As Festas do Povo de Campo Maior chegaram ao fim este domingo, 16 de agosto, com a Cerimónia de Encerramento, realizada no Jardim Municipal.
O momento marcou o encerramento de mais uma edição desta tradição única, que voltou a encher as ruas de Campo Maior com milhares de flores de papel, envolvendo a comunidade na preparação e decoração de 93 artérias da vila.
Durante a cerimónia decorreu ainda, de forma simbólica, a queima de uma flor de cada rua, assinalando o fim das Festas do Povo de 2026.
A iniciativa contou com a participação dos cabeças de rua, que desta forma representaram todos aqueles que, ao longo dos últimos meses, contribuíram para manter viva uma tradição que atravessa gerações e que constitui uma das principais marcas culturais de Campo Maior.
As Festas do Povo voltam a afirmar-se, assim, como um momento de união da comunidade e de valorização do património cultural local, depois de vários dias em que Campo Maior recebeu visitantes de diferentes pontos do país e do estrangeiro.
João Manuel Nabeiro deixa mensagem de gratidão no encerramento das Festas do Povo
Gratidão foi a palavra escolhida por João Manuel Nabeiro para fazer o balanço das Festas do Povo de Campo Maior 2026, destacando o trabalho da população, dos cabeças-de-rua e o envolvimento dos visitantes ao longo da edição.
«Gratidão será a palavra que vou expressar. Gratidão ao povo de Campo Maior, aos cabeças-de-rua, que fizeram trabalhos excecionais, e aos nossos visitantes», afirmou o presidente da Associação das Festas do Povo.
João Manuel Nabeiro referiu-se ainda aos visitantes como «forasteiros», expressão tradicionalmente utilizada em Campo Maior, sublinhando que cada passagem pela vila fica na memória da população.
O responsável considerou que as Festas do Povo decorreram «com uma enorme normalidade», salientando o trabalho conjunto desenvolvido pela Associação das Festas do Povo, Câmara Municipal e pelas várias entidades envolvidas na organização.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) tem a decorrer, até dia 6 de setembro, coincidindo com um dos períodos de maior intensidade de circulação rodoviária do ano, a campanha nacional de sensibilização “Não há desculpas que cheguem”. É essa realidade que a nova campanha pretende evidenciar. Uma campanha que confronta o condutor com as consequências das suas escolhas.
Pedro Clemente, Presidente da ANSR, lembra que «durante as férias de verão, milhares de portugueses percorrem longas distâncias para chegar ao destino. É precisamente neste contexto que comportamentos aparentemente “justificáveis” — como continuar a conduzir apesar do cansaço, exceder os limites de velocidade ou conduzir depois de consumir bebidas alcoólicas — podem ter consequências irreversíveis».
Sob o conceito criativo “Não há desculpas que cheguem”, a campanha coloca o condutor perante cenários dramáticos que ilustram o impacto humano dos comportamentos de risco na estrada. Através de uma abordagem emocional e direta, as várias peças de comunicação demonstram que nenhuma desculpa consegue reparar as consequências de uma decisão tomada ao volante.
A campanha procura recordar que o verdadeiro destino de qualquer viagem é chegar em segurança. Entre as principais mensagens da campanha destacam-se: Faça pausas regulares e viaje descansado; respeite os limites de velocidade; se beber, não conduza e não use o telemóvel a conduzir.
A campanha de Verão integra a estratégia de comunicação da ANSR para 2026, que aposta no reforço da prevenção rodoviária através de campanhas multimeios mais consistentes, próximas dos cidadãos e dirigidas aos períodos de maior risco de circulação. O plano prevê precisamente três grandes campanhas nacionais — Páscoa, Verão e Natal/Ano Novo — suportadas por uma forte presença em televisão, rádio, digital e meios de proximidade.
O presidente da Câmara Municipal de Odemira, Hélder Guerreiro, considera que os problemas enfrentados pelos territórios exigem uma atuação mais articulada por parte do Governo e defende, nesse sentido, a concretização de um modelo de regionalização com verdadeira capacidade de intervenção.
A posição do autarca está relacionada com a necessidade de encontrar respostas para um conjunto de questões que ultrapassam a competência de um único ministério. Saúde, educação, segurança e acessibilidades são algumas das áreas que, segundo Hélder Guerreiro, devem ser analisadas de forma conjunta.
Foi também essa a razão, explica o presidente da Câmara, que levou o Município a dirigir uma carta ao primeiro-ministro. Em vez de procurar uma resposta isolada de um determinado ministério, Odemira pretende uma abordagem que permita juntar diferentes áreas governativas à mesma mesa.
Hélder Guerreiro entende que o primeiro-ministro poderá assumir um papel de coordenação neste processo, promovendo uma reunião com vários secretários de Estado para avaliar os problemas identificados e encontrar soluções concretas. “Nós precisamos da ação prática do Governo”, afirma o autarca, defendendo que o objetivo deve passar por transformar a identificação dos problemas em medidas efetivas no território.
