Estratégia TERRA+ reúne parceiros regionais na CCDR Alentejo

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, I.P., acolheu, no passado dia 21 de julho, uma reunião de trabalho dedicada à Estratégia TERRA+, presidida pelo Presidente da CCDR Alentejo, I.P., Ricardo Pinheiro, e pelo Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves. A iniciativa reuniu representantes das Comunidades Intermunicipais (CIM) do Alentejo, entidades gestoras de resíduos e organismos da Administração Pública, contando ainda com a presença dos Vice-Presidentes da CCDR Alentejo, I.P., Sónia Ramos, Vice-Presidente com responsabilidade na área do Ambiente, e Aníbal Reis Costa.

A sessão, realizada nas instalações da CCDR Alentejo, I.P., teve como principal objetivo promover o alinhamento estratégico e a articulação institucional entre os diversos agentes com responsabilidades na área do ambiente e da gestão de resíduos, no contexto da implementação da Estratégia TERRA+.

Estiveram representadas as Comunidades Intermunicipais do Alentejo Central, do Alentejo Litoral, do Alto Alentejo e do Baixo Alentejo, bem como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Associação de Municípios do Alentejo Central (AMCAL). Participaram ainda responsáveis da GESAMB, RESIALENTEJO, AMBILITAL e VALNOR, entidades com um papel determinante na gestão e valorização de resíduos na região.

Durante os trabalhos foram analisados os desafios e oportunidades associados à concretização da Estratégia TERRA+, com particular enfoque no reforço da cooperação intermunicipal, na valorização de recursos, na melhoria do desempenho dos sistemas de gestão de resíduos e na promoção de soluções inovadoras alinhadas com os objetivos da economia circular e da sustentabilidade ambiental.

Na abertura da sessão, o Presidente da CCDR Alentejo, I.P., e o Secretário de Estado do Ambiente destacaram a importância da concertação entre a Administração Central, as autarquias e os operadores do setor para assegurar respostas eficazes aos desafios ambientais da região, sublinhando a necessidade de uma ação integrada e colaborativa para alcançar as metas nacionais e europeias em matéria de ambiente e clima.

A realização desta reunião permitiu consolidar a cooperação entre os vários parceiros institucionais e reforçar o compromisso coletivo com uma gestão mais sustentável dos recursos, contribuindo para o desenvolvimento equilibrado e resiliente do território alentejano.

A Estratégia TERRA+ afirma-se, assim, como um instrumento de referência para a promoção de soluções integradas e inovadoras, capazes de responder aos desafios ambientais atuais e futuros, através de uma atuação concertada entre todos os intervenientes do setor.

A CCDR Alentejo, I.P., continuará a promover espaços de diálogo e cooperação entre os diversos atores do território, reforçando o compromisso da região com a sustentabilidade e a economia circular.

JABA tem candidaturas abertas entre 24 de agosto e 25 de setembro

Estão abertas as candidaturas para a XX edição dos Prémios JABA – Certame Transfronteiriço de Criações Jovens 2026, uma iniciativa promovida pelo Ayuntamiento de Badajoz, através da sua Concejalia da Juventude, que pretende incentivar a criatividade artística e valorizar o talento dos jovens da Extremadura e do Alentejo.

Sob o lema “Vinte anos de criatividade sem fronteiras”, o concurso destina-se a jovens com idades compreendidas entre os 13 e os 35 anos, naturais ou residentes nestas duas regiões transfronteiriças, contemplando as áreas de audiovisual, banda desenhada, design gráfico, escultura, fotografia, fotojornalismo e pintura.

O concurso atribui prémios monetários aos melhores trabalhos apresentados, incluindo oito prémios de mil euros para participantes entre os 18 e os 35 anos e cinco prémios júnior, no valor de 400 euros, destinados aos jovens dos 13 aos 17 anos.

