Bombeiros Voluntários de Portalegre reforçam frota com duas novas viaturas

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portalegre passou a contar com duas novas viaturas, reforçando a capacidade operacional da corporação na prevenção e combate aos incêndios rurais e na resposta a situações de emergência.

A aquisição dos veículos resulta de um protocolo de colaboração celebrado em junho de 2025, entre a Associação Humanitária e o Município de Portalegre, através do qual a autarquia assegurou o apoio técnico à execução da candidatura e a componente privada do financiamento, no valor de 84.696,80 euros. O investimento foi realizado no âmbito de uma candidatura apoiada pelo programa Alentejo 2030, que financiou 484 800,00 euros, acrescidos de IVA.

O apoio municipal permitiu a aquisição de um Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI) e de um Veículo Tanque Tático Florestal (VTTF), equipamentos que reforçam a capacidade de intervenção da corporação no combate aos incêndios rurais e contribuem para proteção de pessoas, bens e património.

O Município de Portalegre destaca que tem mantido um apoio contínuo aos Bombeiros Voluntários de Portalegre, reconhecendo o papel da corporação na segurança e proteção da população do concelho.

Festival da Juventude e Festas de Nossa Senhora da Conceição trazem The Gift, Nena e Carolina de Deus ao Alandroal

O Alandroal prepara-se para receber, entre os dias 3 e 7 de setembro, o Festival da Juventude e as Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição, com um cartaz musical de destaque e entrada totalmente livre. A animação do palco principal arranca no dia 3 com Carolina de Deus, seguindo-se Nena no dia 4 e os The Gift no dia 5. Na noite de dia 6, a música fica a cargo de um projeto especial que junta a Filarmónica Extravagante Uxu Kalhus à Banda Filarmónica do Centro Cultural de Alandroal, prometendo atrair milhares de visitantes à região.

Para além das cerimónias religiosas e dos concertos, o evento contará com atividades culturais e desportivas, tauromaquia tradicional e tasquinhas com gastronomia local exploradas por associações do concelho. O Festival da Juventude é organizado pela Associação Jovem Alandroalense e financiado integralmente pelo Município, reforçando a importância destas festividades para a dinamização e promoção da economia local. O programa completo será divulgado em breve pela autarquia.

Ministro defende aceleração da Barragem do Pisão e critica demora na execução de grandes obras públicas

O ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, defendeu, na passada terça-feira, 21 de julho, a necessidade de acelerar a concretização de grandes investimentos públicos, apontando a Barragem do Pisão como um exemplo dos prejuízos económicos e territoriais causados pelos atrasos na execução de obras estruturantes.

As declarações foram feitas em Campo Maior, à margem da inauguração da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, uma infraestrutura aguardada pelos agricultores há cerca de 25 anos.

Para o governante, os atuais processos administrativos e judiciais associados à execução de grandes projetos são demasiado morosos, comprometendo o desenvolvimento dos territórios e aumentando significativamente os custos das obras.

“Temos que acelerar investimentos. É uma eternidade para ter uma declaração de impacte ambiental, é uma eternidade para se avançar com o concurso público. Nós temos que ser mais rápidos, no interesse do território, das pessoas e dos contribuintes”, afirmou.

Barragem do Pisão utilizada como exemplo dos custos da demora

José Manuel Fernandes considerou que a Barragem do Pisão ilustra bem os efeitos das sucessivas interrupções e atrasos no processo. Embora reconheça como legítimas as decisões dos tribunais e as posições assumidas pelas associações ambientalistas, sustentou que o prolongamento da obra terá custos elevados para o país.

“No final, quando fizermos as contas, vamos ver que a barragem foi feita, que teve um custo brutal, muito superior, e foi paga pelos portugueses, além do custo de oportunidade que se perdeu porque deixámos de a ter mais cedo, o que era extremamente importante para a população”, afirmou.

O ministro voltou ainda a criticar aqueles que, na sua perspetiva, se opõem à ocupação e valorização do território, referindo que o “impressiona muito quem preferia o deserto à ocupação do território”.

Agricultores, autarcas e empresários são “autênticos heróis”

Durante a intervenção, José Manuel Fernandes destacou igualmente o papel dos agricultores, autarcas e empresários, classificando-os como “autênticos heróis” pela capacidade de resistência perante os obstáculos burocráticos.