Para o presidente da Câmara de Odemira, a atual divisão das competências governativas pode dificultar uma resposta eficaz quando os problemas estão interligados. Como exemplo, aponta a relação entre as acessibilidades e os serviços de saúde: não basta melhorar os acessos se, simultaneamente, persistirem dificuldades no funcionamento dos centros de saúde e na contratação de médicos.
É neste contexto que Hélder Guerreiro considera que a existência de uma estrutura de poder regional poderia aproximar a decisão política das necessidades concretas das populações. “Faz sentido um poder regional com capacidade de decisão e de mobilização daquilo que são as políticas públicas”, defende.
Na perspetiva do autarca, uma verdadeira estrutura regional permitiria uma visão mais abrangente sobre os territórios e evitaria que os municípios tivessem de procurar respostas de forma separada junto de diferentes organismos da Administração Central.
A ausência desse interlocutor é, aliás, apontada por Hélder Guerreiro como uma das principais dificuldades sentidas pelos municípios. “É frustrante não podermos ter um interlocutor que olhe para o território da mesma forma como nós olhamos”, conclui.
O programa Ambiente em FM desta semana destaca a consulta pública do Plano Nacional de Restauro da Natureza, o documento que vai orientar a recuperação dos ecossistemas degradados no país nos próximos anos. Descubra a importância da participação de todos neste processo que visa cumprir o novo Regulamento Europeu e tornar o território mais resiliente aos desafios climáticos.
Este plano estratégico estabelece as diretrizes para recuperar rios, florestas, zonas húmidas, estuários e áreas agrícolas em Portugal. Entre as prioridades propostas pelo Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS) destacam-se a definição de metas claras, financiamento adequado, acompanhamento científico e o foco prioritário em soluções baseadas na própria natureza.
A aposta no restauro ecossistémico — através da proteção de turfeiras, da plantação de espécies autóctones e do aumento da cobertura arbórea nas cidades — traz benefícios diretos para toda a sociedade. A recuperação destes habitats permite reter carbono, mitigar os efeitos de cheias e secas, arrefecer os centros urbanos durante ondas de calor e assegurar a preservação da biodiversidade nacional.
Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:
Alexis Guérin é o vencedor da 87.ª edição da Volta a Portugal Jogos Santa Casa, que terminou este domingo, no Porto.
O corredor francês, de 34 anos, confirmou a Camisola Amarela após 11 dias de competição, terminando com um minuto e dois segundos de vantagem sobre o colega de equipa Artem Nych. Pedro Silva, da Feira dos Sofás-Boavista, fechou o pódio.
A vitória de Guérin faz história: é a primeira vez, em 87 edições, que um ciclista francês conquista a Volta a Portugal. O corredor da Anicolor/Campicarn levou ainda a Camisola Azul Continente, da classificação da montanha.
A equipa soma, assim, a terceira vitória consecutiva na Grandíssima, depois dos triunfos de Artem Nych nas duas edições anteriores.
Rui Oliveira vence em casa
Na última etapa, entre a Maia e o Porto, Rui Oliveira foi o grande vencedor. O ciclista português da UAE Team Emirates XRG triunfou na Avenida dos Aliados, perante o público da sua cidade, conquistando a primeira vitória como profissional no ciclismo de estrada.
Rui Oliveira foi um dos corredores mais ativos ao longo da Volta e, depois de ter estado perto do triunfo em várias ocasiões, conseguiu finalmente levantar os braços em casa. A vitória permitiu-lhe também confirmar a Camisola Laranja Galp, da classificação por pontos.
O corredor dedicou o triunfo à família de Finlay Tarling, o jovem ciclista britânico que morreu na sequência de um acidente durante esta edição da Volta.
A última etapa, com 136,9 quilómetros, ligou a Maia ao Porto e incluiu um circuito entre o Porto e Vila Nova de Gaia. A Avenida dos Aliados recebeu a consagração final da prova, sendo esta a décima vez que a cidade do Porto acolheu a etapa decisiva e a primeira desde 2019.
Uma fuga de cinco corredores animou a primeira parte da tirada, mas acabou alcançada pelo pelotão já na aproximação ao circuito final. Diogo Narciso ainda tentou uma nova fuga, sem sucesso, e o triunfo acabou por ser decidido ao sprint, com Rui Oliveira a superiorizar-se à concorrência.
Nas restantes classificações, Adrià Pericas confirmou o potencial demonstrado ao longo da prova e conquistou a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da Juventude.
A 87.ª Volta a Portugal fica marcada pelos feitos desportivos, pela histórica vitória de Alexis Guérin e pelo primeiro triunfo profissional de Rui Oliveira, mas também pela morte de Finlay Tarling e pelas questões de segurança que marcaram esta edição.
O Porto foi ainda o primeiro município a anunciar oficialmente a intenção de integrar o percurso da Volta a Portugal em 2027, ano em que a prova celebra o seu centenário. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, afirmou que quer que a cidade faça parte desse momento histórico.
Já estão abertas as candidaturas ao aviso “Serviços e Recursos Digitais para Valorização de Territórios – Parcerias para a Coesão Não Urbanas”, lançado pelo Programa Regional Alentejo 2030, o prazo decorre até 31 de outubro, às seis da tarde.
