Fermelinda Carvalho e a ligação de Portalegre à autoestrada: “este Governo quer fazer justiça para com Portalegre”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assumiu, no final da semana passada, aquando da sua visita à fábrica da Novadelta e ao Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, o compromisso do Governo em ligar os distritos de Portalegre, Évora e Beja por autoestrada, com o objetivo de aproximar o território e de o tornar competitivo em termos económicos e empresariais.

O Governo já tem em procedimento o estudo para a ligação da autoestrada à capital do Alto Alentejo, tal como revela a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, que lembra que este era “um compromisso” do primeiro-ministro havia assumido para consigo.

“Para mim não é um tema novo. Tenho trabalhado nele desde que assumi funções como presidente da Câmara de Portalegre e desde que este Governo iniciou funções. Já foi lançado concurso para o estudo da ligação da A23 à A6”, avança a autarca, que não esconde que a sua preferência recai sobre a ligação de Portalegre a Estremoz, por considerar que esse é o trajeto “que melhor serve Portalegre”. “Mas sei que a vontade e o objetivo do Governo é fazer uma ligação desde a A23 à A6, ou seja, não se vai limitar apenas a fazer este troço de Portalegre-Estremoz”, adianta.

Por outro lado, Fermelinda Carvalho destaca o troço da A23 que vai ligar Alter do Chão ao Montijo, uma obra que diz ser “muito importante com a questão do novo aeroporto”.

Dizendo ainda que Portalegre tem sido “muito prejudicada” por não ter uma autoestrada, Fermelinda Carvalho assegura que estas ligações rápidas são “fundamentais” para os territórios. “Este Governo quer fazer justiça para com Portalegre e, claro, aquilo que o primeiro-ministro fez não foi anunciar, porque já o tinha feito várias vezes: foi dar mais um sinal de que é um compromisso muito forte do Governo”, diz ainda a autarca.

A par do estudo para a ligação da autoestrada a Portalegre, quer à A6, quer à A23, o Governo tem já em execução a obra que ligará a A2 a Beja.

Pedro Chagas Freitas no primeiro de três dias da Bookkey, a Feira Literária de Elvas

Foto: Pedro Chagas Freitas (Facebook)

Elvas recebe, entre hoje e domingo, de 8 a 10 de maio, mais uma edição da Bookkey – Feira Literária, iniciativa que decorre na Biblioteca Municipal Dra. Elsa Grilo e que promete três dias dedicados aos livros, à leitura e às artes.

O arranque do certame acontece esta sexta-feira, 8 de maio, pelas 18h00, com a abertura oficial do espaço. Pouco depois, às 18h15, o público mais jovem poderá assistir ao espetáculo infantil “Histórias Cantadas”, apresentado por Bolinha de Música.

A sessão oficial de abertura está marcada para as 20h00, antecedendo a apresentação do livro “Hospital das Alfaces”, da autoria de Pedro Chagas Freitas, agendada para as 20h30.

A programação do primeiro dia encerra com o espetáculo “Era Uma Vez… Ou Duas ou Três!”, por Marcantonio Del Carlo. O espetáculo tem início às 21h00.

A Bookkey pretende afirmar-se como um espaço de encontro entre autores, leitores e diferentes expressões artísticas, promovendo o gosto pela leitura e dinamizando culturalmente a cidade de Elvas.

Encontro intergeracional marcou segundo dia de Feira do Livro em Campo Maior

Após a sua abertura na quarta-feira, Feira do Livro de Campo Maior continuou ontem, 7 de maio, a sua programação, no Centro Comunitário, com iniciativas dedicadas à promoção da leitura e ao reforço dos laços entre gerações.

Durante a manhã, realizou-se um Encontro Intergeracional com a ilustradora Joana Gancho, centrado na obra “Os Avós”, da autoria de António Pereira. A atividade foi dirigida aos alunos do 1.º e 2.º ciclos do Agrupamento de Escolas e ao público sénior, onde o presidente do Município, Luís Rosinha esteve presente, proporcionando um momento de partilha e reflexão, fazendo uma pequena homenagem a todos os avós que polvilham de amor e de dedicação a infância de cada um.

Ao final da tarde, a programação contou ainda com um momento musical protagonizado por Alexandre Gomes, Nuno Cirilo e alunas do Projeto de Formação de Música do Município, enriquecendo mais um dia desta edição da Feira do Livro.

A Feira do Livro de Campo Maior decorre até amanhã, sábado, dia 9 de maio, no Centro Comunitário, com um programa diversificado para todas as idades.

