VALNOR distinguida com Selo de Qualidade do Serviço de Gestão de Resíduos Urbanos

A VALNOR – Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos, S.A., empresa responsável pela gestão do Sistema Multimunicipal de Triagem, Recolha Seletiva, Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos nos municípios de Abrantes, Alter do Chão, Arronches, Avis, Campo Maior, Castelo Branco, Castelo de Vide, Crato, Elvas, Fronteira, Gavião, Idanha-a-Nova, Mação, Marvão, Monforte, Nisa, Oleiros, Ponte de Sôr, Portalegre, Proença-a-Nova, Sardoal, Sertã, Sousel, Vila de Rei e Vila Velha de Rodão, foi distinguida pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) com o Selo de Qualidade de Serviço de Gestão de Resíduos Urbanos, na edição de 2026. 

Esta distinção reconhece o desempenho de excelência das entidades gestoras do setor, avaliando de forma rigorosa a qualidade do serviço prestado, a eficiência operacional e o compromisso com a sustentabilidade ambiental. A atribuição deste selo à VALNOR constitui um motivo de orgulho e reflete o trabalho consistente desenvolvido ao longo dos anos na promoção de uma gestão de resíduos cada vez mais eficiente, responsável e próxima das comunidades. 

Mais do que um reconhecimento institucional, este prémio simboliza o empenho diário de todos os profissionais da VALNOR, bem como a colaboração ativa dos municípios parceiros e da população, que têm vindo a reforçar os seus hábitos de separação e valorização de resíduos. É este esforço conjunto que permite continuar a melhorar os indicadores ambientais e a construir um território mais sustentável. 

Para Nuno Heitor, Administrador Delegado da Valnor, “A atribuição do Selo de Qualidade de Serviço, pela ERSAR, representa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pela VALNOR e constitui um motivo de grande orgulho para todos os profissionais que, diariamente, trabalham com dedicação e sentido de missão para garantir um serviço público essencial às populações. Este reconhecimento é também o resultado do trabalho conjunto desenvolvido com os municípios que integram o sistema multimunicipal e com os cidadãos da nossa região, cuja participação ativa na separação e valorização de resíduos é fundamental para alcançarmos resultados cada vez mais positivos. Para a VALNOR, esta distinção representa não apenas o reconhecimento do caminho percorrido, mas também um incentivo para continuarmos a evoluir, reforçando a qualidade do serviço prestado e promovendo uma gestão de resíduos cada vez mais eficiente, sustentável e alinhada com os desafios ambientais do futuro.” 

A VALNOR reafirma assim o seu compromisso de continuar a investir na inovação, na melhoria contínua dos serviços e na sensibilização ambiental, contribuindo para a preservação dos recursos naturais, para a economia circular e para a qualidade de vida das populações que serve. 

Câmara de Portalegre assina protocolo de atribuição de apoio não financeiro com a Tégua

No dia 13 de março, foi assinado um protocolo entre a presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Pombo Carvalho, e o presidente da Tégua – Associação de Desenvolvimento Regional D’entre Tejo e Guadiana, Francisco Silva, que estabelece a cedência a título de empréstimo do Apartamento de Transição.

Este alojamento integra a Bolsa Nacional de Alojamento Temporário e de Emergência e destina-se a apoiar grupos populacionais mais vulneráveis e em situação de maior carência, com necessidades urgentes e temporárias de habitação.

Entre os possíveis beneficiários encontram-se pessoas em situação de sem-abrigo, imigrantes, agregados familiares nómadas, vítimas de violência doméstica ou de tráfico de seres humanos, pessoas em processo de desinstitucionalização e famílias afetadas por acontecimentos inesperados, como catástrofes naturais, incêndios ou pandemias.

Esta resposta habitacional, de carácter transitório, funciona de forma complementar e em rede, podendo assumir a forma de apartamento partilhado ou de reinserção, com capacidade para oito vagas.

