O regime dos espetáculos, em vigor desde 2024, obriga o promotor de um espetáculo a devolver o preço do bilhete sempre que o evento não se realize na data, hora ou local marcados, haja substituição do programa ou de artistas principais, ou o espetáculo seja interrompido.
Este direito aplica-se independentemente do motivo do cancelamento, sendo o promotor do evento obrigado a restituir o valor pago no prazo máximo de 30 dias após a decisão de reembolso.
Para reaver o seu dinheiro, o consumidor deve enviar uma reclamação escrita ao promotor — por e-mail ou carta registada — detalhando o nome do evento, local, data e anexando uma cópia dos bilhetes.
Caso a empresa recuse o reembolso ou não responda, deve apresentar uma queixa no Livro de Reclamações e junto da IGAC (Inspeção-Geral das Atividades Culturais), anexando a prova de recusa do promotor.
Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:
O Museu Militar de Elvas recebe, na tarde de 5 de setembro, a apresentação do livro “Contos, Com Sonho”, da autoria de Victor Ferreira, escritor e artista plástico natural de Almada, mas com uma ligação muito especial à cidade de Elvas.
A relação do autor com Elvas começou em 1975, quando cumpriu 16 meses de serviço militar no antigo Centro de Instrução de Condução Auto (CICA). Durante esse período, Victor também vestiu a camisola do Clube de Futebol “Os Elvenses”, que então disputava a terceira divisão nacional.
“Guardo no coração a cidade de Elvas”, afirma o autor, recordando os amigos que fez durante esse período e a ligação que mantém à cidade. Todos os anos, em setembro, Victor regressa a Elvas para participar num almoço de confraternização com antigos atletas de “Os Elvenses”. Este ano, a visita ganha um significado especial com o lançamento do seu novo livro.
“Contos, Com Sonho” reúne 30 histórias baseadas em episódios reais da vida do autor, organizadas numa perspetiva cronológica, desde a infância até aos dias de hoje. Entre os contos, seis são diretamente relacionados com o período em que o escritor viveu em Elvas, incluindo experiências do serviço militar e do futebol.
A paixão pela escrita não é recente. Em 2007, o autor publicou um livro de poesia e, ao longo dos anos, foi reunindo histórias e episódios que acabou por transformar em contos. A obra nasce, assim, de memórias pessoais e de experiências vividas, algumas das quais têm Elvas como cenário.
A apresentação do livro será também uma oportunidade para conhecer outra faceta artística de Victor. Além da experiência como militar, futebolista e escritor, o autor dedica-se à pintura a óleo, estando prevista a exposição de alguns dos seus trabalhos na sala onde decorrerá o lançamento da obra.
Com esta iniciativa, Victor pretende reencontrar amigos e antigos companheiros, mas também partilhar com o público elvense uma obra que guarda várias memórias de uma época marcante da sua vida.
A apresentação de “Contos, Com Sonho” realiza-se no dia 5 de setembro, pelas 16 horas, no Museu Militar de Elvas, contando com a presença de amigos, antigos colegas e público interessado em conhecer a obra e o percurso do autor.
O cinema está de regresso ao Auditório São Mateus, em Elvas, no mês de setembro, com cinco sessões que integram uma programação diversificada que inclui ação, aventura, animação e terror.
A programação arranca no dia 4 de setembro, às 21h30, com “Spider-Man: Brand New Day”. No dia 11, também às 21h30, será exibido o filme “A Odisseia”.
Para o público mais jovem e as famílias, o filme de animação “Mínimos & Monstros” chega ao grande ecrã no domingo, dia 13 de setembro, com sessão marcada para as 16 horas.
No dia 18, às 21h30, é a vez do terror, com “Insidious: O Longínquo”. A programação mensal encerra no dia 25 de setembro, também às 21h30, com “Na Companhia das Estrelas”.
Os bilhetes podem ser adquiridos antecipadamente através da Ticketline ou na bilheteira do Auditório São Mateus, a partir de 30 minutos antes de cada sessão.
A Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior quer dar uma nova dinâmica à instituição, com vários projetos em preparação e uma aposta particular na aproximação entre diferentes gerações.
O provedor, José Jorge Pereira, revela que existe “o sonho” de juntar as várias valências da instituição no espaço da quinta da Misericórdia, criando condições para que idosos e crianças possam partilhar experiências e atividades.
A ideia está já a ser desenvolvida através de um projeto que envolve a área de gerontologia e os infantários. O objetivo passa por criar uma espécie de encontro entre “avós” e “netos” que não têm essa ligação familiar, promovendo momentos de convívio e aprendizagem entre as diferentes gerações.
Considerando que as experiências realizadas até agora têm sido “muito bonitas”, o provedor defende que a distância entre os infantários e o restante núcleo da instituição não deve impedir a concretização do projeto. “Nada é impossível se nós não quisermos. Temos que trabalhar e, de facto, temos muito espaço lá em cima”, assegura.
José Jorge Pereira destaca ainda as condições existentes na quinta da Misericórdia, que considera um espaço com grande potencial para acolher este projeto.
Paralelamente, a Santa Casa tem vindo a investir na modernização das suas infraestruturas e na eficiência energética. Recentemente, foram instalados painéis solares e foi melhorada a estrutura de aquecimento de águas, com o objetivo de permitir uma gestão mais eficiente dos consumos de gás e eletricidade.
José Jorge Pereira garante que a instituição está agora preparada para avançar para uma nova fase e revela que existem outros projetos em carteira.
Entre as novidades está o centro de cuidados continuados, uma resposta sobre a qual o provedor promete prestar esclarecimentos à população: “Temos projetos agora em carteira, há de haver novidades, vamos esclarecer a população também com a questão do centro de cuidados continuados, que muito se fala.”
A Misericórdia de Campo Maior pretende, assim, continuar a adaptar a sua estrutura às necessidades atuais, conjugando o investimento nas instalações com novas respostas sociais e projetos que promovam uma maior ligação entre a comunidade e as diferentes gerações.