“Eu estou ministro da Agricultura porque existem agricultores. Todos aqueles que trabalham na área da agricultura só têm esse trabalho porque existem agricultores. Nós temos a missão de apoiar a agricultura, apoiar os agricultores e os contribuintes”, afirmou, acrescentando que a burocracia e os entraves administrativos representam “um prejuízo para Portugal e para os portugueses”.

Ministro identifica o Estado como um dos principais entraves

O governante identificou o próprio Estado como um dos principais fatores de bloqueio à concretização dos investimentos, embora reconheça que parte da legislação decorre de diretivas europeias que, segundo disse, estão atualmente em processo de revisão para simplificação.

Defendeu, por isso, uma mudança de cultura na Administração Pública, sustentando que os serviços devem procurar viabilizar os processos, desde que respeitem a legislação e o interesse público, em vez de privilegiar razões para os rejeitar.

Apelo à simplificação e à aceleração dos processos

“O que nós temos que fazer é ter legislação que concilie competitividade, sustentabilidade ambiental e coesão territorial e termos processos de decisão mais rápidos. Uma declaração de impacte ambiental não pode demorar cinco anos, uma decisão judicial não pode demorar 20. Os concursos públicos também demoram uma eternidade”, afirmou.

José Manuel Fernandes concluiu defendendo reformas que permitam acelerar os procedimentos administrativos e judiciais, garantindo simultaneamente o cumprimento da legislação e a salvaguarda do interesse público.

Ricardo Pinheiro presidente da CCDR Alentejo realça em Avis a proximidade às populações e as metas dos Fundos Comunitários

Também presente na abertura oficial da Feira Franca de Avis, o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro, destacou a importância de acompanhar de perto a dinamização do território e os desafios dos municípios alentejanos, “é absolutamente necessário que se faça este conhecimento e esta perceção daqueles que são os problemas e as realidades locais. Devemos estar nos grandes palcos, mas devemos estar também muito próximos das pessoas e daqueles que são os problemas das pessoas.”

Ricardo Pinheiro revelou ainda os próximos passos na gestão dos fundos comunitários na região, no âmbito do Alentejo 2030 e do PRR. “O programa regional do Alentejo vai ter de entregar a reprogramação até ao dia 14 de agosto à Agência de Desenvolvimento e Coesão. É preciso enfrentar os grandes desafios que temos pela frente: por um lado, o financiamento dos projetos no PRR; por outro, garantir a execução do pacote de fundos comunitários que o Alentejo tem para cumprir — até ao final do ano de 2026, executar os 100 milhões de euros.”

Interrogado sobre a melhoria dos eixos viários e das acessibilidades rodoviárias da região, designadamente a ligação entre a A6 (Estremoz) e a A23 (Abrantes), Ricardo Pinheiro apontou para a necessidade de reflexão política regional. “A dimensão de investimento em infraestruturas rodoviárias volta a ser um ponto importante que vale a pena ser repensado. A Comissão Europeia não tem considerado uma prioridade positiva as infraestruturas rodoviárias, mas vale a pena, no âmbito do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT Alentejo), que algumas destas obras estruturantes estejam claramente identificadas e sejam priorizadas como prioridade política da região.”

ISEKAIS abre inscrições para a nova época desportiva

Já estão abertas as inscrições para a nova época desportiva da ISEKAIS – Associação de Desportos Gímnicos de Elvas. O processo decorre exclusivamente online e destina-se a crianças a partir dos três anos de idade.

Apesar da pausa de verão para os atletas, a preparação da nova época já está em curso. Como explica uma das responsáveis pela ISEKAIS, Filipa Dores, “em agosto, ainda que esteja a ser feita a constituição das turmas e a preparação da época que se inicia em setembro e outubro”, as inscrições abrem ainda durante este mês de julho. A responsável adianta ainda que este é “um processo também muito complicado” e que a associação “funciona com lista de espera, procurando ser o mais justa possível”.

Os atletas que já integram a associação têm prioridade na renovação da inscrição durante uma semana. Findo esse período, as vagas passam a ser atribuídas por ordem de chegada. Filipa Dores explica que o processo é “atualmente totalmente online”, numa tentativa de facilitar as incrições, acrescentando que, terminada a prioridade, “é literalmente por ordem de chegada”.