O aviso disponibiliza uma verba de 130 mil e 300 euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com uma taxa máxima de cofinanciamento de 85 por cento, para apoiar projetos de inovação digital nos territórios rurais do Alentejo.
O objetivo é contribuir para reforçar a atratividade, a sustentabilidade e a coesão destes territórios, através da utilização de ferramentas e soluções digitais inovadoras.
Entre as ações elegíveis estão o desenvolvimento da identidade digital dos territórios, a criação de plataformas e conteúdos digitais e a implementação de ferramentas interativas destinadas à divulgação e ao envolvimento das comunidades locais.
Das 14 estratégias territoriais aprovadas no âmbito das Parcerias para a Coesão Não Urbanas, seis integram este aviso, entre elas o Alto Alentejo em Circuito Curto, que pretende reforçar a sustentabilidade e a coeãoem meio rural.
As candidaturas podem ser apresentadas até 31 de outubro, às 18 horas, através do portal do Alentejo 2030.
A escritora elvense Graça Amiguinho surge entre os 14 candidatos à edição deste ano do Orçamento Participativo de Elvas, com o projeto “Elvas nas Brumas do Tempo”, uma obra literária que pretende dar a conhecer a história, as figuras e o património do concelho através de contos inspirados em factos históricos e ficção.
Em entrevista, a autora explica que a ideia nasceu da vontade de valorizar a identidade local através da literatura: “Escrevo há muitos anos e senti que a história, as pessoas e o património de Elvas mereciam ser conhecidos através da literatura.”
Treze contos para contar a história de Elvas
O projeto reúne 13 contos, cada um dedicado a uma personagem ou a um tema ligado à história do concelho, permitindo ao leitor viajar por diferentes épocas, desde a Idade Média até períodos mais recentes. Inicialmente concebida como um único livro com cerca de 500 páginas, a obra acabou por ser dividida em vários volumes para facilitar a leitura e a publicação.
Entre as figuras retratadas encontram-se António Tomás Pires, António Sardinha, José da Silva Picão e Públia Hortênsia de Castro. As histórias incluem também referências ao património material e imaterial de Elvas, como o Aqueduto da Amoreira, o Castelo, o Forte da Graça, a Ponte de Ajuda, a romaria do Senhor Jesus da Piedade e tradições populares das freguesias do concelho.
Segundo Graça Amiguinho, a componente ficcional surge para tornar a leitura mais apelativa, sem perder o rigor histórico. “Procuro ter conhecimentos da realidade, mas depois floreio as histórias. A imaginação é a mãe de um escritor”, assegura.
Preservar a memória através da literatura
A autora sublinha que o principal objetivo do projeto não passa pela vitória no Orçamento Participativo, mas sim pela divulgação da história e das tradições de Elvas junto de diferentes públicos.
“O meu objetivo não é vencer este concurso. O meu objetivo é que estes contos cheguem aos leitores e os ajudem a valorizar a memória da nossa cidade”, garante.
Graça Amiguinho considera que a coleção poderá ser utilizada em escolas, centros de dia e outras instituições, aproximando crianças, jovens e idosos do património histórico e cultural do concelho. Ao longo das histórias são retratadas as aldeias do concelho, os seus habitantes, tradições, costumes e acontecimentos marcantes que fazem parte da identidade elvense.
História e ficção de mãos dadas
Ao longo da obra são abordados episódios marcantes da história local, como a construção do Aqueduto da Amoreira, as Guerras da Restauração, a Guerra das Laranjas, a perda de Olivença e a batalha das Linhas de Elvas, sempre acompanhados por narrativas ficcionadas que procuram despertar o interesse do leitor.
A escritora explica que realiza uma investigação histórica rigorosa antes de escrever cada conto, procurando garantir a fidelidade aos factos, embora recorra à imaginação para construir personagens, diálogos e enredos que tornem a leitura mais envolvente.
Um projeto de 25 mil euros
O projeto apresenta um orçamento de 25 mil euros, destinado à edição de mil exemplares da obra. Apesar de reconhecer as dificuldades do processo de votação online do Orçamento Participativo, Graça Amiguinho mostra-se satisfeita por poder apresentar a sua proposta aos elvenses.
Caso o projeto não seja o mais votado, garante que continuará a procurar alternativas para concretizar a publicação: “Acho que é uma obra que não se pode perder. É a história da nossa terra, das nossas gentes, das nossas tradições e do nosso futuro”
Uma mensagem para o futuro
Entre os contos encontra-se ainda uma narrativa dedicada à Eurocidade Elvas – Campo Maior – Badajoz, estabelecendo uma ligação entre o passado e a cooperação transfronteiriça, que a autora considera fundamental para o futuro da região.
No final da entrevista, Graça Amiguinho deixa uma mensagem aos elvenses, destacando a importância de preservar a memória coletiva: “Um povo que conhece a sua história caminha com mais segurança para o futuro. O meu convite é para que todos descubram em Elvas nas Brumas do Tempo uma janela aberta para a nossa história. Se, depois de lerem estas histórias, olharem para Elvas com um pouco mais de orgulho e curiosidade, então o meu trabalho terá valido a pena.”
A entrevista completa para ouvir no podcast abaixo: