No concelho de Portalegre, a contagem final da segunda volta das eleições presidenciais confirmou a vitória de António José Seguro. O candidato conseguiu consolidar a vantagem que já trazia da primeira volta, num território onde a disputa com André Ventura foi particularmente renhida.
António José Seguro obteve uma vitória expressiva na segunda volta das presidenciais, conquistando 65,46% dos votos, o que corresponde a 7.061 boletins. André Ventura, o segundo candidato mais votado, alcançou 34,54%, representando a escolha de 3.726 eleitores portalegrenses.
No concelho de Arronches, António José Seguro confirmou o favoritismo e venceu a segunda volta das eleições presidenciais deste domingo, 8 de fevereiro de 2026. O candidato obteve 54,13% da votação, o que se traduz em 740 votos.
André Ventura alcançou 45,87% dos sufrágios no concelho, correspondentes a 627 votos. Estes resultados em Arronches acompanham a tendência nacional projetada pelas principais estações de televisão, que apontam para a eleição de António José Seguro como o próximo Presidente da República com uma vitória expressiva sobre André Ventura.
António José Seguro foi o candidato mais votado no concelho de Campo Maior nas eleições presidenciais deste domingo, alcançando uma vitória expressiva com 58,24% dos votos, o que corresponde a 2.134 votos apurados. O candidato André Ventura ficou na segunda posição, reunindo a preferência de 41,76% do eleitorado, num total de 1.530 votos.
A contagem final no concelho revelou ainda que 2,38% dos eleitores optaram pelo voto em branco, somando 91 votos nesta categoria. Os votos nulos representaram 1,86% do total, com 71 boletins de voto considerados inválidos pelas mesas de escrutínio.
Os resultados finais da eleição presidencial no concelho de Elvas, apurados este domingo, 8 de fevereiro de 2026, confirmam a vitória de André Ventura com 48,88% dos votos. O candidato obteve um total de 4.760 votos, superando António José Seguro, que registou 47,24% (4.601 votos).
A participação eleitoral no concelho fixou-se nos 52,75%, com 9.739 votantes num universo de 18.463 eleitores inscritos. Foram ainda contabilizados 226 votos brancos e 152 votos nulos.
As primeiras projeções à boca das urnas, avançadas pelas principais estações de televisão, apontam para uma vitória inequívoca de António José Seguro na corrida à Presidência da República. Segundo os dados da RTP, Seguro terá obtido entre 68% e 73% dos votos, enquanto André Ventura se situa entre os 27% e os 32%. Estes números são corroborados pela SIC e pela TVI, que apresentam intervalos quase idênticos, situando o vencedor na casa dos 67% a 71% (SIC) e o segundo candidato entre os 28% e os 33% (TVI).
A confirmar-se este cenário à medida que o escrutínio oficial avança, António José Seguro será eleito à segunda volta com uma margem confortável sobre o seu adversário direto. Os dados das três televisões revelam uma forte convergência, sugerindo uma tendência consolidada em todo o país. A noite eleitoral prossegue agora com a contagem dos votos reais e as reações das respetivas candidaturas a estes resultados previstos.
Uma comitiva francesa encontra-se a visitar Elvas no âmbito do Programa Erasmus + dos Cursos Profissionais, numa parceria com a Escola Secundária D. Sancho II, pertencente ao Agrupamento de Escolas D. Sancho II.
O grupo de 19 alunos e professores provenientes de França permanecem na cidade até 13 de fevereiro e foram recebidos na tarde de ontem, terça-feira pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha, no Museu de Arte Contemporânea de Elvas (MACE), numa recepção de boas vindas, seguido de uma visita guiada ao espaço museológico.
Durante o período de permanência em Elvas, os alunos e docentes, pertencentes ao Curso Profissional de Agricultura, irão desenvolver diversas atividades no Agrupamento de Escolas D. Sancho II, bem como realizar visitas a empresas e entidades locais ligadas à área da Agricultura.
O programa contempla ainda visitas aos principais pontos turísticos da cidade de Elvas e da região, proporcionando um contacto direto com o património cultural, histórico e económico do concelho.
Esta iniciativa reforça a cooperação internacional no âmbito da educação e formação profissional, promovendo a partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas entre instituições de ensino de diferentes países europeus.
