Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão na recuperação do Paiol de Santa Bárbara

A Câmara de Elvas vai investir mais de um milhão de euros na recuperação do Paiol de Santa Bárbara. O investimento a ser feito naquele que é o maior dos paióis de Elvas foi aprovado na reunião do executivo da passada quarta-feira, 22 de abril.

De acordo com o presidente da Câmara, Rondão Almeida, a recuperação do património castrense, que viria a contribuir para a classificação de Elvas como Património da Humanidade, tem vindo, desde 1994, a ser uma das “grandes preocupações” do município. “Não foi por acaso que este tipo de trabalho resultou em que, em 2012, a própria UNESCO nos classificasse como Património da Humanidade. Mas ainda há muito, mas muito, para fazer, principalmente nos panos de muralhas seiscentistas, e agora chegou a altura de iniciarmos esta grande obra”, adianta.

Há “mais de 80 anos desativado”, o Paiol de Santa Bárbara, diz o autarca, “está numa fase de degradação”. “Ninguém olhou para ele, mas nós aprovámos mais de um milhão de euros para recuperar este grande elemento, para que o possamos juntar a todo o outro trabalho que tem vindo a ser feito”, acrescenta Rondão Almeida.

Respondendo aos mais críticos, que dizem que o município “pouco ou nada faz” no que toca à manutenção do património, o presidente da Câmara de Elvas garante que o município “não tem feito outra coisa” e recorda o trabalho levado a cabo ao longo de mais de 30 anos, com as obras levadas a cabo nos fortins, Forte de Santa Luzia e da Graça e na zona dos Quartéis.

Com a intervenção prevista para o Paiol de Santa Bárbara, a Câmara Municipal procura dar mais um passo na recuperação do património da cidade que, “ao fim e ao cabo, representa a memória e o trabalho de quem o fez”. “Por isso, nós hoje em dia sentimos a responsabilidade de o manter para dizer aos nossos descendentes que vão ter a obrigação de continuar a dar-lhe vida”, remata Rondão Almeida.

De recordar que o Paiol de Santa Bárbara, construído perto do Castelo durante a Guerra da Restauração, foi espaço de armazenamento de material de guerra até 1915.

Município de Campo Maior reforça qualificações dos seus trabalhadores através de protocolo com a CCDR Alentejo

O Município de Campo Maior assinou, na semana passada, um protocolo de parceria com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, para que possa vir reforçar as qualificações e competências dos seus trabalhadores, através do Centro Qualifica da Administração Pública.

A formação inicia-se já amanhã, dia 29 de abril, com os técnicos de Ação Educativa, explica o presidente da Câmara, Luís Rosinha, que adianta que a autarquia vinha a preparar este protocolo com a CCDR há já algum tempo. “Nós vamos iniciar esta formação pelos técnicos da Ação Educativa, onde tivemos muita gente interessada do ponto de vista das escolas. Acreditamos nós, e acreditam também os funcionários, que mais dia, menos dia, será uma função obrigatória e até do ponto de vista da carreira será interessante para eles obter um nível 4 de qualificação”, diz o autarca.

“Vamos iniciar já no próximo dia 29 essa mesma formação. Tivemos uma reunião preparatória e, na passada segunda-feira (dia 20 de abril), conjuntamente com o senhor presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, assinámos aqui nos Paços do Concelho esse mesmo protocolo”, remata Rosinha.

Em regime presencial e online, esta formação destinada a trabalhadores com vínculo à Câmara Municipal de Campo Maior e detentores do 9.º e 12.º ano de escolaridade, permitirá a obtenção de novas qualificações numa área com elevada relevância social e educativa.

I Encontro “Passos que Unem” juntou dança e cultura dos dois lados da fronteira no Centro Cultural de Campo Maior

O Centro Cultural de Campo Maior recebeu na tarde de domingo, 26 de abril, a primeira edição do encontro “Passos que Unem”, uma iniciativa promovida pelo Município de Campo Maior, através do Projeto de Formação de Dança Oriental.

O espetáculo, promovido no âmbito do Dia Internacional da Dança, celebrado a 29 de abril, reuniu várias escolas e grupos de dança da região, de ambos os lados da fronteira, proporcionando ao público uma tarde marcada pela diversidade artística e cultural. Em palco estiveram representados estilos como dança oriental, kizomba, ballet clássico, dança contemporânea e flamenco.

Além das alunas do Curso de Dança Oriental do Município de Campo Maior, participaram também os alunos dos projetos de Ballet Clássico e Música, bem como grupos convidados como o EsPasso de Dança, de Portalegre, o grupo Naadirahs, de Elvas, Las Lunas e a Escola Puro Flamenco, de Badajoz, e ainda a dupla de kizomba Yoel e Aris.

Ao longo da tarde, os diferentes grupos apresentaram coreografias que refletiram não só a identidade de cada estilo, mas também o espírito de partilha e colaboração que marcou este primeiro encontro

Integrado no programa comemorativo dos 52 anos do 25 de Abril em Campo Maior, o “Passos que Unem” encerrou as celebrações com uma iniciativa que reforçou a importância da arte como elo de ligação entre culturas, gerações e territórios.