A partir de 5 de maio o Campus > Centro de Conhecimento Comendador Rui Nabeiro, em Campo Maior, vai acolher a realização de um curso de Inglês, em parceria com o Centro de Línguas e Culturas (CLIC) do IPP – Instituto Politécnico de Portalegre.
Com duração de 20 horas, este curso de Inglês na vertente profissional corresponderá ao nível de iniciação para uma comunicação eficaz com clientes.
As aulas irão decorrer nas instalações do Campus >, na Avenida António Sérgio, às terças e quintas-feiras em horário pós-laboral, sendo distribuídas por blocos de 90 minutos de duração.
A frequência desta ação tem o custo de 130€ e o curso está aberto não apenas aos colaboradores do Grupo Nabeiro-Delta Cafés como ao público externo, até ser atingido o número limite de participações.
Os interessados em inscrever-se neste curso de Inglês Profissional de Iniciação podem fazê-lo através do seguinte link:
O Lar Júlio Alcântara Botelho, em Elvas, está a desenvolver um projeto inovador de modernização dos cuidados prestados aos seus utentes, através da implementação de soluções tecnológicas avançadas.
O projeto, que inicialmente começou por se traduzir num painel interativo com um sem-fim de funcionalidades, incluindo consultas médicas por videochamada, dá agora uma resposta ainda mais relevante, com radares de alta precisão que medem, entre outros parâmetros, os sinais vitais dos utentes durante o sono.
O projeto em causa, tal como revela o diretor técnico do lar, Paulo Pires, tem vindo a ser desenvolvido em parceria com uma empresa espanhola. “Foi-nos apresentada, na altura, por uma empresa espanhola, a SecurePoint, uma nova ferramenta, o Vimag, que é um painel — um tablet em tamanho quase real de um ser humano — e começámos a trabalhar com eles nessa área, a título de projeto-piloto. Esse painel permite fazer videochamadas em tempo real, realizar consultas online, inclui jogos de estimulação cognitiva e tem muitas outras funções”, começa por explicar o responsável.
Tendo em conta as preocupações da direção do lar no que toca a quedas e aos sinais vitais dos idosos durante o sono, o projeto rapidamente ganhou outros contornos. “Eles (a empresa) mostraram interesse em desenvolver este projeto e criaram um radar de alta precisão, que fica por cima das camas e que acaba por medir os sinais vitais das pessoas, bem como a respiração durante o sono. Para além disso, fornece informação em caso de queda: emite um alerta em toda a instituição, visto que esta está equipada com vários tablets espalhados pelo edifício, onde são feitos os registos diários das atividades dos utentes”, avança Paulo Pires.
Mas o projeto não se fica por aqui, estando neste momento a ser preparada uma ferramenta destinada aos utentes em serviço de apoio domiciliário. Trata-se de um relógio que, através do mesmo sistema de alta precisão, irá igualmente medir os sinais vitais dos seniores, os quais poderão ser acompanhados em tempo real pelos familiares, através de uma aplicação móvel. “No entanto, tudo isto carece de alguns pareceres, sobretudo da Comissão Nacional de Proteção de Dados, que estamos a aguardar”, esclarece o diretor técnico do lar.
Este projeto, que, por necessitar desses pareceres, ainda não foi implementado, irá começar por ser testado por um colaborador ou até por um diretor da instituição. O objetivo é perceber como será a adaptação a esta ferramenta, dado que, posteriormente, poderão ter de ser feitos “alguns ajustes ao próprio equipamento”.
O Lar Júlio Alcântara Botelho reafirma, desta forma, o seu compromisso com a inovação, procurando integrar novas tecnologias que reforcem a qualidade dos serviços prestados e contribuam para uma vida mais ativa, segura e participativa dos seus residentes.
A entrevista completa a Paulo Pires sobre este projeto de modernização dos cuidados prestados aos utentes do Lar Júlio Alcântara Botelho pode ser ouvida no podcast abaixo:
Campo Maior continua em contagem decrescente para o grande regresso das Festas do Povo, 11 anos depois da sua última edição.
No passado sábado, 18 de abril, os campomaiorenses, que se têm envolvido nos trabalhos, principalmente os chamados cabeças de rua, estiveram reunidos com a organização, no Museu Aberto, para, tal como explica o presidente da Associação das Festas do Povo, João Manuel Nabeiro, pode fazer um ponto de situação.
“Vamos sabendo aquilo que vai no dia a dia dos campomaiorenses, principalmente desta gente maravilhosa, que tem a função de liderar cada rua, saber as suas preocupações, adivinhar os seus anseios e comunicar à Associação das Festas o seu trabalho, o seu envolvimento nas diferentes áreas e ficarmos todos em linha, porque dentro de três escassos meses, que vão passar a correr, com a ligeireza que a gente sabe como passa ao tempo, as nossas queridas Festas do Povo aí estarão”, diz o responsável.
O objetivo é promover “umas festas maravilhosas”, sendo, para isso, necessário planear todos os pormenores. “É no planeamento que está a virtude de sabermos que o dia 8 de agosto está aí ao virar da esquina”, acrescenta João Manuel Nabeiro.
De acordo com os dados avançados no decorrer da reunião, o grau de execução dos trabalhos, por esta altura, ronda os 60%. Dizendo que é preciso continuar a apoiar os campomaiorenses nas suas necessidades, confessa que gostava que já tivessem sido alcançados os 100%.
“Temos que continuar a persistir, a ver as necessidades, porque todos nós sabemos que as necessidades são muitas em termos de braços para trabalhar”, assegura o presidente da associação, que não tem dúvidas de que desde que foi anunciada a realização das festas, os campomaiorenses “motivaram‑se e, todos os dias, a conversa da rua será sempre essa”.
Até 8 de agosto, é continuar a arregaçar as mangas e levar por diante todo o trabalho necessário. “Vamos com o coração cheio e é isso que temos que pensar, naquela frase que o meu saudoso pai dizia sempre: ‘para a frente, em todas as frentes’”, remata.
A Associação das Festas do Povo, que conta com apoios importantes provenientes da Câmara Municipal de Campo Maior, da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e da Direção‑Geral do Turismo, prevê, para esta edição das Festas do Povo, um investimento de quase dois milhões de euros.