Censo revela quebra acentuada na população de grous no Alentejo este inverno

O mais recente Censo Ibérico de Grous confirmou uma redução significativa no número de aves migratórias a invernar em Portugal. De acordo com os dados avançados por José Janela, da Quercus, em dezembro foram contabilizados apenas cerca de cinco mil grous, um valor consideravelmente inferior aos mais de nove mil registados no mesmo período do ano anterior. Embora se tenha verificado uma ligeira recuperação nas contagens de janeiro, o balanço final da temporada revela que a presença desta ave emblemática nas planícies alentejanas ficou muito aquém das edições passadas.

Esta diminuição nos números não indica necessariamente uma quebra global da espécie, mas sim uma alteração nos padrões de migração. Os especialistas sugerem que as variações climáticas e a disponibilidade de alimento podem estar a levar os grous a permanecer em latitudes mais a norte ou a concentrar-se noutras zonas da Península Ibérica. O fenómeno sublinha a importância da monitorização contínua através destes censos para compreender como as alterações ambientais estão a moldar o comportamento e as rotas de invernada de uma das aves mais características do inverno alentejano.

Tudo para saber sobre o assunto com José Janela, da Quercus. O programa desta semana para ouvir, na íntegra, no podcast abaixo:

AA com sessão em Elvas: “álcool é um problema da sociedade e os AA têm provas dadas para lidar com o problema”

Os Alcoólicos Anónimos (AA) vão estar em Elvas, no próximo dia 20 de março (sexta-feira), para uma sessão de informação pública, a ter lugar no Auditório São Mateus, pelas 11 horas.

Levar a mensagem ao alcoólico ainda em sofrimento, para uma mudança da sua condição de vida, tem sido o grande objetivo da organização mundial, já com 90 anos de existência. “O fator primordial da organização, dos grupos, das pessoas, é procurarem manter-se limpos, sóbrios, manterem-se afastados do consumo de álcool”, explica o presidente dos AA Portugal, o psicólogo Celestino Cunha, que avança que, atualmente, a organização envolve “mais ou menos três milhões de pessoas em mais de 60 países”.

Nos AA, o alcoólico que alcançou “um despertar espiritual” e que consegue manter a sua abstinência, procura depois “levar a mensagem a pessoas que ainda não tiveram essa oportunidade”, com a organização a tentar chegar à comunidade com sessões como aquela que acontece em Elvas.

“Há um grupo de pessoas, dentro dos AA, que faz esse serviço de informação pública. Convida-se, muitas vezes, as instituições de saúde, as autarquias, as escolas e promovem-se esses encontros de modo a levar a mensagem, no fundo, para que a comunidade saiba que estes grupos existem, que têm uma forma muito particular de trabalhar dentro do seu anonimato e é também uma forma de a comunidade, em geral, poder encaminhar pessoas, de poder dizer que está ali uma porta, que está ali um grupo de pessoas que ajuda”, adianta o responsável.

Ao longo dos anos, a organização tem vindo a procurar ser “um suporte” na comunidade, garante Celestino Cunha, com vista a dar resposta a um problema efetivo que se vive em Portugal. “O nosso país, pela nossa história, pela nossa cultura, tem uma relação com o álcool que é bastante problemática. Promovemos, toleramos e, por isso, os AA são uma maneira de responder ao problema que se vive no nosso país. Há muitas pessoas que padecem de problemas ligados ao álcool, que padecem da doença do alcoolismo, e os AA são o suporte na comunidade ligado, por exemplo, às organizações, aos centros de saúde, às autarquias, às escolas e até ao sistema de justiça e podem ser um grande recurso na comunidade para que as pessoas possam encontrar forma de se recuperarem”.

Nestes eventos, participam não só alcoólicos em recuperação, que partilham a sua experiência, mas também as famílias, sendo que para os familiares existem também grupos de ajuda: “existem grupos de AA, existem grupos de Al-Anon, que são as famílias que se unem também para lidar com o problema que as atinge, e há a possibilidade de encaminhar – existe uma linha, existe um site, existe informação para as pessoas poderem conhecer”. “Quanto mais conhecemos, seremos sempre mais capazes de lidar com os problemas”, garante o presidente dos AA Portugal.