A cidade de Elvas acolhe, entre 9 e 17 de fevereiro, a exposição “Carnaval sem Fronteiras”, integrada na programação do XXVIII Carnaval Internacional de Elvas.
A mostra celebra a diversidade e a riqueza das tradições carnavalescas, dando destaque à criatividade, à identidade cultural e ao espírito festivo que ultrapassa fronteiras geográficas.
A inauguração está marcada para segunda-feira, 9 de fevereiro, às 18h30, contando com curadoria de Filipe Belchior. A exposição propõe um olhar artístico e documental sobre o Carnaval, valorizando expressões populares, figurinos, cores e símbolos que fazem desta festa um património vivo e universal.
Inserida numa das iniciativas culturais de maior projeção do concelho, a exposição reforça o papel de Elvas como ponto de encontro de culturas e tradições, contribuindo para a dinamização cultural e turística da cidade durante o período carnavalesco.
O Carnaval Internacional de Elvas volta, assim, a afirmar-se como um evento de referência, aliando a festa de rua a propostas culturais que convidam o público a conhecer o Carnaval para além do desfile, num verdadeiro encontro sem fronteiras.
O percurso completo do Roteiro Literário “Levantado do Chão” volta a ser percorrido entre os dias 27 de fevereiro e 1 de março.
Este roteiro literário interliga os concelhos de Lisboa, Montemor-o-Novo e Évora, através de uma rede de percursos composta por três percursos temáticos, que se dividem em duas Grandes Rotas e três Pequenas Rotas, abrangendo quase 30 pontos de interesse interpretativo sobre a obra “Levantado do Chão”, de José Saramago.
Esta é uma iniciativa que convida os leitores de José Saramago a percorrer os lugares que inspiraram o romance que narra a vida dos lavrenses e dos trabalhadores rurais alentejanos durante o Estado Novo. O objetivo deste roteiro “é dar a conhecer os espaços reais onde ocorrem os episódios mais marcantes do romance, contextualizando a história, a vida dos montemorenses e os acontecimentos sociais e políticos que moldaram a narrativa”, explica Joana Sofio, técnica do projeto “Levantado do Chão”.
Ao longo do percurso, os participantes contactam com 27 pontos de interesse interpretativo, distribuídos por três grandes temas: “a repressão no Alentejo durante a ditadura, a resistência e a luta dos trabalhadores agrícolas e ainda os lugares e pessoas que marcaram a estadia de Saramago em Lavre”.
Durante três dias, esta viagem literária “passa pelo concelho de Montemor-o-Novo, por Santiago do Escoural, São Cristóvão, São Geraldo, Ciborro e Lavre, e também pelas cidades de Lisboa e Évora”. “É uma experiência imersiva, pensada para quem aprecia a literatura, a história, o património e, naturalmente, a obra de José Saramago. O roteiro destina-se a todos os leitores e curiosos que desejem compreender melhor o contexto da obra e viver uma aproximação única ao universo saramaguiano no Alentejo”, diz ainda a responsável.
Os interessados em participar devem realizar a sua inscrição através do e-mail apoio@josesaramago.org, onde também podem obter todas as informações e garantir a reserva para “esta viagem literária inesquecível”.
Os músicos da Banda 14 de Janeiro juntam-se, nesta edição do Carnaval Internacional de Elvas, à Gota d’Arte.
O convite feito à banda, tendo em conta o tema que o grupo escolheu para este Carnaval – um tema “muito popular, que vai chegar às pessoas” –, surgiu também, revela o presidente da Gota d’Arte, Luís Rosário, por se tratar de uma associação com quem têm vindo, regularmente, a trabalhar.
A verdade é que o maestro da banda, Jorge Grenho, vinha já há alguns anos a juntar-se ao grupo carnavalesco da Gota d’Arte. Desta feita, a parceria acaba por ser “mais vincada”, contando o grupo com mais elementos da filarmónica elvense.
Dizendo que é em conjunto que se consegue fazer algo “mais bonito”, Jorge Grenho lembra que a Banda 14 de Janeiro, no passado, chegou a participar no Carnaval juntamente com o grupo da Azevia, bem como a título individual. “Juntei-me depois à Gota d’Arte, creio que dois, três anos, para tocar com eles, nos anos em que a banda não foi, e este ano surge aqui uma nova versão em que vamos todos juntos levar a alegria e a música à rua”, assegura.
