São Vicente e Ventosa com projeto-piloto para travar incêndios florestais logo na fase inicial

A freguesia de São Vicente e Ventosa é pioneira no concelho de Elvas com o arranque do projeto-piloto “1.ª Resposta nas Comunidades Rurais”, uma iniciativa conjunta com a corporação de Bombeiros Voluntários de Elvas destinada a combater os incêndios logo à nascença. No âmbito deste protocolo, os bombeiros fornecem um kit de combate rápido, formação e apoio técnico aos funcionários da junta de freguesia, enquanto o executivo local assegura os recursos humanos e adaptou uma viatura de caixa aberta para a instalação do equipamento, garantindo capacidade de intervenção imediata.

De acordo com o comandante dos bombeiros elvenses, Paulo Moreiras, o objetivo central é reforçar a resiliência das populações e garantir que pequenas ignições rurais sejam travadas rapidamente, impedindo que escalem para grandes fogos enquanto as equipas profissionais estão a caminho do teatro de operações. O programa baseia-se em conceitos semelhantes que já demonstraram eficácia em várias regiões do país e, mediante a avaliação positiva dos resultados nesta freguesia, a intenção da corporação é replicar e expandir o modelo de segurança às restantes freguesias rurais de Elvas.

Festas do Povo: promessa feita há 11 anos inspira decoração de uma das ruas de Campo Maior

Onze anos depois da última edição das Festas do Povo, Diana Rabaça voltou a assumir, juntamente com as amigas e vizinhas Eunice Vieira e Margarida Orelhas, a responsabilidade de liderar o grupo que está a dar vida ao primeiro troço da Rua de Badajoz, em Campo Maior. Entre flores de papel, serões de trabalho e uma promessa feita às filhas há mais de uma década, o trio prepara uma decoração que promete surpreender os visitantes.

Às três cabeças de rua juntam-se familiares e amigos, que ajudam no delicado trabalho de transformar papel em milhares de flores, mantendo viva uma tradição que continua a ser feita sobretudo durante os serões ou, quando o tempo escasseia, em casa.

De acordo com Diana Rabaça, esta é já a terceira vez que as três assumem a liderança do troço, depois de terem recebido o testemunho de uma antiga vizinha. “A cabeça de rua era a nossa vizinha Ana, em edições mais antigas. Depois, nas últimas duas edições, passou-nos o testemunho. Como éramos novas aqui na rua, casámo-nos e viemos para aqui viver, passou-nos essa responsabilidade. Teve de ser, ou sim ou sim. Aqui não há hipótese”, refere, entre sorrisos.

Falta de material atrasou o arranque dos trabalhos

Os trabalhos arrancaram apenas em abril, apesar da intenção inicial de começarem em janeiro. A falta de material acabou por atrasar o processo, obrigando o grupo a interromper, por diversas vezes, a produção das flores.

“Supostamente era para começarmos em janeiro, mas não havia material suficiente. Acabámos por começar em abril. Depois voltou a faltar material e tivemos de parar outra vez”, refere Diana, que lembra ainda a dificuldade em conciliar a vida pessoal e profissional com este trabalho de dedicação às flores de papel. “As três trabalhamos, temos horários complicados e nem sempre é fácil acompanhar o ritmo. Muitas vezes só conseguimos trabalhar à noite, depois de chegarmos a casa”, assegura.

Uma promessa feita às filhas há 11 anos

O tema escolhido para a decoração continua em absoluto segredo, como manda a tradição. No entanto, as três responsáveis revelam que a inspiração nasceu há precisamente 11 anos, por iniciativa das filhas de duas das cabeças de rua.

“A escolha do tema foi culpa das nossas filhas, a Leonor e a Catarina. Na última edição perguntaram-nos por que nunca tinha existido uma rua dedicada a este tema. Prometemos-lhes que, quando houvesse novas festas, seria esse o tema escolhido. E estamos agora a cumprir essa promessa.”