Na falta de grupos presenciais de AA no interior do país, os grupos online têm-se revelado uma boa alternativa. “No interior existem menos grupos, mas com a chegada dos grupos online, de facto, qualquer pessoa, em qualquer local, pode frequentar grupos e pode ter acesso a este tipo de ajuda”.

“O álcool é um problema da nossa sociedade e os AA têm provas dadas para lidar, de forma saudável e adequada, com o problema, de modo a que ele se resolva, pela recuperação das pessoas que têm essa doença”, remata Celestino Cunha.

O único requisito para ser membro dos AA “é o desejo de parar de beber”. Para ser membro dos AA não é necessário pagar taxas de admissão nem quotas, sendo a organização autossuficiente. Os AA “não estão ligados a nenhuma seita, religião, instituição política ou organização, não se envolvem em qualquer controvérsia, não subscrevem nem combatem quaisquer causas”.

Partilhando entre si a sua experiência, força e esperança para resolverem o seu problema comum, o propósito primordial dos AA é manterem-se sóbrios e ajudarem outros a alcançar a sobriedade.

Gato Escaldado volta ao Mês do Teatro de Campo Maior para apresentar “O Príncipe Nabo”

Depois de já ter apresentado, no arranque do Mês do Teatro de Campo Maior, o espetáculo “Guia de Matemática para Totós”, a companhia Gato Escaldado está de regresso ao Centro Cultural da vila no próximo dia 24 de março, para levar a palco a peça “O Príncipe Nabo”.

Apresentado às crianças do ensino pré-escolar de Campo Maior, em duas sessões — a primeira às 10h30 e a segunda às 14h30 —, o espetáculo tem por base uma história sobre humildade. “O Príncipe Nabo” resulta de uma adaptação da obra homónima de Ilse Losa para o palco, sendo o texto da autora portuguesa, nascida na Alemanha, parte integrante do Plano Nacional de Leitura, de leitura obrigatória para alunos de 5.º ano.

“É um espetáculo que temos vindo a melhorar, mas já há alguns anos que o fazemos e resulta muito bem para esta faixa etária”, revela Ana Isabel Sousa, atriz e fundadora da companhia, que apresenta parte da história da peça: “é basicamente uma história sobre uma princesa que é muito arrogante, que goza com todos os pretendentes que tem no castelo e, às tantas, o pai castiga-a e ela casa com um músico pobre. Depois é a jornada dela a aprender a ser humilde, a aprender que a vida não é só facilidades”.

Sendo já habitual a presença da Gato Escaldado neste Mês do Teatro, Ana Isabel Sousa considera esta uma “excelente iniciativa” da Câmara Municipal, até porque “é super importante que as pessoas tenham cada vez mais acesso à cultura”. Sobretudo no interior do país, defende ainda a atriz, longe das grandes metrópoles, estas iniciativas possibilitam que “todos tenham acesso igual à cultura”.

“Há alguns anos que vamos a Campo Maior e somos sempre muito bem recebidos. Comemos sempre muito bem e passamos sempre aí uns bons dias. O Centro Cultural é espetacular, tem todas as condições. Por isso, voltaremos sempre que seja possível”, remata a artista.

Campo Maior acolheu iniciativa “50 anos, 15 Caminhadas”

Campo Maior recebeu ontem, dia 15 de março, a iniciativa “50 anos, 15 Caminhadas”, integrada na 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo.

A atividade, promovida em parceria com a Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, de forma a assinalar os 50 anos do Hospital Dr. José Maria Grande, decorreu em simultâneo nos 15 municípios do Alto Alentejo e teve a participação da Vereadora Paula Jangita.

Antes do início da caminhada realizou-se um breve momento de sensibilização dedicado à importância da adoção de hábitos de vida saudáveis, destacando o papel da atividade física regular na promoção da saúde e do bem-estar.