Elvas: II Festival Internacional de Coros este sábado no Hotel São João de Deus

A Associação Cultural Públia Hortênsia de Castro, de Elvas, promove a segunda edição do Festival Internacional de Coros, este sábado, 16 de maio, pelas 18h00, na Sala Vasco da Gama do Hotel São João de Deus, com o apoio do Município de Elvas.

O concerto irá reunir em palco cerca de 90 vozes femininas, contando com a participação do Coral Públia Hortênsia de Castro, anfitrião do evento, e de vários coros convidados oriundos de Leiria, Madeira e Madrid.

A iniciativa tem como principal objetivo promover o intercâmbio cultural e valorizar a música coral, reforçando a dinâmica cultural da cidade.

A entrada é livre.

Alentejo na vanguarda da transição energética: o maior projeto de hidrogénio verde vai instalar-se em Sines

O Presidente da CCDR Alentejo, Ricardo Pinheiro, confirmou a emissão do título de instalação para o projeto de 100 MW da Galp. Um investimento de 300 milhões de euros que promete criar 400 postos de trabalho e posicionar a região como líder europeu na descarbonização.

O Alentejo reafirmou o seu papel estratégico na estratégia industrial europeia com o anúncio de um passo decisivo no projeto de hidrogénio verde da Galp, em Sines. Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, revelou que a autarquia regional emitiu recentemente o título de instalação para aquele que é considerado um dos mais ambiciosos projetos do setor à escala europeia.

“O Alentejo tem o privilégio de eventualmente ser o território que mais se alinha com os objetivos da transição verde industrial europeia”, afirmou Ricardo Pinheiro, sublinhando que a Galp recebeu o título para uma unidade que ultrapassa os 100 megawatts (MW) de capacidade.

Investimento de 300 Milhões e 400 Postos de Trabalho

O projeto, que envolve um investimento direto de cerca de 300 milhões de euros, surge após um período de alguma incerteza no setor do hidrogénio a nível global. Para o líder da CCDR Alentejo, este avanço é um sinal claro de confiança. “O hidrogénio esteve parado durante algum tempo porque havia dúvidas em relação à possibilidade das empresas investirem nestas áreas. Este projeto vai dinamizar 400 postos de trabalho através de uma equipa técnica de engenharia muito qualificada”, explicou.

A construção deste eletrolisador de 100 MW permitirá à Galp substituir o hidrogénio cinzento (produzido a partir de fontes fósseis) por hidrogénio verde, reduzindo drasticamente as emissões de CO2 na Refinaria de Sines.

O projeto da Galp em Sines (conhecido como Sines Green Hydrogen) faz parte de um consórcio mais vasto e é um dos pilares do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e dos fundos europeus destinados à descarbonização da indústria pesada em Portugal.

Coesão Territorial e Exportação para a Europa

Ricardo Pinheiro aproveitou a ocasião — num encontro na freguesia de Orada, Borba — para destacar que a coesão territorial também se faz através destes grandes projetos âncora. O objetivo passa não só pelo consumo interno para descarbonizar a produção de hidrocarbonetos, mas também por transformar Sines num porto de exportação de energia limpa.

“Quiçá, daqui a amanhã, possamos ter um produto, o hidrogénio, que possa ser exportado para outras zonas à escala europeia que necessitem de eliminar as suas emissões pela via do hidrogénio verde”, vaticinou o presidente da CCDR.

Fixação de Talentos e Alta Tecnologia

Para além do impacto económico direto, o projeto é visto como uma oportunidade de ouro para travar a fuga de talentos da região. Ricardo Pinheiro enfatiza que o hidrogénio verde traz “níveis tecnológicos, fixação de pessoas e manutenção de jovens em áreas altamente tecnológicas”.

Segundo Ricardo Pinheiro, este alinhamento com os gases renováveis e a produção de energia limpa coloca o Alentejo no centro do mapa da “Transição Verde” da União Europeia, garantindo que a região não é apenas um local de passagem, mas um polo de inovação e sustentabilidade industrial.

