Jogos do Alto Alentejo arrancam em Campo Maior com edição histórica onde se incluem os 15 municípios

A 24.ª edição dos Jogos do Alto Alentejo arrancou com um simbolismo renovado em Campo Maior, assinalando a primeira vez, em mais de duas décadas de história, que todos os concelhos da região participam em simultâneo. Joaquim Diogo, presidente da CIMAA Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, manifestou o entusiasmo por este marco, referindo que é uma “grande alegria anunciar que, pela primeira vez ao fim de 24 edições, temos os 15 municípios todos a participar em conjunto”. Esta união reflete o sucesso da cooperação estratégica na comunidade intermunicipal, sendo vista como um “simbolismo daquilo que tem sido o nosso trabalho dos últimos anos”, no sentido de agregar o território em torno de projetos pertinentes para a região.

O evento, que deverá mobilizar cerca de 4.000 participantes em 30 modalidades distintas, reafirma-se como uma iniciativa inclusiva e intergeracional, adaptada desde as crianças ao público sénior. Joaquim Diogo descreve o certame como “os jogos mais democráticos que existem em Portugal”, justificando que a “componente muito forte de podermos aliar a prática desportiva ao bem-estar» permite a participação de todos, independentemente da idade ou de eventuais dificuldades. Luís Rosinha, presidente da Câmara de Campo Maior, corroborou esta visão, sublinhando que o foco principal não é a competição, mas sim a “convivência salutar entre os mais velhos e os mais novos” e a oportunidade para a “descoberta do território” através do desporto.

Além das competições, esta edição introduz uma vertente solidária e de saúde pública em parceria com a ULS do Alto Alentejo, através da realização, amanhã domingo, de “15 caminhadas ao mesmo tempo a iniciarem ao mesmo tempo nos 15 municípios”, integrando rastreios comunitários e a celebração do cinquentenário do Hospital de Portalegre. Em Campo Maior, o arranque das atividades ganha ainda uma cor especial ao coincidir com os preparativos das tradições locais, reforçando a ideia de que “não há festas sem saias, nem saias sem festas”. Rosinha destacou a importância de manter esta dinâmica viva, saudando a CIMAA por “querer continuar a organizar este evento” que tanto orgulha as gentes do Alto Alentejo, ainda por cima “em Campo Maior no ano em que se realizam as Festas do Povo”.

Exposição de pintura evidencia biodiversidade do concelho de Arronches

A galeria do Convento de Nossa Senhora da Luz volta, por estes dias, a estar decorada pelas peças da artista Ana Mouga, desta feita com uma exposição denominada ‘Biodiversidade’, que se encontrará em exibição até ao último dia do corrente mês de
março.

Para inaugurar esta mostra, o executivo autárquico, representado pelo presidente João Crespo, pelo vice-presidente Paulo Furtado e pela vereadora Maria João Fernandes, juntou-se à artista, recebendo alguns dos convidados numa breve cerimónia informal que
decorreu na tarde deste sábado, dia 7 de março.

O presidente da autarquia começou por usar da palavra para dar as boas-vindas a quem se encontrava no espaço, fazendo desde logo um agradecimento à pintora pela disponibilidade em voltar a colaborar com a autarquia na dinamização da galeria municipal. João Crespo elogiou depois as obras expostas que retratam a biodiversidade do concelho de forma diferente, relembrando o quanto é necessário preservar e salvaguardar a natureza, sobretudo quando parte do concelho se encontra inserida no território do Parque Natural da Serra de São Mamede. Por fim, o edil felicitou Ana Mouga, incentivando-a a dar continuidade os seus projetos, terminando com a garantia de que os espaços municipais estarão sempre de portas abertas para receber os seus trabalhos.

Por sua vez, a pintora começou por agradecer o convite para regressar ao Convento de Nossa Senhora da Luz, relembrando que uma das primeiras exposições do espaço foi da sua responsabilidade. Ana Mouga explicou então que os trabalhos apresentados são um misto de obras elaboradas em contacto com a natureza, mas também com base em fotografias da sua autoria. A terminar, a artista explicou que o objetivo do conjunto de quadros exposto é também chamar a atenção para os pequenos e bonitos pormenores que a biodiversidade contém.

Terminadas estas breves intervenções, os presentes conheceram as obras, tendo a pintora a oportunidade de explicar o que se encontrava em cada uma delas. Como habitualmente, esta é uma exposição que pode ser visitada durante o horário em que o Convento de Nossa Senhora da Luz se encontra aberto ao público, a saber, entre as 09H30 e as 13H00 e entre as 14H00 e as 17H30, de terça-feira a domingo.

Luís Dias: “expectável” que alentejanos deixem de pagar portagens em troços da A6 e A2 a partir de abril

Aprovada no âmbito do Orçamento do Estado para 2026, a proposta de isenção de portagens em troços da A6 e da A2, no Alentejo, para residentes e empresas da região, deve entrar em vigor já a partir de abril.

“A lei foi aprovada em Orçamento do Estado e, portanto, a partir de abril tem de estar concretizada”, lembra Luís Dias, deputado na Assembleia da República eleito pelo círculo de Évora. Assim, garante o deputado do PS, a partir do próximo mês “é expectável que os alentejanos dos distritos de Évora e Portalegre não paguem portagens na A6”.

Dando conta que o Governo tem já menos de um mês para implementar o projeto, Luís Dias diz que “não muito a inventar”, até porque “o diploma previa o uso da Via Verde, que está associada a uma morada fiscal, para que pudesse ser mais fácil a implementação e a utilização por parte dos utilizadores”.