Um sonho adiado pela pandemia

Na verdade, o projeto estava praticamente concluído desde a última edição. Com o cancelamento das festas durante a pandemia de Covid-19, o plano acabou por ficar guardado durante mais de uma década. “Quando terminaram as últimas festas, nós já tínhamos o projeto desta edição pensado. Já estava feito, com desenhos e tudo. Era para avançar na edição que acabou por não acontecer por causa da pandemia. Fizemos apenas algumas alterações, mas o tema manteve-se. Na altura elas eram muito pequeninas, mas foram elas que escolheram”, relatam.

Além da dedicação de meses de trabalho, há um significado especial associado à decoração deste ano: proporcionar às filhas a oportunidade de viverem plenamente as Festas do Povo, agora já adolescentes e capazes de compreender toda a essência da tradição.

“A nossa rua é sempre a mais bonita porque é nossa”

Convictas de que a Rua de Badajoz será uma das grandes atrações desta edição, as três responsáveis não escondem o orgulho no trabalho realizado. “A nossa rua é sempre a mais bonita porque é nossa. É onde está o nosso suor, o nosso trabalho, a nossa dedicação.” E acrescentam, entre risos: “Este ano esmerámo-nos ainda mais. Talvez por termos menos tempo, acabámos por nos dedicar ainda mais. Tem um sabor especial porque é a concretização de um desejo das nossas filhas. Elas mal se lembram da última edição e este ano vão viver verdadeiramente as festas. É também uma passagem de testemunho”, rematam.

Morreu o cantor e compositor Luís Represas aos 69 anos

Morreu Luís Represas aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A informação foi avançada na manhã desta quarta-feira, 22 de julho, pela agência Sons em Trânsito.

O cantor e compositor, a par do seu trajeto a solo, era conhecido pela sua carreira com os Trovante, que tinham voltado aos palcos recentemente e que tinham em “125 azul”, “Perdidamente” e “Timor” alguns dos seus temas mais conhecidos.

Luís Represas tinha espetáculos de celebração de 50 anos de carreira agendados para abril de 2027 nos coliseus de Lisboa e Porto.

Em 2005, o artista foi distinguido com a Ordem de Mérito – Grau de Comendador pelo Estado Português. Atualmente, Represas apresentava, na CMTV, o programa “Língua Mãe”, de divulgação da música portuguesa.

No ano passado, Luís Represas esteve em Elvas, juntamente com Marisa Liz, integrando o espetáculo comemorativo do 13º aniversário da classificação da cidade como Património Mundial da Humanidade (ver aqui).

Apostador português conquista segundo prémio do Euromilhões

Não houve totalistas no sorteio do Euromilhões desta terça-feira, 21 de julho, sendo que na sexta-feira, dia 24, estará em jogo um jackpot de 70 milhões de euros.

O segundo prémio, de 250.104,36 euros, saiu a três apostadores, um deles em Portugal. O terceiro, de 58.453,51 euros, foi conquistado por dois jogadores com aposta registada no estrangeiro.

A chave vencedora do sorteio de ontem era composta pelos números 2, 3, 8, 28 e 39 e as estrelas 2 e 11.

A informação apresentada não dispensa a consulta dos resultados oficiais no portal dos Jogos Santa Casa.

Sismo de magnitude 3,6 na escala de Richter registado em Évora

Um sismo de magnitude 3,6 na escala de Richter foi registado na madrugada desta quarta-feira, 22 de julho, em Évora, tendo sido sentido, em vários pontos da região Alentejo, incluindo nos distritos de Portalegre e Beja.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), o abalo teve epicentro cerca de 10 quilómetros a sul-sudeste de Évora e foi registado às 01h22 pelas estações da Rede Sísmica do Continente.

O sismo, que não provocou danos pessoais ou materiais, “foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) no concelho de Évora”.

Uma intensidade III significa que o sismo é percetível sobretudo no interior dos edifícios, podendo fazer oscilar objetos suspensos e provocar uma vibração semelhante à causada pela passagem de veículos pesados.

Na escala de Richter, um sismo de magnitude 3,6 é classificado como pequeno.