Festival das Migas com animação de João Tocha no domingo em Barbacena

O Festival das Migas, organizado pela Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço, está de regresso ao Pavilhão Multiusos de Barbacena no domingo, 15 de março.

Revelando que haverá migas “para todos os gostos” e um menu especial para os mais novos, Tiago Trindade, animador sociocultural do lar de idosos da instituição e um dos responsáveis pela organização do evento, lembra que este festival tem-se revelado, ano após ano, um sucesso.

“O nosso Festival das Migas tem sido um evento com muito sucesso e com muita procura e voltamos a ter as diversas migas típicas aqui de Barbacena e do Alentejo, que vamos servir com carne de alguidar e com peixe frito. Vamos ter migas tradicionais, de espargos, de batatas, migas de tomate e todas aquelas migas que são mais apreciadas aqui na nossa zona”, assegura o responsável.

O menu infantil, pensado para que as crianças, que “muitas vezes não gostam dos pratos mais tradicionais” e para que também possam desfrutar da festa, contempla sopa, bifanas, hambúrgueres e bebida.

A animação musical do evento estará a cargo de João Tocha. O objetivo da organização é que, uma vez mais, o festival possa proporcionar momentos de convívio entre as famílias e de diversão. “Estes eventos trazem muitas vezes as pessoas da própria terra que estão fora a trabalhar, ou até viver fora, e acaba por ser mais um contributo para virem à terra e estarem com a sua família”, lembra Tiago Trindade.

Com o apoio da União de Freguesias de Barbacena e Vila Fernando e de alguns particulares, são os colaboradores do lar que organizam todo o evento. As verbas angariadas com o evento servirão para a criação de um ginásio no lar de idosos da Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço. “Vamos criar um ginásio sénior, que é, no fundo, uma sala adaptada com diferentes equipamentos para o desenvolvimento da atividade física, nomeadamente aqui com os nossos idosos, mas que também queremos que esteja à disposição, primeiramente, dos nossos colaboradores e, um dia mais tarde, quem sabe, avaliar se também poderá abrir ao público, à comunidade”, explica o animador sociocultural.

As entradas no festival têm um custo de 12 euros, para inscrições até esta quinta-feira, 12 de março, subindo para 15 euros até ao dia do evento que, no domingo, decorre entre o meio-dia e as 16 horas.

As entradas podem ser adquiridas na Fundação Centro Social Nossa Senhora do Paço, nas Juntas de Freguesia de Vila Fernando, São Vicente e Santa Eulália e no Semi-Internato Nossa Senhora da Encarnação, em Elvas.

“Ode Poética” apresentada em Campo Maior: “falar de poetas portugueses é falar de cultura e de verdade”

O espetáculo com a carreira mais longa de sempre em Portugal é apresentado, esta sexta-feira, 13 de março, aos alunos do ensino secundário de Campo Maior, no Centro Cultural da vila, no âmbito do Mês do Teatro, promovido pela Câmara Municipal. Trata-se de “Ode Poética”, peça baseada em textos dos mais diversos poetas portugueses, que estreou em 1994, no extinto edifício do Teatro ABC no Parque Mayer, em Lisboa.

Defendendo que todos deveriam ter “mais poesia” nas suas vidas, Nuno Miguel Henriques, diretor-geral do Teatro ABC – Companhia Nacional de Teatro Português e artista que subirá a palco para dar vida a esta “Ode Poética”, garante que “falar de poetas portugueses é falar de cultura, é falar da verdade e daquilo que distingue Portugal”, “único país onde o dia de um poeta é o dia da Nação” (10 de junho).

Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Luís Vaz de Camões, Almeida Garrett, Júlio Diniz, Antero de Quental e Camilo Castelo Branco são apenas alguns dos autores em destaque no espetáculo, em que a interpretação é feita “sem recurso a leituras tradicionais e intercalada com melodias poéticas de sempre”. Junta-se ainda “o acutilante humor inteligente” de Nuno Miguel Henriques, que procura, durante o espetáculo, estar em constante interação com o público.

Destacando a importância de levar a poesia aos alunos, como aqueles a quem se destina o espetáculo em Campo Maior, o artista garante que a apresentação do espetáculo ao público, ao longo destes mais de 30 anos, tem vindo a revelar-se “um desafio muito interessante”. “Temos que desmontar a mensagem dos poetas portugueses, para que os alunos saibam que aquilo que nós temos de maior é, de facto, a nossa ode. E a nossa ode, que é uma festa, uma festa da palavra, é a ode poética e ilustrada com sons, com pequenos adereços. Levamos a palavra olhos nos olhos, porque aquilo que nos dizem os nossos olhos é que a poesia não é tão rara como parece e ela está ao alcance de qualquer um, com simplicidade. O difícil é ser simples”, assegura Nuno Miguel Henriques.

Pese embora a distância no tempo, desde a sua estreia até aos dias de hoje, “Ode Poética” continua a apresentar “muitos dos mesmos textos”, ainda que o espetáculo já não seja exatamente igual. “Quando eu comecei, tinha 30 quilos a menos, tinha mais cabelo, mas eu acho que o tempo é como o Vinho do Porto: faz-nos mais ricos, mais experientes e talvez com a maior capacidade de comunicar, porque aquilo que se passa é uma comunicação poética e não se mantém igual porque tudo muda”, diz o artista, lembrando que hoje as cartas de amor, por exemplo, deram lugar às mensagens trocadas através das plataformas digitais e redes sociais.

O espetáculo, esta sexta-feira, no Centro Cultural de Campo Maior, tem início marcado para as 14h30.