Acreditando que a implementação do sistema de isenção “estará já em modo de preparação”, com o Governo “em articulação com a Brisa e a Via Verde”, o antigo presidente da Câmara de Vendas Novas não tem dúvidas de que, tratando-se de uma lei, vai ser implementada.

De recordar que a isenção incide sobre os troços da A6 entre o nó A2/A6/A13 e Caia, para habitantes e empresas do Alto Alentejo e Alentejo Central, e da A2 entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar, para residentes e empresas do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.

Feira do Queijo regressa com novidades a Rio de Moinhos: certame agora conta com um festival gastronómico

O queijo de ovelha e os petiscos alentejanos voltam a ser os protagonistas de mais uma edição da Feira do Queijo de Rio de Moinhos, no concelho de Borba, entre os dias 3 e 5 de abril.

Organizado pelo Município de Borba, em parceria com a Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, o evento, desta feita, tal como explica a vice-presidente da Câmara de Borba, Helena Caldeira, que diz ter “expectativas altas” para o certame, conhece algumas alterações. Não sendo “totalmente disruptivas”, essas alterações passam, desde logo, pela introdução do Festival Gastronómico do Borrego e do Queijo na programação do evento: “tendo em conta a época da Páscoa e o certame que nós estamos a promover, fazia-nos todo o sentido desenvolver algo nesse sentido”.

A organização irá também apresentar “algumas alterações ao nível do espaço”, “algumas atrações diferentes” e uma “mudança em termos de programação cultural”. “É uma mudança de paradigma. Nós estamos a tentar mudar, em ir mais ao encontro das tradições e a tentar alterar os espetáculos de animação, com cante, grupos corais que estão agora na moda, para marcar ali um pouco a diferença. Se este ano correr bem, esperemos que sim, para o ano queremos que corra ainda melhor”, remata a autarca.

Além da animação musical, com os espetáculos de Corda Bamba, no dia 3, Descendentes, no dia 4, e Modas a 4, no dia 5, a Feira do Queijo de Rio de Moinhos promete voltar a ser “o sítio ideal para encontrar o melhor do artesanato local e provar as iguarias nas tasquinhas”.

Casa das Barcas recebe este sábado o já tradicional Festival das Sopas dos Escuteiros de Elvas

O Festival das Sopas do Agrupamento 158 de Elvas do Corpo Nacional de Escutas está de regresso este sábado, 14 de março, ao Mercado Municipal da Casa das Barcas.

O evento, que convida a comunidade a reunir-se em torno de um dos pratos mais tradicionais da gastronomia portuguesa, tem como finalidade a angariação de fundos para as atividades da secção dos Pioneiros, refere João Favita, um dos responsáveis pela organização do festival, iniciativa que já vai na sua oitava edição.

“Vamos ter algumas sopas, patrocinadas por restaurantes e pelos pais dos escuteiros, e teremos também um bar aberto e alguns doces confecionados pelos pais”, adianta João Favita.

Entre as 18 horas e a meia-noite, o público, pelo preço de cinco euros, terá oportunidade de degustar quatro sopas diferentes. “Para provar mais do que isso, terá que se pagar à parte as sopas, tal como tudo aquilo que for consumido no bar” e no espaço dedicado à venda de doces, esclarece o responsável.

À semelhança do que já aconteceu no ano passado, o evento será animado por vários jovens escuteiros que têm alguma aptidão para a música. “Habitualmente nós tínhamos um grupo musical a animar a festa. No ano passado, e como temos alguns pequenos artistas no nosso agrupamento, foram eles. Assim, eles praticam e mostram um bocado daquilo que conseguem fazer em termos artísticos, ao mesmo tempo que nos ajudam a animar o espetáculo”, diz ainda João Favita.

A iniciativa, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Elvas, promete proporcionar momentos de boa disposição a todos os participantes.

Idosos da Santa Casa de Campo Maior produzem flores de papel em momentos terapêuticos e de recordações

Os utentes das valências de lar e de centro de dia da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior já começam a deitar mãos à obra e, por estes dias, vão produzindo flores de papel para a edição deste ano das Festas do Povo.

A verdade é que, mais do que participar e contribuir ativamente para o sucesso daquele que é o maior evento do concelho, a instituição procura, acima de tudo, proporcionar momentos lúdicos, terapêuticos e de muitas recordações aos idosos.

“O propósito de nós nos mantermos ligados a essa arte, digamos assim, com tantos anos de história, no fundo tem uma função lúdica, mas tem sobretudo uma função importantíssima terapêutica, ou seja, há aqui uma série de intervenções terapêuticas que se cruzam e que, no fundo, mexem com essa atividade de fazer flores”, explica Rosália Guerra, uma das responsáveis da Misericórdia campomaiorense.

A título de exemplo, Rosália Guerra diz que, no decorrer do processo de produção das flores, “há uma série de reminiscências sobre as vivências, sobre o que é que cada pessoa fazia nas Festas do Povo”. Entre os utentes da instituição, há pessoas que foram cabeças de rua e outras que abriram as suas garagens para a colocação das flores. “Temos histórias sobre reuniões familiares, sobre serões entre vizinhos. E é tão interessante que essas memórias surjam com um novo contacto das mãos com o papel”, acrescenta.

Voltar a trabalhar o papel, diz ainda a responsável, “faz recordar quase como se a memória não tivesse sofrido alterações. São histórias, momentos, vivências extremamente interessantes e isso deixa-nos imensamente felizes”, remata.

De recordar que, desta vez, a Santa Casa da Misericórdia uniu-se ao Lar e Centro de Dia de Degolados para, nas Festas do Povo, e através de um projeto comunitário, as duas instituições contribuírem com a enramação de alguns troços de uma rua da vila (ver aqui).