A responsável revela ainda que, nos últimos anos, a associação tem mantido listas de espera durante praticamente toda a época desportiva, uma vez que “infelizmente não conseguimos dar resposta a mais do que o que damos”.

Ainda assim, o interesse continua a crescer, com a ISEKAIS a receber atletas não só de Elvas, mas também de localidades como Campo Maior, Borba, Portalegre e até Badajoz, verificando que “o leque já vai sendo abrangente não só a Elvas, mas aos arredores também”.

Com o processo de inscrições já a decorrer, a ISEKAIS prepara agora a constituição das turmas para a nova época desportiva, cujo arranque está previsto entre setembro e outubro.

Rua dos Combatentes nas Festas do Povo: sete meses de dedicação e mais de cem mil flores de papel

A duas semanas do arranque das Festas do Povo de Campo Maior, o trabalho intensifica-se nas ruas da vila.

Na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, a cabeça de rua Elsa Muacho garante que o objetivo é surpreender os visitantes com uma decoração de forte impacto visual, fruto de sete meses de dedicação coletiva.

Pela quarta vez a assumir a responsabilidade de liderar uma rua nas Festas do Povo, Elsa Muacho explica que só aceitou o desafio depois de reunir os moradores e confirmar que podia contar com o apoio de todos.

“Inscrevi a rua, mas primeiro fiz uma reunião com as pessoas para perceber se estavam de acordo. Não podia ir sozinha. Felizmente, aqui o apoio é de 100%. Somos um grupo maravilhoso e isso também faz com que a nossa rua seja mais bonita”, afirma.

Decoração da rua promete marcar pela originalidade

Sem revelar os detalhes da decoração, que prefere manter em segredo até à abertura das festas, Elsa Muacho acredita que a Rua dos Combatentes da Grande Guerra vai marcar pela originalidade.

“Não temos a flor mais maravilhosa nem a mais espetacular, mas acho que vamos ter um impacto muito grande quando as pessoas virem a nossa rua. Vai dar para muitas fotografias e vai ser um espetáculo”, diz.

Sete meses de dedicação

A preparação de todo o trabalho começou em janeiro e, desde então, dezenas de voluntários reúnem-se todas as noites para dar forma às flores de papel. “Fazemos serão todos os dias, das 21 horas até perto da meia-noite, incluindo sábados e domingos. Já temos mais de cem mil flores feitas e continuamos a trabalhar porque queremos fazer ainda mais”, revela.

Uma equipa unida para dar vida ao projeto

Além dos moradores da rua, o projeto conta com a ajuda de familiares e amigos que, apesar de viverem noutras zonas, fazem questão de participar. “Temos muita gente da nossa rua, mas também amigos e familiares que vêm ajudar. Há quem tenha filhos que pertencem à rua e acabam por colaborar. Isso ajuda bastante.”

A ideia para o tema da decoração nasceu de uma sugestão do filho de Elsa Muacho e foi depois apresentada aos restantes elementos da equipa, que aprovaram o projeto por unanimidade.

No dia da enramação, homens e mulheres terão tarefas bem definidas para cumprir um calendário exigente. “Os homens começam logo às seis da manhã a montar os paus, os arcos, as colunas e os esticadores. As mulheres entram mais ao final da tarde para colocar o teto e o resto da decoração”, revela a reponsável.

Apesar do esforço que ainda falta, Elsa Muacho garante que o ambiente vivido pela equipa é de grande entusiasmo. “Vamos passar a semana toda juntos, a comer, beber, cantar, dançar e aproveitar. Quero desfrutar destas festas a 100%”, assegura.

Convite para descobrir uma vila em festa

Elsa Muacho deixa ainda, aos nossos microfones, um convite dirigido a todos os visitantes que pretendem conhecer aquele que é um dos maiores símbolos da identidade campomaiorense: “Venham todos. Estou a falar da minha rua, mas acho que este ano Campo Maior vai ter trabalhos maravilhosos. Vão ser umas festas fantásticas e vale muito a pena vir vê-las”.

As Festas do Povo de Campo Maior realizam-se entre 8 e 16 de agosto, transformando as ruas da vila num autêntico jardim de flores de papel, numa tradição que mobiliza toda a comunidade e que, em 2021, foi reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.