de gás natural e às redes de abastecimento de água como fatores relevantes para a instalação de grandes empresas e plataformas industriais e logísticas.
“Hoje há um conceito de real estate que obriga que as grandes plataformas de logística ou de outras áreas industriais se movam em forma de critérios de regulação”, explica.
Outro dos critérios considerados determinantes prende-se com os instrumentos de gestão territorial. Para o presidente da CCDR Alentejo, a existência de Planos Diretores Municipais alinhados com o Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo poderá facilitar ou dificultar a concretização de grandes projetos empresariais. “Está na altura do Alentejo assumir uma captação de um investimento externo potente à escala europeia, mas também mundial”, defende Ricardo Pinheiro.
A capacidade de ligação às redes de transporte e distribuição de energia elétrica deverá igualmente integrar a avaliação. O presidente da CCDR considera que este é um dos fatores essenciais para a atração de grandes investimentos, numa altura em que a região procura afirmar-se como território competitivo para a instalação de projetos de dimensão nacional e internacional.
A localização da futura Grande Área de Acolhimento Empresarial deverá, assim, resultar da conjugação de critérios definidos pelo Governo com a avaliação das características e potencialidades de cada território, num processo que deverá envolver também a CCDR Alentejo e os municípios interessados.
O programa Ambiente em FM desta semana dá a conhecer a 16.ª edição do Projeto Floresta Comum, uma iniciativa que vai disponibilizar gratuitamente mais de 75 mil plantas nativas para reforçar a cobertura florestal do país. Saiba quem se pode candidatar e de que forma esta parceria nacional contribui para a criação de espaços verdes e ecossistemas mais resistentes.
O programa resulta de uma cooperação entre entidades públicas, académicas e ambientalistas para distribuir 39 espécies autóctones — entre as quais carvalhos, sobreiros, azinheiras, freixos e medronheiros. A convocatória destina-se a entidades públicas e comunitárias que façam a gestão de terrenos públicos ou terrenos baldios, promovendo projetos de conservação, parques urbanos e educação ambiental.
A aposta em espécies nativas é fundamental por estarem naturalmente adaptadas ao clima e aos solos locais. Estas árvores e arbustos oferecem maior resistência a períodos de seca, pragas e incêndios florestais, desempenhando um papel crucial no reforço da biodiversidade e na preparação do território contra o impacto das alterações climáticas.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
O escritor e professor Joaquim Santos tem a votação o projeto “Quadras com Tradição – Poesia Escrita ao Som da Ronca” à edição deste ano do Orçamento Participativo da Câmara Municipal de Elvas. O objetivo da iniciativa é promover o gosto pela poesia e pela escrita junto das crianças, ao mesmo tempo que procura preservar e valorizar a cultura e as tradições locais.
Poesia para os mais novos
Inserido na área temática da Cultura, Ciência e Património, o projeto destina-se sobretudo a crianças do terceiro e quarto anos do primeiro ciclo e do quinto e sexto anos do segundo ciclo, com idades aproximadas entre os oito e os 12 anos.
Segundo Joaquim Santos, a ideia nasceu da necessidade de encontrar formas mais apelativas de trabalhar o texto poético junto dos mais novos. O professor considera que, apesar de a poesia poder ser uma das áreas mais exigentes para ensinar nas escolas, o seu ritmo e musicalidade podem também constituir uma oportunidade para captar a atenção das crianças.
A ronca como ponto de ligação
É neste contexto que surge a ligação à ronca, instrumento tradicional associado à identidade cultural de Elvas. O projeto pretende juntar a escrita poética à tradição musical e artesanal, criando uma abordagem multidisciplinar.
A iniciativa prevê uma primeira fase escolar, através de oficinas itinerantes nas escolas do concelho, incluindo as freguesias. As sessões deverão envolver professores, poetas populares e artesãos locais, conjugando a componente literária com o conhecimento da ronca e da sua construção.