Com esta união da banda à associação artística, o grupo é este ano formado por cerca de 160 elementos. “Temos desde o mais pequenino, que, com nove meses, vai ter uma intervenção no Coliseu, até à volta dos 70 anos. Temos dos mais pequenos aos menos jovens, mas também isso faz sentido, essa junção de gerações e estarmos todos uns com os outros”, avança Luís Rosário.
A par da música tocada ao vivo, com os músicos a fazerem do carro alegórico o seu palco, o grupo conta também com o seu habitual “corpo de baile”. Uma vez mais, as coreografias são da responsabilidade de Margarida Rodrigues.
A Gota d’Arte tem ainda um outro papel neste Carnaval, uma vez que, um ano mais, é a associação responsável por garantir a animação do corso infantil, na sexta-feira, dia 13. Nos dois últimos anos, o desfile das crianças, devido à chuva, teve de se realizar no Coliseu. Esperando que, desta vez, o corso possa sair à rua, Luís Rosário lembra que “ninguém consegue controlar o tempo”, mas que é “muito bonito ver o desfile pelas ruas do centro histórico”. “A nossa animação está preparada para isso, pelo que será sempre uma adaptação se tivermos que fazer no Coliseu. É sempre o plano B que nós devemos ter preparado”, diz ainda o responsável.
A entrevista completa a Luís Rosário e Jorge Grenho sobre o grupo de Carnaval da Gota d’Arte e da Banda 14 de Janeiro para ouvir no podcast abaixo:
O espaço.arte, em Campo Maior, acolhe até 12 de abril, a exposição “Campo Maior – Uma Visão Estereoscópica”, da autoria de Luís Caraças.
A mostra apresenta, na galeria municipal da vila, através de um conjunto de imagens, o território através da técnica da fotografia estereoscópica, criando uma experiência visual imersiva e diferenciadora sobre o quotidiano de Campo Maior. De acordo com o autor, neto de um antigo fotógrafo amador campomaiorense, esta exposição surge na sequência de um livro que editou com imagens captadas pelo seu avô: a obra “Campo Maior a Preto e Branco”, que retrata a vila entre os anos 20 e 50.
Detentor do espólio do seu avô e depois de uma recolha que fez em Campo Maior, em termos de “material socialmente gráfico”, Luís Caraças, também ele natural do concelho, considerou que seria interessante apresentar “uma exposição diferente de uma exposição tradicional de fotografia”. Esta é uma exposição que apresenta “fotografia estereoscópica, que é uma questão diferente, que muita gente desconhece, que existiu e que está na base do que hoje conhecemos como a fotografia digital 3D e tudo o que está à volta dela”.
A exposição reúne um total de 38 imagens, sendo que a par das do seu avô, que acabou tornar estereoscópicas, Luís Caraças apresenta também nesta mostra fotografias de dois outros fotógrafos, depois de ter conseguido recolher vários negativos.
Os temas apresentados nesta exposição, e que mostram “pequenos pedaços da história” de Campo Maior, vão desde as muralhas, às procissões e aos eventos, entre o século XIX e 2025, ano em que se realizou a última edição das Festas do Povo.
Um dos principais objetivos da mostra é dar a conhecer “às pessoas, aos interessados e à população escolar o que é a estereoscopia”. A estereoscopia, adianta Luís Caraças, “é uma coisa que vai além da fotografia normal”. “Ao contrário da fotografia plana, provoca no observador uma sensibilidade de presença, como se o espaço representado se abrisse à sua frente. No momento em que as duas imagens se fundem numa só, simulam o nosso olhar, os planos afastam-se, os objetos ganham volume e a distância entre os elementos torna-se subitamente mensurável”, esclarece.
As fotografias em exposição têm de ser visualizadas com uns óculos próprios, entregues aos visitantes à entrada do espaço.arte. “Cada uma das imagens tem uma legenda, um pequeno troço com uma explicação histórica, em resumo. Portanto, não se fica apenas por contemplar a fotografia. Além de contemplar a fotografia com a profundidade que ela nos dá, ainda tem uma nota histórica relacionada com o que estamos a ver”, remata Luís Caraças.