A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fronteira recebeu de uma nova viatura operacional pesada destinada à linha da frente do combate aos fogos florestais. O Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI), modelo Renault D14 CCR, assinala um marco histórico para a corporação alentejana, que não via esta tipologia de viatura pesada de combate a incêndios ser renovada na sua frota há mais de duas décadas.
A nova viatura representa um reforço estrutural indispensável para a melhoria da capacidade operacional dos soldados da paz locais. O seu raio de ação incidirá diretamente na proteção e salvaguarda das populações e do património natural do concelho de Fronteira e da região envolvente.
A modernização dos recursos e a aquisição do veículo foram totalmente concretizadas ao abrigo de uma candidatura submetida com sucesso ao Aviso ALT2030-2024-43 (Programa Regional Alentejo 2030). A operação totaliza um investimento global de 240.500,00 €.
Para ver, ao vivo e a cores, o maior jardim de flores de papel do mundo, têm chegado a Campo Maior pessoas de todo o país e do estrangeiro.
Para o CEO do Grupo Nabeiro – Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, tem sido o “volume de gente que Campo Maior tem recebido” aquilo que mais o tem impactado. “Penso que tem sido muito satisfatório para todos ver que às festas tem chegado muita gente de todo o país e não só, pois já ouvi falar todas as línguas”, acrescenta.
Esperando que, até domingo, todos desfrutem das festas, Rui Miguel Nabeiro assegura que, “para já”, o balanço é “muito positivo”. “Ver os campomaiorenses todos felizes acho que é o que nos pode deixar mais satisfeitos”, assegura.
Feliz por ver Campo Maior, durante esta semana, “abrir as suas portas ao mundo”, e comparando os valores da Delta com os dos próprios campomaiorenses, o neto do Comendador Rui Nabeiro recorda as memórias da última edição das Festas do Povo. “As memórias eram muito boas, hoje com uma responsabilidade diferente da que tinha há 11 anos, mas é muito bom termos esta semana e Campo Maior mostrar algo que não é muito comum, em que uma comunidade se junta, sem ter um benefício propriamente dito que não seja partilhar e estarmos felizes, e esses também são os valores que a Delta tem”, assegura.
Quanto à presença da Delta nas Festas do Povo, e porque está “a jogar em casa”, diz Rui Miguel Nabeiro, o espaço da empresa tem, para além de dimensão, “muita dignidade”. “Acho que o espaço que temos é de uma empresa com uma estrutura muito bem organizada. Pensámos em fazer algo muito fora da caixa e temos um espetáculo de drones noturno, que eu acho que está muito bem conseguido, e depois temos aquilo que são as marcas que hoje o grupo já tem e poder proporcionar experiências a todos os que nos estão a visitar”, remata.
A banda Ensemble Milhões atuou no passado sábado, dia 8 de agosto, nas Festas do Povo de Campo Maior, num concerto vivido de forma particularmente especial por dois dos seus elementos, João Batuca e João Alcaravela, naturais da vila. Em entrevista à Rádio Campo Maior/Rádio ELVAS, os músicos falaram sobre a origem do projeto, a experiência de tocar “em casa”, a importância da amizade dentro do grupo e os sonhos para o futuro.
O Ensemble Milhões nasceu de uma ideia entre amigos. João Alcaravela recorda que João Batuca lhe ligou um dia com a proposta de juntarem alguns amigos “e fazerem uma brincadeira”. O encontro acabou por dar origem a um projeto que foi crescendo à medida que surgiram novas oportunidades e concertos.
Atualmente, o grupo é composto por João Batuca, João Alcaravela, Diogo Rêgo e Afonso Abrantes. Para o concerto em Campo Maior, juntou-se ainda o baterista João Carriço, numa participação que os elementos da banda consideram ter sido muito positiva. A experiência deverá repetir-se nas Festas da Boa-Fé, em Elvas, estando também em aberto uma futura integração mais regular do músico no grupo.
Tocar em casa teve um significado especial
Para João Alcaravela, viver as Festas do Povo deste ano tem sido uma experiência particularmente marcante. O músico recorda que tinha apenas sete ou oito anos quando participou nas festas de 2015 e admite que esta é a primeira grande edição que vive já com outra maturidade.
“Estou muito feliz, estou muito contente”, afirmou, destacando a oportunidade de finalmente experienciar plenamente uma tradição que ouviu falar durante toda a vida.
Também João Batuca destacou a força comunitária das Festas do Povo. A noite da enramação, no dia 7 de agosto, véspera do concerto, foi um dos momentos que mais o marcou.