Valter Canastreiro, a título póstumo, e Manuel Gonçalves distinguidos pela GNR

A GNR distinguiu os militares José Valter Cunha Canastreiro (a título póstumo, devido ao seu falecimento no Rio Caia) e Manuel Francisco Cainço Gonçalves com o “Prémio ao Valor, Abnegação e Altruísmo”, no Porto, durante as comemorações do 115.º aniversário da Guarda, no passado dia 3 de maio.

Em junho de 2025, os dois guardas do Posto da GNR de Campo Maior arriscaram a própria vida ao entrar numa casa em chamas para salvar uma pessoa debilitada.

O galardão, entregue no Porto durante o aniversário da Guarda, celebra o “sangue-frio” e a “audácia” destes homens que, num cenário de perigo extremo, cumpriram a sua missão com um heroísmo que agora fica imortalizado.

As cerimónias contaram com a presença do presidente da Republica, António José Seguro, e do Ministro da Administração Interna.

Poupança no supermercado: planeamento e organização são a chave para gastar menos, diz a DECO

Gastar menos nas compras de supermercado é possível através da adoção de comportamentos estratégicos de consumo. A DECO sublinha que o primeiro passo deve ser a organização doméstica, através da elaboração de um plano semanal de refeições que reaproveite sobras e priorize os alimentos com prazos de validade mais próximos. Ao planear as compras, é fundamental envolver toda a família na criação de uma lista detalhada, idealmente com uma estimativa de preços, para evitar gastos impulsivos e garantir que o orçamento definido não é ultrapassado.

No momento de ir à loja, existem cuidados práticos que fazem a diferença na fatura final: evitar ir às compras com fome ou acompanhado por crianças, levar sacos reutilizáveis e analisar os folhetos promocionais com espírito crítico. A DECO recomenda ainda a comparação sistemática dos preços por unidade de medida (quilo ou litro) e a consideração de marcas próprias, que equilibram preço e qualidade. Estar atento aos produtos com descontos por fim de validade pode gerar poupanças superiores a 50%, desde que o consumo seja imediato e o produto realmente necessário.

Tudo para saber sobre o assunto na edição desta semana da rubrica da DECO, com Helena Guerra, do Gabinete de Inovação e Projetos da Associação para a Defesa do Consumidor. Para ouvir no podcast abaixo:

Aqueduto da Amoreira inspira livro criado por crianças de Elvas e lançado pela Cruz Vermelha

“Diário da Nossa História”: assim se chama a obra que resulta de um trabalho desenvolvido em diferentes escolas de 1º ciclo do concelho de Elvas, ao longo deste ano letivo, através do programa CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social) 5G, e lançado na manhã desta sexta-feira, 8 de maio, em Dia Mundial da Cruz Vermelha.

A obra foi apresentada nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa, entidade promotora do CLDS, na presença dos seus pequenos autores, do vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, mas também dos diferentes parceiros do projeto.

Em “Diário da Nossa História” cruzam-se temas como o empreendedorismo, a inovação e a criatividade com a própria história de Elvas, com especial destaque para o Aqueduto da Amoreira.

“Este foi um desafio que lançámos aos agrupamentos de escolas e que foi muito bem respondido por parte dos miúdos e de todo o corpo docente”, começa por dizer Isabel Mascarenhas, diretora do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha, que adianta que, ultrapassados os receios iniciais, que “fazem parte do processo de inovação e de empreendedorismo”, para além do Aqueduto da Amoreira, a história criada acabou por também se focar na “tradição gastronómica e na tradição cultural e musical da ronca”. “Foi toda uma descoberta que foi feita em conjunto durante a elaboração deste livro”, assegura a responsável.

O “grande herói” desta história é Francisco de Arruda, o arquiteto responsável pela construção do Aqueduto da Amoreira: “é o herói que damos a conhecer, é o herói que relembramos como sendo uma pessoa muito importante para a história de Elvas, para as pessoas de Elvas e que teve uma importância imensa no seu tempo”.

Partindo do exemplo de Francisco de Arruda, Isabel Mascarenhas explica que, com este projeto, a equipa do CLDS quis deixar bem claro aos mais novos que “os super-heróis não estão só nos filmes”. “Todos nós somos super-heróis se dentro de nós tivermos criatividade e inovação”, adianta a responsável, que recorda o arquiteto como alguém que, com “criatividade, de forma empreendedora e sem medos”, conseguiu ultrapassar o desafio que lhe foi lançado pelo rei para a construção do aqueduto.