As obras a concurso deverão ser originais e inéditas, sendo o período de candidaturas e submissão dos trabalhos fixado entre os dias 24 de agosto e 25 de setembro de 2026. As candidaturas serão efetuadas através da plataforma da Concejalia da Juventude de Badajoz, seguindo as normas definidas para cada modalidade artística.

Ao longo de duas décadas, os Prémios JABA têm-se afirmado como uma referência no apoio à criação artística jovem na Eurocidade, promovendo o intercâmbio cultural entre Portugal e Espanha e proporcionando oportunidades de divulgação e valorização dos novos talentos.

Para além dos prémios atribuídos, as obras selecionadas poderão integrar exposições promovidas pela organização durante os anos de 2026 e 2027, contribuindo para dar maior visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos jovens artistas participantes.

Detido pela PSP em flagrante delito por violência doméstica culmina com a aplicação de prisão preventiva

O Comando Distrital de Portalegre informa que na passada terça-feira, 21 de julho, polícias da Divisão Policial de Portalegre, na mesma cidade, procederam a uma detenção, em flagrante delito, de um indivíduo de 63 anos no âmbito de um crime de violência doméstica.

O cidadão suspeito, agrediu a sua mulher com contornos bastante graves, atentando contra a sua vida. Após ter conseguido fugir da sua residência, a vítima procurou ajuda no exterior da mesma.

Rapidamente e após ter sido alertada para esta situação, a PSP de Portalegre, fez deslocar vários meios policiais para o local onde a vítima se encontrava.

Após a chegada ao local e confirmação dos factos, a PSP prestou apoio imediato à vítima e acionou os meios de socorro adequados para prestação de cuidados médicos.

De seguida, a PSP foi alertada que o suspeito estaria na sua residência. O mesmo, ao aperceber-se da presença policial, não só não se entregou às autoridades, como terá iniciado uma combustão no interior da residência em várias divisões, procurando incendiar a habitação.

Perante este cenário e havendo perigo iminente para a integridade física do próprio, de terceiros e dos polícias, bem como para o edifício, onde se encontra a habitação, houve necessidade de se proceder ao arrombamento da porta da respetiva residência, tendo já no interior da mesma se procedido à interceção do suspeito.

O suspeito foi detido e presente a 1º interrogatório judicial, no dia de ontem, no Tribunal da Comarca de Portalegre, tendo-lhe sido aplicada a medida de coação mais gravosa, prisão preventiva.

Parceria inovadora garante ATL de Verão para alunos com necessidades especiais em Elvas

A APPACDM de Elvas e o Município de Elvas estabeleceram uma parceria inédita para assegurar um ATL de Verão destinado a alunos com necessidades educativas especiais, integrados nos Centros de Apoio à Aprendizagem (CAA) das escolas locais.

Este projeto, que decorre ao longo do mês de julho, responde a um problema recorrente de dezenas de famílias que, com a chegada das férias escolares, não tinham onde deixar os seus filhos enquanto trabalham. “Sempre foi uma grande preocupação nossa e dos pais. Conseguimos estruturar esta resposta para garantir que estes jovens continuam a ter uma rotina ativa, com atividades adaptadas e acompanhamento especializado”, refere Luís Mendes.

O presidente da instituição faz um balanço muito positivo desta fase de arranque, destacando que “o feedback dos encarregados de educação tem sido excelente, o que prova a extrema necessidade deste projeto pioneiro na nossa cidade”.

Falta de voluntários não trava a Mouraria de Cima: união mantém viva a tradição das Festas do Povo

A Rua da Mouraria de Cima, uma das cerca de uma centena de artérias de Campo Maior que, entre 8 e 16 de agosto, se transformará num autêntico jardim de flores de papel, vive o intenso trabalho de preparação para as Festas do Povo. Entre cortes, dobragens e montagens, o espírito de entreajuda mantém-se bem vivo, apesar das dificuldades em reunir voluntários suficientes.