Nova centralidade da Freguesia de Arcos inaugurada com forte aposta na eficiência hídrica e no futuro logístico da região

A freguesia de Arcos, no concelho de Estremoz, assinalou um marco fundamental no seu desenvolvimento urbano com a inauguração da obra de requalificação do Largo 1.º de Maio, num evento que reuniu a população e diversas entidades regionais na tarde de quinta-feira, 14 de maio.

A intervenção, que representou um investimento próximo de um milhão de euros, transformou a face visível do coração da localidade, mas o seu impacto mais profundo reside no que não está à vista: a renovação integral das redes de abastecimento de água.

Manuel Maria Broa, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, recordou que esta era uma obra reivindicada há cerca de 15 anos e que o projeto final foi fruto de um processo democrático e participativo. O autarca explicou que “havia um projeto inicial que teve depois pouca aceitação pelo fregueses, que tinha ali um ponto de água no meio e que tirava alguma dignidade ao espaço central, que é o “Rossio”, um espaço emblemático para a nossa freguesia. No entanto, fomos remodelando o projeto com o grande apoio do município e hoje em dia somos umas pessoas felizes, temos este espaço muito bem requalificado”. Com o investimento a rondar um milhão de euros, o presidente da junta reiterou que a prioridade foi garantir condições de vida dignas a quem ali reside, afirmando que “o importante também aqui não foi só o que está à vista, à superfície, é também aquilo que se fez por infraestrutura no fundo, portanto, das condutas de água e de ramais de água que deram alguma condição de vida a quem cá vive”.

O Presidente da Câmara Municipal de Estremoz, José Daniel Sadio, reforçou a importância deste espaço como local de memória e encontros, destacando o trabalho estrutural realizado para substituir as antigas condutas. O autarca explicou que se trata de “uma obra que tem a ver com a reconstrução urbana e com a requalificação do espaço central, este largo, que é um espaço de encontros, espaço de memória, espaço de dinâmicas também culturais, mas também muito importante naquilo que não se vê, isto é, porque por baixo de todo esse alcatrão novo que temos aqui em várias artérias, houve um trabalho tremendo para trocar tudo o que tinha a ver com antigas condutas de água, onde havia perdas de água sistematicamente”. José Daniel Sadio aproveitou a ocasião para revelar que a dinâmica económica da freguesia “está em expansão, com a primeira fase da zona industrial quase esgotada”, e anunciou que o município já trabalha num projeto para um loteamento com “mais de 30 ou 40 moradias num terreno próximo à igreja, visando dar resposta à procura crescente e garantir que Arcos seja sustentável (com a criação de emprego da zona industrial) e capaz de dignificar eventos como o “Arcos Jovem”.

Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo, sublinhou que, num cenário de escassez hídrica, a melhoria da eficiência das redes de distribuição em baixa é um passo crucial, referindo que “muitas vezes quando recebemos orientações para cortar, por exemplo, verbas do programa regional na regeneração urbana, estas coisas às vezes não são percebidas, estas obras têm um impacto absolutamente enorme naquilo que é, por exemplo, a renovação da rede de água”. O dirigente destacou ainda o potencial de Arcos como um polo logístico estratégico devido à proximidade com a A6 e a Nacional 4, defendendo que o Alentejo deve aproveitar o futuro Corredor Internacional do Sul para criar postos de trabalho e fixar os jovens, afirmando que “ficaria muito satisfeito que no próximo quadro financeiro plurianual, a União Europeia reconhecesse que esta zona do Alentejo tivesse a possibilidade de ter um investimento territorial integrado dedicado exclusivamente àquilo que são os investidores e à criação de postos de trabalho na área da logística”.

A cerimónia, que incluiu o descerramento de uma placa e um lanche convívio, simbolizou o início de uma nova fase para a Freguesia de Arcos, que se afirma agora como uma freguesia capaz de aliar a sua identidade rural a uma visão ambiciosa de desenvolvimento industrial e social no coração do Alentejo, sendo um “exemplo para o Alentejo”.