Já o vice-presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, que dá os parabéns a todos os envolvidos neste projeto e à Cruz Vermelha neste seu dia de celebração, começa por destacar o “difícil trabalho” que a equipa do CLDS teve na produção desta obra, mas que acabou por resultar num “excelente livro”.

O autarca, que considera que esta foi uma “forma engraçada” de as crianças aprenderem a sua história ao mesmo tempo que tiveram oportunidade de se debruçar sobre alguns conceitos de empreendedorismo, destaca ainda a mensagem do livro: “se não desistirmos iremos sempre atingir aquilo que são os nossos objetivos”.

A obra, escrita e ilustrada por alunos do quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela . “Diário da Nossa História” tem um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Nesta sesso de apresentação da obra, que é acompanhada também por uma música original, vários alunos tiveram oportunidade de ler alguns excertos do livro, enquanto dois professores foram convidados a dar o seu testemunho relativamente ao seu processo de produção.

A obra, escrita e ilustrada por alunos de quarto ano dos Agrupamentos de Santa Luzia e Adelaide Cabette e da escola de Vila Boim, foi editada pela Betweien. “Diário da Nossa História” em um custo de dez euros e pode ser adquirido nas instalações do Centro Humanitário de Elvas da Cruz Vermelha.

Elvas: AASHE aposta nos bailes aos sábados para reaproximar população e ganhar nova “vida”

A Associação de Ação Social e Humanitária de Elvas (AASHE) tem vindo, ao longo dos últimos tempos, a procurar reinventar-se para ir sobrevivendo às dificuldades.

A coletividade do Terreiro de João Domingos, no Bairro de São Roque, com 15 anos de atividade, está agora, através de diversas atividades, a tentar voltar a levar, sobretudo, a população mais velha da cidade ao seu encontro. A aposta da nova direção da AASHE, eleita há menos de um ano e liderada pelo antigo vice-presidente, João Penetra, passa pelas matinés, aos sábados, com bailes: uns ao som de grupos musicais, outros apenas com aparelhagem.

Já este sábado, entre as 15 e as 19 horas, haverá baile com “Os Antónios”, numa iniciativa promovida por Carlos Giraldes, membro da direção da coletividade, por ocasião do seu aniversário. Embora a entrada seja livre, quem quiser ajudar a associação poderá comprar uma rifa. Para além do baile, aberto a toda a gente, haverá também bolo de aniversário.

A par dos bailes, que, ao que tudo indica, serão promovidos de 15 em 15 dias, sempre aos sábados, a AASHE, revela o presidente, João Penetra, tem em vista a organização, entre outras atividades, de algumas excursões e de um passeio de barco. Com o bar aberto diariamente, a coletividade, nos últimos tempos, tem vindo a ter “algum movimento”.

Apesar dos esforços para manter a associação em funcionamento, o presidente da direção não esconde que a situação “é crítica”, até porque, tendo “muitos” sócios, são poucos aqueles que têm as suas quotas em dia. “Quando há muito dinheiro, não há dificuldades nenhumas. Agora assim tem que se contar os tostões todos, mas vai-se fazendo, vai-se dando a volta ao assunto, para que as pessoas passem um tempo divertido, que é aquilo que queremos”, remata.

Feira do Livro de Campo Maior aposta em horário alargado e oferta diversificada

Até amanhã, sábado, 9 de maio, o Centro Comunitário de Campo Maior é palco de mais uma edição da Feira do Livro, promovida pelo Município e a Biblioteca Municipal.

Com muitos livros disponíveis, a preços acessíveis e para todos os gostos e idades, de acordo com José Marchã, técnico da Biblioteca João Dubraz, o evento conta, face às edições passadas, com um horário “mais alargado”, funcionando das 10 às 19 horas, com pausa entre as 13 e as 15 horas. “A Feira do Livro de Campo Maior está a decorrer num horário mais alargado porque queremos dar hipótese a toda a gente. E este ano temos duas editoras representadas, que são a Leya e o Pé das Letras, e temos alguns exemplares de edição de autor e também uma edição da APPACDM de Elvas”, refere o responsável.

“Ficamos à espera que nos venham visitar. Nós temos muitos livros, que abrangem todas as faixas etárias, e temos alguns livros das duas editoras em saldo, com preços muito acessíveis e edições muito conhecidas”, remata.

A programação da Feira do Livro contempla hoje, depois de um encontro intergeracional (10 horas), um workshop de café (16 horas) e animação musical (18 horas) e um serão de contos com Rodolfo Castro (21 horas).