À frente da organização dos trabalhos de ornamentação da rua estão Lucila Meira e Rute Pingo, que, curiosamente, não residem na Mouraria de Cima, mas que continuam profundamente ligadas ao local. Já em 2015 tinham sido também elas as cabeças de rua.

Lucila Meira explica que aceitou novamente o desafio de ser cabeça de rua para garantir que aquela artéria não ficava de fora da festa. “A minha rua não é esta, mas estou aqui a trabalhar e então juntei-me às vizinhas aqui da rua e demos o nome para ser cabeça de rua. Não havia mais quem quisesse ser cabeça de rua. Para a rua se arranjar alguém tinha que ser cabeça de rua e encarregar-se disso e nós tomámos essa decisão”, revela.

Já Rute Pingo recorda a ligação de décadas à rua, onde teve um comércio durante muitos anos: “Eu não moro aqui, mas tive aqui um comércio durante 30 anos e, por isso, considero a rua como minha.”

Moradores de outras ruas ajudam a colmatar a falta de voluntários na Mouraria de Cima

Uma das novidades deste ano é o reforço da equipa com pessoas de outras ruas da vila, uma situação pouco habitual, mas que surge como resposta à diminuição do número de participantes locais.

Segundo Rute Pingo, cerca de 20 pessoas estão envolvidas nos trabalhos, embora apenas uma parte pertença efetivamente à Rua da Mouraria de Cima. “Nos outros anos nunca vinha gente de fora da rua. Este ano é que está a acontecer isso, porque a rua cada vez vai tendo menos pessoas para fazerem as coisas. Então este ano houve um grupo de pessoas e um grupo de jovens que se prontificaram para nos vir ajudar”, adianta.

Trabalho em equipa e partilha de conhecimentos

Apesar da exigência do trabalho, o ambiente é marcado pelo consenso e pela colaboração. Depois de definido o projeto decorativo da rua, todos participaram na escolha das cores e aprenderam as técnicas necessárias para criar as tradicionais flores de papel.

Rute Pingo destaca o papel de uma moradora experiente, que transmitiu os conhecimentos ao restante grupo. “Aqui não se briga, chega-se a um acordo. Depois de termos o projeto da rua, combinámos as cores que queríamos, tudo num tom mais de rosa. Depois há uma pessoa aqui na rua, a vizinha Zica, que sabe fazer as flores e que nos ensinou. Foi ela que nos deu os moldes e ensinou a fazer a montagem das flores”, refere.

O futuro da tradição depende das novas gerações

Embora o entusiasmo continue presente, as responsáveis admitem alguma preocupação com o futuro das Festas do Povo, numa altura em que a população envelhece e se torna mais difícil encontrar quem assuma a responsabilidade de organizar as ruas.
Para Lucila Meira, a continuidade desta tradição centenária dependerá da disponibilidade dos mais jovens.

“É uma festa já muito antiga e nós queríamos que isto não acabasse, mas há pouca gente para trabalhar e não sei se conseguimos que se façam novamente as festas. Tudo depende da mocidade, porque os mais velhos vão partindo e os mais novos é que têm de apanhar essa responsabilidade. Desde que eles queiram, tudo se consegue”, garante.

O orgulho de ver a rua brilhar

Apesar do cansaço acumulado pelas longas horas de trabalho, a motivação mantém-se intacta. O objetivo é simples: fazer da Rua da Mouraria de Cima uma das mais bonitas das Festas do Povo.

Lucila Meira não esconde o orgulho pelo trabalho desenvolvido e a vontade de voltar a surpreender quem visitar Campo Maior.
“A nossa rua normalmente fica sempre mais bonita e este ano esperamos que o nosso trabalho seja também dos melhores. Para isso, nós temos de lutar para que isso aconteça. As nossas coisas são sempre melhores que as outras. Portanto, a rua, embora não seja nossa, temos orgulho que fique mais bonita. Esperamos aproveitar o trabalho que temos aqui, embora o cansaço nos esteja a querer vencer, mas nós não nos queremos deixar vencer pelo cansaço”, remata.