Durante as oficinas serão realizadas atividades de escrita criativa e leitura de poesia, com particular atenção a autores ligados ao concelho, como António Dinis da Cruz e Silva e António Sardinha. Os alunos terão ainda contacto com a componente acústica e artesanal da ronca, procurando perceber a relação entre o ritmo do instrumento e a métrica das quadras.
Um livro com as quadras das crianças
“Quadras com Tradição” prevê também a criação de um livro em formato papel, reunindo as quadras produzidas pelas crianças ao longo do projeto. O objetivo é que o trabalho desenvolvido nas escolas resulte num produto final que possa permanecer como registo da participação dos mais novos.
Numa segunda fase, de carácter comunitário, está prevista uma apresentação pública dos trabalhos realizados pelas crianças, integrada num dos eventos promovidos pelo Município de Elvas. A iniciativa pretende, assim, envolver também as famílias e proporcionar aos participantes uma experiência de apresentação em palco.
Transmissão de saberes entre gerações
Para Joaquim Santos, uma das principais metas passa por reforçar a transmissão entre gerações. A presença de poetas populares e artesãos locais nas atividades permitirá aproximar as crianças de pessoas que guardam conhecimentos e memórias ligados à cultura elvense.
O projeto pretende ainda combater o desinteresse pela leitura e pela escrita através de metodologias mais lúdicas, unir a criatividade literária à preservação do património local e promover uma maior transmissão geracional das tradições.
Candidatura com orçamento de 23.850 euros
A candidatura dispõe de um orçamento de 23.850 euros, destinado, entre outros aspetos, à construção de roncas com materiais reciclados para as crianças participantes e à produção do livro final.
Joaquim Santos deixou um apelo aos elvenses para que participem na votação do Orçamento Participativo e escolham o projeto caso considerem que deve ser concretizado.
“Defendemos a nossa cultura, a nossa tradição e achamos que deve ser passada às nossas crianças porque são elas o nosso futuro”, afirmou o escritor, sublinhando ainda a importância de mostrar aos mais novos que “com as palavras também se pode brincar e também se pode aprender a brincar”.
Com “Quadras com Tradição”, a proposta passa, assim, por aproximar as crianças da poesia através da criatividade, da música e da cultura local, procurando garantir que tradições como a ronca e a poesia popular continuam presentes nas gerações futuras.
A entrevista completa a Joaquim Santos para ouvir no podcast abaixo:
A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior quer reforçar a resposta às necessidades da população e aposta no crescimento do apoio domiciliário.
A instituição acompanha atualmente mais de 300 utentes, entre o apoio domiciliário, centro de dia, lar de idosos e infantários. Segundo o provedor, José Jorge Pereira, o apoio domiciliário é uma área em expansão e a intenção passa por aprofundar o trabalho desenvolvido junto da população.
“Temos o apoio domiciliar a mais de 30 pessoas, mas nós queremos fazer aqui um trabalho um bocadinho mais profundo”, afirma o responsável.
A par do crescimento das respostas sociais, a Santa Casa enfrenta dificuldades na contratação de profissionais, sobretudo na área da gerontologia. José Jorge Pereira explica que é difícil encontrar trabalhadores com formação e perfil adequado para este tipo de funções. “Não é fácil, principalmente na área da gerontologia, encontrar pessoas quer com capacidades, quer adequadas e com perfil para este tipo de situação”, sublinha.
O provedor reconhece que o trabalho com idosos é exigente e desgastante, mas defende que deve ser mais valorizado, destacando também a componente gratificante da profissão. “É um trabalho bastante árduo e duro, desgastante, e muitas das vezes vê-se como o fim de linha. Mas quem trabalha na gerontologia acaba por ganhar o gosto”, garante.
José Jorge Pereira considera ainda importante mostrar que trabalhar com idosos pode ser uma experiência enriquecedora, nomeadamente pela relação criada com os utentes e pelo reconhecimento que recebem. “É importante cativar as pessoas, dizer que não é um trabalho desprestigiante, é um trabalho cativante e que se aprende”, conclui.