“Passar pelas ruas e ver um espírito comunitário, até uma força de sacrifício conjunta, foi uma coisa que me disse muito”, afirmou, considerando que não se recorda de ter assistido a uma experiência humana semelhante.
Para o músico, o trabalho desenvolvido pela população ao longo de meses merece reconhecimento e orgulho por parte dos campomaiorenses.
Um concerto com “responsabilidade acrescida”
A atuação do Ensemble Milhões teve ainda um significado especial por acontecer perante familiares, amigos e muitos conhecidos dos músicos.
João Batuca considera que tocar na terra natal trouxe “uma responsabilidade acrescida”, mas também tornou os aplausos particularmente especiais.
“A maior parte da plateia era pessoas que nos são queridas. Isso dá uma responsabilidade acrescida, claro que sim, mas também os aplausos têm um outro valor”, explicou.
João Alcaravela partilhou a mesma opinião e descreveu a experiência como “muito fixe”, destacando a quantidade de público presente e o apoio recebido por parte das pessoas que lhes são próximas.
Durante o concerto, o grupo apresentou, entre outros temas, “Quinta-feira da Ascensão”, “Amanhã é Melhor” e “Quem Me Vê”. Esta última canção assumiu um significado particular, uma vez que foi utilizada como homenagem às famílias dos músicos, num concerto realizado precisamente na terra natal de dois dos elementos do grupo.
A amizade como elemento central do projeto
Apesar da ambição de crescer e alcançar novos palcos, o Ensemble Milhões pretende fazê-lo de forma sustentada. João Batuca explica que a banda prefere “dar um passo com segurança, mesmo que seja um passo de bebé, do que um passo de elefante mal dado”.
A consistência do projeto é, por isso, uma das prioridades do grupo, sem esquecer aquilo que consideram ser uma das suas principais características: a amizade entre os elementos.
“Este projeto (…) é caracterizado pela amizade que temos todos uns com os outros”, sublinhou.
Para o futuro, a ambição não tem limites. Embora prefiram avançar gradualmente, os músicos admitem sonhar com grandes palcos e não colocam limites às possibilidades do Ensemble Milhões.
Entre os sonhos está, naturalmente, a possibilidade de chegar a grandes festivais e até de encher um estádio. Na entrevista, ficou lançada, em tom descontraído, a ideia de um futuro concerto no Estádio da Luz.
Por agora, o objetivo passa por continuar a crescer, manter a ligação entre os músicos e aproveitar cada oportunidade. E, depois de uma atuação especial nas Festas do Povo de Campo Maior, o Ensemble Milhões leva consigo uma experiência que João Batuca resume numa palavra: “único”.
As Festas do Povo em Campo Maior entram esta quarta-feira, 12 de agosto, no quinto dia de programação, com destaque para o concerto de Jorge Guerreiro.
Às 21h30, Os Contramão atuam no Palco do Jardim Municipal. À mesma hora, o Grupo de Cantares Despertar Alentejano sobe ao Palco do Largo do Barata.
O concerto de Jorge Guerreiro está marcado para as 22h45, no Palco do Jardim Municipal.
Às 23h00, Jorge & Célia animam o baile no Largo do Barata e, às 23h45, o DJ Dinga encerra a programação no Jardim Municipal. A animação prolonga-se até Às 02h00.
As Festas do Povo prosseguem até ao dia 16 de agosto.
O embaixador de Portugal em Espanha, José Augusto Duarte, esteve de visita às Festas do Povo de Campo Maior esta terça-feira, 11 de agosto, e destacou a singularidade da tradição campomaiorense, bem como o papel estratégico das regiões de fronteira no desenvolvimento do país.
Durante a visita, o diplomata felicitou o povo e as autoridades de Campo Maior pela preservação de uma tradição que considerou “fantástica” e “singular no país”, sublinhando a capacidade da população para se unir em torno de uma manifestação cultural que traduz a identidade da comunidade.
“Uma tradição em que o povo se une e produz aquilo que é a sua própria identidade e a concorrência jovial”, afirmou José Augusto Duarte, considerando que as Festas do Povo “representam bem Campo Maior” e contribuem para projetar o nome do concelho além-fronteiras.
O embaixador explicou ainda que a visita permitiu conhecer presencialmente uma tradição que não se realizava há 11 anos. A forte presença de visitantes espanhóis, que representam cerca de metade das pessoas que passam pelas Festas, foi também destacada como um sinal da importância da ligação entre os dois países.
