As temperaturas elevadas continuam a levar dezenas de pessoas às Piscinas Municipais de Elvas, onde crianças, jovens e adultos encontram um refúgio para fugir ao calor e aproveitar os dias de verão.
Para os mais novos, a piscina é sinónimo de diversão. João Pedro é um dos muitos utilizadores que aproveita as férias escolares para passar o tempo no espaço. “Como não estou a fazer nada em casa, venho para a piscina”, conta, acrescentando que o que mais gosta de fazer é “saltar para a água e brincar”.
Já Rita Timóteo procura um ambiente mais tranquilo. Frequentadora habitual das Piscinas Municipais de Elvas, explica que prefere visitar o espaço durante a manhã, permanecendo apenas cerca de duas horas. “É só mais para refrescar um bocadinho”, refere, revelando que evita as horas de maior calor e regressa a casa durante a tarde.
Também Mariana Catita faz das piscinas uma paragem obrigatória durante o verão. Presença assídua no espaço, desloca-se ao espaço duas vezes por semana e não dispensa alguns cuidados essenciais para enfrentar as temperaturas elevadas. “Protetor solar, beber muita água e sombrinha”, resume, destacando as medidas que adota sempre que passa o dia nas piscinas.
Das brincadeiras dos mais novos aos momentos de descanso dos mais velhos, as Piscinas Municipais de Elvas continuam, assim, a receber visitantes de todas as idades, afirmando-se como um dos locais de eleição para enfrentar as temperaturas elevadas durante o verão.
Na Rua 13 de Dezembro, em Campo Maior, conhecida por muitos como Rua da Canada, a preparação para as Festas do Povo faz-se de uma forma pouco habitual: não existem “cabeças de rua”. As decisões são tomadas em conjunto, num ambiente de cooperação entre vizinhos, onde cada um contribui com aquilo que sabe fazer.
Ana Maria Antunes e Julieta Gaspar Pepê, duas das moradoras envolvidas na ornamentação, explicam que o espírito de entreajuda tem sido o grande motor do projeto. “Aqui há muita gente a trabalhar, muita boa vontade, mas não há cabeças de rua”, sublinham, acrescentando que, antes de iniciar os trabalhos, os moradores reuniram-se para escolher o tema, as cores e a decoração, distribuindo depois as tarefas por todos os participantes.
Falta de moradores dificulta preparação
Apesar da união, a falta de mão de obra continua a ser um dos maiores desafios. A Rua 13 de Dezembro é uma das maiores do percurso das Festas do Povo, mas conta com poucos habitantes e muitas casas desocupadas. “Há pouca juventude e as pessoas não querem colaborar. Batemos muito com a falta de moradores”, lamentam.
Voluntários e familiares reforçam a equipa
Os trabalhos arrancaram em janeiro e ganharam novo impulso há cerca de dois meses, com o apoio da comissão das festas, que encaminhou voluntários para ajudar, sobretudo na execução dos tetos da ornamentação. “A rua é muito grande e os habitantes são muito poucos”, explicam, destacando que esta é uma das tarefas mais exigentes, já que os nós têm de ficar bem apertados para resistirem ao vento durante toda a semana das festas.
A preparação contou também com a ajuda de familiares, amigos e até de um professor que envolveu crianças nos trabalhos. Julieta Gaspar destaca ainda o contributo da filha de uma das moradoras, experiente na arte de trabalhar o papel e na criação de flores, bem como de outros familiares e amigos que têm reforçado a equipa nos últimos dias.
“A nossa rua é a mais bonita de todas”
Embora rejeitem a ideia de competição, o orgulho pela rua é evidente. “Claro que sim, a nossa é a mais bonita de todas”, dizem entre sorrisos. Julieta descreve-a como “uma senhora de salto alto”, pela sua largura, comprimento e imponência, características que acreditam valorizar ainda mais a decoração preparada para esta edição das Festas do Povo.
A magia da noite da enramação
Com a chegada do dia 7, começa uma das fases mais aguardadas: a enramação. “A noite da enramação é a mais bonita. É mais trabalhosa, mas é como nascer uma criança”, descreve Julieta, comparando esse momento ao renascimento da rua.
Uma tradição que continua depois da ornamentação
Concluída a ornamentação, os moradores mantêm uma tradição muito própria: percorrem as restantes ruas da vila, cantando saias ao som das castanholas e das pandeiretas, antes da passagem da banda filarmónica e das entidades oficiais.
Depois de meses de trabalho, o objetivo é simples: desfrutar das Festas do Povo e mostrar a todos — amigos, visitantes e forasteiros — o resultado de um projeto construído “com muito amor e carinho”, onde a força da comunidade substitui a figura das tradicionais cabeças de rua.