Para José Augusto Duarte, a realidade fronteiriça demonstra que localidades como Campo Maior e Elvas não podem ser encaradas como territórios periféricos ou de interior. “Significa que as cidades, as terras de fronteira de Portugal com Espanha não são interior. Significa que são terras cruciais de ligação transfronteiriça entre Portugal e Espanha”, afirmou.
O diplomata considera que o conhecimento, o prestígio e o desenvolvimento das regiões fronteiriças são fundamentais para o conjunto do país, defendendo uma aposta no turismo, na atração de investimento e na preservação das identidades locais. “Tudo o que seja o desenvolvimento do turismo, da atração de investimento, da manutenção das identidades fortes destas populações e destas terras é fundamental para o futuro do país”, sublinhou.
Na perspetiva do embaixador, a capacidade de Campo Maior para atrair milhares de visitantes espanhóis demonstra precisamente o potencial estratégico da fronteira. “Atrairmos para cá essa gente toda, que vem de Espanha, significa que não ficamos na periferia, ficamos no centro de qualquer coisa importante”, afirmou.
José Augusto Duarte defendeu, assim, que o desenvolvimento das regiões de fronteira deve ser encarado como uma prioridade estratégica nacional, destacando as Festas do Povo como um exemplo da capacidade que estes territórios têm para afirmar a sua identidade, atrair visitantes e reforçar as relações entre Portugal e Espanha.
O Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, de visita esta terça-feira, 11 de agosto, às Festas do Povo de Campo Maior, em declarações aos jornalistas, destacou a capacidade de mobilização da população e o papel da família Nabeiro e do Grupo Delta como exemplos daquilo que considera ser “o bom espírito português”.
“São festas lindíssimas, que mostram o melhor da tradição popular”, afirmou o governante, sublinhando o trabalho desenvolvido ao longo de meses pelos campomaiorenses envolvidos na preparação da ornamentação das ruas da vila.
Para Gonçalo Matias, a dimensão das Festas do Povo resulta não apenas da dedicação da população, mas também de uma organização “meticulosa”, considerando que o evento demonstra “o melhor de uma terra que junta um povo que quer manter a tradição, que gosta da tradição”.
O ministro destaca igualmente a importância da Delta Cafés e da família Nabeiro na região, estabelecendo uma ligação entre a tradição popular de Campo Maior e a capacidade empresarial construída no concelho.
“É uma festa do povo, é uma festa popular, é uma festa em que o povo se dedica, mas é uma festa que também beneficia de toda uma vila e de uma família que soube aqui construir, a partir da humildade e do trabalho e da dedicação, um grande império económico nacional”, afirmou.
Gonçalo Matias considera que esta relação entre comunidade, tradição e empreendedorismo constitui um exemplo para o país. “É um grande exemplo para Portugal e é isso que nós devemos fazer no futuro. E quem nos dera ter muitos Campos Maiores e muitos Grupos Delta por este país fora”, afirmou.
O governante garantiu ainda que o Governo procurará criar condições para que experiências semelhantes possam surgir noutras regiões. “No que puder depender do Governo, tudo faremos para que isso aconteça”, declarou.
Durante a visita, Gonçalo Matias fez também uma leitura das Festas do Povo à luz da sua própria área governativa, defendendo que Campo Maior demonstra como tradição e modernidade podem coexistir.
“É a capacidade empreendedora, é a capacidade de transformar, a capacidade de reformar e a capacidade de manter uma tradição viva com o melhor que há na modernidade”, afirmou.
A presença da Delta House no centro da vila serviu, para o ministro, como exemplo dessa ligação. “Estamos aqui nesta praça central com uma Casa Delta, que é o melhor que temos da modernidade e também na ligação com a tradição e com as Festas do Povo”, referiu.
Gonçalo Matias concluiu que leva de Campo Maior uma reflexão que pretende aplicar à reforma do Estado: “É um bom exemplo de reforma daquilo que o nosso Estado deve ser, que é juntar o melhor da nossa tradição com o melhor que a modernidade nos oferece. É isso que eu hoje encontro aqui em Campo Maior e é essa a lição que levo também para a reforma do Estado.”
O ministro revelou ainda ter uma relação antiga com Campo Maior e com a família Nabeiro, referindo a amizade com Rui Miguel Nabeiro e a oportunidade que teve de conhecer pessoalmente o Comendador Rui Nabeiro. “Não é a primeira vez que venho a Campo Maior”, afirmou, recordando a ligação que mantém à vila alentejana.